Two Lives: A Destination
50 Tlad- 47
Notas iniciais

CAPÍTULO 47
A raiva e magoa ainda predominavam as emoções da loira que se arrumava em silêncio no quarto. Jennifer parou para fitar seu corpo com atenção, rodopiando para todos os lados na frente do espelho. Ela estava na sua quarta troca de roupa, em uma tentava vaga de parecer “menos” grávida.
— Acho que esse está bom! — murmurou para si. Os olhos bem marcados e a boca em tom nude, deixava sua beleza ressaltada. Seu rosto angelical com uma pitada sexy.
Jenniffer havia convencido Barbara de que o melhor para as duas era uma boa noite de curtição. Tendo em vista que seus corações estavam despedaçados, no entanto, não daria gostinho aos ex-namorados de ficarem em casa sofrendo pela traição.
Barbara havia sido convencida pela amiga e estava se arrumando em seu quarto. Seus pensamentos em momento algum tiravam Seth e a bela loira que o acariciava.
Cretino! Depois de saber tudo o que ela havia passado com Viny, ainda sim fez o mesmo que ele. — pensou magoada.
A morena terminava de passar seu delineador quando um barulho de vidro quebrando chamou sua atenção. Ela correu em direção a pequena sala, onde um vaso estava em pedaços ao pé do aparador. E do banheiro, ela podia ouvir grunhidos.
Jenny estava debruçada sobre o vaso, vomitando jatos e jatos de tudo o que tinha comido naquele dia.
Barbara prontamente correu até a amiga e segurou os seus longos cabelos dourados.
Minutos passaram-se até que a loira estava um pouco menos enjoada. Ainda pálida, ela se mantinha em pé escorada com as mãos na parede.
— Jenny, você não pode sair assim. Onde eu estava com a cabeça de concordar em sairmos hoje? Você sofreu emoções demais por um dia. Isso atacou o seu estômago. Venha, eu vou lhe dar um remédio e...
Barbara não terminou de falar, pois Jenniffer já se debruçava novamente sobre o vaso, vomitando copiosamente. Nada mais saia, apenas um líquido verde de sua bile.
A morena ficou em choque, Jenniffer estava regredindo ao seu problema. E não era saudável.
— Você precisa ir ver Leah, Jenny. Agora!
— Não... Por favor, Babi. — choramingou. —Eu estou bem, apenas um pouco enjoada. Isso é normal. Leah avisou que poderia acontecer. — rebateu a loira com a voz fraca, enquanto lavava sua boca na pia do banheiro. Ela encarou seu reflexo no espelho. Os olhos, que antes estavam tão bem delineados, agora estavam um completo borrão. Suas bochechas perderam a cor, nada do batom havia sobrado. Suor escorria por sua testa.
Ela não queria ter que ir ver Leah, não aguentaria mais uma torturante internação.
— Eu não posso ficar naquele hospital, amiga. Eu não aguento nada lá e... — a grávida foi interrompida por mais uma sessão de vômito.
Thor assistia a tudo da porta. Impressionante como o cão era perceptivo e estava ali para a sua dona se precisasse.
Era deprimente para Barbara e ao mesmo tempo preocupante o estado em que sua amiga se encontrava. A morena refletiu por um segundo. Mesmo que Jenniffer a odiasse depois, era a vida dela e do seu afilhado vinha em primeiro lugar.
— Thor, fique com ela! — ordenou a morena ao cão, que entrou no banheiro e se pôs ao lado da loira pálida. — Oh merda, eu estou pedindo ajuda a um Pit Bull!
Barbara correu para pegar o celular e ligar para Leah, quando a porta do apartamento foi aberta em um rompante.
— Que porra vocês pensam que estão fazendo? — gritou chocada ao ver Seth e Embry, entrarem em sua sala. — Quem deixou vocês subirem?
— Você ia sair? — Seth perguntou a olhando de cima a baixo.
— Seu porteiro é um merda! Qualquer um pode entrar nesse prédio. Aqui não é seguro para vocês ficarem. — Embry respondeu irritado com a vulnerabilidade do lugar. — Onde está a Jenny?
Ignorando totalmente a pergunta de Seth, Barbara correu para Embry.
— Eu jamais me imaginei dizendo isso, mas ainda bem que está aqui. — Ele sorriu presunçoso, mas logo seu sorriso se dissipou ao ouvir um grunhido ao longe. Infelizmente ele conhecia muito bem aquele som.
Ele correu seguindo o som e se deparou com Jenny, debruçada ainda sobre o vaso. Thor ao seu lado, lambia avidamente sua nuca.
— Oh, céus! Baby, o que está acontecendo? — ele abaixou-se ao lado da loira. Ela o empurrou com a mão.
— Sai! Sai daqui, Embry. Eu não quero te ver. Isso não é mais problema seu. — rosnou com a voz baixa, seguida de mais um gemido e vômito.
— Ela está assim há algum tempo, está me preocupando. Eu estava indo ligar para Leah. Embry, você precisa levar ela. — Barbara estava parada na porta do pequeno banheiro, não cambiam todos ali. Seth estava ao seu lado. Ela estava tendo ignorá-lo, mas apenas a simples presença dele fazia com que seu coração batesse compulsivamente em uma velocidade surreal.
— Venha, Baby, vamos pra casa. Leah pode ir ver você lá e ai nós...
— Não há nós, Embry. Eu não vou. — retrucou firme. — Você não pode me jogar pra ele, amiga. Eu não quero. Vamos resolver juntas, como sempre fazemos. — suplicou olhando para Barbara que mordia o lábio. — Eu estou melhor. Só... só me ajude a levantar daqui. Esse chão está deixando meu rabo dormente, e Thor me deu um banho de baba!
Embry estendeu a mão para pegar a loira, mas ela relutou, deixando assim que Barbara a ajudasse.
Já na sala a discussão era assídua.
— Como foi capaz de me trair e deixar Embry entrar? — Jenny gritava com sua voz esganiçada para a amiga. Ela ainda sentia-se enjoada, mas uma dor apossou de seu estômago, ela não tinha mais o que por para fora.
— Não seja injusta, eu não o chamei. Eles simplesmente invadiram! — acusou a morena. Ela ainda não olhara para Seth, o que estava deixando-o completamente insano.
— Thor, vamos embora. Todos nós iremos. — Embry estalou.
— Ele fica! — Jenny ordenou. — E eu também.
Barbara sentou-se ao lado da amiga, segurando suas mãos.
— Jenny, por favor... Por favor, eu imploro. Eu não vou estar aqui o tempo todo. Eu agora tenho o meu estágio e eu não vou ficar tranquila sabendo que isso pode se repetir e você vai estar sozinha. Eu odeio admitir isso, mas Embry poderá cuidar de você. E não é só você agora. Por favor, vá com ele. — uma lágrima escorreu pelo rosto da morena.
— Você não pode fazer isso, Babi. Eu vou ficar bem. — a loira choramingou contrariada, mas sabendo que era o melhor a ser feito.
— Ora, Baby, ela está certa. Eu vou cuidar de você! — Embry se aproximou da loira, mas ela o repeliu novamente. — Porra, e porque dessa roupa? Pare de me deixar longe! Chega dessa palhaçada, você vem comigo e fim! — Embry abaixou e pegou Jenny no colo em um movimento muito ágil.
O vestido da loira se levantou, e pelo movimento inesperado, suas pernas revelaram um pouco mais do que era necessário. Seth desviou o olhar chocado, porém, embry percebeu.
— Me solta seu cretino!
— Que cara é essa Seth?
— Seu pervertido, filho da mãe! Além de toda a sua palhaçada você ainda fica olhando para a minha amiga? — Barbara urrou em descrença. Ela também havia visto que Jenny estava sem calcinha.
Seth não teve tempo de responder, pois Barbara se levantou e começou a esclarecer.
— Ela está sem calcinha. E ele... — apontou para Seth — Estava olhando.
— Oh, não! Eu não estava. Pare com isso! — alegou em sua defesa. A acusação era descabida. Ele jamais desejaria a mulher de qualquer um de seus primos.
O sangue subiu rapidamente para o rosto de Embry. Com Jenniffer em seus braços ele cuspiu as palavras:
— Você estava pensando em sair de casa sem a porra de uma maldita calcinha? Mas que caralho, Jenniffer!
— Me coloque no chão. Eu odeio calcinhas e vestidos. Elas não combinam! Elas marcam totalmente. E eu não sou a sua propriedade! — bateu no peito do moreno. — Me coloque no chão, seu ogro! Babi, não deixe ele me levar.
— Cala a porra da sua boca, mulher! Que diabos! Sair sem calcinha. Inferno! Venha, vamos para a casa.
— Babi! — Jenny gemeu suplicante.
— É o melhor, você sabe... Eu o odeio, Embry. Mas espero que cuide muito bem dela.
— Nesse momento eu também lhe odeio, Barbara. Porra, você ia deixar ela sair sem calcinha!
A morena revirou os olhos. De todos os problemas visíveis, Embry estava mais alterado pelo fato de Jenniffer estar sem calcinha.
Ele caminhou até a porta com a loira em seus braços, ela havia parado de lutar contra. As lágrimas desciam sorrateiramente pelo o seu rosto. Ela sabia que era o melhor, só não sabia como aplacar a dor da cena que vivenciou mais cedo convivendo com Embry.
Em um único chamado, Thor acompanhou os donos. Deixando o apartamento.
Barbara respirou aliviada, mas seus olhos transmitiam tristeza. Jenny merecia um final feliz. Porém, conhecendo bem o temperamento da amiga, não seria nada fácil para o moreno dobrá-la.
