Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION
A loira chorava de forma compulsiva no colo da amiga, que tentava consolá-la com palavras reconfortantes e dando apoio emocional, toda aquela situação era delicada e aterrorizante. Barbara sabia que Beto era capaz de cumprir tudo o que havia prometido, não seria a primeira vez que ele arrancaria a força uma criança do ventre da amiga, ainda mais o filho sendo de outro homem. Se ele teve coragem para matar os próprios filhos, quem dirá uma criança bastarda.
– Amiga, fica calma. Você sabe que não pode ficar nervosa, que sua gestação está começando de forma delicada, quase sofreu um aborto espontâneo. – Barbara acariciava os cabelos dourados da amiga, que repousava a cabeça sobre seu colo. – Seth me garantiu que ele tem como cuidar de tudo, que tem seguranças que fazem a proteção de toda família dele.
– Você não entende... Isso não será suficiente para impedir o Beto. Ele é louco, vai matar quem tiver no caminho. – um soluço lhe escapou dos lábios. – Amiga, não quero que aconteça nada com você e nem com mais ninguém, você sabe que o Beto já matou homens inocentes por cismar que estavam tentando ter um caso comigo. Eu preciso aceitar meu destino nas mãos desse louco, mas não quero abrir mão do meu filho. Vou tentar fugir. Eu fui convidada pra trabalhar em uma pesquisa com células-tronco na suíça, ninguém sabe disso, na verdade, agora só você. Irei escondida, e assim que for seguro te mando notícias. – o desespero estava impresso em cada palavra da loira, que não parecia raciocinar pelo que acabava de dizer, seu plano era totalmente falho.
– Você esta maluca, que bolsa é essa? Você acha mesmo que eu lhe deixarei partir grávida pra outro país? Ou que o Embry deixará fugir com um filho dele? Ou pior, que Beto não iria te seguir? Você acha que em algum lugar lá fora não tem alguém que trabalha pra ele vigiando a saída do hospital? Você está subestimando minha inteligência, do Embry e a do Beto. – a morena elucidava a amiga. – O melhor é você ficar aqui, perto de onde possamos cuidar de você, Beto não pode fazer muito aqui, não é como no Brasil que ele manda no que ele quer.
– Eu só estou com medo... De que aconteça algo com você, com o Embry e principalmente com meu filho. Eu não quero perder mais nada na minha vida, já perdi muita coisa por causa desse louco.
– Hum, está com medo de perder o Embry? – Barbara brincou na intenção de descontrair. – Amiga, você e o Embry gostam de estudar mesmo. – Jenniffer levantou a cabeça do colo da amiga olhando-a interrogativa, querendo entender aonde ela queria chegar. – Com vocês logo rolou química, se aprofundaram na física e concluíram biologia... Conhecem camisinha ou anticoncepcional, não? Agora vem ai meu afilhado ou afilhada. – sorriu ao fitar os lábios retorcidos da amiga.
– Eu não me liguei nisso, ok? Não transava há três anos, eu não tinha porque tomar anticoncepcional e na hora não me toquei para esse detalhe de camisinha. Jamais imaginei que fosse acontecer algo do gênero, ou você acha que estou feliz de saber que estou grávida do meu namorado de um mês, que ele desconfia da paternidade, e pior, que tem um louco querendo matar meu filho e me fazer de troféu novamente? Simplesmente aconteceu... Agora estou ligada pra sempre ao Embry. – um leve sorriso involuntário se distendeu nos lábios da loira, foi inevitável se conter ao falar o nome do moreno.
– Ah não! É serio que você vai perdoar o idiota do Embry assim tão facilmente? Você e essa sua mania de ser pacífica, pombinha da paz! Embry merece sofrer um pouco antes de ter o seu perdão.
– Eu não vou aguentar por muito tempo, você não faz ideia de como meu corpo implora para o dele... Eu grávida ficou bem insaciável, era por isso que Beto sempre descobria. – suspirou tristonha. – Mas eu também não vou dar mole para o Embry não. Seth não falou que ele será um ótimo pai, que adora crianças e que vai querer participar de tudo? Bem, meu plano é proibi-lo de participar de tudo do bebê, afinal, ele não sabe se é o pai, certo? Isso são coisas para um pai. – arqueou as sobrancelhas e ostentou um sorriso maléfico.
– Isso amiga! Eu adoro esse seu lado malvado, mesmo que ele quase nunca apareça. Já que não vai aguentar ficar longe dele, pelo menos, veta-o nas consultas e tudo o mais relacionado ao bebê.
Ambas sorriram perversas, cúmplices no plano maléfico e vingativo para o moreno.
Batidas na porta foram ouvidas, deixando as duas amigas tensas novamente, mas assim que a maçaneta girou e a porta se abriu revelando a enorme silhueta morena as duas amigas relaxaram.
– Como vocês estão? Ele tentou algo, Jenny? – Seth ficou nervoso ao fitar a namorada sentada na cama hospitalar e a loira com a cabeça em seu colo, ela tinha a face bem inchada e vermelha.
– Agora estamos bem, mas o Beto já descobriu que ela veio parar no hospital, e como está na ala da maternidade... Ele deve ter deduzido ou subornado alguém para confirmar a gravidez. – Barbara adiantou em se explicar, pois viu a agonia passar diante dos olhos do namorado.
– Jenny, fica tranquila que nada vai lhe acontecer, você está segura. Já comuniquei a toda minha família e cuidaremos de tudo. Você e meu sobrinho ficarão bem. – Seth falou com veemência, selando uma promessa.
Não passou despercebido pelo rapaz, que Jenniffer olhava para além de seus ombros, procurando por alguém, esperando que ele também entrasse pela porta, mas isso não aconteceria por agora. Seth lamentou pelo primo ser tão cabeça dura. Não precisava de um teste de DNA para confirmar que aquela criança que crescia no ventre da brasileira era um Black!
TLAD
Na espaçosa e confortável cama o corpo masculino repousava, estava sentado, com as costas apoiadas na cabeceira e as pernas esticadas sobre o colchão. Jacob permanecia distante, pensativo. Os problemas do irmão caçula não o deixavam relaxar, sentia a necessidade de bolar um plano, pensar em algo perfeito, nada poderia acontecer ao seu possível sobrinho ou a mãe dele.
A televisão estava ligada, mas ele não prestava atenção, não fazia à mínima ideia do que passava nela, a sua cabeça vagava distante, entretanto, um barulho de porta se abrindo fez sua atenção se direcionar para o ruído. Pela porta uma linda mulher saía. A loira usava uma camisola curta de seda preta, que devido ao ventre já bem marcado e saliente, levantava ainda mais o fino tecido. Jacob observou de forma maliciosa a esposa da cabeça aos pés, e sentiu seu membro fisgar forte ao vislumbrar um pedaço da calcinha rendada negra. Renesmee corou ao perceber onde o olhar do seu marido havia fixado.
Céus! Como ele amava vê-la envergonhada e como aquelas bochechas avermelhadas o excitava ainda mais.
– Jake, as minhas camisolas já não estão me servindo mais. – a loira puxava a barra da camisola para baixo na falha tentativa de descer a peça pra cobrir o que ela revelava tão gratuitamente. — Estão curtas e apertadas, acho que vou trocar por uma longa. – Renesmee já se direcionava para o closet.
– Não! Você está sexy pra caralho assim, nem ouse tirar essa camisola. Ou você fica com ela ou sem ela... E mais nada. Você escolhe. – Jacob já avançava pra cima da esposa, seus passos eram de um predador preste a atacar sua indefesa presa.
– Jake! – repreendeu sem forças, Jacob já beijava seu pescoço alvo.
– Eu preciso de você, Nessie. Eu preciso estar dentro de você te amando, meu corpo clama pelo seu, minha mente implora por essa paz.
