Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
O céu ainda estava estrelado, uma leve brisa agradável soprava no belo rosto de tez alva. Renesmee havia se levantando há pouco tempo e estava admirando o céu escuro e a lua rechonchuda a brilhar. Os cabelos soltos dançavam ao redor de seu rosto, a camisola fina de seda negra esvoaçando, com os olhos fechados a loira respirava profundamente.
Pensava em como havia chegado até ali, os caminhos que percorreu e agradecia aos céus pela vida maravilhosa, por cada decisão tomada que fez com que ela desfrutasse daquele momento tão especial. As mãos repousadas no ventre saliente lhe traziam a mais plena satisfação e contemplação que jamais sentira.
Renesmee não notou não estar mais sozinha, mas ao sentir o pequeno movimento sob a palma de sua mão e um calor sobre ela, a respiração quente em seu pescoço, um sorriso brotou em seus lábios. Jacob havia levantado e a bebê sentiu a sua presença.
— Eu senti frio, você não estava. — beijou a pele do pescoço exposto da esposa.
— Simplesmente acordei e a varanda me pareceu tão convidativa, nunca fiquei aqui de fato para admirar a bela paisagem do nosso jardim. — sussurrou ainda com os olhos fechados.
Jacob inalou profundamente aquele cheiro de fêmea, o cheiro doce tão aguçado e único.
— Convidativa está você nesse momento. — sibilou beijando atrás da orelha dela. — Sabe o quanto fodidamente sexy e linda você está agora? Com essa camisola caindo lindamente em seu corpo, fiquei duro assim que meus olhos caíram sobre você.
Renesmee sentiu os pêlos se eriçarem, o vento gélido com as palavras quentes e sujas de Jacob lhe causaram arrepios e ela pôde sentir o quanto aquelas palavras eram verdadeiras, assim que ele pressionou mais seu corpo junto ao dela, esfregando sua ereção imponente contra ela. Um gemido escapou pelos lábios rosados.
A mão de Jacob que antes repousava sobre a mão da esposa, tomou outro rumo, descendo pela lateral do corpo indo até a coxa e apertando o local, enquanto a sua boca percorria caminhos quentes pelo pescoço e nuca da loira.
— Jake... Aqui não. — gemeu manhosa, pelas carícias ardentes.
— Eu lhe quero aqui, agora! Do jeito que está. — mordeu o lóbulo da orelha dela e começou a torturá-la. Subindo com delicadeza pela coxa, Jacob explorava cada lugar em que sua mão alcançava. Indo até o interior entre as coxas ele subia lentamente, voltando para trás conforme sentia a loira apertar uma na outra. — Abre-as para mim, amor. — pediu voltando a mão para o interior das coxas levemente separadas.
Renesmee estava sentindo a pele queimar, seu baixo ventre pulsava de desejo pelo marido, mas estava com medo. Eles estavam na varanda do quarto, alguém poderia vê-los em suas intimidades e era algo o qual estava fora de cogitação. Mas como fugir daqueles toques?
— Isso, boa menina... Humm Nessie, sempre tão pronta pra mim, meu amor. — gemeu satisfeito ao passar o dedo sobre o tecido fino de renda e sentir a intimidade da esposa completamente encharcada. — Acho que irá gostar se eu fizer isso. — puxou a calcinha da loira para o lado deslizando um dedo sobre o nervo inchado.
— Jake, por favor, vamos entrar.
— Oh, não. Eu a quero aqui, com essa visão, com seus cabelos ainda mais platinados pelo reflexo da lua. Você me possui em todos os sentidos Nessie.
Renesmee se entregou as carícias, assim que o moreno introduziu um dedo dentro dela. A cabeça jogada para trás no peito másculo, as mãos agarradas à grade da varanda, era o que estava sustentando o pequeno corpo. Ela estava mole, entregue.
Jacob levantou o queixo da loira com a outra mão, levando seus lábios junto aos dela, preenchendo todo o vazia daquela boca pequena e delicada, enquanto ele entrava e saia com seu dedo de dentro dela. Renesmee estava sem ação, ou ela se segurava ou cairia, mas com ousadia ela soltou uma das mãos e tentou se virar de frente para o moreno.
— Nada disso. Hoje o seu prazer será único e o meu, será lhe ver gemer sob a luz dessa lua. Foda, Nessie! Você está deslumbrante. — disse sob os lábios da loira os devorando para em seguida descer com beijos pela face, pescoço... Com cuidado ele deslizou uma alça da camisola e no ombro teceu beijos molhados e mordidas. A loira se contorcia pelos toques, seu corpo clamava por Jacob.
O moreno parou de torturá-la com o dedo para acariciar o corpo, subindo lentamente por dentro do tecido. Jacob acariciou o ventre já bastante saliente e sorriu abafado no ombro da esposa. Sua maior satisfação e realização estavam ali, sua esposa absurdamente linda e sexy carregando sua filha.
As carícias subiram ainda mais, chegando aos seios ainda mais roliços. Com o polegar e o indicador, Jacob apertou o mamilo lentamente o torcendo. Renesmee gemeu alto, era uma dor gostosa. Seus seios estavam sensíveis, mas ela não reclamou, usufruiu do carinho de bom grado, totalmente a mercê de seu marido.
— Ainda maiores... Deliciosos e macios. — disse ao pé do ouvido da loira. — Não caia amor, apenas sinta e mantenha-se em pé.
Dito isso, Jacob levou a outra mão para baixo do fino tecido de seda, envolvendo as duas mãos entorno dos seios da loira. Acariciando os mamilos enrijecidos e sensíveis, sentindo—a cada vez mais a sua mercê.
— Tão bom.
— Você gosta, eu sei. Eles estão perfeitos, sente o quanto excitada está, os mamilos duros me convidando a chupá-los. — ele pirraçou.
Renesmee não sabia o que Jacob pretendia, mas o medo de ser vista por alguém se esvaiu sob os toques quentes e desejosos de Jacob.
Ele soltou os seios da loira e voltou às mãos para a lateral do corpo, descendo com beijos por toda a extensão. Jacob a queria de camisola, não iria despi-la, queria tomá-la do modo como estava. Linda e sexy sob a seda.
Ajoelhado ele levantou o tecido, tendo a visão da bunda redonda e perfeita com a minúscula calcinha. Gemeu tentando controlar o seu animal interno, Jacob tinha completo entendimento que a esposa estava grávida e com isso ele tinha que controlar a fera que gritava para ele a todo o momento rasgar a renda e se afundar duro.
Com carinho ele distribuiu beijos por todo o local, acariciando as partes internas da loira em uma tortura plena. Ele subia até o sexo da esposa e descia novamente pelas coxas. A loira não estava mais aguentando, com os olhos fechados, o peito subia e descia em ansiedade.
Jacob levou as mãos até a barra da pequena renda puxando o tecido para baixo. Seu membro pulsava e latejava dentro da sua boxer, ele estava se controlando, queria ver Renesmee implorar por ter ele dentro dela.
A loira levantou um dos pés para que Jacob pudesse jogar para longe o tecido, mas antes ele levou a pequena peça junto ao nariz inalando o cheiro agridoce da esposa.
— Cheira tão bem. Meu vício. — Renesmee tentou virar a cabeça para olhar, mas Jacob a repreendeu. — Nada disso, Nessie. Apenas ouça e sinta.
Ela gemeu, estava com os olhos fechados novamente, imaginando Jacob cheirando sua calcinha. Era algo novo para ela, mas foi excitando, sentiu uma fisgada em seu baixo ventre. Seu sexo estava tão molhado, ela apertava uma perna na outra tentando aplacar a dor de desejo.
— Afaste-as para mim. — Jacob pediu em um silvo de voz, empurrando lentamente as pernas da loira. Renesmee atendeu ao pedido com um gemido em protesto, ele estava explorando todo o seu prazer, e estava começando a doer internamente se ele não a aliviasse. — Isso... Agora, incline—se um pouco mais para frente amor. — pediu e ela fez. — Linda! Brilhante, molhada... — passou o dedo de frente para trás no sexo encharcado. Renesmee sentiu a perna tremer.
— Oh, Jake... Eu...
— Shhh. Ainda não amor.
Ele sorriu para a bela visão a sua frente e sem pensar ele foi com a boca, colocando a língua para fora o moreno fez movimentos com maestria, deslizando a língua pelo clitóris em movimentos para frente e para trás, chupando e mordendo o local.
— Cristo! Jake! — Renesmee gritou.
Ele já havia lhe chupado várias vezes, mas daquele modo era outro tipo de sensação, algo mais forte, mais intenso. Ela se perguntou o quanto mais ele ainda poderia causar, até que o moreno deslizou um dedo para dentro da loira novamente enquanto sua língua trabalhava no ponto sensível.
