Notas iniciais
Oláaaa leitoras lindas e queridas... Como foram de virada de ano? Esperamos que tenha sido tudo maravilhoso para todas... Será um ano de muitas realizações e renovações... Que venha 2015 com força total! Primeiro capítulo do ano... Cheio de revelações... Muita tensão!!! Nós iremos confessar que estamos um pouco tristes com vocês leitoras. Temos recebido poucos Reviews... Isso está desanimando um pouco! Vamos contribuir com Tlad... Deixem suas opiniões, sugestões, comentários ou até críticas! Mas não deixem de expressar a opnião de vocês! Capítulo importante, mas teremos pouco do nosso casal favorito. Mas no próximo... Será fofo! Vamos ao primeiro capítulo de TALD de 2105? Bora apreciar sem moderação!!!!

TWO LIVES: A DESTINATION!

Parecia que o mundo tinha entrado em slow motion, por que cada movimento era visto pela loira com uma agonizante lentidão. Suas mãos suavam frias, seu coração batia em descompasso e a respiração estava contida em seus pulmões, que doía a cada segundo a mais que passava. Tal reação não passou despercebida pelo namorado, que segurava firme em sua cintura. Embry sabia que tinha algo de muito errado em tudo aquilo.

A maçaneta girou lentamente e com um rangido incômodo a porta foi aberta, revelando a figura feminina no escuro do quarto. Seth não esperou ser convidado, já entrou acendendo a luz e procurando por algo – ou alguém — oculto no quarto. Mas o que foi revelando-se pela recente iluminação foi à bela face da morena, que estava traumatizada com edemas e hematomas.

A expressão enfurecida de Seth logo se transformou em choque. Ver a namorada com o belo rosto quase que desfigurado foi uma surpresa bem desagradável para ele.

– O que está acontecendo aqui? – Embry foi o primeiro a esboçar uma reação. Ele cada vez entendia menos a estranha situação.

Seth ainda olhava a face maltratada da morena, ele tentava raciocinar o que estava acorrendo, parecia que toda sua perspicácia e inteligência tinha se evaporado como fumaça.

– Éeer... Nada! – Jenniffer estava nervosa com tudo que tinha ocorria, não conseguia ser rápida na desculpa. – A Babi... Éeer... – gaguejou mais uma vez.

– Fui assaltada! – Barbara cortou a amiga, sabia que ela nervosa ficava desesperada e só falava bobagem. Bem ou mal ela teve tempo de pensar em uma desculpa plausível. – Fui assaltada por um vagabundo, provavelmente um viciado. Na adrenalina do momento acabei reagindo e deu nisso. – apontou para si própria, indicando a face e os membros ralados.

Seth, que até o momento estava em transe com a revelação, correu para acolher a morena em seus braços. Ele se sentiu impotente e falho na proteção da sua morena.

– Quem fez isso com você? Onde aconteceu? – o desespero dominou Seth. -Fala Babi... Fale logo! – segurou os braços da namorada, que gemeu pela força e pelos arranhões que continha naquela região.

– Seth, me solta... Está me machucando!

– Me desculpe! – retornou a abraçá-la com carinho, passando segurança naquele gesto.

– Por que vocês esconderam uma coisa dessas? Não vejo necessidade. – falou Embry. – Vocês não podem ocultar algo grave desse jeito. Barbara foi espancada por um viciado de merda e vocês acharam que poderia esconder da gente? Isso é totalmente inaceitável. – o moreno estava nervoso, para ele alguma coisa não fazia sentido naquela história. – Conte-nos o que aconteceu, Babi. Queremos cada detalhe que possa nos ajudar a encontrar esse filho da puta. – ditou autoritário.

– Não! – Jenniffer protestou elevando a voz, deixando transparecer todo o seu estado emocional alterado.

– Como não? – Seth rebateu incrédulo. – Somos influentes... Podemos dar um jeito em toda essa situação. O Filho da puta que fez isso com a minha mulher não irá sair impune.

– Esquece isso Baby, não tem mais nada que você possa fazer. Agora é só tomar mais cuidado e não reagir a nenhum assalto. – Barbara olhou discretamente para amiga, confirmando que não podiam contar nada.

Em suas inocentes cabeças, Viny era um alto risco ao bem estar dos jovens e ricos empresários. Se elas soubessem de toda verdade sobre a vida dos atuais namorados, teriam contado imediatamente o que realmente acontecia, sobre todo passado traumático e obscuro que elas tiveram.

– Não é isso! – Embry afirmou com segurança. – Vocês estão nos escondendo algo... Só basta saber o quê e o porquê!

– Não escondemos nada, Honey. – Jenniffer falou carinhosa, alisando o braço do namorado, chamando-o pelo apelido íntimo. – Só não tem mais o que fazer. Vocês podem acabar se machucando com tudo isso, não sabemos quem é quem hoje em dia.

– Você só pode está de brincadeira. – sorriu sem qualquer resquício de humor. – Acha mesmo que alguém pode nos machucar?

– Por favor, vamos esquecer tudo isso. – Barbara suplicou. – Foi um dia ruim para mim. Só preciso me cuidar e me recupera desse dia de merda. – escondeu a face machucada no forte peito do namorado, que a acolheu com amor em seus braços quente.

Embry e Seth ainda tentaram arrancar algum detalhe de tudo que havia acontecido, mas nada conseguiram. Se antes já estavam desconfiados de algo, agora eles tinham certeza.

Barbara e Jenniffer respiraram aliviadas quando os namorados pararam de questioná-las.

Eles ficaram mais um tempo mimando as respectivas parceiras — visto que a loira ainda queimava de febre -, contudo, logo foram embora.

As brasileiras fizeram um juramento que não envolveriam os namorados em seus passados obscuros, de alguma forma elas achavam que podiam dar um jeito em tudo e não os envolve em toda sujeira que escondiam.

– Você acreditou no que elas disseram? – Embry perguntou ao primo assim que entrou no elevador, queria ver a conclusão que ele havia chegado.

– Óbvio que não! – Seth respondeu sem humor. – Elas estão escondendo alguma coisa da gente. Talvez estejam devendo grana a alguém, provavelmente um agiota... Elas não são viciadas, saberíamos se fossem... – falou pensativo. – Acho que está na hora de dar um celular de presente pra Babi, igual ao que você deu pra Jenny. – sorriu sugestivo. – Além de colocar alguns carrapatos na cola dela.

Embry e Seth sorriram maléficos, logo deixando o prédio das brasileiras e indo resolver todas as suas novas pendências.

Eles iriam descobrir toda a verdade que circulava as belas brasileiras, a questão tinha passado a ser de honra para os caçulas The Wolf.

TLAD

O perfumado cheiro invadiu as narinas do moreno, que sentiu seu estômago roncar impiedosamente em resposta. Sorriu ao pensar que comeria mais um delicioso desjejum preparado pela amada.

