Um Amor Complicado.

8 Capítulo 8 - Distância Indesejada.


Notas iniciais
PESSOAL, DESCULPA. Eu não estou conseguindo registrar minhas notas iniciais normais de agradecimentos, mas saibam que eu adorei tudo o que comentaram no último capítulo para mim. Eu já tentei mais de dez vezes, mas não consigo. Enfim, desculpem-me. Boa leitura! ;-;

Capítulo 8

Diante de seu silêncio, viro as costas.

– Nami, eu não sei o que fazer. Não sei o que pensar. – assumo, e ela segura meus ombros, fazendo-me virar de frente novamente.

– Eu também estou muito confusa. Mas foi decisão dele, Zoro. – explica. – E ele só resolveu isso porque se sentiu incentivado, como já te disse. Não é algo bobo.

– Está certo, mas eu não pensei que ele correria risco de morrer. – solto, suspirando. – Falando nisso, como ele conseguiu escrever aquela carta?

– Fui eu que digitei, quando ele passou aqui em casa. – responde, e eu assinto. – Despois ele ainda voltou e deixou a carta dentro do quarto.

Sinto o papel pesar em meu bolso.

– Você sabe em que lugar da Alemanha ele vai ficar? – pergunto. Ela nega.

– Nem ele mesmo sabia. Só sabia que encontraria o Chopper no aeroporto.

– Droga. O que eu vou fazer agora? Que merda. – resmungo, sentando-me no sofá. – Alguém mais sabe que ele foi embora?

– Sim. A Robin, o Luffy, o Usopp e o Franky. Não consegui fazer contato com o Brook. – responde.

Ouço batidas na porta de entrada do apartamento.

– Só um minuto! – grita Nami. Ao abrir a porta, dá de cara com Luffy.

– Luffy! – exclamo, surpreso. – Quanto tempo!

– É, fazer o quê. Você não me visita mais... – resmunga ele, fazendo um bico. Sempre agindo como criança, né? Não deixa de ser agradável. – Todo mundo está tão separado...

– Deixa de frescura, Capitão. – brinco, quando ele senta ao meu lado no sofá. – Como está?

– Com fome. – responde, e Nami revira os olhos.

– Conte-me uma novidade, agora. – diz ela, fazendo-me rir baixo.

– Eu fiquei sabendo do Sanji. – começa ele, arrumando o chapéu de palha na cabeça. Então, ele me dá dois tapinhas nas costas. – Está tudo bem, Zoro. Tenho certeza que o Sanji vai ficar vivo.

Esse sorriso gigante. Não tem como não se sentir seguro.

– Eu sei que você confia muito nele, Luffy. – falo, levantando-me e coçando a cabeça. – Mas desta vez... Nem mesmo você é capaz de mudar alguma coisa.

POV Sanji

Sento na cadeira confortável do avião, voltando do banheiro.

Já se foram nove horas de voo, e já tivemos uma parada na Rússia.

Agora, só me restam sete horas de voo. Vou dormir até lá.

Eu saí de Tóquio às quatro horas da tarde, e são dezesseis horas de conexão. Então, chegaremos lá à uma hora da tarde do dia seguinte.

Caio no sono e só acordo horas depois, com a voz do Comandante.

– Senhoras e senhores, o pouso será feito daqui a alguns instantes. Peço para que se segurem um pouco no assento. – ouço, e faço necessário. – Agradecemos pela preferência à nossa companhia aérea. Tenham um bom fim de madrugada.

Madrugada?

­– Senhorita Aeromoça, com licença! – chamo, e ouço seus passos até chegar do meu lado. Arrumo meus óculos. – Ele disse começo de madrugada?

– Ah, sim. O senhor deve estar estranhando. – deduz, e eu assinto. – É que há uma diferença de fusos entre Tóquio e Munique. No total, são oito horas a menos na Alemanha. Ou seja: se o senhor viu lá no Japão que chegaríamos aqui à uma da tarde, deve tirar oito horas.

