Um Amor Complicado.

1 Capítulo 1 - Conhecendo-o.


Notas iniciais
Olá! *---* Estou de volta com uma fanfic nova, acabando de sair do forno! KKKKKK A história é totalmente diferente de Exchanged Sex, mas ainda é o meu jeito de escrever. Então espero, sinceramente, que gostem! Boa leitura!

Capítulo 1 – Conhecendo-o.

O suor escorre por meu corpo lentamente. A roupa que tenho que usar é pesada e quente, o que piora a minha situação. Se pelo menos tivesse um ar condicionado...

— Levante essa Katana com mais força! Você está sendo muito lento! – grita Dracule Mihawk, meu “treinador”. Treinador merda nenhuma. Só porque é o melhor espadachim, fica bebendo vinho e completamente relaxado na poltrona, enquanto eu treino. Preguiçoso. — É assim que você quer me derrotar? Vamos!

Em termos de habilidade e rapidez sou o segundo melhor espadachim do mundo, e em termos de agilidade e força, o primeiro. Sou mais musculoso que Mihawk, o que me faz também mais pesado. Para mim, esse desgraçado é melhor do que eu. Para os outros, eu sou o Melhor Espadachim do Mundo. Só porque ganhei dele numa luta pelo primeiro lugar. Besteira.

— Sabe, o Kin’emon é um dos seus maiores oponentes. – lembra ele, o que me deixa irritado.

— Eu sei! Só que o Kin’emon é um Samurai, não um Espadachim! – argumento. – Nós não nos enfrentaremos em disputa oficial nenhuma. Apesar de ser um ótimo adversário, óbvio.

— É, você está certo. – concorda ele, e em seguida, olha em seu relógio de pulso. – Vamos parar por hoje. Já está quase anoitecendo, e sei que você gosta de sair à noite.

Suspiro de alívio e embainho minha katana, encostando-a na parede por alguns segundos, enquanto tiro toda a roupa quente. Só de cueca, sinto-me muito mais leve.

— Eu vou na frente. Roronoa, tranque tudo. – pede ele, já saindo.

— Folgado. – xingo, baixo. Coloco um short leve e uma regata mais larga, e depois, meu tênis mais confortável.

Arrumo as outras roupas na mochila e amarro minhas três katanas – Wadou Ichimonji, Kitetsu e Shuusui – na mochila, com um nó apertado. Por fim, coloco meus óculos de sol, visto que ainda está claro, e alcanço minha garrafa de água na geladeira da academia.

Saio dali e tranco tudo, para assim dar início à minha corrida de fim de tarde. São apenas oito quilômetros. Quase nada para mim.

Chego ao meu apartamento perfeitamente aquecido e me sentindo bem. Desamarro as katanas da mochila e coloco-as cuidadosamente sobre minha cama, uma ao lado da outra.

Começo a me despir, louco para tomar um bom banho. Pego minha roupa do chão e jogo-a no cesto de roupas sujas, dentro do banheiro.

Encosto a porta do banheiro e ligo o chuveiro na água morna, quase fria.

Ensaboo-me lentamente, curtindo a massagem que a água do chuveiro faz em minhas costas. Lavo os cabelos e quando termino meu banho, continuo apreciando a água, que relaxa cada músculo de meu corpo, amenizando minha adrenalina.

E neste momento, quase tenho uma parada cardíaca.

— Boa noite! – ouço, alto demais. Escorrego dentro do box do banheiro e me apoio na parede. – Hora da festa!

— Nami! Não entre na casa dos outros sem apertar a campainha! – grito de volta, me endireitando. – E como você conseguiu entrar aqui? Eu tranquei a porta!

— É para isso que servem os grampos de cabelo! – responde ela, e ouço sua risada. Não posso vê-la, pois o box está todo embaçado.

— Essa mulher sorrateira... Peituda Mercenária. – resmungo, irritado. No mesmo instante, a porta do box é aberta, me deixando sem reação.

— O que você disse? – pergunta ela, emanando sua aura maligna.

— Sabe, Nami... Eu estou nu. – lembro-a. Vejo seus olhos passarem por todo o meu corpo, sem nem ao menos disfarçar. Com minhas bochechas ardendo um pouco, tampo minha genital com as mãos rapidamente. Uma veia incha em minha testa . – Saia daqui! Tarada!