Renesmee apertou a grade com força, o vento frio batendo em todo o seu calor estava lha maltratando ainda mais, as pernas fracas quase não se mantinham mais em pé. Quando Jacob percebeu que ela estava perto ele parou tudo abruptamente.
— Jake, o que? Não. — protestou ofegante.
Ele se levantou ajudando a esposa — que estava travada na posição esperando pelo seu alívio — a se recompor.
— Eu não a quero em minha boca amor, eu a quero gozando sob meu pau juntamente comigo. Misturando—nos em apenas um. — soprou no ouvido dela que gemeu em um tom agoniado.
— Isso amor, sinta... Sinta todo esse prazer. — Jacob sustentava o corpo mole com uma mão e com a outra ele livrava finalmente a sua ereção de dentro da boxer. Acariciando o membro ele foi inclinando novamente Renesmee para frente. — Só um pouco amor... E segure firme, hoje eu vou entrar duro!
Posicionando o membro em seu lugar de destino, o moreno segurou firmemente na pequena cintura da loira e com apenas um impulso ele estava dentro. Renesmee gritou aguçada pela sensação deliciosa. Ele foi tão carinhoso, estava sendo tão perfeito, mas senti—lo entrar dentro dela daquele modo depois de todas as carícias, foi um ápice de desejo e vontade.
— Oh sim... Dentro! — ele gemeu levando uma das mãos até os cabelos platinados e os emaranhando em seus dedos. — Gosta assim amor? — ele perguntou dando uma rebolada forte.
— Ja-Jake! — gritou. Os gemidos não eram mais contidos, Renesmee gritava. Ela não conseguia explicar de outra forma como seu corpo estava se sentindo, como seu interior estava queimando.
Jacob sorriu, a intenção era levá-la até a lua que os iluminava e de fato ele estava se saindo vitorioso. Com destreza Jacob saiu de dentro da loira e puxando em seus cabelos ele entrou novamente duro, forte, inteiro para ela e não parou. As estocadas estavam ritmadas, Renesmee agarrava com toda a força que conseguia a grade, estava começando a sentir suas mãos doerem e formigarem, mas a sensação maravilhosa estava se sobressaindo a dor. Era um misto de emoções e ela estava adorando.
— Isso Nessie, geme mais alto. Grita pra todo mundo ouvir o quanto somos perfeitos juntos, o tanto que você me pertence. — ele ditou com a voz rouca de desejo. Renesmee não continha os gemidos e os gritos estavam cada vez mais alto conforme Jacob aumentava o ritmo.
— Amor eu... Ah, céus Jake!
— Goza pra mim, amor, goza no meu pau... Vem junto comigo Nessie.
— Jake...
— Vem... Vem... — grunhiu e Renesmee gritou por ele, seu corpo explodindo em espasmos dolorosos enquanto Jacob a segurava firme pela cintura apertando o seu corpo junto ao dele.
— Oh Nessie... Foda! Gostosa...
Saindo por completo de dentro da esposa, Jacob a segurou firmemente em seus braços fazendo com que ela o olhasse. Os olhos azuis estavam tão escuros, ele sorriu internamente pela sensação que causou nela.
— Jake o que foi isso? — sussurrou com dificuldade a respiração ainda descompassada.
— Isso foi o quanto eu amo lhe dar prazer. Como estão minhas meninas? — ele perguntou plantando um beijo na testa da loira e a pegando no colo.
— Estamos ótimas. — sorriu envergonhada enfiando a cabeça na curva do pescoço do moreno e rodeando—o com os braços.
— Inacreditável que ainda sente vergonha de mim, amor. — ele caminhou com ela para dentro do quarto e se sentou sobre a cama com ela em seu colo. — Não sabe o quanto lhe amo Renesmee Black e quanto você fodeu com minha vida mudando—a completamente.
Renesmee não entendia muito bem quando Jacob usava de palavras as quais ela não era acostumada. O entendimento passou nos olhos do moreno, ela estava sem saber o significado. Tinha que se controlar nas gírias e palavrões, porque ensiná—la estava fora de cogitação.
— Eu disse que você mudou a minha vida, não se importe com as gírias, são hábitos os quais não percebo que falo com você e jamais peça para saber o significado, porque no fim não importa. O que importa é o quanto linda estava você essa noite. — beijou os lábios rosados.
—Jake, eu te amo tanto. — disse sobre os lábios do moreno, mas logo se afastou. Seu rosto relatava o espanto. — Eu... Eu... Jake! — ela levou as mãos à boca.
— Ei, o que foi? Está com dor? — perguntou aflito colocando—a sobre a cama e indo analizar o pequeno ventre.
— Não, não estou com dor. Pare de me xeretar. — ela brincou. — Será que alguém nos ouviu? Ou pior, nos viu? Jake, pelos céus, como irei olhar para as pessoas? — as bochechas em um forte rubor.
Jacob sorriu com a inocência da loira, ela seria sempre daquele modo. Era tudo o que ele necessitava, apenas aquela inocência pura.
— Fique tranquila, ninguém nos viu. Agora ouvir eu não tenho tanta certeza, Lupita acorda cedo e... — ele parou de falar quando viu Renesmee afunda o rosto nas mãos. — Ei, amor. Eu estou brincando e mesmo que alguém estivesse nos ouvindo, não me importa que saibam o quão gostoso você geme. — disse próximo ao ouvido da loira, os pêlos claros rapidamente se arrepiaram.
O momento mágico o qual estavam vivendo foi interrompido pelo toque estridente do celular do moreno. Jacob olhou para o relógio no criado mudo e faltava uma hora para o dia de fato clarear, era cedo pra uma ligação, a não ser que fossem problemas. Pegando o aparelho o nome Paul piscava no visor, imediatamente o coração congelou. Rachel e os gêmeos.
— O que houve Paul? Rachel está bem? Os gêmeos? Fala logo caralho!
— Ei, dá uma segurada aí Jake. Rachel e os bebês estão dormindo. O problema é outro. — relatou.
— Então desembucha logo!
— Perdemos o carregamento que estava vindo de Israel, Joseph me ligou ainda a pouco desesperado. Foi uma armadilha, Jake, ele não me explicou muita coisa. Precisamos ir logo cara, investimos milhões por essas armas.
Jacob contraiu a mandíbula com a ira. Odiava problemas desse tipo, mas sabia que podia resolver rapidamente, só não queria deixar a esposa por esse motivo.
— Te vejo no galpão em duas horas. — Paul finalizou a ligação.
— Esta tudo bem Jake?
O moreno voltou sua atenção para a esposa preocupada. Odiava ter que deixá—la, ainda tinha esperança que ela aguentasse mais uma rodada de sexo.
— Problemas com os negócios, amor, nada demais.
— Posso ajudar? Lhe ouvir talvez. — disse solicita. Jacob sorriu de canto, ela era fodidamente doce.
— Claro, você pode me ajudar, voltando a se deitar. Faltam algumas horas para amanhecer e não lhe quero cansada, esparrame esse seu lindo cabelo pelo travesseiro e relaxe, você aguentou muito hoje.
— Eu não quero dormir, Jake, eu quero ficar com você.
— Eu venho logo, amor. Apenas descanse e tome seu café quando acordar novamente. — beijou a testa alva da esposa. E se caminhou para o banheiro, tomando um banho rápido e se arrumando. Em poucos minutos Jacob estava de volta e Renesmee estava ajeitava sobre a cama. Linda era um adjetivo muito chulo para descrevê—la. Ele se aproximou da esposa que ressonava tranquilamente. O moreno se aproximou da cama, acariciando os lindos cabelos platinados e depositando um beijo sobre eles. — Durma bem, Nessie. Eu te amo.
Renesmee estava apenas sonolenta, não havia pegado no sono e abriu os olhos rapidamente antes de Jacob deixar o quarto.
— Jake! — chamou e ele atendeu prontamente. — O almoço hoje, com a decoradora que a Rachel indicou.
— Eu estarei em casa em breve, amor, fique tranquila e durma. Estarei aqui quando acordar.
Mais tranquila e sorrindo, Renesmee se permitiu relaxar depois das novas emoções e sensações que seu marido a fez sentir. Ela antes agradecia por ter Jacob, agora ela idolatrava os criadores daquele homem.
TLAD
Sobre os macios lençóis de algodão egípcio o corpo másculo do moreno ressonava calmo durante um tranquilo e reconfortante sono, tinha dormido após amar sua esposa até a exaustão se abater sobre o casal.