– Então, agora são... – faço as contas. – Cinco horas da manhã?

– Na verdade são cinco e vinte, mas o senhor acertou. – corrige, e ouço sua voz sair por um sorriso.

Todos começam a tirar os cintos e faço o mesmo. A aeromoça vem até mim.

– O senhor quer ajuda para descer do avião? – pergunta. Percebeu que eu sou cego, porque não consigo ver as horas.

Negar a ajuda de uma mulher? Nem morto.

– Claro! – respondo, segurando seu braço fino. Ela me guia até a saída do avião, e aproveitando a deixa, beijo seu rosto. – Obrigado pela ajuda!

Desço as escadas e sigo o fluxo das pessoas, que seguem para a entrada do saguão do aeroporto. Então, um pensamento me ocorre. Como vou achar o Chopper?

É quando uma campainha soa.

– Mr. Sanji, please go to the airport entrance. Recurring. Mr. Sanji, please go to the airport entrance. Mr. Tony Tony Chopper awaits you*. – ouço, em inglês.

Ótimo. Como vou saber onde fica a entrada do aeroporto? Ou melhor, qual das entradas?

­Suspiro e, contra a minha vontade, tiro a bengala dobrável de dentro da blusa. Bom, é melhor eu usar isso do que tropeçar ou esbarrar em alguém.

– Excuse me ... Can someone lend me a guide?*– pergunto, quando acho o balcão. Alguém me entrega um livro grosso. Chego a sorrir com o mal entendido. — No, not that kind of guide. A guide to take me to the airport exit. I'm a little lost, you know*.

A pessoa parece entender e ouço um assobio. Sinto uma mão em meu ombro.

– I'll help you find your companion*. – fala o homem, em um inglês com sotaque.

– Thank you. – responde, segurando a parte de trás de seu braço.

– How is it?*– pergunta, e eu penso um pouco.

– He's short, hairy and has horns*. – respondo. O homem não fala nada. Deve achar que eu sou maluco.

Andamos por alguns minutos, e eu guardo a bengala dentro da blusa outra vez. Odeio esse negócio.

– Sanji! – ouço. Em seguida, sinto um abraço peludo.

– Chopper. – respondo. – Cheguei.

– Thank you, mister. I got it from here*. – fala Chopper, em um inglês perfeito.

O homem vai embora, e Chopper me leva até a saída.

– Este é o Doutor Klaus Brenner. – apresenta, e eu estendo a mão, ao invés de me curvar.

– Prazer em conhecê-lo. – falo, em japonês. – Ou melhor... Nice to meet you.

– Não se preocupe, Sanji-kun. – responde ele, em japonês. – Sou alemão, mas boa parte de minha vida eu estudei no Japão.

– Ah, que bom. Eu não gosto muito do inglês. – confesso, o que o faz rir.

– Bom, vamos pegar suas malas. – sugere Chopper, e eu assinto. Ele segura minha mão, guiando-me. – De que cor são?

– Bem, não sei. – respondo. – Mas quando eu comprei, o vendedor disse ser rosa.

– Rosa!? – pergunta a rena, espantada.

– O que tem demais? – pergunto, confuso.

– É que... Rosa é uma cor mais feminina. Digamos que é uma cor... Alegre. – explica, e eu dou de ombros. – Pelo menos é mais fácil de encontrar.

Passam-se alguns segundos e Chopper acha minha mala.

– Pronto, vamos embora. Quando chegarmos na casa do Doutor Klaus, você vai dormir um pouco. – explica, guiando-me pelo aeroporto. – E só depois conversaremos sobre seus olhos.

Isso não foi uma sugestão. Foi uma ordem.

– Okay. – respondo.

Quando saímos do saguão, a brisa da manhã me atinge, trazendo todos os aromas vindos do centro da cidade.

