Um Amor Muda Tudo
33 Reunion
O nervosismo e a insegurança pairava sobre aquele lugar, Tasha nem nos seus piores pesadelos imaginava reencontrar sua filha daquela forma.
Ela tinha tanto medo do que viria após isso, de como terminaria, Tasha nunca perdeu o controle ou ficou sem saber o que fazer, mas quando o assunto era a sua filha ela se sentia desarmada. Ela era o seu reflexo só que mais corajosa e impulsiva, muitas vezes ela questionava se tivesse criado a Nathalie desde o início aquela garota teria crescido tão forte e tão decidida, ou se iria ficar protegendo a garota do mundo como fez desde o dia que a conheceu.
Patterson que tanto se desgastou para procurar a Nathalie em segredo, agora, respirava um pouco mais aliviada. Saber que a garota estava viva lhe trazia uma paz muito grande, inexplicável até, porém ela ainda não estava totalmente segura de que tudo, existia lá fora uma grande ameaça, e como ela queria que quando abrissem aquela porta houvesse uma passagem mágica para um lugar seguro, ou simplesmente para NY, sem precisar enfrentar qualquer coisa que estivesse lá fora. Ela tinha tanto medo de que algo ruim algo acontecesse.
Tasha precisava voltar viva, Nathalie precisava voltar viva, no momento ela não pensou muito nela, mas pensou nas duas ao seu lado, o quão importante cada uma era na sua vida, de forma diferente e única. Ela não queria fazer contato com o sioc agora, deixaria todos muito preocupados, ela precisaria resolver isso sozinha.
Nathalie só queria uma forma de tirar as outras duas dali, ela não se imaginava perdendo as pessoas que amava, nunca passou por isso antes. Ela não se deixava criar laços com ninguém, passava de orfanato em orfanato, nunca soube o que era família ou o que era sentimentos por alguém, mesmo quando conheceu Madeline, não existia sentimento, ela apenas tinha sido treinada para matar.
Nas ruas ela também não aprendeu sobre sentimentos, apenas como se defender e criar muros. Foi Tasha que lhe ensinou o que era amor, foi Reade que derrubou os muros que ela criou, ele soube conversar com ela desde o primeiro momento em que se viram, sempre protegeu ela e a mãe, foi com eles que ela entendeu o significado de família, de amor e de confiança. Patterson lhe trouxe equilíbrio, sempre que ela não estava bem a loira sabia o que lhe dizer, o restante da família veio para somar, Kurt e Jane foram os tios que ela nunca ousou em pensar, Rich era mais o primo brincalhão que tirava todos do sério mas que lhe proporcionava boas risadas.
Ela aprendeu que independente de qualquer coisa estavam todos juntos, um pelo outro e ela não iria abrir mão dessa felicidade, custou anos para que ela conquistasse isso. E de bônus tinha o Natan, seu irmão, um serzinho por quem ela tinha tanto amor, capaz de lhe dar o mundo só pra ver aquele sorriso doce do garoto, e também a pequena Ísis Weller como ela amava contar histórias para aqueles pequenos anjos. Ela precisou afastar essas lembranças lindas que colecionou desde de que chegou em NY, as horas se passavam e mais próximo chegava o momento de tomarem as decisões sobre o que fazer com o John, com a Nas e com a Medusa.
— Eu preciso ir, tenho que terminar o que eu vim fazer. — Disse Nathalie.
— Você não vai sair daqui, é arriscado demais Nathalie. — Protestou Patterson.
— Patterson eu sabia que era arriscado desde o momento em que eu entrei nessa. — A garota tentou acalma-la mas não estava dando certo. — Eu sabia que tinha que abrir mão de muitas coisas quando entrei na CIA. Coisas que eu realmente amava com toda a minha vida.
— Nós vamos pensar em algo para sair daqui. — Disse Patterson. — Não precisamos arriscar tudo.
— Vamos? — Insistiu Nathalie para ver se a loira falava sério.
— Vamos! — Afirmou Tasha. — Eu só preciso me concentrar para pensar com calma, enquanto isso Nathalie você poderia parar de andar de um lado para o outro, isso está me deixando nervosa.
— Nós estamos ficando sem tempo mãe, o John vai começar a desconfiar que eu sumi.