— O que você ainda está fazendo aqui? — indagou olhando para Seth. Ele estava incrivelmente sexy, encostado contra a parede os braços cruzados junto ao peito.
Oh merda! Oh, não o veja assim. Ele lhe traiu — pensou.
— Essa batalha não era minha. Agora nós podemos conversar. — Caminhou em direção a ela.
— Nós não temos nada o que falar, Seth. Eu já disse tudo o que era preciso. Acabou, é simples assim. Agora saia, por favor.
— Não, não acabou! E não é simples. Porra, morena, você está me destruindo. Estou quebrado. Precisamos resolver essa situação...
— Quebrado? — Ironizou revirando os olhos. — Você está quebrado, Seth? E quanto a mim? E quanto ao fato de que eu vi tudo? Poupe-me do seu teatro barato! Onde você se formou?
Seth passou as mãos pelos cabelos.
— Babi, não faz isso. Por favor, me deixe explicar. Porra! Eu te amo pra caralho, isso não basta?
Barbara caminhava pelo apartamento arrumando a bagunça de Jenny. Juntando principalmente os cacos de vidro. Ela não queria olhar nos olhos do moreno.
— Bela forma de amar. — sussurrou em um tom que Seth ouviu claramente.
— Dá pra parar de andar e conversar comigo, cacete? — Ele a puxou pelo braço, forçando-a olhar para ele. A vassoura e a pá de lixo que a morena tinha nas mãos voaram para longe.
O corpo estava mole, quente sob o toque de Seth. Ele tinha uma tristeza no olhar, seus lábios estavam comprimidos em uma linha reta. Ela queria acariciar aquele rosto, traçar o contorno do maxilar com os dedos. Descer e sentir os músculos definidos sob sua palma... Mas não! Ela não podia. Era um truque. Ele já havia demonstrado que era bom em ser leviano.
— Eu te amo. Sei que fui estúpido. O que aconteceu... Porra, gata! O que aconteceu foi uma terrível merda, mas eu jamais pensei em te magoar, te ferir. Você me domou. Me deixou como um marica sentimental, Barbara. E eu não aceito você me deixar.
Oh, saco! Ele fala tão bonitinho...
— Seth, eu te amo, mas eu já te deixei. — ela o encarava enquanto falava. — Eu aprendi a me amar em primeiro lugar. Foi estúpido o que você fez, mas sei que se eu disser sim agora, isso vai se repetir... Repetir... E não vai parar, Seth! Eu jamais vou entender esse instinto maluco dos homens. Essa coisa sem escrúpulos de vocês. Mas eu não posso sofrer tudo outra vez.
— Você não vai.
— Sim, eu vou. — a morena afirmou tristemente.
—Eu prometo que não. Não me compare com aquele verme. — sibilou ele. A dor em seu peito estava aumentando.
— Por favor, Seth. Vá embora. Acabou! Você e eu ficamos no passado.
Com relutância e mesmo o seu peito se contorcendo em uma dor alucinante, ele a soltou.
— Eu jamais vou desistir de você. Eu vou lutar. Sabe por quê? Porque Eu Te Amo. — frisou a declaração.
— Não há o que lutar, Seth. Acabou. — Barbara murmurou. Eles não se afastaram, até que as lágrimas começaram a pinicar os olhos da morena. Ela forçou seu corpo a dar as costas. — Feche a porta quando sair. — Disse enxugando as lágrimas e abaixando-se para pegar a vassoura e pá.
Seth não disse mais nada. Ele sorriu um riso triste e irônico. Ele jamais tinha amado alguém e quando o faz, ele acaba por foder tudo sozinho.
Com pesar ele foi embora, olhando uma última vez para única mulher que possuí sua alma.
TLAD
Os pés batiam de forma ritmada no piso branco de mármore, os olhos buscavam por uma familiaridade que não havia naquele lugar. Tudo lhe era estranho e fora de contexto.
A mão grande que estava entrelaçada a sua estava fria e pegajosa pelo nervosismo. A Loira inspirou profundamente o ar para encher os seus pulmões e depois soltou devagar na tentativa de se acalmar.
— Senhora Black. Claire Swan Black. — a recepcionista chamou, despertando o casal do transe. — Pode entrar que a doutora Clearwater já está lhe aguardado. Consultório cinco. — a senhora sorriu simpática.
— Vamos gatinha? — Quil apertou a mão da amada na intenção de encorajá-la, porém ele mesmo mantinha-se nervoso.
Claire balançou a cabeça de forma positiva e se pôs de pé em um impulso rápido e determinado, o seu coração já trotava forte no peito.
Quil havia explicado a esposa tudo o que tinha conversado com a prima na breve e informal consulta. Claire se sentiu péssima com a ideia de que talvez não pudesse geral um filho de forma natural. Mas Quil — de forma incomum para si mesmo — a tranquilizou e explicou que eles dariam um jeito naquela situação. Que passariam por tudo aquilo juntos.
A loira passou dias sem conseguir comer ou dormir direito, só pensando e sofrendo por antecipação. Agora tinha chegado a hora, não havia mais como fugir da agridoce verdade.
— Boa tarde, meus amores. — Leah era sempre amável com seus pacientes, mas com os seus familiares conseguia beira a ternura que não era uma característica comum de sua personalidade forte. Ela abraçou e beijou no rosto o primo e a amish. — Claire, querida, você está bem? Venha, sente-se. — preocupada, a médica puxou a jovem para cadeira e a ajudou a sentar. Claire estava tremendo e suando frio. — Quil, pegue um copo com água para ela. — apontou para jarra de cristal na mesinha lateral que tinha ali, e já colocando o aparelho de pressão no fino braço da loira.
Quil arregalou os olhos, mas não contestou, somente fez o que a prima pediu.
— Gatinha, toma, beba um pouco. — Quil entregou o copo com água nas mãos tremulas da esposa. Ele estava nervoso e preocupado com ela.
O casal estava passando por uma crise que ganhou proporções maiores com a bombástica notícia sobre o provável problema de fertilidade, mas Quil — mesmo com toda ansiedade em se torna pai — seguia paciente com a amada. Ele tinha se conscientizado que precisaria ser calmo e amoroso enquanto enfrentava o problema. Seus atos explosivos só machucaram ainda mais a amish — já fragilizada — pela sensação de impotência.
— Claire, isso é apenas uma consulta médica. A sua primeira consulta. Você está sofrendo por antecipação, querida. — Leah segurou o rosto a amish entre as mãos e falou olhando em dentro de seus olhos claros. — Ainda não sabemos nem se existe algum problema. Por que já está entrando em colapso? E mesmo que exista, a medicina está avançada demais, encontraremos uma solução.
Claire deixou uma lágrima silenciosa descer, mas se forçou a ficar calma. Precisava se manter tranquila para consulta que teria.
Leah começou a consulta somente quando constatou que a loira já se encontrava emocionalmente mais equilibrada. Como de costume seguiu uma anamnese minuciosa.
A médica realizou alguns exames físicos. Colheu sangue e o preventivo. Além de já ter iniciado alguns exames de ultrassom ali mesmo. Ela dispunha de alguns recursos ali em seu consultório privado.
No total Leah permaneceu consultando e examinando Claire por duas horas, aproximadamente. Ela não havia deixado passar nenhum detalhe.
— Bem, primeiramente quero dizer que pelos exames que fiz de ultrassom aqui no consultório não encontrei nenhuma alteração, está tudo perfeitamente normal. Claire possui ovários, útero, trompas tudo dentro do normal. No entanto, preciso de outros exames mais específicos, os quais eu não possuo conhecimento e nem recurso para realizá-los aqui. — Leah adotou a postura de médica que era, mas sem deixar de ser amável. Claire e Quil sentiram-se minimamente melhores com a notícia. Talvez não fosse nada além de ansiedade que os impedia de engravidar. — Aqui estão os pedidos dos exames que necessito para chegar a um diagnóstico preciso. — entregou seis folhas de receituário ao casal. — E Também uma receita de farmácia. Claire estava com algumas feridinhas no colo do útero. Eu as cauterizei, mas precisará usar também uma pomada ginecológica em casa. Vocês dois também vão precisar tomar um comprimido via oral. Pela aparência há uma infecção. Não quero esperar o exame de o preventivo ficar pronto. Além de total abstinência sexual até que eu tenha os exames em mãos. Alguma dúvida? — sorriu complacente no final.
— Essa infecção é grave? E essas feridas, não era a causa do problema? Por que isso acontece? — Quil disparou em perguntar. Ele jamais se atentou a qualquer problema feminino antes. Nunca tinha ido a uma consulta ginecológica com qualquer amante que teve.
— Quil, calma, você está assuntando a Claire com todas essas perguntas. — somente quando a prima mencionou foi que ele se atentou que a esposa, que permanecia sentada ao seu lado, tinha os olhos arregalados. — A infecção não parece ser séria, porém já iriei tratando. Quando eu estiver com o resultado do preventivo em mãos digo se precisará ou não manter a medicação por mais algum tempo. — Leah suspirou. Com certeza os seus primos e irmãos eram os maridos mais desgastantes de todas as suas pacientes. — Em relação às feridas no colo do útero, elas se dão devido ao constante atrito que se gera na relação sexual. De certa forma é normal acontecer. Por isso da abstinência, e nada de burlar ela. — sorriu maliciosa. Quil ignorou a provocação, já Claire sentiu as bochechas queimarem em proporções elevadas. — E em nada elas estão associadas à fertilidade.
