Tão fora da terra

25 Finalmente amor!


Notas iniciais
Pois enfim chegou o tão aguardado lemon haha Não completo, por que tem mais no próximo capítulo, espero que agrade. Um beijo e um abraço, boa leitura.

Milo olhava em direção a casa de Aquário.

“Quando tudo começou... seu maldito...”

— — — -- -

Camus estava voltando, quando encontrou Milo sentado com seu diário nas mãos.

—O que você está fazendo?

Milo o encarou com a cara mais cínica do planeta.

—Lendo seu diário?

Camus ficou irritado.

—Isso... é... particular...

Milo entregou a Camus.

—Já vi tudo que precisava.

Camus corou.

— O que você...

—Camus, esquece tá?

—Você...

—Trouxe o que pra mim?

—Como?

—Comida, algum remédio...

—Há, bem, sim, Afrodite mandou mais uma garrafa com um tipo de chá que diz ele, cheio de vitaminas. E trouxe um cozido, pão, queijo...

—Bom, podemos comer?

—É... sim...

Milo se levantou e foi para a cozinha.

—Vem Camus.

Camus agora é quem estava confuso. Arrumou o que precisava para que eles comessem, e viu Milo comer devagar, meio cansado, sorrindo de vez em quando.

—Está tudo bem?

—Sim.

—Mesmo?

Milo pegou um guardanapo e limpou a boca. Encarou Camus e suspirou.

—Quer falar sobre o que não aconteceu no nosso banho?

Camus se remexeu desconfortavelmente.

—Bem, quanto a isso...

—Posso falar?

—Sim...

Milo engoliu seco.

—Camus, eu entendo que você possa ter se assustado com a nossa proximidade. Me desculpa, acho que estou indo muito rápido... para o seu ritmo, por que por mim, não estaríamos onde estamos há muito tempo... é só que eu não consigo me controlar quando estou perto de você. Eu sou decididamente tarado. E eu te desejo, céus, como eu te desejo. Mas que quero que você lembre que eu te desejo por que te amo.

Camus quase assoviou quando Milo disse que o amava, tamanho nervosismo.

—Se ainda estava difícil pra você entender, eu me fiz bem claro, certo? Mas eu sei, você acha que todo mundo que você ama pode morrer, por isso você reluta tanto... tem medo que eu morra também?

Camus ficou encarando aquelas pedras azuis da cor do céu.

—Mais do que tudo.

—Todos corremos esse risco. Mas não viva assim. Eu acho que já te provei que não vou morrer agora, certo?

—Ora...

—Ei, nós batalhamos contra um deus do Olimpo. Mereço um pouco de crédito.

Sorriram.

—Milo, eu sei, é só que...

—Eu não seria capaz de te machucar. De nenhuma forma, entende? Nem física, nem emocional. Pode confiar em mim.

Camus levou a mão ao rosto de Milo.

—Eu confio...

—Então me deixa te amar.

Camus engoliu em seco.

—Digo, eu vou respeitar seu tempo. Se você não quiser ir a fundo logo agora, tudo bem... É só que...

—O que é?

Alguns segundos de hesitação...

—Quer namorar comigo?

—Como assim Milo?

—Namorar, oras. Me conhecer, me deixar te conhecer... se bem que eu considero isso passo dado já, há bastante tempo, mas se te fizer sentir mais seguro...

—Milo somos homens...

—Eu sei. E...?

—Namorar não é... estranho...?

—Amantes? Super amigos? Sei lá, chame do que quiser... mas me dá essa chance de estar com você... por favor...

Camus pegou a mão de Milo.

—Sim. Mas já nos conhecemos o bastante... podemos só... enfim...

—Sim...

Camus suspirou.

—Milo, eu sei que você me ama. Acredito nisso desde a primeira vez que você me disse. Até um pouco antes... está tudo bem, vamos só... continuar então...

Os dois sorriram. Milo se levantou.

—O que foi?

—Ora, nós selamos esse acordo do jeito tradicional.

—Que seria...

—Um beijo. Que você não vai fugir, e vai me corresponder.

—Posso não ser muito bom nisso.

Os dois ficaram de frente um para o outro. Milo segurou o rosto de Camus com as duas mãos. Camus segurou em seus braços.

—Isso seria impossível.