— Eu estou pensando Nathalie. — Respondeu Tasha.
— Já pensou? Porque não vai adiantar ficar de olhos fechados.
— Ainda estou pensando...
— Ok! Eu vou sair! — Nathalie insistiu mais uma vez.
— Lá fora não é só o John, tem a Medusa e a Nas. Precisamos de um plano ou vamos ter grandes percas. — Reforçou Tasha.
— Não temos um plano, e não temos muito tempo. Você já foi da CIA sabe que temos que improvisar.
— Certo e como você quer fazer? — Questionou a latina, queria saber até onde a filha chegareis.
— Tasha? É sério? — Questionou Patterson incrédula, só de imagina o que as duas fariam juntas.
— Isso é uma pergunta ou um desafio mãe? — Nathalie perguntou com um meio sorriso.
— Um desafio! — Tasha correspondeu com um sorriso. — Espero que você seja um agente de campo tão boa quanto eu.
— Ok ok... Nós somos três, e temos três alvos. Não podemos usar armas porque iriam chamar bastante atenção, eu tenho três seringas com ácidos. — Avisou Nathalie assustando Patterson com suas palavras. — Usem para se defenderem, só usem as armas em último caso. Nos encontramos no heliponto, vou pedir um jatinho a Keaton para sairmos daqui.
— E isso vai dá certo Nathalie? — Perguntou Patterson.
— Temos que fazer dá certo! — Ela respondeu sinceramente.
— Ótimo chefe, é só dá o sinal que começamos. — Tasha sorriu, ela não queria dizer isso, mas tinha que concordar, a filha era muito boa sobre pressão, sabia como e o que fazer diante de uma situação complicada.
Nathalie repassou o plano mais uma vez entre elas, fazer dá certo só dependeria delas agora não teriam uma nova chance.
— A Medusa não conhece a Patterson, se ela me ver vai atacar, ela precisa ser pega de surpresa, dos outros nós damos conta Nathalie. — Reforçou Tasha.
— Mãe? Você tem certeza de que quer fazer assim?
— Só confia em mim! Eu sei o que estou fazendo Nathalie.
— Vocês duas são loucas, mãe e filha, sem nenhuma noção de perigo. Vocês podem ter um pouco de sanidade pelo menos um momento? — Insistiu Patterson, a loira temia pelo que pudesse dá errado.
— Vai dá certo Patterson. — Respondeu Nathalie. — Nos encontramos no heliponto.
— Certo! As outras duas responderam em uníssono mesmo não concordando totalmente.
Patterson observava em seu sistema através do tablet como estava a situação da festa para que pudessem sair em segurança. Enquanto isso Tasha e Nathalie conversavam um pouco mais.
— Eu sei como é difícil, você tem uma ligação muito forte com ele e existe um sentimento... — Tasha iniciou mas foi interrompida por Nathalie.
— Pode parar, não é nada disso. Eu não gosto do John! Foi tudo pela missão, nunca houve sentimento. — Confessou ela.
— Então você não sente nada, e ele? — Quis saber a mãe.
— Eu não posso responder nada por ele.
— Se não é ele, então quem é?
Nathalie fechou os olhos por um minuto, pensando em como explicar para a mãe algo que nem ela mesmo sabia.
— Dona Natasha será que podemos ir? Você perguntas difíceis quando está nervosa. — Nathalie tentou fugir daquele assunto tão complicado pra ela.
— Podemos. Mas essa nossa conversa não acabou.
— Mãe? Fique segura, eres una madre increíble, eu te amo! — Disse ela ao segurar nas mãos de Tasha.
— Também amo você mi niña. — Disse Tasha abrandando-a.
— Gente, Reade ao telefone , ele está com o Keaton e vai nos dá cobertura. — Interrompeu Patterson.
— Perfeito! Chegou a hora. — Tasha respondeu secando as lágrimas dos olhos.
— É claro que eu não falei do seu plano louco Nathalie, ou ele já estaria aqui com uma camisa de força. — Avisou a loira.
— Pensei que tinha aceitado as condições do plano Patterson.
— É o que temos! — Confessou Patterson vendo Nathalie revirar os olhos, igual Tasha fazia quando estava contrariada.