— Onde e quando podemos fazer esses outros exames? — o moreno encontrava-se mais ansioso que a esposa agora. Claire permanecia calada à medida que antes mesmo de pronunciar as suas dúvidas o seu marido já as questionava.
— Indiquei alguns laboratórios de minha confiança na última folha. — indicou o bolo de papeis que Quil segurava. — Porém acho melhor vocês fazerem nesse aqui. — a médica retirou um cartão da gaveta e esticou na direção do primo. — Ele é mais caro e bem exclusivo, considero o mais rápido e melhor de Nova Iorque.
— Então será esse que iremos procurar. — Quil pegou o cartão das mãos da prima de forma decidida, dinheiro não era problema para ele.
— Os exames irão doer? — Claire indagou com a voz baixa, era a primeira pergunta que fazia desde que retornara para o consultório. Tinha sentido alguns desconfortos com os exames que tinha feito hoje.
— Claire, não mentirei para você. Os exames são bem incômodos, alguns podem ser até um pouco dolorosos, mas infelizmente eu necessito deles para chegarmos a um diagnóstico concluso.
— Tudo bem. — a loira tinha os olhos mareados. Ela estava um pouco temerosa, aquilo tudo era novo e um pouco assustador para ela.
— Gatinha, não fica assim. — Quil distribuiu diversos beijos ternos por todo o rosto da esposa. — Eu vou está ao seu lado sempre, mas também entenderei se não quiser fazer os exames. — ele não sabia como tinha dito aquelas palavras, mas todas saíram de forma verdadeira de seus lábios. Não forçaria a esposa em fazer algo que não quisesse ou que estava com medo. Por mais que quisesse muito um filho, ele a amava muito mais.
— Eu vou fazer os exames, só quero que esteja ao meu lado sempre. — Claire disse mais calma após receber o carinho e as palavras de apoio do amado.
— Não precisa temer. É desconfortável e um pouco incomodo, mas bem suportável. — Leah esclareceu na intenção de também tranquilizar a amish. — Vou receitar um remédio que alivia o desconforto, mas só tome caso sinta cólicas muito fortes depois dos exames. — pegou o receituário e prescreveu a medicação. — Mas alguma dúvida? — disse atenciosa.
O casal negou com a cabeça, eles tinham as mãos entrelaçadas em claro sinal de sintonia. Ambos eram temperamentais e instáveis, mas um completava e equilibrava o outro.
— Lee, só gostaria de manter essa questão somente entre nós três. — Quil falou antes de deixar o consultório da prima, ele já tinha se levantado da cadeira junto com a esposa. — Não há necessidade de nos expormos até que saibamos exatamente o que está acontecendo.
— Claro. — Leah prontamente concordou. — Não comentei o caso com ninguém, nem mesmo com o Ethan. — tranquilizou.
— Melhor assim. — Quil abraçou a prima e a beijou na cabeça e no rosto. — Obrigado por tudo, de verdade.
— Tenha paciência com ela e seja muito amoroso. Faça esse esforço, tudo deve ser novo e assustador para ela. — Leah segredou no ouvido do primo. — E você — abraçou a amish — fique calma que eu tenho certeza que não é nada demais. Você é jovem e saudável. — a morena beijou a bochecha alva.
O casal deixou o consultório abraçados. Leah suspirou com a cena.
— Senhor, obrigada pela família complicada que me deu. — a médica sorriu sozinha quando voltou a se sentar na cadeira confortável de couro. — Quem será o próximo agora?
Ela amava o que fazia e a família que tinha, mas sem dúvidas eles eram seus pacientes mais complicados.
TLAD
O dia amanheceu cinzento. Tímidos raios de sol escapavam por entre as diversas nuvens escuras no céu de outono, porém, não era suficiente para deixar o clima mais aquecido.
A morena não fazia a menor ideia que horas eram, tendo em vista que não dormiu bem à noite.
Cinco dias se passaram desde que deixou a melhor amiga ser levada pelo mesmo homem que lhe causara o mal estar.
Barbara estava preocupada com a amiga grávida, por mais que se falassem todos os dias por telefone. Também estava muito magoada pela situação com Seth. E pior, havia se acostumado a dormir com ele, então voltar a dormir sozinha retratava ainda mais o que ele havia feito. Era esse o motivo da ausência e motivo pelas lágrimas que atrapalharam o seu sono.
Com relutância, ela levantou-se e tomou um longo banho. Finalmente olhando para o relógio e vendo que havia passado quatro horas de estar no estágio. Acarretaria problemas para ela depois, no entanto procuraria uma forma de compensar as faltas.
Não se deu ao trabalho de vestir algo apresentável, apenas uma roupa confortável. Estava de luto pelo o seu relacionamento e achou interessante ter um pote de sorvete de creme com calda de chocolate sobre o colo enquanto zapeava os canais da televisão a procura de algum filme de ação. Afinal, romances desastrosos já não bastavam os dela.
Ficou se perguntando o porquê tudo dava errado para ela. Seria ela o problema? Isso a faria perder a fé nos homens ou em si própria?
Um estrondo na porta da frente deixou Barbara em alerta.
— Que porcaria essa fechadura! Vamos ter que trocar isso, a coitada já não aguenta mais uma batida. — Jenniffer adentrou ao apartamento, usando a sua chave.
— Deus, o que você está fazendo aqui? Não me diga que a tropa veio junto? — indagou a morena colocando o pote de sorvete sobre a mesinha de centro.
Jenniffer conseguiu fechar a porta e voltou seus olhos para a amiga. Fitando-a de cima a baixo, reparando no seu pijama de flanela, broxante, seus cabelos revoltos e o pote de sorvete sobre a mesa.
— O que foi? — perguntou Barbara, ao notar os lábios retorcidos em desgosto da loira.
— Você! Esse pijama, esse sorvete... — pausou — Você está sofrendo. — a voz da loira saiu melodiosa e com compaixão. Barbara revirou os olhos.
— Nem vem! Não estou sofrendo, só estou...
— Pensando se há algo de errado com você. Ou se irá perder a fé de vez nos homens. Me poupe do discurso barato, Babi!
Barbara deixou o corpo cair no sofá e levou as mãos ao rosto.
— Às vezes eu odeio o quanto você me conhece. — murmurou. — Como sabia que eu estava em casa?
Jenniffer juntou-se a amiga no sofá e passou seus braços sobre os ombros finos da amiga.
— Porque eu te conheço, achei que fosse óbvio. Sei que você chorou algumas horas da madrugada. Também sei que acordou sem noção da hora, e que com isso você não iria para o estágio. Fala sério, eu sei! — Jenniffer disse convicta e cheia de orgulho. Barbara sorriu e abraçou.
— Você é assustadora!
— Eu sei. Agora levante esse rabo e vamos sair daqui. — A loira se levantou e caminhou até o quarto da morena, já abrindo o guarda roupa. Barbara estava em seu encalço.
— Ei, ei! O que está fazendo? Como estão às coisas com você e o ogro? — indagou curiosa. — Ele tem cuidado direito de você? Eu juro que mato ele se não estiver!
— Estou aqui, não estou? Embry está se rastejando na tentativa de obter o meu perdão. Coloquei-o, por tempo indeterminado, para dormir no quarto de hóspedes. Ele está dormindo sem companhia naquela cama enorme e fria, enquanto eu durmo quentinha com Thor sobre os meus pés. E ainda tenho isso. — Ergueu o cartão Platinum que ela tanto amava ter em suas mãos.
— Jenny, o que significa tudo isso?
— Apenas se vista, descentemente, e eu irei lhe mostrar. — Sorriu a de forma enigmática a loira grávida.
Barbara revirou os olhos, mas fez como havia pedido a amiga. Após vestir-se e passar uma leve maquiagem sobre o rosto cansado, marcado pela noite mal dormida, as duas saíram do apartamento.
Havia um carro luxuoso esperando por elas. Ao ser questionada, Jenny respondeu que foi a única coisa a qual ela não discutiu com Embry, afinal, ela precisa de fato de um motorista. Não iria contraria aquela excentricidade do pai de seu filho.
— Bem vinda à nova vida! — disse Jenniffer alegremente, quando desceram do carro em frente a um salão de beleza.
— Sabia que tinha algo bizarro nisso tudo. Sério, Jenny, um salão de beleza?
— Não reclame, deixe Embry ir à falência. Sei que será impossível, porém ao menos quero deixa-lo ciente de que a minha raiva ainda está longe de passar. Mas venha e não reclame! Quero testar algo novo.
As duas sorriram e se entreolharam quando entraram no amplo salão. Era tão cheio de rosa, que Barbara imaginou Jenniffer decorando o lugar.
— Eu queria, na verdade, um modo de deixar o meu cabelo ruivo. Quero dar uma repaginada total. — disse a loira ao profissional.
— Impossível. Você está grávida, Jenny! — Barbara interviu preocupada.
— Mas deve haver alguma tinta, ou quem sabe um xampu tonalizante que não vá fazer mal ao bebê. — contestou a gestante.
— Pelo amor de Deus, Jenny! A sua gravidez é muito delicada. Você tem aquele problema com os enjoos constantes. Não tem como você fazer coloração alguma! — Barbara tentava chamar a razão da amiga.
— De fato, minha querida! — começou o cabeleireiro. — Por mais que já tenha produtos no mercado próprio para gestantes, só é recomendado em caso de gestações tranquilas e mediante a liberação médica. No entanto podemos fazer uma bela hidratação e escova, vamos deixar seus cabelos reluzentes e ainda mais belos. Também irei usar um xampu clareador totalmente natural, livre de químicas. Vamos deixar suas madeixas como as estrelas de Hollywood.