Olho no olho. Azul no azul. O mundo ao redor começou a desaparecer. Só havia Camus, só havia Milo. A adrenalina percorria o corpo dos dois cavaleiros de forma alucinante. Suas respirações estavam aceleradas. Milo foi aproximando seu rosto do rosto de Camus sem deixar de olhá-lo. Abriu os lábios ligeiramente. Camus engoliu em seco, e fez o mesmo sem nem perceber. Quando os lábios se tocaram, em um contato simples, uma descarga elétrica passou pelos dois. Mal haviam se encaixado, apenas se tocado de frente. Milo recuou sorrindo.

—Se eu for sentir isso toda vez, não vamos poder ser cavaleiros mais. Vou acabar morrendo antes...

—Nunca brinque com isso.

Camus sorriu. Enlaçou as costas de Milo. Agora sim, se aproximaram de novo, os dois lábios de Milo gentilmente acomodando o lábio superior de Camus. Olho no olho. Era macio, quente, leve... Com um suspiro, Camus beijou o lábio inferior de Milo com o seu. Uns segundos parados, e tudo começou a fluir naturalmente... O beijo foi crescendo, eles se apertaram mais, e sentir o corpo um do outro era simplesmente divino. O cheiro de Camus deixava Milo em êxtase, o corpo de Milo, já demonstrando que não se controlaria, deixava Camus em brasa. Por alguns minutos o beijo foi sendo um acomodar de lábios, até Camus abrir um pouco mais a boca, e Milo invadi-la com sua língua. Apesar de meio assustado, Camus relaxou, e começou a retribuir o carinho... timidamente passou sua língua em volta da de Milo, que suspirou fundo quando isso aconteceu e se afastou.

—Fiz alguma coisa errada? Eu sabia, desculpa, eu... disse...

—Shhhhhh....- Milo encarava Camus- Nem nos meus melhores sonhos eu imaginei que seria tão perfeito...

Camus sorriu.

—Mentiroso.

Milo sorriu e voltou a beijar Camus, de forma delicada. Camus começou a relaxar em seus braços, e o beijo ia crescendo, tomando as devidas proporções, sendo forte e gentil, excitante e quase casto.

Milo nunca experimentara tal delicadeza ou paciência com ninguém, mas ele lera no diário de Camus sobre como o outro se sentia, e seu maior medo, de forma geral, era se machucar. Irônico, sendo ele um guerreiro da deusa da guerra. Mas no que dependesse dele, iria fazer tudo para que Camus não quisesse sair de perto dele... Nunca mais...

E se isso significava ir devagar em tudo, assim seria.

Era o céu aquilo, lembrar de tudo que passou desde que se conheceram, lembrar da primeira vez que o viu, nu, naquela fonte... Seria eternamente grato a Saga por aquela ilusão. O primeiro beijo, as pirraças, as brigas, e então... a proximidade, o carinho, o cuidado... e finalmente... o beijo, a aceitação.

Ser correspondido por quem se ama era melhor que qualquer coisa que já provara.

Abraçou Camus, e beijou seu pescoço, devagar. O aquariano gemeu e sorriu:

—Tenho cócegas...

—Ou medo que eu te morda?

—Hum... um pouco dos dois?

Milo voltou a encarar aqueles olhos azuis.

—Só mordo se você pedir.

Sorriram. Camus pegou o rosto de Milo e começou a beijar novamente, escorregando as mãos para a nuca do loiro. Ele poderia se entregar... Até hoje ninguém agira com ele como Milo agira, para que desperdiçar essa chance de ser amado?

Ainda tinha medo?

Muito.

De se machucar.

De perdê-lo.

De se entregar e ele não corresponder, não dar valor, não achar importante, ou conhecê-lo e decidir que estava errado e era melhor seguirem caminhos diferentes.

Tinha medo de tudo.

Milo parou o beijo, segurou o rosto de Camus e o encarou. Aquele momento que o azul do céu e o azul-esverdeado do mar formam uma paisagem seria o mais correto para descrever os amantes apaixonados se encarando. Uma lágrima escorreu pelo rosto de Milo.

—Ei, o que foi?

Milo suspirou. Sorriu.

—Alegria, Camus, alegria. Eu te amo tanto...

Enquanto se beijavam mais uma vez, Camus decidiu chutar as dúvidas em definitivo. Abraçou o escorpiano com força, e seu corpo todo sentiu seu calor, seu desejo.

