Um Amor Complicado.

29 Capítulo 27 - Permitir-se - Parte II


Notas iniciais
OLÁ PESSOAAAAAAAAL Gente, estou muito agradecida pelas palavras de vocês sobre meu retorno à fanfic. Obrigada por terem sido tão amorosos e empáticos, mesmo sem saber detalhes das coisas que aconteceram e que me fizeram ficar tanto tempo sem escrever. Isso só me faz ter mais certeza ainda do quanto vocês são anjos na minha vida. Obrigada, obrigada! A partir daqui, não preciso nem mais avisar que minha mente está a mil e todo capítulo eu provavelmente vou escrever cena de sexo, então não se assustem (EU SEI QUE QUEM CHEGOU ATÉ AQUI QUER MAIS É VER ISSO MESMO)... enfim hehehe Essa parte do capítulo é daquelas para fazer o coração bater mais forte e dar crises de fofura na gente. Dica: se ler o lemon com uma musiquinha sexy de fundo, o bagulho fica loucoooooo kkkkkkk Boa leitura, amores ♥

— Seu... Marimo idiota! – diz ele, e antes que eu perceba, sua boca encontra a minha e seus braços seguram meu pescoço. Sua investida repentina me faz chocar as costas contra a parede.

Sorrindo por dentro, retribuo seu abraço pela cintura e junto mais nossos corpos, trocando de posição com ele e colocando-o contra a parede. Sinto sua língua em meus lábios, e ansioso por senti-la, inicio mais um beijo.

— Zoro... – sussurra, entre nosso beijo. Solto sua boca, respirando novamente. – Eu sou fraco com as suas declarações de amor.

Ele sorri com suas próprias palavras, muito gentis. Sanji fecha os olhos e tira os braços do meu pescoço. Suas mãos ágeis acariciam a linha do meu maxilar, subindo por minha bochecha, nariz e olhos, voltando até minhas orelhas. Sua mão esquerda avalia meus três brincos.

Seus gestos me fazem queimar por dentro. Sinto amor em sua pele de encontro a minha. Sinto amor em sua expressão de olhos fechados, como se estivesse de volta ao passado.

— Sanji...

— Como eu pensei, nada mudou... – murmura, reabrindo seus olhos azuis, que se encontram com os meus – Você é como te imaginei em minha cabeça, Marimo. Tanto aqui...

Ele toca meu rosto.

— Quanto aqui. – pousa a mão sobre o local exato onde meu coração bate – Não existe ser nesse mundo que seja mais honrado do que você, Zoro. Sua bondade não tem tamanho, e seu coração é tão bom quanto de uma criança.

Suspiro e começo a articular fala, porém ele me interrompe.

— Deixa eu falar tudo. – pede, como se estivesse juntando muita coragem. Ele desvia o olhar do meu. Apenas assinto. – Eu demorei muito para perceber que o que realmente importa é a nossa essência, nosso ser. Precisei levar uns dois tapas da Nami-san e algumas porradas da vida para entender, mas... Eu entendi.

“Você é um homem honrado. É extremamente protetor com companheiros, e daria a vida para salvar alguém importante. É um orgulhoso espadachim, o melhor do mundo. Roronoa Zoro, você diz que cicatrizes nas costas são vergonha para um espadachim, porém tem uma agora por minha causa...

— Ero-Cook...

— Atravessou o mundo para me dar forças e me encorajar. – continua ele, e finalmente volta a me encarar. – E o mais incrível é conseguir ser tão companheiro e amigo ao mesmo tempo.

Fico alguns segundos em silêncio, totalmente impressionado.

— Cicatrizes nas costas em espadachins tecnicamente representam fuga em combate, fraqueza, falta de habilidade. – falo, impressionado com seu raciocínio – Só que essa... Ela é especial. Você não tem noção do quanto eu agradeço por ter sido eu a ser atingido, e não aquela moça.

— Está vendo? – pergunta, sorrindo e corado de vergonha.