— Meninas vamos! Não temos muito tempo. — Alertou Tasha.
— Nathalie? — Chamou Patterson.
— Sim? — A garota parou próximo a porta.
— Tente voltar viva. — Pediu a loira que começava a sentir um estranha sensação.
— Eu sei o que estou fazendo. — Disse ela acenando com um sorriso.
Dali pra frente as três só poderiam contar com a sorte, não teriam uma a outra e seria cada uma por si.
Nathalie foi a primeira a passar pelo salão, ela encarou a Nas disfarçadamente por alguns instantes e foi em direção ao jardim, a festa tinha acabado e restavam só algumas pessoas cuidando do salão.
Tasha também fez o mesmo percurso mas tomou uma direção oposta, fazendo com que Nas ficasse sem saber a quem estava perseguindo. O plano estava caminhando para o rumo certo.
Nas ficou em dúvidas do que estava vendo a poucos metros e tratou de contatar a sua parceira de crimes.
— Medusa onde você está? Estou começando a ficar preocupada. — Ela falou assim que a mulher atendeu o telefone. — Acho que o nosso plano está indo por água abaixo.
— Eu estou indo em direção ao banheiro, eu vi a Natasha indo até lá, você fica com a Nathalie? — Questionou a assassina de aluguel.
— Eu não sei qual das duas passaram aqui. Acho que estou vendo coisas, ou as duas passaram por aqui. — Falou Nas um pouco confuso.
— Impossível! A Nathalie está no banheiro, acabei de vê-la passando.
— Tem certeza Medusa? Não vamos ter outra chance.
—Eu não tenho tempo de brincar de adivinhações, então pega a que passou por você. — Sugeriu a mulher irritada.
Medusa seguiu como o combinado até o banheiro, chegando lá se deparou com uma mulher que chorava muito, chegava a soluçar. Essa mulher tinha passado por algo naquela festa ou estava muito bêbada, isso preocupou a mulher que tinha todo o plano arquitetado e não deveria ter mais ninguém ali, a festa já tinha acabado.
— Ei está tudo bem? — Quis saber ela se aproximando.
— Não. E me deixa aqui em paz! — Respondeu a mulher que estava sentada no chão do banheiro.
— Calma! Se levante daí. — Ordenou Medusa tentando segurar a loira pelo braço.
— Não! Me solte!
A mulher insistia em não sair do lugar, Medusa pensou em atirar naquela desconhecida loira ali mesmo, mas chamaria muita atenção. Precisava deixar o local livre, assim que Nathalie entrasse ela atiraria, mas aquela mulher estava no local errado, ela seria uma testemunha ocular de um assassinato.
— Você está bêbada? A festa já acabou. — Ela tentou levantar a mulher do chão novamente, mas percebeu que no estado em que ela estava não se lembraria de nada no dia seguinte, ela pensou até em incriminar aquela desconhecida, mas desistiu. — Vou te ajudar a sair daí, acho que você passou dos limites, com quem você veio? Tem alguém que eu possa ligar?
— Só me deixa aqui sozinha, saí daqui. — Falou a mulher em estado de embriaguez total.
Medusa se abaixou para ajudar a loira a se levantar, o movimento deveria ser muito rápido e certeiro, afinal só teria uma única chance, e seria ou ela ou a Medusa.
— O que você fez garota? O que aplicou em mim? — Medusa falou ao sentir uma picada no pescoço , logo a sua respiração ficou cada vez mais falha, o ácido tinha efeito imediato.
Numa manobra rápida Patterson conseguiu empurrar a mulher que estava caída sobre si. Agora só restava torcer para que as outras também tivessem a sorte de saírem vivas, elas ficaram com a parte mais complicada, pelo menos um já se foi.
John conversava com um dos últimos convidados que ainda estava no jardim e já se preparava para deixar o local, ela se aproximou dele cautelosamente.
— Ei você sumiu, onde estava? — Perguntou ele assim que a garota se aproximou.
— Reservando o nosso jantar, não pediu que eu providenciasse tudo? — Falou ela colocando os braços em volta do pescoço de John.
— Você é realmente uma caixinha de surpresas Atena. Como foi com os federais? Quero saber como se livrou deles.