—Eu te amo também Milo.

O beijo seguinte foi mais quente. Camus foi guiando Milo até o quarto, devagar, parando aqui e ali para sentirem um o corpo do outro. Milo se sentou. Encarou Camus com paixão. Pegou a mão do aquariano e colocou na sua cintura.

—Acho que temos um pouco de pano atrapalhando...

Camus engoliu seco. Quantas vezes não imaginara como seria esse momento? Não esperava por aquilo? Pra que ter medo?

Milo o amava. Podia confiar nele.

Pegou o escorpiano de surpresa.

—Também acho.

Camus puxou a camiseta de Milo, e o empurrou no colchão. O loiro sorriu surpreso.

—Hum... tô gostando disso...

Camus sorriu, vermelho, e puxou sua camiseta. Deitou em cima de Milo, e o beijou com mais vontade.

—Céus, Camus...- Milo suspirava enquanto o aquariano lhe dava um beijo gelado no pescoço- Pode soltar o peso do corpo em cima de mim, relaxa...

—Você ainda está se recuperando...

—Mas pra você eu to pronto. Vem...

Camus relaxou. Quando sua ereção tocou a de Milo, sentiu como se fosse um nó na sua cabeça. E uma onda de calor percorreu sua espinha, subiu por sua barriga, e terminou esquentando seu rosto, enquanto Milo, de olhos fechados embaixo dele gemia rouco...

—Há, Camus...

O corpo de Camus estava oscilando entre frio e quente, o que significava que ele estava nervoso, mas aquilo era simplesmente o céu para Milo. Camus encarou Milo, sorriu timidamente, e começou a tentar abrir o botão do jeans do escorpiano.

—Hum...

—Meio difícil?

—É... acho que tô quebrando o clima...

—Impossível.

Milo beijou Camus, e ele mesmo abriu o jeans, e colocou a mão de Camus dentro de sua calça. Sua ereção latejava. Camus segurou no pênis do amante com força.

—Uau... Milo... tão duro...

O aquariano encarou o amante, que já estava com uma expressão de desejo totalmente enlouquecida. Camus remexia na cueca de Milo devagar, de leve, quase como se estivesse testando o outro.

—Molhado...

—Por sua causa, sempre fico assim...

Milo jogou os braços em volta da nuca de Camus, e o puxou pra si enquanto o ruivo continuava a “inspeção”. Camus sentia a ereção de Milo latejar, sentia que a cueca do loiro estava cada vez mais molhada, e sentia como o outro o puxava cada vez mais forte cada vez que ele apertava um pouco mais sua ereção.

Se aquilo era desejo, era em estado bruto.

Milo desceu as mãos levemente, e desabotoou a calça do aquariano sem dificuldade. Camus ainda ficava vermelho vez ou outra, o que só servia para inflamar Milo cada vez mais. Camus saiu da cama, deixou a calça no chão, e puxou o jeans de Milo. Estavam os dois de cueca, as duas brancas, com as ereções marcadas, e as duas cuecas manchadas com a excitação dos guerreiros.

A de Milo quase uma poça. A de Camus, praticamente a frente toda. Ver ele naquele estado só piorou a febre de Milo.

—Vem.

Camus se jogou em cima do outro, e agora era um beijo mais forte, mais intenso. As duas ereções meladas se roçaram através das cuecas. Milo ficou por cima de Camus.

—Eu te quero.

Encarou o ruivo um minuto, e começou a beijar seu pescoço. Camus se contraiu, e relaxou. Sentir o peso do corpo de Milo em cima do seu era quase familiar de tão natural. Milo continuou beijando seu pescoço, e desceu uma mão até sua cueca, e começou a alisar com força, sentindo a extensão do pau do amante. Cada onda de tesão que percorria o corpo de Camus, Milo notava pela temperatura do corpo do outro, que baixava, e voltava ao normal.

Camus gemia baixinho, quase arfando, enquanto Milo o provocava. O beijo foi descendo, do pescoço passou para o queixo, de queixo, foi seguindo até o começo do peito, foi descendo pela barriga, até circundar o umbigo. Milo foi trabalhando o pênis de Camus com a mão, até puxar a ponta pra fora da cueca, de lado.

—Nossa...