Meu coração está acelerado, assim como minha respiração. Tantas palavras gentis... Tão gentis que acariciam minha alma.

Encosto minha testa na sua.

— Obrigado, Ero-Cook. – agradeço-o. – Eu não esperaria recompensa melhor do que essa.

A água do chuveiro banha nossos corpos, e eu sinto que, finalmente, estamos conectados um ao outro. Em todos os sentidos.

Encontro seus olhos com os meus e sei que ele está pensando a mesma coisa. Sorrimos um para o outro.

— Eu mudei de ideia. – falo, alcançando o xampu para ensaboar seus cabelos – Depois de tomar banho, nós vamos voltar para a cama.

Ele me olha com divertimento.

— Gostou tanto assim? Posso me acostumar. – diz ele, provocando-me.

Coloco o xampu em seus cabelos e o ajudo a fazer espuma.

— Eu sei que pode, Ero-Cook. – respondo. Ele fecha os olhos para não arder. – Eu sou irresistível para você em muitos aspectos.

Sanji enxagua o cabelo e me olha novamente, carregado de malícia.

— Você deveria tomar cuidado com o que fala, Zoro... – murmura, diminuindo a distância entre nós.

Sanji encosta os lábios nos meus de leve e sobe suas mãos por meus braços até meu peito. Fecho os olhos e elevo meu queixo, ainda com o corpo sensível pelo orgasmo. Sinto-o beijar meu pescoço vagarosamente, enquanto desce as mãos para minha barriga. Sinto meu rosto corar um pouco.

— Zoro... – murmura, quente sobre a pele do meu pescoço. Um arrepio percorre meu corpo e eu me esquento por inteiro, novamente. – Você tem um cheiro tão bom...

Solto um rosnado e viro-o de costas para mim, abraçando-o possessivamente. Beijo a pele de sua nuca e da curva de seu pescoço, descendo minhas mãos por seu tórax até os quadris, que seguro contra a minha ereção.

O toque de sua bunda macia em meu pau quase me faz enlouquecer.

— Sanji... – sussurro, em seu ouvido. Ele se arrepia e solta um gemido baixo, inclinando a cabeça para deixar o pescoço livre – Sente o que você faz comigo?

Sua mão vai até minha nuca e ele empina a bunda para mim. Levo minha mão esquerda até sua ereção e a direita mantenho pressionando seu quadril contra o meu, deslizando meu pau em sua pele.

— Mm... – geme, começando a rebolar. Aperto meu maxilar numa tentativa frustrada de manter o controle. – Quem é o irresistível, mesmo?

Sorrio com sua provocação e viro-o de frente para mim novamente, capturando sua boca para um beijo. Ele morde meu lábio inferior e aprofunda o contato, abraçando-me. Aproveito para encher minhas mãos com sua bunda. Ele arfa.

— É você, Ero-Cook. – confesso, totalmente hipnotizado. Ele sabe o que fazer e como fazer para me enlouquecer. Estou em suas mãos. – Preciso de você.

Seguro suas coxas por trás e levanto seu corpo, para que ele possa me abraçar com as pernas. Apoio suas costas na parede e começo a masturbá-lo, enquanto ele me beija deliciosamente e segura meus cabelos com força.

— Zoro... – geme, suspirado. Seu olhar é escuro e parece me devorar. – Vamos para a cama...

Desligo o chuveiro.

— Não... – murmuro, beijando-o novamente. – Nós precisamos tomar banho, esqueceu?

Alcanço o óleo corporal perto do shampoo e pingo várias gotas sobre sua pele, espalhando-o logo em seguida. Jogo sobre seu pênis, que fica muito mais escorregadio, assim como o meu.

Sanji me beija profundamente, sentindo minha língua com a sua e chupando meus lábios. Coloco mais óleo em minhas mãos, passo em sua bunda e acaricio gentilmente seu ânus, entrando facilmente com meu dedo indicador.

Seu interior se contrai ao toque do meu dedo, extremamente apertado.

