Um Amor, Dois Corações e Mil Confusões.
18 Bem Que Se Quis
Notas iniciais
Bem Que Se Quis (Marisa Monte)
Bem que se quis
depois de tudo ainda ser feliz
mas já não há caminhos pra voltar.
E o que é que a vida fez da nossa vida?
O que é que a gente não faz por amor?
Agora vem pra perto vem
vem depressa vem sem fim, dentro de mim
que eu quero sentir
o teu corpo pesando sobre o meu,
vem meu amor vem pra mim,
me abraça devagar,
me beija e me faz esquecer
BECKETT
Chegamos cedo no Loft hoje, a capitã me deu o resto do dia de folga, não é todo dia que se fica entre a vida e a morte por pisar em uma bomba.
— Você acredita? A Gates sabia de nós todo esse tempo? – Castle se jogou no sofá, estava tão cansado como eu.
— Eu falei que, trabalhar em uma delegacia cheia de detetives ia dar nisso. – também me joguei no sofá, colocando minhas pernas em seu colo.
— Ainda bem que ela não me expulsou de lá. Acho que ela gosta de mim. – ele tirou minhas botas e começou a massagear meus pés, me fazendo ir ao paraíso.
— Talvez ela só tenha visto que somos uma boa dupla e, o que sentimos um pelo outro, só tem a acrescentar. – ele começou a subir as mãos para minhas panturrilhas e, eu começava a relaxar.
— Você e sua lógica, ela pode simplesmente gostar de mim. E, não pense que eu me esqueci, você ainda não admitiu que gostou de mim desde o momento em que me viu. – não acredito que ele vai insistir nisso.
— Castle, tivemos um dia cheio hoje. Quase morremos e, aliás, por que não foi embora quando te pedi, foi por pouco mas, e se não tivéssemos conseguido o código? Não teria sentido, nós dois morrermos. – ele parou com a massagem e me puxou para que eu ficasse sentada em seu colo.
— Isso é óbvio. Eu fiquei, porque eu te amo e, eu nunca desistiria de você. – segurou em meu pescoço, me puxando para um beijo longo e apaixonado.
— Também te amo, Rick. Por isso, quero que fique seguro. Não suportaria saber que se feriu, ainda mais por minha causa. – ele soltou meu cabelo, entrelaçando os dedos nas madeixas soltas.
— Eu já vi você morrer uma vez, Kate. E isso foi o suficiente para mim, eu nunca vou deixá-la, entenda isso. – nos beijávamos com volúpia, já não prestava muita atenção ao que dizia.
— Rick... – ele murmurou um ‘hã’, enquanto beijava meu pescoço. — Obrigada por sempre estar lá por mim. – minha respiração já estava entrecortada.
— Sempre... – me segurou em seu colo e, sem interrompermos os beijos, fomos para o quarto.
Enquanto eu desabotoava os botões da sua camisa, ele retirou minha blusa e, deitamos lentamente na cama. Ele se libertou do beijo para me olhar nos olhos e, eu, passando o dedo indicador em seus lábios, só desejava aquela boca no meu corpo. E ele realizou meu desejo, fazendo uma trilha de beijos, começando em meu pescoço e descendo pelo meu colo, enquanto suas mãos ágeis, libertavam meus seios da peça íntima reminiscente para, em seguida, meu mamilo pungente ser capturado por sua boca quente, me fazendo arquear as costas, ante ao prazer.
Suas mãos, passeavam pelo meu corpo, atendo-se apenas, ao encontrar o cós da calça que, com suas mãos habilidosas, em poucos segundos, já não era mais um empecilho. Assim como a sua camisa, que agora jazia em algum canto da cama, deixando seu peito desnudo, com a pele ardendo sob meu toque. Suas mãos deslizavam pelas minhas pernas, enquanto sua boca úmida atingiu meu ponto de prazer, me fazendo gemer cada vez mais alto, até chegar ao meu ápice mas, eu queria mais, desejava senti-lo dentro de mim.
Puxei o seu rosto para mais um beijo, um beijo com sabor de desejo, enquanto minhas mãos frenéticas, o livravam do restante das suas roupas, me permitindo apoderar de seu membro rijo, fazendo-o gemer ao meu toque. O guiei até a entrada do meu íntimo, me preenchendo com um vigoroso movimento.
E começamos nossa dança, iniciando com uma valsa lenta, com suaves movimentos, me enlouquecendo a cada ação. E aumentando o ritmo gradativamente, até chegarmos ao Rock n’ Roll, com nossos corpos úmidos de suor, segurei em seus glúteos, na tentativa de atingir o meu eu mais profundo e, comum grito incontido, vi as estrelas explodirem ao meu redor. Sendo seguida por seu gemido gutural e o relaxamento do seu corpo sobre o meu, me fazendo sentir seu peso sobre mim e, confundir as batidas dos nossos corações.
Ele se virou de barriga para cima e, me ajeitando sobre o seu peito, me abraçou carinhosamente.
— Quando eu estava lá, pensando que iria morrer, comecei a pensar em tudo que eu ia sentir falta. – era reconfortante ouvir as batidas do seu coração.
— E o que seria? – ele acarinhava minhas costas levemente, com a ponta dos dedos.
— Basicamente, você. Nossa parceria, nossos beijos e.... Fazer amor com você, definitivamente, isso é o que eu mais sentiria falta. – não olhava para ele mas, sentia que estava sorrindo.
— Não tanto quanto eu sentiria, tenho certeza. – levantei a cabeça para olhar para ele.
— Claro, Castle. Por que você é pervertido. – dei um meio sorriso.
— Acho que na mesma medida que você, Detetive. – aquele sorriso cafajeste dele, me deixava louca.
— Quer saber, não vou discutir isso com você. Depois de hoje, só quero que me beije e me faça esquecer... Muitas e muitas vezes. – sorri maliciosamente, sendo interrompida por um beijo inesquecível.
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