Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

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Uma das luxuosas salas privadas de espera do aeroporto de Nova Iorque estava ficando cada vez mais cheia a cada minuto que se passava. As confortáveis poltronas já estavam quase todas ocupas, assim como as tomadas e as entradas de USB para carregar os celulares, laptops e tabletes.
As conversas paralelas de cada pequeno grupo que se formava ganhavam força à medida que os assuntos ficavam mais interessantes. Os risos e gargalhadas podiam ser escutados até mesmo do lado de fora da sala. O grupo estava animado pela perspectiva da “pequena” férias que teriam em família. Seriam quase três semanas de pura diversão e descontração, longe de trabalho e das preocupações diárias.
— Cadê a porra do Jake, do Seth e do Embry que ainda não chegaram? — perguntou Paul irritado, para ninguém em especial. A verdade era que o moreno estava de cabelos em pé devido aos cuidados redobrados que agora teria que ter com os filhos. Os gêmeos haviam começado a andar há duas semanas. — Já são 09:40hs! Decolamos às 10:15hs! E esses viados ainda terão que despachar as malas — falou enquanto cercava o pequeno e elétrico Billy. O menininho não parava quieto.
Jared e Quil ajudavam Paul nos cuidados dos peraltas e andarilhos gêmeos. Sam e Lancarter apenas observavam e riam.
— Jake ligou informando que chegaria em cima da hora. Ele disse que ocorreu um imprevisto com a Chaveirinho, mas não entrou em detalhes — Quil disse enquanto pegava o sobrinho no colo, mas Harry gritou contrariado pois queria ficar no chão. O moreno acatou a vontade do pequeno na mesma hora. — Embry e Seth estão vindos juntos e disseram que já estavam chegando. Isso já faz quinze minutos que liguei — conclui o moreno.
— Está tudo bem com a nossa princesinha? — intrometeu-se Rachel na conversa.
Ela estava sentada um pouco distante com as outras mulheres, mas ao que parecia, estava prestando atenção em tudo ao seu redor.
— Acredito que sim, ou o Jake falaria — Quil respondeu para a irmã.
Rachel balançou a cabeça em concordância antes de voltar a conversar animadamente.
Nem cinco minutos tinha se passado quando a porta foi aberta.
— A cereja do bolo chegou! — Embry apontou para si próprio ao entrar na sala de espera que a família havia alugado no aeroporto. — Cadê os pivetinhos do tio? — falou sorridente para os gêmeos que davam gritinhos de felicidade com a chegada do tio.
— Embry! — Rachel repreendeu o irmão caçula, mas não conseguiu se manter séria por muito tempo, já que o mais novo jogava beijos no ar para ela. — Não fala assim dos meus filhos! — Sorriu por fim.
— Cara, mas os gêmeos são uns trombadinhas mesmo. — Seth sorriu enviesado. Ele vinha logo atrás de Embry. — Também, são filhos do Paul! — Pegou no colo um dos gêmeos. Embry segurava outro.
Eles adoravam os levados sobrinhos.
— Não sei como vocês ainda não se acostumaram com a falta de juízo desses dois. — A loira grávida entrou, seguida da amiga Babi. — Desculpem pela demora, mas essa barriga tem vontade própria. — Apontou sorridente para o enorme volume abdominal.
No caminho até o aeroporto, Jenniffer fez o namorado parar duas vezes o carro em algum posto de gasolina para que pudesse usar o banheiro. O que no final acabou acarretando o atraso.
— Caralho! Esse gato escaldado do satã vai também? — Paul engoliu a réplica que falaria para o irmão mais novo assim que viu a cunhada entrar com a gata no colo. — Achei que vocês tinham contratado a tal babá de animais para ficar com a bicharada. Ao menos o cachorro endemoniado do Embry não veio.
— E nós contratamos. Mas apenas para os cachorros — Seth ditou sério. — Pandora vem com a gente. Não confio em ninguém para ficar com ela.
A verdade era que desde que a gata começou a seguir Seth para todos os lugares da casa, o moreno tinha desenvolvido um sentimento de posse e proteção pela exótica felina. Ele adorava de verdade a gata sem pêlos.
— Você está virando um boiola. Isso sim! — gargalhou Paul.
Os demais acompanharam.
— Já foi se foder hoje Paul? — Seth perguntou sarcástico para o irmão mais velho. — Boiola é a minha rola!
— SETH! — Rachel e Leah, assim como todas as outras mulheres da família, gritaram ao mesmo tempo em repreenda.
O caçula Clearwater ainda sustentava o sobrinho no colo enquanto distribuía os xingamentos.
— Foi mal! — Sorriu sem graça. — O bom é que eles ainda não entendem.
— AINDA! — rebateu Rachel, já catando Harry do colo do primo. — Não quero que a primeira palavra que os meus filhos vão falar sejam palavrões!
— Temos que ficar ligados nas merdas que fala... — Embry começou o discurso, mas foi igualmente repreendido com o olhar duro das mulheres da família. — Porra, saiu sem eu perceber!
Leah revirou os olhos ao pegar o sobrinho no colo do primo. Seth e Embry seriam como duas eternas crianças grandes. Eles não conseguiam manter juízo por muito tempo, sempre teria essas deslizadas infantis em algum momento.
Porém, um fato significante, que todos haviam notado desde que Embry sofreu o atentado, há quase dois meses atrás, era que ele tinha se tornado muito mais responsável e equilibrado quando o assunto era a namorada grávida e o filho que em breve iria nascer.
O caçula dos irmãos Black tinha mudado de forma drástica quando se tratava das duas vidas que agora dependiam totalmente dele . Embry havia se tornado mais atento, paciente, responsável e calmo com a gestante. Isso afetou de forma significante a gestação delicada. Jenny nunca mais havia apresentado o quadro de vômito compulsivo. E por mais que ainda enjoasse algumas vezes, nada era mais tão dramático como antes. Isso fez com que o bebê voltasse a se desenvolver bem, crescendo e ganhando peso cada vez mais.
— Embry, você tem que ficar atento ao que fala — a brasileira grávida falou antes de sentar na cadeira acolchoada. — Criança absorve tudo o que falamos. Não quero que o nosso filho seja proibido de brincar com os amiguinhos porque tem a boca mais suja que um marinheiro tatuado. — Sorriu pela própria piada.
— E lá esse desmiolado tem algo dentro do crânio? — Barbara implicou, como sempre, com o compadre. — Coitado do meu afilhado. Olha o pai que foi arrumar! — Sorriu irônica para o moreno.
Embry ergueu o dedo do meio para a brasileira morena. Barbara apenas sorriu de forma irônica. Eles nunca paravam de implicar um com o outro, por mais que no geral fosse de brincadeira.
Antes que a pequena discussão se acalorasse entre os dois, Jenniffer — de forma sabia —, reclamou sobre algo qualquer. Ela sabia que isso sempre funcionava. O namorado e a melhor amiga esqueciam qualquer desavença quando o assunto era o bem estar dela e do bebê.
Logo todas as atenções se voltaram para gestante. A previsão era que o bebê fosse chegar dali a mais ou menos vinte cinco dias.
Embry chegou a cogitar cancelar a viagem que ele próprio tinha escolhido, mas por insistência da namorada acabou mudado de ideia. Claro que com aval da prima médica. Leah havia liberado a viagem, mas com algumas ressalvas. Porém todos concordaram em adiantar em uma semana. Assim eles teriam uma média de dez dias, após retornarem, para a chegada do mais novo membro da família.
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Os minutos se passaram e o embarque no jatinho particular do grupo foi autorizado pelo piloto, mas ainda faltava chegar alguns membros da família.
— Porra, cadê o Jake? — Embry perguntou impaciente.
Todos já estavam praticamente acomodados dentro do Jato.
— Ele falou que já chegou no aeroporto. — Rachel informou após desligar a ligação. Ela tinha acabado de ligar para o irmão. — Logo ele entrará aqui.
Foi só Rachel terminar de falar, que pela porta da pequena aeronave, entrou o casal. Jacob carregava a filha embrulhada no colo e Renesmee a cachorrinha de estimação.
— Desculpem pelo atraso. — Jacob já entrou se desculpando. Ele detestava atrasos, mas agora que a filha havia nascido, percebeu como era fácil se atrasar. — Mas essa mocinha aqui aprontou um verdadeiro escândalo na hora que estávamos saindo de casa. Por isso que atrasamos a nossa chegada. — Ele caminhou para um dos bancos vagos.
O co-piloto vinha logo atrás do casal, ajudando com algumas bolsas e o bebê conforto. Jacob passou a filha para o irmão mais velho e começou a instalar o acessório no assento do jato.
— O que fizeram com a minha princesinha? — Rachel perguntou risonha.
Valentina seguia dormindo agora nos braços de Quil. Ele havia levantado para auxiliar o irmão.
A bebezinha passou de um colo para o outro sem se abalar. O rostinho sereno demonstrava que ela dormia um sono profundo, mas a face ainda ruborizada denunciava que a bebê havia chorado muito. A chupeta cor de rosa estava fixa nos lábios
— Ela só não estava se sentindo confortável com... — Renesmee começou a falar, como sempre amenizando os fatos.
— Não estava sentido confortável? Ela berrou em plenos pulmões porque algo não estava exatamente no agrado dela. — Jacob revirou os olhos ao interromper a esposa. — Imagina como foi para nós descobrirmos o que era? Demorou horas! — Ele conferiu a cadeirinha afivelada no banco e indicou o irmão para por a bebê lá. Por fim, pôs o cinto de segurança no pequeno corpinho. — Nós a agasalhamos com uma das roupinhas que compramos para ela usar em Aspen. Mas acho que a roupa é realmente muito quente, própria para extremas temperaturas negativas — ditou pensativo. — Ela resmungou por algum tempo, mas foi só na hora que estávamos de saída que ela abriu o berreiro, um verdadeiro escândalo. Fizemos de tudo. Renesmee amamentou, trocou a fralda, massageou a barriguinha pensando que fosse cólica... realmente fizemos de tudo. Quando já estávamos pensando em ir para a pediatra, Lupita pediu para segurá-la. Foi então que ela, ao pegar de uma forma diferente, segurado pela base do pescoço e da coluna, notou que Valentina estava suando. Então Lupita nos sugeriu dar um banho e trocar a roupa. Por uma roupa quente, porque está frio, mas não uma para ser usada na neve. Dito e feito! — Jacob encerrou a história com um sorriso enviesado.
Todos riam. Valentina apesar de ser bem pequena para idade, já mostrava uma personalidade única e marcante.
— Jake, na maioria das vezes que olho para a Chaveirinho até esqueço que é sua filha, de tão parecida que ela é com a Nessie. Mas são nessas horas que não tem como ignorar a sua significativa contribuição. — Paul já sorria. — Essa garotinha puxou o seu temperamento dócil e amável. Que maravilha! — ironizou.
— Valentina também tem muitos traços físicos do Jake! — Renesmee saiu em defesa. Ela amava ver esses traços do marido na filha. — As mãos e pés são do Jake, assim como queixo e boquinha. — pontuou encantada.
— E lá macho fica reparando em mãozinha e boquinha? — Paul replicou gargalhando. — O que é notório que ela puxou ao Jake é esse temperamento suave e doce, igual a coice de mula! — debochou.
Jacob limitou-se em mostrar o dedo do meio para o cunhado. Não estava a fim de gastar energia com uma discussão descabida com o cunhado. Até porque no fundo Paul tinha razão. Valentina tinha uma personalidade marcante, que já mostrava desde bebê. Com certeza não era uma característica herdade da passiva mãe de origem Amish.
Logo todos estavam sentados e o piloto anunciou a decolagem.
Renesmee e Claire estavam nervosas. Seria a primeira vez que elas iriam andar de avião.
Seus respectivos esposos tentavam distraí-las durante a decolagem, enquanto que os demais estavam desfrutando de todo o conforto do jato de luxo da família.
A aeronave estava em sua capacidade total, mesmo que Emmett e Jasper, com suas esposas, fossem encontrar o grupo somente na outra semana. Se fossem todos juntos o jato não iria ser capaz de acomodar todos. A família havia crescido em pouco tempo, estava na hora do grupo procurar um jato maior.
A viagem duraria um pouco mais de três horas. E seria um desafio manter os bebês quietos durante todo esse tempo.
Entre muitas piadas e brincadeiras, a viagem no geral passou rápido. Rachel havia dado mamadeira para os filhos e eles logo dormiram em suas cadeirinhas. Já Valentina acordou uma única vez para mamar e trocar a fralda suja, mas logo voltou a dormir também.
Quando o piloto anunciou a aterrissagem, as ex Amish concluíram que não era tão ruim andar de avião. O voo tinha sido tranquilo e sem nenhuma intercorrência.
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O caminho do aeroporto de Aspen até a propriedade da família era de aproximadamente uma hora de carro. A bela paisagem absolutamente branca era de tirar o fôlego. Tudo era tão belo e encantador, tanto para quem estava apreciando a paisagem pela primeira vez como para quem já tinha feito aquele caminho muitas vezes antes. Todos ficavam, igualmente, encantados com o cenário que se desenhava no pico das montanhas branquinhas, nos lagos congelados e nos pinheiros cobertos de neve.
— Chegamos! — Jacob anunciou para os ocupantes daquele carro, assim que parou o luxuoso SUV. — Nessie, espera dentro do carro com a Chaveirinho. Primeiro vamos abrir a casa, já venho buscar vocês. Não quero que fiquem expostas nesse frio. Estão aquecidas aqui dentro do carro.
— É melhor ficar também, gatinha. — Quil também falou para amada. Claire estava no banco de trás do carro, ao lado da melhor amiga. O bebê conforto estava instalado no meio das duas ex-Amish. — Iremos ajeitar tudo lá dentro da casa e viremos buscá-las assim que estive tudo pronto. Será rápido, não iremos demorar.
Os dois irmãos Black saíram do carro, mas deixaram o veículo ligado para o aquecedor permanecer funcionando. Os outros homens da família fizeram o mesmo nos demais carros.
No total eram quatro Land Rover que a empresa que fazia limpeza e manutenção da casa havia deixado no aeroporto para eles. Rachel havia cuidado de todos os detalhes com a empresa para chegada deles. Até abastecer a dispensa a empresa tinha feito, claro que por uma pequena fortuna.