A noite tinha sido agradável. Eles haviam saído para jantar fora em um dos restaurantes da família do moreno.
Aproveitaram a noite de temperatura agradável para caminharem um pouco pelas ruas do bairro de classe média alta em que moravam. Depois do passeio eles voltaram para casa, e lá, sucumbiram ao desejo latente de ter um nos braços do outro. Amaram—se durante boa parte da noite.
A felicidade era explícita para ambos, tudo parecia estar em perfeita harmonia. Estavam casados, felizes e cheios de planos para o futuro. Perfeito!
Assim que os braços fortes foram em busca do corpo pequeno e delicado que tanto lhe acalmava não encontrou nada, a cama estava vazia e fria.
Ainda confuso pelo sono que dominava parte da sua consciência, o moreno deu por falta da esposa. Lentamente foi abrindo os olhos e observando o que estava ao seu redor. Encontrou tudo como deveria de estar, exceto por sua esposa que era para estar ao seu lado. Buscou seu celular no criado mudo e constatou que o dia já tinha amanhecido.
O moreno franziu o cenho, tinha dormido mais do que estava acostumado. Mas depois da furtiva noite que teve com sua loira era o mínimo o que esperar. Sorriu satisfeito com as lembranças da noite cálida que teve.
Permaneceu por alguns minutos apreciando a própria preguiça, mas decidiu que já estava na hora de iniciar seu dia e procurar pela amada, que ao que parecia, já tinha acordado há tempo.
Levantou nu e espreguiçou, catando a boxer que estava jogada no chão e a vestiu. Seguiu para o banheiro mais a porta estava trancada. Estranhou o fato, já que sua amada nunca a trancava.
O banheiro da suíte do casal era enorme e projetado pra ser dividida, com isso, a parte em que ficava os sanitários era privada, separada por uma porta de vidro Blindex fosco, o que permitia não vê o que se era feito ao utilizar o sanitário. Isso fez com que ambos não criassem o habito de trancar a porta principal de acesso ao banheiro.
– Gatinha, está tudo bem? – Quil perguntou incerto após dá algumas batidas na porta de madeira branca. Ele tinha escutado uns barulhos estranhos do lado de dentro. – Gatinha? Abre a porta pra mim. Já estou ficando preocupado. – ele estava ficando nervoso, pois Claire não lhe respondia. – Claire, eu vou arrombar essa merda. Abre logo! – o moreno já gritava e esmurrava a porta, parecia que ele iria derrubá-la a cada soco.
Quil parou de socar a porta assim que escutou o barulho do trinco sendo destrancado. Lentamente a porta foi se abrindo e revelou a figura abatida da loira. Claire estava pálida, lábios sem cor e olhos fundos.
– Gatinha, o que está acontecendo? Você está com uma aparência péssima! – falou assim que analisou a imagem da esposa. Ele a abraçou de imediato.
– Eu não estou me sentido bem. – disse manhosa nos braços do esposo. – Acho que o jantar não me fez bem, não paro de por tudo para fora. – Claire respirava de maneira fracionada, o enjôo estava muito forte.
– Como assim o jantar não lhe fez bem? Comemos praticamente as mesmas coisas e eu estou me sentido ótimo. – Quil mantinha as sobrancelhas arqueadas ao indagar a esposa.
– Eu não sei explicar. – deu de ombros. – Só sei que estou há horas no banheiro vomitando sem parar. Estou pior que a namorada do Embry.
Um estalo veio na mente do moreno. Quil sorriu como uma criança recebendo os presentes no dia de natal.
– Gatinha, vem aqui, vou lhe por deitada um pouquinho. – ele a puxava para a enorme cama que dividiam. – Você precisa repousar um pouco. Não quero lhe ver caindo por aí.
– Mas ainda estou enjoada, amor. – justificou a loira. – Acho que ainda vou por mais coisa pra fora. Não sei o que, mas a sensação de enjôo não passa.
– Fica deitadinha. Eu vou tomar um banho e ir a farmácia comprar um remédio para você.
– Não posso ficar deitada, eu tenho que preparar o seu café da manhã.
– Não se preocupe com isso. Vou passar em uma loja que tem aqui perto de casa. Lá só vende comida saudável e natural, vou comprar algo pra gente comer.
– Eu não quero nada. – Claire levou as mãos à boca só de imaginar comida. – Eu não vou conseguir comer. – a loira começava a ficar com uma cor estranhamente esverdeada na face abatida.
– Veremos. – rebateu sem dá muito assunto à esposa. – Agora descanse que eu vou cuidar de você. – beijou a testa da loira com carinho e zelo, levantando logo em seguida e caminhando em direção ao banheiro.
Quil tomou um rápido banho, vestiu—se com um jeans confortável, uma camiseta azul e tênis. Deu um beijo na esposa, que cochilava pelo cansaço e exaustão, e saiu para providenciar o desjejum do casal e o remédio para a amada. O moreno estava feliz apesar da preocupação.
Ele não demorou na rua. Providenciou tudo o que precisava o mais rápido possível e voltou imediatamente para sua cobertura. Não queria se ausentar por muito tempo, ele não queria deixar a esposa debilitada sozinha por um longo período. Tinha medo dela desmaiar e se machucar na queda, ou até algo pior.
Claire ainda dormia quando o moreno retornou ao quarto do casal. Ele sentou na beira da cama e observou a expressão abatida da jovem. Ela parecia dormir tranquilamente, mas a falta de cor nas bochechas —sempre tão coradas — demonstrava que ela ainda não estava totalmente restabelecida.
– Gatinha, acorda. – Quil beijava o pescoço alvo exposto. Ele já estava ficando duro só de sentir o cheiro de lavanda que exalava dos cabelos loiros. – Vamos gatinha, trouxe um remedinho pra você. Logo estará se sentindo melhor.
– Estou me sentindo tão enjoada e cansada, amor. Deixe-me dormir só mais um pouquinho. — pediu manhosa, já abraçando a cintura do esposo e repousando a cabeça em seu colo.
– Eu deixo, mas só depois que tomar o remédio, senão o mal está não irá passar. – Quil estendeu a mão e pegou a enorme sacola que tinha posto no criado mudo ao lado da cama. De lá retirou a caixinha com o remédio próprio para enjôo. Era o mesmo que a cunhada brasileira estava usando, já que tinha visto qual remédio que ela podia tomar quando estavam na casa de praia da família. – Vem gatinha, toma esse comprimido.
Claire abriu os olhos com dificuldade, a claridade estava incomodando, e pegou o comprimido que o marido estava ofertando.
– Deixe-me pegar o suco que comprei pra você. Eles me falaram lá na loja que é muito bom para quem está sentindo mal estar no estômago.
– Eu não sei se consigo beber nada. – a loira fez uma careta de descontentamento. – Qualquer cheiro está me enjoando.
Quil sorriu amplamente com a fala da esposa.
– Toma gatinha. – ofereceu o copo com o suco detox de frutas vermelhas e maçã. – Beba tudo, preciso que você beba bastante líquido.
– Por que, amor? – indagou desconfiada.
– Gatinha, eu desconfio que o seu mal estar não seja por ter comido algo que não tenha lhe caído bem. – sorriu amplamente com a cara confusa que a loira mantinha. – Pelas experiências recentes em nossa família, eu desconfio que esteja esperando o nosso filho. – o moreno conseguiu duplicar o largo sorriso.
– Será? – Claire tinha os olhos arregalados. Estava surpresa com a novidade. – Será que já tem um bebê nosso crescendo aqui dentro? – a loira sorria bobamente ao alisar a barriga plana.
– Não sei, mas tenho certeza que sim. Vamos descobrir isso agora. – levantou e pegou a sacola da farmácia, despejando—a sobre o colchão.
– Que isso, amor? – Claire pegou uma das várias caixas que tinha na cama e procurou ler o que estava escrito na embalagem.
– São testes de farmácia para confirmar a gravidez. Mas mesmo assim depois iremos falar com a Lee. – Quil irradiava felicidade, assim como a loira. Ambos desejavam serem pais. – Vamos, beba o suco todo com o remédio. Precisamos de bastante xixi seu nessas coisinhas. – apontou para os testes sobre a cama do casal.
A loira sorriu fascinada com a ideia da possibilidade de já ter uma vida crescendo em seu ventre. Sem hesitar – mesmo ainda estando se sentindo mal – bebeu todo o suco que o marido comprou. Foi quase um litro de líquido ingerido pela loira. Ela sentia vontade de por tudo para fora, mas se controlava ao máximo que conseguia.
Em menos de trinta minutos a vontade de ir ao banheiro já a se fazia necessário. Quil não permitiu que ela fosse sozinha, queria está presente desde o teste até o corte do cordão umbilical do filho. O moreno já fantasiava. Sorriu com a ideia.