– Eu preciso estudar a culinária deste país. – falo. – Estou sentindo um cheiro de pão maravilhoso.

– Ah, com certeza. Os padeiros estão começando a se preparar para os clientes. – fala Chopper.

Depois de chegarmos no carro, Chopper, inicia outro diálogo.

– Nós ficaremos no principal hotel de Munique, que é a alguns poucos quarteirões da casa do Doutor Klaus. Depois que você descansar, nós iremos até o consultório dele, para te avaliar corretamente e te explicar tudo. Certo?

– Certo. – concordo, suspirando. Apoio a cabeça no encosto do banco e caio no sono.

– Sanji, você precisa comer. – ouço, acordando aos poucos. – Sanji?

– Chopper? – chamo, esfregando o rosto. – Porque estou numa cama?

– Porque você dormiu no carro, e eu te trouxe para dentro do hotel. – responde, sentando-se ao meu lado na cama. – Não se preocupe, ninguém me viu entrando com você no colo.

– Melhor assim. – assumo, me sentando. – Está de dia?

– Sim. É quase meio dia, e eu já pedi o serviço de quarto.

– Hã? Por quê? – pergunto, confuso. – Eu posso cozinhar, Chopper.

– Tenho certeza que pode. Mas também tenho certeza que vai querer fazer alguma coisa desnecessariamente calórica, só para me agradar. E é claro, vai comer junto. – fala, e eu acabo corando.

Pior que é verdade.

– Sanji, sobre o Zoro... – começa, e a simples menção de seu nome faz meu corpo relaxar. – Você disse a ele?

– Não. Mas deixei uma carta. – respondo, quando ele me entrega meus óculos escuros. – Ele não precisa ver nada disso.

Chopper ri e pula da cama, o que eu também faço em seguida.

Depois de tomar um banho, saio do banheiro procurando paredes para me apoiar, afinal, não conheço o território e corro o risco de acabar batendo com a cara em alguma coisa.

– Chopper? – pergunto.

– Estou na cozinha! – grita ele, e me guio por sua voz, que ecoa pelas paredes do apartamento, fazendo-me identifica-las mais facilmente.

– O almoço já chegou? – pergunto, sentindo o cheiro da comida. – Estou com fome.

– Então, coma. Depois disso, nós vamos para o consultório. – fala.

Sirvo-me da comida cheirosa e pego um lugar na mesa. Ele também faz isso.

– Tem uma coisa que você não sabe sobre o Zoro. – fala, de repente. Levo até um susto.

– Porque ainda estamos falando dele? – pergunto, irritado por minhas reações ao seu nome.

– O Zoro é extremamente fiel às pessoas que ele gosta, Sanji. – fala, ignorando meu comentário.

– O que quer dizer? – pergunto, agora curioso.

– Quer dizer que, se ele tiver que dar a vida para salvar um amigo, ele vai fazer isso. Sem pensar duas vezes. – esclarece, arrepiando-me. — E o simples fato de você ter deixado uma carta falando para ele não vir, vai causar o efeito contrário.

– Não, impossível.

– Não o subestime. Ele vai vir até você. Tenho certeza. – fala, com a maior convicção que já ouvi.

– Impossível, Chopper. – insisto. – A única informação que ele tem é que eu vim para a Alemanha. Nem a Nami-san ou a Robin-chan sabem onde estou.

– Ele sabe que você está na Europa, e isso é mais que o suficiente. – responde. – Entende? Ele não é normal. É uma pessoa que você pode confiar de olhos fechados.

Sorrio involuntariamente.

– Literalmente? – pergunto. Ele parece envergonhado.

– E-Eu... Desculpe. – pede, e eu acaricio sua cabeça.

– Sei que não foi por maldade. Agora, vamos comer. – falo. – Itadakimasu*.

Algum tempos depois...

Com o queixo encostado na máquina, abro bem os olhos para o Doutor examiná-los com uma luz que o Chopper diz ser forte, para ver a superfície dos meus olhos.

