Um Amor Complicado.

2 Capítulo 2 - Entendendo-o.


Notas iniciais
OLÁÁÁÁ! VOLTEEEEEII! UHUUUUU! KKKKKKK' Estou tão feliz por poder conversar com vocês de novo *----* Sabe, ficar tanto tempo sem postar me fez mal T.T kkkkk Enfim. Demorei uma semana, mas acreditem: Eu já tenho pronto até o capítulo 4. Só quis fazer vocês ficarem um pouquinho ansiosas, e parece que deu certo, kkkkkkk Pra quem me conhece, sabe que eu sem´re agradeço os comentários, e isso não poderia ser diferente na fic nova, né? XD Agradecimentos à: Graymarker , spring hall, Yan, Hagu, Tamy, Raquel Ohara, JkUchiha e Rafachwan. Obrigada pelos comentários de incentivo, amei cada um deles! *----* Me senti tão feliz *lágrimas de felicidade genuína* kkkkkk AGRADECIMENTO ESPECIAL À HAGU, QUE RECOMENDOU A EXCHANGED SEX 2! OBRIGADA, VOCÊ NÃO TEM IDEIA DO QUANTO A RECOMENDAÇÃO ME DEIXOU EMOCIONADA! T.T AMEI, AMEI!! Para este capítulo, precisamos de alguns avisos básicos: —Contém algumas cenas de sexo. —Homens lindos de cueca. É isso! kkkkk Boa leitura!!

Capítulo 2 – Entendendo-o.

— Você só pode estar maluco. – resmungo, olhando para seu rosto. Seus olhos permanecem fechados, e um sorrisinho malicioso brota em seu rosto.

— Não. Você é bem legal. – responde, totalmente enrolado.

— Acho que “bêbado” não é a palavra certa para a sua situação neste momento. – observo, tirando sua mão de meu pescoço. Sento-me na cama e suspiro novamente. – Vamos. Vou colocar você embaixo do chuveiro.

— Não... Não quero tomar banho! – exclama ele, virando na cama. – Eu quero mulheres! Muitas! Muitos pares de peitos!

— Sim, eu entendi. Mas não quero um bêbado maluco me tocando enquanto durmo. Anda logo.

Levanto-me e dou a volta na cama, puxando-o comigo. Passo seu braço por trás de meu pescoço e seguro sua cintura. Carrego-o até o banheiro da suíte.

Coloco-o sentado na tampa da privada e ligo o chuveiro, regulando a temperatura. Frio é o ideal.

— Pronto. Levante-se. Tire a camisa enquanto eu pego o sabonete. – peço, saindo por alguns segundos.

Quando volto, Sanji ainda está tentando desabotoar o primeiro botão da camisa.

— Você só pode estar brincando comigo. Cara, você tem quantos anos? – pergunto, caminhando até ele.

— 23. – responde, rindo. De repente, ele agarra minha mão e a aperta um pouco. – Mãos grandes, Zoro. Você daria um bom jogador de basquete, eu acho.

— Não viaja. E devolva a minha mão. – falo, irritado. Com a paciência quase esgotada, desabotoo sua camisa e deixo-a no cesto. – Espera um pouco. Quando você colocou os óculos de volta?

— Quando você me puxou... É lógico... – responde, arrastado.

É cada uma. Sabe, aqui não tem sol no momento.

— Então tá. Só entra embaixo desse chuveiro e toma um banho. – falo, cansado. Ele se apoia na pia e acaba batendo a perna no mármore.

— Itai*... – murmura, segurando o lugar da batida.

— Isso vai ficar roxo. – observo, vendo sua feição de bêbado com dor. – Quanto você bebeu, afinal de contas?

— Sei lá... – responde, se segurando na parede. – Acho que... Várias garrafas.

— Você deveria estar morto agora.

— Cala essa boca. Você bebeu um barril de Sakê. – responde, andando devagar na direção do chuveiro.

— Mas eu não estou bêbado. Sou muito forte para bebida.