— E daí? O que tem de mais nesse seu corpo cheio de cicatrizes? – pergunta ela, conseguindo me irritar mais ainda.

— E você? Com esses peitos enormes, redondos e pesados? Parece aquelas típicas garotas hentais, que a gente acha nos Doujinshis de animes Shounen. – respondo, o que cria uma disputa entre nós. É claro que eu acabo perdendo, com um galo enorme na cabeça.

Já banhado e me secando, encosto a toalha no inchaço na minha cabeça.

— Não entendo como ela é tão forte, com aqueles braços finos... – murmuro, passando a toalha pelas pernas. Não é que eu não goste de peitos. Eu gosto. Mas a Nami me irrita tanto, que eu sou obrigado a falar essas coisas. Aquela mercenária desgraçada.

— Zoro, quer chá? – pergunta ela, da cozinha.

— É do quê? – pergunto de volta, vestindo minha cueca.

— Morango!

— Não quero! – respondo, colocando minha calça. – E quem te deu permissão para mexer na minha cozinha!?

Corro por meu apartamento, só de calça jeans. Encontro-a perfeitamente familiarizada com minha cozinha. Tudo bem, não é como se eu a usasse muito... Enfim.

— Ah, cala a boca. Vai logo colocar uma camiseta e um tênis, ou eu vou sair sem você. – ameaça, o que faz uma veia saltar em minha testa. Com o maxilar retraído, respondo com os dentes cerrados.

— Sabe, o carro é meu. – lembro, cruzando os braços.

— E o que você pode fazer com esse senso de direção horrível? – pergunta ela, me alfinetando mais uma vez. – Sou sempre eu que dirijo, Zoro. Se eu deixasse você pegar no volante, ao invés de irmos para a balada, chegaríamos na Austrália.

Filha da mãe!

Saio da cozinha resmungando, irritado. Coloco logo meu tênis e uma camiseta simples, preta. Em seguida, o desodorante e o perfume.

— Pronto, voltei. – anuncio, chegando à cozinha novamente.

— Hm... Até que seu treinamento está valendo algo, Senhor Espadachim. – diz ela, me provocando. – Seus músculos são altamente pegáveis.

Fico em silêncio por alguns segundos.

— Olha, se eu não te conhecesse, acreditaria nisso. – falo, e ela solta uma risada, confirmando minha desconfiança.

Nami termina de beber o chá e deixa o copo sobre a pia, sujo.

— Porca. – resmungo.

— O quê disse? – pergunta.

— Nada. – respondo, desviando o olhar.

— Foi o que pensei. Vamos? Tenho alguém que quero que você conheça. – diz ela, arrumando o vestido curtíssimo no corpo cheio de curvas. É sério. O vestido é bonito, preto. Posso ver suas pernas inteiras, e o decote também é grande, mostrando as formas de seus seios. O sapato alto a deixa quase da minha altura. Porém, eu não consigo vê-la com olhos de homem. Para mim, ela é aquela vizinha chata que toda hora te enche o saco.

— Vamos. – concordo. Pego meu celular sobre a estante e o enfio no bolso, junto com o cartão de débito e o dinheiro.

Tranco a porta e nós dois nos dirigimos para o elevador, chamando-o.

— Vai tentar arrumar alguma mulher para mim outra vez? – pergunto, curioso. Vejo seu sorriso malicioso.

— Não posso evitar. Ouvir você se masturbando é desagradável. – diz ela, o que me faz engasgar com minha própria saliva. Com o rosto ardendo de vergonha, encaro-a. – Você lembra? Nós somos vizinhos, e devido ao posicionamento das escadas do prédio, meu apartamento é diferente dos outros. Por isso, a minha sala é grudada com o seu quarto.

— O quê!? – grito, espantando. – N-N-N-Nami! Sua jumenta! Porque não me falou isso antes?

— Não me xingue, babaca! – grita de volta, me dando um safanão no pé da orelha. – E eu não falei porque... Bom, eu sei das necessidades do corpo humano. Você não fica com alguém há uns bons oito meses, certo? Deve estar subindo pelas paredes.

— É para isso que serve a Playboy TV, na televisão a cabo. – respondo. – E o RedTube, também. Ah, também tem o XVÍDEOS. E o YouPorn. E o...