— Vamos, Nessie. — Jacob abriu a porta do carona para ajudar a esposa descer. — Me passa ela. — solicitou o bebê conforto que a esposa já havia soltado do banco e segurava no colo. — Vamos que lá dentro já está tudo ligado.
Jacob carregou o bebê conforto com a filha em uma mão e na outra apoiava a esposa para caminhar através da generosa camada de neve, percorrendo o curto caminho de forma rápida.
Renesmee, assim como Valentina, já estava devidamente vestida. A Amish havia colocado a roupinha de neve na filha ainda no avião, antes do pouso.
Quil também ajudou a amada, que carregava Branquinha no colo. Os demais homens da família também auxiliavam as suas respectivas esposas a caminharem pela neve.
Lancarter ajudou Paul a carregar os gêmeos. Já Embry quase pegou Jenny no colo, pois tinha medo dela escorregar e cair com aquela barriga enorme, mas a loira não permitiu de jeito nenhum a degradante cena. Apenas o braço do moreno iria servir para ajudá-la a caminhar na fofa neve.
Seth também foi ajudar a namorada a descer do carro e caminhar pela neve, mas o máximo que conseguiu foi pegar a gata de suéter no colo. Barbara ainda não havia perdoado o namorado desde a última briga deles.
— Uau! Vocês realmente têm bom gosto. — Jenny disse assim que olhou toda a luxuosa sala principal da casa. — Que casa linda!
— Agora também é sua, Baby. — Embry colou o corpo ao da namorada, enlaçando os fortes braços na cintura larga pela gestação avançada. Ele já tinha recuperado os quilos e músculos que havia perdido devido ao atentado. — Se você gostou do que viu aqui na sala, imagina quando ver o nosso quarto. — falou malicioso.
Todos riram.
— Espero que, pelo menos, seja tudo novo. Eu me nego a deitar em cama que tu transava com puta de quinta categoria. — Jenny rebateu enciumada.
Por mais que ela tentasse se mostrar indiferente, estava cada vez mais difícil. As emoções na gravidez ficavam descontroladas.
— Pode ficar tranquila, minha querida cunhadinha, em nenhuma propriedade da família é permitido a entrada de putas. — Rachel quem respondeu. — Vocês são as primeiras mulheres que os rapazes trazem aqui. Todos os anos sempre viemos aqui passar algum tempo durante o inverno. De mulher só Leah, Emily, kim, Rose e eu que já viemos aqui ou nas outras casas que temos juntos. — o aviso foi dado não só para a grávida, como para as demais. — Então podem aproveitar! — Sorriu maliciosa.
— E pode ter certeza que vamos aproveitar. — Embry apertou a bunda da namorada sem pudor algum dos demais estarem vendo a cena. Jenny ficou com a face vermelha. — Garanto que se já não estivesse esperando o nosso moleque, nós iríamos acabar fazer um “Olaf”, bem aqui nessa aventura congelante!
— Idiota! — Jenniffer retirou a mão no namorado, que ainda repousava em uma de suas nádegas. Mas não aguentou e logo se juntou ao corro de risadas. — Para de falar besteiras e vá buscar as malas. Já estou com fome e a Babi me prometeu um lanche bem gostoso para alimentar o afilhado!
— Embry, vai logo buscar as malas que o meu afilhado está com fome! — Babi endossou o coro da amiga. — Seja útil para alguma coisa além de falar besteiras. — Sorriu debochada.
Embry revirou os olhos, mas foi sem reclamar descarregar o carro. Babi e o caçula dos irmãos Black jamais perdiam a oportunidade de um implicar com o outro.
— Nessie, vou aproveitar para também tirar as malas do carro e levar para o nosso quarto. — Selou, de forma breve, os lábios da amada e deixou o bebê conforto, com a filha dentro, encima do enorme sofá em que a loira havia sentado. — Volto para te mostrar o nosso quarto assim que tiver levado todas as malas para lá. Espero que tenham providenciado o berço que pedi. — Jacob olhou para a irmã, a quem tinha direcionado a pergunta.
— O berço já foi instalado no seu quarto, Jake. — Rachel falou enquanto levava um dos gêmeos ao seio para mamar. Harry havia acabado de acordar, mas não tinha aberto o berreiro como de costume, o que evitou acordar o irmão e a prima, que ainda dormiam. — Fiz questão de escolher tudo de melhor para a nossa princesa e os nossos príncipes.
Jacob concordou satisfeito e seguiu junto com os demais homens da família para descarregar os carros. Já as mulheres e crianças permaneceram na confortável e aquecida sala.
Enquanto todas conversavam sobre os planos e atividades que fariam na temporada de férias em Aspen, os bebês seguiam dormindo e apenas Harry mamava no seio da mãe.
Jenniffer acabou deitando a cabeça no colo da amiga brasileira e pondo os pés inchados sobre algumas almofadas. Ela estava inchando muito agora no final da gestação, sem contar que a coluna lombar parecia estar pegando fogo.
— Jenny, tem certeza que está bem? — Leah questionou preocupada ao vê os pés da gestante. — Já não tenho mais certeza se realmente foi uma boa ideia virmos para Aspen. — concluiu a médica.
Todas se mostraram igualmente preocupadas com a gestante. Renesmee estava assustada em ver os pés da cunhada. Como a sua gestação foi interrompida de forma brusca antes de chegar em um estágio mais avançado, aquilo era novidade para ela.
— Eu estou ótima, mas tem coisas que são inevitáveis, ainda mais agora nesse último mês. Por exemplo; a fome! — Sorriu para as mulheres que a observavam. — Eu realmente estou me sentindo ótima. Só a coluna que dói e os pés que estão inchando, mas isso já era esperado. — tranquilizou as demais. — Mas realmente estou com fome.
— A dispensa e o freezer já estão totalmente abastecidos. — Rachel anunciou. — Tem certeza que não seria melhor contratar uma cozinheira? Eu não tenho habilidade alguma na cozinha. Sinto-me inútil por não poder ajudar em nada. Ainda acho que deveríamos por empregados na casa!
— Eu também não sei fazer nada além de ovos e bacon para o café da manhã. — Kim endossou o coro.
Leah e Emily concordaram. Elas não sabiam fazer praticamente nada das tarefas domésticas.
— Claro que é melhor termos a liberdade de ter a casa somente para nós. Sem empregados, ao menos aqui. — Barbara começou a dizer. — Eu já falei que posso ficar responsável pelas refeições.
— Eu também irei cozinhar e cuidar da casa. — Renesmee concordou. — Apenas preciso de ajuda para olharem a Valentina enquanto faço as tarefas domésticas.
— Isso, podemos fazer! — Sorriu Leah ao falar.
— Eu também farei parte do time que faz comida e arruma casa. — Claire prontamente ofereceu.
— E eu irei ajudar no que for preciso. Também sei cozinhar muito bem. — ditou orgulhosa a brasileira grávida.
— Você vai ficar é com a bunda sentada no sofá! — Babi rebateu em forma de ordem. — Já tem a Nessie, Claire e eu para cuidarmos da comida e da casa. Você tem que descansar. Já basta as atividades que faremos aos longos dos dias. Descanse e cuide apenas do bem estar do meu afilhado e o seu. — finalizou coerente.
Todas concordaram com Barbara, e a grávida acabou cedendo.
A verdade era que foi um verdadeiro impasse com relação aos afazeres da casa. Uma parte queria contratar empregados, já a outra parte queria a liberdade de ter a casa livre de empregados desconhecidos. Por fim, concordaram em não por empregados já que Renesmee, Claire e Barbara faziam questão de cuidar de tudo.
— Pronto, já está tudo aqui! — Embry chamou atenção para si. Ele havia acabado de descarregar o carro junto com os demais. — A malas já estão em nosso quarto e as bolsas de compras lá na cozinha. — finalizou
— Compras? — Raquel perguntou um pouco confusa. — Mas eu já tinha mandado abastecer a dispensa com absolutamente tudo que iríamos precisar.
— Mas temos uma grávida brasileira aqui. — Seth disse sorridente. — E ela faz questão de comer comida brasileira. E a minha gostosa prepara cada coisa maravilhosa! — sentou ao lado da namorada.
Babi não sorriu para o namorado. Ainda estava com o relacionamento balançado.
— Mas hoje vamos comer na cidade. Já fiz a reserva. — Jared anunciou. — O ideal é sairmos de casa em duas horas. Assim podemos aproveitar para passear pela cidade e depois jantar.
Todos concordaram e a maioria seguiu para os seus respectivos quartos no intuito de se trocarem, porém alguns outros optaram por primeiro fazer um tour pela Mansão para conhecer a bela propriedade.
A casa era fabulosa com seus três andares de puro luxo e bom gosto. Havia um total de 14 suítes, quatro salas de descaso e TV, dois salões de jogos, uma enorme sala de jantar, uma cozinha grande e muito bem equipada, além de uma piscina e uma jacuzzi aquecida com água borbulhante.
Em todos os cômodos da Mansão tinham ladeiras elétricas e aquecedor central com controle de temperatura individual para cada ambiente. Todo era de extremo bom gosto e luxo.
Quando se tratava de bom gosto e conforto para a família, os The Wolf não poupavam dinheiro.
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A cidade de Aspen era encantadora com as suas lojas de arquitetura única e diversos restaurantes e casas noturnas de alto requinte. Era um lugar frequentado por ricos que gostavam de manter o padrão bem elevado. Tudo era caro e sofisticado, apesar de toda a arquitetura lembrar alguma vila bucólica na Europa.
As temperaturas baixas não era impedimento para famílias, grupos de amigos e casais passearem pelas luxuosas lojas que ali tinham. Com os Black e Clearwater não eram diferentes.
Enquanto as mulheres entraram em uma sofisticada loja feminina, os homens decidiram esperar do lado de fora. Era uma galeria onde havia diversas lojas de luxo, por isso ninguém se importou em ficar do lado de fora com as crianças aguardado o regresso das companheiras. Ali na galeria, todo o ambiente era bem aquecido.
Paul acabou por vencido e decidiu colocar o filho no chão. O pequeno Billy teimava em arriscar os seus passinhos — ainda incertos —, por todos os lugares. Harry, ao vê o irmão indo para o chão, também fez pirraça no colo do tio Quil. O moreno não se opôs em pôr o sobrinho também no chão.
Os gêmeos queriam explorar todo aquele novo mundo de possibilidades.
— Acho que não estou nenhum pouco preparado para esse momento. — comentou Jacob ao olhar os sobrinhos andarem por todo canto, sendo sempre seguido por um adulto protetor. — Sei que em alguns meses Valentina vai arriscar dar uns passinhos, mas prefiro a segurança dela estar aqui em meu colo. Ela é tão frágil... não imagino ela caindo e se levantando, como os gêmeos costumam fazer. — finalizou e olhou para pequenina e delicada filha no colo.
A bebê seguia acordada e olhando tudo com curiosidade. Os enormes olhos azuis olhavam para todos os lados com atenção. Somente a chupeta movia a cada minuto.
— E eu que nem preparado estou para segurar uma criança! — ditou Embry com um sorriso enviesado. — Espero que a cada fase da criança venha acompanhado de um preparo natural e instintivo dos pais, ou eu tô fodido! — gargalhou nervoso com a constatação.
A realidade era que em breve ele se tornaria efetivamente pai de um bebê real. E esse tal bebê seria totalmente dependente dele.
— Caralho, já tenho pena dessa criança. — gargalho Jared em provocação. — Espero que tenha criado um pingo de juízo depois de tudo que aconteceu.
— Se até Paul e Jake se tornaram pais decentes... — zombou Embry. — Acho que consigo também. — Brincou.
Mas a verdade era que Embry, muitas vezes estava perdendo o sono pela ansiedade e pressão que sentia em relação a chegada do filho.
Os morenos continuaram brincando e provocando uns aos outros enquanto olhavam as crianças e aguardavam as esposas e namoradas voltarem.
— Eu não acredito que sobrevivi para ver essa cena, Celine. — uma voz feminina suave, porém alta, interrompeu o momento em família dos The Wolf. — Olha se não é Jacob e Quil Black segurando bebês. — disse a morena de leves traços orientais.
— E de quem são esses bebês? — perguntou a bela ruiva de generosas curvas, marcadas na roupa de couro colada.
— Caralho, tava bom demais para ser verdade. — resmungou Jacob. Não era possível que todo lugar que ele ia, tinha que encontrar com algum ex caso. — De quem vocês acham que podem ser essas crianças, Sophie? — questionou sem humor.
— Os gêmeos eu sei que é da Rachel com o Paul. Vi fotos na colina social de algumas revistas, mas essa coisinha linda... não faço ideia. — A ruiva ousou tocar na bochecha rosada da menininha de enormes olhos azuis.
Valentina apenas olhava tudo sem esboçar nenhum sorriso, o que não era um costume da bebezinha quase sempre risonha.
— Verdade. Que bebezinha linda! — comentou a morena de traços asiáticos, ao se aproximar da amiga que analisava a bebê no colo de Jacob. — Não sabíamos que estavam na cidade. Vamos fazer uma festinha lá em casa, como de costume. Aguardamos todos vocês. — Olhou maliciosa para os morenos. — Mas de quem é essa bebezinha linda, Jake?
Jacob revirou os olhos. Como não imaginou que pudesse encontrar algum antigo caso ali em Aspen, já que teve caso com muitas mulheres da região.
— É a minha filha. — Jacob ditou sem humor. — E tira essas suas mãos imundas de cima dela. Nunca se sabe onde vocês colocaram essas mãos e bocas.
— Com certeza já colocamos as mãos e bocas em metade de vocês. — falou debochada a ruiva. — E que história é essa de filha? Até um ano atrás você estava aqui, curtindo sem qualquer sinal de que era comprometido.
A ruiva e a asiática tinham arregalado os olhos com a recente informação. Ambas haviam reparado na grossa aliança dourada no dedo anelar esquerdo de Jacob. As duas belas jovens eram de famílias ricas e da alta sociedade de Los Angels, sempre passavam uma temporada em Aspen no inverno.
— Isso mesmo que acabou de ouvir. Com certeza, viram alguma coisa nas revistas de fofocas que vocês tanto adoram ler. — rebateu Jacob sem paciência.
