Notas iniciais
Uhuuuuul... ouvimos gritos de ALELUIA? Achamos que sim! Rs Mas aqui está mais um capítulo de TLAD! Sei que demoramos muito, mas a vida não anda fácil para nenhuma de nós duas! Tarefas a mil. Porém JAMAIS iremos abandonar TLAD! Capítulo dedicado a queria leitora Izza Black pela lindíssima recomendação! Agora sem mais enrolação. Vamos ler e nos falamos lá embaixo!

TWO LIVES A DESTINATION

A manhã tinha chegando tão rápido que ao menos parecia que já tinham se passado mais de nove horas desde que o casal havia se recolhido para o quarto. Porém as horas interrompidas de sono justificavam o aparente cansaço, uma vez que gastaram boa parte da noite se amando ou cuidado das necessidades da mais nova moradora da mansão.

Renesmee deixava a água mornar cair sobre o corpo na tentativa levar o sono e a preguiça embora. Tinha acordado há poucos minutos com o choro exigente da filha.

Depois de atender as necessidades da pequenina, enquanto que Jacob seguiu para realizar sua higiene matinal, a loira deixou a bebezinha com o pai e foi recorrer a uma ducha para espantar os resquícios de sono e cansaço.

A noite tinha sido muito intensa entre as exigências da filha e as do marido, mas ainda assim, imensamente prazerosa e gratificante.

Renesmee sorriu ao fechar o registro do chuveiro. Ela não trocaria por nada aquela vida! Há muito os receios e medos por abandonar sua vida Amish tinham desaparecido, agora restava apenas a realização por ter construído a família que sempre sonhou ter.

Quando a loira deixou o banheiro, após concluir sua higiene matinal, se deparou com uma cena que encheu o seu coração... Ele parecia que iria transbordar de tanto amor!

Jacob estava cochilando sobre a cama e em seu imenso peito nu e largo, um pequenino embrulhinho cor de rosa lá repousava.

Pai e filha estavam dormindo juntos e em sintonia. A proporção da pequenina bebê sobre o enorme peitoral do pai era contrastante ao extremo.

Jacob era um homem enorme, quase dois metros de altura. Porém as mulheres que o cercaram eram tão pequeninas. Ele amava isso!

Renesmee suspirou admirando a cena que seus olhos amorosos contemplavam.

De repente, olhos negros passaram a observar-la também.

Jacob tinha o sono muito leve, ele tinha escutado quando a esposa fechou o chuveiro, mas permaneceu de olhos fechados. Estava curtindo o momento com a filha nos braços.

— Ela dormiu assim que você entrou no banho, Nessie! — sussurrou o moreno, na intenção de não perturbar o sono da filha.

— Achei que você também estivesse dormido — respondeu também ao sussurro, já se aproximando da cama. — Vocês estão tão lindos assim. — Suspirou apaixonada.

— Quer pegar o meu celular e tirar uma foto?

— Adoraria! — o sorriso resplandeceu no rosto de Renesmee.

Agora quem contemplou apaixonado foi Jacob.

Ele lentamente esticou o braço, sem fazer um movimento brusco, e buscou o celular na mesa de cabeceira. Olhou a hora, já estava na hora de levantar, e desbloqueou a tela do iPhone com a digital, entregando o aparelho para a esposa.

Renesmee apesar de ainda não dominar os aparelhos tecnológicos, sabia ao menos fazer o básico. Uma foto simples não seria problema para suas limitadas habilidades.

Tomando espaço ao pé da cama a ex Amish começou a clicar o marido e a filha em alguns ângulos. Jacob havia voltado a fechar os olhos para dar mais naturalidade a foto.

— Depois eu edito as fotos e mando imprimir — ditou após a esposa terminar de capitular as imagens. — Mas agora eu preciso levantar, tenho reunião por volta das dez horas da manhã. Provavelmente vou chegar atrasado, visto que já são oito e meia e eu ainda preciso me trocar e tomar café da manhã.

Lentamente o moreno começou a levantar — o que ressaltou o abdômen trincado — sem fazer movimento brusco. Não queria acordar a pequenina que dormia tão serena em seu peito.

— Nessie, traz aqui o bebê conforto.

Renesmee apressou-se em pegar o acessório que estava encima de uma poltrona que tinha ali no quarto.

Jacob com todo o cuidado que conseguia ter colocou a filha adormecida no confortável estofado do acessório infantil que Renesmee repousou sobre a cama deles. Precavido, ele ainda vestiu o cinto de segurança que continha o bebê conforto. Não que Valentina fosse se mexer de forma que corresse risco de cair, mas todo cuidado era pouco na cabeça do moreno.

Jacob e Renesmee foram se trocar para poder descerem e tomar café da manhã. Valentina seguia dormindo inabalável em seu bebê conforto.

Antes de Jacob sair para trabalhar, Valentina despertou e exigiu atenção. Imediatamente Renesmee atendeu a exigência da filha oferecendo o seio.

Com um beijo casto nos lábios da esposa e outro na cabecinha da filha, Jacob se despediu antes de deixar a mansão para trabalhar. Porém ele deixou avisado que era para Renesmee ligar caso tivesse qualquer dúvida ou algum problema. Lupita e Mabelle iriam auxiliá-la nos cuidados com Valentina ao longo do dia.

Seria o segundo dia da menininha em casa. Jacob não queria a esposa sozinha com a bebê, mas tinha importantes decisões para tomar sobre os negócios junto com os irmãos e primos. Era indispensável a sua presença na reunião de hoje, nem que voltasse mais cedo para casa depois de tudo resolvido.

TLAD

O caminho até o escritório que o grupo mantinha no coração de Manhattan foi lento, quase meia hora, apensar da distância não ser tão grande. Porém era horário de rush, o que justificava o trânsito lento.

Jacob que detestava atrasos, chegou vinte minutos atrasado naquela manhã. Mesmo fazendo algo que abominava, o moreno chegou calmo e cantarolando ao local.

Nada naquele dia iria tirar a sua rara alegria. Ele estava feliz porque agora a filha estava em casa, porque teve uma noite gloriosa com a esposa depois de mais de três meses sem tocá-la... Eram muitos os motivos que fazia-o sorrir naquela manhã.

— Está atrasado! — Jared foi quem avistou primeiro o primo cantante. — Já estão todos aí, só esperando a donzela chegar começar a reunião — ditou irritado.

Jared tinha ido à copa buscar creme para por no seu café e no caminho de volta esbarrou com o Jacob no corredor.

— Bom dia para você também, Jared. — Sorriu debochado ao cumprimentar o visível mal humorado primo. — Acho que a Kim te botou de castigo de novo. Que merda aprontou agora?

— Vai se foder, Jake! — retrucou ríspido. — Não entendo essa mania de associar comprometimento com sexo. Minha vida sexual anda muito bem, só para informar. Porém não sou obrigado a esperar a princesinha cantante da Disney! — Por fim, deu um sorriso debochado.

Jacob nada respondeu de volta. Apenas sorriu e contou mentalmente até dez enquanto caminhava junto com o primo para a sala de reunião. Estava de bom humor, mas não era de ferro.

