Two Worlds Collide
12 Cap. XII — Before the Prom
Notas iniciais
— Lucy Quinn Fabray! — gritou Santana pelo telefone. — Pare de comer a anã por que o Finn está louco atrás de você!
Quinn bufou. Não estava, tecnicamente, comendo Rachel... Era ela quem dava beijinhos e mordia seu pescoço quando decidira atender o celular, que já tocava pela milésima vez.
— Não chame Rachel de anã — ralhou Quinn, soltando um gemido quando a morena deu uma mordida particularmente forte em seu pescoço.
Santana riu.
— Tem certeza de que não estão se comendo? — perguntou, a voz carregada em sua ironia habitual.
— Cala a boca, Santana — disse Quinn, empurrando Rachel delicadamente. Ela caiu ao seu lado, irritada. — Ah, qual é, são só cinco minutos! — exclamou, revirando os olhos. Santana riu mais alto. — Diz para ele vir para cá às sete.
— E o hobbit? — perguntou a latina.
— Vai com o Jesse.
— Uau, que bafo. — E Santana desligou o telefone, provavelmente indo contar para todo o Glee o que acabara de ouvir.
— Acho melhor eu ir — falou Rachel, voltando a ficar em cima de Quinn, traindo sua fala ao dar-lhe um beijo molhado.
— Temos que nos arrumar — continuou Quinn, tirando fôlego entre os beijos. Continuaram se beijando até que alguém bateu na porta.
— Quinny? — chamou a Sra. Fabray. — Está se arrumando? Precisa de ajuda?
— Não, mãe! — respondeu Quinn, praticamente jogando Rachel para fora da cama. — Rach está me ajudando com o vestido! Obrigada.
Permaneceram em silêncio até os passos da Sra. Fabray sumirem escada abaixo.
— Então quer minha ajuda para colocar seu vestido? — Rachel deu um sorriso sacana.
— Vai embora — mandou Quinn, embora sorrisse. — Te encontro na escola.
Ela empurrou Rachel porta a fora, mas não antes de lhe dar um selinho.
— Quinny, seu par está aqui! — gritou a Sra. Fabray do andar de baixo.
Por um segundo, Quinn conseguiu visualizar Rachel a esperando ao pé da escada, com um sorriso perfeito em seu rosto. Mas a ilusão se desfez quase que imediatamente: iria com Finn, fingindo que estavam namorando tão perfeitamente quanto estava há um mês. Decidida a “terminar” finalmente com ele após o Baile, Quinn também iria contar a mãe com quem estava de verdade, mesmo que provavelmente lhe custasse sua boa casa novamente. Toda aquela falsidade terminaria após ganhasse a Coroa.
Ela desceu as escadas lentamente com seu vestido azul-claro, sorrindo a uma Sra. Fabray orgulhosa e um Finn abobado.
— Me deixa pegar a câmera — disse a mãe de Quinn, deixando os amigos a sós.
— Você está ótimo — elogiou Quinn.
— Você é a garota mais bonita que já vi na vida — falou Finn hipnotizado. — Rachel é uma garota de sorte — sussurrou depois.
Quinn sorriu e se aproximou de Finn, indicando com a cabeça a caixa pequena que ele carregava nas mãos.
— Ah, sim. Rachel comprou esse bracelete pra você. — Ele abriu a caixa dourada e colocou o bracelete no pulso de Quinn. — Ela disse que não conseguiu se controlar ao vê-lo na loja a caminho de casa. Pediu desculpas a Mercedes por isso. E também falou que a fita combinaria com seus olhos.
Quinn se forçou a não chorar. Seu bracelete feito com as flores do jardim de Mercedes estava pronto e ela o vira quando fora no dia anterior a casa de Rachel. Era impossível, e ao mesmo tempo romântico, que ela tivesse desistido da sua ideia do baile comunitário só pra lhe comprar um bracelete caro. Anotou mentalmente que assim que chegasse ao colégio, compensaria Rachel de alguma forma.
Ela se inclinou e deu um beijo na bochecha de Finn.
— Você é a melhor pessoa do mundo — comentou. — Como pode ser tão bom assim?
Antes que o garoto respondesse, no entanto, Sra. Fabray entrou novamente no hall.
— Certo, hora da foto. — Ela admirou Quinn por um tempo. — Você parece a Cinderela.