— Ah, tão apertadinho... – murmuro, me imaginando já dentro dele – Quero te foder tanto...

— Shh... – sussurra, corado e muito excitado – Pare de falar essas coisas...

Uau, ele parece muito afetado por isso.

— Desculpe, eu não consegui evitar... – murmuro em resposta – É que você é tão gostoso que eu só...

Coloco mais um dedo, e ele geme.

— Tudo bem... – fala, trêmulo. Ele afasta minha mão e abaixa o quadril. Sinto sua entrada na ponta da minha glande. Ele me olha nos olhos, soltando faíscas – Eu quero.

Ah, merda. Merda, merda, merda. Merda.

Perco meu controle e enfio meu pau quase até a metade, todo lambuzado de óleo. Fecho os olhos, suspiro e Sanji segura meus ombros com força e solta um gemido longo e aperta a mandíbula. Ele se contrai tanto que posso gozar a qualquer momento.

— Haa... – solta, arqueando seu corpo em minha direção – Tsc...

Fecho meus olhos e sinto seus músculos se contraindo. Suspiro com força e sinto o cheiro do óleo de banho em nossos corpos, fitando descaradamente a cena de sua bunda engolindo minha ereção.

Prendo a respiração e meto até a base, apertando meus olhos.

— Uau... – solto, arfando.

— Doeu pra cacete... – murmura, tentando se acostumar. Seu interior é quente e molhado – Mas eu quase...

— Eu fui muito brusco, não é? – pergunto, com medo de tê-lo machucado – Mas se você não parar de ficar sugando meu pau com a sua bunda, eu vou gozar rapidinho.

Ele me olha com malícia.

— Sugando? — pergunta, e em seguida se contrai com mais força ainda. – Desse jeito?

Seguro um gemido e fecho os olhos, tentando pensar em qualquer coisa que me distraia da sensação. Qualquer coisa, qualquer coisa... Sinto-o me apertar novamente e levanto meu rosto, sorrindo de seu atrevimento.

— O que foi, Marimo? – ouço, rouco e sensual. Sua mão passeia do meu pescoço até meu braço e retorna à minha nuca. Sinto sua respiração quente próxima a minha boca – Está com problemas de ejaculação precoce?

Seus lábios quentes se juntam aos meus e perco totalmente a calma que tentei reunir. Isso é impossível. É como jogar gasolina em um incêndio.

Seguro-o pela cintura e levanto seu corpo, abaixando-o logo em seguida. Meu pau desliza dentro dele, e pressiono sua próstata bem fundo e devagar.

Ele arfa em nosso beijo e solta um gemido, mordendo minha boca.

— Não exatamente... – murmuro, levantando seu corpo novamente – Mas quase isso.

Puxo seu quadril contra o meu com força, estocando-o rápido. Observo sua pele, brilhante pelo óleo. Ele se segura com força em mim.

— Haa..! Isso... – solta, arfando. Repito o movimento mais duas vezes. – Zoro... Espera...

Desvio meus olhos de seu corpo e passo para seu rosto, corado. Vejo que seus olhos estão marejados.

— O que foi? – pergunto, suspirando. Subitamente, sinto-me preocupado. Tiro minha mão de sua bunda e seguro seu rosto – Está com dor?

— Eu... Estou um pouco mais sensível do que normalmente... – assume, corando envergonhado. Eu sorrio com sua confissão e o beijo, chupando seu lábio inferior e sentindo sua língua com a minha.

Ele visivelmente relaxa sobre mim, fazendo-me suspirar. Seguro sua ereção novamente e volto a masturbá-lo vagarosamente, agora com mais calma. Sanji revira os olhos quando acaricio sua glande com mais atenção. Ele foi tão cuidadoso comigo, e eu estou parecendo o Hulk.

Seguro sua bunda e recuo meu quadril, deslizado meu pau quase todo para fora, devagar. Volto a deslizar para dentro, lentamente e me aproveitando da minha própria tortura.