— Até que enfim a mocinha chegou! — Paul ergueu os braços para o alto em um gesto teatral assim que viu Jacob entrar com o irmão na enorme sala de reunião. — Achei que estava perdido no mundo de Oz. Cantando e dançando com os seus sapatinhos de rubi! Antes você era o boneco de lata Jake, mas agora está mais para Doroty! — O sorriso irônico estava fixo em seus lábios.

— Hoje nada tira o meu bom humor, nem você Paul, então apenas vá se foder. — Sorriu enviesado para o primo. — Bom dia para todos!

— Bom dia! — Todos responderam em uníssono, porém no automático. Um olhava para o outro, ainda abismados, com o alegre comportamento peculiar de Jacob.

Antes o moreno estaria esbravejando, chegando já dando ordens e começando a reunião antes mesmo de sentar na cadeira, mas a única coisa que Jacob fazia no momento era caminhar sem pressa e com um sorriso fixado nos lábios.

A pitoresca gargalhada de Paul e Emmett atraiu a atenção dos demais. Sam segurava o riso, já até imaginava o que o irmão iria falar.

— Caralho, o cara finalmente trepou! — Paul gargalhava alto, os demais agora, acompanhando. — Falei que tirar a porra acumulada das bolas melhorava aquele humor do capeta que você estava.

— Vejo que meu irmãozinho se lambuzou até a alma. — Embry acompanhou Paul na zoação. — Santa Nessie! Essa é capaz de realizar milagres. Ou seria endiabrada Nessie? — Embry levou o indicador aos lábios fingindo pensar sobre o trocadilho.

— Vão todos se foderem! — respondeu Jacob, mas sem abandonar o sorriso dos lábios. — Desde quando a minha vida privada se tornou assunto de pauta?

— Desde que a Nessie cruzou as pernas e te deixou acumular fluidos, digamos assim! — Paul não tinha limites para zoação!

— Ok, agora já chega! — Jacob ditou sério, mas imagens dele arremetendo sobre o corpo de quatro da esposa invadiu a mente dele. Uma corrente de excitação passou por todo seu corpo, o sorriso malicioso brotou de novo. A noite tinha sido magnífica!

— Algo me diz que as coisas foram mais empolgantes do que de costume. Nunca vi essa cara de idiotia antes — Quil ditou após analisar bem o irmão. — Ah, já sei! — o sorriso diabólico dominou as feições dele.

— Até você? — Jacob perguntou para irmão mais velho. Um conhecia o outro com a palma da mão.

— Foi inevitável. — Quil deu de ombros, fingindo se desculpar, mas sem nenhum pouco de remorso ou arrependimento.

— Sou o único que ficou boiando? — Seth perguntou em nítida confusão.

Ele estava alternando sua atenção na conversa com as mensagens trocadas com a namorada. Barbara tinha ido levar a gatinha Pandora a uma consulta veterinária. Seth queria ser informado sobre tudo com relação à gata, que virou o seu xodó.

— É sério que você não entendeu Seth? Cara, você tá perdendo a malandragem! — Embry socou o braço do primo. — Jake está assim porque saiu do jejum de forma gloriosa. Nessie foi o banquete completo da noite. COMPLETO! Entendeu? — Sorriu enviesado.

— Aah! — Agora até Seth olhava Jacob de forma maliciosa também. Ele entendeu que falavam sobre fazer os três tipos de sexo.

— Vamos parar de falar da porra da minha intimidade? Já chega, caralho! — Cortou agora sério.

Jacob não permitiria que comentassem de forma pejorativa sobre sua esposa. Antes ele não se importava quando falavam de forma tão explícita sobre suas aventuras sexuais com antigas amantes, mas Renesmee era esposa e mãe de sua filha, tinha que ser respeitada acima de tudo.

Que todos deduzissem o que aconteceu era fácil e lógico pelo comportamento dele, mas ficar falando em alto e bom tom já era demais. Afinal, todos ali com certeza faziam o mesmo com suas parceiras e não era assunto que ficassem comentando de forma explícita em uma mesa.

— Ok, parou todos. — Sam retomou o controle cortando os excessos dos caçulas e do irmão mais velho, Paul. — Temos que começar a reunião e a intimidade do Jake não é um dos assuntos. De qualquer forma, parabéns aí!— o moreno gargalhou de forma breve antes de ficar sério de novo. Ele não iria perder a chance de também zoar Jacob.

Jacob apenas olhou de soslaio, mas não disse nada, pois Sam já emendou a breve brincadeira com o primeiro assunto de pauta.

Eles ficaram discutindo e decidindo por duas horas as medidas que deveriam ser tomadas.

Mais cinco unidades da famosa franquia de academia que eles possuíam iria abrir. Já somava a um total de 120 unidades espalhadas por todo Estados Unidos. Fora a reforma das boates que iria ocorrer no próximo mês e a abertura de mais dois restaurantes em Nova Iorque. Isso era só os negócios lícitos.

Já os ilícitos prosperavam tanto ou mais. Um novo e grande carregamento de drogas e armas chegariam em duas semanas. Todas as armas já tinham destino certo e iria render uma enorme fortuna de lucros a eles. Fora que a droga já tinha distribuidores certos, tudo vendido. Tudo muito próspero e organizado.

— Agora só precisamos decidir quem irá viajar e quem vai ficar — ditou Jared após terminar uma anotação em seu iPad.

— Cara, eu gostaria de ficar dessa vez. Valentina chegou ontem em casa. Tudo é novo e Renesmee ainda se sente muito insegura com relação a tudo isso. E eu mesmo não me sinto seguro em deixá-las sozinhas para viajar — concluiu Jacob.

— Tudo bem, Jake, eu posso ir. Aproveito e levo a Emily comigo. Ela vai adorar. Como são viagens pelo país e todos são relacionados aos negócios legais, não tem problema eu levar ela comigo — informou Sam.

— Uma boa ideia — concordou Jared. — Também posso fazer as viagens. Aproveito e levo a Kim também. Assim quando formos tratar sobre os negócios, uma faz companhia para a outra. Elas vão adorar fazer compras juntas. — Olhou para Sam.

— Eu definitivamente não posso deixar a Jenny sozinha — Embry falou taxativo. — Ela está uma bomba nuclear de emoções e instabilidades, nunca se sabe quando vai ficar bem ou não. Agora que já chegou aos seis meses tudo está mais complicado e delicado. O moleque está cada vez maior e chutando demais, ela já está sentido as mudanças mais significativas. Me preocupa ela precisar e eu não está por perto — justificou-se. — Se fosse uma viagem breve, de um fim de semana, eu iria, mas duas semanas é muito para ficar longe dele — concluiu o caçula.

— Entendemos a questão, Embry. — Quil saiu em apoio do irmão caçula. Agora convivendo mais com a cunhada, devido ao tratamento de fertilização que estava fazendo na clínica que ela trabalhava, ele sabia que a brasileira tinha uma gestação delicada. — Eu até posso ir por uma semana, mas na segunda semana terei que voltar para Nova Iorque. Tenho uma importante consulta médica com a Claire. Não posso está ausente de maneira nenhuma.

— Está tudo bem? — perguntou Jacob preocupado.

Na verdade todos ficaram. Quil se mantinha sério ao falar, porém não tinha comentado nada com ninguém sobre algum problema médico.