Sorrateiramente adentrou a cozinha e agarrou a loira que estava de pé, terminado de lavar a louça que tinha utilizado no preparo da refeição.

Um gritinho eufórico foi emitido pelos lábios rosados ao ser surpreendida pelos fortes braços. Porém ela já sabia reconhecer cada músculo e cheiro que aquela pele maravilhosa emanava.

– Bom dia meu amor lindo. – Claire falou manhosa enquanto recebia excitantes beijos no pescoço e lóbulo da orelha.

– Bom dia gatinha. – sorriu travesso ao curvar o corpo e esfregar a suntuosa ereção no bumbum da namorada, que gemeu pelo ato. – Estou com fome gatinha... Mas ainda não decidi se como primeiro o banquete que preparou ou você. – virou o pequeno corpo, fazendo Claire ficar de frente para ele. Mordeu os lábios ao avistar a namorada usando uma camiseta branca, que estava levemente transparente devido aos respingos de água pela louça que lavava. – Escolho você primeiro. – sem tirar os olhos dos bicos turgidos que marcavam sob a camiseta, Quil passou a língua pelo lábio inferior e atacou com fome a boca bem desenhada da loira.

O moreno em um rápido movimento estalou as duas enormes mãos no traseiro da amada, já impulsionando o leve corpo para cima. Claire em um ato de reflexo circulou as delineadas pernas na cintura forte do namorando.

Quil não hesitou em jogar algumas panelas no chão e depositar o corpo delicado sobre a bancada central, já retirando a camiseta molhada e sugando com fervor os seios expostos.

Eles não precisavam de muito, o nível de excitação já era bem elevada para ambos. Com o convite explícito devido aos gemidos descontrolados da amish, Quil rasgou a rendada peça que o impedia de aplacar sua fome. E sem nem ao menos se dar ao trabalho de tirar a boxer que usava, ele somente livrou o membro da contenção, já se enterrando até o fim no canal quente e apertado da amada. O grito que ambos emitiram foi inevitável, assim como os movimentos firmes.

Aquele casal sempre seria assim: intenso, diferente, explícito... Eles se completavam perfeitamente em seus desejos, qualidades e defeitos.

O orgasmo não demorou a chegar, arrancando um grito visceral de cada um. Ofegantes, relaxados e agora saciados, enfim poderia alimentar sua outra necessidade: a fome alimentar.

– Agora já podemos comer tudo de maravilhoso que você preparou, gatinha. Estamos parcialmente satisfeitos. – Quil abandou o corpo da amada, mas não sem antes deixarem um gemido pela saudade que já sentiam de estarem unido um ao outro.

Mais calmos e controlados, eles desfrutaram de um café da manhã tranquilo e romântico, momento raro para o moreno, que era naturalmente fechado e nem um pouco romântico.

– Gatinha, vai querer que eu te deixe na casa do Jake hoje? – lembrou do pedido da amada na noite anterior.

– Quero sim, amor. – sorriu apaixonada. – Vamos arrumar algumas coisas da bebezinha hoje. Até as outras garotas também vão estar lá.

– Hummm... Se precisar ou quiser comprar algo, pode usar o dinheiro ou o cartão que lhe dei. Não quero economias com as mulheres que amo.

Quil era farto e não se importava em gastar com quem amava.

– Acho que não vamos sair, não!

– Eu duvido! Rachel, Leah, Alice... Sinônimo de shopping e compras. – gargalhou. – Gatinha, eu queria fazer surpresa, mas sou um fracasso nessas coisas. – largou o garfo que usava para comer a salada de frutas e fitou a noiva, que lhe olhava com curiosidade. – Na próxima segunda-feira será nosso casamento no civil. Você vai ser minha esposa perante as leis dos homens, estará resguardada se algo me acontecer. Por enquanto nós vamos morar na minha cobertura, mas já estou procurando uma casa para comprar. Depois do casamento da Lee, que será daqui um mês, nós faremos o nosso casamento religioso e a festa. Quero que compre um vestido lindo para segunda e comunique as mulheres da família, peça a elas para lhe ajudarem com os preparativos. Com certeza Rachel vai querer fazer um almoço e te ajudar com tudo para os casamentos. Pode escolher tudo que você quiser, será tudo como minha gatinha sonha.

– Eu quero um casamento igual ao da Nessie com o Jake. – ditou eufórica.

– Nunca será igual. – falou de imediato, causando estranheza na loira. Seu casamento não seria aquele circo de fachada que foi o do irmão, mas Claire não poderia nem desconfiar daquilo. – O casamento do maluco do Jake foi tudo rápido e encima da hora... Nós temos tempo, quase dois meses para preparar tudo.

– Mas por que vamos casar duas vezes? A Nessie só casou uma. – questionou curiosa.

– Existem várias maneiras de realizar um casamento aqui fora. – iniciou uma explicação convincente. – Mas quero casar o mais rápido que puder nas leis dos homens, que é a que conta aqui fora. Dei a minha palavra de honra ao seu pai. – Quil torceu os lábios ao lembrar-se do rigoroso sogro. Deu graças a Deus que não teria que conviver com aquele homem não de ferro. – A festa e a benção religiosa poderão acontecer depois, não precisamos correr com essa parte, ela é mais simbólica. Além do fato que a Leah está na frente. – sorriu por fim.

– Em falar em Leah... Que dia é hoje? Acho que já esta na época de tomar uma nova injeção. – lembrou ao amado.

– Não! – Quil ditou categórico. – Não vamos mais nos prevenir, vamos deixar acontecer... Quero ser pai logo e sei que você é louca pra ser mãe. Se você quer ter aquela penca de filhos, acho melhor começarmos já. – mostrou a fileira perfeita e bem alinhada dos dentes brancos.

Claire de imediato olhou assustada, mas logo sorriu. Ela se casaria em uma semana, já poderia começar a se preparar para ter um bebê também. Sempre fez tudo de forma invertida, porque não tentar ser mãe também.

Aos poucos a vida do casal ia entrando nos eixos. Casamento marcado, método contraceptivo suspenso... Surpresas a caminho!

TLAD

Enfim mais um exaustivo dia de trabalho havia chegado ao fim. A semana tinha sido tensa para as duas amigas brasileiras, que passaram a ter medo de sair de casa, era sempre uma guerra de nervos terem que ir ou vir. Agora elas andavam juntas todos os dias, e quando não era possível, desistiam de sair. Tinham alterado totalmente suas rotinas por um medo descomunal de encontrem seus passados. Evitaram até mesmo ir às aulas, visto que cada uma estudava em um local diferente. E quando iam, dava um jeitinho de marcarem com os namorados, que sempre as buscavam quando solicitados.