Continuo me movimentando dessa forma enquanto fito seu rosto, com as sobrancelhas unidas, os olhos fechados e os lábios entreabertos. O rosto corado, arfando...

Me inclino para frente e inspiro o cheiro de seu pescoço, beijando-o.

Beijo sua garganta e seu queixo, voltando para sua boca. Sanji inesperadamente me beija possessivamente, segurando meus cabelos. No mesmo instante, ele começa a rebolar outra vez.

Droga. Toda vez que ele faz assim, eu duro pouco.

— Zoro... – murmura, puxando minha cabeça para trás. Ele lambe minha boca. – Eu quero gozar...

Sua pressa súbita faz meu pau pulsar. Eu seria capaz de rasgá-lo ao meio. Deliciosamente sexy, Ero-Cook.

— Então... – falo, voltando a espalmar as mãos em sua bunda. Aumento minha velocidade, e o som de nossos quadris se chocando aumenta — ... o que está esperando?

— Mm... – geme. Sua voz reverbera pelo banheiro e parece ecoar em minha cabeça. Ele levanta os braços e se segura na haste fixa do chuveiro, me ajudando a sustentar seu peso. – Isso é...

Solto minhas mãos de seu quadril e subo-as acariciando seu tórax, espalhando ainda mais o óleo. A sensação de sua pele quente sob meus dedos é gostosa. Ele é meu.

Pelos seus gemidos, sei que ele está perto do orgasmo, e volto a espalmar sua bunda com minhas mãos.

—Tão gostoso... – murmura ele, tão baixo que quase não ouço. Vejo-o morder o lábio inferior – Zoro...

Continuo a estocá-lo com força e sinto-o se contrair algumas vezes, enquanto continua a rebolar para mim. Meus músculos se contraem com força enquanto eu impulsiono mais velocidade e força.

—Ah... – gemo, sentindo meu prazer aumentando gradativamente e rápido – Merda, Sanji...

Abraço seu tórax e coloco meus últimos esforços da noite em fazê-lo gozar. A sensação do orgasmo começa a se alastrar por meu ventre.

— Zoro, eu já... – geme, alto e entre sua respiração descompassada. Ele me contrai com força e se solta do chuveiro, se agarrando a mim em um abraço desesperado.

Sinto o orgasmo me atingir com força, subindo do meu quadril para meu abdômen, levando espasmos por meu corpo. Abro os olhos e vejo vários pontos pretos.

Respirando com força, abraço-o de volta, entrelaçando meus dedos em seu cabelo e tentando normalizar meu corpo.

Sinto sua pele com a minha, suada e quente, seu calor passando para mim. Seu cheiro é perfeito. Um conforto surge do momento, enquanto acaricio seus cabelos em minha mão, com os olhos fechados.

Sanji beija meu ombro.

— Haa... Estou morto. – resmunga. Eu sorrio debilmente e alcanço mais uma vez o registro do chuveiro, ligando-o. A água cai sobre nós novamente, morna.

— Posso dormir desse jeito. – falo, ainda de olhos fechados. – É confortável.

Ele ri um pouco, e outro espasmo sobe por meu corpo. Suspiro e balanço a cabeça.

— Ah... Sanji, espere eu sair de dentro de você antes de se contrair... – peço, soltando um gemido.

Seguro seu peso e desconecto nossos corpos devagar, sentindo um leve espasmo. Ele se desvencilha de mim e coloca os pés no chão, ficando de pé se apoiando em meu corpo enquanto eu posso, finalmente, ficar ereto.

Uma dor me atinge na região lombar, e eu fecho os olhos.

— Ah... Minhas costas... – reclamo. Coloco as mãos na região que dói e tento alongar minha coluna – Ai.

— Isso é... Porque você quis transar em pé... – ouço, baixo. Olho para o Ero-Cook, encostado na parede. Ele ainda está arfando e muito corado, suado pelo esforço. – Eu pedi para irmos para a cama.

