Tão fora da terra

24 Capítulo 24- Começando as despedidas


Notas iniciais
PERDÃO! Atrasei um zilhão de anos pra postar né? Eu sei... é que eu tava publicando outras histórias no ss aí esqueci completamente daqui, juro! Assim que der eu leio os comentários e respondo tudo ok? Perdão de novo, e espero que continuem gostando, tá quase acabando já!

—Você não liga mesmo?

—Não força a barra tá? Você tá precisando de cuidado, não tava com medo de ficar sozinho? Então... e como me chamou de fedido, melhor que tomemos banho juntos, assim eu cuido de você, e calo sua boca.

Milo sorriu e jogou água no rosto de Camus.

—Bobo!

—Que foi?

—Eu tava brincando só, para com isso. Você não fede, longe disso. Eu gosto do seu cheiro.

Camus corou, mas continuou com a cara amarrada.

—Vamos fazer logo o que viemos fazer.

—Que seria...?

Camus encarou Milo, e dessa vez não conteve um riso nervoso. Agora foi ele quem espalhou água no rosto do grego.

—Banho!

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—Por favor, Camus, tente evitar... Eu não quero passar por isso.

—Eu preciso cumprir meu dever como mestre e como cavaleiro. Não se preocupe, não vai acontecer nada. Só estou pedindo pra você por precaução.

—Não gosto disso. Não sou forte com o Aldebaram ou o Afrodite, se eu pensar em te perder vou ficar louco. Eu mato aquela Atena, eu mato todo mundo se...

—Para Milo!

A voz no cosmo do escorpiano era gélida, o tom que Camus usava quando falava sério com Milo sobre algo.

—Só faça o que eu te pedi, caso algo aconteça. Eu não confiaria isso a mais ninguém no universo.

—Contanto que você me prometa...

Camus sorriu. Olhou pela última vez a porta do seu quarto, onde tantas vezes vira Milo entrar.

—Você sempre me terá por inteiro. Posso contar com sua palavra?

—Até o fim.

“Que não deve demorar”- Pensou Camus.

—Hyoga está me esperando. Hora da batalha.

—Cuidado Camus.

—Milo...

Milo sentiu uma mão esmagando seu peito. Camus não estava fazendo isso. Não podia ser.

—Adeus, meu amor! Saiba que eu sempre te amei...

—CAMUS NÃO!!!!

Mas o cosmo de Camus silenciara. Concentrou-se na batalha, e Milo não conseguiu mais falar com o aquariano.

E não conseguiria mais a partir daquele momento.

— — — — — — — — —

—Shun?

O cavaleiro de Andrômeda já sabia o que ia acontecer. Ele achava que realmente não iria aguentar, mas, estranhamente, estava conformado. Hyoga havia decidido morrer em batalha, tentando superar seu mestre. Para que eles avançassem, para que eles seguissem em frente. Para que eles salvassem Atena.

—Shun?

—Oi?

—Tudo bem?

—Tudo, só estou um pouco cansado Seiya, só isso.

Seiya tinha um olhar preocupado no rosto.

—Shun, você percebeu que caiu?

—Hum?

Era verdade, só agora Shun reparara que estava olhando pro rosto de Seiya acima de sua cabeça.

—Não foi nada, eu disse que era só cansaço, vou ficar bem. Não se preocupe.

Seiya amparou o amigo. Estava preocupado. Faltava pouco tempo para salvar Atena. Só os dois haviam sobrevivido. Ainda tinham que passar por um cavaleiro e chegar até o mestre.

—Sim. Vamos em frente.

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Milo estava em seu quarto, em frente ao abajur com desenhos de flocos de neve que Camus tinha em seu quarto. Havia alguns dias que ele havia trazido aquilo para o quarto de Milo, mas ele não entendia o porquê.

Agora ele desconfiava que Camus já havia planejado algo. Deixar uma lembrança.

Camus sabia o que iria acontecer.

Isso era o que mais doía em Milo. Camus estava preparando para se despedir. Por isso ele estava tão próximo, tão aberto, tão doce nos últimos tempos.

Voltou no tempo.