— Ok, já entendi. – responde, me interrompendo. Em seguida, nós dois caímos na risada. O elevador chega, e entramos. – Seu punheteiro. Porque não arruma uma ficante?

— Não. Pelo menos a minha mão não vai olhar para mim no dia seguinte e dizer: “Você não vai dizer que me ama?” – respondo, o que a faz rir. – E outra: eu não coloco meu “instrumento” em lugares desconhecidos.

— Sim, pensando pela lógica.

As portas do elevador se abrem e saímos no subsolo. Nami vai até meu carro, tira a chave da bolsa e desliga o alarme. Entro no lugar do carona e espero-a ligar o motor.

— Certo. – fala, passando a marcha automática para o “D”. Nós dois colocamos o cinto de segurança.

— Quem vai? – pergunto, abrindo o vidro.

— Hm... Pelo que sei, a Robin vai estar. O Luffy não atende o celular, e o Franky está trabalhando até tarde hoje. O Usopp está com preguiça, e o Chopper está em plantão no hospital. Portanto, somos só nós três.

— E o Brook?

— Primeiro show da turnê Bone To Be Wild. – explica. – E você, Zoro? Quando vai voltar a competir?

— Nas próximas Olimpíadas. – respondo, soltando um bocejo longo.

— Deve ser muito bom, né? – pergunta, entrando na avenida. O portão automático do prédio se fecha atrás de nós.

— O quê?

— O título de melhor espadachim do mundo. Sabe... Você já venceu o Mihawk, e ele se aposentou. – ressalta.

Assinto, avoado. Ainda não acredito que consegui. Meu maior objetivo de vida foi realizado, e eu tenho apenas 22 anos. Não posso parar de treinar. Por minha honra de espadachim, tenho que continuar treinando.

Minutos depois, chegamos ao estabelecimento. O som que vem de lá de dentro é alto, próprio para o lugar.

Saímos do carro, e Nami entrega a chave para o manobrista.

— Aqui. Nossos convites. – diz ela, entregando-os ao segurança. Ele recebe os convites, passa-os numa máquina e puxa a pulseira de “VIP” do bolso, prendendo uma em meu braço e uma no braço dela.

— Tenham uma boa noite, senhores. – deseja ele, e eu suspiro.

Observo o ambiente e, ao ver todos aqueles corpos emaranhados na pista, me sinto estranhamente animado.

— Vou beber para cacete, porra! – grito, entrando no lugar.

A pista de dança está mais lotada do que nunca. As pessoas, para dançar, têm que se esfregar umas nas outras. Ainda bem que eu sou VIP hoje.

Ajudo Nami a passar pela multidão e alcançamos a escada para o camarote, subindo tranquilamente. O lugar é composto por um bar com o barman, várias mesas, sofás grandes encostados nas paredes, e carpete no chão. Os sofás são vermelhos, e aparentemente macios, de veludo.

— Ah! Robin! – grita Nami, acenando. Robin se levanta da mesa onde bebericava uma taça de champagne e recebe o abraço apertado de Nami.

Robin está linda. Seu vestido é comprido, o que a deixa com um ar... Sofisticado? Não sei, estou parecendo uma mulher definindo roupas.

— Konbanwa, Zoro. – cumprimenta, e eu respondo com uma aceno de cabeça.

— Robin, cadê a pessoa que a gente ia apresentar para o Zoro? – pergunta Nami, e eu me sento junto a elas, depois de buscar minha garrafa de sakê.

— Ela desceu para a pista, mas deve estar voltando. Espero que não tenha sido pisoteada ou algo do tipo... – diz ela, e um arrepio corre meu corpo.

— Seu otimismo é tocante, Robin. – resmunga Nami. – Vou ver se consigo enxerga-la pela parede de vidro.

Nami caminha até a parede transparente, que nos dá a perfeita visão da pista de dança.

— Ah! Ela está vindo. Junto com... Várias outras? – pergunta-se, e parece confusa. – Porque tem um grupo de mulheres subindo para cá?

Segundos depois, consigo ver as várias mulheres subirem a escada e caminharem lentamente. Ao se aproximarem, consigo enxergar um homem no meio delas.

— Está explicado. – fala Robin, soltando um risinho.

Entre as mulheres, a mais bonita é mais branca que as outras e tem os cabelos longos, escuros. Seus olhos são claros, mel. Seu corpo é tão maravilhoso que me deixa de queixo caído e excitado só de ver. Uau. Faz tempo que eu não fico excitado só por ver uma mulher.

