Um Amor Complicado.
28 Capítulo 27 - Permitir-se - Parte I
Notas iniciais
No último capítulo...
— Zoro, o que você... — começa. Eu sorrio ao vê-lo confuso desse jeito.
Ele se surpreende ao me ver subir na cama e, ao invés de abrir suas pernas, sentar sobre seu abdômen. Sanji descaradamente fita minha cueca e, com um misto de desejo e admiração, sobe sua mão de minha barriga até meu peito.
— Hoje é seu dia, Ero-Cook. – falo, sorrindo maliciosamente. – Você fez por merecer.
Ele está surpreso.
— Está dizendo que...
— Sim... – murmuro, inclinando-me um pouco para frente. – E eu espero que seja muito, muito gostoso.
Capítulo 27
Os olhos de Sanji brilham em um misto de felicidade de expectativa, o que reflete também o meu sorriso em resposta.
Mesmo que não seja bom... Só esse sorriso já me deixa muito feliz.
Ele suspira, e seus olhos descem por meu pescoço, peito, abdômen e pousam em minha cueca.
— Bom, Ero-Marimo... – murmura ele, com um sorriso malicioso – Então, estamos em lugares errados.
Com uma incrível manobra das pernas, Sanji troca de lugar comigo e acabo deitado na cama, com ele sentado sobre minhas coxas. Sinto a cicatriz em minhas costas se esticar.
— Ero-Cook, isso doeu! – reclamo. Antes que eu tenha chance de dizer mais alguma coisa, ele toma meus lábios com os seus e segura minha nuca.
Ele me dá um selinho demorado e passa a ponta da língua em meu lábio inferior, bem devagar. Pouso minha mãos em suas costelas, tentando seguir seu ritmo e suprimir a incrível vontade de me enfiar dentro dele e foder ele inteiro, com força e sem delicadeza.
Entreabro os lábios e recebo sua língua com a minha. Sanji inicia um beijo lento, porém profundo e muito possessivo. Ele choca seu quadril com o meu e começa a roçar sua bunda em mim, sentado sobre minha cueca. Pedaço de pano miserável!
Seu beijo me faz suspirar, ansiar e quase perder o controle por impaciência. Porém, sinto-me cada vez mais excitado, também pela urgência.
— Mn... – ouço-o. Sua respiração acelerada se junta com a minha, enquanto eu desço minhas mãos para segurar sua bunda. Faço ainda mais pressão com seu quadril no meu, ainda nos roçando deliciosamente.
Sanji suspira e interrompe o beijo, endireitando sua postura. Seu rosto está corado e seu olhar, escuro. Não devo estar muito diferente, pois sinto meu rosto quente.
— Uau, Ero-Cook. – falo, lambendo os lábios descaradamente. Seu beijo foi mais do que incrível. – Volte sempre...
Ele sorri e morde o lábio.
— Zoro, você parece uma cadela no cio. – murmura ele, fazendo-me soltar um riso – Vou me servir de você com muita honra.
— Hm... Posso ser uma raça bem forte, máscula e viril? – pergunto, provocando-o. Ele sorri e se levanta, indo até seu criado-mudo. Da gaveta, ele tira uma coisa preta de silicone.
Sanji me olha, exalando um ar de masculinidade quase aparente, com aquela coisa preta na mão.
— Claro que sim. Que tal um Pit Bull? – pergunta. Ele pega um tubo de lubrificante e volta silenciosamente até mim. – É forte e másculo.
— Hã... – tento articular alguma fala, porém me fugiram as palavras. Eu nunca vi o Ero-Cook assim. Seu olhar de malícia sobre mim é tão potente que eu me sinto até lisonjeado. É como se eu realmente fosse o homem mais gostoso do mundo.
— O que foi, Zoro-kun? Perdeu a fala? – murmura, sentando-se sobre os joelhos. Toda a tensão sexual instaurada me deixa rangendo os dentes para tomar o controle da situação e fazê-lo gozar por mim, mas eu suspiro e me sento na cama, com as costas na cabeceira.
Acho que nunca fiz nada que exigisse tanto controle na minha vida.
Passo a língua pelos lábios, e Sanji acompanha o movimento com atenção. Vejo que sua respiração está descompassada, e sua cueca muito pequena para o tamanho e largura do pau. Eu sabia. Ele está igual a mim.
— Honestamente? – pergunto, fazendo-o me olhar nos olhos – Estou ansioso por isso, seja lá o que você estiver planejando.