— — — — — — -

Camus e Milo se banharam, com Camus um tanto envergonhado. Milo pedira que o aquariano o ensaboasse e lavasse seus cabelos. Sabia o que provocava em Camus, que dessa vez estava visivelmente nervoso, meio perdido com a presença do escorpiano. O toque do aquariano era gentil e firme, e Milo gostou de cada instante. Ficou praticamente imóvel, salvo por uma parte do corpo...

—Ah...

—Tudo bem?

—Tudo ótimo... vou ficar doente mais rápido na próxima vez, ou desmaiar com mais frequência... Quem sabe assim você não me ajuda no banho mais vezes.

Camus sorriu, tossiu e disse, um tanto encabulado:

—Bem, acho que basta pedir certo? Não tente se matar de novo, eu não quero te ver em uma situação de risco outra vez.

—Por quê?

—Você sabe.

Milo sorriu, e fechou os olhos. Pegou o sabonete.

—Só queria ouvir.

Camus ficou sério. Milo sorriu.

—Bom, hora de retribuir o favor não? Você foi fantástico comigo agora, minha vez de te ensaboar.

—Ehr... não, não precisa, na verdade... eu to, humph, bem, e...

Milo pegou o braço de Camus e começou a ensaboar devagar.

—Só relaxa tá? É só um banho, como você disse. Vira...

Camus ficou mais vermelho ainda. Milo se levantou. E sua ereção era completamente notável.

Céus, dessa vez Camus foi quem ficou tonto. Aquilo era uma estátua, não podia ser humano. Perfeito em cada centímetro. Molhado. E duro. Reto. Grosso.

—Pisca Camus.

—Há... imbecil.

Camus se levantou, e Milo o olhou de cima abaixo.

—Uau...

—O que foi?

Milo deu um sorriso extremamente sexy. Camus não entendeu, e quando olhou pra baixo, foi que a ficha caiu.

Perdera o controle.

—Camus, é... uau... nossa...

Milo soltou um assobio. Camus tinha causado a mesma impressão nele, de que era uma coisa perfeita. Milo já vira Camus pelado, mas duro... Grande, comprido... Cabeça vermelha, levemente curvado pra cima.

—É... desculpa... eu...

—Não precisa se desculpar... eu...

Quando Milo se aproximara com aquela cara de serpente que vai dar o bote, Camus se virou e se sentou.

—Pode começar pelo cabelo?

—Hum???

—Você não ia retribuir o banho? Então, que tal começar lavando meu cabelo?

—Oh, certo, é...

Milo alcançou uma escova próxima, ensaboou a cabeleira ruiva de Camus, e começou a pentear devagar. Quando estava bem espumado, começou a enxaguar gentilmente. Estava ajoelhado, e Camus sentado em sua frente.

—Te machuquei?

—Nem um pouco. Acho que vou deixar meu cabelo em suas mãos a partir de hoje.

Milo ainda passava a mão sobre a cabeleira molhada.

—Só o cabelo?

Camus sentiu sua ereção latejar.

—Que tal continuar com isso antes que a água esfrie, ou eu decida congelar você aqui?

—Céus Camus, como você consegue?- Milo pegou o sabonete e começou a esfregar os ombros de Camus.

—Consegue o que?

—Quebrar o clima. Levanta os braços.

—Devagar aí, eu sinto cócegas.

Milo estava emburrado. Lavou o aquariano como se ele fosse um animal num pet shop, devagar, testando onde ele reagia ou não.

—Vai ficar calado?

—Vou. Quer que eu fale mais o que? Correndo o risco de ser congelado...

—Foi uma brincadeira.

—Na hora errada. Acabei.

Camus ficou vermelho de novo.

—Só isso? Eu não tenho corpo da cintura pra baixo?

—Hum... posso cuidar então de algo mais além do cabelo?

—Eu te lavei inteiro...

—Quase...

—Bem, você pode fazer o mesmo...

—Só se você me responder uma coisa.

— O que?

—Gostou de me ensaboar?

—Sim.

Milo sorriu.

—Quer dizer, é, bem...

—Não fica encabulado, não precisa tá?