A loira assentiu tristemente. Seu corpo estava mudando a proporções jamais conhecidas antes, já não estava mais tão confiante da sua própria beleza. A autoestima da grávida estava muito abalada. Queria surpreender, afinal, era com uma ruiva que Embry estava no café.
Barbara entendeu a mensagem e ficou furiosa, no entanto, preferiu não causar uma cena. Ela sempre soube que Jenniffer amava os cabelos naturalmente loiros e nunca mencionou a vontade de ser ruiva.
As belas brasileiras foram atendidas. Barbara optou por clarear um pouco os seus fios escuros, fazendo luzes acentuadas no platinado. O que resultou em mais tempo sobre a cadeira do profissional.
Jenniffer já havia feito suas unhas e tratado os belos cabelos, além de remodelar as sobrancelhas. Enquanto esperava pela amiga, decidiu caminhar até o outro lado da rua, onde tinha uma loja de pet shop. Iria comprar alguns mimos para Thor. Porém ao entrar, seus olhos brilharam sobre o animal que estava em uma ampla vitrine. Ela não pensou duas vezes, faria a amiga uma surpresa.
— Perfeito! Esse tom ficou magnífico em você, bela brasileira.
— Como sabe que sou brasileira?
— Minha querida, eu conheço as mulheres e todos os seus tipos. As brasileiras tem o seu... — ele fez com as mãos as curvas como de um violão — belo corpo no lugar.
— Eu agradeço o elogio mas...
— Meu Deus! — a voz esganiçada e alegre de Jenniffer soou por todo o salão. — Você está absurdamente linda! Vadia, eu queria mudar o meu cabelo também! — fez beicinho. Mas não foi a carranca da loira que chamou a atenção de Barbara e sim aquele... “troço” sob suas mãos. — Ah aqui, é pra você amiga! — Jenniffer esticou alegremente os braços, oferecendo a morena o pequeno animal.
— De qual inferno vou tirou isso? — Barbara murmurou encarando o animal, que lhe fitava com os olhos azuis cristalinos.
— Ora, vai ofendê-la. Como você é má. Ela é uma Sphynx, a famosa raça sem pelos. Inclusive, uma gata dessa raça já apareceu em um dos clipes da Lady Gaga. É linda e exótica, paguei uma pequena fortuna nela. Agora que não estarei mais com você no apartamento, ela será uma ótima companheira. Pegue ela e lhe dê um nome.
— Dê jeito nenhum — Barbara sacudiu a cabeça em negação. — Esse é a gata mais feia que já vi na minha vida! Jenny, pelo amor de Deus! Eu não preciso de companhia, ainda mais... disso!
Jenniffer acolheu a gatinha em seus braços novamente, acariciando a cabecinha absolutamente careca. Parecia que a gata tinha acabado de ser fervida em água escaldante.
— Irá ferir os sentimentos dela, ela não é feia. É exótica. Sua aparência é única e peculiar. Você é uma má agradecida. — Os olhos da loira já se enchiam de lágrimas.
Malditos hormônios, eles estavam fazendo com que ela conseguisse tudo o que queria!
Barbara, por não querer vê-la chorar, esticou os braços. Os lábios estavam retorcidos em uma careta.
— Dê-me esse treco.
— Gatinha! — corrigiu a loira, fungando.
— Que seja! Dê-me isso antes que eu desista.
Assim que teve o animalzinho em seus braços, a morena começou a sentir simpatia pela gatinha. Ela se aninhou em seu corpo, repousando a cabecinha em seu antebraço, onde ela usava a sua pulseira Pandora.
— Hum... Até que não é de tão má.
— Dê um nome a ela, ou darei eu! — Exigiu a loira.
— Pandora. Ela será Pandora.
— Lindo! Eu acho que vou chorar. — Brincou a loira, em parte. — Vamos, precisamos encher a Pandora de mimos. Vi cada suéter lindo no pet!
Barbara assentiu ainda relutante. Ela jamais tinha cuidado de qualquer tipo de animal e pedia internamente que Pandora sobrevivesse ao menos uma semana sobre seus cuidados.
TLAD
O som tocava alto no ambiente amplo, porém o potente amplificador propagava perfeitamente o som da música pop. De forma empolgada a loira balançava os quadris e mexia a cintura na mesma proporção que cantava empolgada a letra da música que tocava.
— Yeah, is it too late now to say sorry? Cause I’m missing more than just your body… — a letra da música Sorry saia à plenos pulmões enquanto a mulher preparava a salada de frutas que tanto desejava comer.
De forma hábil e sincronizada a loira cantava, dançava e lavava as frutas ao mesmo tempo. O robusto cão deitado no chão da cozinha observava cada movimento que a dona fazia, ele estava zelando cada movimento dela. Hora ou outra a loira sorria e dava uma fruta para o cachorro, que aceitava feliz o mimo.
— Não sei por que sempre que escuto essa música acabo lembrando do cafajeste do seu dono. — Jenny revirou os olhos. Para ela aquela música era tão Embry! Thor latiu e balançou o rabo. — Ainda bem que você concorda comigo, meu amorzão. Toma um morango! — deu a fruta na boca do Pit Bull. Thor abocanhou de forma delicada a fruta dos dedos da loira.
Por mais que o cachorro fosse bruto em cada movimento que fazia, ele se tornava incrivelmente protetor e cuidadoso com a loira grávida. Parecia que ele sentia que devia de cuidar dela e do bebê que carregava.
Jenniffer afagou a cabeça do cão e o chamou o animal para segui-la para sala de estar, havia acabado de desligar o som do celular e desconectado do amplificador. Nas mãos levava consigo uma garrafinha com água de coco e o pote com salada de frutas.
Sobre o enorme tapete felpudo ela deitou e repousou a cabeça na almofada que pegou no sofá. Elevou os pés levemente inchados e colocou sobre a mesinha de centro.
— Venha, Thor, deite aqui com a mamãe. — Jenniffer deu alguns tapinhas no vão que havia ao seu lado no tapete.
O Cão não se fez de rogado, ele imediatamente aceitou o convite e se juntou ao lado da dona. De vagar posicionou a enorme cabeça sobre a barriga já bem proeminente e ali repousou.
— Você adora ficar próximo do seu irmão, né? — Jenniffer alisava a cabeça que repousava sobre sua barriga enquanto comia a salada de frutas que tanto desejava. Hora ou outra oferecia um pedaço para o animal. — Sabe, eu acho que você e o meu bebê serão muito unidos. Gosto disso. Você e ele são o que me mantem junto ao louco do Embry, pois eu juro que já teria metido o pé dessa loucura toda se não fosse por vocês dois. Na verdade mais pelo bebê mesmo, por que você eu levaria facilmente comigo. — sorriu com o gruído que o cachorro fez.
A loira permaneceu conversando com o cachorro enquanto comia e bebia seu lanchinho da tarde. Thor seguia ao lado dela de forma fiel e devotado. Desde que o Embry levou a namorada para morar com ele o cachorro adotou a loira como a sua dona, era ela a quem ele permanecia fiel e a quem seguia para todos os lados.
— Agora só comeremos frutas, legumes e verduras, Thor. — Jenny disse para o cachorro quando se sentou somente para por a travessa e a garrafa em cima da mesinha de centro. Estava com preguiça de levantar e levar até a cozinha. — Depois do que aquele idiota disse hoje pela manhã, estarei procurando uma nutricionista para cuidar da minha alimentação na gravidez. Onde já se viu falar que eu estou pesada? Eu estou grávida! E mesmo assim ainda estou cabendo em algumas das minhas roupas antigas. — Jenniffer revelou ressentida para o fiel cachorro. — Você acha que estou gorda e feia? — Thor em resposta somente lambeu o rosto da dona e balançou o rabo alegremente. — Por isso eu te amo, você é sincero. — afagou a cabeça do cachorro, que permanecia de olhos fechados ao receber o carinho.
Embry naquela manhã tinha falado que a namorada grávida estava pesada, após ela ter sentado em seu colo. A loira explodiu em uma fúria incontrolável, que se seguiu por uma sequência de choro compulsivo e terminou com ela magoada e sem falar o dia todo com ele. Ela não atendeu as suas ligações e não respondeu nenhuma das suas mensagens.
Jenniffer permaneceu por mais alguns minutos estabelecendo uma conversa irracional com o Pit Bull até pegar uma sequência de apostilas e folhas impressas de uma matéria que queria estudar. Ela havia acabado de concluir a pós-graduação, mas já estava se programando para iniciar o mestrado assim que o filho nascesse.
Ela retornou a deitar e o cão a acompanhou, voltando para a mesma posição que costumava a ficar.
A Brasileira não sabia dizer quando tempo passara estudando o material que havia separado, mas teve a sua atenção despertada somente quando o barulho da campainha soou por todo ambiente.
— Quem será? O porteiro não interfonou... — demonstrando clara confusão ela comentou com o cachorro. Thor já havia levantado da posição confortável que estava e latia de forma insistente na direção da porta de entrada da cobertura. — Deve ser o cafajeste do seu pai. Provavelmente deve ter esquecido a chave em algum puteiro. Idiota! — a loira resmungou enquanto levantava para abrir a porta.
— Na próxima vez vou te deixar... — a loira deixou a frase morrer ao constatar que não era o namorado quem estava à porta. — Desculpa, achei que fosse o Embry. — justificou-se.
— Tudo bem. Posso entrar? — pediu o homem.