A amish não sabia o que estava acontecendo com o cunhado, muito menos que seu marido estava preocupado com os problemas do irmão, mas soube que pela força das palavras e sua intensidade, que Jacob sentia necessidade de amá-la pra ficar em paz.
Renesmee nada disse, porém, mesmo tímida e morrendo de vergonha pelo que estava preste a fazer, começou a tirar o fino tecido que cobria seu corpo.
O sorriso de Jacob se iluminou ainda mais. Sua esposa, naquele raro momento, correspondia as suas necessidades. Ele precisava saber que ela estava segura ao seu lado, que ele a completava, que ele a protegeria e que ninguém faria mal a ela. Que os problemas do irmão iriam se solucionar e que ele mais calmo pensaria melhor.
Jacob a pegou no colo e se direcionou para cama que compartilhavam, depositou o corpo frágil o mais delicado que ele conseguia ser. Olhou com veneração para a loira de bochechas vermelhas. Linda! Ele não cansava de admirá-la.
O corpo de Renesmee já tinha adquirido outras formas, mas Jacob amou cada mudança, ela estava ainda mais perfeita aos seus olhos.
O rosto permanecia intacto em sua beleza sublime, mas os seios agora eram mais fartos, mamilos em um tom rosado mais vivido e os bicos mais salientes. Abdômen bem abaloado, a cintura fina agora estava mais sutil.
Jacob lentamente pôs suas mãos em cada lado da lateral da calcinha e a puxou, deslizando pelas pernas bem delineadas. Sem desviar o olhar do seu oceano particular, ele jogou a pequena peça para algum lugar do quarto e voltou a observar cada detalhe da mulher que mudou sua vida por completo.
As mãos grandes passeavam com adoração por todo corpo pequeno e delicado, demorando um pouco mais sobre o ventre gravídico.
– Chaveirinho, tá na hora de dormir. Papai e mamãe vão fazer coisas que são proibidas para menores de dezoito anos. No seu caso, para menores de trinta. – Jacob falava com a filha, que não parava de se mexer, ela sempre mexia muito quando a mãe se deitava.
– Jake, será que ela sente algo? – Renesmee perguntou alarmada. As bochechas já estavam em um tom de vermelho carmim.
– Já conversamos com a Lee sobre isso. É impossível. – Jacob ajeitou a esposa para que ela ficasse na beira da cama — com as nádegas quase fora do colchão — se posicionou no meio das pernas dela e inclinou-se para beijá-la. — Agora deixa eu te amar. – sussurrou sensualmente no ouvido da loira.
Renesmee sentiu a corrente de excitação passa por todo seu corpo e se alastrar em seu baixo ventre, todos os pêlos loiros de seu corpo já estavam arrepiados. Agora ela também sentia a necessidade do esposo. Abriu-se ainda mais para ele, que se acomodou melhor no vão.
Jacob habilmente abaixou sua boxer e liberou sua ereção, que parecia já conhecer o caminho para sua morada. Ambos gemeram enquanto o rijo membro abria caminho no sexo rosado e apertado.
– Hummmm... Jake!
– Minha Nessie... Como eu amo estar dentro de você, como sinto falta disso. – ele já começava a se mover lentamente, apreciando cada sensação regozijante.
Com uma mão ele sustentava uma das pernas da esposa e com a outra mão livre incitava o seio redondo, acariciando e apreciando a deliciosa sensação. Ele tomava cuidado pra não machucá-la ou por em risco a gravidez, já que o ventre crescido já os impediam de desfrutar de algumas posições.
Jacob estocava firme, apreciando com deleite a sensação de está naquele pedaço do seu paraíso particular, era tão quente e apertado, tão perfeito e revigorante. Renesmee se mantinha de olhos fechados e lábios semia-abertos, deixando escapar cada vez mais alto os gemidos sôfregos, que alimentava ainda mais a necessidade dele. Seu prazer era o dela, eram incontestavelmente ligados um ao outro.
Incontáveis minutos se passaram até Jacob começar a sentir que seu prazer estava vindo a borda, a loira não estava diferente, o seu segundo orgasmo também se aproximava. Jacob tinha a capacidade de fazê-la gozar tão facilmente.
Os cheiros haviam se misturados, resultando eu uma essência única e excitante, o suor que escorria ajudava no deslizar dos copos. Estranhamente a bebê havia parado de mexer a tempos, permitindo que Renesmee conseguisse relaxar por completo.
Os gemidos cada vez mais altos anunciavam que ambos estavam cada vez mais próximos dos seus limites.
– Aaaah... Aaaah... Ah Jake! – gritou ao atingir seu ápice.
– Nessieeeeee... – com mais cinco estocadas Jacob clamou pela amada em sua liberação suprema.
Respirações ofegantes, corações descompassados... Jacob e Renesmee permaneciam ligados, conectados um ao outro. Aquela ligação ia além da física e ambos sentiam, mesmo não sabendo ou compreendendo o que exatamente aquilo significava.
Lentamente Jacob foi se retirando do interior da esposa, causando uma sensação de vazio assim que estavam desconectados. Ele deitou sobre a cama e puxou a loira para repousar em seu peito nu. Ela se acomodou e ficou presa a melodia do pulsar do coração do amado.
Minutos de silêncio e apreciação se passaram até a voz suave quebrá-lo.
– Jake, por que está assim tão sério? Parece preocupado com alguma coisa. – Renesmee já sabia identificar algumas características do esposo, que estava calado.
– Não preocupe essa cabecinha. – beijou os fios platinados com ternura. – São só uns probleminhas com o Embry e Seth, nada que não possamos resolver, só preciso ajudar a bolar um bom plano. – falou de forma evasiva, não mentindo, mas omitindo muito os fatos.
Ele sabia que Renesmee jamais o contestaria pedindo uma explicação mais detalhada e específica.
– Está tudo bem? – Renesmee ergueu a cabeça e fitou com preocupação os olhos do esposo.
– Tirando o fato que pode ser que o Embry seja pai em pouco tempo... – sorriu ao ver os olhos espantados da amish. – Outra hora eu te explico melhor isso.
Eles ficaram conversando banalidades, depois de um tempo passaram a prestar atenção na televisão. Jacob assistia com a esposa o canal sobre bebês, o assunto o interessava: Sexo durante a gravidez.
– Amor, sabe o que eu estive pensando? – Renesmee chamou o marido assim que o programa terminou. – Precisamos pensar em um nome para a nossa bebezinha. Rachel falou que temos que escolher logo, pra fazer algumas coisas da decoração do quartinho dela.
– E que nome você esteve pensando? – incentivou a loira a falar.
– As meninas falaram muitos nomes, mas eu gostei de Aurora, Jasmine, Ariel, Mellody...
– Nessie, isso não são nomes das princesas da Disney? – perguntou em tom divertido.
– Sim! A Emily me deu muitos filmes de princesas pra ver. É tudo tão lindo, nunca vi coisa mais bonita.
– Eu vou levar você e nossa filha na Disney, mas não acho legal que ela tenha nome de personagem.
– Eu também gosto de Chloe, Candice, Kara, Lilly.
– Não! Nenhum desses nomes pra minha filha. – Jacob cortou.
Todos aqueles nomes faziam lembrá-lo de alguma ex amante dele ou de seus irmãos e primos. Não colocaria nome de uma vagabunda em sua princesinha.
– Então eu não sei. – Renesmee se deu por vencida. Todo nome que falava o marido não gostava.
– Teremos tempo, você ainda está com cinco meses. Vou pesquisar alguns nomes bonitos e com significados especiais, dai escolhemos algum deles.
– Tudo bem então. – sorriu para o esposo, selando os lábios ao dele com carinho e veneração. – Também podemos combinar o nome das nossas mães em homenagem.