Milo começou ensaboando a lateral das coxas de Camus. Estavam de frente, de pé, se encarando. Milo começou a ensaboar a bunda do aquariano, que respirava fundo.

—Bom?

—Sim.

—E aqui?

Milo escorregou a mão para a frente, no sexo de Camus. Ele colocou as mãos nos ombros de Milo.

—Milo...

—Relaxa... só to lavando...

Milo ensaboava, e masturbava levemente o aquariano, que fechava os olhos, abria, suspirava...

—Bom?

—Sim...

—Pena que você não me lavou aqui, né? Terminei.

Camus ficou confuso. Estava indo tudo tão bem, ele iria quase...bem... em breve...

—Já?

—Quer que eu continue?

—Bem...

—Então que tal terminar seu serviço? Falta uma parte minha que você mal encostou...

—Milo...

—Camus...

Camus fechou os olhos, suspirou, e então...

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—Seiya.

Seiya parou e fechou os olhos.

—Neve nessa época?

Shun pegou o floco de neve nas mãos. Acabara de sentir a explosão do cosmo de Hyoga e de Camus.

—Seiya, o cosmo do Hyoga está dizendo adeus...

Shun olhava na direção da casa de Aquário. Seiya sabia o que ele estava sentindo. E como era recente, sabia que Shun poderia se descontrolar como ele quase fez há pouco tempo atrás.

—Não olhe pra trás Shun.

—Seiya...

—Olhe, bem a nossa frente está a última casa, a casa de Peixes. Depois dela está o salão do Grande Mestre. Se chegarmos lá logo, poderemos salvar Atena. É nossa missão Shun... Eles morreram por isso...

Shun suspirou, segurou as lágrimas, e se lembrou de Ikki, Shiryu e Hyoga.

—Está certo, vamos embora.

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—Milo?

—Ele não te responde também?

—Não. Acha que ele vai fazer alguma besteira, Mu?

—Não agora... mas eu não o culparia se fizesse, Aldebaram.

O brasileiro suspirou.

—É...

Milo estava quebrando pedras no jardim da mansão de Escorpião. Precisava liberar energia pra ver se com ela se esvaia a tristeza.

Camus morrera. Decidira morrer para dar uma última lição para Hyoga. Hyoga, seu pupilo, seu misto de quase um filho, quase seu irmão que havia morrido, e que Hefesto havia roubado a imagem. Hyoga, que se não fosse loiro, seria mais uma réplica da maior afeição da vida de Camus, seu laço mais memorável de amor... seu irmão...

Deveria ter matado aquele maldito cavaleiro de pato quando teve chance.

Quebrou mais algumas pedras. Aquilo era irracional. Ele passara a gostar de Hyoga também, mesmo sem conviver muito com ele. Por que ele fazia bem a Camus. Camus ficara mais doce, mais fácil de lidar desde que fora designado para cuidar do garoto.

E Camus pedira que ele cuidasse de Hyoga agora. Ele não confiaria em mais ninguém para isso.

—É isso que me resta, Camus? Cuidar da sua prole de guerreiro? Sozinho? Sem você?...

As lágrimas queimavam.

As lembranças também.

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Camus fechou os olhos, suspirou, e então...

—Obrigado. Terminamos não? Vou pegar as toalhas.

Camus saiu da banheira deixando Milo completamente pasmo.

—Como...?

Camus saiu pingando, pegou uma toalha e enrolou na cintura. A outra ele soltou em uma das mãos, e encarou Milo, que ainda estava de pé na banheira.

—Quer ajuda pra sair? Claro, eu me esqueci, desculpa.

Milo não estava processando bem o que estava acontecendo. Deixou que Camus o retirasse da banheira, sentiu o aquariano enxugando seus cabelos e o secando mecanicamente.

Eles estavam quase lá, não estavam?

—Camus...

—Vamos para o quarto? Vou pegar umas roupas limpas... Depois preciso ver se o Afrodite não tem mais nada pra te mandar, vou ver se arrumo alguma comida também...

Milo suspirou. Aquilo o cansou, tentar entender Camus naquela situação seria besteira, e era claro que ele estava fugindo de qualquer assunto mais íntimo.

—Vamos.