— Li algo a respeito que tinha se casado em sigilo e que seria pai, mas não acreditei na informação. Você sempre disse que jamais se casaria ou assumiria um relacionamento sério com alguém. — rebateu Sophie. — Conta outra. De quem é essa bebezinha?
— Caralho, ele já falou que é filha dele! — Quil se intrometeu na conversa.
— Então é melhor fazer exame de DNA. — sorriu maldosa. — Até que enfim alguma mulher mais esperta te passou a perna. — debochou Celine. — Quem diria que o malandro Jacob Black um dia seria passado para trás!
Ambas as amigas riram. Já os The Wolf previram uma tremenda confusão. Se Jacob não tivesse segurando a filha no colo teria avançado para cima das duas patricinhas.
— Suas vagabundas de merda, eu vou mostrar quem é que vai ser passado para trás. Vão procurar algum macho nessa cidade que lhes arrombem ainda mais. Vadias fodidas do caralho! — Jacob esbravejou.
— O que está acontecendo aqui? — Rachel havia saído da loja, sendo seguida das demais mulheres. — Ah, são vocês! — ditou sem ânimo. — Olá Celine. Olá Sophie. — cumprimentou só por educação.
Leah, Emily e Kim fizeram o mesmo. Elas sabiam que as duas socialites haviam tido caso com os quatro mais novos da família. Ao contrário do que geralmente acontecia, deles saírem com mulheres do mundo do crime, não era o caso das duas mulheres ali. Ambas eram herdeiras de berço, por mais que fossem duas vadias.
Já Renesmee e Claire não faziam ideia do que estava acontecendo, já Jenny e Barbara tinham os olhos em fenda devido à desconfiança.
— Está tudo bem Jake? — Renesmee se aproximou do marido mais por instinto. Jacob parecia nervoso e Valentina havia começado a resmungar e ensaiar um belo choro. — Vem com a mamãe. — chamou amorosa pela filha que fazia biquinho contrariada. — Acho que ela quer mamar. A gentil vendedora da loja disse que posso amamentar lá dentro. Acho mais confortável.
— Claro querida, vamos entrar. — apressou-se Rachel em desfazer o clima tenso que tinha surgido. — Voltamos em breve. Foi um prazer revê-las Celine e Sophie. Tchau! — disse apenas por educação.
Rachel apressou em levar Renesmee para o interior da loja que estavam. Metade das mulheres seguiram-nas.
— Embry, preciso da sua opinião sobre algo que gostei. Vamos lá dentro comigo. — Jenny não escondeu o tom de ordem.
— Ah, Claro, Baby. — Embry prontamente respondeu e seguiu para se posicionar ao lado da namorada. Ele não iria nem sonhar em contestá-la, bem provável que fosse castrado se fizesse.
Babi apesar de não dizer nada, mantinha o olhar duro para o namorado. Seth, que não era bobo nem nada, optou por seguir para dentro da loja como o primo. Por mais que Barbara não tivesse dito uma única palavra, o olhar duro já dizia tudo.
— Embry, você também será pai? — a ruiva não deixou barato ao vê o caçula dos irmãos Black abraçado com um a loira grávida. Ela adorava uma provocação. — Tinha esperanças que ao menos vocês dois fossem na festinha que farei amanhã lá em casa. Sabe, você e o Seth sempre foram os mais empolgados e animados da família. Digo isso em todos os sentidos! — Bateu, como asas de um beija-flor, os enormes e falsos cílios.
Barbara praticamente rosnou e Jenny soltou um pesado palavrão em português.
— Oh vadia, vai procurar outros machos que esses já tem donas. Como podem ver! — Jenny respondeu irada. Mais uma vez os hormônios falando mais alto.
Babi apenas respirou fundo e engoliu a réplica. Não iria demonstrar para o namorado que estava se abalando com aquela situação nitidamente provocada por duas mulheres recalcadas.
— Oh, fofa, ninguém no mundo é dono de ninguém. — A asiática nitidamente debochou da forma arredonda da gestante.
Jenniffer sentiu os olhos pinicarem, mas não iria chorar na frente daquelas duas vadias. Simplesmente deu as costas e entrou para dentro da loja. E ai de Embry se não a seguisse! Seth estava na mesma situação.
— Agora que já deram o espetáculo de vocês, podem vazando. — Quil ditou irritado. Jacob se mantinha afastado ou seria capaz de esganá-las. Já os demais não disseram absolutamente nada.
Eles sabiam que estavam sendo observados de longe pelas companheiras. — Vão procurar outros machos para foderem vocês, vadias do caralho!
A duas amigas se entreolharam e sorriram maldosas. Elas jamais sairiam por baixo de qualquer situação que fosse.
— Ah, com certeza. Figurinha repetida não completa álbum. — Sorriu debochada a ruiva. — E vocês nem são tudo isso que dizem por aí. Já tivemos homens bem melhores. E maiores! — gargalharam juntas. E sem esperar uma réplica, as duas amigas deram as costas e foram embora rebolando de forma sensual!
— Piranhas, arrombadas do caralho! — Quil e Jacob rosnaram de raiva, mas não iriam falar mais nada.
Por mais que eles não quisessem ter alguma coisa com as duas mulheres, o ego masculino gritava ferido dentro deles. Eles jamais na vida tinham sido rejeitados ou preteridos. No entanto, o mais importante para eles agora era não se colocar em uma situação delicada com as esposas. Elas sim eram as únicas que importavam. Mas ainda assim o ego ferido era uma amarga sensação!
— Acho melhor seguirmos para o restaurante antes que encontremos mais algumas amiguinhas de vocês. — Sam ditou em um misto de seriedade e brincadeira. — Acredito que elas não sejam as únicas mulheres com quem transaram aqui em Aspen. — Sorriu enviesado.
Quil e Jacob fizeram uma careta engraçada e torceram para que não encontrassem com mais nenhum antigo caso por ali, já que definitivamente eles pegaram muitas mulheres em Aspen.
TLAD
O ambiente que havia sido reservando não poderia ser menos que um restaurante cinco estrelas, já que era o que aquela família estava habituada. E por mais que tudo aquilo fosse novidade para alguns membros, a verdade era que a maioria já estava acostumados com todo o luxo que o dinheiro pode comprar.
Foi em uma área privativa do restaurante que todos foram acomodados em confortáveis cadeiras. Duas cadeirinhas próprias para bebês foram colocadas para o conforto dos gêmeos e comodidade de seus pais. Já Valentina — por ser ainda muito pequenina — permaneceu dormindo em seu confortável carrinho, que foi posicionando de forma estratégica próximo ao casal de pais e longe de qualquer passagem.
O salão privado era lindo e luxuoso. Havia uma enorme mesa onde cabiam todos, duas das paredes eram de vidro à prova de som e uma bela adega climatizada, que era bastante convidativa.
A confortável iluminação ficava a critério de dois lindos lustres de cristais. Enormes arranjos florais completavam a beleza da decoração. No som ambiente tocava uma música instrumental agradável.
— Vamos ao toalete meninas, precisamos retocar a maquiagem. — ditou Rachel, já pegando a bolsa Chanel preta e erguendo o corpo da cadeira. — Paul, cuide dos meninos. Não deixe-os comerem nada, somente água. — ordenou, mas por fim sorriu e selou os lábios aos do esposo.
— Pode deixar, minha morena. — falou malicioso. — Vou ser recompensado mais tarde? — O sorriso brejeiro, não escondendo a malícia nas palavras.
— Sempre, querido. Sempre! — Rachel devolveu a provocação com um olhar enigmático. — Agora seja um bom pai e cuide dos seus filhos que eu já volto. Vamos, meninas! — ditou em tom firme, quase soando como uma ordem.
Ninguém contestava Rachel. Ela tinha um dom natural para comandar aquela família.
— Jake, eu não vou demorar. — Renesmee disse para o marido. Ela olhou o rostinho sereno da filha enquanto dormia no confortável carrinho de luxo, e sorriu. — Mas caso ela acorde chorando antes que eu retorne, pode mandar me chamar. Já está quase no horário da próxima mamada dela. — Instintivamente a loira mexeu os braços em desconforto pelos seios que já começavam a doer. Ela sabia que a filha iria acordar com fome.
— Claro, claro. — Jacob prontamente concordou. — Pode deixar que se a Chaveirinho acordar berrado em plenos pulmões, como de costume, eu mesmo irei atrás de você!
Renesmee sorriu. Ela definitivamente amava a família que tinha construído. Jacob era o melhor marido que ela poderia querer. E mesmo ele sendo imperfeito, era perfeito para ela. Como ela amava aquele enorme homem de olhar — muitas vezes — sombrio e sorriso que parecia gritar perigo.
As mulheres da família se afastaram da sala privada até sumirem da vista dos companheiros. Eles sabiam que com certeza elas iriam demorar.
Por um segundo o silêncio predominou, ninguém falava absolutamente nada. Apenas os gêmeos balbuciavam sons incompreensíveis enquanto assistiam animados ao desenho super colorido e infantil que começou a passar na enorme televisão de LED que tinha no ambiente.
— Definitivamente eu preciso da ajuda de vocês! — Seth começou a falar, quebrando o silêncio dos adultos. — Eu estou fodido! Faz quase dois meses que meu relacionamento está na merda e não sei mais o que fazer para conseguir o perdão da minha morena!
— Que merda você aprontou dessa vez? — Sam questionou o irmão caçula.
— Eu falei umas merdas aí que magoaram muito a Babi. Eu estava nervoso e não tinha a intenção de falar aquilo, mas simplesmente saiu sem eu nem perceber. — Seth ditou de forma evasiva, sem entrar em detalhes sobre o que realmente falou para a namorada. Apenas Embry sabia de toda verdade. — Eu estive pensado muito sobre tudo o que sinto e o que realmente quero... E acabei decidindo algo.
— Caralho, sem enrolar, Seth! — disse Jacob já sem paciência. — Daqui a pouco elas voltam e não vai conseguir terminar de falar.
— É, Seth, falo logo! — Quil concordou com o irmão. — O que anda pensado tanto? E como podemos ajudar?
— Acho melhor pedirmos, pelo menos, um vinho. — falou Jared. — Tudo isso está muito careta. Lá na casa tem umas coisas bem interessantes que trouxe. — concluiu com um sorriso dúbio.
A verdade era que por mais que o consumo de bebidas e drogas tivessem diminuído para todos eles, não haviam abandonado por completo os hábitos do passado. A vontade falava mais alto, de vez em quando, com certeza iriam acabar usando drogas em algum momento da viagem.
— Ok, vamos pedir duas garrafas de vinho enquanto falo o que tenho em mente. — Seth fez um gesto com a mão para o sommelier vir atendê-los.
Enquanto eles escolhiam o melhor vinho da carta internacional do restaurante, Seth contava sobre a recente ideia que teve. Na verdade ele já estava determinado, só não sabia como fazer da melhor forma.
Entre palpites e sugestões, até o sommelier foi envolvido. Tudo tinha que ocorrer de forma prefeita aos olhos do caçula dos irmãos Clearwater!
— Que barulho é esse? — Quil chamou a atenção para o som baixo e distinto.
Instintivamente todos olharam de um lado ao outro de suas cadeiras. Porém foi Jacob que foi surpreendido por um par de enormes olhos azuis lhe fitando. Mais uma vez um som engraçado saiu dos lábios carnudinhos da bebezinha.
— Você acordou, princesa? — Jacob imediatamente ativou o instinto de pai carinhoso. — Você estava tentando chamar a atenção do papai? O que você está tentado falar? — ele estava surpreso.
Era a primeira vez que Valentina fazia algum som com os lábios.
Mais um gritinho saiu dos lábios vermelhinhos, seguidos de uma gargalhada característica de bebê. Jacob sentiu o coração aquecer. Imediatamente pegou a filha no colo, segurando com cuidado e melindre a pequena menininha.
— Oi princesa do dindo! — Quil falou todo bobo com a afilhada. Era até engraçado ver um homem tão sério como ele fazendo uma espécie de voz mais infantil para falar com a neném. — Cadê a princesa do dindo?
Valentina soltou uma gargalhada. Aquele sorriso sem dentes encantou a todos os marmanjos.
— Como ela é linda. — Lancarter falou derretido.
— E que milagre acordar sorridente e não berrando. — Paul brincou. — Olha os seus primos vendo desenho.
Os gêmeos seguiam alheios a tudo, não desviavam os olhinhos vidrados do desenho.
Todos começaram a brincar com a sorridente bebezinha. Valentina tinha um jeito único de encantar a todos, principalmente ao pai e os tios.
— Jake, por que não mandou me chamar? — Renesmee correu para perto do marido quando percebeu que a filha estava acordada.
Valentina ao escutar a voz da mãe começou a resmungar.
Não só Renesmee estava voltando para a sala privada, como todas as outras mulheres. Elas tinham levado quase vinte minutos no toalete.
— Nessie, eu não fui te chamar porque a Chaveirinho não acordou chorando. — explicou o moreno. Mas foi só ele falar que a filha começou a fazer biquinho e chorar. — Bem, ela não estava chorando até te agora. — riu da manha da bebê ao ver a mãe. — Acho que ela está ciente que o banquete dela chegou.
Renesmee corou. Ela pegou a filha no colo e Valentina começou a berrar impaciente. A menininha agitava as perninhas e os bracinhos no colo da mãe.
— Eu não sei onde posso amamenta-la. — a loira ditou tímida para o marido. Ela olhou para todos os homens da família, que olhavam para ela e a filha.
Renesmee jamais amamentou na frente deles. No máximo que já fez foi na frente das mulheres da família ou na frente do marido. Tirar o seio para fora, ali na frente de todos, era inconcebível para ela.
Jacob imediatamente compreendeu o olhar assustado da esposa, mas também não sabia o que fazer. Valentina cada vez berrava mais irritada e impaciente.
— Querida, senta que irei ajudá-la. — Rachel, sempre perceptiva, compreendeu o dilema da cunhada. Renesmee imediatamente atendeu o pedido da cunhada para sentar. — Bem, eu não tenho mais o mínimo de pudor para amamentar os meninos, mas no começo eu usava esse pequeno truque. — Rachel pegou a pequena coberta rosa de microfibra que estava no carrinho da sobrinha e jogou no ombro da cunhada, cobrindo assim toda região do tronco da loira e o rosto da sobrinha. — Agora pode amamentá-la e manter seus seios resguardados.