Sua pele brilha, altamente lambível. Seu sêmen escorre por sua barriga.

— Shh... Está tudo bem. – falo. Tiro sua franja da frente de seu rosto, colocando-a para trás. – Eu não me arrependo.

Sanji me olha de volta e solta um sorriso lindo.

— Idiota. – responde. Ele se inclina para frente e encosta os lábios em minha testa. Fico tão surpreso que perco a fala – Eu quero dormir...

Ele nem parece perceber o ato carinhoso que acabou de fazer. Meu peito se enche e esquenta, enquanto eu apenas sorrio.

A última vez que ele fez isso, foi quando sofri o acidente.

— Certo, se eu não cair aqui por causa das minhas pernas sem força, a gente pode ir para a cama. – brinco. Seguro seu queixo e lhe dou um selinho. Ele segura meu pulso.

— A gente se segura, então. – responde, me dando outro selinho.

Reciprocidade é tudo na vida.

Interrompo meus pensamentos quando ele pega o sabonete.

— Vou te ajudar a lavar as costas – explica, e eu assinto, agradecido.

Depois de tomarmos banho, ele pega duas toalhas dentro do armário embaixo da pia, me entregando uma. Seco meu rosto, braços e tórax, amarrando-a em minha cintura logo em seguida.

Pego minha escova de dentes e faço minha higiene bucal, saindo do banheiro. Sanji faz o mesmo que eu.

Alongo meus braços e peito, suspirando. Sinto meus músculos glúteos doendo.

— Me sinto revigorado. – falo, pegando minha cueca sobre a cama – Acho que nunca me senti tão bem, mas minha bunda está doendo.

— Bem vindo ao meu mundo, bebê. – diz ele, procurando uma cueca na gaveta do guarda-roupa. Ele encontra uma e me joga outra. Fico envergonhado com suas palavras.

— Bebê? – pergunto, corando, mas voltando a provocá-lo. Um rubor se alastra por seu rosto e ele o esconde.

— Foi só uma expressão, nada demais. – responde, colocando sua cueca e retirando a toalha.

Coloco a cueca que ele me deu e dobro a minha, deixando-a sobre o criado-mudo.

Sanji leva a toalha até a cabeça e começa a esfregar nos cabelos. Jogo a minha sobre a cama e ando até ele, abraçando-o de surpresa.

— O que... Zoro? – pergunta, assustado – O que foi?

— Quero conchinha. Estou carente. – falo. Começo a arrastá-lo para a cama.

— Ei, espera! – pede, mas eu o coloco na cama e puxo sua toalha, jogando-a no chão, assim como a minha.

Coloco-o de costas para mim e me encaixo atrás dele, abraçando-o.

— Você está muito mimado, Ero-Marimo. – reclama, enquanto eu apenas sorrio. Ele fala, mas não se afasta.

Se eu for mimado por você e chamado de “bebê”, esse é um comportamento esperado. – respondo. Ele fica sem resposta e visivelmente desiste de resistir.

— E-Eu já disse... Foi sem querer. – fala, e vejo suas orelhas avermelhadas pela vergonha. – Eu vou te chutar.

— O que importa é que você disse. – concluo, apertando-o mais contra mim. Cheiro sua nuca. – Você é foda, Ero-Cook. Obrigado por me amar.

— Não me agradeça, Zoro. Não estou fazendo nenhuma caridade. – responde, sério. – As pessoas ficam em torno de você por que você merece, não porque elas têm pena.

Suspiro e sorrio com sua informação, sentindo-me aquecido.

Estranhamente, de vez em quando eu tenho alguns problemas para aceitar que sou um homem que merece tudo o que já conquistei.

— Boa noite, Sanji. – sussurro. – Sonhe comigo.

Sanji se aconchega mais e suspira.

— Bons sonhos, Zoro.

Acordo com meu celular gritando.

— Hm... Já vai... – resmungo, me virando na cama. Quem é o desgraçado me ligando a essa hora? Com os olhos ainda inchados de sono, nem leio a tela e atendo. – O quê?