– Hahãn... – Jacob voltou a beijá-la, optou por não falar mais nada para não magoá-la.
De nome estranho já bastava à junção exótica que era o nome dela.
[...]
Era madrugada, o céu ainda estava escuro, nenhuma claridade penetrava a grossa cortina. A única iluminação vinha da luz fraca e amarelada do abajur que ficava sobre criado mudo, ele foi ligado pela loira que acabava de despertar. Seu corpo ainda estava nu, mas ela se cobriu assim que pegou o hobby que sempre deixava na poltrona, que ficava próximo ao seu lado da cama.
A dor, desconforto e queimação a atormentou a ponto de desperta-la do sono profundo. Cada vez estavam ficando mais frequentes as suas idas ao banheiro, incluindo períodos noturnos e de madrugada.
Caminhou a passos lentos – estava sonolenta-, procurando fazer o máximo de silêncio possível, não queria despertar o esposo que ressonava tranquilo, ele possuía um sono leve e qualquer ruído sempre o acordava.
Quando Renesmee foi fechar a porta do banheiro viu que Branquinha a seguia igualmente em silêncio, a cachorrinha era esperta e inteligente demais para um simples animalzinho.
– Filhinha, que bonitinha, também não quis acordar o papai. – Renesmee pegou a cachorrinha no colo e a beijou na cabecinha dela assim que terminou de lavar as mãos.
Em retribuição ela lambeu a bochecha da loira, o rabinho não parava um segundo de se agitar no ar.
– Nossa! A mamãe está com tanta fome, acho que a bebezinha vai ser gulosa que nem o papai. – Renesmee falou com Branquinha assim que sentiu a barriga roncar violentamente. – Vamos descer pra comer alguma coisa? A mamãe te dá uma frutinha.
A amish saiu do banheiro na ponta dos pés, passou em seu closet somente para por algo mais descente e deixou a suíte com Branquinha em seu colo.
Na cozinha Renesmee revirava os armários, dispensa e geladeira, ela sentiu uma súbita vontade de comer algo diferente. Começou a juntar os ingredientes que precisaria pra preparar o que desejava comer, e começou a prepará-lo. Sua boca salivava pelo cheiro, duplicando seu desejo e fome.
Como prometido ela cortou uma maçã e deu pedacinhos para cachorrinha, que aceitou tudo feliz e satisfeita. Branquinha tinha uma alimentação balanceada, só frutas que o veterinário permitia dar além da ração.
A bancada estava arrumada, a refeição pronta, quase um banquete, ainda mais pela hora da madrugada. Em um determinado momento Lupita apareceu na cozinha devido aos barulhos que escutou – seu quarto era o mais próximo dali — e propôs preparar tudo pra patroa, mas Renesmee não aceitou e dispensou a criada.
– Nessie, o que está fazendo aqui? – Jacob apareceu no batente da porta da cozinha, tinha os cabelos desgrenhados e rosto inchado, o sono estava explícito em sua face. – Te procurei em nosso quarto e em todo andar lá de cima.
– Eu acordei pra ir ao banheiro, mas estava com muita fome pra voltar a dormir. Nossa filhinha já tem vontade própria. – sorriu tímida ao alisar o ventre roliço. – Então desci pra preparar algo pra comer.
– E porque não me chamou ou até mesmo os empregados? Não quero lhe ver se esforçando sem necessidade. São quatro e dez da madrugada, e você fazendo comida? Pelo amor de Deus! Olha o banquete que preparou. – por fim, Jacob sorriu, mostrando as duas fileiras perfeitas de dentes brancos.
– Eu estava com muita fome e meu deu vontade de comer isso. – Renesmee falou encabulada, encolhendo os ombros.
– Ei, não precisa ter vergonha, fico satisfeito por saber que está com fome e querendo comer, só estou falando que poderia ter me chamado que eu acordaria a Lupita para que pudesse preparar tudo pra você.
– Não Jake, ela até veio me ajudar, eu que não quis. Eu sei cozinhar, eu que tenho que cuidar da casa.
– Está bem, não vamos discutir por isso. Coma logo pra gente voltar pra cama.
– Come comigo? Acho que fiz muita coisa.
– Hummm... Acho que vou aceitar, parece tudo delicioso. – Jacob sentou no banco de frente pra esposa e observou o pequeno banquete posto sobre a bancada de mármore negro.
Renesmee havia feito ovos mexidos, linguiça e bacon fritos, além de panquecas e suco de maçã.
Jacob olhava de forma divertida a concentração da loira em montar seus pratos. Em um ela colocou ovos, bacon e linguiça, no outro, cinco panquecas empilhadas umas sobre as outras. Mas o seu divertimento acabou assim que viu Renesmee por mostarda escura nas panquecas e jogar frutas vermelhas por cima. E pra piorar, jogou generosa quantidade de calda de chocolate no prato que estavam os ovos, a linguiça e o bacon.
– Nessie meu anjo, você confundiu as caldas. – falou confuso, mas sua boca se escancarou quando a grávida levou uma garfada de ovos e bacon lambuzados de calda de chocolate nos lábios.
Renesmee chegou a fechar os olhos para apreciar o paladar que invadia sua boca.
– Nessie, que nojo, você vai passar mal por comer essa gororoba. – o moreno estava alarmado por vê-la comer aquilo, pior, demonstrar prazer e satisfação.
– Não Jake, esta uma delícia. Quer provar?
– Não, não. Eu prefiro comer os ovos puros, sem essa calda de chocolate.
Eles comiam em silêncio, Jacob cada vez ficava mais apavorado com cada garfada que a esposa dava na exótica mistura. Ela alternava entre a panqueca e os ovos, misturando tudo com generosas goladas de suco de maçã. O moreno já estava ficando enjoado só de ver a mistura quando o entendimento lhe veio à cabeça.
– Nessie meu anjo, você está tendo seu primeiro desejo. – afirmou sorrindo amplamente. – Eu que deveria ir atrás dessa gororoba pra você, quem deve realizar os desejos da mãe é o pai do bebê.
– É mesmo? Isso que é desejo? Eu não sabia... Só estava com fome e me deu uma vontade muito grande de comer isso.
– Me da um pouquinho pra provar? – pediu.
Jacob na verdade não queria comer de jeito nenhum aquela mistura, ele achava tudo nojento, mas lembrou-se que Paul sempre contava dos desejos de Rachel na gravidez, que ela comia tudo e não dava um simples pedaço a ele, que não era uma característica da gestante dividir seu desejo. O moreno só queria confirmar a teoria que a esposa estava tendo seu primeiro desejo, caso contrário, não imaginava ela comendo aquilo nunca.
Renesmee olho do esposo para o prato, sua comida estava acabando, o olhar que ela sustentava era pesaroso. Com muita relutância interna ela estendeu o garfo cheio ovos e linguiça banhados em calda de chocolate na direção da boca do marido. Jacob via o brilho triste que tinham neles, sorriu com o gesto, Renesmee era boa demais pra negar algo a ele ou a alguém, mesmo que seu corpo lutasse pra não fazer.
– Obrigada amor, eu só estava brincando com você. Eu não quero não, pode comer sua gororobinha.
A gestante sorriu amplamente, seus olhos ganharam um brilho de felicidade, sem insistir muito ela rapidamente levou o garfo à boca e apreciou sua última garfada.
– Agora vamos subir pra dormir mais um pouco, antes que essa mistura te faça mal e você ponha isso tudo pra fora. – Jacob abraçou a esposa e ajudou ela a se levantar do banco alto. – Nem tinha te visto aqui bola de pêlos. Bora, vamos subir.
– Jake, amanhã você trás pra mim a torta de sorvete e maçã do seu restaurante? Quero comer no almoço com pernil e calda de morango.