— O Embry não está em casa. — antecipou-se em dizer. —Inclusive disse que teria uma reunião. Se aquele desgraçado estiver mentindo de novo, eu juro que dessa vez vou embora de verdade. Eu sumo com meu filho no mundo, já avisei a ele. — resmungou enfurecida.
— Calma, Jenny, o Embry não mentiu. Ele realmente está em uma reunião com os demais. — esclareceu o moreno. — Eu vim mesmo foi para conversar com você. Posso entrar? — refez a pergunta ao vê que a loira parada sem se mexer. Ela estava nitidamente confusa e surpresa com a sua visita.
— Éeer... pode, claro! — a loira disse em dúvida, mas saiu de frente da porta e deu passagem. — Por Favor, só não repare na bagunça. Cheguei do trabalho e acabei indo direto estudar. — justificou-se por todos os papéis que estavam espalhados pelo tapete e sofá. — Pera, deixe-me só segurar o Thor, ele pode avançar em você. — deu o comando e segurou na larga coleira de couro marrom do Pit Bull que já rosnava para o visitante.
— Ele não é maluco, o transformo em sabão. — o moreno sorriu perverso ao entra no apartamento e olhar para o cão desconfiado.
— Você não seria maluco. — a grávida desafiou. — Teria que passar por cima do meu cadáver antes. Não que eu ache que represente algo para você e a sua família, mas enquanto tiver o sangue de vocês em meu ventre todos me tratarão como uma rainha. — as palavras saíram ácidas do lábio rosado.
— Você está falando merda. — rebateu ríspido. — Protegemos a família. E você faz parte dela desde que Embry escolheu ter um relacionamento com você, e não somente quando engravidou.
— Você finge que é verdade, que eu finjo que acredito. — a brasileira replicou debochada.
— Que mau humor, hein! Qual foi a merda que meu irmão aprontou dessa vez para lhe deixar com a língua tão afiada? — Quil sentou na confortável poltrona e olhou irônico para a cunhada. Ela bufou.
— Podemos culpar os meus hormônios de grávida. — debochou, alisando a barriga protuberante e exposta. Jenniffer usava um top e short de moletom, era uma roupa que antes usava para malhar. Ela notou que o cunhado desviou o olhar e abaixou a cabeça. — Desculpa não está apresentável, mas não esperava a sua visita. Esses hormônios realmente me deixam louca, mesmo com todo esse frio tenho sentido muito calor. — por fim explicou o motivo pela pouca roupa que usava na frente do irmão do namorado.
— As suas roupas não me incomodam, você precisa sentir-se confortável. — falou pela primeira vez sem sarcasmo ou deboche. A loira percebeu. — Como você está se sentindo hoje? Como está o meu sobrinho? — questionou aparentemente interessado.
Jennifer que juntava e recolhia os papéis espalhados para coloca-los na mesinha lateral estranhou a pergunta amistosa. Ela sentou-se no amplo sofá — agora com espaço disponível — e Thor a acompanhou, repousando agora a cabeça na coxa da dona.
— Estamos bem. — sorriu alisando o ventre já bastante notório. — Esse rapazinho é bem levado, não para de mexer. Mas ele nunca mexe quando o Embry põe a mão. Em compensação não para quieto quando o Thor está com a cabeça na minha barriga. — concluiu para o cunhado que sorria, mas Quil não parecia bem, o sorriso não chegava aos olhos.
— Está tudo bem com você, Quil? — perguntou a gestante. — Vamos ser sinceros um com o outro. Você nunca me procurou e mantemos uma relação agradável, porém superficial como família. Então, o que lhe fez vir me procurar hoje? — indagou indo direto ao assunto.
Quil baixou a cabeça e permaneceu por alguns minutos em completo silêncio. Jenniffer não o questionou, iria esperar que ele falasse o que quer que fosse.
— Eu estou passando por alguns problemas pessoais. Embry e nem os outros sabem de nada, gostaria que permanecesse assim. — olhou intensamente para a cunhada. — Foi a Lee quem me falou para procurá-la.
— Não sei em que posso ajudá-lo, mas se foi a Leah que mandou me procurar... — Jenny deu de ombros. — Em relação ao seu problema, não tenho por que comentar nada com o Embry e nem com ninguém. Seja lá o que você esconde, estará seguro comigo.
Quil maneou positivamente, mas baixou a cabeça e ficou em silêncio por mais alguns segundos. Ele buscava coragem para conversar com a cunhada o motivo que o levara até ali.
— A Lee comentou que você trabalha no melhor laboratório de genética e fertilidade que há em Nova Iorque. E que é um dos três melhores do mundo. — Quil olhou para cunhada, que só confirmou a informação com um aceno. — Há algum tempo eu e a minha esposa estávamos tentando engravidar, porém não estávamos conseguindo. Procurei a Leah para tentarmos descobrir o que estava acontecendo. Depois de uma bateria de exames, alguns até mesmo bem dolorosos para minha mulher, descobrimos que Claire não tem absolutamente nada de errado. Ela é perfeita. — mais uma vez Quil se calou e abaixou a cabeça.
— Já tentou vê se o problema esta em você? Ou simplesmente não há problema nenhum. Talvez seja só uma questão de tempo ou quem sabe a necessidade de uma reprodução assistida? — a loira questionou na tentativa de ajudar o cunhado a falar.
Quil realmente parecia está em um conflito interno.
— Eu era para ter um filho. Mas éramos jovens demais e a minha namorada da época decidiu por abortar. — o moreno passou as mãos sobre o cabelo de forma nitidamente aflita.
— Então é apenas uma questão de tempo ou uma reprodução assist... — a loira danou a falar, mas foi interrompida.
— Deixe-me falar, não terminei. — Quil cortou a cunhada. — Como já tinha engravidado uma mulher antes não fizemos nenhum exame, porém quando todos os da Claire ficaram prontos e não deu absolutamente nada, Leah achou melhor fazer um espermograma só por desencargo. E o resultado nos pegou totalmente desprevenido. — o moreno estava sentindo-se humilhado. — O problema é comigo. Eu que tenho problemas. — não olhou para vê a reação da cunhada, tudo já lhe era degradante demais. —Não sei explicar muito bem o que tenho, mas pelo que a Lee me explicou é como seu os meus espermatozoides não tivessem resistência e nem senso de direção, sozinhos eles raramente chegarão a fecundar um óvulo. É como se os meus soldados fossem como cegos em um tiroteio: podem até conseguir algo sozinhos, mas é bem difícil. Só tenho dez por cento de chances de engravidar naturalmente uma mulher. A gravidez da minha namorada do colegial foi uma daquelas famosas piadas irônicas do destino. — Quil confidenciou sentindo-se ainda mais humilhado. O fato mexeu diretamente com a masculinidade dele.
— Quil, eu compreendo perfeitamente o que está acontecendo com você. — a loira disse solidária com a situação delicada do cunhado. — Realmente essa é a minha área de atuação. E mesmo que trabalhe há pouco tempo no laboratório e contra vontade do seu irmão, eu já tenho uma vasta experiência nesses casos. Fiz estágio e pesquisas nessa área boa parte da minha vida acadêmica. — Jenniffer levantou e se aproximou do cunhado, tocando-o no braço em sinal de apoio. Thor rosnou e a loira precisou dar um comando para o Pit Bull voltar a deitar. — Definitivamente isso não faz de você mais homem ou menos. Realmente você pode seguir tentando por mais um tempo com o método convencional, mas eu sugiro que parta logo para inseminação in vitro. O período de espera durante a tentativa natural pode ser frustrante. Você tem que conversar com a Claire e juntos decidirem o que vão querer fazer.
— Nós já conversamos sobre o assunto, mas temos muitas dúvidas. — informou. — Como é o tratamento? Muito doloroso para ela e ainda mais degradante para mim? — Quil não conseguiu erguer a cabeça, tamanho a humilhação que sentia.
— Depende, Quil. Não é tão simples, mas também não é complexo. A medicina e a genética estão bem avançadas. Eu primeiro preciso conversar com a Leah para obter todas as informações técnicas e profissionais. Eu não sou médica especializada em reprodução, sou bióloga especializada em genética e reprodução assistida. Por mais que entenda todo o processo, não tenho autonomia profissional para trabalhar sozinha, vou precisar de uma boa médica especialista. — explicou-se.
— Claire e eu não queremos esperar, vamos fazer o tratamento. Leah já explicou algumas coisas, porém ainda tenho muitas dúvidas com relação ao procedimento. Gostaria de saná-las com você.
— Claro, irei ajudar no que estiver no meu alcance. Amo o que faço e me sinto lisonjeada em ser escolhida para fazer os meus sobrinhos no laboratório. — Jenniffer sorriu com a piada. — Vocês estão cientes que na grande maioria das inseminações in vitro geralmente ocorre gravidez de múltiplos, né? Não é uma regra, mas acontece na maioria das vezes. Estão preparados para ter talvez gêmeos ou até trigêmeos, quem sabe.
— Claire sempre quis ter muitos filhos. Acho que é a oportunidade. — foi a primeira vez que Quil sorriu desde que soube dos resultados dos exames naquele dia. Por mais que fosse quase imperceptível, os lábios cheios estavam distendidos em um sorriso mínimo.
Quil seguiu perguntando e sanando todas as suas dúvidas com a cunhada. Era a primeira vez que ele notava o quanto ela era inteligente e séria. Talvez devido a todas as crises que ela tinha com seu irmão, Quil não havia notado e nem a levava a sério. Mas agora, ela falando com tanta didática e segurança, ele passava a enxergá-la de outra forma. Ele se perguntou como Embry e ela se envolveram se ambos são completamente diferentes.