— Ali, Zoro. A moça que eu queria te apresentar. – sussurra Nami, no meu ouvido. Ela se refere exatamente à mulher que eu estava observando. Ela e as outras mulheres se sentam, deixando o cara se sentar no meio. E quando menos espero, a morena o beija. Um beijo profundo, desses que eu não experimento há alguns meses, por causa das competições.

O cara tem um sangramento nasal imediato após o término do contato intenso.

É, sem chance com ela. Que filho da puta.

— Bom... Vamos achar outra, não se preocupe. – diz Nami.

— Nami, eu não estou tão desesperado. – respondo.

— Vamos. Vou apresenta-la, mesmo assim. – fala ela, e eu me levanto, acabando com o último gole da bebida. Tento ao máximo tampar minha ereção.

Nós três andamos devagar até o grupo, e ainda há cinco metros de distância, o cara se levanta.

— Nami-swan! Robin-chwan! – exclama ele, e parece total e completamente apaixonado. – Vocês estão muito lindas hoje!

— Obrigada, Sanji-kun. – responde Nami. – Temos um amigo para apresentar para você. Este é Roronoa Zoro.

Dou um passo a frente a estendo a mão. Olho em seu rosto, mas não consigo perceber nenhuma alteração em sua expressão. De óculos escuros na balada. Gênio. E o que é essa sobrancelha?

O homem levanta a mão direita também, apertando a minha com firmeza.

— Roronoa... – resmunga. Sua língua parece pronunciar cada letra de meu sobrenome separadamente. – Sanji.

Soltamos nossas mãos e ele sorri minimamente.

— E Zoro... Aquela é a Violet-chan. – apresenta Nami, e a mulher levanta do sofá.

— Konbanwa. Eu sou a Violet. – apresenta-se. Os dedos de Sanji tocam a cintura da mulher, e ele acaricia-a com a mão. Cada vez gosto menos desse estranho. Sinto até um gosto amargo na boca.

Após alguns minutos de conversa, Nami se senta junto com Robin para conversar com as outras mulheres, inclusive Violet.

— Roronoa? – pergunta ele, e estranhamente, sua mão envolve meu ombro.

— Sim? – pergunto, e ele parece ficar desconfortável, voltando ao estado normal em seguida.

— Espero que você não esteja tentando nada com a Nami-san. – fala ele, e eu quase solto uma risada.

— Eu e a aquela mercenária peituda? – pergunto. Sua expressão se fecha e ele tira a mão do meu ombro.

— Você a chamou do quê? – diz ele, baixo. — Repita.

— O que? Mercenária ou peituda? — pergunto, e me assusto com o chute que vem em minha direção. Se eu não tivesse bom reflexo, teria levado a pancada no rosto. – Mas o quê... Você é maluco!?

— Não ouse falar mal de mulher alguma na minha frente, seu merda! – grita ele, desferindo outro chute em minha direção. Defendo-o com o braço e seguro sua canela, fazendo-o perder o equilíbrio rapidamente. O esquisito cai no chão, de bunda. Seus cabelos louros se espalham por seu rosto, o que me faz querer rir. Ah, doce vingança.

— Até que você chuta bem, Mr. Hanaji*. – chamo, sorrindo um pouco. É estranho, mas... Estou me divertindo bastante. — Porém, suas pernas não são mais fortes que meus braços. Sinto muito.

Ele se levanta lentamente, arruma os cabelos e suspira.

— “Hanaji”? – resmunga.

— Sim. Não foi você que sangrou só por causa de um beijo? – pergunto, provocando-o. – Que homem sensível.

— Hm... – resmunga ele, e percebo sua perna direita se levantando aos poucos. As mãos, dentro dos bolsos, não fazem força alguma. É uma forma nova para meus olhos: mesmo em uma perna só, seu equilíbrio é perfeito. Ei, é impressão minha ou a perna dele está ficando vermelha? — Prepare-se para morrer, Roronoa Zoro.

— Eu? Morrer? Não. – asseguro, em posição de luta. – Vamos ter uma boa luta, Sanji.

— Lutar? Interessante. – diz ele, e detecto um sorriso lateral em seu rosto. – Parabéns. Faz muito tempo que eu não me divirto assim.

