Um Amor Complicado.

23 Capítulo 23 - Limites Rompidos.


Notas iniciais
Oi, gente! *w* Faz tanto temo que não apareço que muitas de vocês devem ter pensado que eu faleci - coisa que não aconteceu, graças a Deus. Mas palma palma, não priemos cânico! (Chapolin Feelings). Tudo na vida tem uma explicação! Para quem acompanha minha página no Facebook já sabe: eu iniciei um cursinho pré-vestibular pela Objetivo. Sim, são fucking quatro horas de curso à tarde, depois das 15:00, e eu estudo de manhã até 12:20, ou seja, meu tempo foi todo para os estudos, e digo-lhes o porque: quero muito entrar na USP, kkkkkkk. Quem é, foi ou será vestibulando sabe que existe uma porra de uma nota de corte para todo curso, e para o curso que eu quero (que não é medicina, pq se fosse eu estaria ferrada), a nota de corte desse ano é alta. Ou seja, tenho que estudar pro ENEM, Fuvest e todos esses vestibulares que existem. Preciso garantir minha vida, né? KKKKK' Bom, vamos ao que interessa! Obrigada à FoxxyLady, PaumDoLaw, Nix Auditore, Anne Hyuuga, Gol D Bianca, Sogequeen, Raquel Ohara, James Martin Cumberbatch, RingoTogehime, Irial kun, Risuya Kawaii (quanto comentário *u*) e OzZynhA, pelos LINDOS E MARAVILHOSOS E CHEIROSOS comentários no último capítulo! Adorei todos :3 Sobre o capítulo, tenho que informar que ficou com mais de 6.000 palavras XS Sim, bem grande, mas vocês vão gostar. Tem imagem e lemon *u* hihihi P.S.: Capítulo +18, hueheuehu Boa leitura!

Capítulo 23

Eu sempre pensei que a pior dor do mundo era a que os homens sentem ao levar um chute no saco.

Pois é. Eu estava enganado.

– Mm... – gemo, virando de um lado para o outro na cama. Ao dormir de mau jeito, cavei minha própria cova. Mal consigo respirar.

Sento-me na cama e me levanto, olhando para a janela. Pelo que me consta, deve ser mais de dez horas da manhã. Ando até o banheiro, louco para tirar minhas bandagens e tomar um banho.

Porém, quando olho-me no espelho, quase tomo um susto. Meu corpo está marcado com mordidas e chupões, principalmente na região da barriga. Sorrio para mim mesmo.

Antes de começar o banho, escovo os dentes.

Retiro minhas bandagens, jogo-as no lixo e tomo um banho rápido. Saio do banheiro ainda de toalha, seco-me e visto uma calça de moletom. Penduro minha toalha sobre uma cadeira qualquer e vou para a cozinha, em busca de líquido.

Abro a geladeira e pego uma garrafa de água, abrindo-a e bebendo quase a metade do conteúdo com um comprimido para a dor.

Assim, volto para o quarto e sento-me no chão, na frente da cama. Ligo a televisão à procura do canal de esportes.

Começo a assistir o programa, mas não consigo por muito tempo, pois imagens da noite anterior rondam minha mente o tempo inteiro. Se eu me concentrar, ainda consigo sentir seu toque tímido, mas ao mesmo tempo instintivo e muito, muito possessivo.

O jeito como ele segurava meu cabelo quando nos beijávamos, a forma como foi cuidadoso ao tocar minhas bandagens, a maneira como envolveu meu pênis com a boca e praticamente me enlouqueceu...

E meus pensamentos teriam continuado, caso eu não sentisse suas mãos deslizando por meus ombros até seu rosto estar ao lado do meu.

– Ohayo... – murmura, abraçando-me desajeitadamente. – Zoro...

– Ohayo. – respondo, meio surpreso por sua atitude. – Dormiu bem?

– Sim. Estava confortável. – murmura, com a boca encostada em meu pescoço. – Minha bunda dói.

– Bem... Acho que é natural. – respondo, envergonhado. – Desculpe.

– Não peça desculpas. – pede. – Não á insuportável. Um analgésico resolve.

– Hm...- resmungo, ainda envergonhado. Levo minha mão até sua nuca e acaricio um pouco.

– Zoro, se você continuar, eu vou voltar a dormir. – murmura, com a voz um pouco rouca.

– Desculpe. Eu não tenho muita prática em fazer carinho, então não sei se estou fazendo direito... Acho que estou só imitando o que gosto que façam em mim. – confesso.

Ele ri baixo.

– Não se preocupe, Marimo. Você sabe ser gentil. Faz isso muito bem, inclusive.

– Obrigado, mas discordo. – falo, virando meu rosto em sua direção. – Afinal, se eu fosse tão gentil quanto diz, você não estaria dolorido agora.

– Aposto que você está muito pior que eu. – murmura, encostando os lábios levemente em meu pescoço. — Depois que eu tomar banho, te ajudo com as bandagens.

– Hm... Acho que eu provavelmente vou gostar bastante. – falo, e ele ri. – Principalmente se tiver a mesma consequência da última vez.

– Ainda é muito cedo para pensar nisso, idiota. – murmura, retirando os braços de meus ombros. Viro-me para trás e vejo-o se sentar na cama e se embrenhar novamente nos lençóis.

– Você não vai trabalhar hoje? – pergunto, segurando seus pés por cima do lençol.

– Bom, na verdade sim. Mas trabalhei tanto nesses últimos meses que posso ficar vagabundeando o resto do ano todo.

– Uau. – respondo, levantando-me e subindo na cama. – Falando em trabalho... Acho que eu possivelmente posso morrer a qualquer momento.