— Eu vou pular da parte chata para a parte interessante, não sobrou um sequer! Todos eles se foram, e o melhor. — Ela sorriu mordendo o lábio. — Não deixei nenhum rastro.
— Quantas vezes já fez isso? Quantas vezes matou alguém? — Questionou John de forma curiosa, ele ainda não conhecia esse lado da namorada.
Nathalie fechou os olhos lembrando-se de Madeline e de Ted. Pessoas que cruzaram o seu caminho e que ela foi obrigada a tirar a vida delas para que ela pudesse permanecer viva.
— Todas as vezes que foi preciso. — Ela tentou parecer fria.
— Ui! Senti medo agora. — Ele sorriu abraçando-a. — Eu preciso conhecer você melhor. Que tal após o jantar?
— Eu acho uma ótima ideia.
— Onde está a sua amiga? A loirinha que estudou com você.
— Ela nos encontra no hotel, já passei o endereço e ela tinha umas coisas pendentes para resolver z
— E nós dois temos algumas coisas pendentes também?
— Ah John sempre teremos. — Disse afundando sei seu rosto no pescoço dele.
— Você foi incrível hoje sabia? Fiquei te admirando por um tempo e caramba que mulher incrível você é. — Se derreteu ele.
— Você pode se considerar um cara de sorte. — Ela ficou na ponta dos pés para beija-lo, de forma lenta ela explorava cada parte da sua boca de forma sensual.
— Deixa eu te lembrar que estamos ainda em um local público. — Ele falou um pouco tímido fazendo com que ela soltasse uma gargalhada enquanto colocava sua gravata no lugar.
— Isso nunca foi problema para nós dois. Está com medo de ser flagrado? Eu não tenho nenhum problema com isso.
— Atena! — Ele sorriu apertando sua gravata. — Meus seguranças estão nos esperando.
— Ah John, dispensa seus seguranças, eu mesma vou cuidar de tudo.
— Você gosta muito de arriscar, não sei se devo. — Ele quis provocá-la.
— Ou tudo ou nada. Não confia em mim? — Questionou Nathalie enquanto seus dedos passavam no peitoral definido do homem à sua frente.
— Confio com a minha vida. — Respondeu ele com um sorriso.
John fez o que a sua Atena pediu, essa era a deixa dela, sua mãe precisava disso para prosseguir com o plano em segurança. Após ficarem só dois no pátio do estacionamento, era a hora de colocar em prática o combinado.
— Posso começar? — Perguntou ela bem próximo ao ouvido dele.
— Começar? Com o que baby? — John já estava entrando na brincadeira dela.
— Jonathan Parking você está preso! — Ela sussurrou no seu ouvido após colocar as algemas.
— Que fetiche é esse Atena? — Perguntou ele animado.
— Não é fetiche, você está preso por crimes de genocídio e muitos outros.
— O que? Que brincadeira é essa? Quem é você? — Ele falou ao ver alguns homens armados se aproximando acompanhados de Keaton.
— Agente Nathalie Vaz, Inteligência Americana. — Falou mostrando um seu distintivo. — Foi um prazer conhecê-lo John! — Ela o entregou para os homens de Keaton. — Espero que você se divirta, tem um local especial esperando por você.
.
— Sua desgraçada mentiu esse tempo todo? Eu vou matar você!
— Que engraçado amigo Ted me falou a mesma coisa antes de morrer. — Disse ela de forma diertida. — Uma coincidência não?
— Então foi você quem o matou? — Ele tentou se soltar, mas foi contido pelos homens da Cia.
— Poupe seus esforços John, vai precisar deles. Tenha uma boa estadia! — Disse ao vê-lo indo para um dos black sites.
— Nathalie tudo certo com a sua mãe e a Patterson? — Keaton perguntou.
— Espero que sim. — Ela mostrou os dedos cruzados. — Até agora sem notícias pelo comunicador.
— Eu vou avisar ao Reade que vocês estão bem. Vá para o ponto de encontro, vou pedir o jatinho da CIA para levar vocês. — Avisou ele.
— E a Nas? O que vai acontecer com ela? — Ela quis saber.
— Tem uma cela experimental esperando por ela e alguns novos testes da Cia. — Respondeu ele com um meio sorriso.