– Claro, claro... O que você e nossa filha quiserem. – gargalhou com o pedido da amada.
Renesmee havia mudado uma pequena parte da sua essência, na verdade, ela conseguia o impossível, o que ninguém jamais conseguiu. Talvez fosse por sua inocência e ingenuidade, mas ele tinha se tornado totalmente dependente dela. A amish era o único lado de bondade que existia em seu ser.
TLAD
A reunião havia começado há horas, mas ninguém chegava a nenhuma conclusão. Como sempre os ânimos estavam alterados, resultando em brigas atrás de brigas.
– Não, definitivamente eu não vou deixar que essa porra aconteça dessa forma! Vamos arrumar outro plano, mas assim não. – Embry andava de um lado para outro da sala. Ele estava alterado, passava as mãos nervosamente pelos fios negros, parecia que a qualquer momento iria arrancá-los da cabeça.
– Embry, não existe outra forma. Não sabemos onde ele está, mas sabemos que ele mantêm gente de espreita no hospital. – Sam falou, seu tom era calmo, ele sempre se mantinha racional.
– Caralho, eu não vou por minha mulher e meu filho em risco, não vou usá-los como isca. Vão todos se foder. – o moreno arremessou um cinzeiro de cristal na parede, o estilhaçando em milhares de cacos.
– Quebrar a porra do escritório não vai adiantar. – Jacob gritou impaciente. – Deixa de ser cabeça dura, cacete.
– Olha quem fala... O próprio destruidor. Você em seus surtos de louco sempre quebra a porra toda, agora vem falar de mim? Puxei ao meu irmão então. – Embry desdenhou do irmão mais velho.
Jacob fechou imediatamente a cara, porém não contestou. Seu irmão tinha razão, eles eram bem parecidos quando de mau humor ou quando contrariados.
– Vamos parar de brigar nessa merda? Isso não vai levar a gente a lugar algum. – Jared cortou, sabia que se não interrompesse, o bate boca dos primos iria render.
– O Jared tem razão, precisamos terminar o plano, sua mina tem que ficar a salvo. – Paul elucidou.
– Sim, eu concordo, mas por a Jenny como isca é perigoso. O cara não a ama, é só uma obsessão e poder de posse, assim que ele se vê em perigo, o instinto de sobrevivência falará mais alto. – Seth apontou para o fato que nenhum deles estava se ligando até o momento.
– Isso é verdade, o cara não vai hesitar em matá-la pra se salvar. Precisamos pensar em algo mais viável e menos perigosos para ela. – Quil concordou.
– Cara, eu tenho uma ideia... Mas vocês vão ficar me devendo essa pelo resto da vida de vocês. – Emmett ditou sério.
Não que ele quisesse pagamento em dinheiro ou algo do gênero, mas era uma forma de falar que só daria a ideia porque acreditava ser a única solução para o problema.
Emmett começou a explicar seu plano a todos, cada um ponderando um ponto importante e aprimorando o plano. Naquele momento era o mais viável a ser feito, o mais seguro. Mas como um todo, ele ainda não agradava totalmente a Embry, ainda tinha um risco mínimo para brasileira. Contudo, o moreno teve que admitir; não existia outra possibilidade.
– Então será assim que faremos. Vai dar tudo certo, não tem como ter erro. – Sam anunciou.
– Mas precisamos deixar a Leah parcialmente ciente de tudo, vamos ter que contar com a ajuda dela. – lembrou Jasper. Leah seria uma peça importante na execução do plano
– Eu ligo pra ela, preciso saber como anda o estado de saúde da Jenny. – Embry já tirava o celular do bolso.
– Você ainda não foi ver tua mina? Caralho Embry, você merece um surra. – Quil esbravejou. – A mulher fica sensível grávida, ela quase perdeu a criança e você aqui de palhaçada. Vai acaba perdendo a namorada.
– Se ele ainda duvida que o filho possa ser dele, não vejo porque ele ficar bajulando a mina, a não ser que independente da paternidade da criança ele decida ficar com ela. – Jared opinou.
Todos olhavam interrogativos para o caçula da família, que mantinha um olhar distante, ele ainda não tinha pensado nessa possibilidade. Depois que colocou a cabeça no lugar e analisou friamente a circunstâncias, tinha certeza que o filho era dele, mas tinha que estar preparado para também existir uma chance mínima de não ser.
– Eu ainda não sei, ok! – Embry admitiu vencido. – Esse filho é meu, tenho certeza, mas não pensei nessa remota possibilidade de não ser. Eu só penso em me desculpar com ela e assumir meu filho.
– Então corre atrás da cagada que fez, por que tenho certeza que ela não vai te desculpar facilmente. Olha a vida de merda que essa garota viveu. Você acha que ela vai te desculpar por ser um babaca? De babaca ela já teve a cota dela por uma vida. – Jacob aconselhava o irmão à sua maneira.
– Principalmente depois que você inseri-la na verdade que escondemos, da vida que levamos. Já parou pra pensar que ela está trocando um relacionamento com um criminoso por outro cara com a vida no crime? Isso vale pra você também Seth! – Jared avisou, chamado a atenção para o fato que os mais novos não tinham se ligado ainda.
–É priminho. – Paul abraçou lateralmente os ombros do cunhado, todos já esperavam por uma gracinha do moreno. — Você levou bem a sério a teoria de fazer mais filhos para dar de padrinho a um membro da família. Correu logo pra garantir sua contribuição.
Todos riam da palhaçada de Paul, até mesmo o próprio Embry.
– Porra primo, você vai ser o padrinho do meu moleque. – Embry abraçou Seth, que já sorria amplamente.
– Acho melhor conversar com a mãe da criança primeiro. Isso é um acordo entre os pais. – Sam ria dos dois caçulas se cumprimentando com demasiada alegria.
– Ela vai aceitar. A Jenny já se amarra na minha. – Seth falou de forma convencida. – Sem contar que a Babi já é a madrinha mesmo. – deu de ombros.
O clima ficou mais leve, todos conversavam e brincavam pra descontrair, mas eles sabiam que logo as coisas mudariam de perspectiva, o clima ficaria bem pesado. Os The Wolf partiriam para um acerto de contas bem pessoal.
TLAD
Sobre o leito hospitalar a loira repousava, havia acabado de acordar e ligará a televisão para se distrair. Jenniffer odiava hospitais, mas sabia que em seu caso não tinha jeito, precisava permanecer ali.
Já havia se passado nove dias que estava internada, já era pra ter tido alta, mas um novo sangramento a deteve por mais alguns dias ali.
Barbara tinha voltado a trabalhar, mas passava diariamente para ver a amiga, em várias noites dormia no hospital com ela. Embry também tinha tentado algumas visitas, sempre levando flores e chocolates, mas o nível de irritação estava elevado na brasileira, o que não contribuiu para um possível perdão do moreno.
– Pode entrar. – Jenniffer autorizou a visita, que batia na porta, a entrar em seu quarto.
– Olá, como está se sentindo hoje? – Leah perguntava alegremente, ela trazia uma notícia que agradariam a brasileira.
– Hoje estou me sentido bem, mas parece que é só saber que se esta grávida para os sintomas começarem a aparecer. Eu estou tendo bastante azia e enjôo, talvez a minha gastrite contribuam pra isso.
– Enjôo, náuseas e azia são comuns nesse primeiro trimestre, mas ficaremos de olho nisso, porque pode ser patológico também. Você perdeu peso nesse período que esteve aqui, mas é relevante devido à alimentação hospitalar.
– Sim, ficarei de olho e se sair do padrão normalidade eu lhe avisarei.
– Jenniffer, é uma opção sua me manter como a sua obstetra, mas ficarei feliz e honrada se puder acompanhar a sua gestação de perto.