– Hã? Do que está falando?

– O Mihawk vai me dar um esporro por ser descuidado, dizer que eu tenho que aperfeiçoar minha audição e mais várias coisas. E o Asami com certeza vai encher meu saco, dizer para eu me curar logo, porque eu preciso voltar a trabalhar.

– Não tiro a razão dele. Você acabou se virando bem no emprego. – murmura, meio sonolento.

– É, eu sei. – respondo, puxando os lençóis para me cobrir. Abraço seu corpo macio e quente, cheirando seus cabelos. – Você tem um cheiro tão bom...

– Zoro, eu estou com cheiro de suor... – murmura, corado. – Pare de fazer isso.

– Me obrigue. – respondo, colocando ainda mais o nariz entre seus cabelos.

Ele não responde nem tenta me afastar. Apenas sinto suas mãos gentilmente irem até minhas costas, e ele me abraça.

– Sanji?

– Você é real... – murmura. – Acho que tem algo errado comigo.

– Hm? Por quê? – pergunto. Não posso ver seu rosto, mas noto suas orelhas avermelhadas de vergonha.

– Não pode ser possível alguém ser tão apaixonado por outra pessoa, dessa forma... — sussurra, mas ouço claramente. – Só por ficar perto de você deste jeito, meu coração fica apertado.

Então ele levanta o rosto, olhando para mim tão carinhosamente que sinto como se pudesse derreter.

– Com você acontece isso? – pergunta, corado.

Seguro sua mão com a minha e levo-a até meu peito, colocando-a sobre meu coração acelerado.

– É isso que acontece comigo quando estamos juntos. – respondo-o. – Meu coração fica feliz, Ero-Cook.

Ele sorri, mas deixa escapar uma lágrima.

– Obrigado. – sussurra, deslizando sua mão até meu pescoço. – Te amo.

Sanji beija meus lábios, escondendo o rosto em meu pescoço logo em seguida.

– Eu amo mais. – brinco.

– Shh. Mais uma palavra sua e eu juro que minha cara vai se queimar. – fala, colocando a mão sobre minha boca. – É sério.

Sorrindo, beijo a palma de sua mão.

– Você é tão fofo... – murmuro, já esperando sua reação. Ele me olha com reprovação, já virando-se para o outro lado. Meus olhos colam em suas costas, e meus dedos formigam com a vontade de toca-lo.

– Pare de me chamar de fofo. Eu não gosto. – murmura, puxando o lençol para cima da cabeça. – Me sinto uma moça, quando você fala assim.

Quando ele diz isso, eu cedo.

– Okay. Eu entendo. Desculpe. – peço, abraçando-o por trás. – Não vou mais te chamar assim, então não fique com raiva de mim. Certo?

Lentamente, ele tira a cabeça do lençol e se vira para mim.

– Não estou com raiva. – responde, encostando a testa em meu peito e suspirando. – Só preciso me acostumar ao fato de que você aparenta ser muito mais másculo que eu.

– Hm... – solto, pensando. – Eu posso até parecer mais másculo, mas você sabe que eu sou horrivelmente sentimental. É só ficar mais feliz ou triste que já sinto vontade de chorar.

– É, isso é verdade. – diz ele, rindo um pouco.

– Ei, não ria! – peço, sentindo meu rosto mais quente. – Está vendo? O único que parece uma adolescente apaixonada sou eu.

Sorrindo, Sanji segura meu rosto e beija meus lábios.

– Você não parece em nada com uma adolescente apaixonada, Marimo. – fala. Noto claramente o tom malicioso em sua voz. – Não diga uma idiotice dessa tendo em mente o que fizemos essa noite.

– Então... O que você sugere? – pergunto, pousando minha mão em sua cintura.

– Estou completamente sem ideias. – responde. – Na verdade, tem alguma coisa me prendendo nessa cama.

– E essa “coisa” sou eu? – pergunto. Ele suspira e se senta na cama.

– Com certeza. – responde, levantando os braços e esticando a coluna. – Está com fome?

– Sim. Se possível, gostaria de comer você no meu café da manhã. – provoco-o, subindo a mão por seu abdômen.

– Infelizmente não vai dar. – responde, segurando minha mão. – Meu corpo está dolorido. E eu não sei de onde você tira tanta vontade de fazer sexo.

– Bom, acredite ou não, tudo vem de você. – respondo, utilizando a força de meus braços para sentar-me. – Se você não percebeu, está só de cueca. É o meu melhor estímulo visual.

Sanji cora e, de repente, passa uma perna ao redor do meu quadril e força meus ombros para trás, fazendo-me deitar novamente.

– O quê...

– Zoro, eu também sou homem. – fala, e me preparo para ouvir um esporro. Mas não. Ao invés disso, ele parece... Excitado. – E por mais que eu seja homem, ver você sem roupa ou até mesmo sem camiseta me deixa quente. Eu tenho que me controlar para não te atacar.

– Uau. Eu não tinha ideia que você se sentia assim, Ero-Cook. – falo. – Que bom. Cada dia eu tenho mais certeza de que você foi feito especialmente para mim.

– Zoro...

– Sabe, não tem problema você ser instintivo, como foi ontem. Você não vai se tornar uma mulher se sucumbir aos seus desejos, Sanji. E eu jamais te julgaria por nada. – falo. Ele cora. – E sinceramente... Se eu usasse a força que uso em você, numa mulher... Ela se quebraria ao meio.

Sanji cora mais ainda, e posso apostar que está lembrando de ontem.

– Vou tomar banho. – fala, escorregando ara fora da cama. Quando se coloca de pé, imediatamente se interrompe e coloca a mão na região da lombar.