Após estarem trocados, e Milo acomodado, Camus perguntou:

—Precisa de mais alguma coisa?

Milo o encarou, os olhos azuis soltando faíscas que prendiam toda a alma de Camus.

—Entender.

Camus pigarreou, ficou vermelho e olhou pra baixo.

—Vou ver o Afrodite, e vou buscar comida. O que você quer?

Milo o encarava profundamente, ainda em silêncio.

—Provavelmente alguma coisa leve, certo? Vou ver o que eu arrumo...

Camus foi saindo do quarto. Milo jogou as mãos pra cima.

—Que porra mais complicada.

Quando balançava a cabeça, foi que notou algo ali no quarto.

— — — — -

Saga estava em si. Seu alter-ego, Ares, estava adormecido, com certeza para deixá-lo se torturar por tudo que causara.

A morte de seus amigos. MM, Shura, Camus...

Mas o que mais doía era a dor de ter matado Aioros. Não importa que houvessem se passado treze anos.

Por mais que dissesse que não fora culpa dele, ele havia machucado Aioros, ele havia mandado todos atrás dele, ele havia armado a situação toda.

Sim, ele matara Aioros.

Ele matara o único que um dia poderia tê-lo amado.

Afrodite havia espalhado seu cosmo pela escada que dava acesso ao salão principal. Os cavaleiros de bronze chegaram até ali. Mas daquela armadilha eles não poderiam escapar.

Mesmo que matassem Afrodite, eles não conseguiriam salvar Atena.

Pois nem Aioros salvara.

Estava tendo alucinações, não sabia se era pela culpa, ou por nervosismo. Os dourados, Atena, e até o próprio Aioros estavam ali, para se vingar, para matá-lo, para acabar com seus planos...

E as lembranças se misturavam com o presente...

Shion era forte, foi preciso um golpe mais do que potente e certeiro para acabar com ele. Seu primeiro pensamento foi em como ele e Mu eram parecidos. Prepotente, dizer que havia sentido nele o bem e o mal, a luz e as trevas... como queria expor o que Saga era e ficar sem punição? Ele mereceu morrer.

E escolher Aioros para ficar em seu lugar? Ele queria que Saga se afastasse de seu grande amor assim? Por que Aioros era inteiro, se assumisse tal posição ele com certeza o deixaria de lado.

Não, já que iria ficar sem Aioros, antes que fosse ele a tomar a decisão. Pronto. O velho estava morto, era só tomar suas roupas e sua posição. Esconder seu cosmo, usar algumas técnicas antigas que Kanon aprendera e o ensinara, antes que ele o isolasse no cabo Sounion, e pronto, era praticamente impossível descobrirem tudo.

Em um último sinal de respeito por aquele velho guerreiro, acomodou seu corpo em uma pedra, no centro do templo de Star Hill. Com um sorriso de deboche, vestiu as roupas de mestre e se dirigiu aos seus novos domínios.

Chegando lá, solicitou aos soldados novos serviçais, trocou suas roupas e as queimou em uma lareira. Tomou um banho e se vestiu. Mas antes de começar, precisava fazer algo.

Rabiscou um bilhete. Que virou uma carta.

“Aioros,

Me desculpe, meu amor. Não consigo fazer isso. Não estou te abandonando por que quero. Mas por que sei que não vou conseguir ser apenas seu ajudante, sem poder ser seu amante, sem poder te tocar. Eu te conheço Aioros, você vai assumir o papel de Grande mestre, e não vai permitir que nada que seja encarado como uma distração fique entre sua missão de vida e sua consciência. Você vai ser o melhor, mas eu não posso assistir isso sabendo que você não será meu. Não se preocupe, eu ficarei... vivo... vou sair do Santuário, da Grécia, da Europa se possível. Não te prometo que nos veremos novamente, por que se for para fazer isso, é para ficarmos juntos para sempre. E você não vai me dizer não, mas também não dirá não a sua nova responsabilidade. Não posso te trazer esse peso.

Aioros, eu morreria por você. Eu te amo. Mas não posso fazer isso com você. Nem comigo.

Eu guardarei nossa última noite sempre em meu coração.

Nunca haverá ninguém além de você.