— Aham, sei. Agora, cai fora que... Eu vou tomar um banho. – diz ele, se apoiando na parte de fora do box. Sua fala enrolada ainda me confunde um pouco, mas consigo entender.

Viro-me e começo a arrumar os potes que tombaram e a camisa dentro do cesto.

— Ok. Só vou arrumar algumas coisas aqui e...

De repente, ouço um estrondo e som de coisas caindo. Novamente, viro-me.

— Merda. Caí. – fala ele, e eu solto um riso seguido de um suspiro.

— Sério? Nem percebi. – falo, observando-o. – Seu bêbado maldito.

— Vai ficar aí parado ou vai me ajudar a levantar? – pergunta, enquanto ainda dou risada.

Entro no box e, sentindo a água fria em meu corpo, abaixo-me. Sanji levanta os braços e, com o rosto vermelho por conta do álcool, toca meus ombros delicadamente.

— Você está gelado. – digo, sentindo seus dedos em minha pele quente.

— Bom, eu caí no chão gelado, onde tem água gelada. É normal eu estar frio. – responde, ainda tentando ficar de pé.

Ajudo-o, segurando seu corpo pelo tronco.

— Por sua causa, estou com a cueca toda molhada. – falo, sentindo minha cueca grudando em minha pele.

— Que bom saber... Que eu te deixo tão excitado... – fala, quase escorregando novamente.

— Cara... Bêbados são uma bosta. – resmungo, colocando-o de pé outra vez. – Como sua personalidade pode mudar tanto quando você está alterado?

— Estou com sono. – fala ele, pegando o sabonete na saboneteira. Ignorou minha pergunta. Legal.

— Espere, não comece ainda. – peço, segurando seus braços. Observo seu rosto e levanto as mãos, tirando seus óculos escuros. – Não dá para tomar banho de óculos.

Ele assente e, por incrível que pareça, me dá um sorriso branquíssimo como resposta.

— Acho que sim. – fala, meio sonolento.

— Sanji, porque você não abre os olhos? – pergunto, curioso. Seu sorriso se mantém.

— Se eu abrir, vou ficar com mais tontura ainda e cair outra vez. De olhos fechados, isso não acontece. – explica, lentamente.

— Faz sentido. – falo, pensando um pouco.

Quando volto à realidade, Sanji está se esforçando para tirar a cueca.

— Ei! O que você pensa que está fazendo!? – pergunto, irritado. Ainda com os polegares enganchados no cós da cueca, ele tenta abaixá-la de todas as formas.

— Não se pode tomar banho de cueca, certo? – pergunta.

— Pare com isso! Sanji, nós dois somos homens! – exclamo, espantado.

— Exatamente por isso que eu estou tirando a roupa. Você tem tudo o que eu tenho, então pare de frescura. – fala ele, e realmente tira a peça íntima.

— Estou com um bêbado tarado dentro de um box. Ele está pelado, e eu de cueca. Bela cena. – ironizo, revirando os olhos.

Então olho para baixo, para seus pés. Merda, tem algo atrapalhando minha visão.

Espera um pouco.

— Mas que porra é essa, Sanji!? – grito, assustado. Dou dois passos para trás e bato na parede do box. – Cara, você... Você está ereto! Que merda! Por que você está com o pau duro!?

— Tem toda uma explicação inventada por mim há vários anos, mas vou te poupar e dizer logo a verdade. – fala ele, passando o sabonete pelos braços. Puta que pariu. Puta que pariu. PUTA QUE PARIU. – Assim que eu terminar de tomar banho e beber uma boa quantidade de café, porque senão vou dormir. Se quiser ficar aí com cara de bosta, pode ficar.

Respiro fundo, aliviado. Sinto-me mais tranquilo.

— Vou lavar suas costas. – anuncio, e ele hesita, mas assente. Virando-se de costas para mim, ele me entrega o sabonete e eu começo a esfregar suas costas. Mais uma vez ele escorrega, mas seguro-o antes de cair.

— O-Obrigado. – gagueja, se levantando.