– Sanji? – pergunto, preocupado.

– Meu Deus. Parece que eu quebrei minhas costas. – murmura, gemendo.

– Sanji, está doendo? – pergunto. Ele me olha, irritado, e vai para o banheiro.

– Tudo por que você é tão grande! Idiooooooota! – exclama, fechando a porta do banheiro com força.

Ele sequer percebeu o que disse?

Sorrio sozinho, tentando não rir.

Não é porque eu sou grande, idiota. É porque você é tão sensual e insaciável.

Fico na cama por mais alguns minutos, até me entediar e ir para a cozinha, a procura de algo para comer.

Encontro um Cup Noodles no armário e o preparo, esperando os três minutos até ficar pronto.

Pacientemente ando até o sofá e me sento com cuidado, reto. Ligo a televisão e novamente procuro o canal de esportes.

– Itadakimasu*. – murmuro, iniciando meu café da manhã. Ele vai me matar se souber que estou comendo algo industrializado.

Começo a assistir uma luta antiga do UFC, com pessoas que eu sinceramente não me importo.

Quando chega à metade da luta, o interfone toca. Solto o copo sobre a mesa de centro e me levanto apressado, do que me arrependo logo em seguida. Resmungo um palavrão e ando até o aparelho, atendendo-o.

– Sim?

Senhor, tem um homem aqui comigo que quer subir. Devo permitir? – pergunta o porteiro.

– Quem?

Desculpe-me, qual é o seu nome? – pergunta ele. – O nome dele é Ren. Devo deixa-lo subir?

Um senso de urgência me possui.

– Claro, claro. Ele pode subir. – confirmo. – Obrigado pelo aviso.

Desligo o interfone e continuo de pé, para não ter o trabalho e o esforço de sentar e levantar novamente.

Espero por alguns minutos, enquanto vejo a luta na televisão.

Logo a campainha toca, e eu ando até a porta. De repente, um pensamento me distrai.

Eu não passei este endereço para o Ren. Se não fui eu, quem...

Abro a porta e sinto uma pancada no peito, o que me faz quase perder a consciência com a dor lancinante que sinto. O ar de meus pulmões se esvai, e eu vejo pontos pretos em minha visão.

– Zoro-san! – exclama Ren, abraçando meu tronco. Vejo seu rosto encostado em meu peito.

– Ren... – murmuro, tentando respirar. – Minhas costelas...

Ele me solta imediatamente, mas não sinto nenhum alívio.

– Ah! Me desculpe! – pede, desesperado. – Meu Deus, o que eu fiz?

– N-Não, está tudo bem... – falo, numa voz quase esganiçada. – Só fui pego de surpresa...

Confuso, Ren segura meu braço e coloca em seu pescoço.

– Vem. Eu te levo até o sofá. – murmura, preocupado. Eu assinto, praticamente me arrastando até conseguir me sentar no sofá maior. Encosto-me com cuidado nas almofadas, e quando a dor começa a aliviar, sinto minha pele quente e ao mesmo tempo muito gelada.

– Estou melhor. – solto, suando frio. – Quando colocar as bandagens, vou estar novinho em folha.

– Zoro-san... De verdade, me desculpa. É que eu estava tão preocupado com você... Quer dizer, eu ainda estou, mas... – fala, ainda confuso. – Enfim. Me desculpe.

– Está tudo bem, Ren. – asseguro, tentando alguma posição para voltar a respirar um pouco melhor. – E você? Como está?

– Sinceramente? Quase morri do coração. – confessa. – Eu não sabia o que fazer quando recebi a notícia.

– Pelo jeito, nem dormiu. – observo. – Você está com olheiras roxas.

Ele cora.

– É... Eu não durmo há um tempo, mas isso não vem ao caso. – fala, mostrando seu sorriso mais inocente. — Eu percebi que você estava comendo... É seu café da manhã?

– Sim. Eu não sei cozinhar nada, então...

– Entendo. – responde, rindo. – Eu também não sei. Na verdade, não sei nem ferver um pouco de água. Sempre que eu coloco água para ferver, ela seca até a última gota.

– Uau. Você é pior que eu.

Ele ri mais uma vez, suspirando em seguida. Então, vejo-o corar.

– E o Sanji-san? – pergunta, envergonhado.

Instantaneamente meu cérebro começa a me mostrar momentos do Sanji na noite passada. A textura de seus lábios ao chuparem os meus, sua boca em meu pescoço e peito, sua língua deslizando por meus pênis, sua expressão erótica ao me ter em sua boca, a sensação de ser pressionado quando ele se contraía de prazer...

Abro os olhos e olho para Ren, que espera minha resposta.

– Ele está bem. – respondo. – Você vai ter oportunidades para conversar com ele também.

Ren assente e olha para o Cup Noodles.

– Zoro-san, seu macarrão está esfriando. – fala, se levantando. – Eu vou esquentá-lo para vo...

Então, Ren consegue fazer o quase impossível. Tropeça na perna da mesa e eu, por reflexo, coloco os braços para frente para ele não cair no chão. Por consequência, Ren cai em cima de mim, com a bunda em uma de minhas pernas.

– Ah, doeu... – murmura, segurando o pé.

– Machucou? – pergunto.

Finalmente ele percebe que caiu em cima de mim, e vejo seu rosto se transformar em um tomate.

– Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Z-Zoro-san! – gagueja. Sinto-o estremecer em meu colo.

– O que foi? – pergunto, confuso com sua reação.

É neste momento que ouço passos.

– Zoro, cadê o... – ouço.

FODEU.

Sei que Sanji provavelmente está dissolvendo a imagem de Ren em meu colo.