— Obrigada. — Renesmee realmente estava agradecida. A filha berrava de fome e seus seios já estavam doloridos e vazando.
Por mais que não fosse uma situação confortável, Renesmee sentia-se menos constrangida. Poderia amamentar a filha na frente de todos, mas sem mostrar o corpo. O ciúme de Jacob também estava agradecido pela ideia da irmã. Ele não queria que ninguém olhasse os belos seios da esposa.
Enquanto Renesmee seguia amamentado a filha, Leah ajudava Rachel a dar uma papinha — que tinha trazido pronta —, para os gêmeos. Os demais escolhiam suas refeições e seguiam conversando.
— Meu Deus, esse menino não para quieto. — reclamou a loira ao sentir um chute mais forte do filho próximo as costelas. A grávida chegou a sentir falta de ar. — Ele hoje está demais. — Jenniffer esfregou a mão direita na enorme barriga.
— Wow! — Embry arregalou os olhos quando levou a mão na barriga da namorada e sentiu o filho chutar forte. — Esse moleque vai ser quarterback! — sorriu orgulhoso.
— Fala isso porque não é a sua barriga. Às vezes dói. — a gestante reclamou manhosa.
— Está machucando a mamãe, Junior! — Embry inclinou o corpo até a boca ficar próximo a barriga da namorada e falou com o bebê.
— Não chama o meu filho de Junior! — Jennifer fechou o sorriso que sustentava nos lábios e repreendeu o namorado.
Todos riram!
— E afinal, qual vai ser o nome do moleque? — Seth perguntou.
— Tenho uma seleção de cinco nomes em mente, mas só vou decidir depois que puder ver a carinha do meu filho. Quero escolher um nome que combine com ele. — ditou orgulhosa a gestante.
— Ótima ideia. — concordou Babi. — Tem que ser um nome bem especial para o nosso príncipe! Mais um principezinho para a família.
As conversas seguiram animadas em torno de diversos assuntos. Quando as refeições foram servidas, todos os bebês já dormiam novamente. O que possibilitou que os pais pudessem comer tranquilamente.
Rachel e Paul colocaram os gêmeos no carrinho que haviam trazido. Renesmee fez o mesmo com Valentina.
Todos degustavam de um maravilhoso jantar. A comida do restaurante realmente era maravilhosa. A seleção de vinhos na carta também era admirável, e quase todos apreciavam a bebida. Somente Renesmee e Rachel — por ainda amamentarem — e Jenniffer — por esta grávida — que ficaram na base de sucos naturais.
Quando o cardápio com as sobremesas foi trazido, as mulheres praticamente foram à loucura! Era um doce mais convidativo que o outro.
— Com licença, Senhor, mas o meu pedido veio errado. — Barbara comunicou assim que o garçom colocou o prato bem diante dela. — Eu escolhi uma torta trunfada de três chocolates. Acredito que esse não seja o meu pedido. — apontou para o cheesecake de frutas vermelhas.
— Perdão, Senhorita, irei imediatamente averiguar o erro. Só um minuto! — desculpou-se o garçom, já retirando a sobremesa errada.
Nesse momento Seth tentou segurar a mão da namorada por baixo da mesa, mas Barbara delicadamente se esquivou do contato. No fundo começou a tocar “I don’t want to miss a think” da Banda Aerosmith, música essa que embalou o casal em muitos momentos especiais a dois.
Barbara de forma sutil girou o tronco para que ficasse com o corpo voltado para a melhor amiga e levemente posicionada de costa para o namorado. Ela não queria ser grosseira com ele na frente dos demais.
— Me da um pedaço da sua sobremesa para vê se está gostosa? — Barbara tentou disfarçar.
— Sabe que se você pegar um pedaço da minha torta, eu vou querer dois da sua. — avisou à gestante.
— Que seja! — Babi sorriu ao concordar com a amiga.
Barbara pegou um garfo e retirou um pedaço da torta de chocolate trufado com morangos e se deliciou com o sabor. Estava realmente maravilhosa.
— Aqui, Senhorita. — o garçom colocou o prato com uma cúpula de prata cobrindo a sobremesa na frente da morena. — Acredito que agora o seu pedido está correto. — o garçom falou e deu as costas, já saindo da sala privada.
A música começou a tocar um pouco mais alta.
Barbara estranhou a postura do garçom e a forma que a sobremesa foi posta à ela. A brasileira ergueu a cúpula que ocultava o doce para saciar a curiosidade e perdeu o ar com o que viu.
— Meu Deus! — foi tudo que a voz embargada de Barbara conseguiu dizer.
No centro do prato havia uma fatia da sobremesa escolhida, mas ao lado do doce havia uma caixinha de veludo negro aberta. Dentro da caixa havia um estonteante anel de diamantes. E na porcelana branca do prato havia um pedido escrito com calada de chocolate: “Quer casar comigo?”
— Barbara, sei que muitas vezes faço tudo errado e acabo magoando você. Mas quero que saiba que não existe ninguém no mundo que eu mais quero fazer feliz que você. — Seth havia tomado as mãos da namorada entre as dele quando começou a falar. Barbara tremia. — Te magoar é ferir a mim mesmo! Eu te amo. E essa é umas das poucas certezas que tenho na vida. Quero passar todos os dias da minha vida ao seu lado. E da nossa maneira, viver e criar a nossa diferente família. Você me basta, na verdade, você é tudo o que eu quero para mim! Nunca se esqueça disso. Te amo! Quer casar comigo? — repetiu o pedido.
Com carinho Seth secou as lágrimas que teimavam descer pelos olhos cor de folhas no começo do outono da namorada.
Barbara não conseguiu conter a emoção. Na verdade, muitas das mulheres também choravam pela emoção. Mulheres sempre seriam mais sensíveis e sentimentais.
— Claro que sim! — Barbara não conseguiu dizer nada além de um sonoro “Sim!”
Não havia mais mágoas, desavenças ou qualquer sentimento que não a felicidade. Barbara jamais imaginou que Seth pudesse ser romântico. Na verdade, nunca imaginou que um dia seria pedida em casamento de forma tão romântica, como muitas vezes viu em filmes Hollywoodiano.
Uma salva de palmas foi ouvida pelo casal que se beijava apaixonadamente. Eram os membros da família que compartilhavam da emoção com o casal.
Após findar o beijo, Seth pegou a caixinha com o anel da Cartier, que havia comprado para pedir a namorada em casamento e começou a colocar no dedo anelar direito da brasileira.
Mais palmas foram ouvidas. Um balde com três garrafas de Champanhe Cristal foi trazido e um brinde foi oferecido ao casal.
A loira grávida foi a primeira abraçar a amiga. Jenniffer chorava, talvez, mais que a própria noiva. Ambas passaram por um verdadeiro inferno até conseguirem chegar naquele momento de deleite.
As brasileiras sabiam apreciar o que a vida estava dando de bom a elas. Depois de tanta dor, sofrimento e falta de perspectiva, elas mereciam encontrar a felicidade.
Aspen já estava se tornando uma viagem memorável, já no primeiro dia!
TLAD
Uma semana havia passado tão rápido que todos lamentaram quando se atentaram que restava apenas um pouco mais de uma semana de férias. Os dias em Aspen estavam sendo tão agradáveis que ninguém nem notava que o tempo estava se esgotando a cada dia que terminava.
Atividades na neve, passeios pela cidade, jantarem nos melhores restaurantes, banhos na borbulhante piscina aquecida ou na jacuzzi, além de noites de jogatina e longas e agradáveis conversas, preenchia todo o tempo dos integrantes da família. A leveza de que ali eles eram somente pessoas normais era impagável. Passar um verdadeiro tempo de qualidade juntos.
A quinta-feira amanheceu bastante fria, havia nevando durante toda a madrugada. A manhã fria foi marcada também pela chegada dois últimos casais.
Emmett e Jasper, com as suas respectivas mulheres, só puderam ir de encontro com os The Wolf uma semana depois. Ambos ficaram responsáveis pela chegada de um grande carregamento de drogas, que chegaria da Colômbia na última terça-feira.
— Quais as novidades, suas bichas? — Emmett entrou na enorme sala da casa já ditando a pergunta em voz alta. — Não vejo a hora de descer de snowboard alguma montanha! — Esfregou uma mão na outra e sorriu como um adolescente travesso.
— Tirando o fato que Seth ficou noivo. — Paul quem respondeu. — Com direito até a pedido bem afeminado. Não há nenhuma novidade. — gargalhou o moreno.
— Alguém filmou essa porra, né? — questionou Emmett, com sorriso de escárnio nos lábios.
Embry, Paul, Jared e Lancarter ergueram os celulares rindo.
— Quem filmou o quê? — perguntou Rosalie curiosa.
Ela acabava de entrar na sala onde todos estavam conversando em pequenos grupos. Jasper e Alice vinham logo atrás da loira.
— O pedido de casamento afeminado que Seth fez. — informou Embry, já rindo. — Ai! — esfregou o braço de forma teatral.
Jenniffer tinha dado um tapa, que nem cócegas fez, no braço musculoso do namorado.
— Foi lindo o pedido! — a gestante falou ainda deslumbrada. — Você deveria ser romântico como o seu primo!
— Se eu for “romântico” como o Seth, daqui a pouco vou estar até mijando sentado. Coisa de marica! — Embry gargalhou, sendo seguido pelos demais.
Somente Seth soltou um belo palavrão.
Todos começaram a conversar e a brincar uns com os outros. A mulheres, como sempre, se fecharam em uma rodinha e começaram a contar todas as histórias de forma detalhada para as duas recém-chegadas. Já os homens foram breves no relato, eles preferiam gastar mais tempo com as gozações.
— Que porra de cheiro é esse? — Sam contorceu a cara em uma careta. — Quem foi o porco?
Todos se entreolharam, mas o cheiro não dissipava, pelo contrário, parecia ficar cada vez mais forte.
— Quil, esse cheiro está vindo da sua direção. — Embry acusou o irmão.
— Tá louco, caralho? Eu não faria... — Quil parou a frase na metade. O cheiro ruim realmente estava forte e sua narina captava perfeitamente o desagradável odor. Ele tinha certeza que não fez nada para causar o cheiro, mas começava a desfiar que poderia ser da bebezinha que sustentava nos braços. — Jake, acho que esse cheiro ruim está vindo da Valentina. — falou com a face retorcida.
O moreno arregalou os olhos, pois jamais sentiu algo tão desagradável vindo da filha antes, mas era possível. Renesmee estava com uma alimentação diferenciada nesse dias de férias. E como Valentina somente mamava no peito, e tudo passava para o leite, havia possibilidade de ser realmente ela.
Jacob foi até a parte traseira da filha e puxou a calça para ver o que tinha na fralda.
— Puta que pariu! — resmungou Jacob. Ele foi golpeado em cheio pelo odor desagradável.
— Caralho, toma que a filha é sua! — Quil estendeu a afilhada para o irmão pegar.
Todos resmungaram pele odor que subiu quando Jacob mexeu na fralda da filha. Aquilo chamou atenção das mulheres da família, que estavam sentadas mais afastadas dos homens.
— Nessie, temos uma “Miss Calcinha Fedida” aqui! — Jacob pegou a filha do colo do irmão. Valentina parecia se divertir com as caretas que os tios faziam. Ela gargalhava, coisa que tinha aprendido a fazer há pouco tempo. — Toma, ela precisa de um banho, roupas e fralda limpa. — caminhou com a filha no colo, mas afastado do próprio corpo. A fralda já começava a vazar para a calça de tanta sujeira que a menininha tinha feito.
— Mas que porra é essa? — Leah questionou indignada quando viu Jacob passando a filha para Renesmee. — Jacob, deixa de ser cara de pau. Você também pode banhar e trocar a fralda suja da sua filha. Ou ela só é agradável quando esta cheirosinha e limpinha?
— Leah, se mete na sua vida. — rebateu Jacob irritado. — Não sei fazer essas coisas. Isso é coisa para a Nessie fazer!
— Absurdo! — agora era vez de Rachel se meter. — Paul é tão bruto como você, mas troca a fralda dos gêmeos quando precisa.
— Mas realmente é a minha função como mãe. — Renesmee interveio, saindo em defesa do marido.
— Sim, fomos criadas para cuidar da família e dos filhos. — Claire endossou o coro da amiga.
— Querida, isso é em sua comunidade Amish. Mas aqui fora as coisas são diferentes. O pai pode e deve, ajudar a mãe no cuidado com os filhos. — esclareceu Rachel com ternura.
— Mas eu gosto de cuidadar de tudo. Jake já trabalha tanto para que não nos falte nada... Já essa é a minha função. — Renesmee respondeu de forma delicada.
Leah e Rachel se entreolharam. Hábitos martelados por anos nas cabeças das Amish, não poderiam ser mudados da noite para o dia.
— Você não se sente sobrecarregada sempre cuidado de tudo, à toda hora? — questionou Leah,
— Não, de maneira nenhuma! — Renesmee prontamente respondeu. — Eu amo cuidar da casa e da nossa filha. O Jake já me ajuda muito olhando e ficando com a nossa filha quando ela está acordada. — a Amish enfim pegou a filha do colo do pai. — Hummm, princesinha da mamãe, o que você aprontou? — falou carinhosa, para bebê risonha.
— Cuidado, Nessie, já passou o “conteúdo tóxico” para a calça dela. — avisou Jacob alarmando pela mancha que já era visível na calça de lã na cor rosa claro.
Renesmee segurou a filha com todo cuidado, de forma que não pressionasse ainda mais a fralda e fizesse mais sujeira. A ex-Amish pediu licença a todos e subiu para o quarto, na intenção de prestar os cuidados a filha.
— Não conte com essa generosidade da minha parte, Embry Black! O senhor irá aprender a trocar fralda já no primeiro dia. — comunicou a grávida para o namorado.
Embry engoliu em seco enquanto todos riam. Com certeza o caçula dos irmãos Black não teria a mesma sorte do que o irmão mais velho.
TLAD
Quando Renesmee voltou a se juntar ao grupo, quase uma hora depois que havia subido para realizar os cuidados com a filha, voltou com a menininha — de enormes olhos azuis e boca rosada — bem acordada e bastante curiosa para tudo ao seu redor.