As jovens sabiam que seu perseguidor era covarde, não as abordariam na presença de homens tão imponentes quanto os seus companheiros.

Barbara pulou de felicidade no dia em que recebeu do namorado um o iPhone 6 de presente. Viny tinha quebrado o dela, teria que comprar outro celular de qualquer forma, então não teve como se conter quando ganhou o mimo do moreno. O que ela nem desconfiava era que o presente vinha com muitas surpresas ocultas. Seth tinha instalado no aparelho os mesmo programas que o primo tinha colocado no celular de Jenniffer.

As Brasileiras não sabiam, mas agora elas tinham homens as seguindo por todos os lugares que frequentavam. Aonde elas iam, sempre tinha um segurança de longe às observando. Seth e Embry tomaram todas as medidas que estavam ao alcance deles.

– Vamos amiga? Já estou pronta. – Jenniffer chamou à morena, que terminava de retocar a maquiagem. Elas ainda estavam no vestiário da loja em que trabalhavam.

Havia se passado cinco dias desde que Barbara tinha apanhado do ex-namorado. Boa parte dos hematomas já havia sumido, graças ao creme que estava passando, a maquiagem era somente para esconder uma pequena sombra arroxeada que ainda estava próximo a lateral do olho esquerdo.

– Agora estou pronta. Vamos! – Barbara guardou o estojo de maquiagem na bolsa e deixou o local junto com a loira.

Elas caminhavam pelos corredores do shopping, saindo pela porta automática de vidro. Do lado de fora estava quente, era um típico dia de verão em New York. Nada comparado às altas temperaturas de verão do país de origem das jovens.

– Amo o verão daqui. – Jenniffer referiu-se a cidade norte-americana. – As temperaturas são agradáveis e bem suportáveis.

– Não vejo a hora de irmos viajar. Estou louca pra conhecer a casa de praia da família dos rapazes, ainda mais depois que você falou que é o mundo se acabando. – Barbara soltou um gritinho de entusiasmo. – Só me fale exatamente onde foram os lugares que você e Embry transaram, faço questão de não sentar ou tocar. – a morena sustentava um sorriso debochado nos volumosos lábios.

– Então se eu fosse você nem pensava em andar na lancha deles... Batizamos todos os mínimos lugares. – a loira sorriu vitoriosa com a cara de nojo que a amiga fez.

– Pra quem não transava há três anos, você até que me surpreendeu. Agora entendi o porquê da infecção urinária. – Barbara era capaz de perder a amiga, mas não a piada.

– Palhaça! – Jennifer deu um tapa de brincadeira no braço da amiga. – Ainda bem que a Hillary pediu para trocar o domingo comigo, se não eu ia ter que trabalhar e não teria como viajar com vocês.

A conversa fluía de forma fácil enquanto elas caminhavam pelas movimentadas ruas da cidade. Tinham pressa de chegarem em casa, iriam arrumar suas pequenas malas e ainda queriam sair para dançar com os respectivos namorados. Elas ficaram tão envolvidas e distraídas com o papo, que não se deram conta que tinham feito o mesmo caminho em que Barbara tinha sido abordada pela primeira vez, afinal, era o caminho mais próximo e antes de o trágico ocorrido acontecer, era o caminho rotineiro. contudo, desde que a morena foi espancada no beco, evitavam o local.

– Ora, ora, ora... Se não é a ilustre presença da primeira dama. – uma voz sinistra e de tom debochado chegou aos ouvidos da jovem. Um frio percorreu a espinha de cada uma delas, que se desesperaram de imediato.

– Viny! – Jenniffer pronunciou em um fio de voz, ela já deixava as lágrimas escorrer, ainda mais quando se atentou ao carro de cor preto que estava parado ao fim do beco.

– Quem é vivo sempre aparece, não é mesmo minhas queridas! – chegou próximo ao ouvido de Jenniffer sussurrando. Viny era debochado e usava de suas artimanhas para aterrorizar suas vítimas, ou, assim como ele as julgava. — A senhora foi um menina muito má, o chefe não está nada contente em saber sobre o que anda fazendo. Julgando até mesmo pelo macho que está lhe comendo. – destilou cada palavra com escárnio nos lábios, adoravam ver o desespero das jovens.

– Nos deixe em paz seu cretino, filho de uma puta! – Barbara avançou pra cima do ex- namorado, tamanho era seu ódio, mas foi contida pelo homem.

Viny chacoalhava a morena sem qualquer piedade, agarrando firmemente em seus braços, mas se viu obrigado a parar quando a loira conseguiu interceptar o casal que estava se engalfinhado, metendo-se no meio dos dois.

– Bate Viny... Bate em mim! Dei-me um soco na cara se você é assim tão homem. Toca em mim! Quero vê até onde vai a sua valentia. – a loira falou debochada. Sabia que se ele estava atrás dela é porque as coisas não haviam mudado com os anos, ela ainda era intocável.

Em cada extremidade da pequena ruela, havia um carro misterioso. Ambos observavam atentamente o que acontecia, mas um não tinha se dado conta da existência do outro.

– Mas o que devemos fazer? Parece que o cara parou de atacar a mina do Seth, mas só por que a tua se meteu na frente. Todos parecem alterados, batem boca e gritam coisas, mas está em outra língua, que eu deduzo ser o português. – Collin falava ao celular com Embry, ele esperava o comando do patrão.

– Não podemos por em risco o disfarce. Só interceptem se acharem que elas correm risco de vida de alguma forma. Já estamos chegamos, no máximo três minutos.

– Não intercepte é o caralho, aquele merda queria agredir minha mulher de novo... Desce o dedo nele, cacete! – Seth gritou alterado, ele estava de carona no carro com o primo e escutava toda a ligação, já que estava conectada ao sistema de som do carro.

– Calma caralho. – Embry vociferou com o primo. – E se não for nada demais, como vamos explicar toda essa merda? Elas não correm perigo, temos que saber o porquê da Jenny ser imune ao maluco. – Embry forçou uma racionalidade que estava quase impossível de suportar, por ele também queria mandar matar o cara. Mas se assim fosse, o que explicaria para a namorada?

– Ainda estamos na linha aguardando comando. – Brandy quem respondeu insatisfeito, por ele já teria acabado com tudo.

– Já estamos chegando, estamos a uns quinhentos metros de vocês.

Devido ao ponto cego que o outro veículo encontrava-se na outra extremidade do beco, os seguranças que trabalhavam para os The Wolf perceberam tarde demais quando o carro de cor preto se aproximou da saída da ruela e abriu a porta, enviando um claro sinal que estava na hora de agir.

– Chegou à sua hora Jenny! — em um rompante, Viny chutou as costelas de Barbara, arremessando-a alguns metros de distância. Agarrou com força os braços de Jenniffer e a arrastou para direção do carro preto, jogando-a para dentro do veículo e entrando logo em seguida. O carro deixou a pequena ruela cantando pneus.