– Ah, caralho. – solto, frustrado. – Quando tudo parece que vai dar certo, dá alguma merda. Que porra.

– Sanji-san, não é nada disso que você está pensando! – exclama Ren, saindo do meu colo às pressas. – Eu tropecei e caí no colo dele! Eu juro!

– Ero-Cook, é verdade. Eu não posso me virar para olhar para você, mas é verdade. – falo, tentando convencê-lo.

Ouço seu suspiro pesado.

– Ah, Deus. Vocês dois, está tudo bem. – diz ele, vindo em nossa direção. Honestamente, isso me surpreende muito. – Vocês não me trairiam. Para começo de conversa, Ren é muito inocente para sequer pensar em ter uma relação com alguém que já tem um compromisso.

– Hm... Isso... Talvez seja verdade... – murmura Ren, corando.

– Ren, por favor. Vira esse seu rosto para o outro lado. Você é tão fofo que me dá tonturas. – diz Sanji, tirando um riso de Ren.

Porém, ele franze o cenho ao fitar meu quadril. De repente, está com raiva.

– Roronoa Zoro... – murmura. É como se ele estivesse sendo possuído por um demônio. – Que merda é essa na sua calça!?

Olho para baixo e vejo que, inesperadamente, tenho uma ereção.

COMO EU EXPLICO ISSO!?

Sanji, olha... Eu não estou assim por que o Ren caiu em cima de mim, ok? – começo, procurando as palavras certas.

– Por que, então!? – pergunta, ainda irritado.

Minhas bochechas ficam quentes, e eu desvio o olhar.

– Digamos que... A última noite esteja bem viva na minha memória. – falo. Sanji leva as duas mãos até o rosto, tampando seu rosto vermelho. – Principalmente o fato de você ter caval...

– Shh! – exclama ele, colocando as duas mãos em minha boca. – Não fale!

– Uau... – murmura Ren, olhando Sanji com admiração. – Você pode fazer algo como isso, Sanji-san?

– NÃO! – responde ele. – O Zoro está... Está...

– Enfim! – exclama Ren, alegre. – Eu só vim aqui mesmo para saber como o Zoro-san estava se sentindo. E... Zoro-san?

– Hm?

– Eu... Encontrei alguém. – revela. Fico surpreso, mas pelo seu olhar apaixonado, sei que é genuíno.

Sorrio em resposta.

– Que bom, Ren. Fico feliz. – falo.

– E antes de eu ir embora, quero dizer algo para você, Sanji-san. – diz ele, olhando Sanji da cabeça aos pés. – Agora eu consigo entender porque o Zoro-san ficou duro só de pensar em você.

– V-Você está brincando comigo!? – exclama Sanji, irritado.

– É sério. Se você fosse solteiro, eu tentaria algo. – diz Ren. Sinto uma pontada de ciúmes.

– Espera, espera. Tentaria o que? – pergunta, confuso.

– Te pegar, é lógico. – responde Ren, com a cara mais sapeca do mundo.

Sanji parece traumatizado.

– Você quer dizer... Com essa cara feminina... – murmura Sanji. – Está dizendo que eu seria o passivo?

– Sanji-san, seu corpo é perfeito para receber amor. Aproveita. – brinca Ren, piscando.

– Mas e o Zoro?

– Ah, não. O Zoro-san é o seme perfeito. – responde Ren, o que eleva consideravelmente a minha autoestima. – Bom, eu vou indo!

Quando ele está se encaminhando para a porta, peço que espere e me levanto do sofá.

– Ren, você... Está bem? – pergunto, olhando-o.

– Como assim?

– Em relação a mim e ao Ero-Cook. – esclareço. Ele olha para nós dois, com um sorriso muito inocente.

– Sabe, eu poderia dizer que não vou desistir e que eu ainda te amo, mas... Sei que essa é uma luta perdida. – fala, suspirando. – Está na cara que vocês dois se completam.

Quando abro a boca para responder, Sanji fala antes.

– Obrigado, Ren. – fala. – Por tudo.

Algo na conversa soa estranho para mim. Por que “por tudo”?

– Não fiz mais que a minha obrigação. – responde, abrindo a porta. – Fiquem bem, os dois.

Ele sai, fechando a porta atrás de si.

– Quem será? – pergunta Sanji, atrás de mim.

– Hm... Não faço ideia. – respondo, dando de ombros.

Ouço o suspiro de Sanji, e me viro para olhá-lo.

– Agora, falando sério. Você estava tentando me seduzir?

– Hã? – pergunta, colocando uma mão no quadril. – Enlouqueceu, Marimo?

– Sabe, não fiquei feliz com o Ren olhando você daquele jeito. Você é bem corajoso, Sanji.

– Zoro, eu não estou entendendo. – responde.

A passos largos e rápidos, chego até ele e toco seu peito.

– Você está só de toalha, Sanji. – esclareço, descendo a mão até seu membro. – Não me diga que esqueceu deste pequeno detalhe?

Ele cora.

– Eu mal posso deslizar meus olhos sobre a sua pele, e o Ren pôde olhá-lo por todo este tempo, descaradamente... – murmuro, deixando um beijo em sua bochecha. – Que tal uma punição?

Mordo sua orelha e acaricio o lóbulo gentilmente com a língua. A pele de seu corpo tem um ótimo gosto.

– Zoro... – murmura, segurando meus ombros.

– Sim?

– Vou fazer seus curativos! – exclama, saindo de meu abraço.

– Sanji! – grito, tentando acompanha-lo. – Por que está fugindo de mim!?

– Porque dói! Idiota! – grita de volta, se abaixando para pegar sua cueca na gaveta do guarda-roupas.