— Eu também. – respondo, sem deixar de sorrir. Sua perna realmente começa a pegar fogo.

— Ah, antes de lutar, quero te dizer uma coisa. – fala ele, o que me desconcentra um pouco. Olho para o negro de seus óculos. Merda, não consigo encará-lo.— Você fede.

— Hã?— pergunto, confuso. – Você por acaso fica cheirando homens?

— Não, de forma alguma. É que seu perfume é tão vagabundo, que não consigo não sentir. Arde. – reclama, coçando o nariz.

— Você por acaso é algum francês? – debocho.

— Descendente.

— Explicado. Agora, cala essa boca. – mando, e ele ri um pouco. Sua perna se levanta mais. Se eu for atingido por aquilo, vai doer.

— Diable Jambe*... – murmura. Ele fala francês. Isso foi inesperado.

Então, em uma velocidade inexplicável, sua perna atinge meus braços juntos. Meus tênis, impróprios para qualquer luta, me deixam derrapar um pouco para trás.

— Uau. Bom chute. – elogio, realmente me divertindo. – Agora sente essa, Sobrancelha de Bigode.

Fecho o punho e, reunindo um pouco da minha força, desfiro um soco em sua direção. Este, ele defende com a perna que não pega fogo.

— Ok, ok! Chega! – grita Nami, interrompendo nossa pequena brincadeira.

— Hai, Nami-swan! – responde ele, voltando ao normal.

— Vocês dois têm ideia de quanto vai custar se vocês quebrarem algo daqui!? – pergunta ela, irritada. – Eu não vou pagar nada para ninguém!

— Calma, Nami-chan. É complicado para eles. Com esse nível de habilidades, é difícil encontrar pessoas interessantes para lutar. Por isso eles estavam se deixando levar. – diz Robin, tranquilizando Nami. — Mas garotos, é verdade que aqui não é lugar para isso.

— Robin-chwan, sua linda! Eu já declarei o meu amor por você hoje? – diz Sanji, com uma voz muito melosa.

— Escute, Sanji-kun. – pede Nami, suspirando. Sanji dirige sua atenção a ela. – Zoro é o melhor espadachim do mundo. Suas pernas nunca o machucariam, porque seus braços parecem diamantes.

Segue-se alguns segundos de silêncio.

— E Zoro, o Sanji-kun é o melhor lutador de Taekwondo do mundo. A habilidade dele com as pernas está acima de qualquer outro. Por isso, vocês são iguais em questão de força. – explica ela.

— Lógico que não. Eu sou muito melhor. – resmungo, emburrado. Sinto Sanji me fuzilar com os olhos.

— O que você disse, montanha de músculos? – pergunta ele, com raiva.

— Eu disse que sou melhor do que você, Sobrancelha de Bigode. Vai encarar? – pergunto, também irritado.

— Quer resolver isso lá fora, babaca!? – pergunta ele.

— Eu adoraria!

— Calem as bocas! – grita Nami, me dando um cascudo mais forte que qualquer pancada que já tomei. Ela também dá um em Sanji, e nós dois acabamos caídos no chão.

— Be desculpe, Dâmi-shwan...— murmura ele, com a cara enfiada no carpete. Solto uma risada, por causa de sua situação.

— Ai, meu Deus... Vocês dois estão cansando a minha beleza. – fala ela, suspirando. – Quer saber, vou beber cerveja. Quer ficar com a gente, Sanji-kun?

— Claro que sim! – responde ele, se levantando. Me levanto também, arrumando a camiseta. – Eu pego para você, Nami-san.

Ele anda até a bancada das bebidas e eu o sigo.

— Uma garrafa de cerveja e uma caipirinha de morango, por favor. – pede ele.

— Eu quero esse barril aí. – falo, indicando o barril grande.

— Este barril tem dez litros de sakê, senhor. – avisa o barman.

— Eu sei. Me dá ele, que depois eu volto para pegar outro. – explico, tranquilo. O cara me olha confuso, mas assente.

— Vou preparar o dele primeiro, e já pego o seu barril.

Recosto-me na bancada e sento-me no banco alto, ao lado de Sanji.

— Como você conheceu a Nami-san? – pergunta, curioso.

— Eu a conheci por meio de um outro amigo, o Luffy. – falo, e ele assente. – Ele estava dando uma festa, como em toda semana. A Nami estava tentando roubar minha carteira.