– Eu confesso que tinha ginecologista aqui em New York, mas Seth me falou tão bem de você e fui muito bem tratada por ti, que prefiro permanecer sobre os seus cuidados.
– Então oficialmente como a sua obstetra, eu preciso passar minhas recomendações. – Leah avisou. – Sua gravidez será de risco, pelo menos nesse primeiro trimestre. Os abortos que no passado fizeram em você causaram pequenos danos em seu corpo, agora o seu feto não consegue se fixar como deveria em seu útero. Sem contar que a implantação foi baixa, por isso dos sangramentos. Você ficará de repouso parcial, não tem como voltar a trabalhar, permanece muitas horas de pé não é uma possibilidade pra você.
– Tudo bem. Eu farei o que for preciso pra deixar meu bebê seguro. – Jenniffer estava nervosa, mas tentava não demonstrar.
– Isso. – Leah sorriu orgulhosa da garra que a brasileira demonstrou. – Quero lhe ver a cada quinze dias em meu consultório, aqui esta o endereço, é só ligar e agendar com minha secretária. – entregou o cartão. – E agora vou assinar sua alta, você já pode ir para casa, mas tomando os cuidados que te falei e outros que deixarei por escrito.
A brasileira sorriu com a ideia de ir para casa, não aguentava mais o ambiente hospitalar.
– Ah, tem outra pessoa querendo lhe ver. Ela veio a pedido do meu primo. – Leah falou antes de deixar o quarto, isso aguçou a curiosidade da loira.
Pela porta uma linda loira entrou, ela exalava segurança e poder em sua imagem. Jenniffer sentiu uma pontada de ciúmes, ficou se perguntando de onde o namorado conhecia tão bela mulher.
– Boa tarde. Meu nome é Rosalie, mas pode me chamar de Rose. É um prazer te conhecer.
– Ah, claro. – Jenniffer se sentiu uma idiota ao olhar para loira, com certeza sua boa estava levemente aberta. – Prazer é meu, Jenniffer. – se apresentou no fim.
– Eu vim a pedido do Embry, vou lhe tirar com segurança aqui do hospital. Sei que lá fora tem homens prontos pra te raptar, mas eu também não estarei sozinha, disfarçados por todo perímetro terá homens nos escoltando.
– Nossa! Você é segurança? Não diria jamais. Você é tão... Linda e feminina. – a brasileira falava sem pensar. – Me desculpa, não era isso que queria dizer.
– Tudo bem, eu entendi o que queria dizer. – Rose sorria gentilmente. – Pronta para ir para casa? Mas vamos esperar anoitecer primeiro, faz parte do plano. – limitou-se a falar.
– Mas e minha amiga? Ela não pode ficar só, ela também corre perigo.
– Querida, não se preocupe com nada, já temos um plano perfeito, todos ficarão em segurança, principalmente você.
As loiras conversavam para passar o tempo e se conhecerem melhor. Rose contou, sem entrar em detalhes, como conhecia o namorado da brasileira. Também contou sobre as palhaçadas que os mais novos sempre aprontavam. Jenniffer não conseguia parar de rir, com certeza aquela era uma versão que Embry jamais lhe mostraria.
Já eram dez horas da noite quando a brasileira deixou o hospital na companhia da bela loira. Elas saíram conversando de forma descontraída, como se fossem amigas há anos, isso fazia parte do plano, mas elas fizeram sem esforço. Logo um taxi parou na frente do hospital e Rose direcionou a brasileira para ele.
– Olá, vamos pra sua casa, o plano está saindo como o esperado. – o motorista falou, mas a brasileira não estava entendendo absolutamente nada. – A propósito, sou o Emmett, esposo da Rose e amigo do seu namorado.
– Ah tá. Prazer, Jenniffer. – se limitou a falar, estava confusa, mas achou que não era hora de perguntas.
Quando Emmett propôs o plano, exigiu que ficasse com a esposa durante toda a execução. Não que ele não confiasse nos amigos, mas ele tinha certeza que se precisasse daria a vida por ela.
– Toma amor, fica com um pente extra. – Emmett passava a munição de pistola para a esposa por baixo do banco, os homens que os seguiam não podiam desconfiar que se tratava de uma armadilha.
Rose prontamente pegou e colocou na cintura, escondendo na calça branca justa. Sua pistola estava do outro dado, mas a blusa preta de seda com o blazer azul Royal camuflavam.
– Está com medo? Não precisa ficar, vai da tudo certo. – Rose tranquilizou a loira mais jovem, ela tinha os olhos arregalados.
– Tomara! Que Deus nos proteja. – Jenniffer fez o sinal da cruz como sua avó sempre lhe ensinou.
Internamente ela rezava, alheia a conversa do casal. Sua mente pedia e implorava por Deus lhe ajudar, por fim – de alguma forma- em seu sofrimento. Ela não reparou quando o carro parou em frente ao prédio em que morava.
– Chegou a hora, querida. – Rose chamou sua atenção, agora que Jenniffer reparava onde estava. Seu coração começou a trotar compulsivamente. – Vamos agir normalmente como duas amigas, se formos abordadas não reaja, entre no meu jogo somente. – Rosalie abria a bolsa e pegava as notas, pagando pela corrida de taxi. Tudo precisava parecer real. – Já pegue a chave e mantenha em mãos, precisamos entrar rápido na portaria, deixa que levo sua bolsa.
– Ok, deixa só procurar... – as mãos tremiam pelo nervosismo e adrenalina, por milagre ela rapidamente achou seu chaveiro. – Achei.
– Perfeito, está na hora de descermos. Nós vamos entrar e não olhar mais para trás.
Rosalie desceu primeiro, ajudando a loira mais jovem a descer depois. Jenniffer em um ato reflexo correu seus olhos pela rua deserta e seu pânico a dominou assim que avistou o carro negro estacionar mais a frente, a uns cem metros de distância de onde ela estava, e dele descer quatro homens, dois deles sustentado um sorriso sádico e cruel.
– São eles, são eles... – sussurrou já em pânico para loira que a acompanhava.
Rose nada disse, somente olhou de esguelha, rapidamente conduzindo a brasileira para entrarem na portaria do prédio onde ela morava. Jenniffer tremia ao tentar enfiar a chave na fechadura, mas assim que conseguiu, abriu e entrou, fechando-a rapidamente depois. Naquela hora da noite não tinha mais o zelador na portaria, ele já havia ido embora.
Elas quase que correram para o elevador, que por ajuda divina estava parado naquele andar, parecia que as esperava.
Cinco tiros foram ouvidos pouco tempo após as portas de metal se fecharem. Rosalie franziu o cenho, ela sabia que todos os The Wolf estavam usando silenciadores em suas armas, o que a fez concluir que era tiro do inimigo. A reação da loira mais velha não passou despercebida pela jovem, que ficou pálida, já entrando em desespero.
– Fique calma, você sabe que não pode se desesperar. Mantenha a calma por seu filho. — Rose falou firme com a loira, sabia que independente do que ouviu, seu bando seria o vencedor no fim. – Agora vamos que sua amiga está nos esperando, tenha certeza que ninguém entrará em seu prédio para levá-la. – falou por fim, passando segurança em suas palavras.
Jenniffer por um momento acreditou que sua vida fosse começar a entra em uma nova fase, mais segura e livre de todos os seus pesadelos.
– Amiga! – Barbara já esperava com a porta aberta, correndo pra abraçar a grande e inseparável amiga. A morena também escutou os tiros, mas não conseguiu ver nada pelas janelas do apartamento.
Elas permaneceram por alguns minutos abraçadas, mas logo Rose as conduziu para o apartamento, fechando e trancando a porta. Ela sabia que agora estavam em total segurança, mas mesmo assim destravou a pistola e manteve-se em alerta para entrada principal do imóvel.