– Não é possível que tenha doído tanto assim! Você quase não reclamou, afinal...

– Eu não reclamei porque não estava doendo na hora! – exclama, jogando a toalha na minha cara. – Depois é um inferno! Parece que eu caguei um coco!

– ...

– Entendeu? – pergunta, ofegante por ter gritado.

– Você é um exagerado, Ero-Cook. Não pode ser. Eu te preparei direitinho. – respondo.

– Pois então, da próxima vez, prepare mais! – responde. Em seus olhos, posso ver que se arrependeu do que disse. – Não, quer dizer...

Sorrio maliciosamente.

– É claro, Ero-Cook. – falo. – Pode deixar comigo, meus dedos... E talvez minha língua.

Dessa vez é a sua cara que vira um tomate. É como se tivesse fumaça saindo de seus ouvidos.

– E-Eu só n-não te chuto agora, porque está todo quebrado... M-Mas vou guardar isso, okay? – pergunta, e eu rio, gemendo de dor em seguida.

– Haa... Merda. – resmungo. – Se você não parar de me fazer rir, terei problemas sérios.

– Tsk. Eu não disse nada engraçado, Marimo. – responde, colocando uma calça e uma camiseta. – Venha, vou te enfaixar logo.

Vou até a cama e me sento no colchão. Sanji pega primeiro os objetos usados para desinfetar minhas cicatrizes, que ainda estão inchadas, vermelhas e roxas. Um aspecto nada legal.

Ele derrama um pouco de um remédio líquido que eu não faço ideia do que seja numa vasilha e, com um pinça grande, segura uma bola de algodão e a mergulha ali, esperando-a escorrer um pouco em seguida.

Aprumo meus ombros quando ele toca o algodão molhado sobre a cicatriz.

– Está gelado. – comento, sentindo a pele de meu peito reclamando.

– Aguente.

Segundos se passam enquanto ele passa o algodão em mim, e a temperatura mais baixa do líquido acaba por aliviar um pouco minha dor.

– O que tem nesse leite estranho? – pergunto.

– É algo que o Chopper fez especialmente para você. – responde. – Eu não sei o que tem exatamente, mas pelo que entendi, é uma manipulação de Bepantol, Cicatricure, Nebacetin, Xilocaína e solução fisiológica. Aí ele misturou algum óleo para isso grudar no seu corpo. Provavelmente um Johnson&Johnson, sei lá.

Não posso me conter. Estou admirado.

– Uau, Sanji. Você lembrou de tudo isso? – pergunto. – Geralmente você joga fora essas informações.

– Hm... Digamos que eu tenha perguntado isso muitas vezes.

– Por mim? – pergunto, feliz. Ele me olha e suspira.

– Por quem mais seria? – pergunta, encostando uma gaze na cicatriz do peito e prendendo-a com esparadrapos. Ele despensa o algodão usado na lata de lixo ao lado da escrivaninha e volta para repetir o processo na cicatriz das costas.

Ao terminar tudo, Sanji pega o rolo de atadura dentro da caixa de primeiros socorros e prende a ponta com um esparadrapo, na minha coluna.

Com seu peito encostado em minhas costas, ele passa o rolo por meu peito, apertado o suficiente para que eu me sinta confortável. Faz isso várias vezes, até meu peitoral todo estar coberto.

– Pronto, terminei. – anuncia, saindo de trás de mim.

– Obrigado, Ero-Cook. – agradeço-o. – Nunca pensei em sentir você sendo tão gentil. Obrigado mesmo.

– O quê...

– Não me leve a mal. É que você sempre foi complicado, para mim.

Ele me olha, preocupado. Com nossos sentimentos conectados, sinto como se estivesse tomando um banho de amor.

– O que é esse sorriso triste, Zoro? – pergunta, abraçando-me de forma que me rosto encoste em seu abdômen. – Não combina com seu rosto.

– Posso pedir uma coisa? – pergunto, pousando minhas mãos na altura de sua lombar.

– O que?

– Um beijo. – falo, levantando o queixo. – Só.

Vejo-o corar, e fecho os olhos.

Sinto o toque gostoso de seus lábios nos meus, dando uma pressão perfeita.

Quando nossas bocas se distanciam, ele põe as mãos no meu pescoço.

– É melhor por uma blusa. Está esfriando.

– O inverno começa quando? – pergunto. Sinto seus dedos gelados em minha pele, e isso me arrepia.

– Acho que... Semana que vem. – murmura. Com as pontas nos dedos, ele acaricia minha nuca, bem onde acaba o cabelo.

Fecho meus olhos, sentindo seu carinho.

– Sabe... Eu gosto do inverno. – confesso. – É a melhor estação.

– Por que? – pergunta, com uma voz um pouco mais rouca.

– Você sabe muito bem o motivo, Ero-Cook. – respondo, sorrindo.

– Hm... Você deveria parar de pensar só com a cabeça de baixo. – fala, se distanciando de mim. Ele vai até minha mala e pega um moletom branco, a primeira blusa que vê, e o arremessa na minha direção. – Por acaso seu cérebro já virou um músculo e se fundiu com seus braços?

– Muito engraçado, Ero-Cook. – falo, vestindo a blusa. — Eu riria se pudesse.

– Pior que isso é realmente verdade. – observa.

Por fim, levanto-me com o objetivo de ligar a televisão, mas algo dá errado.

Um espirro repentino me possui, e quando eu contraio o abdômen, sinto como se meus ossos perfurassem meu pulmão novamente, uma dor quase insuportável. Engasgo com minha própria saliva, e percebendo meu estado rapidamente, Sanji vem até mim.