— Jake, fiz de tudo para ela dormir, mas parece que essa mocinha não quer tirar a sua soneca agora. — Renesmee beijou de forma carinhosa a bochecha gordinha e rosada da filha. — Você pode ficar com ela? Acredito que a Babi e a Claire já estejam na cozinha preparando o almoço, preciso ir ajudá-las.
— Pode me passar essa belezinha, Nessie. Eu olho ela um pouco. — Rosalie se prontificou.
Rosalie não era uma mulher maternal, mas Valentina era uma bebê tão encantadora que aflorava esse lado em todas as mulheres da família.
— Obrigada, Rose. — Renesmee passou a filha para o colo da loira mais velha. — Ela já mamou e tomou banho, acredito que logo irá dormir. — sorriu para a menininha.
Renesmee deixou a sala e foi encontrar Claire e Barbara na cozinha. Realmente as outras duas já tinham ido preparar as refeições.
Os que ficaram na sala principal permaneceram em suas atividades, fosse conversado ou jogando videogame na enorme televisão. Somente Rachel subiu com o marido para por os gêmeos no berço. Eles sempre dormiriam de uma a duas horas, todos os dias, no final da manhã.
Valentina como sempre era o centro das atenções e passou de colo em colo até começar a resmungar e a querer chorar. O sono tinha chegado.
Jacob prontamente pegou a bebê dos braços da cunhada grávida e ninou a filha até ela dormir.
Ele levou a bebezinha para o quarto e a colocou no berço, ligando a babá eletrônica para monitorar todo o movimento da filha enquanto dormia. Logo Jacob retornou para a sala trazendo nas mãos o monitor para vigiar a filha no andar superior da Mansão.
— Meu Deus! — Jenny resfolegou alto. Tão alto que chamou a atenção de todos os presentes na sala.
— Baby, o que aconteceu? — Embry correu para se posicionar próximo à namorada.
Leah foi junto. Ambos preocupados com a grávida, assim como os demais.
— Ele não para quieto. — a loira alisou o enorme volume abdominal. — Esse menininho acabou de chutar uma das minhas costelas. Isso dói, pra cacete! — resmungou.
Embry sorriu bobo e colocou a mão na barriga da namorada. Leah relaxou um pouco, visto que não era nada demais.
— Wow! — Embry praticamente gritou animado.
— Mexe tanto assim? — Sam perguntou curioso.
— Vejam vocês mesmos! — Jenniffer suspendeu o suéter e expôs toda a imensa barriga. — Olhem aqui! — apontou onde o filho estava chutando.
Embry ainda tentou abaixar o suéter da namorada, devido ao ciúme, mas levou da loira um tapa na mão.
— Caralho! Parece que tem um Alien aí dentro! — falou Seth impressionado.
Todos viram nitidamente o movimento que a barriga da grávida fez. O bebê chegou a deixar a barriga da grávida torta somente para um lado.
— Dói, Jenny? — questionou Emily assustada.
— Não, é maravilhoso sentir, mas de vez em quando o chute pega nas costelas. Aí sim dói, mas é suportável. — ditou sorrindo.
— Esse menino está demais. — disse Leah após fazer uma manobra na barriga da grávida para voltar ao normal. — Ele já virou! Já está de cabeça para baixo, falta só encaixar.
O casal de pais sorriu.
— Não vejo à hora de ver como será o meu lindo sobrinho. — Rachel chegou a bater palmas devido à empolgação pela breve chegada do novo membro da família.
— Tem um celular vibrando. — Alice apontou para mesa de centro.
Todos olharam na direção.
— É o meu. — Jenniffer falou estranhado o fato. Geralmente só recebia ligações do namorado, da melhor amiga ou de algum membro da família de Embry. — Pega para mim, Baby? — pediu a grávida ao namorado. Ela estava bem acomodada no sofá, com os pés para o alto.
— Por que esse babaca está ligando? — Embry falou irritado após vê o nome no visor.
— Me dá isso aqui! — a loira revirou os olhos ao falar. Embry segurava o celular com força, a face denotava raiva, ele não queria passar o aparelho. — Deixe-me ver quem está ligando! — brigou a grávida.
Embry muito contrariado passou o iPhone. Jenniffer sorriu assim que viu quem ligava para ela.
— Só quero saber onde você está? Como foi capaz de me abandonar assim? E só enviou uma única mensagem escrota me avisando que voltaria apenas perto do meu parto. Aposto que tem mulher envolvida nisso. Júnior, eu quero uma explicação agora! Logo o meu filho vai nascer e você TEM que estar presente. Não quero saber onde possa estar, só quero que volte em até no máximo duas semanas. — a grávida ditou em um só fôlego, não deixando o brasileiro se explicar. — ...Ah, está bem! Vou fingir que acredito. — disse após escutar a explicação do ex cunhado. — Você é importante para mim e quero você presente nesse momento especial da minha vida.
Os dois permaneceram no telefone por longos minutos até se despedirem. Embry prestavam atenção em tudo e não desfazia a cara de insatisfeito com toda aquela conversa e intimidade da namorada com o brasileiro. Ele estava queimando de ciúmes!
Logo o almoço foi servido e todos se deliciaram com os deliciosos pratos preparados pelas duas Amish e pela brasileira morena. Tudo estava bem saboroso. Barbara até arriscou em preparar uma mini-feijoada, com algumas das principais carnes, com direito até a farofa. Todos amaram o prato tipicamente brasileiro!
— Bem, gostaria de chamar a atenção de todos. — Sam ditou em voz alta, chamando realmente atenção de todos para si. Eles tinham acabado de almoçar e muitos já degustavam da sobremesa ou de um bom vinho. — Tudo isso ainda é uma grande novidade para mim, ainda estou me acostumando com a ideia, fiquei sabendo apenas há alguns dias. Confesso que fiquei em choque, no começo, mas agora já estou me acostumando. — todos estavam prestando atenção em cada palavra do moreno. Sam parecia nervoso, era notório para muitos. Emily sorria, mas também era nítido a sua tensão. — Em breve a família irá aumentar. Emily está grávida. Logo farei parte do “time dos pais” da família!
Todos ficaram muito surpresos com a notícia, menos Leah, que já sabia, uma vez que ela era a médica de Emily. Como o casal não planejava um filho no momento, a surpresa foi geral, até mesmo para os mais novos papais. Emily havia falhado em alguns dias a pílula anticoncepcional, o que resultou na gestação.
A família estava em festa. Mais um novo membro chegaria em alguns meses.
Todos foram cumprimentar e felicitar o casal.
Claire e Quil experimentaram um misto de alegria e frustração. Eles que desejavam tanto serem pais ainda não haviam sido abençoados.
Claire sentiu vontade de chorar, mas não demonstrou esse momento de fraqueza para ninguém. Poderia parecer que não estava feliz pelo o casal, o que era uma grande mentira. Ela estava muito feliz por Sam e Emily, apenas queira experimentar da mesma sensação.
Quil sentindo o ânimo da amada, até porque ele compartilhava o mesmo, solidarizou-se com ela. De forma carinhosa ele começou a acariciar a mão pequena da esposa. De forma terna ele selou por um breve momento os lábios na testa da esposa e prometeu que em breve eles estariam experimentado da mesma sensação. Isso abrandou um pouco o coração da Amish.
Todos estavam tão animados nas felicitações ao futuro casal de pais, que não notaram a leve tristeza que dominou Quil e Claire. Apenas Leah Jacob e Jenny perceberam, talvez porque eles sabiam de toda verdade.
Um brinde foi proposto. Paul e Jared foram até a adega escolherem duas garrafas de champanhe para fazerem o brinde.
— Gostaria de dizer algumas palavras antes de brindarmos. — Kim ergueu a taça já cheia e sorriu para todos da família. — Estou transbordado de alegria em saber que em breve teremos um novo integrante na família. Tenho certeza que Emily será uma mãe incrível. E por mais que tenha sido uma surpresa, até mesmo para ela, sei que será divina nessa nova função! — Kim sorriu de forma ampla para Emily. Elas eram muito amigas. — Mas também gostaria de dizer que apesar de está muito feliz pela Emily e pelo Sam, não vou poder beber para comemorar com vocês. — a morena levou a mão a barriga plana. Todos arregalaram os olhos, mas Jared parecia não entender. — Acho que será ótimo passarmos por isso juntas. Acredito que os nossos filhos terão uma diferença de poucos meses apenas!
— Eita, porra! — Paul gargalhou. — Que água é essa que vocês beberam? Morena, por favor, diga que você não está grávida! — suplicou assustado.
— Ainda não, mas espero que... — Rachel não chegou a terminar a frase. Todas as atenções foram para uma parte da sala onde um alto barulho oco pode ser ouvido por todos.
Jared, que ainda não tinha entendido onde a esposa queria chegar, sentiu o corpo falhar quando as palavras do irmão trouxe-lhe o entendimento. Ele seria pai!
Sem ter o controle do próprio corpo, muito bem distribuídos em um metro e noventa de puro músculo, Jared sentiu o corpo perder as funções básicas. Sem controle algum, o enorme moreno foi ao chão desacordado.
— Caralho! Ele não sabia? — Lancarter e Leah correram para socorrê-lo. Paul e Emmett já gargalhavam muito. — Jared, acorde! — Leah deu alguns tapinhas na face do irmão desfalecido.
— Não! — Kim informou assustada pela reação do marido. — Descobri apenas ontem! Já estava desconfiada, mas só confirmei aqui em Aspen. Comprei alguns testes de farmácia e fiz o exame escondida. Os cinco testes deram positivo. Estava apenas pensado na melhor forma de contar, mas como Sam revelou hoje que teríamos um novo bebê, decidi contar que seriam dois! — Kim sorriu em um misto de alegria e nervoso.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!— Acorda, viado! — Seth chutou de leve o pé do irmão ainda desacordado. — Tá passando vergonha! — gargalhou ao vê que Jared estava recuperando a consciência.
— Kimberly, achei que tivesse dito que estava grávida. — foi a primeira palavra que Jared disse ao abrir os olhos e fitar a esposa olhando assuntara para ele.
— Ela disse que está grávida! — Jacob gargalhou junto com os demais. — Parabéns, papai! Pena que não filmamos você desmaiado que nem um marica!
Jared sentiu-se tonto novamente, pela confirmação que seria pai, mas não desmaiou novamente. Pelo contrário, levantou em um pulo e foi até a esposa.
— Kimberly, que história é essa? — perguntou nervoso. Ele só chamava a esposa pelo nome quando estava estressado com ela. — Como assim grávida?
— Desde a nossa última reconciliação eu disse que não estava mais tomando remédio, que eu queria um filho. — disse a morena com os olhos semi-serrados. — Falei que se você não quisesse um filho, que desse o seu jeito para não conceber, pois eu não estava fazendo mais nada para evitar. — falou tudo de cabeça erguida!
— Eu tentei evitar. — rebateu Jared amargurado. Ele não se sentia pronto para ser pai. — Mas você não colabora! — resmungou.
Todos observavam a discussão do casa em silêncio. Eles sempre faziam nisso!
— Vai me culpar agora por você não conseguir gozar fora? — Kim acusou furiosa. Alguns riram, já as Amish arregalaram os olhos. — Eu não vou abrir mão do meu filho. Eu quero o divórcio! — virou as costas e deixou todos perplexos pelas palavras.
— Calma, minha Abelhinha, eu não disse isso! — Jared arregalou os olhos com as palavras da amada e correu na intenção de ir atrás dela. — Volta aqui!
— Caralho, esses dois não mudam nunca! — Embry comentou e riu logo em seguida.
— Só que agora tem uma criança no meio de toda essa confusão deles. — Rachel ressaltou preocupada.
— Eles vão discutir por algumas horas e depois farão sexo por mais algumas outras horas. — Jasper comentou debochado. — Não fica assustada Nessie, eles sempre foram assim!
Renesmee tinha os olhos arregalados. Ela ainda não tinha se acostumado com o inconstante casal.
— Com licença! — Claire pediu antes de deixar a sala.
Tudo aquilo estava sendo demais para ela. Por que tudo parecia ser tão injusto, às vezes. Ela desejava tanto ter um filho e parecia que todos ao seu redor estavam conseguindo ter, menos ela.
Quil disfarçou, mas depois de alguns minutos deixou também a sala. Ele queria estar ao lado da amada para confortá-la.
Todos os outros seguram comemorando o significativo aumento da família. Somente Jenny e Leah se entreolharam por um breve momento. Elas perceberam a angústia e tristeza do casal!
TLAD
O pranto desceu sem ser contido. Era difícil desejar algo com todo coração e não saber se poderia realmente ter um dia. Não que fosse inveja, porque não era, mas era um desejo da alma conseguir também. Ser mãe é um desejo da grande maioria das mulheres, Claire não era diferente.
Quil sentia-se arrasado por estar fazendo a jovem esposa passar por tudo aquilo. Tudo era culpa dele! Claire era saudável, ele que era o defeituoso.
O casal permanecia abraçado em seu quarto, ambos alimentando os seus próprios demônios... No entanto, uma batida na porta interrompeu o momento de tristeza do casal.
— Com licença! — Jenniffer pediu após ser autorizada a entrar. — Eu gostaria de conversar um pouco com vocês.
— Claro. — Quil quem respondeu pelo casal.
Claire permanência em silêncio, se concentrado em não chorar novamente. O rosto vermelho denunciava que tinha chorado, mas a loira Amish tentava manter um sorriso nos lábios para a cunhada grávida.
— Sabe, sempre me disseram que muitas vezes achamos que as coisas acontecem de forma errada ou injusta, mas não é bem assim. — a gestante começou a dizer, já sentado na poltrona em frente ao casal. — Eu não sei se você sabe da minha história de vida, Claire, mas o Quil eu sei que sabe por causa do Embry. Não é uma história de vida bonita. Eu casei muito cedo com o meu primeiro marido, assim como você e a Renesmee. Mas não foi um casamento feliz. Eu sofri muito nas mãos dele... Passei por muita dor e humilhação. Eu tive muitos bebês arrancados do meu ventre sem minha autorização, na verdade, sem o meu conhecimento. — Claire parecia chocada, ela não sabia de nada sobre a vida da cunhada. — Não quero ter que repetir e contar tudo pelo que eu sofri, até porque não importa mais, mas quero dizer algo importante. Eu escutei de muitos médicos pelos quais passei, que jamais na vida eu iria conseguir ser mãe um dia. Os abortos seguidos que fizeram em meu corpo enfraqueceram de forma permanente o meu útero. — Jenniffer alisou pensativa o volume abdominal. Nostalgia e tristeza dominavam a gestante. — Então o milagre aconteceu. Sem esperar e totalmente desenganada por vários médicos, eu vi o milagre acontecer comigo. Eu tenho uma vida crescendo em meu “ventre de papel”, como muitos médicos diziam. — Jenny sorriu para o casal. — É um menino forte e saudável, mesmo eu tendo passado por tantas complicações.