Mesmo muito encabulada Claire permitiu a estranha experiência que o marido fazia questão de vivenciar.
O casal fez mais de doze testes de farmácia para averiguar a possibilidade de gestação.
– Vem gatinha, vamos comer os sanduíches que eu trouxe. Os testes demoram de três a dez minutos para dá o resultado. Vamos nos distrair enquanto isso. Preciso alimentar você e nosso bebê. – Quil estendeu a mão para loira e a arrastou para fora do enorme banheiro.
– Não sei se vou conseguir comer alguma coisa, ma vou me esforçar pelo nosso bebê. – alisou a barriga reta e sorriu abobalhada com a ideia.
O casal comeu o desjejum saudável que o moreno havia comprado. Eles conversavam alegremente e já faziam planos para a gestação ainda não confirmada. Ambos estavam com a sensação de flutuarem nas nuvens, de terem alcançado as estrelas.
Mesmo estando enjoada Claire se esforçava para conseguir comer o sanduíche de creme de ricota com tomate seco. Valia todo o esforço e sacrifício pelo seu filho.
Foi com ansiedade que o casal voltou para suíte, queriam confirmar os testes. Eles estavam de mãos dadas e sorriam bobamente.
– O que eles estão dizendo? Não sei o que essas coisas significam. – Claire perguntou confusa. Ela não tinha lido as instruções de cada teste de gravidez.
– Todos eles deram negativo. – Quil comunicou com pesar, sua voz denotava a tristeza que sentia.
– Não tem bebê? – a loira já tinha os olhos marejados.
– Não gatinha. – abraçou a amada. – Mas eles podem não ser confiáveis. Às vezes você está com muito pouco tempo de gestação e esses testes não detectam. Vou falar com a Leah pra fazer o exame de sangue em você.
– Eu queria um bebê nosso.
– Eu também... Teremos quantos bebês você quiser. – beijou os lábios da esposa. – Agora vamos descansar um pouco, você ainda está muito abatida.
Quil encaminhou a esposa para a cama e se deitou ao lado dela. Iria esperá-la dormir pra ligar para prima. O moreno estranhou a situação, já que há dois meses não se preveniam e a vida sexual do casal era muito ativa. Já era para ela está grávida. Assim ele pensava.
Uma sensação de vazio e tristeza se abateu sobre ambos, mas o moreno não pode curtir sua amargura por muito tempo, seu celular tocava estridente anunciando problemas.
TLAD
Em menos de duas horas Jacob havia chegado ao galpão como combinado, estava completamente transtornado, ainda mais por ele ser o primeiro a chegar. Correu logo para os computadores buscando informações na esperança de que alguma câmera pudesse ter captado qualquer vestígio, o que o deixou ainda mais furioso. Não havia nada! Absolutamente nada relacionado ao grande golpe.
Um barulho estrondoso lhe chamou a atenção e pela porta que foi escancarada de forma bruta, entrava Paul, Sam, Jared, Quil, Seth, Embry, Jasper e Emmet.
— Caralho, que demora! — o moreno esbravejou indo de encontro aos demais.
— Jake, fodeu tudo cara. Perdemos muita grana. — Jared disse com sua indignação.
— Pow, o pior não é a grana. — Quil pronunciou. — O pior de tudo é a porra da traição. Jake, eu tenho certeza que foi o Conrad, o cara sumiu.
— O que Joseph disse? — Seth perguntou ao irmão. Afinal, foi Paul quem comunicou a todos.
— Que o carregamento não chegou à costa, que apenas um barco ancorou e era o que ele achava que estaria Conrad com o carregamento, contudo esse barco chegou duas horas com antecedência do previsto. Joseph imaginou que havia sido adiantado, mas ao invés disso eram sete ou dez homens que não perderam tempo em espancar e brincarem tanto com ele como Noah e o Fred. Ele não soube me informar direito ainda estava grogue quando me ligou. – Paul explicou tudo que lhe foi passado.
— E Noah e Fred? — Embry questionou.
— Fred morto, Noah em coma. Lancarter ligou me confirmando há poucos minutos. — Sam quem respondeu.
Jacob sentiu o sangue ferver e um gosto amargo descer pela sua garganta. Nunca haviam sido realmente traídos, e das poucas vezes que alguém ousou tentar traí-los teve um fim doloroso. Eles serviam de exemplos para fazer a reputação dos The Wolf, que sempre foi temida no lado negro em que vivem.
— Isso significa problemas. — Emmet interveio. — Molhamos a mão da guarda costeira em um milhão para deixarem passar a carga sem vistoria, além é claro que a maioria estava vendida já para os Bolivianos e...
— E sem a mercadoria deles, vão querer a merda do dinheiro. Porra! É grana demais pra perdemos. — Quil gritou batendo com força a mão contra a parede. A raiva por sentir desmoronar toda perfeição que sua vida estava até aquele dia o deixava mortalmente perigoso. A frustração pela esposa não está grávida também tinha boa parcela em sua ira. Mas isso ele não confessaria a ninguém.
— Precisamos achar qualquer pista que nos leve a Conrad. Não adianta reclamarmos com os Israelitas, era a obrigação de Conrad receber e trazer até nós. – Jasper elucidou.
— Precisamos ir até a costa. Quero falar cara a cara com Joseph. — Jacob apressou em pegar as chaves do seu carro. — Quil, você, Sam e Paul vêm comigo, os demais rasteiem tudo o que puderem. Vamos pegar esse filho da puta de merda!
TLAD
O diaamanheceu trazendo com ele o vento gélido do começo de outono. A morena se levantou fechando a janela, o vento frio havia lhe acordado.
— Porra! Preciso parar de me remexer a noite, sempre acordo com frio. — Babi resmungou caminhando para sair de seu quarto, e logo que chegou ao corredor do apartamento ouviu um gemido vindo do banheiro. Ela correu imediatamente para lá.
Jenny não havia passado bem à noite. Passou a madrugada inteira vomitando e com uma grande azia.
— Céus, amiga, você ainda está vomitando? — Barbara agachou para ajudar a amiga a se levantar. A loira estava sentada junto ao vaso sanitário e ainda mais pálida do que Barbara presenciou durante a madrugada, envolta dos olhos um arroxeado profundo. — Senta aqui. — fechou a tampa do vaso e ajudou Jenny a se acomodar. — Isso não está bem, você está péssima! Cadê o Embry? Pensei que ele estaria cuidando de você.
Jenny passou a mão pelos lábios secos e encarou a amiga.
— Ele recebeu uma ligação. Você sabe que não ando legal com ele e... — levou as mãos novamente ao estômago e se apressou a abrir o vaso antes que colocasse todo o líquido verde sobre a amiga.
Barbara segurou os cabelos dourados da loira e lhe afagou as costas. Em seguida a ajudou a lavar o rosto e a levou para o seu quarto.
— Chega! Isso tem que acabar. Não é normal.
— Leah disse que vai passar, Babi. Não se preocupa e pega o remédio, logo irá melhorar.
— Não Jenny, não vou lhe dar mais uma gota daquela porcaria que só te faz dormir. Você não come, está pálida, com olheiras horríveis e passa o dia trancada no banheiro vomitando. Vou ligar agora mesmo pro Embry.
Jenniffer assentiu e foi em direção ao seu quarto, deitando—se na cama e fechando os olhos, sentia o corpo tão fraco que mal conseguia falar. Ela assistiu a amiga sair do seu quarto e retornar com o celular.
— Embry, onde você está? A minha amiga não está nada bem e você a deixa sozinha seu grande babaca! Eu pensei que estava cuidando dela e... — Barbara ficou em silêncio apenas ouvindo. Jenny não entendia nada, mas também não fazia questão, só queria descansar e rezava para que tudo aquilo acabasse. — Ok, eu vou ligar pra ela, mas esteja lá, por favor. Ela está com raiva de você, mas sei que é você quem quer ao lado dela. — finalizou a ligação. — Vem amiga, vou te ajudar a se vestir. Embry vai ligar pra Leah e pediu que nós já fôssemos para o hospital, ela estará lá nos esperando.
— Babi... — murmurou repreendendo a amiga.
— Nada de nada. Fica quieta e vamos logo, não aguento mais te ver assim.
Após ajudar Jenniffer a se vestir e assistir mais dois episódios da loira vomitando, Barbara acomodava a amiga dentro do táxi.
— Pra que essa sacolinha? — a loira perguntou intrigada.
— Você não quer ser largada no meio da rua por deixar o táxi do senhor ai na frente cheirando a azedo. — sussurrou para que o motorista não a escutasse. Jenny concordou com fraco sorriso nos lábios pálidos.