Collin e Brandy quando viram o homem agredir a morena, deixaram o interior do veículo correndo, indo na direção da morena ajoelhada ao chão, mas não foi rápido o bastante para que eles conseguissem salvar a loira do aparente sequestro.

– Você está bem? – Collin abaixou-se junto a Barbara, que ainda estava curvada no chão.

A dor foi tanta, que a morena fechou os olhos, chegou a ficar com a visão turva, não conseguindo ver o que realmente havia acontecido com a amiga.

– Eu vou ficar bem. – Barbara gemeu em resposta ao homem que falou com ela. – Jenny! Cadê você, amiga? – a morena recuperava lentamente a precisão da visão.

– Não consegui alcançar eles, não era seguro tentar acertar. – Brandy se justificou ao parceiro por não atirar no carro em fuga. – Estava sem mira, poderia acertar qualquer um.

Naquela mesma hora Seth e Embry pararam o carro de qualquer jeito na entrada do beco, os quais desceram correndo.

– O que ele fez com ela? O que o filho da puta fez com ela? – Seth segurava Collin pelo colarinho, sacudindo o empregado, ele não entendia o porque da namorada estar curvada ao chão.

– Seth? – a morena perguntou confusa. – O que você está fazendo aqui? E por que ninguém me respondeu? Cadê a Jenny? – a voz falha, tentava ao máximo reprimir o choro.

– Como assim cadê a Jenny? – Embry percorreu com o olhar o beco escuro, não encontrando a namorada ali.

– Eles a levaram, não deu tempo de impedirmos. Um carro se aproximou e tudo aconteceu muito rápido. Se tivéssemos interceptado antes, não teria ocorrido. A ação é profissional. – Brandy explicou afirmando ao final. Odiava cometer erros, mas estava seguindo as ordens do patrão.

Embry não esperou ninguém falar nada, correu para seu carro saindo dali. Só deu tempo de Collin pular no banco do carona, por que premeditou o ato do chefe.

– Meu Deus! – Barbara que já estava de pé, espalmou uma das mãos no rosto. O choro era desesperado e compulsivo, ela não conseguiu mais controlar.

Seth correu para socorrê-la. Ele até queria ajudar o primo, mas sua namorada também precisava dele.

– Babi? – chamou à morena, que não respondeu. O choro a dominava. Seth segurou no queixo dela, suspendendo e capturando seu olhar. Ele não gostou do que viu: Dor e desespero! – Baby, eu preciso que você conte o que esta acontecendo. Se não, nós não iremos poder ajudar a Jenniffer. Por favor, confie em mim... Nós podemos ajudá-las.

– Seth, eu acho melhor sairmos daqui, podemos chamar atenção indevida. – Brandy se referiu à polícia, que seria um problema a mais para eles.

O moreno assentiu e sem dizer uma única palavra, agarrou a morena, a levando para o carro.

Barbara estava tão desesperada que nem protestou quando sentiu seu corpo ser arrastado dali. Ela não resistiu, simplesmente cedeu ao acolhedor colo do namorado.

Seth nada a questionou por hora, sabia que só conseguiria saber algo da namorada depois que ela estivesse mais calma. O moreno deu o comando ao empregado, que arrancou com o carro em direção ao seu apartamento.

TLAD

Jeny não teve tempo de reagir como queria, tentou inutilmente fugir daquelas garras, mas simplesmente seus membros não respondiam aos seus comandos. Quando deu por si já estava sendo jogada dentro do automóvel. Sentiu seu corpo chocar-se contra o de outra pessoa.

A loira ousou erguer o olhar para compreender o que realmente acontecia, mas o desespero a dominou rápido demais, a verdade estava estampada nos olhos castanhos do homem que a fitava com um sorriso sádico.

– Olá meu amor. Sentiu minha falta, querida? – o homem sorriu perverso ao falar cada palavra com seu tom irônico, vindo juntamente de seu caráter egocêntrico.

Imediatamente Jenniffer sentiu seu estômago revirar com fúria. Só deu tempo de virar a cabeça para o lado e liberar o jato que saiu com força entre seus lábios.

– Caralho Jenniffer... Que nojo! – Viny protestou ao ver o vômito atingir seus sapatos e perna.

– Ah meu amor... Fico tão feliz em saber que ainda causo efeitos devastadores sobre ti. – o homem debochou cruelmente.

No carro havia quatro homens, dos quais Jenny só reconhecia dois. E com certeza o pior de todos eles era o que a chamava de amor.

– Não me toque! Deixe-me em paz! – pediu aos prantos. Ela sabia que sua vida estaria acabada a partir do momento que caiu nas mãos daquele homem cruel e obsessivo.

– Não meu amor. Estou com muitas saudades de você! – desceu os lábios para o ombro exposto da jovem, que sentiu repulsa pelo toque. – Sabe, tiveram algumas coisas muito desagradáveis que fiquei sabendo sobre você. – puxou com força os fios dourados, capturando os olhos cor de esmeralda. – Estava com saudades desses seus lindos olhos. Você sabe como eu os amo, não é? Mas meu fiel amigo Viny me contou que você vem fugindo da formalidade do nosso casamento e que anda trepando com um babaca qualquer. Então eu acho que você quebrou nossos votos. Sabe que não me importo que te olhem e nem te desejem, mas só eu posso te foder de todas as maneiras possíveis. Acho que teremos que acabar com seu namoradinho. – ditou com ódio as ultimas palavras.

– NÃO! – Jenniffer gritou em desespero. – Deixa ele de fora disso, ele não sabia de nada. A culpa foi minha, fui eu quem quis. – suplicou pela vida do namorado.

O homem ficou com mais ódio do que já estava, pois para ele ficou nítido que a loira amava o namorado. Sem qualquer resquício de pena ele virou a pesada mão na face feminina, que tombou com a força do tapa.

Viny sustentou um sorriso de satisfação nos lábios. Jenniffer era a mulher intocável do seu patrão, ninguém podia encostar nela, exceto ele próprio. Ele amava quando a loira recebia sua devida lição.

– Se você tentar defender aquele moleque babaca que te come, vai ser pior para ele. Pode considerá-lo um homem morto, mas o quanto ele vai sofrer antes de morrer só depende de você, meu amor. – largou brutalmente os cabelos dourados, jogando-a com força para o lado oposto.

O movimento rápido fez com que a cabeça da jovem atingisse a lateral da porta do carona, deixando os sentidos dela alterado. Foi abraçando a escuridão que Jennifer caiu na inconsciência.

– Veja se tem alguma pista na bolsa dela, de quem é esse cara que ela está namorando. Eu o quero morto! – disse com raiva latente.