— Sim, está — Quil disse evasivo. Ele não se sentia pronto para se abrir com os demais sobre o problema que estava tendo com relação a fertilização. Claire havia sido submetida a uma inseminação há quase duas semanas e em mais duas semanas eles teriam que voltar a clínica para fazer exames para concluir se haviam tido êxito na tentativa. — Apenas problemas femininos... Mas ela fica assustada com tudo isso e preciso acompanhá-la nos exames. — mentiu para não preocupar os demais.

— Ah, tá — foi tudo que Jacob disse. Ele sentiu que o irmão escondia algo, mas conhecendo bem Quil, sabia que ele só iria se abrir quando estivesse se sentindo pronto para falar. — Acho melhor então você não ir, pois depois alguém terá que lhe subsistir e pode ser complicado. Acho que nessa viagem três de nós será suficiente — concluiu. — Quem pode ir por essa duas semanas?

Todos olharam para Seth e Paul. Eram os únicos que faltavam se manifestar, uma vez que Jasper e Emmett ficavam encarregados somente pelos negócios ilegais. Eram eles quem ficavam de frente ao grupo criminoso. A identidade dos The Wolfs era mantida em absoluto segredo. Só um seleto grupo conhecia a verdadeira identidade deles por trás da fachada social da família Black-Clearwater.

— Acho melhor Paul ficar para me ajudar com a logística desse carregamento. Como fomos nós que fizemos a encomendas das armas, será mais rápido se ele ficar para me ajudar a conferir cada caixa — explicou Emmett.

— Eu vou, não tem problem. — disse Seth. — Vou ver se a Babi também quer ir comigo, assim levo ela para viajar. Nunca viajamos para fora de Nova Iorque. Acredito que ela pode conseguir tirar uma licença no estágio, talvez até fiquemos alguns dias a mais para curtir — concluiu sorridente o caçula dos irmãos Clearwater. — Teria algum problema se eu resolvesse ficar fora alguns dias a mais?

— De jeito algum. Cuidamos de tudo por aqui — Paul respondeu por todos. — Os projetos da reforma das boates eas obras dos novos restaurantes estão sendo projetados pela Rachel. Então não teremos problemas ou precisaremos nos preocupar com arquitetos. Já os negócios dos "The Wolfs" damos conta de tudo.

— Ótimo. Então tudo resolvido — Sam ditou, já anotando algumas coisas no iPad. — Vou fazer as reservas nos hotéis e passar os destinos para o nosso piloto, ele vai preparar o plano de voo para o nosso Jatinho.

— Vou ver com a Babi e te confirmo. — Seth disse sem olhar para os demais, ele já digitava uma mensagem para namorada.

— Tudo bem — concordou Sam. — Mas farei as reservas já contando com ela. Caso ela não possa ir, de qualquer forma, você sempre fica em quarto grande mesmo. — Deu de ombros.

— Sim, Claro — Seth respondeu sem prestar muita atenção no que o irmão falava. — Mas tem que vê se os hotéis aceitam Pet.

— O quê? — Jared que perguntou abismado com o que o irmão mais novo acabava de falar.

Todos olhavam para Seth, que não havia prestado atenção que agora todos os olhares estavam direcionados para ele.

— O quê? — Seth repetiu a pergunta assim enviou a mensagem para namorada e percebeu que todos olhavam para ele e esperavam por algo.

— Seth, você não pretendem levar aquele resto de placenta felina, não é? — Paul prendia o riso ao questionar o irmão mais novo.

— Não fale assim da Pandora. Ela é apenas uma gata exótica... mas lindinha. — repreendeu com semblante sério o caçula dos Clearwater. — E é óbvio que se a Babi for comigo na viagem nós vamos levar a Pan.

— Você só pode estar de sacanagem? — Sam perguntou incrédulo.

— Tenho cara de quem está brincando? — Seth estava cada vez mais sério ao passo que todos começavam a rir.

— Seth, não é prudente levar a gata com vocês. — Ponderou Embry. — Gatos não são como cachorros. Ela pode sair pela janela e não voltar mais. Seu apartamento foi adaptado com telas e redes de proteção para ela não fugir, porém nos hotéis não terá nada disso. Imagina se Pandora fugir? Barbara te mata, e a Jenny também. Se quiser pode deixá-la conosco, não tem problemas.

— Nem fodendo! Aquele cachorro do Satã vai querer matar a Pan — rebateu Seth, mesmo analisando sobre o que o primo disse. Tinha total fundamento.

— Não fala assim do Thor. — Agora era Embry quem saia em defesa do pit-bull de estimação. — Ele foi totalmente adestrado. E desde de que a Jenny foi morar comigo, e ele percebeu que ela está grávida, Thor virou muito sociável e calmo.

— Ainda sim quase acabou com a Branquinha. — Lembrou Jacob do fato quase trágico. — Melhor é deixar a maldita gata na cobertura e Embry, ou a Jenny, vai lá por comida todos os dias, já que vocês moram em prédios vizinhos. Ou também vocês podem deixar aquela gata do avesso em um hotel para pets — sugeriu.

Seth olhou de cara feia para Jacob. Ele não gostou da forma que o primo chamou a gata de estimação.

— Thor só tem tesão pela Branquinha. Ele quis comê-la de forma diferente do que você imagina. — Embry sorriu sugestivo para Jacob

— Mantenha aquele demônio bem longe da Branquinha. Eles são fisicamente incompatíveis ele a deixaria sem levantar as patas traseiras, esqueça isso — ordenou Jacob irritado.

— Isso não te impediu de se aproximar da Nessie. Vocês também são fisicamente incompatíveis — debochou o caçula Black.

— Embry, mais uma gracinha com essa e eu te mando com o nariz sangrando para casa — avisou Jacob!

— Já chega! — intercedeu Sam, mais uma vez. Ele prendia o riso mediante a bizarra conversa sobre os animais de estimação. — Seth, confirma com a Babi se ela vai poder ir mesmo e depois me avisa. E tente arrumar uma solução mais amena para a gata de vocês. Realmente não acho prudente levá-la. Gatos têm espírito livre e gostam de explorar a rua, ela pode fugir de algum dos hotéis. Mas qualquer coisa me avisa o que ficar decidido.

— Então isso é tudo, não é? — Jared já levantava da cadeira e catava o celular e o iPad na mesa. — Viajamos em cinco dias. Agora vamos almoça que estou faminto.

Todos concordaram que a reunião havia chegado ao fim. Era começo da tarde e todos também estavam famintos, então decidiram seguir até o restaurante deles mais próximo dali.

Jacob por mais que quisesse voltar o mais rápido possível para casa, ainda tinha que terminar os sensores de segurança que estava desenvolvendo para implementar na próxima semana nos depósitos e no casarão do grupo. Era ele quem ficava responsável pela aquela parte da segurança.

Após ligar para a esposa e constatar que estava tudo bem com elas, Jacob seguiu para almoçar com os demais.

TLAD

A ansiedade dominava o casal. O coração trotava forte no peito e as mãos unidas estavam pegajosas, mesmo com o frio que fazia naquela semana de começo do inverno.

Quil e Claire seguiam casados e em breve o casal completaria um ano desde que se conheceram e ficaram juntos. Ambos torciam para que Deus os agraciassem com um enorme presente. Eles desejavam um filho acima de tudo.

— Gatinha, o que vai querer beber? Precisa ingerir mais líquido. A médica falou quatro litros. — Quil pediu o cardápio novamente a atendente e entregou para a esposa.