TLAD
A pequena rua sem saída estava deserta naquele momento, por se tratar de uma rua residencial, a maioria dos seus moradores já estavam em casa naquela hora da noite. Ao longo de sua extensão alguns carros estavam estacionados de forma aleatória, porém, estrategicamente posicionados. Eles se misturavam aos demais, não levantando suspeitas do porque de estarem ali.
No interior de cada carro de vidro negro homens armados esperavam o momento exato para entrar em ação. Como parte crucial do plano, Rose escoltaria em segurança Jenniffer até em casa. Eles sabiam que os bandidos brasileiros eram covardes demais para agirem se a visse acompanhada de homens. Rose era a isca, ela daria a falsa segurança que eles queriam.
– Caralho Embry, para de sacudir essa porra de perna, isso já esta me irritando. – Jacob falou impaciente com o irmão, ele não parava de sacudir a perna como um velho ansioso.
– Não é a tua mulher que está em perigo, caralho.
– Exatamente por isso que você tem que ficar calmo, ou vai estragar tudo. – Quil interviu. – Fica com a cabeça no lugar porque se não você vai fazer merda.
– Emmett acabou de avisar que está parando em frente ao hospital agora pra pega-las. – Paul comunicou aos demais.
Naquele carro estavam Jacob, Quil, Embry e Paul.
– Então em no máximo dez minutos eles chegam. — Jacob concluiu, já tirando a arma da cintura, conferindo o pente, colocando o silenciador e destravando-a por fim. Os outros três fizeram o mesmo. – Avisem aos outros, preciso ligar um minuto pra casa.
Enquanto Paul atualizava o que ocorria aos demais do bando, que se encontravam no interior dos outros carros espalhados ao longo da rua, Jacob ligava pra casa.
– Oi Nessie, está tudo bem? Entregaram a torta pra você?... Que bom que gostou... – Jacob conversava com a esposa. Ele havia mandado entregar à torta que ela tanto queria comer. – Amor, eu não posso ficar falando agora, só liguei pra avisar que provavelmente não dormirei em casa hoje... – parou para escutar o que ela dizia. – Não, esta tudo bem. Só irei ajudar o Embry a resolver um problema. Isso deve levar um tempo, não se preocupe comigo, ok! Durma bem... Também, tchau! – encerrou a breve ligação. Jacob sustentava um sorriso contido nos lábios.
– Ah! Pau mandado. – Paul zombou.
– Quantas mensagens você já mandou pra minha irmã até agora? – Jacob devolveu a provocação de forma debochada.
Paul não respondeu, ele estava conectado naquele momento com Rachel no WhatsApp.
– Também avisei o mesmo pra Claire. – Quil deixou escapar.
– É o Emmett. – Embry alertou aos demais assim que viu parar o taxi que tinham arrumado para por em prática o plano. – Vamos ficar em alerta, qualquer coisa entramos em ação.
Eles ficaram em silêncio, observando o taxi parar em frente ao prédio que a brasileira morava. Emmett estava com uma escuta, o que permitiu que todos ouvissem o que se era falado no interior do veículo. Embry sentiu o coração apertar ao ver o quanto sua namorada estava amedrontada. Desejou matar lentamente o homem que causava tanto pânico nela.
Em um movimento rápido e inesperado Embry abriu a porta do veículo antes do combinado, ele não se conteve ao ver o homem que tanta dor causou em sua namorada se aproximar cada vez mais dela.
Jenniffer tinha conseguido entrar em seu prédio poucos segundos antes dele descer do veículo, o que antecipou a ação dos demais.
Como de costume, todos os The Wolf usavam toucas ninjas, eles não poderiam arriscar que alguma possível testemunha os reconhecesse, afinal, eles eram empresários famosos, estavam sempre saindo em revistas e colunas sociais da grande Manhattan.
Tal medida precipitada do caçula dos The Wolf deixou os inimigos em alerta, que sacaram suas armas da cintura e começaram a atirar pra cima deles.
Um tiro acertou Embry no braço, mas ele não parou de avançar, a adrenalina não permitiu que ele sentisse dor. Paul correu pra salvar o primo, uma vez que o caçula estava na mira do rival.
– Ah seu filho da puta desgraçado. – Paul partiu como um homicida pra cima de Beto, ele havia acertado um tiro na lateral da cintura dele.
O tiro era para Embry, que agora estava a salvo no chão graças ao cunhado.
Paul irado era indestrutível e letal, Beto sentiu isso na pele ao ter um violento soco desferido em sua cara. O moreno o imobilizou e lhe deu um mata leão. Beto apagou em segundos.
– Vamos sair daqui agora antes que a polícia chegue. – Jacob alcançou o primo e o ajudava a algemar o brasileiro desacordado, jogando-o na mala em seguida.
– Bora, já está tudo limpo. – Jasper comunicou.
Eles saíram cantando pneus.
Toda ação não tinha durado nem cinco minutos, se chegou a tudo isso. Enquanto alguns colocavam os corpos desacordados nos porta-malas, outros recolhiam os cartuchos de bala. Nada poderia ficar para trás, mesmo que as armas fossem ilegais e não registradas, poderiam contribuir em uma investigação da policial.
– Como todos estão? O que aconteceu? Caralho, a Rachel vai me matar. Essa porra está queimando pra cacete. Eu vou matar esse filho da puta com requinte de crueldade. – Paul não parava de resmungar, ele estava exasperado por ter sido atingido.
– Estão todos aparentemente bem, Lancarter já está nos esperando. Além de você, Seth, Embry e Quil também foram atingidos, mas ao que parece, não foi nada grave. – Jacob comunicou o cunhado.
Paul xingava e reclamava o tempo todo. Ele não admitia ter sido atingindo, principalmente porque sua esposa falaria aos montes em seus ouvidos.
Uma opção de caminho mais tranquilo e pouco movimentado foi tomado rumo ao casarão do crime, o bando não poderia correr o risco de serem abordados pela polícia durante o trajeto. Como explicariam os homens algemados e amordaçados no porta-malas?
Emmett já havia feito o mesmo trajeto minutos antes e confirmado que era seguro.
Pouco mais de vinte minutos o comboio de carros adentrava a fortaleza do casarão. Dos automóveis desciam os poderosos The Wolf.
– Vocês já sabem o que fazer. – Emmett ordenou para os seguranças, que assim como ele, aguardavam na entrada do casarão os patrões chegarem.
– Eu vou acabar com esse desgraçado agora mesmo. – Seth já se direcionava para mala do carro em que Viny estava. Ele estava possesso em sua ira.
– Você não vai porra nenhuma. – Sam conteve o irmão caçula. – Primeiro você vai cuidar do seu ferimento, ele não vai escapar daqui vivo.
– Esperar caralho nenhum, vamos acabar logo com esses desgraçados. – Embry endossou o corro com o primo, queria acabar logo com tudo aquilo.
– Vai acabar é o cacete. – Paul cortou. – Eu também quero dar uma boa surra nesse filho da puta que me atingiu, mas primeiro vamos ver a gravidade dessa porra, não vou me foder por causa desse babaca de merda.
– Vamos que o Lancarter já está esperando por vocês lá dentro. – Emmett chamou os demais.
Mesmos contrariados Seth e Embry seguiram os outros, realmente precisavam de cuidado, os ferimentos já começavam a latejar e queimar.
Quatro horas depois de terem chegado ao casarão, todos os feridos já estavam devidamente cuidados. Paul havia levado um tiro de raspão no lado direito da barriga, nada grave, mas precisou de alguns pontos e medicação. Quil sofreu pequenos cortes na face, pescoço e braços causados por estilhaços de vidro de um dos veículos parado próximo a ele. Seth um tiro de raspão no ombro esquerdo, que também precisou de pontos. E Embry um tiro no braço e outro de raspão na coxa, Lancarter já havia removido a bala e suturado os cortes. Os demais nada sofreram.