Assim que chegaram ao hospital, Leah já estava pronta para atendê-las como Embry disse.
— Nossa! Você está mesmo péssima. Vim assim que Embry me ligou. — Leah ajudou a loira a se acomodar na cadeira de rodas para que ela a levasse para fazer todos os exames.
A médica orientou que Barbara esperasse, mesmo ela insistindo em acompanhar a amiga. Leah não achou prudente e assim a morena fez.
Uma hora depois, Leah retornou até a recepção, Barbara ficou apreensiva em não ver a amiga com ela e correu ao encontro da morena.
— O que ela tem? — apressou-se a perguntar.
— Fica calma, todos os exames que foram feitos me deixou aliviada. O bebê está bem e a Jenny, apesar de ter perdido alguns quilos devido aos vômitos, também irá ficar boa. Adianto a lhe dizer que o que ela tem é hiperêmese gravídica.
— Leah, fala a minha língua. — Barbara resmungou fazendo a morena sorrir.
— Hiperêmese gravídica é o excesso de náuseas e vômitos durante a gestação, impedindo a gestante de comer adequadamente e atrapalhando a sua rotina. Isso é normal durante o primeiro trimestre da gravidez, mas podem se prorrogar até a vigésima semana. Eu internei a Jenny para que possamos controlar com remédios intravenosos assim ela não os coloca pra fora, além, é claro, de uma bela dieta.
Barbara ficou mais aliviada, sua amiga ficaria bem e o seu afilhado também.
— Posso ir vê-la?
— Claro, mas preciso que assine os papéis da internação. — Leah comunicou deixando a morena apreensiva. O hospital particular estava fora do orçamento tanto dela quanto de Jenniffer pra bancar uma internação. Leah notou a ruga entre as sobrancelhas da morena. — Não se preocupe com nada, Embry cuidará de tudo. Eu só preciso que você assine.
Concordando a morena seguiu Leah e após assinar tudo o que devia foi para o quarto ficar com a amiga.
— Ei gravidinha. — Barbara cumprimentou a amiga em um silvo de voz.
— Embry me paga, ele me paga! — esbravejou fazendo Barbara gargalhar.
Se antes Embry já estava encrencado, ela juraria que agora ele se meteu com os mais profundos sentimentos perversos de Jenniffer.
— Não seja tão dura com ele, Jenny. Embry errou, mas você precisa dele ao seu lado agora.
— Do que me importa? Eu tenho você. Aquele idiota precisa aprender que eu não sou como as vadias que ele estava acostumado a tratar. Eu sou a namorada dele e a mãe do filho que ele vai ter. — cruzou os braços ao peito fazendo bico. — Leah não quer que eu coma rosquinhas, prescreveu uma dieta sem rosquinhas e eu quero rosquinhas. — a voz embargada denunciou à loira. Seus hormônios começaram a aparecer. Ela fez um bico e olhou para a amiga.
— Controle os seus hormônios de grávida, e os descarregue todos em Embry. Quanto às rosquinhas, vou tentar dar um jeito.
Jenny assentiu ainda com bico. Barbara gargalhou e ligou a tevê, tinha que se distrair e melhor, distrair Jenniffer.
TLAD
O coração chocava-secontra as costelas da loira devido as suas batidas frenéticas. Renesmee estava dentro do quarto que em breve estará pronto para receber a sua princesa. As paredes brancas e apenas uma bicama de solteiro era o que compunham o ambiente. Jacob havia pedido para tudo ser retirado e deixar o ambiente cru, para que a designer pudesse trabalhar o mais rápido possível.
Ela olhava ao redor, com as mãos repousadas no ventre saliente de quase seis meses e meio, o sorriso se alargava em seus lábios, imaginando em cada canto pequenos detalhes para deixar o ambiente alegre e aconchegante. Mal podia esperar para ver sua pequena brincando sobre um tapete felpudo.
— Senhora Black. — a voz de Mabelle tirou a loira dos seus devaneios. — Devo servir o almoço? O senhor Black ainda não chegou e...
Mabelle foi interrompida pela sonora campainha e notou os olhos da jovem patroa brilhar.
— Ainda é cedo, Mabelle, temos companhia. Acho que o Jake lhe avisou, não? — a senhora negou com a cabeça. — Não tem problema. Deve ser a decoradora do quarto da neném. Vou descer e assim que o Jake chegar você poderá servir, temos um compromisso e ele já deve estar chegando. — Renesmee passou por Mabelle lhe dando um beijo na bochecha. Tinha um apreço enorme pela senhora.
Desceu as escadas e abriu a porta.
Uma mulher muito elegante em uma saia lápis cinza com riscas brancas na vertical e uma blusa de seda bege com pequenos detalhes em pedras a olhava com um sorriso simpático nos lábios. Os cabelos presos em um coque deixavam amostra os belos traços da ruiva.
— Senhora Renesmee, sou Dakota Smith. — a ruiva esticou a mão cumprimentando Renesmee que sorriu.
— Claro, muito prazer. – retribuiu ao comprimento. – Entre, meu marido deve estar chegando, ele teve um pequeno imprevisto no trabalho. — desculpou-se por Jacob ainda não ter chegado. — Aceita beber alguma coisa? — Renesmee imitou a recepção que Jacob sempre faz ao receber os amigos e parentes. Sentiu—se orgulha em estar se saindo bem.
— Não, muito obrigada. Eu tenho um compromisso daqui a três horas e creio que podemos resolver tudo agora no almoço, como combinei com o seu esposo por e-mail. — a mulher relatou simpática.
Renesmee primeiro a levou para o quarto que destinaram ao bebê – para confirmar as medições do espaço – e depois até o escritório de Jacob, aonde Dakota expôs alguns projetos os quais ela tinha esboçado diante da planta que Jacob lhe mandou no e-mail.
A loira olhou atentamente, mas não conseguia entender nada. Desenhos de paredes, móveis quadrados apenas com nome... Renesmee olhava a toda hora para o relógio, estava ficando apreensiva, mas relaxou quando a bela ruiva retirou de dentro da sua maleta um tablet aonde ela mostrou diversos projetos em 3D simulando o quarto.
— Uau, como isso é possível? — perguntou inocente.
— A tecnologia é um belo avanço. — as duas riram. — É claro que tudo o que está aqui é somente um esboço para que eu possa lhe mostrar cores, os móveis, tecidos... Tudo pode ser modificado, retirado ou acrescentado de acordo com o gosto seu e do seu marido.
— É um mais lindo do que outro, eu não sei qual escolher. Gostei dessas paredes mais suaves, mas eu adorei as cortinas com babados do outro quarto rosa e também dos móveis do quartinho lilás.
Dakota sorriu vendo a confusão da loira. Ela lhe mostrou diversos desenhos, além de falar sobre preços, mas nada daquilo Renesmee estava conseguindo absorver. Ela estava preocupada com Jacob, suas ligações caiam somente na caixa de mensagens e Dakota precisava de uma resposta.
Duas batidas na porta e Mabelle estava novamente perguntando se podia servir o almoço, tendo em vista que o patrão não chegava e com a dieta restrita que seguia a risca da patroa. Renesmee concordou e foi acompanhada por Dakota.
— Estava tudo uma delícia, obrigada. — Dakota elogiou após almoçar com sua cliente. — Irei deixar todo o conteúdo que lhe mostrei em suas mãos. Fique a vontade para me ligar diante de qualquer dúvida.
— Obrigada Dakota. Irei conversar com meu marido e decidiremos tudo.
Dakota assentiu e se despediu da loira.
O sorriso que antes ela carregava havia desaparecido, estava chateada por Jacob ter se esquecido do que eles haviam combinado. Ela estava tão empolgada, olhando todos os projetos, tinha seus gostos definidos, mas queria que Jacob fizesse parte daquilo junto com ela.
A loira tentou ligar mais uma vez para o marido, sem êxito. Jacob não queria ser encontrado. Com os olhos cheios de lágrimas e frustrada, Renesmee foi para o jardim, contemplar junto de Branquinha o primeiro dia de outono.
TLAD
Durante toda a manhã e tarde,os The Wolf se empenharam o máximo para poder descobrir algum vestígio de Conrad, mas nada foi encontrado. Isso mexeu com os egos masculinos.
Jacob, Quil, Sam e Paul, não obtiveram muitas informações com Joseph, nada do que ele já havia relatado. E com os aliados da guarda costeira, somente que deixaram o navio passar com a carga. Pediram o rastreamento, mas tudo o que foi encontrado foi o navio vazio.