O Homem olhou com indiferença o corpo inconsciente da mulher, que estava apagada sobre o colo do comparsa . Viny pegou a bolsa que ainda estava no colo da jovem e começou a revirá-la.

– O que eu sei é que o cara tem dinheiro pra caralho. Tinha que ver a BMW dele, e olha isso aqui. – Viny retirou o celular de dentro da bolsa. – Com certeza foi presente dele, ela não teria como comprar esse aparelho agora, acabou de lançar.

– Jogue-o fora. – ordenou o homem.

– Mas Beto, pode ter alguma informação relevante aqui. Sem contar que posso tirar o chip e ficar com ele pra mim, já que ainda não lançaram no Brasil. – Viny tentava convencer o chefe, realmente cresceu os olhos no aparelho recém lançado.

– Já mandei jogar fora! Quando lançar lá você compra uma porra igual. – falou demonstrando indiferença, claro sinal que não era mais para ser contestado.

Viny não pensou duas vezes, abriu a janela e jogou fora o sofisticado aparelho.

– Chefe! – o homem ao volante chamou. – Continuo seguindo com o plano?

– Não! – falou com um sorriso cruel nos lábios. – Vamos para o motel Dreams.

Ninguém falou nada ou contestou as ordens, sabia onde o local ficava e o que deveria ser feito.

[...]

O carro parou no acostamento, o sinal que vinham seguindo pelo GPS mostrava que ali estava o alvo que procurava, mas em nenhum momento o moreno conseguiu avistar um carro suspeito. Na verdade não tinha nenhum carro parado naquela estrada.

– Embry, tem certeza que o sinal está parado aqui? – Collin perguntou inserto, algo estranho acontecia.

– Claro que tenho, porra. Esse rastreador é preciso. Seth, Jake e eu quem desenvolvemos, não tem como está errado, o sinal vem daqui. – afirmou convicto.

Embry estava à beira do desespero. Seguiu muito bem o sinal do rastreador, que cada vez estava mais perto deles. Porém, quando achou que ia capturar os sequestradores da namorada, — pois o sinal havia parado de se locomover -, eles nada encontraram.

– Embry! – Collin chamou inseguro. – Olha isso aqui cara. É o celular dela?

Eles estavam procurando pelos arbustos, que cercavam o acostamento, algum sinal da loira ou algo do tipo, quando Collin achou o aparelho. Embry sabia que era o celular da namorada, mais precisava confirmar com certeza.

Foi com pesar e rezando para estar equivocado,que o moreno digitou o código de segurança do aparelho — que é claro que ele sabia -. Com uma sequência precisa de quatro dígitos, a tela de desbloqueio foi liberada para acessar as informações do celular.

– Filho da Puta! – o moreno gritou com ódio. Até Collin se assustou, jamais havia visto o patrão com tão transtornado.

– Precisamos comunicar os outros e pedir ajuda a alguns aliados. Passar o modelo e a placa do carro. – Collin falou racional.

– Não! Eu vou acabar com esse filho da puta que ousou tocar nela. – Embry falou com a força de uma promessa.

Assim que se viram no interior do veículo, o celular do moreno começou a tocar insistentemente.

– Já tem alguma pista? – Embry ditou seco.

– Ainda não, mas a Babi está disposta a me contar tudo. Ela está muito nervosa e estou esperando ela se acalmar. Mas ela pediu pra você ir para o apartamento delas e ficar esperando por lá. Ela acha bem provável que a Jenniffer volta sozinha para casa.

– Você só pode estar de brincadeira com a minha cara. Tu acha mesmo que um sequestrador liberaria ela a troco de nada? Eu vou atrás dela de alguma forma.

– Embry, quem não está sendo racional agora é você. Só quem sabe o que pode está acontecendo agora com a Jenny é a Barbara. Se ela falou que é pra você ir esperar lá no apartamento delas, acho melhor não contestar por hora. Assim que souber que porra louca é essa eu te aviso, ai tomamos uma providência.

– Espero que vocês estejam certos no que estão dizendo. – Embry encerrou a ligação sem nem ao menos esperar a resposta do outro lado da linha.

TLAD

A morena deixava a água morna cair em seu corpo, relaxando os músculos travados. Estava desesperada com a possibilidade do que realmente poderia acontecer com a melhor amiga. Na verdade ela sabia exatamente o que iria acontecer e temia pela loira.

Não achava justo estar em um banho reconfortante enquanto sua amiga estava sendo torturada psicologicamente. Sabia que o doente do raptor dela, jamais deixaria marcas em seu corpo ou face, era o maior orgulho dele, era o troféu que ele exibia para que todos vissem.

Barbara sabia que pelo bem da amiga, ela não poderia esconder o segredo que envolvia o passado delas, mas todos os segredos eram muito mais da amiga que dela própria. Seu infeliz romance teve começo, meio e fim... Já o da amiga, não! Ele nunca teve fim.

Enquanto tomava banho ela pensava mentalmente o que deveria ou não revelar para o namorado. Fechou o registro e começou a se enxugar, já segura do que poderia e deveria contar.

– Como está se sentindo? Tem certeza que não quer ir a nenhum médico? Pode ter fraturando alguma costela ou até algo mais grave. – Seth questionou preocupado tocando o corpo da morena que se esquivou.

– Não Seth, eu estou bem. Já tomei o analgésico que você me deu. Vou ficar bem. – o tranquilizou com um sorriso delicado. – O foco agora é a Jenny, ela que está correndo perigo.

– Baby, você tem que passar o maior número de informações possíveis. O que realmente está acontecendo? No que vocês se meteram? – a expressão facial do moreno passou de tranquila para levemente irritada.

– Você quer realmente saber de tudo? Jura me ouvir até o final? São muitas informações, sei que algumas não irão te agradar e...

– Eu juro! Comece a falar logo. – Seth se remexeu incomodado no sofá com a ideia de ter coisas na história da morena que o desagradaria.

– Eu não posso dar detalhes precisos dessa época, até porque ainda não conhecia a Jenny. Só nos conhecemos um ano depois que a história dela já havia começado. – a morena olhou de soslaio para o namorado, que se mostrava concentrado no que ela falava. – Mas foi mais ou menos assim: Jenniffer tinha dezesseis anos quando a avó dela ficou doente. Não sei se o Embry te contou, mas ela perdeu os pais ainda bem pequena. Foi à avó quem a criou desde então. Ela recebeu uma educação tradicional e meio ultrapassada, mas ela sempre obedecia à avó, que era um amor com ela. Frequentava a igreja e estudava em um colégio de freiras. Sempre foi muito estudiosa, tanto que foi bolsista desse tradicional colégio. Ela não era de família rica , mas a avó dela recebia uma pensão relativamente boa, dava para elas se sustentarem com certo conforto. Mas quando a avó da Jenniffer ficou doente, o dinheiro não era suficiente para comerem, pagar as contas e comprarem as medicações caras demais. Até que uma vizinha delas informou que tinha um centro comunitário no bairro que ajudava as pessoas necessitadas. Ela na inocência de menina que não foi criada para o mundo, foi até esse tal lugar indicado. Deu certa forma o lugar ajudava aos necessitados, mas nunca nada no Brasil vem de graça, tudo tem um preço. Jenniffer pagou o dela com a beleza e ingenuidade.