É como se uma faísca se soltasse no ar.
Ele pula em mim novamente, com uma perna de cada lado do meu corpo, beijando-me intensamente. Sinto-o puxar meu cabelo e pressionar nossas ereções juntas. Encho minhas mãos com sua bunda e aperto suas coxas, ansioso por qualquer tipo de alívio.
Interrompo nosso beijo, passando por seu maxilar e pescoço, que ele estica prontamente para mim.
— Sanji, se você não me parar, eu vou te comer. Agora. – suplico.
No mesmo instante ele se afasta de mim, tão ofegante quanto eu. Sua pele brilha na meia-luz do abajur. Ainda em meu colo, pouso minhas mãos em suas coxas, na borda da cueca, e deleito-me com a visão. Solto um suspiro por ele ainda estar vestido.
— Olhe para mim. – pede. Levanto meus olhos de sua ereção coberta pela cueca e fito seus olhos – Eu preciso que você confie em mim. Isso vai ser bom, tudo bem?
— Contanto que eu goze muito, por mim está ótimo. – solto, suspirando. Ele sorri e coloca a mão livre sobre minha ereção – Hm...
— Zoro, você sabe o que é isso? – pergunta, sobre o utensílio em sua mão. Sua mão aperta minha ereção, deixando-me sem resposta por um instante.
— Sei. Já vi em vídeos pornôs. – confesso, e ele solta um riso – É um plug anal.
— Exato. – responde, aparentemente feliz por eu não ter me assustado – Você concorda em usar isso?
Seu polegar acaricia minha glande sobre o tecido da cueca, e eu fecho os olhos e recosto minha cabeça na madeira da cabeceira. Em seguida, sinto sua boca em meu queixo, seguindo pelo maxilar, lóbulo da minha orelha esquerda e início do pescoço.
Aperto meus dedos em sua coxa assim que sinto sua língua deixando um rastro quente até minha clavícula.
— Zoro... – murmura, os lábios ainda encostados em minha pele – Preciso da sua resposta.
Eu sorrio um pouco debilmente e abro os olhos, segurando seu queixo para que ele volte a me olhar nos olhos.
— Ero-Cook... – suspiro. Ele me olha tão ansioso, como se tudo dependesse da minha resposta – Você pode usar isso em mim. Eu não tenho medo, nem vou fugir de você. Porque você está me olhando como se estivesse apreensivo?
— Eu estou apreensivo! – exclama, passando a mão pelo cabelo e deixando-o desarrumado – Não quero que você se assuste ou ache algo bizarro, sei lá.
Solto um riso com sua declaração. Tão carinhoso e preocupado comigo, Ero-Cook.
Momentaneamente, inclino meu corpo para frente e mordo seu lábio inferior. Mais um sorriso malicioso se abre em meu rosto.
— Então faça isso direito, Sanji. Sem preocupações. – falo, e passo minhas mãos de suas coxas para sua barriga, sentindo sua pele lisa e quente sob meu toque – Se doer, eu vou te avisar. Não preciso de delicadeza, afinal também não sou muito educado com sua bunda.
Ele ri e seu olhar de preocupação se esvai, dando lugar à malícia. Sua boca toma a minha novamente, brincando com minha língua e meus sentidos.
Em meio ao beijo, abraço seu tórax, trazendo-o para cima de minha ereção novamente. Seus braços passam por meu pescoço, aumentando o contato em nossas peles. Sanji começa a rebolar em mim, desafiando meu controle ao extremo.
Desço minhas mãos por suas costas e adentro em sua cueca, sentindo sua bunda nua. Aperto-a.
Sanji perde o ar em um rosnado, interrompendo nosso beijo e se retorcendo levemente.
Soltamos nosso abraço e tiro as mãos de sua bunda, lutando contra mim mesmo.
— Você está fazendo isso de propósito, seu... – começa ele, reclamando.
— Desculpe, não consigo não te levar a me querer. – revelo, provocando-o descaradamente – Vai me algemar para eu não te tocar?
— Não seria má ideia, pelo seu mau comportamento... – murmura, segurando meu ombro – Mas eu gosto de ser tocado.
— Minhas mãos gostam de te tocar também. – falo, mostrando minhas duas mãos abertas em frente ao seu rosto.
Seus olhos passam de meu rosto para minha mão direita, e em seguida para meu rosto novamente.
Lá está. O olhar mais malicioso sobre mim.