De volta ao galpão, os The Wolf discutiam sobre o ocorrido e o grande golpe. Afinal, tanto investimento sem o menor retorno. Os Israelenses nunca quiseram negociar com os Bolivianos, devido a umas divergências ocorridas no passado com as gangues, também envolveu traição. Contudo, os The Wolf visaram um mercado melhor nas armas Israelenses para poder revendê—las paras as diversas máfias.
Visando um confronto com os Bolivianos, eles precisavam resolver o problema o quanto antes, pois já haviam recebido a grana e aplicado na manutenção das boates e dos restaurantes.
— Não vamos desfalcar o nosso patrimônio, retirando do nosso dinheiro pessoal. Precisamos resolver e fazer Conrad pagar. — Quil soltava fogo em suas palavras.
— Estou exausto, o dia inteiro e nada desse verme. Como podemos deixar isso acontecer? — Paul bufou sentado sobre a poltrona do galpão.
Jacob estava sério e quieto, nada de bom estaria pensando e os demais sabiam disso. Ele retirou seu celular do bolso ligando o aparelho em seguida. Quinze chamadas perdidas e todas eram da sua casa. Renesmee – pensou. Imediatamente lembrou-se que havia faltado em seu compromisso, mas não era nada comparado ao golpe que acabaram de sofre. Renesmee saberia escolher tudo sozinha. O que ele estava redondamente enganado.
— Emmet. — chamou. — Conecte tudo com o meu computador em casa, irei analisar a fundo essas merdas de câmeras e tentar achar alguma coisa. Tenho certeza que deixamos passar algum detalhe importante. — ditou se levantando. — Vou pra casa. E vocês deveriam fazer o mesmo, somos inúteis de cabeça quente e já são três da manhã!
Dito isso, todos assentiram e foram embora. Emmet foi o último a deixar o local, não queria nenhum erro, então fez tudo cautelosamente.
Assim que Jacob chegou em casa correu para o escritório, todas as luzes da mansão estavam apagadas, nem mesmo Branquinha foi lhe receber.
Ele pegou sua garrafa de uísque doze anos e sorveu da bebida sentando sobre a poltrona e ligando o computador de ultima geração. Imediatamente o aplicativo estava conectado com tudo o que havia pedido a Emmet. Ele não dormiria, sairia daquele escritório somente para matar Conrad.
No andar de cima, a loira se revirava sobre o colchão macio. O pequeno ser em seu ventre estava com toda agitação e não a deixava dormir.
— Ei bonequinha, é hora de dormir. A mamãe precisa descansar. — murmurou com as mãos sobre o ventre. Olhou para o lado e a cama continuava vazia. Jacob não estava lá e sentiu o peito apertar com aquela ausência. — Sente falta do papai não é mesmo? — continuou conversando com a barriga saliente. — Vamos ver se um copo de leite bem quentinho lhe acalma e me ajuda a dormir. — disse levantando-se e colocando o hobby sobre a camisola de seda, estava frio.
Desceu as escadas e Branquinha veio em seu encalço. Acendeu as luzes e caminhou para a cozinha, olhou no relógio e já eram cinco horas da manhã. Renesmee ficou ainda mais apreensiva, porém ouviu barulho de garrafas vindo do corredor. Curiosa ela caminhou até lá e a luz atravessava uma pequena fresta da porta do escritório do marido. Sorriu mais aliviada, Jake estava em casa. Ela havia deixado tudo o que Dakota fez no escritório e se sentiu esperançosa, ele deveria estar analisando os projetos.
Cautelosamente ela empurrou a porta e pôde enfim respirar aliviada, mas ainda assim o semblante de Jacob lhe preocupou.
— Oi amor, senti sua falta e a bebê também. — ele não a olhou e ela adentrou ao cômodo se aproximando do marido. — Está tudo bem, Jake? — ele apenas maneou a cabeça. Estava atento a tela de seu computador, a garrafa de uísque sobre a mesa estava pela metade e ele levou o copo a boca bebendo o restante do líquido que estava ali.
Inocente, Renesmee foi até aonde tinha deixado os projetos de Dakota e os pegou. Queria mostrar tudo ao marido.
— Dakota esteve aqui, é uma mulher muito linda e simpática. Ela deixou tudo para que analisássemos juntos o melhor para o quarto da nossa princesinha. Eu gostei muito dessa cor de parede, amor. Queria que você desse uma olhada, fiquei na dúvida de...
As palavras de Renesmee estavam o irritando. Aquela voz fina e manhosa estava tirando a sua concentração, e ele precisava de uma mente limpa para ter mais percepção.
— Porra, Nessie. Cala a merda da boca! — gritou jogando pra longe a garrafa de uísque que se espatifou no chão. Renesmee deu um pulo com o grito e Branquinha se encolheu atrás da dona. A bebê deu um chute forme em seu ventre, mas parou, ficando totalmente imóvel.
O sorriso sumiu, dando ao belo rosto uma tristeza. Os olhos marejados... Esperou tanto para conversar com o marido sobre aquilo e ele sequer teve a consideração de ligar. Ela estava preocupada e emocionalmente aflita.
Jacob passou as mãos pelos curtos fios de cabelo e pelo rosto em um sinal claro de nervosismo. Colocando os cotovelos sobre a mesa em seguida ele encarou os olhos azuis marejados a sua frente.
— Você sabe tão bem que quando eu estou aqui, odeio que me interrompam. — murmurou.
— Eu só queria lhe mostrar as coisas para o quarto da bebê e...
— Faça do modo que quiser cacete! Coloque as merdas de ursos, frufrus e essas coisas manhosas...
— Jake! Eu pensei que fossemos fazer isso juntos e...
— Puta que pariu, Renesmee! — gritou se levantando ao ver a voz embargada da esposa e tudo o que ele menos precisava era da sua mulher com suas manhas. — Não me olha com essa cara e pega esses seus hormônios de grávida e vai deitar na sua cama, porra! Eu estou cheio de problemas nos negócios e tenho muito mais com o que me preocupar do que com ursos e berços. Faça do modo como quiser, mas me deixe em paz porra! — sentou voltando sua atenção ao computador sem se importar no modo como falou com a esposa. Ele estava em seu estado bruto, agindo somente como o verdadeiro Jacob Black. Então pra ele não viu nada demais como havia falado e o tom que usou em sua voz.
Renesmee pegou os projetos e levou junto ao corpo abraçando com ternura, tentando comprimir a angustia que se apossou de seu peito e saiu a passos rápidos indo pro seu quarto.
Jacob já havia sido grosso com ela outras vezes, mas nada comparado com aquela frieza de mal lhe olhar. Ele nunca deixou de se importar com ela ou com suas vontades, principalmente relacionado à sua filha.
Ela entrou no quarto e chorou. Chorou tudo o que tinha pra chorar até adormecer novamente. A bebê que crescia segura em seu ventre parecia sentir que tinha que ficar quietinha, sua mãe estava triste e seu pai nervoso. Renesmee dormiu com as lembranças de como Jacob estava tão amável e carinhoso pela manhã, no amor surreal e delicioso que fizeram na varanda. Definitivamente Renesmee não conseguia compreender as mudanças bruscas de humor do marido.
Quando acordou Jacob já não estava mais lá e em seu criado—mudo havia um bilhete.
“Nessie, você tem carta branca pra poder fazer o que quiser. Gaste o quanto puder e o que precisar. Diga a Dakota que assim que terminar o serviço me envie o número da conta que farei o depósito. Beijos, fique bem, Jake.”
Ela não sorriu, estava magoada e queria ele ao seu lado. Sequer pediu desculpas pelo modo como a tratou. Sentiu uma pressão no ventre, sua pequenina estava agitada novamente, e foi o suficiente para a jovem loira sorrir. Com pura determinação, Renesmee se levantou e após um banho ligou para Dakota, queria que a decoradora voltasse para acertarem tudo. Ela ia mostrar ao marido que ela era capaz de fazer, mesmo sem ter noção do que aquilo tudo significava.
Ao meio dia em ponto Dakota estava na casa de Renesmee, com paciência além do normal, ela explicou tudo e anotou tudo o que a jovem mamãe de primeira viagem queria. Passaram horas dentro do quarto branco programando o layout da nova princesinha Black.
Naquela noite Jacob não dormiu em casa, ligou para a esposa a tarde somente para dizer que não o esperasse. A jovem começou a se sentir sozinha, a sua única companheira era Branquinha.
Dois dias depois, Dakota voltou com as amostras dos tecidos para a colcha e a cortina, assim como as almofadas. As estampas estavam deixando Renesmee doida, tamanha eram as variedades e uma mais linda do que a outra.