– Ela se prostituiu? – Seth interrompeu a morena um pouco chocado. De certa forma a história lhe soava familiar.

– Não! Não é o que você está pensado, ela não se prostituiu... Não no sentido pleno da palavra.

– O que você quer dizer com isso? – perguntou com a sobrancelha arqueada. Pra ele não tinha meio termo: Ou vendia o corpo ou não

– Posso continuar? – Barbara perguntou irritada pelo pré-julgamento do namorado. Seth balançou a cabeça positivamente. – Naquele dia que ela levou a receita com as medicações da avó ao centro, o dono do pedaço estava lá. Não era um lugar de caridade de verdade, mas sim um lugar que fingia fazer caridade para lavar dinheiro sujo de contrabando, jogos ilícitos e muitas outras coisas erradas. Nunca soube o porquê, mais ele a quis desde o primeiro momento que a viu. Ele comprou todos os remédios que ela precisava e ainda as visitava. Cativou de todas as maneiras possíveis as duas, que logo cederam aos apelos e charme dele. Jenniffer aceitou namorá-lo e dona Maria aceitou assinar uma autorização para que eles se casassem. – Barbara sorriu sem humor ao ver o namorado se remexer inquieto no confortável assento. – A avó da Jenny tinha medo de morrer e deixar a neta sozinha, então ficou feliz pelo gentil homem, que dizia amar a sua bonequinha. Realmente não demorou muito, em pouco tempo ela faleceu. Logo o casamento aconteceu, chamando a atenção da mídia local. De certa forma ele é um homem muito influente.

– Como assim ela casou aos dezesseis anos? Você só pode estar brincando. – Seth estava cada vez mais incomodado com a história, imaginado aonde sua namorada entrava no meio disso tido.

– Ela tinha dezesseis ainda e ele trinta. Ele é quatorze anos mais velho, quase o dobro da idade dela. – bufou irritada. A história da amiga sempre a irritava. – Ai você já sabe. Ele levou ela pra cama, a fez mulher e blá, blá, blá... Jenniffer teve alguns meses de falsa felicidade. Até ele começar a colocar as garrinhas do lado de fora. Ele tinha uma mania sádica de exibi-la como um troféu. Contratou Personal Trainer , colocou silicone e a fez madrinha de bateria da escola de samba que ele bancava. Ela não queria, a fantasia era praticamente nua, não foi à educação que ela recebeu. Mas ai ele começou a coagi-la e a forçá-la a fazer o que ele queria.. Mas mesmo assim ela era cegamente apaixonada por ele. Foi nesse mesmo ano que nossas vidas se cruzaram.

– Isso tudo é muito bizarro. – Seth murmurou.

– Eu nunca fui criada como boneca, nem nunca fui estudiosa, mas sempre fui inteligente, só não curtia praticá-la. Passei para faculdade federal do Rio de Janeiro e larguei a vadia da minha mãe, que preferia qualquer homem que ela arrumasse a mim, sua única filha. Então ir para faculdade era sinal de liberdade. Nos primeiros dias conheci a Jenniffer, que vivia cercada por dois caras. Eu no começo achava que fosse algum caso dela, mas na verdade eram o irmão caçula e o primo do marido dela. Ele só havia deixado entrar na faculdade por que era mais exibicionismo para ele. – Barbara respirou para pegar fôlego, agora que vinha toda a parte suja do passado delas. – Em pouco tempo viramos praticamente irmãs, e ela me chamou para morar na casa dela. Na hora estranhei, pois ela era estranhamente casada aos dezessete anos. Contudo, ela me confessou que o marido vivia viajando e nunca estava em casa. Que ela se sentia muito sozinha e que já havia falado com ele, que não foi contra. Então eu aceitei. – sorriu ao se lembrar. – Foi um choque ir morar no meio de tanto luxo. Era muito dinheiro que eu não estava acostumada e no fundo, nem ela. Ela tinha tudo que o dinheiro poderia comprar,menos o amor que ela sentia por aquele traste. Foi em uma das festas que ele promovia que a Jenny me apresentou ao braço direito do seu marido. – a morena revirou os olhos. — Viny era perfeito para mim e em pouco tempo eu me apaixonei e fui morar com ele. Só que algumas coisas começaram a acontecer e a vida de nós duas começou a desandar.

– Tipo o que? – Seth a incentivou a continuar.

– Viny começou a me bater sempre que eu o contrariava, começou a arrancar dinheiro como pôde de mim. Ele me empurrava para alguns conhecidos dele por... Por... Dinheiro. – sussurrou baixando o olhar. Era vergonhosa demais essa fase da sua vida.

– Você está me dizendo que o cara com quem você morava te prostituía para os próprios amigos? – Seth perguntou com a voz eleva, tinha chegado na parte que ele não estava gostando de descobrir.

– Sim, exatamente isso. Eu no começo senti medo porque ele me ameaçava e me batia, mas depois eu comecei a resistir. Foi nessa época que o irmão do meio do marido da Jenny voltou a morar no Brasil. Junior era um cara maravilhoso, que gostou e passou a proteger a Jenny.

– Vai me dizer que ela passou a ter um caso com o cunhado? – perguntou com sorriso irônico na cara. Ato que não agradou a morena.

– Não, ele gostava dela como uma irmã, ele tinha pena por tudo que ela passava nas mãos do irmão mais velho. Quem teve um caso com ele fui eu. Junior foi meu amante por algum tempo, sabia que se fossemos descobertos nada aconteceria com ele, o irmão não ia deixar. Eu não tinha escapatória, sempre apararia mesmo. – Barbara deixou uma lágrima solitária escapar, que logo foi recolhida pelas mãos tremulas. Recordar de toda dor do passado era algo que machucava a alma. E ela nem tinha mencionado os detalhes mais sórdidos. – Até que Junior nos incentivou a fazer a prova para bolsa de estudos e intercambio. Quando nós vimos que passamos, ele nos ajudou a preparar tudo para fuga. Nos deu uma quantia exorbitante para levarmos e nos manter aqui por um bom tempo, arrumou nossos passaportes e encobriu nossos rastros. Foi ele quem nos ajudou a fugir para os Estados Unidos.