— Você não sabe a vontade que eu tenho de vê-la naquele lugar.
— Ei, você vai voltar para NY, você me prometeu que voltaria para cuidar da sua mãe. Ela precisa de você!
— É por ela que eu vou voltar. Por ela, pelo meu irmão e pelo Reade.
—Só por eles? — Keaton parecia saber algo mais.
— Por quem mais? — Questionou Nathalie se fazendo de desentendida.
— Seu irmão deve está enorme não é? — Keaton não quis entrar no assunto.
— Deve sim! Keaton deixa o jatinho pronto eu vou procurá-los.
— Certo chefe! Você vai fazer falta. — Disse ele lhe puxando para um abraço de despedida.
— Obrigada por tudo. Você foi um mentor incrível.
Nathalie saiu, deveria encontrar com Patterson nas escadas, foi lá também que marcaram com Reade. Depois que Tasha terminasse com Nas, seria a hora de voltarem para casa, a garota não via a hora de ter um novo recomeço.
A garota seguiu cautelosa até as escadas foi quando encontrou a loira.
— Ei você está bem? Se machucou? — Nathalie perguntou assim que encontrou com Patterson.
— Estou bem, fica calma. — Respondeu Patterson tranquilizando ela.
— Como foi com a Medusa?
— Saiu como o combinado, você é boa com planos. Está tudo bem com você?
— Patterson minha mãe está demorando não acha?
— Calma, ela ainda está no horário combinado.
— E se ela estiver precisando de ajuda? — A garota andava de um lado para o outro.
— Não está, Tasha já teria mandado algum sinal. — Patterson tentou tranquiliza-la.
— Mesmo assim, não acha que deveríamos chegar mais perto?
— E atrapalhar todo o plano? Sem chances, pode ficar aí onde está.
— Patterson eu vou até lá , fica aí que o Reade vai chegar a qualquer momento. — Disse ela impaciente.
— Você vai atrapalhar o plano Nathalie, foi você mesma quem definiu assim.
— Mas ela já devida ter dado algum sinal. — Insistiu ela.
(...)
Momentos mais cedo.
Ela caminhou entre os corredores daquele hotel até sentir que estava sendo seguida por alguém um pouco menor que ela. Era o plano enfim dando certo.
— Nathalie, enfim a sós! — Disse a mulher seguindo logo atrás dela. — Sem Keaton, sem a sua mãe, sem ninguém. Apenas duas amigas batendo um papo.
— E quem disse que somos amigas agente Kamal? — Falou Tasha se virando e revelando quem realmente era.
— Zapata? — Questionou ela surpresa.
— Qual o seu problema com a minha filha?
— Ela me lembra que eu errei com você, ela é igualzinha a você, sempre no meu caminho. Eu quase sacrifiquei a minha carreira com você na CIA, apostei tudo e você falhou.
— Não falhei, eu fiz o que era correto. — Tasha rebateu.
— A Claudia está viva e a Madeline está morta, quem não fez o dever de casa aqui? — Alfinetou Nas. — Sua filha está no mesmo caminho, mas hoje isso termina.
— Vai me matar igual fez aos outros Nas?
— Suas mãos também não estão limpas Natasha.
— Eu consegui mudar o meu passado, eu voltei para as pessoas que eu amava, isso me trouxe de volta. É uma pena você não ter conseguido o mesmo. — Tasha falou com desdém.
— Sabe que esse é o momento perfeito para acabar com você?
— Será que você consegue? — Desafiou Tasha.
(...)
— Patterson eu vou atrás dela! — Insistiu Nathalie.
— Nathalie espera! — Pediu Patterson.
— Eu vou! Minha mãe pode está precisando de ajuda.
— Então eu vou com você. — Decidiu Patterson.
— Não, o Reade pode chegar e se não achar nenhuma de nós aqui vai ficar preocupado.
— Nathalie eu não vou deixar você ir sozinha.
— Fica aqui, por favor Patterson. Fica! — Insistiu ela.
— Me avise qualquer coisa. — A loira se deu pro vencida.
Nathalie seguiu para o local que sua mãe estaria, seu coração estava acelerado, quanto mais ela chegava perto mais tentava afastar esses pensamentos de que algo ruim estava acontecendo. Essa sensação estava lhe assombrando a cada segundo.