— Qual você gosta, Mabelle? — perguntou à jovem senhora que lhe sorriu. Ela tinha ido levar o suco da patroa.
— Adoro esses babados, acho que ficará lindo no quarto da neném. — Mabelle palpitou. — As almofadas darão um toque especial se forem todas com o mesmo pano.
— Sábia escolha. Será essa mesmo, senhora Black? — Dakota tinha em mãos seu tablet aonde anotava tudo.
— Sim, irá combinar com o papel de parede. Se bem que imaginei isso tudo rosa. — Renesmee declarou perplexa, ela não estava acostumada a todo aquele trabalho.
— As almofadas de seda com as rendas e os cristais deixarão o quarto elegante, além dos mesmos cristais estarem nos detalhes da cortina. — a ruiva explicou.
A grávida assentiu. Estava ficando tudo perfeito, ela só queria que Jacob estivesse com ela.
Depois de tudo acertado, Dakota prometeu que no dia seguinte entregariam todo o material dos móveis, e que assim que tudo estivesse pronto, ela junto a sua equipe agendaria um horário para a montagem do quarto.
À noite, após um longo cochilo, Renesmee acordou sobressaltada ouvindo os berros de Jacob. Ele estava no celular e pelo tom de voz era claro que não estava de bom humor, porém, ao notar a bela loira caminhando em sua direção ele finalizou a ligação.
— Oi. — ela sussurrou cautelosa, após o episódio de três dias atrás no escritório ela não queria arriscar e irritá-lo mais.
Jacob aproximou—se da esposa e lhe deu um singelo beijo, apenas um roçar de lábios.
— Estou cansado. — sibilou. Ele precisava daquele contado para se acalmar, não haviam conseguido encontrar rastros de Conrad e os Bolivianos já estavam pressionando-os pela encomenda paga. — Conseguiu planejar tudo? — perguntou enfim alegrando a jovem.
— Sim, Jake. É tudo tão lindo, porém confuso. São tantas as coisas, você deveria ver que lindo cada detalhe do quarto da nossa princesinha e...
— Eu não pedi um resumo, Nessie, a resposta seria apenas sim ou não. Minha cabeça vai explodir e eu não to com saco pra isso. Me desculpe anjo, mas confio em você. Vou para o banho, preciso voltar pro trabalho. — disse se virando.
— Mais trabalho, Jake? — ela chamou a atenção do marido pelo tom de voz um pouco mais grosso do que o normal. Que tanto ele trabalhava? E porque daquele mau humor?
Ele a encarou novamente e passou a mão sobre a face. Respirando fundo ele caminhou até a esposa novamente, tinha que manter a calma. Ela não ia entender, ele precisava mantê-la segura caso tivesse um confronto com os Bolivianos e não tinha tempo para quartos de bebês.
— Nessie, por favor. Vá pra cama, prometo que amanhã...
— Promete? Jake, você vem prometendo há dias. Todos os dias eu venho te esperando e janto sozinha, tomo o café da manhã sozinha, almoço sozinha porque você nunca está aqui comigo. Me fala o que está acontecendo, talvez eu possa te ajudar e...
— Está se tornando fútil, Renesmee, tão fútil como qualquer outra com dinheiro.
— Jake está me ofendendo, eu nunca liguei pra isso. — a voz embargada estava presente novamente. O choro preso na garganta de Renesmee estava doendo.
— Lá vem você com essa voz de choro novamente. Que porra! Estou cuidando da nossa vida, da nossa segurança! — gritou novamente. Ele andava gritando muito ultimamente. Soltou uma lufada e mais calmo ele segurou nas mãos da esposa. — Nessie, tenta entender, tem coisas as quais você só irá me ajudar ficando quieta no seu canto e se cuidando para que a nossa filha fique bem, fora isso, por favor...
— Tudo bem Jake. Como quiser. — ela o soltou e com as lágrimas escorrendo pelos olhos subiu para o quarto. Completamente magoada. — Tudo bem filhinha, o papai só está tendo dias ruins. — alisou o ventre quando sentiu as pressões e os chutes sob a barriga.
Jacob esperou alguns minutos pra se acalmar e foi atrás da esposa, mas assim que abriu a porta do quarto seu celular tocou novamente. Era Quil, avisando que haviam encontrado a família de Conrad. Um sorriso diabólico surgiu no rosto do moreno, ele iria conseguir o que queria. Finalmente tinham conseguido alguma coisa. Por mais que quisesse consolar a esposa chorosa sentada na cama, o sangue dos The Wolf falou mais alto e Jacob deu meia volta. Era para o bem dela e de todos, porém, mais a ela. Ele jamais permitiria que algo acontecesse a sua esposa e a sua filha, tinha plena consciência que um confronto agora causaria ainda mais transtornos e significaria ficar longe de Renesmee.
Sem ao menos pensar, Jacob pegou as chaves e saiu pela porta da frente. Renesmee ouviu apenas o cantar dos pneus.
TLAD
—Embry, eu já disse, sai daqui merda! — Jenniffer gritou com o namorado, até o perfume dele – que ela tanto adorava– revirava seu estômago.
Após três dias internada os vômitos começaram a diminuir, mas ainda assim eram constantes.
— Loira, porra! Tô tentando fazer de tudo e você só me trata mal.
Jenniffer revirou os olhos, odiava as manhãs. Barbara havia conversado no seu serviço e trocou o turno pra poder ficar com a amiga pelas tardes e consequentemente Embry ficava com ela na parte da manhã. Por mais que quisesse beijar aquela boca carnuda e se sentir segura em seus braços, ela o desprezava ainda pelo modo como ele a tratou. O peito ainda doía pela mágoa.
— Tivesse pensado nisso antes de dizer que o filho que espero não era seu! Sério mesmo Embry, seu perfume me embrulha o estômago. Quando aparecer amanhã vê se apenas tome banho e deixe o cheiro natural do seu corpo, ou melhor, não apareça! — Embry revirou os olhos, não estava nem ai para o que ela queria ou não, ele jamais deixaria ela e o filho naquele hospital sozinhos até Babi chegar.
O barulho estridente do celular do moreno fez Jenny caçoar.
— Atende, deve ser uma das suas vagabundas, se quiser pode até sair do quarto. — ela ditou nervosa, não estava se reconhecendo. Seria os hormônios de grávida se apoderando dela, ou o ciúme, a raiva e o amor por Embry Black que a estava deixando descontrolada?
— Meu amor, vamos parar com essa chatice. Já deu né! — fez uma careta e pegou o celular, era Jacob. Tinha que ir, mas Babi ainda não havia chegado. Finalizando a ligação, ele olhou pra loira. — Seu pedido é uma ordem, fique bem até que eu volte. Não vou lhe beijar, irei lhe castigar também. Tenho negócios a tratar, logo sua amiga estará aqui. — dito isso ele virou as costas cantando vitória pelo olhar preocupado de Jenny.
– Idiota! – murmurou a loira assim que o moreno bateu a porta deixando-a sozinha no quarto hospitalar. – Quem disse que eu queria um beijo seu! – cruzou os braços e fez biquinho, parecia uma criança pirracenta.
Ao sair do hospital Embry deu de cara com Barbara e Seth.
— Já deixando as suas obrigações de lado, Embry? — a morena perguntou em seu tom sarcástico.
— Vou fingir que a sua namorada não é tão petulante, Seth. Jake não te ligou?
— Deixei o celular no carro. Alguma notícia? – perguntou Seth.
Embry assentiu.
Seth puxou a namorada pela cintura e a olhou nos olhos.
— Gata, eu preciso ir. Eu sei que disse que ficaria com você a tarde toda, mas tenho algumas coisas pra resolver com o Embry e os...
— Tudo bem, pode ir. — interrompeu o namorado e o beijou. Ele amava o quanto ela era compreensiva e não pegava no seu pé.
Os dois entraram em seus carros e saíram enquanto a morena pegou o elevador e foi para o quarto da amiga. Ao chegar à porta Babi colocou somente a sua mão para dentro que segurava uma sacola, o que fez os olhos da loira brilhar.
— Rosquinhas! — ela bateu palmas e Barbara apareceu adentrando ao quarto e beijando a amiga no rosto. — Detesto seu namorado, mas confesso que sua cara ta bem melhor.
— Então entra na fila, porque no momento, somos duas detestando aquele idiota.
Barbara balançou a cabeça sorrindo. A amiga estava pegando pesado com o namorado, mas ela jamais falaria isso, até que achava divertido ver o futuro cumprade sofrer nas mãos da amiga grávida.
— Anda, coma essas rosquinhas!