– Ok! – cortou incomodado com toda a história de vida da namorada. – Mas onde entra o sofrimento da Jenny? Ela amou e não foi correspondida, isso acontece.

– Seth, essa é a minha versão. Não posso entrar nos detalhes da vida dela, são os segredos dela. Eu editei boa parte da minha história, quem dirá a dela. Mas eu posso garantir que ela sofreu muito. Beto é um desgraçado doente. – Barbara rangeu os dentes ao falar o nome do marido da amiga. – Ele a dopou para realizarem procedimentos médicos invasivos nela. Ele forçava ela a praticar sexo sem restrições, na maioria das vezes não era consentido. Além de transar com várias mulheres, sempre forçando ela a assistir. Sem contar na mania de exibi-la para todos, forçando-a a se vestir de forma vulgar. Mas ao contrário do Viny, ele não permitia que ninguém tocasse nela, acho que ele mataria até os irmãos se fizesse. Ele queria que todos a desejassem, mas mostrava que só ele a tinham da forma e hora que ele bem entendesse. – o olhar que a morena lançou deixou bem claro a amiga foi violada de muitas formas.

– Ele é um doente sádico, tanto quando o seu ex-namorado. Embry não vai ficar nada contente em saber. Ele vai matar o cara que foi casado com a namorada dele.

– Você não entendeu nada do que eu falei? – Barbara perguntou nervosa. – Em primeiro lugar o Beto e seus homens são muito perigosos, bem temidos no Brasil. Em segundo lugar, nós fugimos do nosso país. Beto caça a Jenniffer desde a nossa fuga, nem sei como ele não matou o Junior até hoje. Eles ainda são casados no papel, Jenniffer luta pelo divórcio até hoje. Ela está presa a ele. Beto acha que é o dono dela, ele prefere ver ela morta e vê-la com outro. Ele vai tentar matar o Embry e tirá-la do país. Por isso que ele vai levá-la de volta, precisa pegar o passaporte dela... Entra e sair dos Estados Unidos é muito difícil para imigrante, ele não vai arriscar ser preso aqui.

Seth agora tinha entendido o perigo que envolvia a loira, precisava falar não só com o primo, mas como todos os outros integrantes da família. Barbara não podia afirmar com toda a certeza, mas começava a desconfiar do namorado. Ele de certa forma estava muito tranquilo e seguro. Não era uma atitude natural para quem tinha a vida de um parente correndo perigo de vida.

– Embry, precisamos conversar. – falou tranquilamente com o primo, que atendeu prontamente ao telefonema. — Fica ai que ela vai aparecer no apartamento. As coisas são bem mais complicadas do que nós imaginávamos, fica ligado e não aborde ela quando ainda estiver com o cara. Você longe dela é uma segurança para vocês dois. Logo estou indo para ai, não faça nada imprudente, tipicamente Black de ser.

– Que porra toda é essa que você está falando? Claro que vou matar aquele filho da puta.

– Embry, você não faz ideia como eu também quero acabar com a raça desses filhos da puta, mas ele não está sozinho. Ele é só o peixe do tubarão de verdade. Vou fazer algumas pesquisas aqui na internet e já estou indo. Não faça nada de imprudente, o cara é obcecado na Jenny. Ele só faria mal a ela se visse você por perto.

Embry entendeu em partes do que o primo falou, mas ficou ainda mais curioso em desvendar os segredos que envolviam a namorada brasileira.

TLAD

As lágrimas não paravam de descer do rosto alvo, seu sofrimento parecia não ter fim. Conseguiu ter alguns anos de paz, e quando achou que estava encontrando o caminho da felicidade, o passado voltou lhe cobrando os anos ausentes.

Jenniffer sabia que não tinha mais como fugir, seu chacal havia lhe encontrado. Beto não hesitaria em matar o namorado e a amiga para convencê-la a ir embora com ele. Chantagem e humilhação eram suas armas contra ela. Deu graças a Deus que ele dessa vez não a violou, mas também não deixou de abusar de certa forma de seu corpo.

Quando a loira voltou à consciência estava nua e amarrada a uma cama. No quarto de aparência barata estava não só seu marido como também os seus seguranças. Eles jogavam cartas e riam das histórias sexuais que o patrão contava. O homem gostava de exibi-la como uma mercadoria, mostrando que todos poderiam olhar e desejar, mas só ele teria.

– Estamos entendidos? – Beto perguntou com a voz grave, despertando a loira dos seus pensamentos sofridos. Ela estava se sentido humilhada depois de tudo que lhe aconteceu, nem tinha se dado conta que já estava parada em frente ao seu apartamento. – Você tem três dias para arrumar tudo e voltarmos para casa. Nem tente dar uma de esperta e fugir, mato todos que estiverem com você.

– Por favor, Beto. Você não me ama, tem várias mulheres mais bonitas do que eu... Deixe-me viver em paz! – suplicou com desespero.

– Você sabe que é minha e de mais ninguém, nunca vou permitir que outro fique com você. Ou você é minha ou não será de ninguém. –avançou para os lábios da loira, que tentou desviar, mas não conseguiu se livrar da tortura.

Eles já estavam de pé ao lado de fora do carro de luxo. O homem pressionava o corpo da jovem contra lataria do veículo, passeando sem pudor pelo corpo bem desenhado. Lágrimas se misturavam ao beijo, mas o homem pouco se importava.

– Acho bom você se controlar e se esforçar para me agradar. Vai se acostumando que essa é a sua realidade. – proferiu um tapa na nádega da loira, que nada falou.

Jenniffer quase correu para portaria de seu prédio quando se viu longe das garras de seu carrasco. Com as mãos tremulas pegou a chave e colocou na fechadura, destravando a porta e entrando com desespero. Correu para chamar o elevador. Nem ao menos olhou para trás.

– Que porra toda foi aquela lá fora? – Embry agarrou os braços alvos com força. O olhar era mortal para loira, que voltou a chorar descontroladamente. – Fala caralho... Fale logo sua vagabunda!

O moreno tinha visto exatamente quando o carro parou, descendo três homens e a namorada. Ele viu quando o mais velho a beijou e a bolinou. E ela aparentemente não resistiu. Ele quis descer do carro e matar todos, inclusive ela própria, mas não fez. Estava totalmente cego pelo ciúme, não se atentou aos detalhes que envolvia a bizarra cena. Para ele só existiu a namorada beijando um homem aparentemente mais velho, que se mostrava bem íntimo dela.

– Emb... Emm... Embry. – gaguejou ao falar. – Esta me machucando, me solta. – a voz era um fio, o emocional da loira estava em total colapso.

– Você é uma piranha, vagabunda interesseira... Mentiu para mim. Com quantos homens você sai? Não adianta mentir para mim, eu vi tudo! – Embry fechou os olhos com as lembranças que o assombravam. – Vi você com o babaca, velha guarda. Eu fui muito otário em cair no seu joguinho de difícil, quando na verdade você não passa de uma vadia.