Era mel puro ali. A cabeça era comprida, vermelha, sem pele em excesso... Milo não havia reparado que Camus era circuncidado. A excitação escorria, duas gotas grandes descendo devagar pela linha que dividia seu pênis. Milo não pode aguentar, passou a língua ali, e um gosto adocicado se espalhou por sua boca, enquanto Camus ergueu o corpo, e o afundou de volta no colchão. Milo sorriu, e continuou a passar a língua em um vai e vem lento pela cabeça do pau de Camus, que abriu as pernas e puxou a cueca um pouco mais pro lado.

—Quer que vá além da cabeça?

Camus estava com o rosto todo vermelho, não sabia se era vergonha ou tesão.

—Quero.

Milo empurrou a cueca sem tirar o pau do amante pra fora, e continuou lambendo, um pouco mais além da cabeça. Camus agarrava os lençóis, se contorcia todo, virava a cabeça pro lado, gemia.

—Delícia...

Milo não aguentou mais, e devolveu o pau do amante pra cueca. Quando o francês ia reclamar, o grego tirou sua cueca, e deixou o outro completamente nu. A ereção de Camus pulsava forte, agora que estava livre. Que conjunto, que visão. Milo sentiu o sangue correr por seu rosto e seu pau, aumentando sua excitação.

—Posso?- Milo agarrou o membro de Camus, e começou um vai e vem lento, mas forte.

Camus fechou os olhos, jogou as mãos para trás, e arqueou o corpo.

—Milo...

Milo estava fora de si vendo como Camus o desejava. Ele queria o francês inteiro, mas precisava primeiro deixá-lo calmo, mais seguro, mais tranquilo.

Após algumas subidas e descidas, Milo se agachou e beijou a cabeça do pau do amante. Alguns beijos, algumas lambidas, e ele engoliu a cabeça, enquanto olhava pra Camus, vendo ele se contorcer de prazer. Sem tirar, começou a rolar a língua no amante.

—Milo... eu não aguento assim... tá bom demais...

Milo o provocava, falando e lambendo:

—Hum... já vai... gozar Camus?... tão rápido...

—Milo... ah... Milo...

Milo queria ver como seria. Encarou Camus um segundo, puxou sua mão e a colocou por trás de sua cabeça.

—Milo, o que...?

Milo sorriu, e engoliu o amante de uma vez. Uma onda de energia percorreu a coluna de Camus quando seu membro foi todo encoberto pela boca do escorpiano. Era quente, molhado, perfeito. Milo começou um vai e vem, vez por outra engasgava, tossia, lambia os lábios, e voltava a trabalhar o pênis do aquariano. Camus entendeu o que Milo queria, que ele controlasse o vai e vem, e assim ele fez...

—Milo, não dá mais, eu... eu vou...

Milo engoliu tudo, enquanto Camus gritou, alto, se derramando na boca do grego, prendendo sua cabeça junto a seu corpo.

Nunca sentira algo assim antes na vida. Enquanto sua semente preenchia a boca do grego, parecia que uma energia era liberada, algo que misturava alívio, êxtase, libertação, percorria cada pedaço do seu corpo.

Milo estava se sentindo pleno. Ele era desejado por Camus. A prova completa estava escorrendo por sua boca. O aquariano se contorcia entre os lençóis, o pau ainda pingando, ainda molhado. Após tossir, Milo foi limpá-lo com a boca, enquanto o amante relaxava. Era uma cena única, os pelos púbicos de Camus também ruivos, seu cheiro...

—Milo... isso foi...

Milo foi subindo, beijando o corpo de Camus, devagar. Tinha pressa, mas não queria estragar aquela perfeição toda.

—Foi um exemplo de como vai ser daqui pra frente... sempre...

Voltaram a se beijar. Camus, muito mais relaxado, estava mais afoito, mais selvagem. Beijou forte, mordiscou a boca de Milo, o abraçava com vontade.

—Ainda duro?

—Você é o culpado.

Milo sorriu, retribuiu o beijo, e esfregou seu pau no de Camus, com força.

—Que tal você provar como é?

—O que?

—Achou bom o que eu fiz?

—Por Atena, Milo, nem sei como descrever...

—Que tal me fazer sentir o mesmo?

—Milo, você... quer que eu...

Milo ficou de joelhos na cama, sua ereção reta apontando para o teto.

—Sim, eu quero. Me chupa, Camus...