Eles tinham acordado relativamente cedo e decidiram fazer o desjejum em um gracioso café Francês que ficava próximo a clínica de fertilização que frequentavam. Teriam exames para realizar naquela manhã.

Ambos haviam comido e bebido de forma maravilhosamente satisfatória, porém Claire precisava ingerir pelo menos quatro litros de líquido para realizar a ultra-sonografia transvaginal, que verificaria se os óvulos inseminados haviam fixado no útero, iniciando assim a gestação.

— Eu já me sinto satisfeita — disse de forma delicada a loira. Ela estava mais sensível e dengosa desde que descobriram o problema de fertilidade.

— Gatinha, mas tem que tomar mais líquido para fazermos o exame. — Quil buscou a mão da amada e segurou, depositando ali um beijo. Ele havia se transformado em um homem muito mais paciente desde que o problema surgiu entre eles. — Que tal chá? Pode ser quente ou não, mas precisa beber mais.

— Então vamos pedir mais daquele chá frio de frutas e flores? Eu achei tão saboroso!

— Vou pedir logo dois bules. Temos apenas meia hora antes do horário do seu exame.

Quil fez o pedido e também pediu mais dois pedaços de cheesecake de frutas vermelhas para eles.

Como a clínica ficava quase em frente ao refinado Café, eles só teriam que atravessar a rua, praticamente.

Claire acabou bebendo tudo com o incentivo do esposo, mas no final já choramingava para beber a última xícara. Ela sentia a bexiga cheia, parecia que iria explodir a qualquer momento. Sem contar que já estava enjoada de tanto beber chá.

— Vamos, amor. — Claire se levantou e apressava Quil. Ele estava pagando a conta. — Não estou aguentando, parece que vou explodir.

A sensação era agonizante. Claire, apesar de muito ansiosa, não via a hora de terminar de fazer o exame para poder esvaziar a bexiga.

De forma apressada eles deixaram o Café e atravessaram a rua, andando poucos metros até entrar na luxuosa clínica.

Por ser tratar de uma clínica de luxo, Claire não precisou ficar aguardo para ser atendida. Sua médica já estava esperando por eles para iniciar o atendimento.

Como a loira relatou que estava se sentindo muito desconfortável, a médica — amiga da Leah — especializada em fertilização, apenas colheu o sangue da loira para realizar o exame e já conduziu o casal para sala de ultra-som. Lá Claire se trocou e vestiu o avental descartável.

— Claire, você já sabe como funciona o exame — ditou a médica ao por a camisinha e o lubrificante no cabeçote do aparelho e direcioná-lo para o meio das pernas da loira. — Então, apenas tente relaxar para não sentir nenhum desconforto.

Claire seguia deitada na maca ginecologia, com os pés apoiados no estribo e pernas afastadas. Aquilo tudo era tão novo e constrangedor para ela, mas o desejo por ser mãe superava tudo.

Quil apertou a mão da esposa em sinal de apoio. Ele sabia o quanto ela sentia-se envergonhada e assustada com toda aquela modernidade. Ele se odiava por fazê-la passar por tudo aquilo.

— Pronta? — perguntou a jovem médica. — Apenas relaxe! — pediu antes de introduzir o aparelho no canal da ex Amish.

Ninguém falou nada pelos breves cinco minutos que durou o exame.

— Prontinho. — A médica sorriu amável ao remover delicadamente o aparelho do canal vaginal de Claire. — Agora já pode esvaziar a bexiga e se limpar ali no banheiro. — Apontou para porta branca. — Quando terminar de se vestir podem seguir direto para a minha sala, vou verificar se o exame de sangue já está pronto. — A médica saiu deixando o casal a sós.

— Gatinha, precisa de ajuda? — Quil perguntou após ajudar a esposa a descer da maca ginecológica.

Claire apenas balançou a cabeça em negativa e praticamente correu para o banheiro. Ela queria esvaziar a bexiga o mais rápido possível ou acreditava que fosse explodir a qualquer momento.

Quil permanecia sentado na cadeira quando Claire deixou o banheiro já vestida com sua roupa. Ela mantinha o rosto sereno, mas Quil sabia que ela estava nervosa. A loira mordia os lábios e apertava a alça da bolsa nos ombros.

O moreno levantou-se e foi até esposa, abraçando e beijando-a com amor.

— Sente-se pronta? Podemos ir? — Quil perguntou após encerrar o beijo.

— Sim! — Claire sorriu um pouco mais confiante.

Eles seguiram de mãos dadas até a sala da médica. Quil bateu apenas uma vez antes de escutar o comando para entrarem na sala.

— Sentem-se, por favor. — A doutora apontou sorrindo para as duas cadeiras que tinha em frente a sua mesa.

— E aí Dr. Swift, já tem os resultados dos exames? — perguntou o moreno ansioso, assim que se acomodaram nas cadeiras.

— Calma, senhor Black — falou amável, em seguida elevou a comissura labial para o casal, de forma gentil. — Pedi ao Dr. Peter para vir a minha sala. Ele faz parte da equipe e quero apresentá-los.

Mal a médica tinha se pronunciado e uma batida na porta anunciou a chegada do convidado. Assim que foi dado o comando para entrar, um médico ruivo entrou pela porta.

Quil ajeitou a postura na cadeira, tinha se sentido incomodado com a presença do jovem médico. Ele tinha uma boa aparecia. De soslaio, olhou para esposa que se mantinha inabalável, porém os olhos tentavam entender porque daquele novo profissional ser inserido na equipe.

Após as devidas apresentações o médico sentou-se em uma cadeira bem afastada do casal e até da própria mesa da companheira de equipe.

Quil manteve-se curioso, pois não entendia o que o médico fazia ali e nem que especialidade ele era.

— Eu sei que estão curiosos para saber os resultados dos exames. — Dr. Denise Swift atraiu a atenção novamente para ela. — Mas quero antes que entendam que o tratamento de inseminação artificial consiste em uma série de etapas e que o caminho às vezes pode ser longo. — A médica mais uma vez sorriu complacente para o casal.

Na mesma hora Quil segurou firme na mão de Claire. Ela parecia não ter entendido ainda onde aquele discurso meticulosamente preparado iria chegar, porém ele já.

— Nós não tivemos problemas com o material colhido de vocês e nem com a inseminação artificial, ela foi bem sucedida. Porém estou muito surpresa em constatar que infelizmente não ocorreu a fixação dos dois óvulos implantados no útero. Eu sinto muito mesmo. Estou muito surpresa pelo fato de Claire ser totalmente saudável, mas infelizmente nāo foi dessa vez. Podemos tentar novamente em breve.

— Não tenho um bebê? — Claire levou a mão livre ao abdômen plano, pelos belos olhos azuis já desciam abundantes lágrimas.

— Gatinha... — Quil ergueu-se e puxou Claire para seus braços protetores.

O moreno sentia como se coração estivesse sendo esmagado. Eles tinham tantas esperanças de que iria dar certo na primeira tentativa, mas agora restava apenas administrar as emoções e cuidar da esposa.

Claire não conseguiu segurar o choro. Deixou descer todas as lágrimas que podia liberar, estava se sentindo frustrada e fracassada.

