Um Amor Na Terra De Ooo
9 Capítulo 9 - Raptada
Notas iniciais
Bubblegum's POV
Acordei em um quarto escuro e úmido. Não me lembrava de nada, e nem como havia parado ali. Meus braços e pernas estavam presos, e eu estava numa posição desagradável, jogada de bruços no chão frio e duro. Eu me sentia tonta, enjoada e com uma grande dor de cabeça, como uma ressaca. Tentei gritar por ajuda, mas só então percebi um pedaço de pano envolto na minha boca. Murmúrios de desespero escapavam de mim. Tentei reorganizar meus pensamentos. O que eu havia feito? O que havia acontecido antes disso? Me lembro... de Marceline. Seu sorriso de leve, comigo no quarto dela. O que mais? Ela me levando para baixo da torre principal, flutuando. O reino... Algo muito tenebroso havia acontecido, mas o que? Decidi esquecer isso e me concentrar em me soltar, ou ao menos encontrar uma posição mais confortável. Me encolhi em posição de feto, e me deitei de lado, passando os braços por entre as pernas para eles ficarem na frente. Pelo barulho de metal arrastando no chão, pensei ser algum tipo de algema. O som ressoou no cômodo, e fez minha cabeça latejar. Tateei minha cabeça. Sabia, a coroa havia sumido! Droga, esses ladrões, sequestradores, ou o que quer que fossem, iriam pagar. Mas apenas se eu escapasse dessa situação. Minha pele encostava no chão frio, e me fazia ter calafrios. Será que ao menos me mantiveram com roupas? Eu não sabia, me sentia desnorteada, e nada parecia fazer sentido. Me arrastei com dificuldade até uma parede, e ali tentei me apoiar para me levantar. Duas tentativas falhas depois, eu consegui, mesmo estando dolorida e tremendo, consegui. Caminhei lentamente pelas extremidades do quarto, hora ou outra batendo em uma parede ou um móvel. Um som contínuo começou a se ressoar, gotas caindo preguiçosamente. Caminhei por um longo corredor, e o mesmo som começou a se tornar mais profundo. Pouco depois, cheguei à uma sala levemente mais clara, com uma tocha radiando um brilho fraco. Lembrei dos meus estudos de ciências, ufa. Me estiquei na ponta dos pés, mordi o trapo com força e pus a corrente de ferro que unia meus pulsos ao fogo. Como a corrente era curta, minha mão se aqueceu rapidamente, e gemi de agonia, o calor intenso devastando minhas mãos. Alguns minutos depois, puxei a corrente longe do fogo, esperei esfriar e puxei-a com força nas duas extremidades, fazendo ela ranger.
~~Vamos Jujuba, você consegue -Pensei.
Minhas mãos estavam queimadas e calos não iriam melhorar minha situação. Mordi o trapo com força e puxei novamente a corrente, que soltou um segundo rangido. Senti o ferro que já era velho e enferrujado se entortar, e após mais umas tentativas leves, o metal enfim se partiu, libertando minhas mãos, só restando uma 'pulseira' grossa do que antes me mantinha numa posição desconfortável. Desamarrei o trapo sujo que estava me sufocando a tanto tempo, e enfim respirei profundamente. Falei, sozinha:
-Bom, aqui vou eu...
Retirei a tocha do lugar e comecei a derreter o metal dos pés, e por volta de meia hora depois eu consegui me soltar. Me livrei do restante da corrente que me segurava e segui por um outro corredor, à procura de uma luz ou algo que me ajudasse a me libertar desse pesadelo...
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