— Imaginei. O Luffy conhece todo mundo, afinal de contas. – fala ele, e não posso deixar de concordar. – Foi por causa dele que conheci a Nami-san e a Robin-chan também.

Paramos de falar por alguns momentos. A música vinda da pista é um pouco abafada pelas paredes do camarote, o que faz a conversa ser mais fácil de acontecer.

— Não é por nada, mas... E as mulheres que você estava antes? – pergunto, procurando as moças.

Ele olha para trás e suspira.

— Foram expulsas pela Nami-san. Provavelmente porque começaram a gritar quando nós dois começamos a lutar.

— E você deixa? – pergunto.

— Se for a Nami-san ou a Robin-chan, sim. – esclarece, e eu sorrio um pouco.

— Você é realmente um tarado babão. – resmungo, mas antes de ele me xingar, o barman coloca a caipirinha sobre a bancada.

— Sua caipirinha de morango e garrafa de cerveja, senhor. Precisa de copo? – pergunta ele, e diante da resposta afirmativa de Sanji, entrega-lhe uma caneca. – E aqui, seu barril de sakê.

— Ainda bem que eu não vou dirigir. – falo, já voltando para a mesa. Sanji volta comigo e se senta entre as duas mulheres, o que me deixa sem escolha a não ser o canto, ao lado da Robin.

Nós quatro começamos a beber, e quando acabo o primeiro barril, não sinto nenhum sinal de embriaguez.

— Vamos dançar? – sugere Nami, já meio bêbada. Ela se levanta, puxando o louro com ela. Robin levanta em seguida.

— Você não vem, Zoro? – pergunta a morena, e eu nego.

— Não quero dançar, foi mal. – justifico, bocejando. – Vou ficar aqui e observar vocês.

Ela sorri e concorda, descendo as escadas junto com os outros dois. Segundos depois, vejo os três chegando à pista de dança.

A eletrônica que toca faz Nami dançar sensualmente, bebendo mais ainda. Robin dança também, mas de um jeito mais reservado. Sanji parece pirar com as duas mulheres junto dele, e segura o nariz várias vezes, para não sangrar. Sim, elas são lindas e gostosas. Tenho que concordar com ele neste ponto.

E enquanto observo os três, vejo-o ir até o barman do térreo várias vezes.

Quase uma hora depois, os três sobem. Sanji anda devagar e se apoiando nas paredes, rindo muito. Dali, Robin é a única sóbria.

— A festa está demais, Zoro! Seu rabugento! – grita Nami, enrolando a língua de tão bêbada. – Eu quero mais cerveja!

— Não, sem mais cerveja. Vamos embora, Nami. – diz Robin, tirando a caneca de sua mão. – Amanhã você vai acordar com a maior ressaca da sua vida.

Vejo Sanji andar devagar, e quando está quase chegando, cai de cara no chão. Levanto-me e corro até ele, pegando-o pelo braço.

— Você está muito bêbado. – concluo, passando seu braço por meu pescoço. Seguro sua cintura e o levanto.

— Hakuna Matata... – murmura ele, muito feliz. – É lindo dizer...

— É, acho melhor a gente ir embora mesmo. Robin, meu carro está no estacionamento. Pode dirigir? – pergunto.

— Sim, eu vim de táxi. – responde ela. Olho para Nami e vejo-a dormindo, tranquilamente. – Eu vou leva-la comigo, por ser mais leve. Pode levar o Sanji-kun?

Assinto e pego Sanji pelas pernas, arrumando-o nas minhas costas. Coloco suas pernas ao redor de meu quadril e faço-o abraçar meu pescoço.

Era só o que me faltava.

Robin faz o mesmo com a Nami, e desce na minha frente. O cabelo de Sanji começa a fazer cócegas no meu pescoço.

— Os seus problemas, você deve esquecer... – murmura ele, ainda feliz. – Isso é viver, é aprender... Hakuna Matata...

— Ok, já chega de Rei Leão. Estamos indo embora, Mr. Hanaji. – aviso, encaixando-o em minhas costas novamente. Começo a descer as escadas e chego ao piso inferior rapidamente.

— Embora? Como assim? Eu só beijei uma mulher... – murmura ele, meio sonolento.

— Tecnicamente, ela que te beijou. – corrijo.