Quil podia sentir o pequeno corpo convulsionar em seu peito devido aos soluços do pranto derramado, a camisa social azul clara que vestia já estava molhada pelas sofridas lágrimas liberadas pela amada. Aquilo o destruiu ainda mais.

Lentamente Claire foi se aclamando e retomando a consciência de que não estava sozinha na sala com o esposo. Devagar, foi retirando o rosto que havia enterrado no peito do amado.

— Eu te amo — Quil sussurrou no ouvido dela. De forma carinhosa, até demais para ele próprio, limpou os resquícios das últimas lágrimas que ainda marcavam o lindo rosto, agora todo avermelhado. — Tudo vai dar certo, eu prometo — voltou a sussurrar somente para ela ouvir, só ela importava.

— Eu sei o quanto tudo isso é frustrante. Infelizmente já vi muitos casais passarem por essa mesma situação — Doutora Swift voltou a falar quando viu que o casal havia se acalmado um pouco e voltaram a se sentar. — Mas posso garantir que em todos os casos similares ao de vocês, nós tivemos sucesso em alguma outra tentativa. — Sorriu tentado passar confiança ao casal. — Dr. Peter poderá ajudar vocês nessa questão de como controlar as emoções. Ele é um excelente psicólogo, especialista nesse assunto. Sempre recomendamos algumas consultas durante esse período de espera para uma nova tentativa.

Foi somente após a menção do médico que Quil lembrou-se do profissional que se mantinha afastado dali. Ele não gostava de psicólogos, menos ainda desse.

Não precisou de psicólogos quando perdeu os pais, não seria agora que iria precisar. Porém talvez fossem informações demais para Claire assimilar em tão pouco tempo. Talvez fosse bom para ela, mas ele definitivamente não iria incentivá-la a se tratar com o psicólogo, a não ser ela quisesse. Então ele iria acompanhá-la nas consultas, pois jamais a deixaria ir sozinha.

Quil era homem. Sabia como cabeça de homem funcionava. Sabia como era fácil se aproveitar de uma mulher fragilizada. Claire era absurdamente linda e atraente e por mais que tivesse amadurecido, ainda era bastante inocente em muitos aspectos. Não deixaria a sua quase dócil ovelha perto de um lobo atraente.

Talvez aquele psicólogo a envolvesse e a seduzisse, poderia prometer-lhe filhos sem tratamentos longos e dolorosos. Talvez aquele homem ali pudesse dar todos os filhos que ele era incapaz de gerar... Quil balançou de forma discreta a cabeça para dissipar os pensamentos ruins, o ciúme e insegurança queriam dominá-lo!

— ...Sei que no momento querem ficar a sós com a dor de vocês. Que provavelmente não é o momento para conversamos sobre isso, mas gostaria de ressaltar que o apoio psicológico é fundamente durante essa espera, que poderá ser longa ou não — disse o psicólogo com uma voz macia.

Quil odiou ainda mais o homem. Ele tinha começado a falar e ao menos Quil tinha prestado atenção, só se deu conta que o psicólogo falava algo quando se forçou a parar de pensar sobre o homem.

Claire parecia mais aliviada, provavelmente algo que o psicólogo falou enquanto ele não prestava atenção.

— Vamos pensar sobre o assunto. — Quil cortou sem ao menor interesse de saber o que o psicólogo havia falando anteriormente. — Qualquer coisa marcarmos uma consulta, porém se agora nos der licença, gostaríamos de conversar com a nossa médica em particular.

— Sim, claro. — O psicólogo, como ótimo profissional, logo entendeu a insegurança do moreno. — Fiquem a vontade de ligarem para marcar uma consulta quando sentirem-se prontos. Agora com licença. — Peter cumprimentou o casal com um breve aperto de mão, não queria causar mais desconforto ali.

O psicólogo deixou a sala em silêncio, mas lançou um olhar significativo para colega de trabalho, quando o casal não estava mais olhando.

Claire estava ainda tão atordoa com os últimos acontecimentos que ao menos se deu conta do clima tenso que se instalou entre o marido e o gentil do tal psicológico. Nem ao menos a ex Amish tinha noção de para o que servia aquela especialidade médica.

Quil e Claire seguiram fazendo diversas perguntas a médica. Por fim Claire surpreendeu a ambos quando foi ela a primeira a perguntar quando poderia repetir a inseminação.

Segundo a médica, ela poderia repetir o tratamento após três meses depois da tentativa anterior. Ou seja, em um pouco mais de dois meses Claire iria tentar novamente.

Dr.Swift passou alguns hormônios para Claire ir tomando até a próxima tentativa.

Quando o casal deixou a clínica Quil estava determinado em passar um dia junto da esposa. Era visível que Claire estava triste e ele não queria deixá-la sozinha. Ele mesmo sentia-se arrasado, mas não demonstraria.

Quil decidiu que não iria trabalhar naquele dia, já basta que teria que trabalha na madrugada do dia seguinte. Seria quando o carregamento chegaria e ele teria que estar presente. Sua presença era indispensável, uma vez que alguns dos primos já estavam viajando para tratar dos outros negócios da família.

O moreno apenas enviou uma mensagem para os irmãos comunicando que só iria aparecer no dia seguinte, no porto para receber o carregamento. Que iria tirar o dia de folga para passar com a esposa. Logo em seguida desligou o celular e ficou incomunicável. Seria só ele e ela.

TLAD

Se havia uma coisa que Jacob odiava era ser contrariado, pior ainda era ser ignorado. Seu humor, que já era limitado, extinguia-se por completo.

— Conseguiu alguma coisa? — Paul perguntou assim que viu o primo apertar o celular na mão e soltar um palavrão.

— O que você acha, caralho? — ditou áspero.

— Só perguntei! — Paul ergueu as mãos ao alto de forma teatral, mas nos lábios sustentava um sorriso enviesado.

— Quil está careca de saber que tem que ficar ligado. Mas o que esse viado faz? Desliga a porra do celular — esbravejou Jacob aos gritos.

— Calma, Jake, ainda é cedo. Só vamos mais tarde para o porto. Vai para casa, janta com a tua mulher, desfruta de algum tempo com a tua filha e no começo da madrugada você vai para o casarão. Lá nós nos encontramos e seguimos para o porto — Emmett ditou calmo. — Quil não é moleque. Ele sabe das responsabilidades e da importância desse carregamento, sabe como fazemos as coisas e sabe que horas tem que nos encontrar.

— Mas a merda é que tivemos que adiantar para uma hora o nosso encontro no casarão — Jacob retrucou. — Isso o babaca não sabe.

— Ele provavelmente irá ligar o celular mais tarde. Ele sabe que os planos sempre podem mudar — Emmett contrapôs

— Assim espero. Ou eu menos quebro a cara dele na porrada. — Jacob finalizou o assunto ainda contrariado. Faziam mais de trinta horas que o irmão estava incomunicável. — Então nos vemos às onze horas no casarão. De lá pegamos os carros e seguimos para o porto. — Como protocolo padrão eles sempre iam para casarão que mantinham afastado de tudo em seus próprios carros e lá trocavam por carros do grupo, que na maioria eram carros com placas frias e adulteradas. — Vou para casa curtir minha mulher e filha. Nos vemos mais tarde. — Jacob pegou a mochila de grife e deixou o escritório.