— Mas você conseguiu! — sussurrou Claire, para si mesma, mas foi ouvida.
— E o que faz pensar que não irá conseguir? — a loira olhou de forma terna. — Você é jovem e saudável, Claire. Seu único problema é a ansiedade. — a grávida segurou as mãos da loira mais jovem. — Você já parou para pensar que talvez já esteja grávida? Vocês fizeram novamente a inseminação na semana que viemos para Aspen. Só não fique ansiosa! Porque se novamente não for dessa vez, será em alguma outra tentativa. Tenho certeza!
— É, gatinha, a Jenny tem razão. — Quil tentou ser positivo, mas ele sentia-se péssimo com relação a tudo aquilo. — Fizemos a inseminação há uma semana. Se for para acontecer agora, será! Vamos relaxar e curti as nossas férias.
— Vocês são saudáveis. Quil tem apenas um pequeno problema para conceber sozinho, mas é totalmente saudável. Saibam que fiz meus sobrinhos bem lindos! — Jenniffer brincou para descontrair. — E acho bom vocês curtirem bastante esse tempo sozinhos, pois corre risco de ser gravidez de múltiplos! — gargalhou.
O casal seguiu a gestante na risada. Eles, ainda que tristes, ganharam um pouco mais de confiança.
Claire até quis tocar a barriga da gestante, além de pedir a grávida para narrar a sensação de ter um bebê mexendo dentro de si. Quil também estava fascinado com o sobrinho que não parava quieto.
— Em breve será vocês! Tenho certeza. — Jenniffer falou confiante para o casal.
Quil e Claire absorveram a confiança da gestante e sorriram de forma verdadeira, dessa vez. Eles agora também estavam confiantes que tudo daria certo no momento que tivesse que ser.
TLAD
Os flocos de neve caiam sem parar em mais um dia gélido na bela cidade de Aspen. A noite não havia sido diferente, fazendo com que o volume de neve aumentasse de forma significativa e acumulasse aos montes do lado de fora da bela Mansão, no entanto em nada alterava o clima aconchegante do lado de dentro da luxuosa residência.
Apesar do clima de aconchego ser o mesmo, em nada lembrava ao dia anterior. Muitos dos ocupantes da bela Mansão haviam decidido passar o fim de semana em um resort cinco estrelas ao lado da estação de esqui. Apenas poucos casais ficaram na propriedade.
— Obrigada, Baby. — a loira sorriu de forma ampla quando o namorado entregou a caneca cheia de chocolate quente com marshmallow. — Agora só falta uma massagem bem gostosa nos meus pés. Eles estão me matando! — Jennifer fez biquinho, os olhos verdes brilhavam em expectativa.
— O que a minha gostosa me pede que eu não faço? — os lábios do moreno curvaram-se em um sorriso maroto. — Como está a minha mulher e me filho hoje? — Embry sentou no sofá, colocou os pequenos pés da namorada no próprio colo e começou a massagear.
— Praticamente tudo! — a gestante fechou a cara, mas não conseguiu reprimir o suspiro de prazer pela deliciosa massagem nos pés castigados pelo aumento do peso devido a gravidez. — Você não faz nada que eu peço. Só faz o que lhe convém!
— Esse assunto de novo, Baby? — Embry revirou os olhos. — Às vezes penso que você não tem um pingo de juízo! Onde já se viu querer ir para uma estação de esqui com oito meses e meio de gravidez! — o moreno balançou a cabeça de um lado ao outro, incrédulo.
— Eu não tinha a intenção de esquiar ou descer de snowboard. Apenas descer de trenó! — tentou justifica a loira grávida. — Não vejo perigo algum nisso. Até criança pequena faz isso!
Embry apenas olhou a brasileira de soslaio, mas evitou a réplica. Não iria discutir mais aquele assunto com a namorada. Todos foram totalmente contra a gestante ir para estação de esqui, principalmente ele próprio e os dois médicos da família.
— Bom dia. — Quil e Claire cumprimentaram o casal quando entraram na ampla sala.
Jennifer e Embry devolveram o cumprimento.
— Vocês já foram ver como estão a Chaveirinho e os gêmeos hoje? — questionou a grávida assim que o casal se acomodou no enorme sofá.
— Graças a Deus estão melhores um pouco. — Claire respondeu prontamente. — A febre alta já abaixou, em pensar de ainda estarem febris, mas Valentina está muito enjoadinha. Ela só quer o colo da Nessie.
— É uma judiação vê-los assim. Ficam logo abatidos. Essas viroses derrubam os pequenos. — falou a loira grávida.
A conversa seguiu entre os dois casais, o que tomou boa parte da manhã. Mais chocolate quente foi preparado e servido. Era uma manhã de sábado tranquila e agradável.
Há dois dias os gêmeos começaram a manifestar sinais de resfriado, que logo foi passado para Valentina. Agora seguiam os três bebês da casa se recuperando da virose adquirida.
Quando Rachel e Paul se juntaram aos casais, na sala principal, já era meio da manhã. Os gêmeos haviam mamado e dormido após serem medicados e banhados.
— Jake, como está a nossa princesinha? — Rachel perguntou assim que o irmão tinha entrado na sala.
— Ela está um pouco melhor. — Jacob suspirou cansado, desabando no sofá. — Renesmee está exausta. Valentina berra quando tentamos colocá-la no berço. Agora as duas estão dormindo na cama. Cerquei tudo com as almofadas e travesseiros. É a única forma que a Nessie consegue descansar. A Chaveirinho está dormindo encima da barriga dela!
— Aquele pingo de gente é uma figura. — gargalhou Paul. — Tudo tem que ser feito da maneira que ela quer. Não faço ideia quem ela puxou! — distendeu os lábios em um sorriso enviesado.
Jacob revirou os olhos enquanto todos olhavam para ele rindo.
TLAD
Logo a manhã terminou e o almoço foi servido, contado apenas com a ausência de Renesmee.
Após terminar de almoçar com a família na mesa, Jacob levou a refeição para a amada no quarto. Mesmo Valentina resmungando por se contrariada e chorando bastante, ele ficou com a filha enquanto Renesmee tomava banho e almoçava. A bebezinha teimava em querer ficar apenas no colo da mãe, o que parecia ser até irônico já que normalmente ela preferia o calor e aconchego do colo do pai.
Jacob decidiu se juntar novamente ao restante da família assim que Renesmee e Valentina voltaram a dormir, uma hora depois.
O moreno encontrou a família no salão de jogos.
Rachel e Claire brincavam com os gêmeos encima do enorme tapete felpudo. Os pequeninos estavam um pouco melhor da gripe comparados à Valentina. Já os dois outros irmãos, o cunhado e a cunhada grávida jogavam cartas na mesa.
— Jacob, fica um pouco aqui no meu lugar. Por favor! — pediu a gestante assim que viu o cunhado entrar no salão. — Preciso ir ao banheiro.
— Claro, claro. — Jacob prontamente aceitou e trocou de lugar com a grávida. Ele adorava jogar cartas.
— Está tudo bem, Baby? — perguntou Embry zeloso.
— Só preciso fazer xixi. — a grávida sorriu tímida. — E pegar algo para comer. Agora está começando a me dar fome.
Embry ficou mais relaxado. Ele estava preocupado com a namorada. Ela dizia está enjoada e praticamente não tocou no almoço. Os pés estavam inchando muito nesses últimos dias e o cansaço, até mesmo para falar, era inegável.
— Quer que eu prepare um sanduíche? — Embry se prontificou.
— Não precisa, Baby! Eu nem sei o que quero comer. Vou ver na cozinha se tem alguma coisa que me agrade.
— Se ela não quiser, eu aceito! Com bastante queijo, não esquece! — brincou Paul, após jogar uma carta. — Jenny, teria como você trazer alguns saldinhos para gente comer como petisco?
— Claro, pode deixar comigo! — respondeu a loira já caminhando para fora do salão de jogos.
Embry ainda ficou olhando por alguns minutos para a porta que a namorada tinha acabado de sair.
— O que foi? — perguntou Jacob para o irmão caçula.
— Jenny hoje reclamou que está enjoada. Ela quase não comeu nada o dia todo. Só tomou uma caneca de chocolate quente e comeu uma torrada pela manhã. No almoço tirou apenas três pedaços da lasanha. E ela ama lasanha! — ponderou Embry
— Também achei-a mais cansada hoje. — comentou Quil. — Ela está ofegando até para falar.
Embry e Jacob balançaram a cabeça concordando com observação de Quil.
— Deu trabalho essa noite Embry? — Paul ditou malicioso.
Embry revirou os olhos!
— Não! — respondeu de forma seca. — Tem uma semana que Leah nos proibiu de fazer sexo. Jenny fica com muita dificuldade para respirar depois de terminarmos. O bebê já está muito grande para o tamanho dela, ele está ocupando muito espaço.
Os quatro morenos continuaram conversando e jogando. Já Claire e Rachel assistiam a um filme na televisão, uma vez que os gêmeos pegaram no sono há poucos minutos.
Quando Jenniffer voltava para o salão, trazendo uma sacola na mão com vários petiscos, depois de quase meia hora, parou de forma abrupta no meio do caminho para a mesa onde o namorado estava jogando.
— Jenny, o que foi? — Embry questionou preocupado ao notar a estranha fisionomia da namorada.
A gestante nada disse. No lugar de palavras apenas um soluço, seguido de um choro sentido.
Embry assustado, assim como todos, levantou da cadeira e correu na direção da grávida.
— Baby, o que aconteceu? — perguntou angustiado. — Jenny, me responda! — exigiu Embry.
Todos já cercavam a gestante, igualmente preocupados com ela.
— Eu perdi tudo! Agora, até a dignidade! — a gestante começou a chorar ainda mais.
Todos se entreolharam confusos.
— Baby, sobre o que você está falando? — Embry abraçou a namorada.
A loira sussurrou algo no ouvido do namorado. Os demais, que se mantinham próximo ao casal, se olharam sem entender o que ocorria.
Embry começou a rir! Rir não, a gargalhar.
— Seu idiota! — a grávida socou o peito do namorado. Ela ainda chorava, mas agora também estava furiosa. — Me solta!
— Embry, o que está acontecendo? — questionou Rachel preocupada.
Todos estavam tensos aguardando por uma resposta.
— A Jenny. — Embry dizia entre a gargalhada. — Acabou de fazer xixi nas calças! — voltou a gargalhar.
— Eu não senti! — envergonhada, a brasileira tentou se justificar. — Eu nem sabia que queira fazer mais xixi. Acabei de voltar do banheiro agora mesmo. Desceu sem eu sentir! — voltou a chorar.
Quase todos tentavam conter o riso para não constranger ainda mais a gestante, somente Rachel arregalou os olhos com a informação.
A mais velha dos irmãos Black se aproximou ainda mais do casal e olhou para a pequena poça no chão, que parecia continuar aumentando a cada minuto. A calça de moletom cinza claro, que a gestante usava, estava marcada por onde o líquido descia.
— Jenny, querida, isso não é xixi. — afirmou Rachel. — Isso é a sua bolsa que acabou de estourar. Conheço esse cheiro! A cor também é diferente.
— O QUÊ? — Embry e Jenniffer gritaram ao mesmo tempo.
O sorriso de Embry morreu na mesma hora que a irmã confirmou a informação. Agora parecia que os olhos dele saltariam da face pálida a qualquer momento.
— Impossível! — rebateu descrente a gestante. — Eu não estou sentindo absolutamente nada! Sem contar que desceu que nem xixi, não senti nada rompendo dentro de mim. E ainda falta mais ou menos três semanas para o meu filho nascer.
— Jenniffer, é a sua bolsa! — Rachel ditou taxativa. — A Leah na época me orientou a tudo isso. Nem sempre quando a bolsa estoura sai todo o líquido de uma única vez. Você mesma acabou de dizer que não sentiu que estava fazendo “xixi”. Quando a bolsa rompe é involuntário, a vontade de fazer xixi você controla!
— Aí meu Deus! O meu filho vai nascer? — perguntou assustada para a cunhada após a explicação.
Aquelas palavras trouxeram Embry de volta à realidade. Ele tinha ficado estático!
— Liguem para Leah. Vamos para o hospital mais próximo! — Embry ditou já puxando a namorada para a saída.
— E as coisas do bebê e da Jenny? — perguntou Claire.
— Eu não tenho nada aqui! Está tudo em Nova Iorque. — a grávida respondeu preocupada. Não estava pronta para dar a luz, não tinha nada pronto ali.
— Jenny, depois alguém dá um jeito de providenciar isso. Vamos para o hospital agora! — ditou Embry já em desespero.
— Deixa que eu dirijo. — prontificou-se Quil. — Vai no banco de trás com ela.
Embry tentava puxar a namorada para sair do lugar, mais parecia que as pernas da grávida tinham travado.
— Para, Embry! — a brasileira gritou nervosa. — Eu não vou assim para o hospital. Preciso de um banho! A minha calça está encharcada.
— Não temos tempo, Baby. Nosso moleque está chegando! — Embry tentou tirar a namorada do chão, erguendo-a na intenção de levá-la no colo. Isso só irritou ainda mais a gestante.
— Me solta, seu idiota! — esbravejou a loira. — Eu vou tomar um banho quente e depois vou vestir uma roupa descente e quentinha. Eu não vou assim para o hospital. Olha meu estado! — falou irritada.
Embry estava nervoso, quase beirando ao desespero. Precisou dos irmãos e da cunhada para acalmá-lo e convencer que realmente a grávida precisava de roupas limpas e secas para não correr o risco de morrer de hipotermia antes mesmo de chegar ao hospital. Ele só conseguia pensava que a qualquer momento o filho poderia pular para fora e cair no chão!