– Hm... – resmunga o Doutor. – Como imaginei. A superfície os seus olhos é perfeita. Sendo sincero, nunca vi olhos tão bonitos, na minha vida. Você os trata de algum jeito?

– Sim, eu uso um colírio que o Chopper me receitou. – respondo.

– Parabéns, Doutor Chopper. Fez um ótimo trabalho cuidando dele, até agora. – elogia o Dr. Klaus.

– Ah... – suspira a rena. – Eu não gostei nada do seu elogio, seu idiota!

Como sempre, ele amou o elogio.

– Bom, eu ainda preciso de muitos exames, mas posso te explicar o processo e o procedimento propostos. Pode sair do aparelho. – avisa, e eu saio, voltando ao meu lugar.

– Ok. Aproveita e me explica esse negócio de 35% de chances de sobreviver, por favor. – peço.

– Certo. O que acontece com os seus olhos, é algo extremamente raro. – começa. – Fora você, há mais um registro, e esta pessoa viveu até os 12 anos de idade. Era uma garota Moçambicana que, por questões sociais e econômicas, não conseguiu nenhum tratamento.

– Hm.

– Como eu já disse, a superfície dos seus olhos é perfeita. – continua. – E como eu dilatei sua pupila, posso afirmar também que sua retina é ótima. Se você enxergasse, sua visão seria a melhor possível.

– Então porque eu não enxergo? – pergunto.

– Eu já tenho minha teoria, mas preciso de alguns exames antes. – fala. – Eu vou acompanhar vocês até o laboratório e lá, você vai fazer uma tomografia, uma ressonância magnética e o exame de fundo de olho.

– Meu plano de saúde cobre tudo isso? – pergunto, preocupado. Ele ri, junto com Chopper.

– Sim, pode ficar tranquilo. Vamos? O laboratório fica do outro lado da clínica, e normalmente é mais cheio, mas vou conseguir te passar na frente por ser um caso mais delicado.

– Certo. – respondo, impressionado. – E os resultados saem quando?

– Depois de algumas horas. – responde, me surpreendendo mais uma vez.

Seguimos para o laboratório, e ouço muitas vozes misturadas.

Depois de realizar os exames, me sinto aliviado. O único mais desconfortável foi o de fundo de olho, onde alguns enfermeiros colocaram um gel gelado nos meus olhos e grudaram uns aparelhinhos. Chutei cada um deles, mas não fui expulso.

– Certo, os resultados estão aqui. – fala o Doutor, entrando na sala. Chopper se arruma na cadeira, ao meu lado.

Ouço o som de papel e algo que reconheço como o som do raio-x.

Alguns segundos se passam.

– Parece que sua teoria se comprova, Dr. Klaus. – fala Chopper, e ouço seu sorriso. – Que bom!

– Sim, isso é ótimo. – responde ele.

– Então? – pergunto.

– Como eu pensei, Sanji. – declara o Dr. Klaus. – O problema está dentro da sua cabeça. Os nervos que ligam os seus olhos ao cérebro foram prejudicados. Na imagem do exame dá para ver isso. O incrível é que todo o resto relacionado à visão funciona normalmente. A parte do seu cérebro ocupada com a visão é impecável.

– Sério!? – pergunto, sentindo um nervosismo anormal. – Então, o que dá para fazer?

– A única opção que nos sobra é restaurar estes nervos. O que envolve mexer com o seu cérebro. O que envolve um neurocirurgião também. E o que envolve, principalmente, a sua vida. É por isso os 35%.

– Entendo... – murmuro.

– Você... Aceitaria colocar sua vida nas minhas mãos? – pergunta. Eu suspiro.

– Se fosse só por você, eu não me arriscaria. Mas como o Chopper está completamente envolvido nisso, não tenho dúvidas de que vou ficar em boas mãos. Ou patas. – respondo, sorrindo.