Ainda era começo da tarde, teria bastante tempo até a hora marcada para o encontro, mas definitivamente odiava ser contrariado ou que as coisas fugissem do seu absoluto controle.

Jacob entrou no elevador e desceu até o subsolo para buscar o seu novíssimo Jaguar XE S. Entrou no carro blindado e seguir direto para sua casa.

Ele queria desfrutar de algumas horas com suas preciosas mulheres antes de ter que se ausentar durante toda uma noite inteira. Seria a primeira noite que iria passar fora de casa desde que a filha havia chegando em casa.

As horas ao lado de Renesmee e Valentina voaram. Ele esteve presente durante todos os cuidados que a esposa dava a filha, porém no momento que a bebê dormiu ele "raptou" a amada para o quarto deles e se amaram durante o final da tarde e começo da noite.

— Amor, o seu celular está tocando — Renesmee avisou assim que viu o aparelho vibrar sobre o criado mudo. Ela tinha acabado de sair do banho com Jacob.

— Vê no visor quem é para mim — falou mais alto, ele tinha entrado no closet para pegar uma roupa para se vestir.

— É o Quil! — a loira avisou. Ela já tinha deixado a roupa separada e se vestia no quarto.

— Preciso atender. — Jacob veio correndo de dentro do closet, vestido só uma calça jeans, ainda aberta, e pegou o celular já atendendo a ligação. — Que caralho que você tava fazendo que desligou essa porra de celular? Sabe que precisamos manter essa merda ligada sempre! — esbravejou.

Do outro lado da linha Quil começou a se explicar de forma evasiva. Jacob se calou por alguns minutos para ouvir. Renesmee apenas seguia em silêncio se arrumando, não se metia no trabalho do marido.

— Tá, tá... — Jacob limitou-se em responder e logo voltou a ouvir o irmão do outro lado da linha. — Não, tivemos que adiantar... Será as onze, no lugar de sempre — falou e olhou para esposa. Renesmee seguia alheia, escovando os platinados fios longos do cabelo em frente a penteadeira. — Mas está tudo bem? Claro que ela pode ficar aqui. A Nessie vai adorar.

Foi somente quando Jacob mencionou o seu apelido que Renesmee ergueu a cabeça e começou a prestar atenção na conversa do marido.

— Sim, claro... — parou para escutar o irmão do outro lado da linha, outra vez. — Vou falar com ela. Se quiser podem vir jantar conosco. Daqui saímos juntos — finalizou Jacob. — Mais ou Menos em uma hora, mas se vocês confirmarem que estão vindo nós esperamos por vocês. — Jacob caminhou até a esposa, agachou e colou o corpo no dela por trás, passando as mãos livre sobre os seios cobertos pelo vestido azul escuro. — Ok, estamos esperando vocês. — Desligou a ligação.

— O que foi? — Renesmee perguntou quase ronronando, devido massagem que Jacob fazia em seus seios. — Quil não entrou em detalhes, mas disse que não quer deixar a Claire sozinha essa noite. — Apertou um pouco mais forte o seio redondo e agora de tamanho mediano. Renesmee deixou um gemido escapar dos lábios. — Ele me perguntou se ela poderia dormir aqui com você essa noite e eu disse que você adoraria. Convidei-os para jantarem conosco e eles estão vindo — resumiu a conversa ao telefone com o irmão. — Então, como os planos sofreram pequenas alterações...

— Quais planos? — Renesmee interrompeu. Ela havia deixado a cabeça tombar no ombro forte do marido e seguia gemendo baixinho pelas carícias, que haviam descido e agora se concentravam no meio de suas pernas.

— Os planos que tinha em levá-la para cama logo após o jantar e antes de eu ter que ir trabalhar essa noite. — Mordeu a orelha dela. — Mas já que vamos estar atrasando o jantar, acho melhor eu comer a minha sobremesa antes. — Jacob começou a suspender o vestido de Renesmee, mas um chorinho no monitor fez com que parasse. — Chaveirinho só pode está de sacanagem comigo. Essa garotinha escolhe as piores horas para acordar. — Jacob sorriu em um misto de humor e frustração. — Vem, vamos ver o que nossa princesinha quer agora. — Erguer-se e levou consigo a esposa.

Eles seguiram para o quarto da pequenina e lá começaram a atender por suas necessidades. Valentina foi banhada, trocada, vestida e amamentada por Renesmee e pessoalmente assistida por Jacob. Eles não se cansavam de babar na pequenina filha.

Quando o casal convidado chegou Valentina havia acabado de dormir no colo do pai.

Jacob logo percebeu que algo não estava bem entre o irmão e a cunhada. Apesar de Quil e Claire estarem em sintonia, era notório que havia uma áurea pesada sobre eles.

Ele não quis fazer comentários ou perguntas ali, visto que Renesmee não tinha percebido nada de estranho entre o casal e Jacob não queria deixá-la preocupada com a amiga.

Todos jantaram e conversaram por algum tempo antes de Valentina acordar novamente. Claire ficou eufórica com a afilhada. Valentina era como um bálsamo para seu coração sofrido.

Quil também babou pela afilhada antes de ter que sair com Jacob para o casarão. Os dois irmãos optaram em seguirem em apenas um carro.

Apesar de estarem no mesmo carro, eles seguiram praticamente em silêncio. Jacob preferiu por esperar o irmão falar, mas Quil, por outro lado, decidiu guarda o silêncio.

TLAD

A chegada ao casarão demorou quase trinta minutos, mesmo não tendo trânsito aquele horário, o império do grupo ficava bem afastado da Big Apple. Lá era a fortaleza dos The Wolfs. Era lá que ficava o coração da organização.

Quando Jacob e Quil chegaram, Emmett e Jasper já esperavam por eles. Embry e Paul não demoraram nem dez minutos depois para chegarem também. Não houve atrasos por nenhuma das partes.

— Cara, aquela mulher ainda me enlouquece. Ninguém me avisou que as brasileiras são onças bravas — Embry chegou resmungando. — Ela cismou que não estou vindo trabalhar, mas sim indo comer puta. Palavras dela! — Bufou.

— Não está comparecendo, não é? — Paul não deixava passar uma.

— Vê se sou homem de deixar minha mulher na vontade, porra? — Embry sorriu malicioso. — Tínhamos acabado de fazer amor. — Ele olhou feio para Paul e Emmett que ameaçaram rir da palavra escolhida para relatar o ato sexual. — Tomamos banho e fomos jantar. Quando terminei de botar a louça na lavadora e Jenny me chamou para voltarmos para cama, expliquei que tinha que vir trabalhar. — Arregalou os olhos. — Vocês tinham que ver o pequeno demônio que ela se transformou. Me expulsou de casa aos berros, tacando todos os utensílios de cozinha que via pela frente. Nem pude contestar porque tive medo de contrariá-la e começasse a passar mal, além de que uma faca poderia voar facilmente no meu olho.

— Caralho, moleque, você não aprende! — Jacob deu um tapa na cabeça do irmão caçula. — Por que você não avisou antes? Por que deixou para avisar encima da hora?

Os demais riam e balançavam a cabeça em negativa com a burrada do mais novo.

— Eu tinha me esquecido de avisar ontem. E hoje assim que eu cheguei em casa jáfui logo atacado. E eu iria lembrar de falar algo com ela me recebendo de lingerie vermelha transparente e minúscula naquele corpo do cão tentador?

