Notas iniciais
Olá Pessoal, Postando na madrugada mesmo, pois amanhã terei um dia cheio. Beijocas...

Wrecking Ball (Miley Cyrus)

(Bola de Demolição)

I came in like a wrecking ball

I never hit so hard in love

All I wanted was to break your walls

All you ever did was break me

Yeah you, you wreck me

Eu cheguei como uma bola demolidora

Nunca tive um amor com tanta força

Tudo que eu queria era quebrar suas paredes

Tudo que você fez foi me quebrar

Sim você, você me destruiu

CASTLE

Esse caso realmente mexeu comigo, num momento você está feliz, com toda a sua vida pela frente e bam! .... Uma explosão e, não existe mais nada. Me fez pensar no que eu estava perdendo e, se eu não tivesse todo esse tempo? E, depois de conversar com a minha mãe, tive mais certeza ainda de estar desperdiçando um tempo precioso. Precisava contar a ela, como eu me sentia, precisava contar a Beckett, que eu a amava.

Tentei dizer a ela mas, com a correria para achar o bombista, fomos interrompidos. Tudo bem, poderia não ter todo o tempo do mundo mas, ainda tinha tempo o suficiente. Conseguimos identificar o bombista, Andrew Haynes, o FBI já o tinha em custódia, era só encontrarmos alguma testemunha e, pronto, estaria livre para me declarar.

Mas não era ele e, para ajudar, Gates tinha me dado os relatórios de mais de cem testemunhos para analisar. Era melhor leva-los para casa, quem sabe não encontrava algo relevante. Após uma noite mal dormida, fui recepcionado com panquecas sorridentes, Alexis me convenceu a acreditar que coisas boas, podem surgir de situações ruins e, era isso que eu desejava. Depois de todas essas mortes horríveis, quem sabe eu não conseguia derrubar o muro que a Beckett construiu.

Cheguei na delegacia com nossos copos de café, ansioso com o que tinha que fazer, isso mudaria a minha vida, independente da resposta dela. E, ao chegar em sua mesa, ela não estava. Já tinham um suspeito em custódia e, para não interromper, fui observar a Beckett fazer sua mágica pelo vidro mesmo. Ao chegar lá, ela já tinha começado e, Bobby, o suspeito, se negava a responder as questões, alegando amnésia.

Bobby! Não minta para mim! ela estava pegando pesado mas, tinha as suas razões.

É sério, tudo se apagou! Foi o trauma! o rapaz de vinte e poucos anos, estava apavorado. Ele falaria tudo, logo, logo.

Não foi o trauma, não vai usar essa desculpa. adorava quando ela bancava a policial má.

Juro! Não me lembro. não podia negar, o garoto era valente.

É mentira que não se lembra! Quer saber o que é trauma? Levei um tiro no peito e, me lembro de cada segundo. E você também. cada segundo, ela disse.

Todo esse tempo e, você se lembra? não podia acreditar nisso, como ela pôde mentir assim. Cada segundo, a voz dela ecoava na minha mente, todo o amor que eu sentia por ela há um minuto atrás, tinha se transformado em mágoa. Eu estava destruído.

Saí às pressas da delegacia, não conseguia ficar naquele lugar, não queria olhar para ela, não agora. Tinha que espairecer e, no meio do caminho, liguei para minha mãe me encontrar. Precisava conversar.

Richard, sério. Um memorial as vítimas? Vamos, querido. Não é meio mórbido? ela me perguntou, olhando todas aquelas fotos e flores a nossa volta.

É como eu estou me sentindo. algo morreu dentro de mim.

Ela não está morta. não sabia se era verdade.

É como se estivesse. Eu pensava que poderíamos ter um futuro. Estava... disposto a esperar. ia me declarar, tentar trazer aquele muro abaixo. Para descobrir que era tudo uma piada. Ela sabia. Todo esse tempo, ela se lembrava e não disse nada. Porque estava com vergonha por não sentir a mesma coisa. Sou um bobo. o maior de todos, não sei como pude me enganar todo esse tempo.

Vamos para casa. Aproveitar as coisas boas, certo? ela começou a me puxar pelo braço mas, não era isso que eu queria.

Eu adoraria mas, tenho que voltar.

Voltar? Por que voltaria? Sabendo como ela se sente. Sabendo que ela mentiu para você? minha mãe me olhou confusa, ela não entendia.

Não, isso não é sobre ela. Isso é.... sobre eles. É sobre fazer algo de verdade. Algo que importa, não estou disposto a desistir. não estava voltando para ela, depois de todos esses anos, segui-la me ensinou uma coisa, me importar com as vítimas e, dar aos seus familiares, justiça.

Richard, o amor não é um interruptor, não pode apenas desligar. Não pode trabalhar com ela e não sentir nada. eu entendia o seu lado, ela só não queria me ver sofrer.

Observe-me. sentia tanta raiva que, no momento ela não significava nada para mim.

Voltei para a delegacia, ainda estavam em um beco sem saída mas, com a revista no apartamento de Bobby, talvez tivéssemos uma luz. Me sentar ao lado dela na sala de interrogatório, não era mais a mesma coisa. Normalmente, fica embasbacado, observando ela fazer o que sabia de melhor mas, hoje, só quero achar o assassino.

E, aparentemente, o assassino é a vítima, Jesse Friedman mas, descobrimos que ele tinha um cúmplice. Analisando o quadro e, fingindo que ela não estava ali, comecei a elaborar a história que, brilhantemente, me fez apontar quem era a cúmplice, Leanm West, a repórter. Depois do interrogatório, ela confessou e, estava acabado. Beckett ainda me perguntou o que eu queria dizer a ela mas, não tinha mais importância nenhuma. Me chamou para sair e, eu estava com tanta raiva dela, precisava sair dali e, talvez até de Nova York. Precisava tirá-la do meu coração. Se ela tinha construído um muro ao redor de si, eu construiria um maior ainda.

Peguei meu caderninho de telefones, já havia muito tempo que eu não utilizava seus serviços, vou voltar a ter a vida que tinha antes de conhecê-la, antes dela destruir meu coração com suas mentiras e, talvez, me divertir um pouco em Las Vegas.

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Notas finais
Aguardo os comentários. Dia 20 e contando... Beijocas e até amanhã...