Termino de esfrega-lo e lhe entrego o sabonete.

— Vou lavar minha cueca. – aviso, saindo do box. – Cuidado para não cair. Se quiser, pode esquentar a água.

— Ok.

Sobre o tapete, em frente a pia, tiro a cueca. Abro a torneira e deixo a água correr pelo tecido, para em seguida torcê-lo. Saio do banheiro e atravesso o quarto, indo até a sacada do quarto. Penduro a cueca no varal e sinto a brisa fresca da noite pelo corpo inteiro. Uma sensação muito agradável, por sinal.

— Não sabia que era exibicionista, Zoro. – ouço, do meu lado. Cubro minhas partes íntimas com as mãos imediatamente, me virando para a voz. Na sacada do apartamento ao lado, Robin também curte a brisa da noite e as várias estrelas espalhadas pelo céu.

— R-Robin! – exclamo, sentindo minhas bochechas ligeiramente quentes. – Não sou exibicionista. É só que... Está calor.

— Hm... Sim, é verdade. – concorda, com seu sorriso de sempre. – Você deveria se vestir, ou vai pegar um resfriado.

— Ok. Boa noite! – falo, apressado. Volto para o quarto e respiro fundo.

Volto para o banheiro e pego uma toalha.

— Vou deixar uma toalha aqui para você. – falo, mais alto que o barulho do chuveiro.

— Entendi! – grita ele, e pelo vidro embaçado do box, enxergo seu cabelo cheio de espuma. O safado está usando meu shampoo Tío Nacho. Vou fazê-lo me pagar depois, é caro. — Zoro, porque seu shampoo tem cheiro de mel?

— Não sei! Acho que vou ali à esquina perguntar para o fabricante! – respondo, irritado. – Esse shampoo é mexicano! Não gaste tudo!

— E quem disse que shampoos mexicanos são bons? Eu uso um importado da França! – responde ele, irritado também.

— Grande bosta. – sussurro.

— Até porque o México é muito melhor que a França. – ironiza, em resposta. Como assim!? Ele ouviu meu sussurro? — E na próxima vez que for sair pelado na sacada, lembre-se de que a Robin-chan ou a Nami-san não são obrigadas a ter a visão do inferno.

Como assim!? Esse filho da puta ouviu a minha conversa com a Robin!?

— Estou na minha casa, posso andar pelado onde eu quiser. – respondo, e dessa vez, faço-o se calar.

Pego minha toalha, pendurada, e seco as gotas geladas em minha pele.

Saio do banheiro novamente e, depois de procurar uma cueca em minha gaveta, visto-a. Coloco também a primeira bermuda que encontro no guarda-roupa, de tactel azul escuro.

Penduro a toalha no varal e pulo na cama novamente, sentindo meu próprio cheiro no travesseiro.

Fecho os olhos lentamente, pensando em como me meti nesta situação. Porcaria. Eu deveria ter deixado-o na beira da estrada.

O sono começa a me enlaçar novamente, embalado pelo som do chuveiro. Porém, outros sons atrapalham meus ouvidos. Isso são... Gemidos?

Não, não pode ser.

Atento-me aos grunhidos.

Haa... Mmn... – ouço novamente, pronunciados por uma voz baixa e masculina.

Sim, são gemidos. Puta que pariu, ele vai emporcalhar o banheiro que eu levei o dia inteiro de ontem para lavar.

Continuo escutando seus gemidos, inconscientemente. Dentro de alguns minutos, eles se intensificam.

Ei... Até que os gemidos dele são gostosos de ouvir. São intensos e mais longos que os meus, como os gemidos de uma mulher quase chegando ao orgasmo.

Não. São muito mais sexys do que os gemidos de uma mulher. É como se eu conseguisse ouvir o ar passando entre seus lábios, sendo acariciados por sua língua.

Merda. Acho que estou há tempo demais sem sexo.

Viro-me na cama, tentando conseguir uma posição melhor para a minha mais nova ereção.