Provavelmente era isso que os unia. Pensou o moreno.
TLAD
Embry andava de um lado para o outro, eram raros os momentos em que o moreno sentia-se nervoso. Queria que tudo saísse perfeito como planejado. Ele não era o cara mais romântico do mundo, no entanto estava trabalhando arduamente para reconquistar Jenniffer de volta. Por mais que ela houvesse cedido um pouco, ainda estava longe de perdoa-lo completamente.
Jenniffer havia conseguido concluir a pós-graduação com méritos, e o moreno estava orgulhoso dela. Só que a loira praticamente não dava nenhuma abertura para que ele demonstrasse o seu orgulho. Ela ainda estava muito magoada, o que estava deixando-o louco. Pois raras foram as noites que conseguiu pregar os olhos, sabendo que somente uma parede o impedia de tê-la junto ao seu corpo sobre a cama.
O moreno ficou livre dos pensamentos quando a amada saiu do quarto, vestindo um lindo vestido com mangas na cor verde esmeralda. O tecido abraçava as suas curvas, e os cabelos dourados caindo pelos ombros estavam macios e brilhosos. Os olhos verdes estavam ainda mais ressaltados devido à maquiagem e a própria cor escolhida para a roupa. A brasileira estava elegante e sensual ao mesmo tempo.
Jenniffer sentia o coração chutar fortemente sob suas costelas. Aquele olhar era de cobiça, mas também de admiração. Como queria abraçá-lo e agradecer por tudo o que ele estava fazendo para celebrar algo tão especial e importante para ela. Contudo, ele ainda precisa de mais um pouco de sofrimento.
— Você está... gostosa pra caralho! — elogiou, ao seu modo.
— Obrigada. Você também está bem apresentável. — A loira fingiu indiferença. — Afinal, quem vai buscar a Babi? — mudou de assunto.
Embry coçou a nuca. Ele estava fodido se dissesse que Seth a buscaria.
— Não me diga que você mandou...
— Eu vou avisá-lo que iremos passar lá. Qual é, Baby, eles precisam de uma conversa! — disse Embry em sua defesa.
— Sim, precisam. Mas não precisa que nenhum de nós dois se intrometa. Francamente, você faz um acerto e erra mil vezes depois.
— Me desculpe eu pensei que...
— Tudo bem, — bufou — vamos logo. Eu não quero chegar depois de Seth no apartamento e correr o risco de não ter a minha melhor amiga no jantar em minha homenagem.
— Oh, merda! — resmungou o moreno, tirando o iPhone do bolso e ligando para o primo. Era preferível ouvir Seth xingado-o de mil e uma maneiras do que ter Jenny ainda mais aborrecida com ele.
Entraram no luxuoso automóvel blindado e seguiram para o apartamento em silêncio. Jenniffer estava eufórica, ansiosa por sua noite. Já Embry estava a cada nano segundo que se passava mais nervoso.
Barbara estava igualmente linda em um vestido justo na cor nude, que realçava ainda mais as suas belas curvas. Seus novos cabelos estavam reluzentes e levemente ondulados nas pontas. Em seu braço estava Pandora, enrugada e com uma linda coleira brilhante.
— Que porra é essa? — indagou o moreno, espantado quando Barbara adentrou ao veículo.
— Meu cabelo novo, ora essa!
— Digo essa coisa horrorosa e enrugada em seu colo. Fala sério, você não irá levar esse troço no meu carro! Porra, isso parece o meu saco quando tá frio.
— Cale essa boca, Embry. — Interviu Jenniffer. — Essa é a Pandorinha, linda da dinda. E posso te garantir que ela é bem mais bonitinha que o seu saco! — disse ao namorado e voltou seus olhos para a amiga. — Como foram os dias com Pandora?
— Estranhos.
— Amiga, ela está uma fofa! Linda e elegante demais. Porém acho que não podemos levá-la a um restaurante. — disse a loira com claro pedido de desculpas no olhar.
— É claro que não! — intrometeu-se o Embry ainda chocado com a aparência do bicho.
— E o que faço? Ela irá chorar se eu deixá-la sozinha. Francamente, quando volto do estágio ela está arranhado a porta! Jenny, ela sente minha falta. — explicou com o coração apertado. A gata havia arrebatado seu coração e Barbara admitia, ela era uma ótima companhia, no entanto deixar a gatinha sozinha lhe partia o coração.
— Ela vai se acostumar aos poucos. Vai, leve ela de volta. Onde estava esse seu lado protetor de animais que eu nunca conheci? — Jenniffer sorriu para a amiga e acariciou a cabeça careca da gatinha.
— Hum, não sei. Acho que ele veio junto com a Pan...
— Pan? — repetiu Embry incrédulo.
— Vou levá-la. — por fim Barbara concordou. — Vamos menina, hoje você não irá ter uma noite de gala. Mas prometo que em breve iremos usar aquele seu suéter de linho. — ela conversava com o animalzinho enquanto saia do carro.
Em minutos ela estava de volta e eles puderam seguir caminho até o restaurante.
Embry tinha mandado fechar um dos salões, de um dos restaurantes da família, para celebrar a ocasião. Era um dos mais bem conceituados de Nova Iorque.
Chegando ao sofisticado e luxuoso local, toda a família Black e Clearwater já estava esperando pela anfitriã do jantar. Até mesmo Jacob e Renesmee estavam presentes, o que deixou Jenniffer muito feliz. O casal não comparecia a eventos desde o nascimento prematuro da filha, porém a felicidade de tê-la se recuperando tão bem no hospital animou o casal a sair de casa e compartilhar a alegria familiar.
Barbara não pode deixar de reparar que Seth também estava presente. Ela cumprimentou a todos, deixando o moreno — e seu sorriso encantador — no vácuo.
Ela passou por ele sem nem ao menos dirigir o olhar. Seu estômago estava revirado, as mãos trêmulas e suando frio... Mas ela levaria aquele jantar em banho Maria. Afinal, era a noite de sua amiga e Seth não tinha permissão para estragar nada. Ele não tinha esse direito e ela não daria chances para que ele viesse a adquirir.
O ambiente permaneceu familiar, uma vez que por opção a loira decidiu não chamar nenhum colega de classe. Ela nunca se sentiu próxima de ninguém da turma para manter esse vínculo agora.
Todos comentaram sobre como a barriga — de cinco meses — de Jenniffer já estava bastante saliente e como a maternidade estava lhe fazendo bem. Além de parabenizá-la pelos seus esforços.
As conversas seguiam tranquilas. O garçom trouxe como entrada; escondidinho de carne e queijo cremoso. Embry tinha solicitado um cardápio com algumas iguarias brasileiras para a ocasião. O chefe havia prometido até pudim de leite condensado e sorvete de paçoca como sobremesa. Embry estava torcendo para que Jenny apreciasse seus esforços em tentar agrada-la.
Seth aproximou-se de Barbara, ela estava sentada ao seu lado. Involuntariamente ele havia pedido para que Quil trocasse de lugar com ele, tendo em vista que Claire continuaria sentada no meio dos dois e Seth ao lado da morena.
Barbara revirou os olhos com o ato, mas seus olhos estavam fixos em seu prato e nos demais convidados a sua frente. Ela mal conseguia olhar para Claire, justamente na tentativa de evitar contato visual com Seth.
— Você está muito bonita. Eu gostei do cabelo — sussurrou para ela.
A morena engoliu a comida que tinha na boca e bebericou sua água. Sentiu um leve tremor descer pela sua espinha. Ela não respondeu e levou mais uma garfada a boca.
— Vai continuar com a greve do silêncio? — Seth murmurou, mas não conseguiu obter nenhuma resposta. Antes que conseguisse indagar qualquer outra coisa, foi abruptamente interrompido.
Um grito agudo e eufórico deixou os lábios de Jenniffer, o que desviou a atenção de todos para ela e para onde permanecia olhando fixamente.
— Oh, meu Deus! Eu não acredito!!! — Barbara murmurou igualmente chocada. Ela estava tão compenetrada na tarefa de ignorar Seth que nem ao menos percebeu a voz familiar que anunciou a chegada do visitante surpresa.
Antes que Embry pudesse questionar o porquê do grito da namorada, Jenny levantou abruptamente da cadeira e correu para os braços do homem que acabara de interromper a comemoração privada. Ela pulou no colo do belo homem que a recebeu com total intimidade.
Embry mesmo chocado já estava levando a mão à arma que trazia na cintura quando Jacob — prevendo o ato — impediu que ele sacasse a pistola ali.
— Calma. Você não pode fazer isso aqui. — repreendeu o irmão mais velho, que estava sentado ao seu lado.
— Maninha! — o belo moreno rodopiou a loira em seus braços
— Eu não acredito que você está aqui. Como? — a gestante já chorava pela emoção que a dominou.
— Que porra é essa, Jenniffer? — Embry mesmo sendo impedido pelo irmão de sacar a arma, tinha se erguido e batido com tanta força na mesa que Renesmee se encolhei de medo.
— Oh meu Deus! É o Junior! — disse eufórica
— Maninha... Tu tá redondinha, mas continua gostosa pra cacete. O que aconteceu? Comeu todas essas porcarias americanas? — brincou olhando a loira dos pés a cabeça.
Não tinha maldade no olhar e nem na fala, mas o visitante notou o ódio queimar a face do homem que acabara de gritar. Em um gesto de provocação, deu um tapinha na bunda da loira.
— Junior! — Jenny repreendeu sorrindo. — Eu não estou redonda, estou grávida!