– Zoro, desculpa por isso. – fala, passando os braços pelas laterais de meu tronco até estar com as mãos sobre meu estômago. – Vai doer.

Ele pressiona meu estômago com força moderada, o que faz minha respiração voltar, mas ao mesmo tempo, minha dor piora.

Tento respirar aos poucos, e é como se uma faca estivesse me cutucando o tempo inteiro.

– Volta para a cama. — sugere Sanji, colocando uma braço meu sobre seus ombros.

Volto para a cama e me deito devagar, com todo o cuidado.

– Eu odeio espirros. – solto, apertando as pálpebras.

– Eu te apertei muito forte? – pergunta ele. Eu me viro na cama, procurando um jeito de ficar mais confortável.

– Apertou, mas o espirro doeu muito mais. – asseguro, sentindo os primeiros sinais do alívio.

– Posso fazer alguma coisa?

– Você está tão gentil e prestativo, que estou começando a estranhar. – brinco. – Vem. Deita aqui comigo.

Sanji hesita, mas se deita e puxa as cobertas para nos cobrir.

– Foda-se. Não vou trabalhar mesmo. – fala, chegando mais perto.

– Vai dormir? – pergunto.

– Com certeza. – responde, já soltando o primeiro bocejo.

Coloco meu braço sobre seu corpo e puxo-o para perto de mim, de modo a conseguir abraçá-lo. Ele aceita meu toque, mas suspira.

– Não vai ficar com calor, Marimo? – pergunta, encostando a testa em meu ombro.

– Não. No momento, estou quase suando frio. – confesso, rindo um pouco de minha situação deplorável. – Mas se eu ficar com calor, tiro a blusa.

Sem dizer mais nada, Sanji se acomoda com a cabeça no travesseiro, fechando os olhos. Observo-o enquanto ele começa a ressonar, entreabrindo os lábios. Quando dorme, seu rosto vira a pura inocência. É quase inacreditável.

Quase hipnotizado, levo meus dedos da mão esquerda até sua boca, querendo sentir aquela pele o mais rápido possível.

Passo a língua por meus lábios, imaginando-o gemer com nossos beijos.

Desço minha mão para seu pescoço, tocando-o com a ponta dos dedos. Sanji se arrepia e se mexe na cama, mas continua com a cabeça apoiada no travesseiro.

Inclino-me em sua direção, segurando seu rosto com a mesma mão. Beijo a linha de seu maxilar vagarosamente, subindo até sua orelha. Começo a beijar seu pescoço, pressionando meus lábios o suficiente para deixar sua pele mais rosada.

– Hm... Não... – ouço, e imediatamente paro meu assédio. – Zoro...

Ele está sonhando?

Minha mente pervertida me dá uma ideia.

Levo minha mão até sua calça e coloco-a por baixo de sua cueca, encontrando seu membro já meio ereto.

– Que tipo de sonho será esse, Ero-Cook? – murmuro, sorrindo maliciosamente.

Tiro o cobertor de cima dele e levanto sua camiseta, visualizando seu tronco quase nu.

Beijo seu peito, até encostar a boca em seu mamilo. Encosto a língua em sua pele, e quando chupo-o, Sanji estremece. Inesperadamente, seu membro endurece ainda mais.

Aperto-o e começo a deslizar minha mão, masturbando-o bem devagar.

Sanji começa a respirar com mais intensidade e um tom de vermelho chega até seu rosto. Como ele está inconsciente, sei que é pura excitação.

Sinto meu pau roçando o tecido de moletom da calça, já que estou sem cueca.

– Ero-Cook... – sussurro, passando minha perna para o outro lado de seu corpo.

Pressiono o seu quadril com o meu, movimentando-me para tentar me aliviar de alguma forma. Mais uma vez, levo minha boca até seu mamilo e manipulo-o com a língua, chupando-o em seguida. Sanji geme.

Que droga, Ero-Cook. Você me deixa maluco.

Capturo seus lábios com os meus. Sinto-os com a ponta da língua, vagarosamente. Então chupo seu lábio inferior com força moderada, e Sanji tem um sobressalto.

Ah, merda.

– Z-Zoro, o-o q-que v-você... – fala, acordando. Seu rosto inteiro está coberto pelo rubor de vergonha. – Eu estava dormindo!

– É, percebi. – respondo, abaixando o meu rosto até seu pescoço. – Não dou a mínima.

– Isso é assédio sexual, sabia? Ero-Marimo!

Começo a beijar seu pescoço, chegando até a linha de sua garganta.

– Não é assédio quando o parceiro consente o ato. – sussurro, passando a ponta de língua de sua garganta até a ponta do queixo.

– Eu não consenti nada! Aliás, saia de cima de mim agora mesmo! – manda, mas eu não mexo nenhum músculo. – Se você não sair, vou te fazer vomitar suas bolas!

– Não consentiu, né? – pergunto, irônico. Aperto seu pênis mais uma vez, e ele aperta os olhos e entreabre os lábios. – Seu corpo está ciente dos meus movimentos há um tempo, já. Isso não é consentir?

– Não quando meu cérebro está dormindo! – responde, corado.

– Mentiroso. Você estava sonhando comigo, que eu sei. – respondo, colocando uma mão de cada lado de seu rosto.

Devido às circunstâncias, ele fica ainda mais envergonhado. Seus olhos chegam a ficar meio turvos.

– N-Não... – começa, mas desvia o olhar e vira o rosto. – Não é minha culpa. Você está na minha cabeça o tempo todo, imbecil.