Adeus.

Saga”

Dobrou a folha em dois, e por cima escreveu:

“Sempre te amarei.”

Era um último lampejo de sua real personalidade. Um último lampejo de Saga. Sentiu as lágrimas rolando, e mandou chamarem Aioros.

Enquanto isso, fora verificar Atena. O bebê, que era a deusa reencarnada, dormia silenciosamente em um quarto próximo ao seu.

Isso protegeria o mundo? Essa coisinha, toda delicadeza, toda carente de cuidados? Era de se fazer rir.

Shion trouxera a bebê Atena junto com um cetro para o quarto. A prova que ela era divina, o báculo de Nike, a deusa que conduziria sempre a vitória.

Bom, isso não era um problema agora.

Primeiro, Aioros.

Ao chegar no salão principal, seu choque foi tamanho que quase teve que correr para não se denunciar. Mas Ares o conteve, com seu ar zombeteiro, falando em sua cabeça.

Aioros estava ajoelhado, uma das mãos no rosto, urrando, chorando, com a carta na outra mão.

Seu maior desejo era se aproximar, tomá-lo em seus braços, e confortá-lo... Mas não poderia mais fazer isso... não sem se denunciar.

—Mestre, o Saga... o Saga...

Foi se aproximando de sua cadeira.

—O que houve?

Graças aos embustes de Kanon, sua voz era igual a do falecido Shion. Bastava copiar suas atitudes.

—Saga fugiu mestre, disse que não saberia lidar comigo como grande mestre... e se foi... e pelo que vi, não quer ser encontrado.

Tinha que fingir surpresa.

—Mas e agora? Como faremos? Sem a ajuda de Saga, as coisas podem ficar difíceis... Você tem que encontrá-lo, ou escolher entre seus amigos alguém que...

—Mestre, não.

—Não o que Aioros?

—Não posso assumir seu posto. Me perdoe, peça a Atena que me perdoe, mas não posso fazer isso. Sem o Saga, na verdade...

—Você prefere morrer a viver sem ele Aioros?

Sem hesitar, o sagitariano respondeu.

—Mil vezes.

—Você o ama tanto?

—Totalmente.

Saga demorou pra se recompor.

—Escolherei outro cavaleiro. Acho que isso não precisa ser urgente. Mas vamos, chame os outros e partam atrás de Saga. Talvez ele ainda esteja por perto. Deixe um apenas aqui e se apressem.

—Mestre... obrigado...

Aioros sorriu e saiu para uma busca inútil.

Saga chorou. Ares ria.

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Seiya encarou a escada coberta de rosas. Shun havia escolhido lutar sozinho, e prometera alcança-lo. Ele queria acreditar no amigo, mesmo sabendo que, como os outros, ele escolhera morrer para que ele avançasse.

Ele queria ter esperança que Shun venceria.

Faltava menos de uma hora.

—Não vão ser umas florzinhas que vão me deter agora.

Avançou. Para desmaiar.

Ainda bem que sua mestra estava se aproximando.

— — — — -- -

A rosa branca começou a fazer seu papel. Afrodite jazia em sua frente. Shun provara que era um homem de verdade. Sentiria mais alegria se seu sangue estivesse correndo por seu corpo, e não em direção a rosa fincada em seu peito, que ia se tornando vermelha aos poucos.

Mas vencera. Vingara seu mestre. Provara a todos, mesmo que já estivessem mortos, que era um homem que lutaria até o fim.

Ikki, Shiryu, Hyoga... vocês viram? Eu fiz, cheguei até aqui.

—Seiya, me desculpe por não poder te alcançar. Mas eu acredito em você...

A penúltima imagem vista foi a de seus amigos juntos, seus irmãos, sua família.

A última foi Hyoga. Sorrindo, estendendo sua mão.

E em meio ao perfume das últimas rosas que Afrodite plantara, Shun deu seu último suspiro.

Faltava apenas Seiya morrer.

Notas finais
Como eu disse, estou importando a história, não corrigi ainda! Então me desculpem os erros e me avisem onde virem um que eu corrijo prontamente. Bjos, mais uma vez peço desculpas, e até semana que vem!