— Quem eu vou ter que matar por te deixar assim? — Junior repousou a mão de forma carinhosa no volume do ventre da loira.
Se antes Jacob tentava controlar o irmão, com a afronta do penetra ele soltou Embry do aperto que mantinha. Barbara prevendo a confusão pulou na frente do moreno, impendido assim Embry de passar e arma uma confusão épica.
— Sai da frente, Babi. — Embry praticamente rosnava a ordem.
— Babizinha, você está aí! Não vai vir aqui me da um abraço? — o homem brincalhão abriu os braços fortes em um sinal claro de convite à morena.
— Menos, Junior! Você já chegou causando a discórdia. — Barbara sorriu e correu para abraçar também o forasteiro. Com o próprio corpo ela protegia-o.
Ao contrário do que aconteceu com Jenny, Babi levou um olhar de cobiça tão grande que parecia que estava sendo despida somente com os olhos.
— Babizinha, você está no auge da safra. Tá deliciosa! — elogiou descaradamente.
Se seth já não estava gostando do penetra antes, agora a sua mente já havia criado pelo menos cinquenta formas distintas de torturar o homem que devorava sua mulher como os olhos.
Antes que o estrago fosse maior e algo desagradável ocorresse, Rachel interviu.
— Jenny, por que não nos apresenta o seu amigo e o convida para jantar conosco? — A mais velha dos irmãos Black lançou um olhar tão penetrante que fez com que Embry e Seth voltassem a sentar.
— Oh sim, Claro! Eu estou tão surpresa que esqueci completamente. Mas antes preciso perguntar como ele soube que eu estava aqui. —fitou com os olhos brilhando de emoção o moreno.
— Foi pura coincidência. Acabei de chegar à cidade, vim encontrar com uns amigos aqui. Na hora que estava chegando vi você passar. Porém fiquei até agora tentando convencer de me deixarem entrar no salão. Eles falaram que a festa era privada. Tive que provar que te conhecia desde quando ainda era virgem!
Embry serrou os punhos com tanta força que já nem mais sentia o sangue circular. Queria enfiar um soco com muita força bem no meio da cara do forasteiro de risinho idiota na cara.
— Bobo! — Jenny acotovelou de brincadeira o amigo. — Esse cara é um dos mais importantes para mim. Devo a minha vida a ele. Sem ele, eu acho que não estaria nem viva hoje. Também devo a ele por hoje está vivendo aqui. — iniciou a apresentação aos demais curiosos que a fitavam intensamente.
— Eu também. — endossou Barbara emocionada.
— Parem! Sei que me amam, mas não precisam brigar. Tem para todas! — abraçou as duas brasileiras e fez a piada para descontrair a clima emotivo.
Antes que Embry ou Seth compreendessem o que as namoradas estavam tentando dizer, elas foram ainda mais diretas na explicação.
— Esse é Junior. Meu irmão do coração. Meu ex-cunhado. — Jenniffer esclareceu.
— Puta que pariu. Fodeu! — Paul murmurou baixo, poucos escutaram.
Se antes a chegada do visitante surpresa causou perturbação ao ambiente familiar, agora tinha causado total desconforto para todos os The Wolf. Eles não sabiam o que pensar e como julgar o novo convidado da Brasileira.
Seth sentia o sangue ferver só de lembrar que a namorada — ou Ex, segundo ela — havia tido um caso com o homem.
Junior se mostrava como um verdadeiro boêmio carioca. Ele era divertido e fazia piadas descontraídas, o que conquistou todas as mulheres da família. Já os homens a cada minuto estavam mais certos de que queria mata-lo.
O brasileiro era um defensor da boa vida. E ao contrário do irmão mais velho e do caçula, não tinha seguido a vida do crime. Usou a fortuna ilegal da família para viajar pelo mundo, conhecendo línguas e culturas. Junior falava fluentemente inglês e francês, além de se virar no italiano e alemão. Ele tinha morado alguns anos na Inglaterra, Irlanda, França, Itália e Alemanha, além de ter conhecido vários outros países.
Ele sempre foi defensor da cunhada e da amiga dela. Ele tinha conhecido Jenny e Babi quando elas eram apesar duas adolescentes em seus últimos momentos de inocência. Junior repudiava a vida cruel que as duas sempre foram submetidas. Por isso se empenhou em ajudar a cada uma fugir de seu algoz.
Jenniffer havia solicitado que uma cadeira a mais fosse colocada entre ela e Barbara. Junior se sentou exatamente ali.
— Maninha, o seu amigo está preste a pular na minha jugular. — comentou divertido com a loira.
— Esse é Embry Black. O pai do bebê que espero.
— Eu sou o pai do filho dela e namorado também. Moramos juntos. Ela é a minha mulher! — Embry praticamente rosnou as palavras possessivas. Estava possesso de ciúmes devido a toda atenção que o brasileiro recebia.
— Espero que cuide dela como a coisa mais preciosa que já colocou as mãos. Ou terá que se ver comigo. — Junior sorriu ao falar, mas as palavras continham veracidade. O caso era somente que ele não tinha noção exatamente com quem estava se metendo.
— Menos Junior. — apertou o ombro forte do amigo. — Eu sou muito bem cuidada. — Jenniffer interviu rapidamente.
A tensão não havia sido dissolvida conforme o tempo ia passando desde a chegada do forasteiro.
Em um ato impensado, Babi aproveitou a atração de Junior para fazer ciúmes em Seth. Por mais que ela não tivesse mais interesse no brasileiro era inegável a tensão sexual entre eles.
Quando Barbara se deu conta do que estava fazendo ficou envergonhada. Poderia está pondo a vida de Junior em risco por culpa de um ato imaturo. Em um ato de recompor as emoções desequilibradas, ela pediu licença a todos para ir ao banheiro, dando a desculpa de retocar a maquiagem.
Tal ato foi erroneamente interpretado tanto por Junior como por Seth. Ambos os homens se levantaram na intenção de ir atrás da morena.
Seth olhou de forma assassina para o brasileiro.
— Junior! — Jenniffer puxou o amigo de volta para a cadeira. Ela previa uma tragédia. — Preciso te contar sobre meus últimos meses. Não trocamos e-mail há tanto tempo. Venha, quero contar as novidades.
Não conseguindo jamais negar nada para loira, Junior voltou a se sentar. Ele escutou a narrativa animada dela enquanto não percebia que Seth tinha ido atrás de seu alvo de sedução.
Aos poucos as conversas foram voltando ao normal à medida que Seth e Barbara não retornavam à mesa. Burburinhos de conversas paralelas aconteciam. Jacob se exibia como um pavão orgulhoso ao falar da filha que evoluía a grandes proporções a cada dia.
De repente um silêncio absoluto se estabeleceu. As conversas sessaram. Todos olhavam para o casal que acabava de retornar para a convivência social da mesa de jantar.
Os homens olhavam maliciosos e prendiam o riso. As mulheres, de forma mais lenta, compreendia o que havia acontecido.
Barbara retornou a mesa totalmente descomposta e descabelada, parecia ainda distraída demais para se da conta da própria aparência. Seth tinha resíduos visíveis de batom por todo rosto e pescoço. As mãos possessivas seguravam a cintura fina da morena.
Seth ao ir a trás da namorada estava disposto à prova a quem ela pertencia. Em um ato totalmente primitivo eles brigaram e depois transaram loucamente no banheiro privado do restaurante. O ápice foi tão arrebatador que ambos ficaram entorpecidos a tudo. Estavam agindo somente no automático quando retornaram para mesa da família.
— Eeeeeh... Amiga! — Jenniffer tentava conter a gargalhada que estava preste a liberar. — Acho que você perdeu a mão para se maquiar. Você esta com o visual de quem acabou de ser atacada por um gorila no cio.
Todos caíram na gargalhada, até Junior — que havia entendido o que estava se passando —. Foi somente aí que Barbara se deu conta que deveria de estar totalmente descomposta. Ela apenas tinha ajeitado o vestido após Seth sair de dentro dela. Nem a própria calcinha ela sabia onde estava.
A morena sentia as bochechas esquentarem. Sem falar uma única palavra retornou ao banheiro, mas antes impediu que Seth a seguisse. Bem provável que se ele fosse atrás dela, da próxima vez voltaria nua para a mesa.
Parecia que tudo começava a voltar aos eixos da normalidade. Seth e Barbara voltavam a se intender. Jenniffer estava tão feliz com o surgimento do amigo que abaixou totalmente a guarda para Embry se impor como o seu namorado. Jacob e Renesmee voltavam a sorrir pela filha em recuperação. E todo resto da família estava igualmente felizes com suas vidas.
TLAD
Mais uma manhã fria de outono acabava de iniciar. Lá fora o vento gélido arrastava as folhas amareladas que haviam caído das árvores e repousavam no gramado do belo jardim.
Indiferentes ao frio e o vento que acontecia do lado fora, assim com a manhã que se iniciara, o casal permanecia dormindo juntos no aconchego dos braços um do outro sobre a cama grande e quente. Boa parte da sintonia entre o casal já havia se restabelecido, assim como uma parte da intimidade que antes desfrutavam, porém ainda não integralmente.
A doce amish sempre ficava mais receptiva ao toque do marido quando recebia notícias boas sobre a filha. E no dia anterior foi confirmado o ganho de peso estipulado pela equipe. Valentina já tinha alcançado dois quilos e meio depois de cento e dez dias de vida.
Renesmee cada vez mais se deixava levar pelas carícias do marido, no entanto ela sempre o interrompia quando as coisas começavam a esquentar mais e o ato em si ficar muito próximo de ocorrer de verdade.