Vinte minutos haviam se passado quando a grávida ficou pronta. De forma apressada Embry praticamente arrastou a namorada para forma da mansão. Quil já esperava por eles com o carro ligado.
— Embry, está nevando muito. Isso é uma nevasca! — Quil olhou preocupado para o irmão através do espelho retrovisor.
Embry olhou ao redor para se atentar sobre o que o irmão tinha acabado de falar. Jenny, que seguia em silêncio, iria perguntar o que aquilo significava, mas ela ofegou ao invés de falar algo. A primeira contração havia chegado já forte!
— Merda! — a brasileira apertou o braço do namorado!
— Vai Quil! — pediu angustiado.
Quil, mesmo sobre a forte nevasca, deu partida na Land Rover. Iria dirigir de forma extremante cautelosa! Estava difícil de enxergar até mesmo um palmo à frente.
— Caralho, fodeu! — Quil xingou alto.
— O que foi? — questionou Embry. Ele tinha toda a atenção voltava para a namorada em trabalho de parto.
Em trinta minutos que estavam dentro do carro, Jennifer já havia tido duas contrações. Ele estava mais nervoso que a parturiente.
— Não temos mais como seguir. — Quil apontou para o paredão de neve que fechava totalmente a passagem da estrada. — Temos que voltar. Agora! — na mesma hora engatou a ré.
— Volta! Volta! — Embry, mesmo muito nervoso com a proximidade do nascimento do filho, rapidamente entendeu que estavam em uma situação de extremo risco.
O enorme paradão de neve que fechava totalmente a estrada se tratava de uma avalanche. E se tinha acontecido aquilo, poderia acontecer mais deslizamento de neve a qualquer momento. Era muito para cabeça dele imaginar ficar preso dentro de uma avalanche com a namorada parindo.
Quil em um reflexo rápido começou a manobrar o carro para retornar de onde veio. Aquele era o único caminho.
A realidade era desesperadora. Eles não tinham outro caminho para seguir.
Assim como quase todas as propriedades dos The Wolf, a Mansão em Aspen também ficava em um local inóspito.
Se eles dessem sorte de conseguirem retornar por todo caminho que haviam feito, com certeza ficariam presos na Mansão. O que ainda assim era melhor que ficarem presos na estrada de gelo ou com o carro enterrado embaixo de uma avalanche.
Jenniffer tentou não ficar desesperada, mas a realidade dos fatos impedia o objetivo.
Ao menos, por um período, a sorte estava com eles. Quil conseguiu voltar para a Mansão sem qualquer intercorrência pelo caminho.
— O que aconteceu? — Jacob perguntou surpreso assim que viu os três retornarem à Mansão.
— Estamos presos! Uma enorme avalanche fechou por completo a estrada. — Quil quem respondeu.
Embry estava preocupado demais em guiar a namorada e tentar ligar para a prima. O celular dele estava sem sinal!
— Caralho! Alguém tenta ligar para Leah. O meu celular não tem mais rede. — Embry praticamente gritou. — Baby, vamos para o nosso quarto. Lá você pode deitar e ficar mais confortável até conseguirmos arrumar uma solução.
— Confortável? — a gestante praticamente rosnou. — Porque não é o seu útero que está sendo retorcido e torturado! E ainda estamos enterrados nessa droga do “reino de Arendelle”. Agora só falta a Elsa entrar por essa porta cantando “Let it go”!
Embry revirou os olhos. Não era hora de piadas sarcásticas. Eles estavam sem saída e com um bebê prestes a nascer. Sem perder tempo para retrucar o sarcasmo da gestante o moreno laçou a namorada nos braços, a erguendo do chão.
— Vamos ficar tentado ligar para Leah ou para a emergência. — comunicou Jacob ao ver o irmão carregar a cunhada nos braços.
— Aaaaaaaaaah! — a gestante gritou, logo em seguida cravou os dentes no ombro do namorado na intenção de abafar o grito.
Uma forte contração tinha chegado. A dor era desesperadora.
— Solta! Solta! Larga, Jenny! — Embry pediu em desespero devido a mordida. A grávida não estava medido forças.
— O que está acontecendo? — Quil e Jacob perguntaram alarmados.
— Acho que ela deve está tendo uma contração. — Paul quem respondeu. — Eu já passei por isso. — contorceu a face em uma careta.
Embry, sem alternativa, esperou a contração da namorada passar para continuar carregando a gestante para o quarto que eles dividiam.
— Meu Deus! O que vocês estão fazendo aqui? — Rachel perguntou alarmada quando viu o irmão caçula entrar com a namorada grávida no quarto. Ela e Claire tinham ido ao quarto do casal tentar providenciar uma mala para a gestante e o bebê. — Por que voltaram?
Embry começou a explicar o que tinha acontecido para as duas mulheres. Jenny havia sido deitada na cama por ele. Ela deixava algumas lágrimas silenciosas caírem devido a dor que sentia.
— Claire! — Embry chamou pela cunhada Amish. Ele estava muito nervoso. — Você e Nessie sabem fazer parto, né? — olhou desesperado.
— Não! Eu não gosto de ver sangue. — Claire falou alarmada. — Já a Nessie ajudava a cuidar dos doentes, mas jamais foi autorizada a estar presente em algum parto da comunidade devido à idade. E por não ser casada. Só as mulheres já casadas podiam ajudar nos partos. — explicou à loira.
— Era só o que me faltava. — resmungou Jenny. — Além de que provavelmente terei que ter meu filho em casa, não vou contar com ajuda de ninguém. Agora só falta eu ter que cortar o cordão umbilical com os dentes e comer a placenta. — a grávida estava extremamente irritada. Sentir dor fazia ela ficar assim
— Bem, Infelizmente também não posso ajudar. Embry sabe que até desmaio ao ver sangue. Mas o Quil talvez possa ajudar. — Rachel começou a falar. — Ele fez dois períodos de medicina antes de trocar pela faculdade de direto.
— Então chamem ele aqui, agora! — ditou firme a gestante, antes de gemer pela dor da nova contração que chegava.
— Nem pensar! — Embry respondeu revoltado. — Um caralho que o Quil vai ver a vagina da minha mulher!
Rachel revirou os olhos, já Claire arregalou as duas bolas azuis! Jenny apenas cravou as unhas no braço musculoso do namorado.
— CALA A BOCA! — gritou a parturiente após a contração passar. — Cala a sua boca e chame o seu irmão aqui e agora. Eu estou morrendo de dor e preciso de ajuda. Estou pouco me lixando se a torcida dos Yankees irão ver a minha vagina, só quero que isso acabe logo!
Jenniffer parecia uma louca de tão descontrolada que estava. A dor era alucinante e eles não faziam ideia do que ela estava suportando. Ninguém mais ousou retrucá-la. Claire e Rachel saíram praticamente correndo do quarto, deixando o que faziam para trás.
— Me ajuda a tirar esse monte de roupas. — ditou a grávida. — E depois vai encher a banheira com água quente. Uma vez li que isso ajuda a aliviar um pouco as dores da contração.
Embry ainda resmungou por ter que despi-la, mas acabou cedendo devido ao descontrole da namorada.
Jenniffer estava nervosa com a possibilidade do filho nascer em casa. Definitivamente ela não estava preparada para aquele tipo de parto.
O bebê era bem grande. Leah até tinha comentado que talvez fosse optar por fazer uma cesariana. Agora a realidade era que ela estava presa em uma casa nas montanhas congeladas e com a chegada eminente do filho. Era um caminho sem volta. Os fatos eram desesperadores!
— Com licença. — Quil pediu após bater na porta e abrir uma pequena fresta. — Eu definitivamente não sei em que posso ajudar, mas Rachel pediu para eu subir! Na verdade, ela quase me agrediu!
Naquela hora Jenny estava apenas de calcinha e sutiã. Embry tinha acabado de tirar as roupas da namorada.
— Não olha para minha mulher, porra! — Embry falou furioso com o irmão que acabava de entrar no quarto.
— Cala. A. Merda. Da. Boca! — Jenny disse pausadamente antes de se curvar de dor. — Quil, pelo amor de Deus me ajuda! — ditou entre as lágrimas. A dor era quase insuportável.
Ambos os irmãos Black se compadeceram pela expressão desesperada do rosto da grávida. Ela provavelmente estava sentindo uma dor que eles jamais iriam conseguir saber como realmente era.
Quil não sabia como proceder naquela situação. Dois períodos de medicina não eram nada para ajudar uma grávida a ter um filho, mas ele não tinha problema algum em ver sangue e entendia o básico.
Embry, por mais ciumento que era com relação a exposição da namorada, compreendeu que ela precisava de ajuda naquele momento. Ele não fazia ideia de como proceder e também estava atordoado com a chegada do filho.
Era um fato que todos os “The Wolf” tinham conhecimentos básicos de primeiros socorros e algumas coisas a mais, porém jamais no mundo do crime envolveu trazer uma criança ao mundo. Matar, torturar, estancar um sangramento de bala... em nada tinha a ver com aquela situação extraordinária.
Após quase trinta minutos a grávida foi finalmente colocada na enorme banheira com água quente, na intenção de ajudar a aliviar as dores da contração. Embry também decidiu entrar com ela, sentado-se por trás e massageando a região lombar da gestante. Quil permaneceu de pé no banheiro tentado pensar em algo. Nem o celular poderia ser usado para pesquisar como proceder, o aparelho estava sem sinal!
Mesmo que a dor de cada contração estivesse vindo forte e levasse a grávida ao choro, a água quente junto com a massagem lombar realmente estava amenizando minimamente a dor e o desconforto.
As horas estavam passando, mas nenhum dos três ousou dizer algo ou fazer alguma coisa diferente do que estava sendo feito até ali. Todos estavam tensos ao extremo.
— Cadê vocês? — uma voz masculina chamou por eles. — Eu consegui!! Consegui uma conexão! — Jacob entrou pela porta do banheiro. — Leah está na linha!
Quil respirou aliviado. Ao menos a prima poderia orientá-lo sobre como ele deveria proceder.
Leah começou a explicar o básico por vídeo chamada. A morena estava cercada por toda a família que tinha ido com ela para estação de esqui. Barbara estava desesperada por não estar ao lado da amiga no momento mais importante da vida dela.
Lancarter, que estava ao lado da esposa, explicou que realmente teve uma avalanche e que a estrada estava interditada, que era impossível eles chegarem na Mansão. A notícia não parava de passar na televisão. O médico também informou que Jared e Sam tinham saído para procurar um helicóptero para alugar. Talvez eles conseguissem chegar a tempo se um helicóptero realmente fosse alugado em breve.
— Vocês precisam contar o intervalo entre as contrações. — informou Leah.
— Nós já estamos fazendo isso. Agora está vindo uma a cada sete minutos.
— Droga! — resmungou Leah. — Ele não vai demorar para nascer. Acredito que mesmo que consiga um helicóptero em breve, não vai dar tempo. — explicou a médica. — Prestem atenção no que vou te explicar. Preciso que tirem a Jenny da banheira e coloquem-na a cama. Eu preciso saber com quantos centímetros de dilatação ela está agora. Quil, eu vou te explicar como você vai fazer o toque.
— Nem fodendo que alguém vai tocar na vagina da minha mulher! — Embry, que escutava tudo pelo viva voz, assim como todos no banheiro, se revoltou. — Isso é um absurdo!
— Pelo amor de Deus, Embry! Isso não é hora. — disse Jacob. Ele ainda segurava o iPad.
— Fala isso porque não é a buceta da tua mulher! — contradisse ríspido.
— Cala a boca, seu idiota! — Jenniffer agarrou a mão do namorado e apertou com força. Outra contração. Embry sentiu os ossos da mão quase serem esfacelados. — A culpa é sua! Você me engravidou! Me fez um filho enorme! Você me trouxe para esse Iglu congelante... — parou para gemer de dor. — Eu estou pouco ligando para quem vai ver a minha vagina! Eu só quero que isso tudo acabe logo. Está doendo pra caralho! — conclui após a dor passar.
Sem outra opção, mesmo revoltado, Embry se viu vencido. Era fato que seus irmãos iriam vê a sua mulher nua. Pior, iriam vê completamente a vagina dela. Até Jacob recebeu ordem de ficar e ajudar Quil.
Como foi orientado, a grávida foi retirada da banheira. Embry fez questão de secar a namorada com todo o cuidado que ele conseguia ter. Mesmo muito relutante, ele permitiu que as duas últimas peças que cobriam a gestante fossem retirada. Mas não poupou os demais de também verem a sua própria nudez.
Quil e Jacob tentaram não parecer desconfortáveis com aquela situação, mas estava sendo difícil parecerem indiferentes a nudez da cunhada. A verdade era que toda aquela situação era estranha e bizarra demais para eles!
Embry ficou ainda mais irado quando vozes gritaram xingando, mandando ele por uma roupa.
Só então que o moreno se lembrou que na vídeo-ligação havia uma enorme platéia. Todos estavam vendo sua mulher pelada. O ciúme fez a cabeça do caçula ferver! Ele xingou e esbravejou até cansar.
Já Jenniffer tentava ignorar que o momento mais esperado de sua vida estava se tornando um verdadeiro circo dos horrores. Ela apenas queria que o filho nascesse logo, já que era inevitável.
Seria um parto normal e em casa, longe de tudo que ela um dia idealizou. Estava apavorada, mas tentava seguir confiante.
— Jenny, éeer... me dê licença! — Quil pediu sem jeito após a cunhada deitar na cama com as pernas afastadas. Ele estava realmente sem graça de ter que tocá-lá.
— Você não vai tocar a minha mulher sem uma luva. — Embry gritou revoltado e agarrou a mão do irmão, impedindo assim que ele continuasse.
— Ah, sim. Claro! Quil vai sair agora para ir a uma farmácia e comprar luvas!— revirou os olhos. — Cala. A. Boca. Embry! O seu irmão vai fazer o que for necessário para tirar logo o nosso filho de dentro de mim! — a grávida quem respondeu irada. — Sou eu quem está sofrendo de dor! No dia que você for capaz de gerar e parir uma criança, você fica com a frescura que for. Agora se cale e me dê apoio! — Jenniffer já chorava pela dor inevitável que vinha a cada contração.