Tem um bêbado tarado no meu banheiro, tomando banho. Esse bêbado está se masturbando e soltando belos gemidos. E eu, excitado por causa disso. Eu sou doente, por acaso?

Acalme-se, pênis. Sem essa de acender do nada.

Coloco um travesseiro sobre a cabeça e tento pensar sobre outras coisas. Não. Impossível.

Ouço quando ele chega ao orgasmo e um arrepio percorre minha coluna, fazendo-me ficar ainda mais duro.

— Droga.

Deito-me de bruços e pressiono minha ereção contra o colchão.

Suspiro e deixo de pensar um pouco, me concentrando. Meu corpo inteiro está quente. Posso sentir meu membro ficando ainda mais duro, ao invés de amolecer. Merda. Está calor.

Desistindo, me levanto da cama imediatamente e me dirijo à cozinha, onde pego um copo e coloco água gelada.

Sinto meu estômago gelar, mas não adianta muito, pois o sakê que tomei permanece quente.

Deixo o copo na pia e, hesitando, seguro o cós da minha bermuda. Puxo-o para frente junto com o elástico da cueca, e observo meu membro.

Pior é que eu não tenho nem como esconder que estou excitado, com a bermuda parecendo uma barraca armada.

Vejo o pré-gozo começar a sair, pouco a pouco.

Bom, mesmo se eu fizer, não será na cozinha.

Solto a bermuda e vou até o quarto novamente, em direção à sacada. Meu corpo começa a esfriar com o vento frio da noite, e enquanto observo as estrelas, começo a pensar naquela amiga da minha avó, que gostava de correr atrás de mim.

Uma velha gorda, tarada e peluda. Eca.

E então, já não estou mais excitado.

— Ufa.

Afasto as imagens da velha da minha cabeça e entro no quarto novamente, fechando a porta de vidro.

Sento-me na cama. Estou inquieto. Bom, pelo menos os gemidos cessaram. Aproveito minha posição e me deito, ainda com os pés no chão.

Vários minutos se passam.

Cacete... Nunca vi um banho tão demorado. Qual é a dele? A conta de água vai vir muito cara!

O toque do meu celular invade meus ouvidos, e saio correndo para atender. A tela do smartphone me mostra uma foto da Nami, que ela mesma tirou com o meu celular. Aquela xereta.

Toco o botão verde e levo o aparelho ao ouvido.

— Que é, Nami?

— Sou eu. – diz uma voz doce e sedutora.

— Robin? O que houve? – pergunto, preocupado. – Não passou da hora de dormir?

— Na verdade eu estava deitada. Só que me lembrei de algo. – responde. – Eu liguei para avisar uma coisa sobre o Sanji-kun.

Vish.

— O que? – pergunto, curioso.

— Ele fica muito mais tarado quando está bêbado. – avisa, e eu suspiro. Bom, isso eu descobri sozinho. – E por favor, evite fazê-lo tomar banho.

Puta merda.

— Por que?

— Quando ele está bêbado e toma banho com água morna, ele sempre desmaia de sono. Não sei o motivo, mas isso sempre acontece. – avisa ela, e eu me desespero.

— Muito obrigado! Com licença e boa noite! – falo, rapidamente. Jogo o celular na cama e corro para o banheiro. Abro a porta com força.

— Sanji! – grito. Tento enxerga-lo pelo vidro do box, mas não vejo nada. Não. Ele não está em pé.

Empurro a porta de vidro e olho para o chão. No meio do vapor quente, vejo seu corpo jogado no piso, como se tivesse desmaiado. A água do chuveiro cai em sua barriga. Os braços permanecem junto ao corpo, totalmente imóveis. Ele parece um morto.

— Por favor, esteja vivo. Não quero ser acusado de homicídio. – desejo. Desligo o chuveiro e me ajoelho, já colocando meu braço direito por trás de pescoço. Coloco meu outro braço atrás de seus joelhos e levanto-o, como uma princesa. Que comparação mais desgraçada.

Levo-o até minha cama, onde deixo-o confortável, com a cabeça no travesseiro.