Jacob sentia-se dolorosamente torturado, mas por fim sempre acabava compreendendo o bloqueio da esposa. Ele havia errado muito com ela, agora era esperar que a amish voltasse novamente a confiar Inteiramente nele.
O que tranquilizava o moreno era pensar que a esposa permitia-se, que tentava voltar a ser como eram antes. Ela queria e, ele desejava acima de tudo. Jacob sofria as consequências das escolhas erradas que fez, e a situação não era pior porque eles mantinham um vínculo indissolúvel que precisava muito deles juntos. Valentina era o elo forte do casal.
No silêncio da luxuosa suíte o moreno mantinha o seu corpo colado no encaixe da curva do corpo pequeno da esposa, eles dormiam de conchinha. A loira vestia somente uma pequena calcinha de renda lilás, seu marido havia deixado daquela forma após intensa troca de carícias na noite anterior.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Mesmo inconsciente pelo sono Jacob mantinha o corpo enrijecido, seu membro excitado resvalava entre a massa quente e macia das nádegas da loira. Ele vestia apenas uma boxer preta. E por mais que Renesmee também fosse totalmente inconsciente da situação, seu corpo igualmente se movia de encontro à rigidez do falo do marido.
Os movimentos ganhavam um ritmo mais impetuoso à medida que o casal tornava-se mais consciente do que ocorria. Porém um barulho vigoroso e insistente tirou o moreno de seu transe hipnótico, seu celular vibrava sobre a superfície rígida.
— Merda! — resmungou baixinho ainda de olhos fechados, já completamente ciente do estado de seu próprio corpo e o da esposa.
Mal humorado Jacob girou parcialmente o ombro e buscou pelo celular no criado mudo ao lado da cama. Ele tentava mover o mínimo possível o corpo, não queria deixar a posição favorável que se encontrava e nem acordar a mulher em seus braços.
Uma mão agarrou o celular enquanto a outra segurou com determinação o pequeno seio firme da loira. No entanto Jacob sentiu um arrepio passar por toda a sua espinha e imediatamente esfriar seu corpo quando avistou o nome de quem fazia aquela ligava. Ainda não era nem seis horas da manhã, aquela situação não era normal.
— Leah? — Jacob tentou dizer baixo para não acordar Renesmee, mas o desespero na voz não deixou o tom sair tão baixo quanto o moreno desejava.
— Bom dia, Jacob. — a voz saiu controlada e indecifrável, não transparecia nenhuma emoção. — Acredito que tenha lhe acordado, mas preciso que venha agora de manhã ao hospital.
— O que aconteceu? — Jacob soltou o corpo da esposa e sentou-se na cama.
— Jake... Amor? — Renesmee acabou acordando com o movimento do marido, por mais que ele tenha tentado ser sutil.
— Só um momento, Nessie. — Jacob estendeu a mão aberta e continuo atento ao que a prima começava a falar.
— Jake, fique calmo e não se desespere, não aconteceu nada demais. Porém necessito que você venha com a Renesmee assim que possível ao hospital. — Leah mantinha a voz tranquila ao falar. — Tive plantão de vinte e quatro horas e estarei deixando o hospital depois das sete horas, por isso que liguei cedo. Preciso que você venha com a Nessie antes de eu deixar o plantão.
— Caralho, mas o que está acontecendo? Você não me ligaria a essa hora para tomar a porra de um chá com você na cantina do hospital. — Jacob tinha a voz ameaçadora, ele estava pronto para explodir.
Tudo parecia muito bem quando deixaram o hospital no dia anterior. A filha já estava com mais de três meses de vida e encontrava-se a cada dia melhor, inclusive iriam até retirar o suporte de oxigênio que ela ainda usava. Será que algo havia dado errado. Pensou com desespero o moreno.
Renesmee olhava tudo muito aflita. Ela inclusive já chorava só em ver a reação do esposo, só conseguia pensar no pior.
— Jake, você está se alterando sem necessidade. — a prima tentou levar a razão para o moreno. — Eu já expliquei que só liguei cedo porque estarei deixando o hospital às sete horas e só retornarei no próximo plantão, que é daqui a cinco dias. A equipe quer conversar contigo, porém só fazem na minha presença, está cansado de saber disso.
— Você jura que não aconteceu nada com minha filha? — Jacob sondou ainda desconfiado. Ele buscou a mão da amish e a segurou na intenção de passar alguma tranquilidade que ele mesmo não sentia.
— Jacob, eu não estaria calma desse jeito se algo de muito sério tivesse ocorrido com a nossa princesinha. — suspirou do outro lado da linha a morena. — Apenas venha para o hospital rápido, mas sem desespero. Estou aguardado somente vocês chegaram.
— OK. Vejo que não falará mais nada além. — bufou irritado. — Logo estarei chegando. — finalizou a ligação.
— Jake? — Renesmee choramingou ao chamar pelo marido, seu olhar transpassava desespero.
O moreno imediatamente abraçou a esposa em sinal de proteção e amparo.
— Amor, vamos tomar um banho rápido e nos arrumar. Estão nos aguardado no hospital para uma junta com a equipe da nossa princesinha, porém a Lee me garantiu que não é nada demais. — Jacob disse mesmo não muito confiante, entretanto precisava acalmar a esposa.
O casal correu na intenção de se arrumarem rápido, precisavam ir ao hospital em que a filha permanecia internada desde que nasceu. Os corações estavam aflitos, mas tentavam seguir confiantes.
Quando Jacob e Renesmee pararam no estacionamento do hospital uma agonia dominava os seus sentimentos. Assim que entraram na recepção — uma vez que todos já os conheciam — foram conduzidos para uma sala ampla no andar em que Valentina permanecia internada. Lá uma enorme equipe já os esperava, Leah estava entre eles.
— O que está acontecendo? — Jacob indagou ao vê a sala parcialmente cheia. Ele sentiu Renesmee tremer em seus braços. — Fala logo, caralho! — exigiu enfurecido para ninguém em especial.
— Como ele é temperamental! — Leah ergueu-se da cadeira e foi recepcionar o casal. — Sem espetáculo, já vamos explicar. — disse séria para o primo. — Nessie, por que está chorando? Não precisa ficar assim, não é nada de ruim. Ao contrário, é uma notícia ótima. — sorriu confiante para a amish
— Então para que toda essa palhaça? Estão nos deixado aflitos. — rebateu ríspido o moreno. — Não chora, meu amor, está tudo bem. — beijou os lábios trêmulos da esposa na intenção de tranquilizá-la.
— Senta e escuta o que temos para falar. — ordenou Leah de forma firme e autoritária.
— Bom dia! — Courtney cumprimentou o casal. — Desculpe se os assustamos, não era a nossa intenção.
— Na verdade foi mais por minha causa que foi gerada essa ansiedade, mas eu não queria perder esse momento, precisava está presente. — Leah sorriu enigmática para o casal
Jacob fechou a cara e preparou-se para rebater as prima, mas a médica responsável pelo caso da Valentina se antecipou em cortá-lo, antes mesmo das primeiras palavras serem pronunciadas.
— Como conversamos essa semana, iríamos esperar Valentina chegar a dois quilos e meio para discutirmos sobre a possibilidade de alta hospitalar. — Courtney sorriu ao vê o moreno se calar e escutar atento a cada palavra sua. Renesmee nem piscava. — Após conversar com toda a minha equipe, após fazer exames e testes, chegamos à conclusão que já está na hora da princesinha de vocês reinar em casa.
— Oh meu Deus! — Renesmee caiu em um choro compulsivo. — Isso significa que já posso levar a minha bebê para casa? — perguntou aos soluços.
— Sim! Valentina está de alta e já pode ir para casa. — Confirmou Courtney sorrindo emocionada com emoção dos pais da pequena bebezinha.
— Obrigada, Meu Deus, por mais essa graça! — a amish fechou os olhos e levou a mão ao peito ao agradecer a Deus na breve oração. — Vamos levar nossa filha para casa, Jake! — abraçou o marido.
Jacob tinha ficado estático desde que ouvira a tão aguardada notícia. Ele nem piscava em resposta.
— Eu falei que a notícia era ótima! — Leah apertou o ombro do primo.
Jacob acordou do transe e abraçou a esposa, deixando uma lágrima silenciosa descer. Seu coração provava pela primeira vez, depois de angustiantes meses, a paz e a felicidade plena que tanto almejava.
— Porém eu preciso que entendam que Valentina ainda vai precisar de muito acompanhamento médico. Ela está recebendo alta hospitalar e não médica. — Courtney retornou a dizer quando viu que o casal estava mais calmo. — Valentina veio ao mundo quase três meses antes do esperado. Ela provavelmente fará tudo um pouco atrasado em relação à idade cronológica. Eu preciso que vocês entendam que é como se ela acabasse de nascer, apesar de já está com um pouco mais de três meses de vida. Percebem que ela está recebendo alta mais ou menos na época que era para esta nascendo? Isso será normal em boa parte da primeira infância. — explicou atenciosamente a médica.
Jacob e Renesmee escutaram tudo que foi explicado e compreenderam a fragilidade que ainda envolvia a filha. Ela sempre seria mais frágil comparada a outros bebês e crianças da sua mesma idade.
Courtney e Leah explicaram tudo o que eles teriam que fazer e todo trabalho que teriam nos primeiros meses de alta da bebê em casa. Além de recomendarem a melhor pediatra de Nova Iorque para acompanhar o desenvolvimento da pequena.
— Agora vamos buscar a princesa de vocês? Hora de levá-la para casa! — Courtney chamou animada.
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