– Na próxima vez que você agir como um idiota amador, eu mesmo vou meter uma bala na sua bunda. – Paul ameaçou Embry, ele ainda estava revoltado por ter se ferido, principalmente pela estupidez do cunhado. – É melhor depois você explicar pra Rachel que foi pra salvar a sua pele que eu me feri, caso ao contrário, ela vai me matar por achar que agi de forma impulsiva e coloquei a minha vida em risco.
– Depois o pau mandado sou eu. – Jacob gargalhava da cara de poucos amigos que Paul fez.
Todos estavam na sala que ficava ao lado do consultório de Lancarter, eles aguardavam somente Embry se recuperar por completo da anestesia. Estavam sentados esparramados nos confortáveis sofás que tinham ali.
– Já me sinto bem, acho que podemos começar a diversão agora. – Embry comunicou aos demais, ele carregava um olhar assassino.
– Deixa-me verificar primeiro. – Lancarter testava os refles do moreno. – Não quero a Lee me matando antes do nosso casamento. Já está bem, mas cuidado pra não arrebentar esses pontos. Isso vale para vocês três também. – ditou por fim, apontando para Seth, Quil e Paul.
– Ora da diversão! – Jacob se postou de pé rapidamente, esfregando uma mão na outra, seu olhar era diabólico.
Todos se postaram de pé, seguindo o caminho em direção ao porão do antigo casarão, que mesmo todo restaurado, mantinha a característica de arquitetura antiga.
– Ora, ora, ora... O que temos aqui? O esgoto podre do Brasil. – Jacob desdenhou assim que entraram no porão do casarão. Aquela área havia sido adaptada para servir para fins de tortura.
Os homens que estavam acorrentados ao teto olharam na direção de onde enormes homens entravam. Eles não demonstraram medo, somente raiva por estarem naquela posição. Um sorriso de desdém deixou os lábios feridos de um dos brasileiros.
– Olha só quem também está aqui Beto! Os dois empresariozinhos de merda que estão fodendo a vagabunda da Barbara e a tua esposa. – Viny falou arrogante.
O brasileiro imaginou que por estar naquele porão pouco iluminado, ele levaria um belo corretivo, mas não abaixaria a guarda até fim. Porém, no momento que viu os dois morenos mais jovens adentrarem o ambiente, soube imediatamente que não sairia vivo dali. Com isso, planejou que se fosse pra morrer, deixaria grandes fantasmas atormentando a cabeça de cada um deles.
Beto entendeu o plano do comparsa na mesma hora.
Sam, Jared, Jasper e Jacob continham Seth e Embry, ambos estavam possessos, pronto pra matar os dois homens acorrentados ali, mas os The Wolf não queriam uma morte rápida para os brasileiros.
– Qual é o filho da puta que está comendo a MINHA MULHE? – gritou possessivo. – Só eu que posso foder com aquela cadela do todas as formas possíveis, como eu bem entender. Ela é minha, cada parte daquele corpo me pertence. Sempre adorei ver aquela vadia chorar implorando pra não ser fodida... A força sempre foi bem mais gostoso!
– Vocês também pegam em grupo a piranha da Barbara? Ela sempre berrou quando eu a pegava com uns amigos, mas no fundo, eu sei que ela amava aquilo. Você se lembra daquela vez que fiz uma festinha na minha cobertura, Beto? – o inglês era ruim, mas todos compreendiam cada palavra dita com forte sotaque.
– Claro que eu me lembro... Principalmente quanto ela implorava para pararmos enquanto nós a pegávamos ao mesmo tempo. — Beto ostentava um sorriso malicioso nos lábios finos.
Aquelas palavras foi o estopim para inflamarem em um nível máximo o ódio de cada moreno naquela sala. Não que eles fossem santos, pelo contrário, sempre foram adeptos a todos os tipos de orgias e depravações relacionados a sexo, porém, jamais precisaram forçar qualquer mulher que fosse. Elas sempre se ofereciam de bom grado a eles. Todos repudiavam o ato forçado com uma mulher, e imaginar alguém fazendo isso com suas esposas ou namoradas os incomodou ao limite.
Embry e Seth não eram mais contidos pelos outros, todos entenderam que era uma questão de necessidade descarregar toda a raiva por cada palavra proferida pelos brasileiros.
– Seu desgraçado miserável, você vai se arrepender por cada dor que causou na MINHA — gritou com possessão- Babi! — Seth havia desferido um soco tão violento na face do brasileiro, que com a força do impacto do seu punho no rosto de Viny, esfolou a pele da sua mão direita. Ela já começava a sangrar.
Viny apagou de imediato com o soco.
Embry nada disse, caminhou lentamente em direção à bancada com artigos para serem usados em tortura, pegou uma faca pequena e afiada, e voltou a caminhar na direção que o rival estava acorrentado. Beto observava cada gesto do moreno em silêncio, ele tentava conter seu desespero, mas não estava obtendo muito sucesso. A fisionomia do caçula Black estava transformada, nem mesmo seus irmãos e primo o reconheceram.
Com frieza e incrível calma, ele aproximou a afiada faca no abdômen do brasileiro e a empurrou lentamente. Beto se debatia na tentativa de se soltar, mas não obteve muito sucesso, as correntes que o prendia eram precisas.
Embry perfurava lentamente o abdômen do rival, chegando a atingir o baço. Ele sabia que tal ferimento o faria sangrar e sentir muita dor, mas que não seria capaz de matá-lo tão cedo. Seu prazer só aumentava a media que os olhos castanhos demonstravam dor e desespero.
– Tive uma ideia bem propícia para toda essa situação. — Paul simulava uma tacada com o taco de baseball no ar, seu sorriso era demoníaco. — Tirem as roupas deles. — ordenou aos empregados.
Um lampejo de compreensão passou pelos demais, que espelharam seu sorriso do maléfico!
Viny começava a despertar no momento em que os homens que trabalhavam para os The Wolf rasgavam suas roupas com facas afiadas, nenhum cuidado era tomado na execução da ordem, o que ocasionava cortes na pele dos brasileiros. Beto se debatia como podia, ele já começava a imaginar o que viria pela frente.
– Segurem-nos bem firme, vamos ver se eles gostam mesmo de atos à força. — Paul distende por seus lábios carnudos mais um sorriso maléfico, agora todos já compreendiam o que se passava pela cabeça sádica.
Quatro homens faziam a contenção de cada um dos dois brasileiros, os dois outros comparsas que estavam com eles na hora da abordagem já haviam sido mortos, não era interessante mantê-los vivos. Beto e Viny gritavam implorando para serem mortos rapidamente.
– Não precisa implorar pela morte, logo irão abraçar o diabo. — Jacob desdenhou. Ele trazia outro taco de baseball nas mãos, só que esse era de metal. — Faça as honras da casa meu irmão. Divirta-se! — entregou o taco para o caçula.
Paul também repetiu o ato com o irmão mais novo. Seth já se postava nas costas do rival.
– Vamos ver como é a sensação de tomar alguém na marra. Você nunca deveria ter machucado de qualquer forma que fosse a Jenniffer, na verdade, você jamais deveria ter cruzado o caminho dela, muito menos o meu. — Embry virou o taco, direcionando a parte mais fina do taco na direção do brasileiro, ele sabia que a parte grossa não entraria em um primeiro momento. — Inclinem um pouco mais o corpo desse filho da puta pra frente e o segurem firme. — ordenou por fim.
Todos se posicionaram perante Beto, queriam ver a cara de desespero do homem quando estivesse sendo invadido por trás com o taco. Paul filmava a cena com seu iPhone, sabia que Embry iria querer assistir depois, talvez, aquilo aplacasse a sua raiva.