— Bêbado desgraçado. – resmungo, indo buscar a toalha.

Quando volto, Sanji está todo enrolado no edredom, de bruços.

— Merda. Molhou tudo. – murmuro, e com o resto de paciência que me resta, seco suas costas e desço aos poucos. Ponho minhas mãos em sua bunda e tiro as gotas. Hm. Mesmo eu sendo um homem... É inevitável sentir que ele tem uma bunda macia.

Ok, já chega.

— Ei. Acorde. – falo, alto o suficiente para algum vizinho escutar. – Bêbado tarado.

— Hm... – resmunga, se virando na cama.

Uma ideia surge em minha mente.

Abaixo-me e encosto meus lábios em sua orelha. Deixo toda a excitação de minha ereção contida fluir até minha voz.

— Se você não acordar agora... – sussurro, levando minha mão esquerda até sua barriga. – Eu vou aproveitar sua nudez. E pode apostar que eu vou me divertir muito.

— Socorro! – grita ele, e sei que acordou.

— Finalmente. Se seque e escolha uma roupa do meu armário, bêbado. – falo, jogando a toalha em seu rosto corado.

— Qual é o seu problema? Eu estava dormindo! – reclama.

— Sim, estava. Pelado e todo molhado. Você me deve uma explicação, lembra? – pergunto, irritado. – Se seque e escolha uma roupa no armário. Vou te esperar na cozinha.

Vou para a cozinha e pego o bule e o coador, dentro do armário.

Minutos depois ele chega, com a toalha no pescoço. Vejo que ele colocou uma camiseta e uma calça de moletom.

— Ainda de olhos fechados?

— Sim. Como eu disse antes, se eu abri-los, vou cair. – repete. – Mas não faz diferença. Consigo sentir a sua presença. Agora, me dê o pó de café e o filtro.

Faço o que pede e me sento. Ele põe a água para esquentar, e antes de ferver, ele joga sobre o pó, dentro do filtro. Observo-o.

— Prefere com leite?

— Sem leite. – respondo, e ele assente.

— Onde ficam as xícaras? – pergunta, já com o café pronto. Levanto-me.

— Deixa que eu pego.

Abro a porta do armário sobre a pia e pego duas xícaras, colocando-as em suas mãos.

E como que algo natural, ele põe o café quente dentro das duas xícaras, sem ao menos se certificar da posição delas.

— Como você fez isso? – pergunto, espantado.

— Não é grande coisa. Eu sou campeão mundial de Taekwondo, lembra? – pergunta, convencido. – E como disse, consigo sentir a presença das coisas.

— Me lembro. – respondo, sorrindo de lado. – Lembro também que seu chute foi facilmente parado por mim. Belo campeão, é você. Eu também consigo sentir a presença das pessoas, só para você saber.

— E eu só não dou outro chute, porque vou cair. – fala ele, irritado. – Quando eu estiver sóbrio novamente, você vai se ver comigo.

Aquilo me anima.

— Mal posso esperar. – respondo, minha voz levemente mais rouca.

Espera... É impressão minha ou ele se arrepiou?

— Vai adoçar o café também? – pergunto.

— Não... – responde, baixo. Parece meio... Incomodado?— Eu tomo sem açúcar.

— Sério? Eu não consigo. – comento, e vejo um sorriso presunçoso crescer em seu rosto.

— Não consegue beber um cafezinho sem açúcar, mas consegue beber um barril inteiro de sakê sem ficar bêbado. Não dá para entender. – fala ele.

— Ei. Não me perturbe. Bêbado tarado. – xingo, o que me lembra do propósito da conversa. – Então, vai me contar o motivo de você ter ficado de pau duro?

Ele muda o peso do corpo de uma perna para outra, hesitando. Analiso-o.

— Bom, é... – começa, escolhendo suas palavras. Fito seu rosto. Está corado não só por causa da bebida, mas também pela vergonha. – Quando você bebe algo forte, que sensação você tem na garganta?

Fico confuso com sua pergunta.