POV Sanji

Sinto seu calor ao redor de mim. Sinto seu peso sobre mim, mesmo sem nossos corpos se encostarem. Sinto meu corpo completamente desejoso por tudo o que vem desse Marimo pervertido e idiota.

– Sanji... – sussurra. Sua voz acaricia meus ouvidos, e eu fecho os olhos para senti-la melhor, suspirando em seguida.

– Zoro, por favor... – peço. Meu corpo estremece por querer tocá-lo mas não poder. Não quero machucá-lo ainda mais. – Não.

– Por quê? – pergunta, finalmente focando meus olhos. – Está com medo de sentir dor?

– Não! – exclamo, tentando fazê-lo entender. – Quer dizer, eu não gosto de dor, mas...

– Então, pode ficar tranquilo. Desta vez você só vai sentir o que interessa. – murmura, com o sorriso malicioso mais deliciosamente sexy do mundo.

– Posso terminar de falar? – pergunto. Ele se cala e assente. – Eu não quero fazer por que... Você sabe. Eu me descontrolo, às vezes. Posso me segurar no seu tronco e acabar te machucando. Eu jamais me perdoaria.

Zoro me dá um pequeno sorriso e encosta seus lábios aos meus, num selinho carinhoso.

– Eu adoro saber que você se preocupa comigo. – murmura, beijando minha testa. – Obrigado. Agora, vamos ao que interessa?

Zoro pressiona seu joelho entre minhas pernas e, de alguma forma, consegue tirar minha calça.

– Marimo! Você não me escuta, caralho!? – exclamo, quase entrando em desespero.

– Sanji, olha. Presta atenção. – pede, ao abrir minhas pernas para se encaixar entre elas.

Olho seu rosto, que sustenta seu sorriso malicioso.

– Eu estou pouco me importando com as minhas costelas. – fala. Sua mão esquerda desliza por minha coxa, até chegar no cós da cueca. – A única coisa que eu quero, neste momento, é entrar em você e transar até amanhã.

Coro com sua revelação, mas minha irritação aumenta por suas palavras.

– Ah, você quer transar até amanhã? – pergunto. Sinto como se meus olhos fossem facas afiadas. – Okay. Ótimo. Foda-se.

– Sanji? – pergunta, confuso.

– Eu estava tentando ser compreensivo com seu corpo, Zoro. – murmuro. – Mesmo assim, você não para de me provocar.

Minha voz soa um pouco ameaçadora. Adoro seu rosto confuso.

– Mas se eu não preciso me preocupar, então... Vamos matar a saudade? – sugiro. Ele sorri.

– Esse é o Ero-Cook que eu conheço. Deliciosamente safado. – rosna.

Seguro sua blusa e puxo em minha direção, capturando seus lábios com os dentes para logo chupá-los. Zoro usa a língua para penetrar entre meus lábios, roçando-a com a minha. Neste momento, solto um suspiro de satisfação.

Ele segura o lençol atrás de mim, e começa a pressionar seu quadril no meu. Gememos entre o beijo, e eu desço minha mão por suas costas, segurando a barra da blusa e levantando-a um pouco.

– Está quente... – murmuro, descendo minha mão ainda mais. Chego à sua bunda e aperto-a, por baixo da calça. Zoro solta minha boca e beija minha clavícula.

– E vai ficar ainda mais.

Ele abre minhas pernas, e eu sinto quando ele segura meu pênis sobre a cueca.

– Ah, droga... – murmuro, apertando minhas pálpebras. Aperto o tecido de sua roupa quando ele afasta minha cueca para o lado e toca meu ânus.

– Que merda, Ero-Cook. Por que escolheu logo hoje para usar uma cueca tão forte? – pergunta.

Em dois segundos, minha cueca se divide em duas.

– Zoro! Você... Rasgou minha cueca! – exalto, espantado. – Por que fez isso!?

– Porque estava me atrapalhando! Como eu ia te sentir, com essa cueca no meio? – pergunta, jogando os farrapos da minha peça no chão. – Pronto.

– Você é muito folgado! – reclamo. – Você deveria... Haa...

Sinto-o deslizar um dedo para dentro de mim, e meu pênis pulsa involuntariamente. Contraio os dedos dos pés, arqueando o corpo para senti-lo mais fundo dentro de mim.

– Zoro... – gemo. Meu corpo sente a urgência de seu toque.

Ele cala minha boca com um beijo, até colocar mais dois dedos dentro de mim.

– Zoro... – murmuro, segurando seus cabelos. – Está indo muito rápido... Calma...

Ele me encara com os olhos brilhando, e diminui o ritmo dos dedos, fazendo meu prazer voltar aos poucos. A sensação começa a tomar meu ventre, subindo até meu peito e pescoço. Meu quadril começa a se mexer sozinho.

– Isso... – solto, contraindo-me por inteiro. – Zoro...

Reviro meus olhos e seguro os lençóis ao sentir o orgasmo começar a subir por meu abdômen, junto com o tremor que toma conta do meu corpo.

– Eu vou gozar. – solto, num fio da minha voz.

Porém, Zoro interrompe seus movimentos.

– O quê? – pergunto, ofegante.

Ele sorri e me olha com admiração.

– Você realmente estava sentindo, né? – pergunta.

Sinto um rubor de vergonha em meu rosto.

– Olha a situação em que eu estou. Preciso responder? – pergunto.

De repente, Zoro me vira de bruços e puxa meu quadril para cima.

– Vou experimentar uma coisa. – avisa.

Assusto-me ao sentir algo molhado em meu traseiro.

– Zoro, o que você... – começo, mas minha voz some quando vejo seu rosto entre minhas nádegas. – Como assim!? Está maluco?