Todos gargalharam.

— Liga para ela e coloca no viva-voz, nós confirmamos que você está aqui com a gente — sugeriu Quil. — Ela deve estar nervosa em casa. Pode até passar mal. — Ele estava preocupado com a cunhada.

— Já olhei, ela está bem. Está assistindo televisão no sofá com o Thor. — Embry comentou após olhar o celular.

— Que porra você está falando? — Paul perguntou curioso.

— Instalei câmeras pela cobertura, assim posso vê-la em qualquer lugar que eu estiver — explicou sem um pingo de remorço.

— Acredito que ela não saiba dessas tais câmeras — Jasper falou revirando os olhos.

— Deduziu certo — confirmou o caçula sorrindo. — Agora vamos, já são onze. No carro eu ligo e coloco no viva-voz e vocês confirmam que estou trabalhado hoje à noite.

Emmett passou as instruções para os homens de total confiança que iriam com eles e seguiu para um dos carros. No total saíram dez carros do casarão.

No carro que Paul dirigia estava Quil, Jacob e Embry. Como combinado, Embry ligou para a namorada e ela já atendeu a ligação xingando o moreno.

Só depois que Embry conseguiu falar com quem estava e que a ligação estava no viva-voz que Jenniffer parou de esbravejar. Ela escutou os demais falando e só se convenceu que era verdade o que Embry dizia, pois Jacob e Quil juraram.

— Tudo bem. — Soou mais calma a voz da brasileira no viva-voz. — Vou dar um voto de confiança. Mas eu garanto que saberei se aprontou algo, Embry. Tenho um olfato ótimo e lembro muito bem do cheiro que estava na sua pele antes de sair de casa. Eu vou saber se voltar com cheiro de puta ou sabonete barato de bordel — avisou séria. — Agora bom trabalho e se cuida, baby. Vou dormir, pois estou cansada, o meu filho está agitado e não para de mexer. Está na hora desse menino dormir.

— Nosso filho... — foi tudo que Embry conseguiu falar antes da namorada desligar a ligação em sua cara.

— Caralho... — Paul tentava prestar atenção, pois estava dirigindo, mas a explosão das gargalhadas no interior do veículo foi inevitável. Até Embry ria da bipolaridade da namorada. — Que mulher doida você foi arrumar.

— Esses dois são perfeitos juntos! — gargalhou Jacob. — Embry, já até imagino ela te cheirando todo quando chegar em casa e mandando o Thor comer as suas bolas se achar que está com algum cheiro suspeito. Melhor nem pensar em derramar um pingo de suor essa noite. Isso vai te complicar! — O moreno chegou a enxugar algumas lágrimas que desceram pelos olhos de tanto rir.

Depois da cômica ligação e de um momento de zoação com o mais novo, o foco da conversa concentrou-se nas mercadorias que iriam chegar naquela noite.

Logo a viagem passou rápida e eles chegaram ao velho porto, onde a mercadoria iria chegar e onde mantinham um velho armazém.

Alguns homens treinados dos The Wolfs já guardavam no local.

Logo eles se espalharam e começaram a trabalhar, cada um sabia exatamente a sua função ali.

Já eram três da manhã quando noventa e cinco por cento da carga de drogas já haviam sido conferidas e distribuídas para os pequenos furgões, que levaria tudo aquilo para o casarão. Era lá que tudo ficava armazenado e saia para ser distribuído.

— Embry, você consegue terminar o que falta com o Jasper? Preciso resolver um assunto com o Quil — perguntou Jacob. — Depois que vocês terminarem aqui, vão lá ajudar o Paul e o Emmett com as armas.

— Claro que consigo. — Embry parou de pesar um papelote de cocaína e olhou para os irmãos. Todos tinham notado que Quil estava estanho, mas também todos sabiam que ele só se abriria primeiro com Jacob. — Está tudo bem?

— Sim. — foi o próprio Quil quem se adiantou em responder.

— Fica com o celular por perto. Assim que terminar de resolver esse assunto vou ligar para saber como estão as coisas e para onde devemos encontrar vocês.

— Pode deixar. — Embry concordou e voltou ao trabalho.

Antes de saírem do velho galpão Jacob também foi avisar para Emmett e Paul sobre a breve saída.

TLAD

Duas horas após Jacob e Quil deixarem o velho Porto os demais The Wolfs também foram embora. Eles haviam acabado todo o serviço ali e agora era seguir de volta para o casarão e descarregar tudo.

Embry enviou uma mensagem para o celular de ambos os irmão, dizendo que era para eles irem direto para o casarão, pois eles já haviam acabado no galpão do velho porto.

— Cara, eu estou cheio de fome. Vou ver se tem algo que preste para comer na cozinha ou vou dar um pulo para comprar algo na loja de conveniência lá do posto, acho que só ela estará aberta à essa hora — Embry avisou a Paul e a Emmett. — Jasper está supervisionado lá o descarregamento. Volto em meia hora no máximo, caso não tenha nada na cozinha.

— Então trás para gente aqueles Muffins de lá, se for na loja — pediu Paul. — E não demora. Tem coisa pra caralho para fazer aqui ainda.

— Pode deixar. — Embry disse antes de deixar o porão do casarão. Era lá que as armas eram armazenadas.

TLAD

Quando o carro parou na vaga exclusiva do estacionando na boate, Quil se perguntou o que exatamente o irmão pretendia. Ele não queria ir, mas Jacob insistiu.

— Cara, o que exatamente viemos fazer aqui? — questionou Quil

— Não sei se reparou que já são quase quatro horas da manhã. Não tem muitos bares ou restaurantes abertos há essa hora. Aqui podemos beber e fumar algo, além de conversarmos à vontade — explicou Jacob já saindo do carro e seguindo para porta dos fundos da boate.

Quil seguiu o irmão.

Eles cumprimentaram os seguranças e seguiram direto para sala de reunião que eles mantinham ali.

Jacob foi direto para o bar privado da sala e encheu dois copos de uísque sem gelo.

— Vai querer ir de qual? — Entregou um copo ao irmão e jogou dois saquinhos sobre a mesa. Um com cocaína e outro com maconha.

Quil pensou por três segundos antes de erguer o saco com a maconha. Ele imediatamente começou a preparar os cigarros de maconha enquanto Jacob foi buscar a garrafa de uísque no bar.

— Então vamos relaxar — disse Jacob após vê a escola do irmão. Ele sentou na cadeira próxima a Quil e sorveu seu copo com uísque. — O que está acontecendo com você? E não venha me falar que não é nada, pois nos conhecemos bem demais e nunca tivemos segredos um com o outro. A merda que um faz o outro sabe — falou após pegar o cigarro que Quil passou e dar um longo trago.

— É complicado. — Esquivou-se Quil.

— Então vamos descomplicar. — Jacob deu mais um trago no cigarro de maconha. Ele já não usava drogas com tanta frequência desde que Valentina nasceu. — Eu percebi que é algo com você e a Claire. Pode se abrir, sabe que jamais falarei nada com ninguém, nem mesmo com Renesmee.

— Sim, eu sei.

— Então... — incentivou Jacob. Eles já estavam mais relaxados, a droga era de boa qualidade.