Sra. Fabray empurrou Quinn para junto de Finn e tirou algumas fotos.
— Vamos agora? — perguntou Finn desconfortável.
— Claro — disse Quinn, dando um beijo de despedida na mãe e empurrou o garoto para fora de casa.
— Tem um papel e caneta aqui? — perguntou Quinn a Finn, dentro da camionete antiga dele.
— Talvez dentro do porta-luvas, por quê?
— Quero deixar um recado para Rachel, já que vamos passar no Breadstix — informou.
O garoto riu.
— Manda uma mensagem, cadê seu celular?
— Aqui... — Ela tirou o telefone da pequena bolsa que carregava e digitou a mensagem rapidamente.
“Obrigada pelo bracelete. Queria que fosse você que o tivesse me entregado. Amo você, Quinn.”
— Não sei, acho que seria mais romântico com o bilhete — comentou depois de enviada a mensagem.
— Com Jesse ao lado dela pra ver tudo? — disse Finn, dando uma olhadela para a garota enquanto estacionava o carro na porta do Breadstix. — Eu não acho.
— Ele vai estar do lado dela a noite toda de qualquer jeito... — falou Quinn tristemente.
Finn desligou o motor e virou-se para ela.
— Por que quis que ele a levasse, então? — perguntou.
— Mesmo sendo um idiota, eu sei que ele gosta e se importa com ela. Não queria que ela ficasse sozinha no Baile.
Quinn suspirou enquanto Finn a abraçava de lado. Queria entrar naquele bar e sorrir para Rachel. Queria entrar lá e beijá-la sem que ninguém se importasse, sem segredos. Queria amá-la sem constrangimentos, era pedir demais?
— Anda — chamou Finn. — Vamos ver se sua namorada está lá dentro.
Quinn avistou Rachel assim que entrou. Ela estava ao lado de Jesse, parecendo desconfortável com o braço direito dele perpassado por suas costas. Sentavam com Sam e Mercedes e Jesse parecia, sem nenhuma surpresa da parte de Quinn, que dominava a conversa.
— Me dá a mão — sussurrou Finn para a garota, que parecia hipnotizada com a visão de Rachel em seu vestido tomara-que-caia rosa.
— Ficou louco? — exclamou num murmúrio. — Rachel me mata!
— Estamos atuando, Quinn. Ela também está.
— Às vezes acho que essa foi uma péssima ideia — suspirou cansada, encaminhando-se para a mesa de Rachel. Finn ativou seu sorriso falso e assim fez Quinn. Depois, ela percebeu que não precisava daquilo se estava vendo Rachel.
— Vocês estão ótimos! — exclamou, fitando tão diretamente Rachel que esta corou. — E não se esqueçam de votar em Hudson/Fabray hoje.
— Oi, Jesse — cumprimentou Finn, crispando de raiva por dentro ao ver o garoto que acabara com o coração da garota que amava. — Pediu o que? Ovos mexidos? Sei que geralmente os prefere na cabeça das pessoas.
Rachel ergueu a cabeça, olhando desesperadamente para Quinn. Podia estar confundida com seus sentimentos em relação a Jesse, mas não era legal atirar insultos nas pessoas daquela maneira. Finn tinha que parar, mas ele mesmo não conseguia controlar o que dizia. Se Jesse fizesse Rachel chorar ou magoasse Quinn por conta dela, ele teria de ir acertar as contas.
— Quinn, você está linda — elogiou Jesse, ignorando momentaneamente o insulto de Finn. — O fantasma de Grace Kelly. Me avise se cansar do seu namorado — Rachel sofreu um violento acesso de tosse ao ouvir essa palavra — pisando nos seus pés a noite toda. Estarei feliz em ajudar.
Jesse e Finn se encararam com raiva pelo que se pareceram horas, mas foi Mercedes quem quebrou o silêncio.
— OK gente, já deu. Estão arruinando as vibrações. Quinn, você tá linda. Finn, você também. — Os dois agradeceram com a cabeça. — Amo vocês, mas caiam fora. Nos vemos lá.
Quinn deu uma piscadela para Rachel e seguiu Finn para fora do Breadstix. Antes de sair, no entanto, ouviu seu celular gritar avisando uma mensagem nova.
“Bracelete perfeito para a garota perfeita. Encontre-me na porta do ginásio às nove. Amo você também.”
É, até que o Baile poderia ter um pouco de diversão.
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