Nas se viu sem muitos recursos, Medusa não lhe respondia, ela estava sozinha ali, sem muitas opções. Na sua cabeça ela precisaria levar Tasha para um local que fosse mais difícil de encontrá-la, principalmente para o que a diretora da Cia planejava.
Ela tentou distraí-la derrubando alguns objetos, quando Tasha tirou seu olhar do foco por um segundo Nas conseguiu correr, levando Tasha para o outro acesso da cobertura, as duas correram para uma outra parte, mais abandonada e cheio de sobras de obras inacabadas, Nas tentou fugir, mas foi impedida por alguém que bloqueava sua passagem.
Nathalie ouviu um barulho alto vindo de uma das partes da cobertura seguido de passos rápidos, seu coração acelerou ainda mais quando sua mente pensou nas possibilidades que poderiam está acontecendo. Logo a garota saiu em uma das portas e deu de cara com ela, a pessoa de quem estava tentando se livrar.
— Olha quem veio se juntar ao show! — Disse Nas o ver a garota com cara de assustada.
— Mãe você tá bem? Você tá ferida? — Questionou Nathalie se aproximando.
— Nathalie sai daqui, agora! — Pediu Tasha, ela já sabia do que Nas era capaz.
— Mãe seu braço está sangrando, o que aconteceu?
— Eu só bati em algum lugar Nathalie. Agora eu preciso que você saia daqui. — Insistiu Tasha.
— E porque não atirou? — Questionou Nathalie enquanto era observada por Nas.
— Tem produtos inflamáveis nesses tonéis, não dá para fazer isso aqui.
— Que bom que você conseguiu observar isso, vou acabar com as duas ao mesmo tempo. — Afirmou Nas.
— Nas você não entende, se você atirar e atingir algum desses tonéis morreremos todas. — Disse Nathalie.
— Será uma honra levar vocês comigo Nathalie.
— Nathalie onde está o Reade? — Tasha perguntou estranhando a garota está sozinha.
— Pelo tempo já deve está chegando.
— Que ótimo, ele vai chegar a tempo de presenciar a mulher e a filha sendo mortas, ele jamais esquecerá disso. — Nas queria colocar terror entre as duas.
A mulher deu mais alguns passos em direção a garota que ainda permanecia imóvel na porta.
— Nas acabou! É melhor parar por aqui, se entrega e tentar seguir a sua vida, você pode fugir e ficar bem longe de todos, só vamos sair daqui. — Pediu Nathalie observando novamente o local.
— Nathalie não é assim que termina, não é você que dita as regras por aqui. — Ela falou puxando a garota pelo braço.
— O que você pensa que está fazendo? — Disse a garota tentando se soltar. — Já acabou e você perdeu.
— Você está errada. — Ela sacou a arma apontando para a garota. — Chegou a hora daquele nosso pequeno acerto de contas. Lembra? Você acabou com os meu planos, e não vai sair assim. Pensou que trazer a sua mãe pra a missão seria o suficiente? Você fez o certo, assim eu posso acabar com as duas de uma única vez.
— Acabou Nas! O John está preso, a Medusa está morta e você ficou sozinha. Está sem ninguém! — Falou Nathalie.
— Nas abaixa essa arma por favor. Você está criando mais problemas para você. — Gritou Tasha. — Está apontando a arma para a minha filha e isso não vai terminar bem.
— Não Natasha!
— Não me obrigue a fazer isso. — Tasha também sacou a arma apontando para Nas, ela tinha perdido a cabeça.
— Você arruinou os meus planos com a Madeline Tasha, destruiu tudo e voltou para o FBI, e agora sua filha fez o mesmo e não vai ficar assim dessa vez. — Ela respondeu sem tirar os olhos da Nathalie.
Patterson assim que ouviu o barulho dos objetos caindo correu em direção do barulho, mas não achou ninguém. Percebeu que pela bagunça de objetos espalhados algo aconteceu por ali, foi quando viu um pouco de sangue pelo chão, não era de algo grande mas alguém ali estaria ferido, e ela torcia para que fosse a Nas.