— Queremos ter um filho — Quil confessou após uns cinco minutos em silêncio refletindo se deveria falar ou não com o irmão. Ele não aguentava mais carregar aquele fardo sozinho, sem desabafar com quem sempre foi seu confidente.

— Então parem de se prevenirem e façam ainda mais sexo. — Brincou Jacob sem entender a gravidade do assunto. — Sei que tomar a decisão de ter um filho pode parecer assustador, eu mesmo jamais tomaria essa decisão. Sabemos que Valentina foi um acidente. — Jacob ajeitou a postura na cadeia, tragou o cigarro até o fim e bebeu um grande gole do uísque. Ele odiava lembrar como se deu a concepção da filha. — Mas hoje digo que foi a melhor coisa que aconteceu na minha vida depois que conheci a Nessie. Essas Amish vieram para bagunçar nossos mundos. — sorriu por fim, mas Quil não acompanhou esse sorriso.

— Você não entende, Jake.

— Se não me explicar não vou entender mesmo.

— Eu tenho problemas de fertilidade. — Quil revelou de cabeça baixa.

— Desde quando? — Jacob estranhou a revelação.

— Isso eu não sei afirmar, mas acredito que desde sempre.

— Você tem certeza? Não seria a Claire que tem problemas? — Jacob seguia incrédulo.

— Sei o que está pensando. Eu também pensei a mesma coisa. Por isso que também deduzi que quem tivesse problemas fosse a Claire, mas após todos os exames constatarem que ela era completamente saudável e fértil, Leah sugeriu que eu fizesse um espermograma. Imagina qual foi a nossa supresa quando constatou que o problema era comigo.

— Espera aí. Então Leah sabe? Quem mais sabe? Lancarter? — Jacob estava chocado com a revelação do irmão mais velho. — Então daquela vez... A criança não era sua? — perguntou cauteloso.

— Vamos por partes. — Quil acendeu mais um cigarro de maconha e encheu o copo. — Eu não sou estéril, mas as minhas chances de fecundar uma mulher naturalmente é de menos de dez por cento. Aquela gravidez na adolescência foi uma ironia do destino. — Sorriu amargo. — E com relação a quem sabe sobre o meu problema, só a Leah e a Jenny sabem até agora.

— O que a mulher do Embry tem haver com isso? — Jacob questionou confuso a menção da cunhada brasileira.

— Não sei se você sabe, mas ela é uma excelente geneticistas e trabalha na melhor clínica de fertilização de Nova Iorque — explicou-se Quil.

— Então é por isso que vocês parecem estar mais próximos um do outro? — Jacob olhava de soslaio para o irmão.

— Claro. O que foi que você imaginou, porra? — Quil perguntou ríspido. — Eu jamais faria algo com qualquer mulher de um dos nossos, ainda mais a mulher de um irmão ou primo meu, não importa o quanto gostosa ela possa ser. Além do fato que estou muito satisfeito com a minha esposa. Não sou moleque e nem um canalha bastardo. — Quil concluiu alterado. — Pensei que me conhecesse, inferno!

— Eu sei muito bem disso. Não falei nesse sentido, mas sim porque é incontestável que vocês parecem mais próximos, mesmo sem vocês terem uma aparente afinidade. Porém agora tudo faz sentido — Jacob explicou-se.

Eles ficaram em silêncio por algum tempo.

— Nós fizemos uma inseminação artificial há quase um mês. — Quil voltou a falar. — Estamos em tratamento há algum tempo. A Jenny faz parte da equipe que nos trata. Foi ela quem fez lá a fecundação no laboratório. — Quil abaixou a cabeça. Agora viria a parte mais dolorosa da confissão. — Ontem fomos à clínica fazer exames e vê se tinha dado certo. Mas contrariando as expectativas, segundo a própria médica disse, infelizmente os dois óvulos implantados no útero da Claire não vingaram. Ontem à noite ela menstruou, contrariando qualquer rara esperança que ainda tínhamos de que os exames poderiam estar errados. — Quil não conseguia levantar a cabeça para encarar o irmão. — Eu me sinto o pior homem do mundo. Minha masculinidade foi ferida, assim como o meu orgulho. No começo quando começamos a falar sobre filhos a Claire me disse que queria ter quatro ou cinco filhos, mas eu sou incapaz de dar a ela ao menos um, caralho! Eu sou um merda de homem!

Jacob estava incrédulo com toda revelação. Poderia tentar adivinhar a vida inteira qual era o problema que o irmão estava passando que jamais acertaria.

Ele sentiu a dor do irmão, assim como começou a pensar em como o mundo era injusto. Ele mesmo nunca quis um filho, mas em apenas uma noite de descuido Renesmee engravidou. Claro que hoje ele era imensamente grato pela filha que teve e não voltaria atrás mesmo se pudesse, mas a realidade é que jamais desejou ter um filho antes. Em contrapartida, seu irmão tanto deseja e não pode ter.

Era claro também que ambos haviam amadurecido e com os pensamentos diferentes dos homens de um ano atrás. Jamais imaginou-se sentado ali conversando sobre tal assunto com seu irmão.

Os dois irmãos continuaram conversando por mais algum tempo, porém o celular de ambos começou a tocar insistentemente.

— É o Emmett! — Quil estanhou ao olhar o visor do celular.

— É o Jasper! — disse Jacob ao mesmo tempo, já sabendo que era problema.

— Fala Emmett, aconteceu algum problema? Jasper também está ligando para o Jake. — Quil atendeu primeiro e colocou no viva voz. A tristeza do momento foi imediatamente substituída por preocupação.

— Somos nós que estávamos tentado ao mesmo tempo. Não precisa atender a ligação dele. — Era perceptível que a voz do Emmett estava alterada. — Vocês precisam vir urgente para o casarão. — Ele praticamente gritou.

— O que está acontecendo? — Quil e Jacob perguntaram já ficando de pé e catando as chaves, carteiras e armas que tinham colocado em cima da mesa.

— Só venham rápido. — Jasper quem falou agora. A Voz de Emmett parecia gritar algo incompreensível ao fundo.

— Caralho Jasper, o que está acontecendo? — Jacob estava irritado com as informações evasivas que estavam recebendo. — Fomos atacados?

— Não! — Jasper ficou em silêncio por uns segundos. — É mais grave, muito grave. Apenas venham rápido, não é legal, mas... Porra, apenas venham não dá pra falar — foi tudo que ele disse antes de desligar a ligação, mas um pequeno grito pode ser ouvido ao fundo. Ou era delírio por não saberem o que estava acontecendo, ou era real e muito grave.

Nem Jacob e Quil iriam perder tempo tentando retornar a ligação, que provavelmente não seria atendida. Eles apenas saíram correndo pelos corredores da boate deles até chegarem ao carro que estavam usando. Logo o dia iria amanhecer, tinham que correr. Com certeza era algo de muito sério que estava acontecendo no casarão.

Eles deixaram o estacionamento cantando pneus.

Notas finais
E aí galera, o que acharam? Muitas emoções... Obs: o capítulo ficou tão ENORME que tivemos que dividir em duas partes. Então o próximo capítulo não irá demorar tanto para vir, só o tempo das leitoras lerem e comentarem. Então galera, vamos deixar comentários e recomendações para o próximo capítulo vir mais rápido ainda. ( confessamos que o próximo está bombástico!) XoXo Jenny e Babi