Ele não me responde, mas sinto uma longa lambida.

– Por quê? O que tem de mais nisso? – pergunta.

– O que tem de mais? Zoro, você está lambendo minha bunda!

– Shh. Só sinta.- pede.

Quando vou retruca-lo, sinto sua língua mais uma vez, e ele segura meu pênis, masturbando-me com certa rapidez.

Sem controle sobre meu próprio corpo, seguro a cabeceira da cama e encosto o rosto no travesseiro.

Merda. Ele está lambendo minha bunda, eu estou de quatro na cama... E o que é pior: isso é muito bom. Onde esse meu corpo lascivo vai me levar?

Em poucos segundos, volto a gemer e me contrair, sentindo Zoro me masturbar cada vez mais vagarosamente, até soltar meu membro e apenas segurar minha bunda.

– Uau. Você está me antecipando, Sanji. – murmura, voltando a me penetrar com seus dedos.

– Hm... Haa... Que droga, Marimo... – gemo, incrivelmente envergonhado por estar sentindo prazer com essas coisas. – Isso é... Unm...

– É bom, certo? – pergunta, dando uma mordida em uma nádega.

Volto a sentir meu ápice chegando, mas ele se interrompe.

– Aah... — solto, ofegante. Solto a madeira da cabeceira, sentindo os nós dos meus dedos completamente doloridos.

Finalmente, sinto a glande de seu membro em minha entrada, e por reflexo, fecho os olhos. Ele me penetra devagar, sem pressa, deixando eu me acostumar com todo seu tamanho aos poucos.

Quando sinto seu quadril encostar no meu, sei que entrou tudo.

Solto o ar preso em meus pulmões, e tento relaxar. Zoro se inclina e me abraça, beijando minha nuca.

– Eu te amo. – murmura, voltando a se distanciar de mim.

Sem conseguir pronunciar nada, apenas assinto.

Zoro segura minha cintura e sai praticamente por inteiro de dentro de mim, para logo em seguida voltar a me penetrar.

– Haa... –solto. – Zoro...

– Hm? – pergunta, saindo de mim mais uma vez.

– Pode ir mais rápido... – autorizo-o, sentindo sua agonia ao me invadir tão devagar e lentamente. – Está tudo bem...

Sem pensar duas vezes, ele aumenta sua velocidade, fazendo o encontro de nossos quadris ser mais forte.

– Hm... Ero-Cook... – geme ele. Sua voz rouca inunda meus ouvidos, dando-me arrepios.

Seguro meu membro e começo a me masturbar, enquanto ele castiga meu quadril com suas investidas . Sinto um prazer indescritível com isso. Toda vez que ele me penetra tão fundo, sinto meu orgasmo mais perto.

– Mais, Zoro... – suplico, apertando os olhos.

De repente, ele me vira novamente na cama e me beija possessivamente, chupando até minha língua. Sinto-o chupar meu pescoço, meus mamilos, o lóbulo da minha orelha.

Prendo minhas pernas ao seu redor, sentindo-o ainda mais fundo dentro de mim. Sua barriga pressiona meu pênis, enquanto eu abraço seu pescoço e sinto seu vai e vem cada vez mais gostoso.

Meu Deus, eu vou enlouquecer.

– Não. Você é que me deixa louco. – murmura, olhando-me. Ele me beija suavemente, mas morde meu lábio inferior.

Merda. Eu falei aquilo alto.

Seguro seu corpo com mais força ao sentir meu ápice tomar meu corpo, novamente se alastrando até meu pescoço. Meu quadril se mexe junto ao seu.

– Ero-Cook, eu já... – murmura, penetrando-me rapidamente e incessantemente.

– Eu também... – aviso, gemendo. – Haa... Ngn... Zoro...

O orgasmo me possui, e meu corpo estremece quando eu gozo, sentindo Zoro fazer o mesmo. Ele me segura contra seu peito, e eu me seguro em suas costas, cravando minhas unhas em sua pele.

Ofegante, não consigo dizer nada. Alguns espasmos ainda tomam meu corpo.

– Nossa... – resmunga ele, ofegante. – Que intenso.

Zoro sai de dentro de mim devagar, ainda duro. Meu membro ainda lateja.

– Sanji? – pergunta.

Demoro para responder, ainda sentindo alguns vestígios do meu ápice totalmente estrondoso.

– Está tudo bem?- pergunta. – Desculpa, eu fui um pouco rude...

– N-Não, espera... – peço, tentando voltar ao normal. – Só preciso de um tempinho.

– Eu vou...

– Zoro, eu estou bem. – insisto. – Foi bem intenso. Só isso. Meu corpo está extasiado.

Ele sorri maliciosamente.

– Então, você gostou. – conclui. Ao invés de me irritar, sorrio de volta e lhe dou um selinho.

– Pensei que morreria de tanto prazer. – respondo. Ele ri.

– Quando eu penso que você não tem mais como me surpreender...

– A vida tem dessas coisas. – respondo, tirando-lhe mais um sorriso. – Só se prepare para acordar com muita dor.

– Não tem problema. Eu estou morando junto com você, e vou aproveitar esses dias o máximo que eu puder. – responde. – E você também estará com dor. Não conte vantagem.

Bingo. – respondo. – Ah, sim. Eu não te respondi aquela hora.

– Que hora? – pergunta, confuso.

– Eu também te amo, idiota. – respondo. Seu sorriso acelera meu coração.

Ah... Será que a felicidade tem limites?

Porque se tiver, eu já os rompi faz tempo.

Notas finais
Então? Gostaram? Espero mesmo que tenham gostado, e mais uma vez, perdão pela demora. Até o próximo! Beijos!