Sanji segura minha mão direita com a sua e, para minha surpresa, leva dois dedos meus à boca, chupando-os com força.
A visão de seu gesto reflete diretamente em minha ereção e eu engulo em seco. Ero-Cook...
Sua língua acaricia gentilmente meus dedos, enquanto eu apenas observo, sem reação.
Tudo o que eu quero é essa boca macia no meu pau.
Com um último chupão ele solta minha mão, que eu pouso em sua perna.
— Zoro? – pergunta. Eu assinto. – Seus olhos estão me comendo.
— É porque eles refletem meus desejos. – brinco.
— Que coincidência, nossos desejos são parecidos. – provoca ele. Olhando para mim, ele levanta o plug e desvia os olhos para minha boca.
Ah, Ero-Cook. Você quer me fazer sentir isso?
O pensamento me traz um humor sexual a mais.
— Abra a boca. – manda, e eu acabo sorrindo. Gostei do tom exigente.— Bem devagar.
— Essa coisa está lavada? – pergunto. Ele apenas revira os olhos.
— Agora.
Não consigo evitar um sorriso mínimo. Adoro provocá-lo.
Entreabro os lábios suavemente e devagar, e ele leva o silicone até minha boca, encostando gentilmente. Abro um pouco mais, e já é o suficiente para ele adentrar o início do plug.
Toco o silicone com a língua, sentindo o gosto do material. Sanji coloca-o inteiro em minha boca, até a base, retirando tudo logo em seguida. A coisa sai da minha boca cheia de saliva.
— Isso aqui, Zoro... É o que vai fazer você começar a se acostumar.
Eu assinto, pois sei disso.
— Que bom, que bom. – murmuro, sem dar muita atenção, inclinando-me em direção à sua boca. Seguro sua cintura e trago-o até mim, tirando-lhe um selinho demorado. – Faça bom uso.
Muito malicioso, ele sorri e sai de cima de mim.
— Deite-se.
Arrumo os travesseiros em minhas costas e me recosto, deslizando mais para baixo na cama.
Sanji se inclina e beija minha ereção, sobre a cueca. A sensação de seus lábios, mesmo que por cima do tecido, me deixa ansioso.
Ele beija mais uma, duas, três vezes.
— Ero-Cook. – suspiro.
— Será uma recompensa adiantada, Marimo. – murmura, sobre o tecido. Eu já estou quase no limite da minha paciência. Eu preciso dele. Quero ele. Agora, caralho.
Sanji abaixa minha cueca e meu pênis pula, batendo de volta na barriga e repousando, duro e pesado. Envolvo-o com minha mão direita e aperto, sentindo um leve espasmo em consequência. Fecho os olhos e subo minha mão, sentindo todo o molhado do lubrificante que já soltei.
Quando abro os olhos, Sanji está me observando atentamente. Sorrio e chamo-o com a mão livre.
— Sua boca, Sanji. – peço, só agora percebendo minha voz ainda mais rouca do que o normal.
Dessa vez sentado sobre meus joelhos, ele se inclina até encostar os lábios em minha glande. Infiltro meus dedos nos cabelos de sua nuca gentilmente, e ele segura meu membro com a mão, passando a língua em minha glande sensível.
Tenho um espasmo com a sensação e seguro seus cabelos, soltando o ar entre meus dentes. Ofegando, volto ao normal.
— Desculpe. – murmuro. – Está sensível.
Minha declaração parece deixá-lo ainda mais excitado, e ele sorri para mim. Sanji me abriga em sua boca quente e macia, e a sensação me faz querer gozar imediatamente. Seguro seus cabelos e aumento seu ritmo, sentindo sua língua, céu da boca e bochechas me acariciando deliciosamente.
Cerro os dentes e aperto meus olhos, sentindo o prazer começar a aumentar gradualmente. Solto seus cabelos e ele continua sozinho, tirando tudo da boca para lamber, e depois colocar novamente.
— Haa... – solto, deleitando-me. Observo atentamente quando ele volta, engolindo quase tudo logo em seguida.
Gentilmente arrumo seus cabelos que caem entre a minha visão da cena e seguro-os para trás, tendo acesso a seu rosto por inteiro.
Então, ele me afunda até bater em sua garganta, fazendo-me soltar um rosnado e levantar um pouco o quadril.
Ele engasga e me solta, para respirar.
— Uau, Ero-Cook... – murmuro, ofegando. Foi quase.