– Então você aceita fazer a cirurgia? – pergunta a rena.

– Sim. Eu confio em você. – respondo. – Sei que você vai fazer de tudo para dar certo.

– Sanji... – ouço, num sussurro. Em seguida, recebo um abraço peludo dele, que chora em meu ombro. – Você é tão legal!

– Vamos realizar mais alguns exames, e provavelmente você estará enxergando daqui... Duas semanas? – pergunta-se o Doutor Klaus. – É, em duas semanas.

Uau, que estranho. Todos estes 22 anos sem enxergar nada... Mal posso me conter de nervosismo e ansiedade.

POV Zoro

Quatro dias se passaram desde que ele foi embora para a Europa. E eu não consigo pensar muita coisa, além disso. Principalmente se eu estou treinando sozinho, no meio da minha sala.

– Zoro! Zoro, corre! Socorro! – ouço, e me desespero. A porta do meu apartamento treme com várias porradas. Corro até lá e a abro.

– O que foi, Nami!? Quer me matar do coração? – grito, vendo-a perfeitamente segura.

Porém, completamente afobada.

– Zoro, eu consegui! – exclama, me confundindo totalmente.

– Conseguiu o que?

– Uma passagem para a Inglaterra! – diz ela, pulando de felicidade.

– Sério!? – pergunto, surpreso. – Para quê?

– Como assim, “para quê”? – pergunta de volta. – Para você ir atrás do Sanji, oras!

Demoro três segundos para assimilar.

– Isso... – começo, espantado. Em seguida, solto a voz. – É fantástico, Nami!

– Não é!? Só que você tem que estar no aeroporto de Tóquio em quarenta minutos. Então, pegue tudo o que tiver para levar e me encontre na garagem! – fala, voltando ao seu apartamento.

– Não, espera! – peço, e ela se vira. – Porque na Inglaterra? E onde vamos ficar?

– Não é óbvio? – pergunta, feliz. – Vamos ficar na mansão do seu treinador, é lógico.

É claro. Como não pensei nisso antes? Mihawk está na Inglaterra.

– Você já falou com ele? – pergunto.

– Não.

Ah, não acredito. Essa mulher me cansa.

– Então, como você quer que ele nos abrigue? – pergunto, e ela revira os olhos.

– Hello, sou eu! Ele tem medo de mim! É óbvio que vai deixar! – responde, voltando para seu apartamento.

– É por isso que você não arranja marido. – resmungo, sentindo uma veia pulsando na testa.

– Falou alguma coisa? – pergunta, e minha espinha gela.

– Não, imaginação sua. – respondo.

Depois de arrumar minhas coisas, desço para a garagem e vou em direção ao meu carro, jogando a mala e as katanas no banco de trás. Mais alguns minutos, e Nami chega.

– Eu dirijo! – exclama, carregando sua mala. Ela coloca-a em cima da minha. Então, senta no banco do motorista. Meu banco.

– Sim, senhora! – respondo, sentando-me ao seu lado.

Ao ligar o carro, Nami liga também o rádio.

– Está ansioso? – pergunta, apertando o botão da garagem.

– Não exatamente. – respondo, verificando meu celular pela trigésima vez. – Estou preocupado.

– Você, preocupado com um amigo? – pergunta, irônica. – Me conte uma novidade, Zoro.

– Eu não saio me preocupando com as pessoas por aí. – protesto, irritado.

– Você é extremamente protetor, só isso. – explica. – Claro, levando em conta as pessoas que você gosta.

Pior é que eu nem tenho resposta para isso.

– Onde meu carro vai ficar? – pergunto. – Se nós dois vamos embora, onde ele vai ficar?

– Ah, sim. A Robin vai trazê-lo de volta para você. Na verdade, ela está indo para o aeroporto, só que de táxi. – responde, e eu me alivio.

Afinal, a direção da Robin é tão boa que dá até raiva.