Embry tomou distância... E com força e precisão introduziu o taco de baseball na região traseira do rival. Um grito estrangulado escapou da garganta do brasileiro, ele chegou a desfalecer, a leve pele bronzeada perdeu totalmente a cor.
Viny já chorava ao saber que teria o mesmo destino.
Embry retirou o taco e voltou a introduzi-lo, dessa vez enterrando ainda mais o taco no ânus de Beto, o homem não tinha mais voz, estava entorpecido pela dor.
O caçula dos irmãos Black não cansava. Enquanto repetia consecutivamente a invasão, sua mente viajava em cada imagem que criou em sua cabeça com tudo que o rival falou que fazia com sua amada. Agora ele compreendia o quanto a amava, o quanto foi injusto e cruel com ela. Jenniffer passou por cima de sua dor e de seus traumas, para entregar-se de alma para ele. Isso não era indiretamente uma prova de amor?
– Já chega! — Quil interviu. — Assim vai matá-lo antes da hora. — o moreno segurava com força o braço do irmão, o impedindo de continuar.
– Minha vez! — Seth se mantinha sério, sua cabeça também rodava por cada palavra falada por Viny. Se o brasileiro soubesse com quem estava se metendo, jamais teria falado tais coisas, guardaria pra ele mesmo. — Então Viny, está pronto pra sentir prazer? Porque eu estou pronto, principalmente enquanto estiver implorando pra que eu pare.
Ao contrário do primo, Seth não virou seu taco. Ele era um pouco mais fino que o de metal, o que viabilizou que a invasão pudesse ser feita daquela forma mesmo, assim, ele optou por manteve a parte mais grossa na direção do inimigo.
– Essa eu quero ver! — Paul gargalhou. — Viny, pode deixar que eu até vou dar um zoom pra ver a sua carinha de prazer.
Emmett, Jacob e Quil gargalhavam igualmente divertidos, eles adoravam torturas.
– Não... Não... Nãoooooo... — Viny berrou ao ser invadido por trás com violência.
– Tá gostando? — Seth perguntou com escárnio. — Pode deixar que eu vou te dar muito mais. — ele retirou e introduziu ainda mais fundo o taco.
– Que merda é essa? — Jacob perguntou ao ver a poça que havia se formado no chão. — A menininha fez xixi? Que bonitinha. – debochou do brasileiro. — Capricha mais primo, mostra que com os The Wolf não se mexe, muito menos com as nossas mulheres, elas são sagradas.
A menção do nome criminoso do bando alertou aos dois brasileiros, agora eles compreendiam exatamente aonde haviam se metido. Eles não eram do mesmo ramo criminoso do grupo, mas conheciam a fama mundial que o bando tinha no universo do crime. Eles estavam literalmente fodidos em todos os sentidos!
– Caralho, olhem essa porra! — Paul apontava para o membro exposto de Viny.
Todos gargalhavam de deixarem cair lágrimas.
– Tá gostando Viny? — Jacob perguntou com dificuldade, as gargalhadas dificultavam a tarefa.
– Mete bronca Seth, ele está gostado. — Quil incentivou o primo.
Viny não tinha mais controle do próprio corpo, que estava lhe pregando uma peça cruel. Involuntariamente seu membro começou a ficar rijo, não por prazer, mais por está quase atingindo seu limiar máximo de dor. Ele não suportaria por muito tempo.
– Ok, já deu Seth. — Sam conteve o irmão caçula. — Ele chegou ao limite, vamos passar para próxima etapa. — o mais velho sabia que em um momento de dor extremamente aguda, muitas vezes ocorria uma ereção involuntária.
– Acho que seria legal usarmos isso! — Jacob pegou a enorme tesoura de jardinagem na bancada de tortura. — Vamos podar o mau pela raiz?
– Acho que será mais interessante começarmos por nosso excitadinho. — Emmett enxugava as lágrimas que escorria de seus olhos, a risada era contida com dificuldade.
Seth largou o taco e pegou a tesoura das mãos primo, abrindo e fechando no ar com força, testando o corte. O som produzido era característico das lâminas se chocando uma com a outra. O caçula Clearwater posicionou as lâminas abertas no membro rijo de Viny e fechou com rapidez e precisão. O brasileiro proferiu um berro sem som! O sangue jorrou, levando-o rapidamente a inconsciência.
– Chegou a sua vez meu, amigo! — Paul proferiu com sarcasmo.
Embry pegou a tesoura e sorriu, seu sorriso era tão perverso que até os demais ficaram com medo. Ele se posicionou agachado na frente do inimigo, posicionando a tesoura não só no membro flácido, como também nos testículos de Beto.
– Essa vai doer pra porra. — Jared falou automaticamente.
– Ela nunca vai ser sua. Alguém do meu grupo vira pra matar essa vagabunda e o bastardo imundo que ela carrega na barriga. — Beto ousou falar.
Ele blefava. Provavelmente ninguém acharia seus restos mortais, muito menos saberiam que o seu caminho havia se cruzado com os poderosos The Wolf, mas ele queria atingir uma última vez o homem que ficaria com a sua mulher.
Embry se viu cego. Ele concentrou todo seu odiou e força no movimento firme que fez pra fechar a tesoura.
Beto, que já estava fraco pelo sangue que perdia desde a facada no baço, assim que a lâmina decepou seus órgãos genitais, ele apagou de imediato tamanho foi à dor!
– Vamos queimá-los, eles ainda estão vivos. — Jasper sugeriu. — Merecem sofrer até o fim.
Quil e Jacob já pegavam os galões de gasolina, ateando sobre os copos acorrentados e inertes!
– Façam as honras! — Sam entrou as caixas de fósforos para os caçulas do bando.
Seth e Embry tomaram uma boa distância dos corpos, assim como os demais, e em riscar precisos ascenderam os palitos.
– Vão por inferno! — os dois falaram juntos, atirando os palitos na direção dos corpos, que incineraram imediatamente.
Gritos eram ouvidos cada vez mais baixos, todos do bando dos The Wolf observavam a cena dos dois corpos queimando bem diante de seus olhos. A satisfação dominava-os!
– Dêem um jeito nesses estrumes, não deixem rastros, vão vir procurar por eles em algum momento. — Sam pediu para Emmett assim que constataram que os corpos já não tinham mais vida.
Emmett por sua vez delegou a tarefa para homens competentes e eficazes na execução desse tipo de serviço.
– Acabou. Agora elas estão em paz, nada mais vai atormentá-las. — Jacob posicionou a mão no ombro machucado do irmão, a camisa clara que ele vestia estava banhada de sangue novamente. — Vai ver isso com o Lancarter, deve ter arrebentado algum ponto.
Embry nada disse, ele nem se mexeu, seu olhar era distante e vago.
– Isso nunca terá fim, as cicatrizes são profundas demais. Elas vão carregá-las para sempre, assim como nós depois de tudo que escutamos. – Seth ditou aéreo.
– E vocês não compreenderam o que esses merdas tentaram fazer? Eles queriam ferir e afetar vocês de alguma forma. Eles eram tão cruéis como nós, não iriam se render facilmente. De algum jeito eles queriam vencer vocês. Se deixarem se abalar por tudo que falaram, eles no fim vão sair vitoriosos, terão alcançado seus objetivos. — Jared falou sabiamente, ele era o mais perspicaz de todos. — O que foi feito não tem como voltar atrás, mas se fosse comigo e com minha Kim, eu passaria a amá-la ainda mais, compensaria toda a dor e trauma que ela sofreu no passado. — ele deixou o porão sem dizer mais nada, não precisava.
Uma promissora semente havia sido plantada na mente não só dos caçulas, com em todos os demais que ali estavam. Erros podem ser amenizados com boas ações e muito amor.
Continua...
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