—Você sabe...

—Já disse que não ligo... vem... só vai com calma, que você pega o jeito...

Camus suspirou. Se deitou de bruços, e ficou de frente para a ereção de Milo.

—Pode fazer o que quiser...

Camus pegou o membro do escorpiano, e começou a masturbá-lo. Céus, era grosso também. Como estava melado. Milo não era circuncidado, então Camus afastou a pele até deixar sua cabeça completamente descoberta. Admirou a cena. O cheiro de Milo o deixou sem sentidos. Sua boca salivou, ele queira provar o amante. Passou a língua uma, duas vezes, Milo fechou os olhos e gemeu. Era isso? O gosto até que era bom...

Engoliu a ponta, sem mexer a língua. Milo gemeu mais alto. Camus quis ver até onde iria aguentar sem engasgar. Foi avançando devagar, um pouco mais, outro pouco mais... e seu nariz tocou os pelos loiros do grego, que jogou a cabeça para trás, e sacudia os cabelos, perdido em sentidos.

—Cam... ahhh... Cam...

Camus sorriu. Era assim então?

Começou o vai e vem, ainda sem língua, salivando bastante. Apertava a base do pênis de Milo, puxava bem a pele, devagar, depois cobria toda a cabeça novamente, brincava com a língua, descobria tudo novamente, e masturbava devagar o loiro.

—Oh... Camus, não aguento mais... eu vou...

Camus fechou os olhos, sorriu satisfeito consigo, e disse, em uma voz rouca:

—Vem.

E engoliu a ereção de Milo, que gozou finalmente, como sempre sonhara, no seu amante, sabendo que ele o desejava, que ele o queria, e que ele estava satisfeito em estar ali.

Milo gozou duas vezes mais que Camus, afinal, estava com muito tesão acumulado. Camus tossiu, se arrumou na cama, e Milo deitou a seu lado. Após alguns minutos se recompondo, os dois se encararam, olho no olho, azul no azul, céu no mar.

Sorriram.

Milo ficou em cima de Camus, e voltaram a se beijar. Podiam sentir seus membros crescendo um em cima do outro.

—Quero mais, Milo.

—Falando assim, você me enlouquece, Camus.

—Essa é a ideia.

—Podemos repetir o que acabamos de fazer...

—Sério?

—Mas ao mesmo tempo... o que acha?

—Nos chuparmos... ao mesmo tempo?

—Isso. Quer tentar?

—Quero...

Outro beijo molhado, quente.

—Quer ficar por cima?

—Não... você tem mais prática nisso, fica por cima.

—Por quê?

—Posso não me controlar e querer me afundar em você...

—Hum... eu não acharia ruim...

Riram, e se viraram. Ficaram de lado, se encararam, e começaram a masturbar um ao outro. Milo engoliu Camus primeiro, que precisou de algum tempo pra se concentrar. Engoliu o membro do loiro, e ficaram nessa disputa de língua. Até Camus abrir os olhos, e ficar curioso com uma coisa.

—Milo... pode ficar por cima... já disse...

—Certeza?

—Tudo bem...

Começaram o “69”, mas Camus tinha outras intenções.

—Gostou?

—Milo, isso é fantástico...

—E só estamos começando.

Continuaram se chupando, rindo, brincando... Camus encarou o saco de Milo, e passou a língua ali. O escorpiano se arrepiou.

—Nossa, pode fazer mais isso se quiser...

—É bom?

—Me diga você.

Milo começou a lamber o saco de Camus, fazia um “oito” com a língua, chupava uma bola, devagar, depois a outra. Isso foi como ligar uma torneira, Camus começou a melar como nunca.

—E aí? É bom?

—Maravilhoso. Deixe-me retribuir isso.

Camus sugou as bolas do escorpiano. Brincou ali por algum tempo, até ver o que realmente lhe interessava.

Milo piscava. Aquilo perseguia os sonhos de Camus havia muito tempo. Foi subindo a linha, até lamber de leve o orifício do escorpiano.

Milo tremeu. Camus o estava beijando... ali...?

Camus esperou uma reclamação, mas como não veio, começou a lamber a bunda de Milo em toda sua extensão. Apertou as nádegas, mordiscou de leve, e começou a lamber a entrada do amante, de cima pra baixo, de um lado pra outro.