Porém, antes de eu ter chance de me recompor, ele volta a me provocar com a boca, lambendo-me novamente. Sanji coloca sua mão livre em minha bunda e me aperta, levantando suavemente meu quadril.
— Sanji, o que você...
— Shh... – pede, em cima do meu pau – Se concentre em sentir, Zoro.
Ele me chupa vagarosamente, me torturando. Então, sinto algo molhado em meu ânus e levo um pequeno susto.
— Calma. É só o meu dedo. – diz ele, iniciando uma carícia totalmente nova para mim. Seus dentes roçam minha glande e eu quase gozo, sentindo sua boca me abrigar novamente logo em seguida.
Ele interrompe os movimentos com a boca, trocando-a pela mão livre. Totalmente lubrificado, meu pau desliza facilmente em sua mão, e ele faz a pressão correta, aumentando gradativamente a velocidade, pouco a pouco.
— Ero-Cook? – chamo, e ele me atende. – Você não tem ideia do quanto eu quero gozar.
— Eu percebi. Você está se contraindo um pouco. – diz ele, sua voz rouca pela excitação.
Contraindo?
— Aquilo que eu passei na sua bunda é um lubrificante especial para região anal, sabia? – pergunta. Eu nego, ofegando muito. – Ele tira o estímulo doloroso... E eu já tenho dois dedos meus dentro de você.
É incrível, mas sua frase me estimula ainda mais. Pego o plug e estendo-o em sua direção.
— Aqui. Eu estou pronto. – falo, ansioso por sua reação. Ele se surpreende e, com cuidado, retira seus dedos de dentro de mim. Sinto quando o plug desliza para dentro de mim, mas não dói. A sensação é nova, diferente e estranha.
— Está dentro... – murmura, e vejo-o me fitando, o que me causa uma sensação de vergonha repentina.
— S-Será que você pode não olhar tão fixamente para a minha bunda? – pergunto. – É esquisito.
Ele sorri e faz o que peço, voltando seu olhar para mim. Sanji retira sua cueca rapidamente e, ao contrário do que eu esperava, deita sobre meu corpo.
— Eu estou lutando tanto para não te comer bem rápido, e você faz essa cara envergonhada? – pergunta. O rubor em meu rosto se mistura com a excitação. – Zoro, você é uma caixinha de surpresas.
Sanji me beija mais uma vez, ardentemente. Espalmo minhas mãos em sua bunda e levanto meu quadril, roçando meu membro com o seu. Com a ponta do meu dedo médio, sinto seu ânus e acaricio, apertando sua bunda com força.
— Mm... – geme ele, e sinto como se pudesse explodir de tesão. Sua língua roça na minha deliciosamente e ele chupa meu lábio inferior. Seguro sua ereção, masturbando-o lentamente. – Marimo...
— Sanji, você está me torturando... – sussurro, em seus lábios – Eu preciso de você, Ero-Cook...
Em resposta à minha súplica, Sanji volta a se distanciar de mim, suspirando. Seu suspiro me irrita.
— Sanji! Se você ficar pensando demais no que fazer, o meu pau vai coagular! – solto. Ele ri e acaba cedendo, com um olhar de dor.
— Eu não aguento mais esperar. – fala, por fim.
— Porra, finalmente! – falo. Levo minha mão até a bunda e tiro a coisa com cuidado, reprimindo um pequeno gemido que vem até minha garganta. Molhada com o lubrificante, desliza facilmente. A sensação não é ruim.
Ele olha para meu rosto quente de excitação e engole em seco. Seguro seu queixo e puxo para vir mais perto. Passo a ponta da língua por seus lábios.
— Ero-Cook? – sussurro.
— Hm?
— Vamos nos divertir. – sorrio com minha própria afirmação. Ele sorri de volta e toma meus lábios possessivamente, levantando meu corpo com a força dos braços e colocando-me encostado na cabeceira novamente.
Sem interromper nosso beijo, ele levanta minhas pernas e encaixa suas coxas em baixo das minhas, de forma que suas pernas me mantêm sentado em seu colo e encostado com as costas na madeira ao mesmo tempo.
Apoio meus joelhos ao lado de seu corpo e me seguro na madeira da cama atrás de mim, para que ele possa vir um pouco mais perto.
Sanji consegue segurar meu quadril com as mãos, e eu posso abraçar seu tronco com as pernas.
— Zoro, eu... – sussurra, interrompendo nosso beijo. Estou ofegante demais pra qualquer resposta.
— Sanji, shh. – peço. — Minha bunda está quente. Acho que estou pronto.