Viu pedaço de tecido enganchado no local, tecido preto, provavelmente da Tasha ou da Nathalie. Ela correu em direção de onde viam as vozes, seu coração estava acelerado com a cena.
— Nas abaixa essa arma! — A loira exigiu também sacando a sua arma.
— Olha quem chegou! Minha agente favorita. — Disse Nas.
— Patterson não! — Nathalie sussurrou. — Abaixa isso.
— Não me lembro de ter lhe convidado Agente Patterson, mas parece que, quando as pessoas que amamos estão em perigo nós ficamos tão valentes, não é? — Debochou Nas, fazendo com que Patterson ficasse mais tensa enquanto alternava o olhar entre Tasha e Nathalie. — Mas chegou a tempo de ver as pessoas que arruinaram os meus planos pagando por eles.
— Ninguém arruinou os seus planos, você não sabe fazer as coisas, esse é o seu problema. Isso não é culpa de ninguém. — Patterson falou.
— Quer atirar? — Nathalie deu alguns passos à frente, ficando com o cano da arma bem próximo do peito. — Então atira! Tá esperando o quê? — A garota enfrentou a mulher.
— Nathalie que loucura é essa? Para com isso! — Implorou Tasha.
— Vai Nas, atira! — Encorajou a garota. — O que você ainda está esperando? Acaba acaba logo com isso. Vai acaba com todas de uma única vez!
— Nathalie se afasta por favor! Tasha pediu novamente, ela estava desde início tentando tirar a filha daquela situação, sabia como a garota agia por impulso.
— Nas você pode atirar se quiser, mas não vai sair dessa viva. Está com raiva porque o seu plano falhou? Eu não me responsabilizo pela sua incompetência. — Provocou a garota mais uma vez.
— O meu plano era a prova de falhas, não tinha como dá errado, se não fosse pelas suas atitudes. Desde o começo eu queria acabar com você, meu erro foi deixá-la viva. — Afirmou a mulher.
Reade percebeu que elas estavam demorando para descer, e decidiu ir ao encontro delas. Ao chegar lá seu coração foi ao chão com a cena que viu. Reade se culpou por ter deixado as duas sozinhas.
— Nas o que acha que está fazendo? Baixa essa arma que loucura é essa? — Ele gritou assim que se aproximou.
— Isso não é com você ou sobre você, esse assunto é meu! — Disse ela ainda sem tirar os seus olhos de Nathalie.
.
— Nas trouxe a Medusa para me matar? Você desceu a um nível muito baixo. — Insultou a garota. — Eu juro que esperava bem mais de você.
— Eu vou acabar com você! — Insistiu a mulher.
— Já falou isso, agora estou esperando você fazer. — Nathalie estava a todo momento tentando desestabilizar Nas.
— Você está desarmada, em quem está se confiando?
— Você sabe que se atirar vamos todos morrer, então eu sei que não faria isso. Vamos sair e você vai fugir para algum lugar paradisíaco, depois você vai voltar para terminar com a sua vingança contra minha mãe, porque o seu consolo é vê-la sofrer, e não vai conseguir isso se todos morrermos aqui.
— O que tá fazendo? — Sussurrou Patterson.
— Você não está errada sobre isso! — Respondeu Nas.
— Então abaixa essa arma e foge, ninguém vai saber o que aconteceu.
— Agora você está errada, eu não fujo. E eu quero que todos saibam o que aconteceu aqui. — Respondeu Nas.
— Mas o que está acontecendo aqui? — Gritou Keaton ao chegar e ver toda aquela cena. — Nas, o que acha que está fazendo?
— Keaton eu te falei que eu não queria essa garota trabalhando para a agência, você disse que iria se responsabilizar por ela, porque ela ainda está viva? É por conta da mãe dela? — Provocou Nas sabendo que Reade estava ouvindo tudo.
— É porque ela é muito boa no que faz, e você esteve esse tempo todo com medo que ela te destacasse, que ela se sobressaísse melhor do que você. Você sabe bem da capacidade dela. — Afirmou Keaton.
Nathalie podia sentir o cano frio próximo ao seu peito, seu coração estava acelerado, batia num ritmo totalmente descompassado, mas ela não podia transparecer o seu estado. Sabia que isso poderia acontecer, já tinha enfrentado a Nas em outros momentos, mas em nenhum ela se sentiu tão despreparada como agora, ela só podia torcer para ninguém sair ferido, ela fez muitas coisas para que esse plano chegasse até o final. Sua prioridade era a sua família.