Milo parecia um animal, gemia feito um louco, quase chorando, quase rosnando, quase gozando... ficou melado, na frente, e atrás então... não imaginava que isso era possível, mas era...

—Camus, você...

—Quer que eu pare?

—Sim.

O aquariano ficou sem entender. Parou, e Milo se virou, encarando o amante como se fosse um bicho.

—Fiz alguma coisa errada?

—Pelo contrário. Foi perfeito. Mas se você continuasse, eu iria acabar gozando de novo.

—E isso seria ruim?

—Não... mas eu quero que você sinta o mesmo, aí você vai me entender...

—Mas... eu fico com vergonha... ser beijado ali... sabe...

—Você acabou de me lamber Camus.

—Sim, mas você está limpo, acabou de sair de um banho que eu praticamente tomei com você, então eu não tive que me preocupar com mau cheiro ou sujeira.

Milo riu.

—Você achou que ia beijar uma privada suja é?

—Ora Milo, somos homens, digamos que o que nós temos para preencher não foi feito especificamente para isso.

—Eu não sou porco.

—Nem eu. Mas como dizem, é fossa, só fico com medo dela não ter sido toda limpa... e isso causar desconforto, constrangimento... ou quebra do clima... não sei...

Milo virou os olhos.

—Olha, para de se preocupar com quebrar o clima, certo? Eu também estava naquele banho, eu vi o seu asseio, então, que tal erguer as pernas agora e me deixar te dar um trato?

—Milo! Que coisa feia de falar. Broxei depois dessa.

Camus se levantou, e ia saindo da cama, quando Milo o puxou de volta.

—Isso é fácil de resolver.

Segurou a nuca do aquariano, o puxou para si e deu outro beijo, quase que sufocante. Suas mãos percorriam as costas de Camus, o peito, a barriga, parte das pernas, a bunda... sua ereção encarava a do amante, que já estava duro como pedra.

—Resolvi seu problema de broxar?

—Prometendo que não vai falar mais coisas desse jeito...

Milo bufou. Queria falar umas sacanagens com Camus, uns palavrões, mas até nisso iria ter que pegar leve.

—Vou ficar quietinho... prometo...

Só de olhar no rosto de Camus, sabia que qualquer coisa valeria a pena.

Camus sorriu.

—Não tão quieto...

Outro beijo, voltaram para a cama. Camus se deitou e puxou Milo para si. O beijo foi seguindo. Milo o encarou mais uma vez, beijou sua nuca, e foi descendo... brincou um pouco mais com o pau do amante, então Camus afastou as pernas, e as ergueu um pouco.

—Se você quiser... enfim...

Milo não esperou um segundo, se posicionou em frente a saída do amante, e deu um beijo leve. Suspirou, e começou um vai e vem de cima para baixo no aquariano, que gelou e esquentou quase que segundo sim, segundo não.

Por Atena, aquilo Camus não havia provado, e nem imaginava que seria bom. No começo era apenas molhado, e cócegas, um tanto que estranho. Mas Milo ia lambendo, passava o dedo de leve, dava umas batidinhas fracas com a ponta dos dedos, e então, começou a ficar bom. Estar naquela posição, daquele jeito, era muita entrega... Como podia ter chegado tão longe...

—Eu te amo, Milo.

Milo parou de lamber Camus, o encarou profundamente.

—Eu também te amo.

O beijo fazia os dois se perderem um no outro. Milo, do modo como estavam encaixados, estava roçando seu pênis na entrada do amante. Queria se controlar, mas estava difícil, e percebia que se tentasse forçar entrada, Camus se contraía, e se ele continuasse poderia machucá-lo. E isso ele prometera a si mesmo que não faria.

Então, teria que mostrar como seria.

—Camus, pode me beijar lá... mais uma vez...?

—Só tem que pedir...

Milo se virou, deixando a bunda na cara de Camus. Ao encarar aquela massa muscular, coxa, bunda, perna, tudo perfeitamente trabalhado, Camus sentiu seu pênis pulsando, e cada vez mais melado.

Afastou as nádegas do amante e recomeçou a beijar, lamber, sugar. Quis copiar Milo, então passou um dedo de leve, deu uns tapinhas... Milo gemia...

—Põe um dedo Camus... devagar...

—Sério?

—Sim...