Roubo seu beijo novamente, e sinto quando ele enfia dois dedos de uma vez dentro de mim, retirando logo em seguida.
— Haa... Merda... – gemo, sentindo uma sensação estranha, mas que reverbera por todo meu pau – Que... Estranho...
Sanji sorri, e derrama muito lubrificante sobre o próprio pênis. O que sobra, ele passa no meu. Ele me olha nos olhos, procurando algum sinal de incerteza.
Idiota, você faz isso por mim o tempo todo. Não é nenhum tipo de sacrifício, é apenas igualdade. E eu demorei tempo demais para perceber isso.
Sinto sua glande me acariciar, e fecho os olhos para sentir a dor que virá a seguir. Ele começa a deslizar para dentro de mim.
— Zoro... Relaxe... – pede. Me dá um selinho demorado. – Não vai doer tanto.
Eu suspiro e tento relaxar, sentindo-o entrar um pouco mais. Ele tira um pouco, para logo voltar a empurrar. A dor não é insuportável, consigo ignorá-la. Talvez por causa do lubrificante que ele disse antes.
Sanji tira mais um pouco, e quando coloca de novo, solta um gemido meio grunhido, sufocado. Seus dedos se afundam em minha pele do quadril.
Sinto-o deslizar cada vez mais fácil, mas todos os músculos do meu tórax estão tensos e meus olhos estão fechados.
— Ei... Deixe-se levar, Marimo... – murmura ele, com sua voz excitante em meu ouvido. Uma de suas mãos envolve meu pênis, me masturbando no mesmo ritmo lento do sexo.
O prazer que antes estava estagnado, começa a aumentar por sua mão em mim.
Até que ele recua por completo e estoca com força. Sinto uma sensação forte de êxtase que sobe até meu pau e por dentro de mim, quando ele entra por completo. Solto um gemido alto, quase engasgo e relaxo, assustado.
— Isso, Zoro... – aprova Sanji, capturando meus lábios com os seus novamente – Sinta... Segure-se em mim.
Sem ao menos conseguir raciocinar, seguro Sanji pelos ombros e me apoio neles, enquanto ele segura meu quadril.
— Não, Sanji... Minhas costas... – sussurro, pois sinto minha cicatriz reclamar. Ele assente e, ainda dentro de mim, muda nossas posições.
Agora deitado no colchão, solto minha pernas . Sanji ainda segura meu quadril um pouco elevado, e se inclina para me beijar.
Logo em seguida, ele começa a me estocar novamente, atingindo minha próstata várias vezes.
O prazer é diferente, e eu seguro minha ereção e começo a me masturbar, enquanto ele continua a se movimentar. É estranho, mas é surpreendentemente bom. Não consigo nem ao menos me controlar... Estou ficando louco.
— Ero... Cook... – gemo, entre uma investida e outra. Ele atende ao meu chamado e diminui nossa distância, beijando-me demoradamente. Mordo seu lábio com força e seguro sua cabeça, continuando em outro beijo.
— Zoro... Mm... – geme, sua voz entre nosso beijo – Tão apertado...
— Eu sou, né? – provoco-o, e ele assente, sorrindo.
— Deliciosamente apertado, Zoro. – murmura, e solta meu quadril com um das mãos, segurando minha ereção firme.
Sua mão quente e macia sobe e desce em meu pau, deslizando rapidamente. Suas investidas começam a aumentar o prazer muito rápido, e a sensação me faz me contrair algumas vezes.
— San...Ji... – resmungo, sem ar.
— Goza pra mim, Zoro... – rosna em meu ouvido, apertando meu pau com força. Suas palavras em meu ouvido são o meu limite.
Sinto o orgasmo me atingir, possuindo meu corpo. Solto um gemido e mordo o lábio, apertando seu braço com força e contraindo todo meu abdômen.
Sanji não solta minha ereção enquanto não paro de gozar.
Relaxado, suspiro por alguns segundos. Sanji está deitado sobre mim, e só agora percebo que ele também gozou.
— Sanji? – sussurro, tentando normalizar minha respiração. Acaricio seus cabelos – Você está bem?
Ele levanta a cabeça e sorri, cansado como eu.
— Sua virgindade é minha... – brinca, e eu sorrio em resposta. Dou-lhe um selinho.
— Estou cansado... Vamos para o banheiro? – sugiro. Ele assente e sai de dentro de mim, bem devagar.
