Notas iniciais
Olá Pessoal, Desculpem a demora mas, a Sneak Peek de ontem acabou comigo então, demorei um pouco para pegar o clima que eu precisava para o capítulo. Beijocas e espero que gostem.

Pra Ser Sincero (Engenheiros do Hawaii)

Pra ser sincero eu não espero de você
Mais do que educação,

Aperto de mãos,
Apenas bons amigos...

Um dia desses
Num desses encontros casuais
Talvez a gente se encontre
Talvez a gente encontre explicação

Um dia desses
Num desses encontros casuais
Talvez eu diga, minha amiga,
Pra ser sincero, prazer em vê-la
Até mais...

BECKETT

O assassino estava sob custódia, era uma pena um irmão destruir a família por ciúmes. Foi um caso difícil e, devo admitir, se não fosse pelo Castle, nunca teríamos prendido o verdadeiro assassino e, um inocente iria para a prisão. Foi quando vi que ele estava ali na calçada, olhando para mim. Era a hora de nos despedirmos desta breve parceria.

— Bem acho que isso é tudo. – ele era extremamente irritante mas, sentiria falta dele.

— Não precisa ser. Poderíamos jantar e nos interrogar. – não acredito que ele está jogando o seu charme para cima de mim.

— E ser outra conquista sua.

— Ou eu poderia ser a sua? – e se... Não, não daria certo.

— Prazer em conhece-lo, Castle. – estendi minha mão para um cumprimento educado.

— Que pena, seria ótimo. – após ele soltar minha mão, me aproximei da sua orelha.

— Você não tem ideia. – mordi o lábio inferior, me afastei devagar, louca para me virar e ver sua cara diante da minha provocação mas, não daria a ele esse gostinho. Era o fim, nunca nos encontraríamos novamente.

O dia transcorreu tranquilo, preenchi as papeladas do caso durante toda a tarde. Não via a hora de dar o meu horário e, ir para casa ler ‘A Queda de Storm’, pelo menos ter trabalhado com Castle, me trouxe uma vantagem, minha coleção está completa.

Mal cheguei em meu apartamento e meu celular tocou. Era a Lanie.

— Oi, Lanie. – pelo o que eu conhecia dela, já sabia qual era o assunto.

— Me conta tudo, e não me esconda nada. – eu sabia.

— Prendemos o assassino. – não tinha muita coisa para contar.

— Ei, garota. Não é disso que eu estou falando, quero saber do escritor bonitão. – lembrar aqueles olhos azuis, me fizeram sorrir.

— Ele é irritante, egocêntrico e parece uma criança com um brinquedo novo. – e tinha um bumbum daqueles mas, eu não falaria isso para ela.

— Só isso? Que decepção. – ela suspirou tão alto, que pude ouvir.

— E....Me convidou para jantar. – deu um grito no telefone e, eu quase fiquei surda.

— E você aceitou, é claro. Me diz que aceitou.

— É claro que não, Lanie. Eu seria apenas mais uma na sua extensa lista de conquistas. – ‘Ou eu poderia ser a sua?’ a voz dele ainda girava na minha cabeça.

— Vai dar uma de santa agora! Você poderia ter aproveitado um pouquinho o menino-escritor. – teria aproveitado muito mas, seria apenas isso e, mais nada.

— Talvez, agora já foi. Eu queria conversar mais mas, eu realmente estou cansada, Lanie. Te ligo amanhã, pode ser. – era uma mentirinha inocente, eu queria mesmo ler o livro dele.

— Tudo bem mas, não pense que vai conseguir fugir de mim, hein? Te vejo amanhã. – ela desligou e, eu me senti aliviada. Até amanhã, conseguirei pensar em como me esquivar das suas perguntas.

Agora, era o meu momento. Enchi a banheira e acendi umas velas aromáticas no banheiro, abri uma garrafa do meu vinho favorito e, finalmente, pequei minha mais nova edição autografada de ‘A Queda de Storm’. Sempre fazia esse ritual para ler os livros dele, tinha que ficar relaxada para me entregar a estória.

Entrei vagarosamente na banheira e, depois de me acomodar, comecei a apreciar aquela leitura envolvente. Após alguns minutos, me peguei pensando nele e, em seu convite. Seria mesmo muito divertido mas, acho que só o verei novamente, nas páginas das revistas.

— Richard Castle, você disse que eu era a sua fã mas, você não tem ideia do quanto. – disse em voz alta, meio que me despedindo daqueles olhos azuis e, depois de um longo suspiro, voltei minha atenção aquelas páginas que eram um pedacinho dele.

– x -

No dia seguinte, eu mal cheguei na delegacia e, os meninos me avisaram que o chefe queria falar comigo. Me dirigi a sua sala.

— Queria me ver, chefe? – bati levemente na porta, chamando a sua atenção.

— Sim. Acabei de receber um telefonema do Prefeito. Parece que você tem um fã. – Montgomery me passou a informação mas, eu fiquei sem entender.

— Um fã? Senhor? – estava intrigada, quem poderia ser esse fã.

— Richard Castle. – sério? — Parece que achou a protagonista de sua nova série de romances. Uma rígida, mas adorável detetive. – eu nem sabia o que estava sentindo.

— Estou lisonjeada...

— Não esteja. Ele precisará fazer pesquisa. – o quê? Não pode ser.

— Ah, não!! – minha opinião tinha que valer.

— Ah, sim. – pelo jeito não valia.

— Não. Ele parece uma criança correndo atrás de um doce. É incapaz de levar algo a sério. – Montgomery não colocaria um civil em risco, colocaria?

— Mas ajudou a resolver o caso. E, se o prefeito e o comissário estão felizes, eu também fico. – ele me lançou aquele olhar de ‘quem manda aqui sou eu’. Percebi que tinha perdido.

— Por quanto tempo? – que fosse pelo mínimo possível, senão ele iria me levar a loucura.

— Isto é com ele. – Roy disse apontando para a porta. Onde ele estava parado com o maior sorriso cafajeste do mundo e, a única coisa que eu pensava, era que eu queria muito mas, muito mesmo, usar a minha arma.

~ ¤ ~

Notas finais
Olá, E esse foi o início de tudo, da melhor série e do melhor casal do Universo. Dia 17 e contando... Beijocas e até amanhã...