Tem noção de que horas são para você estar COM ESSA VOZ DE SONO!? – grita alguém, do outro lado da linha – Tenha a decência de pelo menos fingir que está acordado!

A névoa do sono não me deixa raciocinar, e eu quase volto a dormir com o celular na orelha.

ZORO!— escuto o grito novamente, e então desperto. – Já são nove horas da manhã, levante e me encontre na academia. Agora!

Merda, é o Mihawk.

— Ah! Acordei! – falo, levantando da cama de supetão, confuso – Mas... Mihawk, o que... Não entendi...

Tento buscar rapidamente em minha memória se tenho alguma coisa marcada com ele, mas não encontro nada.

Como eu imaginei, você esqueceu. – murmura ele, suspirando em seguida. – Da última vez que você veio treinar, eu disse que ia atualizar sua série, não disse?

As imagens atingem minha mente no mesmo momento. Sim, eu esqueci algo importante como meu treino por causa daquele infeliz do Yukimura... Droga.

— Merda. Mihawk, foi mal. Eu vou sair daqui do Sanji agora e daqui meia hora estou aí. – falo, já procurando alguma roupa para me vestir. – Essa semana aconteceu um negócio ruim que me deixou preocupado, então...

Abro o armário de Sanji e procuro qualquer peça de roupa grande e quente. Merda, por que caralhos eu tinha que sair de casa só de cueca? Burro!

Pego um sobretudo pesado no cabide e uma calça de moletom qualquer.

Roronoa, se apresse. E traga suas preciosas katanas para polir e afiar. – manda, e percebo que ele realmente está irritado.

Não é para menos, eu nunca esqueci um treino. Nunca. Me sinto extremamente culpado e inútil.

Ele desliga o telefone e eu pego a pantufa de Sanji emprestada. Fica um pouco pequena, mas nossos pés são de tamanhos parecidos, então não chega a incomodar.

Ando até ele, que dorme calmamente e esparramado na cama. Seu cabelo está todo espalhado no travesseiro, e seu tórax todo descoberto. Sinto o cheiro de seu cabelo de longe e meu corpo já reage instintivamente.

— Sanji? – sussurro, infiltrando meus dedos em seus cabelos lisos – Ero-Cook, eu vou ter que sair mais cedo hoje... Eu tenho um treino com o Mihawk e estou muito atrasado. Se ele ficar muito bravo, vai me cortar em dois...

Cheiro seu pescoço e deixo um beijo ali, tentando me controlar.

— Zoro... – murmura, se virando para o lado da cama no qual estou encostado – Você é um idiota...

Sorrio com suas palavras. Beijo seus lábios.

— Sim, um idiota feliz. – Sanji abre seus olhos lentamente, piscando – Estou indo.

— Não quer que eu prepare o café da manhã? – murmura, sonolento.

— Eu adoraria comer qualquer coisa preparada por você, mas... – suspiro, mal humorado – O Mihawk é um cara metódico, então...

Ele sorri, ainda sonolento, me abraça.

— Você vai para o clube hoje? – pergunta. Eu assinto.

— Sim, chegarei lá pelas oito da noite, no mínimo.

— Certo. Então até a noite, Marimo. – diz ele, me soltando e se sentando na cama. Vejo-o se levantar e se alongar rapidamente. – Porque eu também deveria estar na cozinha do restaurante agora.

— Eu vou pegar o carro, me dá a chave? – peço, indo até o criado-mudo.

— Está na estante, na sala.

— Tá bom, vou pegar. – falo, saindo no quarto às pressas. Passo o corredor e chego na sala. Alcanço a chave abaixo da televisão e vou até a porta.

— Ah, Zoro! – ouço, e me viro antes de abrir a porta. Sanji está parado no meio da cozinha, só de cueca. Seu rosto está corado e ele está visivelmente envergonhado. – Itterasshai*.