– Aconteceu alguma coisa entre você e o Sanji-kun? – pergunta, fazendo uma curva para a direita.

Meu corpo enrijece.

– Não. – respondo, tentando disfarçar meu nervosismo. – Nada de interessante.

– Como foi lá no restaurante? – pergunta, e eu fecho os olhos.

Sem querer, lembro-me do jeito como ele estava completamente entregue, dentro de um armário minúsculo. Consigo sentir a sensação da pele de seu pescoço em meus lábios, e seu cheiro preenche minha mente.

O que eu faço? Só de me lembrar, já sinto uma dor estranha. Não gosto desta distância de continentes estre nós.

– Foi... Ótimo. – respondo, num murmúrio. – A comida estava ótima.

Literalmente.

– Hm... – resmunga. Parece desconfiada. – Entendi.

Já no aeroporto, Nami consegue nos enfiar no avião em incríveis dez minutos.

– Aqui, seu passaporte. – entrega-me, se aconchegando no assento.

– Como você fez isso? – pergunto, me referindo à rapidez. Ela sorri.

– Sou sagaz, querido. – responde, e eu acabo rindo.

Depois das instruções da aeromoça e de ouvir o piloto nos autofalantes sem entender nada, o avião começa a decolagem.

– Nami, uma pequena dúvida... – começo, olhando para ela. – Como vamos fazer para chegar na Alemanha?

– Não sei. – responde, franca. – Mas sei que a Inglaterra fica numa ilha. Então, talvez a gente precise de uma lancha, ou algo assim. Podemos alugar.

– Certo. – respondo, inseguro.

– Não se preocupe, Zoro. – fala, colocando a mão no meu ombro. – Você está com a melhor navegadora da Terra.

– Isso é o que você pensa. – provoco, recebendo um puxão de orelha.

– Ai!

– Para você aprender a respeitar sua superior.

– Desde quando? – pergunto. – Eu sou o dono da loja.

– Sim. Mas eu sou superior a você em outros sentidos. Principalmente inteligência.

– Este voo tem alguma parada? – pergunto, observando as nuvens do lado de fora da janela.

– Não, é direto. Então durma, que chegaremos lá quando você menos esperar. – aconselha.

Decido seguir seu conselho e reclino a poltrona.

Esta ansiedade está me matando, mas falta pouco.

Pelo menos, eu acho que falta pouco.

Notas finais
Nada me desola mais do que não poder agradecer vocês, desculpa novamente! ;-; *Mr. Sanji, please go to the airport entrance. Recurring. Mr. Sanji, please go to the airport entrance. Mr. Tony Tony Chopper awaits you. - "Sr. Sanji, por favor, vá até a entrada do aeroporto. Repetindo. Sr. Sanji, por favor, vá até a entrada do aeroporto. Mr. Tony Tony Chopper espera por você." *- Excuse me ... Can someone lend me a guide? - "Desculpe-me ... Alguém pode me emprestar um guia?" *No, not that kind of guide. A guide to take me to the airport exit. I'm a little lost, you know. - "Não, não esse tipo de guia. Um guia para me levar para a saída do aeroporto. Estou um pouco perdido, sabe." *I'll help you find your companion. - "Eu vou ajudá-lo a encontrar o seu companheiro." *How is it? - "Como ele é?" *He's short, hairy and has horns. - "Ele é pequeno, peludo e tem chifres." *Thank you, mister. I got it from here. - "Obrigado, senhor. Eu assumo daqui." _____________________________________________________________________________ Então, é isso. Deu para entender ou eu deixei tudo muito confuso? Espero que tenha ficado bom também, kkkkkkk Eu tenho um perfil no Ask.fm. Quem tiver qualquer dúvida, é só dar uma passada lá e me perguntar, ok? Respondo tudo! kkkk' ask.fm/NakayamaKaori Bom, até o próximo, bando de maravilhosos! *u* Beijos *3*