— Hm... Dá na mesma... Montanha de músculos... – resmunga ele. Observo-o pelo canto do olho e percebo que começou a cochilar.

— Finalmente. – suspiro, me dirigindo para a saída do lugar.

Ouço Robin pedindo o carro ao manobrista.

— O Santa Fé preto, por favor. – pede ela, e o manobrista assente. Segundos depois meu carro chega, e eu abro a porta traseira da direita.

Coloco Sanji no banco e fecho o cinto, enquanto Robin faz o mesmo com Nami. Bato a porta.

— Sua chave, senhor. – diz o manobrista, me entregando a chave do carro. Agradeço-o e sento no banco do carona. Robin se instala ao meu lado e eu lhe entrego a chave.

Saímos dali e, alguns minutos depois, uma dúvida brota em minha mente.

— Onde esse Sanji mora? – pergunto. Ela sorri.

— Muito longe. Não vou te dizer o nome da cidade, porque sei que você não sabe onde é. – responde.

— É, tem razão. Mas se ele mora tão longe, onde ele vai ficar? – pergunto.

— Bom, eu vou ficar na casa da Nami-chan... – começa ela. – O que acha de deixa-lo dormir na sua casa essa noite?

— Na minha? Por que?

— Bom, na casa da Nami tem uma cama de solteiro e um futon. Na sua casa, tem uma King Size. – argumenta.

— Droga. Ok, tudo bem. – aceito.

Minutos depois...

Dentro do elevador, carrego Sanji nas costas. Robin faz o mesmo com Nami, e quando chegamos ao meu andar, vamos cada um para uma porta.

— Oyasumi, Zoro. – diz ela.

— Oyasumi. – respondo, entrando em meu apartamento.

Ando até meu quarto e coloco a “carga” sobre a cama, sentando ao seu lado. Alongo um pouco os braços e as costas.

— Era só o que me faltava. Virei babá agora? – resmungo, bocejando. Tiro minha camiseta e jogo-a no cesto. Também tiro os tênis e a calça, colocando-a no cesto junto com as meias. – Ah, bem melhor.

Observo o “encosto” em minha cama e resmungo alguns xingamentos.

Dou a volta na cama e tiro seus sapatos, jogando-os no chão de qualquer jeito. Tiro seu blazer e sua calça, afrouxando sua camisa branca. Tiro também suas meias.

Ele se vira de lado e fica em posição fetal. O rosto meio corado pela bebida o fazparecer incrivelmente inocente. Uau. Para um marmanjo, isso foi bem fofo.

Tiro seus óculos e coloco no criado-mudo. Vou até o banheiro e escovo os dentes, depois de lavar o rosto.

Apago as luzes e me deito, puxando o edredom para cobrir nós dois.

Estico-me sobre o colchão, deitando de costas para a “carga”. Meus músculos relaxam pouco a pouco, e meus olhos começam a pesar. Dormir é tão bom...

Porém, meu sono é interrompido por uma mão macia caminhando por minhas costas.

Hã? Como assim?

A mão caminha por minhas costas até meus ombros, e quando chega em meu pescoço, sinto a segunda mão. Eu devo estar sonhando, não é possível. É isso. Já estou dormindo.

As mãos circundam minha cintura e tocam a cicatriz em meu tronco por alguns segundos. O toque cessa e reaparece em meu rosto. Sinto as pontas dos dedos sentirem a cicatriz em meu olho.

— Você tem uma grande cicatriz, né? Vai do peito à barriga. – murmura ele, e percebo que sim, estou acordado. Então, suas mãos passeiam por meu rosto, sentindo minhas formas. É como se ele estivesse me investigando.

— Ok, já chega. Você está bêbado, Sanji. – falo, tirando suas mãos de meu rosto.

— Zoro, estou excitado. – solta, me assustando. Viro-me na cama imediatamente.

— HÃ?

O que esse bêbado está dizendo!?

Notas finais
*Mr. Hanaji Tradução: "Senhor Sangramento Nasal", ou algo assim. *Diable Jambe Tradução: "Perna do Demônio" —___________________________________________________________ (Perdoem qualquer erro de português, kkkkk) Espero que tenham curtido! A história está começando meio agitada, kkkkkkk Será que ficou bom? kkkkkk Tomara que tenham gostado! Beijos ♥