Sério, até onde ele pode me fazer feliz?

Minha surpresa se expõe em meu rosto corado, assim como meu enorme sorriso em seguida.

Ittekimasu*, Ero-Cook.

POV Sanji

Sento no sofá novamente, segurando a garrafa de champagne em uma mão e a bandeja com as taças na outra. As moças que estou acompanhando ficam felizes quando começo a servir e lhes entregar as taças com a bebida cortesia.

— Sanji-kun, você é tão cavalheiro! – fala Harumi-san, abraçando meu braço, pressionando seus seios grandes em mim. São macios e ela cheira muito bem. Tenho que me controlar para não ter um sangramento nasal. Ela é jovem, tem os cabelos compridos e negros e um sorriso encantador.

— Harumi-san, não faço nada que minhas amadas clientes não mereçam! – falo, tirando suspiros de todas ao mesmo tempo. Servir mulheres me deixa satisfeito comigo mesmo e é um prazer. – Eu sou o escravo de vocês, por hoje...

Harumi-san coloca a mão em meu pescoço e fita meus lábios. Meus olhos correm para seus seios brilhantes, tirando minha atenção. Seguro seu pulso gentilmente e me aproximo de seu rosto, já sentindo o cheiro de morango de seu batom.

De repente, a imagem de Zoro sorrindo hoje de manhã pisca em minha mente. Nossa, ele estava tão feliz... Eu deveria tê-lo arrastado de volta para a cama naquele momento...

Fecho meus olhos , embarcando nas memórias de ontem à noite e deixando-me fantasiar.

Ele é simplesmente tão gostoso que eu não consigo esquecer a sensação de sua pele na minha...

— Sanji-san? – ouço, e me interrompo antes de encostar meus lábios em Harumi-san. Vejo Ren em pé à minha frente, um pouco corado. – O chefe quer tratar de um assunto urgente com você.

— Ren, o chefe sabe que eu estou trabalhando, não sabe? – pergunto, meio lento. Merda, não deveria ter tomado tanto Whisky mais cedo. Estou meio bêbado.

— Ele sabe, mas pediu para te chamar mesmo assim. – responde. Eu suspiro e me levanto, pedindo desculpas às minhas clientes. Informo que alguém virá logo ficar em meu lugar.

Acompanho Ren até o bar para pegar uma água.

— O Zoro já chegou? – pergunto, preocupado. – Que horas são?

— Nove e meia. – escuto um sussurro em minha orelha e me arrepio inteiro, corando em seguida. – Saudades já?

Sorrio maliciosamente e olho-o por sobre o ombro.

— Está atrasado, Marimo. – falo, observando sua roupa. Vestido com uma camisa com o primeiro botão aberto, uma calça social perfeita e sapatos, ele parece o Host perfeito. – Graças a você, eu bebi demais.

— Bebeu para não sentir tanto a minha falta? Sério? – pergunta ele, atrevido como sempre. Seu sorriso sacana me faz estremecer por dentro. Como eu queria desfazer esse sorriso com meu pau, agora mesmo...

Coro com meu próprio pensamento.

— Não é isso... Eu só... – começo, mas ele sabe que é verdade.

Zoro passa o braço por meus ombros e beija minha bochecha rapidamente. Merda, esse desgraçado exala autoconfiança.

Boa noite, Ren. – fala. Ren cora com o simples olhar de Zoro. – Alguma coisa para mim?

— B-Bom... – gagueja ele, corado. Eu reviro os olhos. – Como você chegou mais tarde, as clientes que eram suas foram realocadas para outros rapazes.

— Entendo... Então eu vou aguardar aqui no bar, enquanto ninguém me quer. – fala ele.

— Marimo, você está merecendo um chute. – respondo-o. – Seu convencido.

Zoro sorri e pede sakê.

— Ren, o que o chefe quer? – pergunto. Zoro pousa a mão gentilmente na lateral de meu quadril, possessivo, abraçando-me.