— A minha filha não tem culpa, o seu problema era comigo, então resolva ele apenas comigo. — Tasha quebrou o silêncio.
— E existe maneira melhor de se resolver isso? — Nas falou em tom sarcástico. — Sei que isso lhe atinge, e eu vou tirar isso de você.
— Nas está esperando o que? — Nathalie questionou. — Agora tenha certeza que você vai até o final. Você está sozinha!
— Eu não estou sozinha! — Insistiu a mulher.
— Não? Eu não vejo mais ninguém. Com quem você está? — Nathalie provocou mais uma vez sua oponente. — Porque aquela mulher ali é a mais corajosa e a mais justa que eu conheci. — Ela apontou para onde Tasha estava. — Então eu tenho toda a certeza que ela não fez nada para te prejudicar. Ela é uma leoa para defender as pessoas que ela ama, então se você atirar tenha certeza que ela vai abrir fogo contra você.
Aquele homem ali, se importou comigo como nenhum outro, foi o pai que eu nunca tive na vida, mesmo nas minhas guerras ele sempre ficou ao meu lado para lutá-las comigo, ele sempre conseguiu extrair o meu melhor. — Ela apontou para Reade. — Nas, se você atirar em mim ele também vai atirar em você.
— Nathalie? — Choramingou Tasha.
— Nathalie não me desafia. — Ela falou perdendo a paciência e dando mais um passo em direção a garota, que podia sentir sua respiração pesada.
— Eu ainda não terminei. Lembra da Patterson? Que você questionou por varias vezes se ela era minha distração, ela não era, ela é! — Nathalie dirigiu um olhar doce para a loira. — É uma das poucas pessoas que consegue enxergar que existe algo bom em mim e ela nunca desistiu, ela fez de tudo para me achar e sempre se certificou que eu estivesse segura. Você pode atirar em mim e fugir, mas a Patterson viraria todo o sistema do FBI, ela não descansaria um só momento até encontrar você.
— Mas você falou tanto é ainda continua na minha mira. — Provocou Nas.
— Antes que eu esqueça. — Disse a garota. — Tem o Keaton, a pessoa que sempre esteve ao seu lado, e sempre protegeu você dentro da organização, você o apunhalou pelas costas só por conta de uma promoção, só para subir de carreira. Nas você merece está sozinha.
Isso sem falar dos que ficaram em Nova York, Jane e Kurt eles iriam até o final atrás de você, e também teria o Rich ele é ótimo no que faz, se eu fosse você eu me entregaria.
— Só faço isso depois que eu não ouvir mais essa sua voz debochada. — Disse a mulher muito irritada depois de tudo o que ouviu.
— Nathalie se afasta da Nas agora. — Pediu Patterson.
— Ou o que? — Nas insistiu para ver até onde a loira iria.
— Ou eu gastaria todos recursos do FBI para ir atrás de você. — Falou Reade tomando a frente daquela discursão. — Você nunca foi tão covarde Nas, está atacando a minha filha, e ela está desarmada. — Reade está a visivelmente irritado com Nas, o agente falou apontando sua arma. — Nathalie dá um passo pra trás.
— Reade não suja suas mãos com ela, nenhum de vocês precisam fazer isso, ela não vai atirar. — Alertou Nathalie.
— Não vou? Você tá lendo mentes agora garota?
— Não, você não vai, não tem coragem! Se você de fato você quisesse atirar já teria feito isso.
— Está me desafiando?
— Estou! Desde o começo, não percebeu isso? — Debochou a garota. — Eu vim para ser o seu pior pesadelo e o seu maior problema.
—- Você nunca mais vai ficar no meu caminho garota, tá na hora de se despedir desse mundo Nathalie.
Apenas um tiro, somente um foi preciso ser disparado para acabar com aquilo tudo, e tudo ali parecia está em câmera lenta na cabeça de cada um.
Não era assim que ninguém esperava terminar, não foi assim que aquele dia foi planejado, mas só foi preciso um para por fim naquela discursão.
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