— Babi, a Leah vai te matar.Tem recheada de chocolate e de creme? — Jenniffer sorriu animada pegando a sacolinha.
— Ela não precisa saber. Anda, come as rosquinhas. Aproveita que trouxe de todo tipo que você gosta.
— Eu te amo, sabia?
— Sabia. Agora coma!— Barbara sorriu com a forma desesperada que a amiga grávida atacou as desejadas rosquinhas.
TLAD
Na manhã seguinte o dia estava ainda mais frio, o outono começava amostrar sua cara com baixas temperaturas. O sol fraco estava oculto pelas nuvens cinzentas, às árvores começavam a perder sua bela vegetação.
Devido ao choro da noite anterior, após a briga com o marido, Renesmee acabou dormindo mais do que o de costume. Foi Mabelle quem a acordou para tomar seus remédios e o café da manhã.
Assim que a grávida terminou todo o seu café da manhã, a empregada comunicou que os móveis do quarto da bebê já havia chegado e encontravam-se na grande suíte que em breve alojaria a princesa da família. Dakota havia mandando entregar tudo naquela manhã e deixou avisado que em dois dias iria com a sua equipe pra montá-los.
Renesmee ficou eufórica com a notícia, porém triste em saber que mais uma vez Jacob não havia passado a noite em casa e que não participaria de mais uma importante etapa da gravidez dela. A amish tinha fantasiado com ela e o marido montando e arrumando todo o quartinho.
— Oh Mabelle, todas essas caixas e mais caixas... Eu não vejo a hora de estar tudo pronto pra receber a minha princesinha. — alisou a barriga enquanto olhava para todas as caixas da suíte de paredes brancas. Seus olhos continham um brilho único e fascinante.
Mabelle emocionada sorriu animada com a ideia de ter um bebê na casa. Aquele ambiente era pesado e nada como um ser inocente e indefeso para animar tudo. Além é claro, que ela esperava que a criança trouxesse mais harmonia para os patrões.
— Estou muito ansiosa. A senhora está uma grávida linda, a mais bonita que já vi. — Mabelle elogiou a jovem que lhe abraçou com ternura. Era ela, Lupita e Branquinha suas companheiras nos últimos dias. — Hoje é o dia de fazer compras, a senhora não gostaria de sair um pouco? Claro que eu e Lupita que iremos cuidar disso, mas Santiago pode levá-la aonde quiser enquanto ficamos no mercado. Não me agrada a ideia de deixar a senhora aqui sozinha.
Renesmee alargou os lábios em um lindo sorriso, apreciava tanto aquela dedicação.
— Fique tranquila, Mabelle, vá fazer as compras. Ficarei bem, a Branquinha vai me fazer companhia. Sem contar que quero ficar mais um pouco aqui imaginando. — disse dando uma volta pelo quarto repleto de caixas. — Peça a Lupita pra comprar tudo que for preciso para preparar um lanche caprichado pra essa tarde, Rachel e Claire virão hoje aqui pra casa.
— Tudo bem senhora, falarei com ela. — Mabelle disse prontamente. — Vou deixar o meu número ao lado do telefone e do Santiago também. Até porque qualquer coisa os seguranças estão lá fora, mas eles só irão entrar se a senhora solicitar.
A loira concordou e deu um beijo em Mabelle, vendo-a sair em seguida. Ela sentou-se no chão e puxou branquinha para o seu colo. Queria fantasiar aquele lugar, aonde jamais imaginou que teria tudo aquilo.
Meia hora depois Renesmee já estava sozinha em casa. Desceu pra sala de Tevê com Branquinha no colo para assistir a mais um de seus programas favoritos sobre gestação e bebês. Acabou recebendo uma ligação de Claire comunicando que ainda não se sentia bem e que Leah havia recomendado que ela não fosse visitá—la. Claire tinha contraído uma virose e era perigoso expor Renesmee a tais vírus.
Depois de mais de vinte minutos com a amiga ao telefone, contanto todos os detalhes sobre o quarto da bebê, Renesmee encerrou a ligação. Durante a conversa elas confidenciaram que ambos os maridos andavam nervosos e alegando problemas nos negócios, mas as explicações se resumiam aquilo: Problemas nos negócios.
De repente o som melodioso da campainha ecoou pela sala e tirou a atenção da loira no programa que passava na enorme televisão de LED. Renesmee estranhou, mas apressou—se em atender a porta. Ela ainda estava de camisola longa, roupão acolchoado e seus chinelinhos felpudos. — Rachel havia lhe dado de presente, ela alegou ser o melhor para a gestante, o conforto era sem igual.
Quando abriu a porta a loira se deparou com um dos seguranças da casa segurando um enorme uso cor de rosa com um lindo laço de seda branco no pescoço. O bichinho lhe encheu os olhos, mas Branquinha não parou de latir ao se deparar com a grandiosidade da pelúcia. Ela queria pegá—lo.
— Acabou de ser entregue, senhora Black. — a voz soou atrás do enorme urso, mas logo o homem abaixou a pelúcia revelando sua conhecida face — era Carlos, um dos seguranças da mansão.
Eram ordens expressas de Jacob que ninguém entrasse na mansão sem sua prévia autorização, só os da família que não precisavam de liberação. Sendo assim, sempre eram os seguranças que recebiam as encomendas e as encaminhava até chegar aos patrões.
— Que lindo. Que grande! — Renesmee disse em espanto, porém com um imenso sorriso. — Quieta Branquinha, é de pelúcia. Querida, ele não vai lhe fazer mal, é apenas um ursinho.
— Ursão, a senhora quer dizer. — o segurança ousou em brincar. — Onde ponho? Quer que suba com ele? — questionou solicito. Renesmee negou já o liberando. — Ah! Atrás do laço tem um cartão. — ele avisou já se retirando.
— Obrigada! Vamos Branquinha, vamos colocar esse grandalhão aqui pra dentro. — disse pegando o urso que cobria praticamente todo o seu corpo e o arrastou para dentro fechando a porta. Foi até a parte detrás da pelúcia e procurou pelo cartão.
“Um pequeno, grande mimo a nossa princesinha, minha amada sobrinha! Queria poder levá—lo pessoalmente hoje, mas o seu afilhado Billy está resfriado e Harry também já apresenta alguns sintomas. Assim que possível irei visitá—la e ver o quartinho, espero que Dakota esteja lhe agradando. Um enorme beijo, Rachel.”
O presente era extravagante, bem a cara da cunhada, mas Renesmee admitiu ser de muito bom gosto, iria combinar com a decoração do quarto da bebê. Ela se encantou com o lindo e enorme urso, porém, nada poderia tirar aquela angustia do peito. Jacob não estava presenciando os melhores momentos ao seu lado.
Os olhos pinicando com a vontade de chorar, contudo, ela engoliu o choro. Jacob havia lhe chamado de fútil e ainda estava doendo.
Branquinha não parava de latir e rosnar para a enorme pelúcia, a cachorrinha pulava tentando alcançar a pata do urso pra pegá-lo.
— Já chega Branquinha, ele não faz nada. Venha, vamos colocar o presente da tia Rachel lá no quarto junto com as caixas. — disse com voz suave pegando o urso e caminhando com dificuldade, ele estava cobrindo totalmente a sua visão. — Branquinha, eu disse que já chega, pare de latir para o... O... Puff! Isso, o nome dele será Puff.
Branquinha parou de latir, mas não de rosnar e pular seguindo a dona que caminhava cautelosamente por instinto, porque não conseguia ter total visão de onda dava cada passo.
Ao chegar às escadas Renesmee foi lentamente subindo pé ante pé cada degrau, entretanto, os movimentos faziam com que Puff se mexesse sobre os braços da loira, o que deixou Branquinha ainda mais ouriçada, voltando a latir e pular.
— Para Branquinha! — ralhou mais uma vez com a cachorrinha, sua voz agora era mais grave. Branquinha parou de imediato e se encolheu. Assim que Renesmee foi dar o próximo passo, sem querer chutou a cachorrinha, que gemeu com sofreguidão. — Oh, Branquinha. — lamentou, mas assim que foi se apoiar com o pé no degrau para que pudesse soltar o urso e ir ver a cachorrinha, o seu chinelinho felpudo dobrou a pontinha desequilibrando a loira e fazendo-a escorregar.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!Foi tudo muito rápido. Renesmee não conseguiu se segurar a tempo e caiu. Um grito agudo de dor foi emitido entre seus lábios assim que a barriga saliente se chocou com força com o degrau. O baque sobre a escada durou alguns segundos enquanto ela rolava os restantes quinze degraus, batendo com força a cabeça e a barriga. Enfim, seu corpo parou completamente inconsciente ao pé da escada.
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