Sinto como se tivesse levado uma surra na bunda. Olho para baixo, meu tronco todo sujo com meu sêmen.
Sanji se senta no colchão, colocando a mão atrás do pescoço. Olho seu rosto e vejo sua expressão de felicidade e satisfação.
Apoio-me em meus cotovelos.
— Ah, Sanji... O que eu faço com você? – pergunto, suspirando. Admiro sua beleza, sua pele brilhante pelo suor e seu rosto corado – O que você faz comigo?
— É uma pergunta retórica? – pergunta, sorrindo pra mim.
— O que diabos é isso? – pergunto, confuso. Ele se surpreende e solta um riso – Acho que eu estou só pensando alto, se é isso que você quer dizer.
— Você está envergonhado? – pergunta, e meu rosto se esquenta – É quando você pergunta algo, mas não precisa de uma resposta.
— Ah... Então sim. – afirmo, me sentando também. Nossos rostos ficam a centímetros de distância. — Você vai me ajudar a tomar banho, Ero-Cook?
Dessa vez ele cora, desviando os olhos dos meus.
— Posso ajudar... – começa, envergonhado. – Se você me ajudar também...
Sorrio com seu pedido e inclino-me para frente, beijando-o.
— Será um prazer. – falo, num sussurro. – Vamos.
Saio da cama e, ao ficar em pé, sinto um desconforto na bunda, mas nada que eu não possa suportar.
Alongo os braços e a coluna, sentindo minhas cicatrizes mais recentes se esticarem. Respiro fundo, e do nada sinto algo quente escorrer por minha perna.
— Uau... – murmuro, olhando para baixo. Sanji se levanta devagar e passa as mãos pelos cabelos, colocando-os para trás. – Ero-Cook, olha isso.
Ele volta a atenção para mim e olha para onde estou apontando, a parte de dentro de minhas coxas. No mesmo instante ele cora, envergonhado.
— Seus filhos. – falo, subitamente achando meu próprio comentário engraçado. Começo a rir – Será que eles seriam escravos das mulheres iguais a você?
Sanji cora mais ainda, coloca as mãos em meus ombros e me vira para o outro lado, na direção do banheiro.
— Banho, Ero-Kenshi! – manda ele, me empurrando por trás.
Os passos que dou até o banheiro fazem a coisa toda escorrer até quase a metade da minha coxa.
Entro no banheiro e já ligo o chuveiro, procurando me limpar logo. Sanji fecha a porta e se apoia nela com as costas, olhando para mim. Sua expressão está estranha. Idiota, você deveria estar saltitando depois do que fizemos.
— O que foi? – pergunto, segurando o frasco de xampu– Não gostou?
Ao invés de me responder, ele encurta nossa distância e para na minha frente.
— Você gostou? – devolve a pergunta. Lá vai ele, preocupado outra vez.
— Ero-Cook, homens não gozam sem prazer. – falo, derramando um pouco de xampu na mão – Eu gostei. Foi muito bom e sem dor nenhuma. Não acho que vou querer fazer desse jeito o tempo todo, mas sempre que você tiver vontade eu estarei disposto.
O rubor se alastra em seu rosto, talvez por não esperar que eu fosse ser tão honesto.
— Eu te disse que não ia fugir, não disse? – pergunto, começando a ensaboar meus cabelos – Eu costumo manter minhas promessas.
Sanji olha para mim e sorri. Aquele sorriso enorme e branco.
— Por isso que todo mundo confia em você... – diz ele. Seu sorriso fica menor e ele desvia o olhar do meu. – Zoro, eu...
— Me ama? Eu sei. – completo sua frase, deixando-o levemente irritado – Me adora? Me acha foda? Sei disso também, sou incrível.
Entro embaixo do chuveiro para enxaguar a espuma do cabelo.
— Eu ia dizer outra coisa, mas... Se você já está com o ego tão cheio... – começa ele, me provocando – Vou só lavar suas costas!
Olho para ele, com o queixo caído.
— Ero-Cook, que jogo sujo! – falo, incrédulo. – Eu pensei que merecia pelo menos uma recompensa por bom comportamento... Poxa...
Finjo tristeza e fico cabisbaixo, esperando uma abertura dele.
— Você não me engana, Marimo. – responde ele, suspirando.
— E nem preciso. – respondo, surpreendendo-o. – Porque você também é incrível.
Sanji perde o ar com minha resposta.
Ah, Sanji... Depois de quase morrer, a gente aprende a valorizar cada minuto da nossa existência.
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