Embry se viu sem argumentos. Fora que ver a namorada chorando de dor, e não poder fazer nada, era torturante para ele. Sem mais opção, a não ser apoiar a loira, o caçula dos irmãos Black se pôs atrás da namorada para dar apoio emocional à cada contração.
— Cara, eu acho que estou agradecido pela Nessie ter feito cesariana! — sussurrou Jacob para Quil. Eles estavam entre o meio das pernas da cunhada.
O que ambos viam não era nada agradável para um homem ver. Estava tudo totalmente diferente do que eles eram acostumados a ver. Era até um pouco assustador.
Leah começou a orientar o primo. Enquanto Quil estava fazendo o tal toque, Jacob segurava o iPad para a prima poder ver tudo pela chamada de vídeo.
Embry não parava de resmungar e xingar!
— Está assim! — Quil mostrou o quanto os dedos, indicador e médio, se afastaram dentro da vagina da cunhada.
— Droga! — Leah resmungou. — Ela está com 7/8 de dilatação. O bebê vai nascer a qualquer momento. — comunicou a médica. Jenniffer começou a chorar de medo e Embry começou a suar de nervoso. — Hora de pegar algumas toalhas limpas e água quente. Ah, lembrei! Acho que deixei uma maleta médica no meu quarto a um tempo atrás. Procurem dentro do meu closet.
Jacob deixou o iPad e saiu correndo para providenciar o que a prima tinha solicitado. Leah conversava com a grávida e com os primos, orientando como tudo teria que acontecer.
Em menos de dez minutos Jacob voltou com a água quente. Ele também tinha pegado a banheira da filha emprestado e dois baldes que Renesmee usava para lavar as roupinhas da neném na mão. A maleta e as toalhas ele já tinha trazido anteriormente. Rachel também havia entregado ao irmão um kit com roupas e fraldas que tinha providenciado para o bebê. Era tudo da Valentina, pois era a menor bebê da casa. Os gêmeos já estavam grandes demais para emprestar roupas para o primo que em breve chegaria.
Renesmee tentou ir para o quarto dos cunhados na intensão de ajudar de alguma forma, mas Valentina estava novamente com febre e berrou quando a mãe tentou por no berço ou passar ela para o colo da madrinha ou tia.
— Quil, agora tenta verificar mais uma vez se a dilatação aumentou. — Leah solicitou.
O moreno balançou a cabeça para cima e para baixo, indo se por novamente no meio das pernas da cunhada.
— Caralho! — gritou Quil alarmado.
— O que foi? — todos perguntaram ao mesmo tempo.
— Tem um tufo de cabelos pretos saindo! — informou assustado. — E definitivamente não é da Jenny. Ela usa depilação brasileira. Não tem nenhum pêlo aqui embaixo! — Quil estava tão nervoso que ao menos pensou no que falava.
Embry xingou horrores a descrição indelicada do irmão sobre a vagina da namorada. Já Jenniffer estava sentido tanta dor que não prestava mais atenção em nada do que falavam. Ela apenas se concentrava na própria dor lacerante.
— Jake, aproxima o iPad! — pediu Leah. Jacob fez o que foi pedido, se assustando com a imagem que via. A vagina da brasileira estava muito dilatada e um pedaço da cabeça do sobrinho já podia ser avistada. — Quil, está nascendo! A cabeça já está saindo. Vocês terão que fazer o parto! — informou, já explicando como eles deveriam de proceder. — Espera, Sam acabou de ligar informado que conseguiram um helicóptero. Estamos indo para Mansão em alguns minutos, mas acredito que o bebê já terá nascido até chegarmos.
— Merda! Merda! — resmungou a gestante, antes de berrar de dor. Agora as contrações estavam insuperáveis. Parecia que estavam quebrando todos os ossos de seu quadril.
Sem outra opção, Quil e Jacob começaram tentar ajudar a cunhada a trazer o sobrinho para o mundo. Já Embry estava em choque, paralisado de medo. Ele estava sem qualquer reação.
Os gritos e berros de dor podiam ser ouvidos por toda Mansão. A cada contração a gestante tentava empurrar, sem muito sucesso, o filho para o mundo.
Embry não saia de trás da namorada. Ele já nem mais ligava para os apertos e mordidas que estava levando. Com certeza aquilo não era nada comparado a dor que provavelmente a loira estava sentido.
— Jenny, faça o máximo de força que você conseguir na próxima vez. Ele está vindo! — Quil falou animado. Era um misto estranho de emoções.
Jacob compartilhava da mesma sensação do irmão mais velho. Tudo aquilo era tão estranho e surreal, ao mesmo tempo.
Jenniffer quis matar o cunhado. Era quase impossível imaginar-se fazendo mais força do que já estava fazendo. A dor era tão forte, que parecia que estavam quebrando todos os ossos de seu corpo. Maldita hora que concordou em se enfiar em uma casa na montanha, no meio do nada, relativamente próximo a provável data do parto do filho. Porém, pelo menos tudo estava acontecendo razoavelmente rápido. Apesar de ser o seu primeiro parto — e ela esperava que fosse o último — só tinham se passado quatro horas desde que sua bolsa tinha rompido, e seu filho já estava prestes a vir ao mundo.
A loira gritou e fez força. Muita força mesmo!
— Ele está vindo! — Quil e Jacob gritaram animados ao ver a cabeça do sobrinho saindo aos pouco. — Força Jenny! Mais força... Continua! — ditaram eufóricos.
Jenniffer berrou alto pela força que estava fazendo. Ela sentia que estava sendo estirada ao máximo, era como se fosse rasgar a qualquer momento. Seu corpo reclamava pela dor. Como reflexo cravou as unhas nos braços do namorado. Embry gemou de dor, mas não falou nada.
— Tá vindo! Tá vindo! A cabeça está saindo... — Quil e Jacob narravam o nascimento do bebê como se fosse um jogo de futebol americano. Quil ajudou a puxar o sobrinho para fora assim que os ombros do bebê tinham passado. — Nasceu, caralho! — Quil falou empolgado.
Jenniffer desabou totalmente sem forças no peito namorado. Ela já não tinha mais certeza se havia conseguido sair ilesa do parto. Provavelmente tinha rasgado o períneo.
— Ele é enorme! — Jacob disse impressionado com o tamanho do sobrinho robusto nos braços do irmão. — Quase do tamanho da Chaveiro.
Tal fato não era tão relevante devido a Valentina ter sido prematura, e até hoje ser considerada de baixo peso e estatura para a idade cronológica. Porém comparar uma bebê de cinco meses e meio com um recém-nascido era realmente impressionante.
— O moleque é uma tora! — Quil falou orgulhoso. Ele olhava envaidecido o enorme sobrinho que ainda segurava.
O menininho olhava tudo com os olhinhos semiabertos e sem chorar.
— Porra, deixa eu ver meu filho. — Embry falou com a voz embargada pela emoção. Levantou com cuidado e pôs a namorada, quase desfalecida, apoiada nos travesseiros.
Jenniffer estava sem forças até para falar.
— Olha como esse moleque é lindão. — Quil ditou orgulho. Pegando o enorme bebê, ainda ensanguentado e ligado a mãe pelo cordão umbilical. — Está na hora de conhecer os seus pais, Moleque. — pôs o bebê na barriga desnuda da mãe.
A mão trêmula da brasileira tocou a cabecinha muito cabeluda. Realmente havia muitos cabelos negros, ainda melados com seu próprio sangue. Os olhinhos tinham dificuldade para se manterem abertos, mas Jenniffer chorou de emoção quando as duas bolinhas verdes fixaram nos dela.
— Oi, meu filho! — Jenniffer falou tão baixo que quase não podiam escutar o que ela dizia. Ela pegou uma mãozinha gordinha do menininho. — Eu sou a sua mãe. E eu vou te amar com a toda minha alma e te proteger com a minha vida! — chorou emocionada.
Embry estava paralisado pela emoção que dominava todo o seu ser. Tudo era tão conflitante. Tantas emoções ao mesmo tempo. Aquele estava sendo o melhor presente de aniversário que tinha recebido na vida. Seu filho veio ao mundo dez dias depois de seu próprio aniversário.
— Eu te amo! — confessou o moreno para a namorada. Beijando o topo dos cabelos dourados. — Obrigada por me tornar pai desse lindo menino.
Jenniffer deixou mais lágrimas descer. Ela sentia-se plena e realizada. Depois de tanto sofrimento ela conseguiu realizar seu maior e mais oculto sonho; Ser mãe!
— Parabéns, moleque. — Quil e Jacob puxaram Embry para o abraço, rompendo o momento do casal. — Porra, tu soube fazer um moleque lindão.
Embry deixou lágrimas, pela emoção, descer pelos olhos enquanto os irmãos abraçavam-no. Jamais se imaginou pai um dia, mas agora era difícil pensar em sua vida sem aquele ser pequenino, dominando um enorme espaço em seu peito.
— Ele é a sua cara! — Jacob afirmou. E era verdade. O sobrinho era totalmente parecido com o irmão caçula, mesmo que o rostinho ainda estivesse inchado. — Parabéns Jenny.
A loira, mesmo fraca, sorriu. Estava sentindo-se tão orgulhosa. Ela estava envaidecida com o próprio filho.
Quil amarrou firme, com fio de sutura, as extremidades do cordão umbilical e deu a tesoura para Embry cortar.
O caçula dos irmãos Black cortou orgulhoso o cordão que ainda ligava o filho à mãe.
Mesmo sem muito jeito, os irmãos Black banharam e vestiram o gordinho bebê. A fralda tamanho P e o macacão branco de ursinho, que era da Valentina, serviu direitinho no menininho.
— Já podemos saber o nome desse garotão? — Jacob entregou o bebê para a mãe. Jenniffer ainda permanecia deitada nua na cama suja de sangue, apenas o cobertor foi puxado.
Eles não sabiam o que fazer com ela. E Leah já estava a caminho. Chegaria a qualquer hora.
— Arthur! — ditou orgulhosa. — Nome de rei!
— Baby, acho que poderia ser Embry Junior. — opinou Embry. — Meu filho é a minha cara. — ditou orgulhoso.
— Não começa! — Jenniffer guardou o sorriso e olhou seria para o namorado. — Já basta ele ser a sua cara. O meu filho terá que ter ao menos um nome próprio e não a cópia do seu! — revirou os olhos.
De repente o quarto foi invadido por um monte de gente. Leah e Lancarter correram para examinar a brasileira e ajudar no que ainda fosse necessário.
O helicóptero tinha chegado trazendo alguns membros da família.
— Jenny! — Barbara correu para ver a amiga e o afilhado. — Meu Deus, como ele é lindo! — beijou os fios suados da amiga. E tocou encantada as bochechas gordinhas do menininho.
Seth correu para ver o afilhado e abraçar o primo!
Enquanto todos mimavam a loira e o bebê, os dois médicos ajudaram a retirar a placenta e deram alguns pontos no local. Realmente o períneo da brasileira tinha rasgado devido ao bebê enorme que trouxe ao mundo.
Embry tinha cansado de resmungar por todos estarem vendo a sua mulher nua, de pernas abertas na cama.
Todos transbordavam de emoção pelo novo integrante da família. O bebê era enorme e saudável, como Leah pôde constatar. Provavelmente ele pesava mais de quarto quilos e meio e media uns cinquenta e cinco centímetros.
De repente o choro forte cortou todo o quarto.
— Caralho, o moleque tem pulmão! — Embry tinha os olhos arregalados. O filho berrava alto.
— Toma, Baby. — passou o bebê correndo para namorada.
— Já está se mostrando um excelente pai! — Barbara revirou os olhos.
— Ah, deixa de ser chata uma vez na vida e me dê um abraço. — Embry puxou a brasileira morena para o abraço. — Se não fosse por mim, você não teria um afilhado tão lindão assim!
A morena resmungou, mas abraçou o compadre. Eles começaram a pular de alegria.
Todos começaram a rir.
Antes mesmo de Jenniffer oferecesse o seio para o filho, o menininho farejou o peito da mãe e abocanhou a auréola de forma instintiva.
— Aí, merda! — resmungou a loira.
— O que foi, Baby? — Embry soltou Barbara e correu para se por ao lado da cama. — O que está acontecendo? — perguntou assustado.
— Ninguém me falou que iria doer para amamentar. — a loira retorcia a face em caretas de dor. O filho sugava com força o seio dela. — Senhor, meu seio não vai aguentar isso.
— É assim mesmo, Jenny. — comentou Rachel. Ela tinha entrado no quarto quando escutou o sobrinho chorar. — Meninos são mais gulosos.
Jenniffer mesmo sentindo dor, amamentou o filho até ele ficar saciado. O robusto menininho pegou no sono com o bico do peito da mãe na boca.
— Jenny, agora vamos tomar um banho e se vestir. — Leah informou. — Alguém pode trocar as roupas de cama enquanto ajudo a Jenny no banho? — perguntou a médica.
Embry pegou o filho adormecido nos braços e Barbara se ofereceu para arrumar a cama da amiga.
A verdade era que Jenniffer estava exausta e precisava descansar em uma cama limpa e seca, com roupas igualmente limpas e confortáveis.
Após deitar na cama limpa, já de banho tomado, a brasileira pegou num sono profundo em menos de cinco minutos.
Barbara sentou em uma poltrona posicionada ao lado da enorme cama. Ela zelava pelo sono da melhor amiga e embalava o afilhado nos braços.
Todos tinham deixado o quarto, até mesmo Embry. O mais novo papai do pedaço teve que ser arrastado para fora do quarto por seus irmãos. Ele relutava em sair do lado da namorada.
Eles precisavam de uma reunião para decidir o que fariam, afinal, a viagem a Aspen tinham sido muito mais surpreendente do que todos esperavam. Porém era hora de decidir o que fazer dali em diante. Um recém-nascido tinha vindo ao mundo antes do esperado e ali não tinha nenhuma estrutura para o novo bebê.
Depois de discutirem muito, todos optaram por antecipar a volta para Nova Iorque. Eles iriam aproveitar para fazer a viagem de helicóptero até o centro de Aspen, já que não tinham como sair dali de carro, de lá iriam para o aeroporto.
Enfim as férias em Aspen haviam terminado antes da hora, porém de uma forma gloriosa. Sendo marcada por muitas surpresas para todos os The Wolf.
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