— Hm... Talvez... – começo, pensando. – A garganta arde um pouco.

— Exato. Só que no meu caso é diferente. – diz ele, corando mais ainda. – A ardência que começa na garganta... Em mim, se espalha pelo corpo inteiro. Como um afrodisíaco muito forte.

Uau. Deve ser demais.

— Então, é por isso que ficou excitado? – pergunto. Ele assente.

— Sim. Devo confessar que ficar com a Nami-san e a Robin-chan na balada ajudou muito. – diz ele, sorrindo um pouco, apaixonado.

Espera um pouco. “Ficar”?

— Como assim, “ficar”? – pergunto, confuso. – Vocês são tipo... “Amigos Coloridos”?

— Bem que eu queria, mas... Aquelas duas não são assim. São mulheres sérias.

Nós não podemos estar falando sobre a mesma Nami. Impossível.

— Mas só o fato de sentir o cheiro delas já me deixa alerta. – fala. – São maravilhosas.

— Você gosta mesmo dessas duas, né? – pergunto, bebericando meu café.

— Hm... Acho que gostar não é a palavra certa. – responde, recostando o quadril na pia. – Eu as respeito. Acho as duas muito lindas. Sou apaixonado pela forma culta como a Robin-chan fala, mas também gosto do jeito mais liberal da Nami-san. Eu simplesmente... Amo as duas.

Baba ovo.

— Então, pode me explicar por que ficou passando as suas mãos em mim? — pergunto, irritado.

— Eu me lembro muito vagamente disso. Achei que tinha sido um pesadelo! – exclama, horrorizado. – Cara, foi mal. Eu estava bêbado demais. Ainda estou, mas melhorou bem.

— Ah, que bom. – respondo, aliviado. Ele realmente é outra pessoa quando bebe.

Eu deveria perguntar sobre a punheta no banheiro?

— Sanji...

— Estou com sono. Me empresta uma ponta da sua cama? – interrompe, e eu assinto.

— Você fica com a parte molhada, se não quiser dormir no meio. – solto.

— Nada mais justo, já que eu desmaiei tomando banho outra vez. – respondo, bocejando. – Eu lavo essa louça amanhã.

Seus dedos habilidosos pegam a xícara da minha mão e ele coloca as duas na pia.

— Quer escovar os dentes? Tem uma escova fechada no armário embaixo da pia do banheiro. – informo, e ele assente.

Voltamos ao quarto e entramos no banheiro novamente. Pego a escova sobre a pia e, depois de colocar o creme dental, começo a escovar meus dentes. Sanji começa segundos depois, com a escova nova.

Quando termino, guardo tudo e seco o rosto, já pronto para cair na cama e relaxar.

— Ah, que sono... Já são quatro horas. – observo. – Mas é domingo, então tudo bem.

— Você trabalha?

— Sim. Fora meu treinamento como Espadachim. – respondo, bocejando. Deito na cama, relaxando. – E você?

— Sou Chef. – responde. Para minha surpresa, não estou surpreso.

Espera. Isso faz sentido?

— Está explicado a sua habilidade na cozinha, então. – murmuro.

Sinto a cama se mexer e viro o rosto, vendo-o se deitar no meio do colchão, há uns trinta centímetros de distância de mim.

— Boa noite. – diz ele, virando de costas para mim. Empresto-o metade do meu edredom.

— Aqui. Não quero que você morra congelado, já que o ar-condicionado vai ficar ligado.

— Obrigado. – agradece, sonolento.

— Não tem de quê. – respondo, também com sono. Em segundos, ele já está ressonando tranquilamente. Bêbados dormem muito rápido.

Observo suas costas e ombros, além de inspecionar também sua nuca. Porque esse desgraçado parece ter a pele tão lisa? Parece macio.

É melhor eu parar de pensar nessas coisas. Nós dois somos homens, que droga. Se bem que... Seria legal se ele fosse uma mulher. Se ele fosse mulher, nós estaríamos transando, não dormindo lado a lado.

Caio no sono refletindo no quanto sou pervertido, apesar de não transparecer.