Milo pegou a mão de Camus, e lambeu seu dedo indicador. Até aquilo deu uma sensação estranha de prazer em Camus. Era sexy ver Milo chupando seu dedo. Quando bem molhado, o escorpiano o guiou até sua entrada. Como Camus estava meio fora de órbita, ele mesmo empurrou a ponta do dedo do amante para dentro de si.

E foi tão simples, fácil, e nada dolorido. Fosse pela expectativa, pelo momento, pela tara, mas não houve... nada de dor... Camus ainda estava estático, até que Milo foi recuando, e o dedo de Camus penetrou todo. Milo fechou os olhos e gemeu.

—Te machuco?

—Não... continua, vai pondo e tirando devagar... e a medida que for vendo que seca, cospe, pra facilitar...

Camus fez conforme o pedido do amante. Uma, duas, dez vezes...

Milo estava adorando. Aquilo estava massageando sua próstata, sem machucar, seu pau estava escorrendo, Camus estava se deliciando, estava tudo perfeito. Mas poderia ser melhor... ver Camus tão excitado fez Milo querer realizar a única fantasia que ainda não realizara.

Ser tomado por um homem.

Se fosse para ser alguém, tinha quer Camus.

Milo se virou, se sentou em cima do amante, jogou os cabelos para trás, colocou as mãos no peito de Camus e o encarou.

—Eu te quero.

—Nem me fale... é recíproco...

—Dentro de mim.

Camus engoliu seco.

—Não quero te machucar.

Milo se abaixou e o beijou.

—Não acredito que você queira fazer isso, e nem que seria capaz. Só faça com isso- e apertou o pau do ruivo- o que você fez com o dedo agora a pouco.

—Certeza?

—Eu te amo. Se for pra fazer isso com algum homem, será um só, e será você.

Se beijaram novamente. Milo estava molhado, Camus super molhado, e Milo comandou a situação. Colocou o pau de Camus na porta, esperou um pouco, roçou, sentiu o calor, e começou a descer no pau do aquariano.

Ok, doeu. Dava para assustar, mas a expressão de preocupação de Camus o estimulou a continuar. Sentou-se até a metade, e ficou quieto.

—Dói?

—Nada que não vá passar logo. Me beija.

Se inclinou, e sentado em Camus, o beijo foi o mais romântico que imaginara. Quando percebeu, estava com o francês inteiro dentro de si.

Ainda doía, e muito, pois ardia também, mas dava pra suportar. Esperaram um pouco, se beijando, acarinhando seus rostos, se encarando. Milo começou a subir e descer devagar, Camus suspirava fundo, era tão quente, apertado. Agora ele e Milo eram um só.

Precisava de mais. Começou a ajudar Milo, segurando seus quadris e o erguendo e soltando. Logo o ritmo aumentou, e Milo não sabia mais o que era dor, o que era prazer, esquecera tudo, só sabia que estava ali, com o amor da sua vida. A velocidade aumentou, os dois se apertavam, Milo estava se apoiando nos ombros de Camus, que por sua vez apertava a bunda do escorpiano. Beijavam-se de modo animal, selvagem, e Milo não conseguiu aguentar mais.

—Camus, eu vou gozar...

—Como? Já?

—Não consigo aguentar mais, Camus, eu te amo, eu...

Com um berro de acordar meio santuário, Milo deixou sua semente vazar no peito e barriga de Camus. Camus, ao sentir os jatos de prazer de Milo, sentiu sua ereção inchar ainda mais dentro do amante, e logo gozou, com o rosto enterrado na nuca do grego.

Soltaram os corpos na cama, Milo ainda em Cima de Camus. Até que a ereção do outro diminuísse, ficaram conectados.

Milo se deitou então, ao lado de Camus, e fechou os olhos, satisfeito. Camus encarava o teto, vermelho, com um sorriso no rosto. Esperaram a respiração se acalmar mais, engoliram seco, e então se olharam.

Como Kárdia havia dito em seu diário, aquela era a visão do paraíso.

Camus sorriu, e afagou o rosto de Milo.

—Eu amo você.

—Eu também. Já te disse isso hoje?

—Não tanto quanto eu gostaria de ouvir.

Se aninharam, e então adormeceram juntos pela primeira vez em completa sintonia.

Notas finais
Espero que tenham gostado, opiniões são bem vindas. Desculpem mais uma vez pela falta de revisão. Beijos e até semana que vem!