— Ah, é mesmo. Desculpe. – pede ele, corando mais ainda e desviando o olhar. Ele é muito fofo, e seu cheiro também é gostoso, apesar de bem menos másculo que o Marimo. — Vamos lá comigo.

Tiro a mão de Zoro de meu quadril e abraço Ren pelos ombros, andando na direção do corredor. Obviamente estou tentando fazer ciúmes em Zoro usando Ren. Desculpe por isso, Ren. Seu coração é puro e não merece isso...

Olho por sobre o ombro e vejo Zoro sorrindo para mim, malicioso como nunca e soltando fogo pelos olhos.

— Sanji-san? – pergunta Ren, assim que entramos no corredor dos funcionários, atrás do palco. – Você está bem?

— Eu? Só um pouco bêbado, mas nada demais... – respondo, suspirando. Seu cheiro entra em minhas narinas novamente. – Ren, você tem um cheiro bom de sabonete...

Quando dou por mim, estou com os olhos fechados e o nariz encostado no topo de sua cabeça, sentindo o perfume em seus cabelos. Imediatamente me afasto dele.

— Ah, me desculpe! – peço, envergonhado. – Quando estou assim eu faço as coisas sem pensar e...

Ele me olha de forma doce e envergonhada. Eu entendo perfeitamente o motivo de Zoro quase ter feito sexo com Ren. Ele é irresistível.

— Sanji-san, eu... – começa ele, dando um passo em minha direção – Sempre tive curiosidade para saber por que as clientes querem tanto te beijar...

Ren anda até mim e fita minha boca, corado. Ele lambe os próprios lábios e me empurra devagar até eu encostar na parede atrás de mim. Sua mão vai até minha nuca e me acaricia suavemente.

— Eu poderia? – pede, encurtando nossas distâncias. Seu nariz encosta no meu e ele claramente aguarda meu consentimento.

Estou assustado pela sua atitude, mas... Sua boca me parece muito gostosa para recusar.

Seguro sua cintura com força e elevo-o do chão, trocando nossas posições e colocando-o com as costas na parede.

— Merda, Ren... – sussurro, tentando me controlar. Ele sorri com minha reação e segura meu rosto com a mão livre.

— Sanji-san... Me beije... – pede, baixo o suficiente para ser só um gemido. Aperto seu corpo magro e pequeno com minhas mãos e suspiro, sentindo seu cheiro novamente.

Colo nossos lábios, e Ren aprofunda o beijo rapidamente, sentindo minha língua com a sua. Chupo seu lábio inferior, e ele segura meu cabelo com força. Subo minhas mãos por seu abdômen e tórax, voltando a descê-las até a parte de trás de suas coxas.

Puxo-o para minha cintura e ele prende as pernas ao meu redor, me dando acesso à sua bunda. Ren geme em meio ao beijo.

Ele está tendo as mesmas reações... As mesmas reações que tenho quando Zoro...

— Sanji-san... – suspira ele, mordendo meu lábio.

Merda, o que estou fazendo!?

— Uaaaau, isso que eu chamo de beijo profundo! – escuto, e meu corpo vira pedra no mesmo momento. – Então era isso que você tinha para tratar com o chefe, Ero-Cook?

Solto Ren no mesmo instante e me separo dele, movendo meus olhos para a imagem de Zoro encostado na parede, observando-nos de braços cruzados.

Notas finais
QUEM ACERTAR O QUE O ZORO VAI ACHAR DESSA SITUAÇÃO GANHA UM SPOILER DO PRÓXIMO CAPÍTULO kkkkkkkkkkkkkkkkkk desculpem, eu sei que foi cruel parar o capítulo aqui, mas é bom para exercitar a imaginação ;) Sejam bonzinhos e boazinhas e deixem suas opiniões, tá bom? O que acharam dessa cena do banheiro? Honestamente, foi uma das que eu mais gostei ♥ Foi lindo demais affff Logo menos tem continuação, prometo! Beeijos e até o próximo capítulo ♥