Toco sua pele com a ponta de meus dedos, sentindo-o quente sob meu toque. Ele se contorce de prazer, quase implorando por mais. Seu rosto, corado de excitação. Seus lábios, entreabertos, abrindo passagem para sua respiração pesada. Os olhos, fechados e apertados, absorvendo as sensações expressas em seus gemidos sensuais e intensos.

Seus cabelos louros são agarrados por minha mão esquerda, que os puxa suavemente para trás, dando-me a visão de seu pescoço altamente marcável.

Com o rosto encostado na parede, Sanji se apoia com a mão direita e, com a esquerda, segura meus quadris, fazendo-me força-lo ainda mais para frente.

Sua camisa, normalmente arrumada, está toda amassada, aberta e fora do lugar, o que me dá novamente a visão da pele de suas costas. Observo seu corpo sendo possuído por mim, e sua bunda perfeitamente empinada para trás, enquanto recebe minhas estocadas fortes.

Seu corpo cheio de marcas avermelhadas dão a sensação de que... Sim, ele é só meu.

Abraço-o por trás e passo minhas mãos pela parte da frente de seu tronco, sentindo o delicioso cheiro em seu pescoço. Sanji agarra a própria ereção, masturbando-se. Belisco seus mamilos e desço as mãos novamente, segurando seu pau.

— Ero-Cook, apoie-se. Não quero que você caia. – peço, deixando um chupão em seu pescoço. — Eu faço para você.

Ele faz o que peço.

— Sim, Zoro... – sussurra, gemendo longamente em seguida. – Não pare... Haa...

— Está perto?

— Vou gozar... – murmura, abrindo um pouco mais as pernas. – Mais forte!

Acordo desesperado e me sento na cama imediatamente. Estou suado. Muito suado. Sinto meu rosto quente, e minha bermuda surpreendentemente apertada.

Levanto o edredom e vejo a enorme barraca formada em minha roupa. Espera um pouco... Abro o botão da bermuda e puxo o zíper. Ao olhar, constato que eu rasguei minha cueca. Em todos os meus anos de vida, essa é a primeira vez que isso me acontece.

E que sonho foi esse? Quanto erotismo... E ele estava tão sexy...

Sinto as ondas quentes passarem de minha intimidade para o resto do corpo, e sinto um arrepio forte. Essa não. Preciso gozar. Só uma vez está de bom tamanho.

Olho para o lado e vejo que Sanji está dormindo profundamente.

Sou possuído pela urgência do alívio, e abaixo minhas roupas até os joelhos.

— Merda. – sussurro, segurando meu membro entre as mãos.

E se ele acordar?

Começo a movimentar as mãos rapidamente, com urgência. Eu estou na minha casa. Posso bater punheta onde eu quiser.

Fecho meus olhos, pensando no meu sonho. Minha imaginação me presenteia com as sensações de nossos corpos junto, fundidos perfeitamente. O quanto ele seria apertado, o quanto seria quente.

“Sim, Zoro... Não pare”.

Chego ao ápice e, sentindo alguns tremores pelo corpo, gozo.

Imediatamente me levanto e tiro minhas roupas, querendo tomar outro banho. Não que eu precise realmente, mas é melhor do que ficar com a barriga suja com meu próprio sêmen.

Quando termino, me seco e procuro outra cueca, jogando a rasgada fora.

Visto uma nova e me jogo na cama novamente, procurando meu sono.

Eu realmente, definitivamente preciso de sexo.

Notas finais
*Itai. Tradução: "Doeu!" —____________________________________________________________________________ Então? Espero que tenham gostado! kkkkkkk Particularmente, eu amei escrever este capítulo. Vocês devem saber o motivo, kkkkk Enfim! Agradeço à todos os comentários, favoritos, acessos e leitores e leitoras fantasmas por estarem acompanhando! Eu tenho um pouco de insegurança, pois estou começando no U.A. agora. Por isso, tenham paciência com a Naka-chan, ok? kkkkk Beijos, até o próximo!