– Embry, não é o que você está pensando... – Jenniffer buscou o último fôlego que tinha para falar, mas foi interrompida secamente.

– Você se esfregando com outro bem enfrente a portaria do prédio que mora não foi exatamente o que eu vi? Acho que deveria ter visto vocês treparem? Não, isso vocês devem ter feito em outro lugar. — arrastou a namorada para fora do elevador que havia chegado ao andar de destino. Era início da madrugada, não tinha ninguém nos corredor. – E eu que nem um corno babaca preocupado com você, achando que havia sido sequestrada e corria perigo... Perigo... – ironizou. — Eu é que corro ao ficar do lado de uma vadia como você. Pra mim já chega! Você não vai mais me fazer de otário. – Embry largou a loira com fúria, apertando o botão e chamando o elevador. As portas se abriram de imediato.

– Embry, não vai. Por favor! – pediu já sem forças, mas o moreno ignorou a dor que também sentia.

Sem olha na direção da voz que suplicava, ele apertou o botão e deixou as portas de metal se fechar. O quanto o ciúmes pode cegar uma pessoa? Embry estava completamente cego!

– Aonde você vai, cara? Precisamos conversar. – Seth segurou o braço do primo, que deixava a portaria do prédio das brasileiras.

– Me solta caralho! – puxou o braço com uma força descomunal. Seth não protestou, mas estanhou o ato de ira do primo. — Eu não quero saber dessa vadia. Acho que você deveria fazer o mesmo com essa ai. – apontou para Barbara. – São duas vagabundas interesseiras. – Embry falou alto enquanto caminha para seu carro, entrando logo em seguida e arrancando dali.

O moreno estava quebrado em sua dor, cego em seu ciúme. Não esperou nem o primo lhe questionar, não deu tempo para nada ser esclarecido. Embry era um genuíno Black: Possessivo, ciumento, explosivo, precipitado...

– O que deve ter acontecido com ele? – Seth perguntou retoricamente à namorada, que arregalou os olhos quando o entendimento lhe veio à mente, mesmo ficando com raiva pelo o que o Embry se referiu a ela, seus olhos picaram com força lhe trazendo o real foco:

– Jenny! – Barbara já corria para o elevador, Seth a seguiu se protestar.

A morena estava nervosa, não dizia nada, somente apertava sistematicamente o botão do andar correspondente ao local de destino. Como se tal ato fosse permitir que chegasse mais rápido. Saiu nervosa do elevador e se chocou com o que viu!

– Jenny, amiga... O que está acontecendo? Meu Deus, fale alguma coisa! – pediu com desespero ao ver a amiga escorada na parede. Os lábios sem cor, assim como a face, uma mão repousava sobre o pé da barriga.

– Me ajuda... Tá doendo! – Jenniffer conseguiu falar antes de apagar por completo.

– Seth, pega ela. Precisamos levá-la para um hospital. – Barbara pediu com desespero. Ambos estavam nervosos, não sabiam o que exatamente tinha acontecido com a loira.

Seth não protestou, pegou prontamente o corpo desfalecido e correu para socorrê-la. No caminho ligou para a irmã, que informou que estava de plantão naquela noite junto com o noivo. Ele não demorou a chegar. Lancarter e sua irmã já os aguardavam na porta da emergência.

Sobre a maca fria, Barbara viu a amiga desfalecia ser levada para além dos corredores assépticos. A morena chorava, mas era carinhosamente consolada pelo namorado.

– Ela ficará bem e eu não vou a lugar algum. – confortou acariciando os cabelos morenos.

Horas havia se passado até Seth conseguir falar com o primo, que mesmo com ódio, ficou preocupado e correu para o hospital. Agora os três aguardavam na sala de espera.

Leah nem Lancarter haviam aparecido para informar o que estava acontecendo, nada sobre o estado da loira.

[...]

O silêncio era quebrado pelo irritante bipe contínuo, que cada vez estava mais alto. Lentamente os olhos começaram a capturar a luz, que ganhava foco mais definido a cada segundo. Rostos desconhecidos apareceram em seu campo de visão, tornando tudo ainda mais confuso.

– Olá Jenniffer. – uma voz feminina atraiu sua atenção. – Você está no hospital. Sou a doutora Leah Clearwater e estou cuidando do seu caso. – a bela morena fez um gesto para que os demais deixassem o quarto. – Acho que devemos conversar um pouquinho, eu preciso de algumas respostas e acho que você também. – esclareceu com um simpático sorriso. A loira tinha expressão confusa no rosto.

– Eu acho que te conheço, seu nome não me é estranho... Nem você! – a voz rouca pelo tempo que ficou sem falar.

– Provavelmente conhece meu sobrenome. Sou a irmã mais velha do Seth e prima do Embry, seu namorado.

A menção do último nome fez com que a loira derramasse uma lágrima, mas ela não deu brecha de ser questionada.

– O que eu tenho? O que você precisa saber? – perguntou objetiva. Leah estranhou o ato, mas não questionou.

– Primeiramente você ficará internada em observação por uma semana. Seu caso no momento é delicado e requer cuidados específicos. Tudo é muito recente, acredito que você não tenha conhecimento ainda. – Leah observou discretamente a bela face da loira, que mantinha a boca levemente aberta. Era nítido que não estava compreendendo nada. – Quando foi a sua última menstruação?

Era uma pergunta a qual Jenny não esperava, seus olhos se arregalaram e ela buscou no fundo da memória a data certa, seja lá o que Leah iria dizer, mas ela responderia a pergunta. Infelizmente ela não tinha uma data correta, ela sequer se atentava em seus períodos.

– Eu não... Eu não me recordo, mas acho que deve estar pra vir por esses dias. – falou com insegurança.

– Jenniffer, você deu entrada no hospital com princípio de aborto. Você está grávida de aproximadamente quatro semanas.

– Não pode ser! – murmurou assustada. – Não pode está acontecendo isso comigo agora... Ele não vai permitir, ele via tirar o meu bebê! – a loira já chorava em desespero.

– Calma querida, nós conseguimos reverter o quadro, você não perdeu a criança. Mas não pode ficar nervosa ou ter emoções alteradas. Se você não se acalmar, terei que ceda-la.

– Não! Por favor, eu preciso falar com minha amiga... Chama ela. É urgente! – por mais que tentasse controlar o desespero, estava sendo impossível mediante a novidade.

– Eu já vou liberar a visita, mas preciso saber de mais uma coisa. – a morena olhou nos olhos cor de esmeralda. – Quantos abortos você já teve?

– Três! – chorou sentida ao pronunciar. – Eu não queria, eu não sabia... Ele me sedou e mandou que fizessem. Ele matou os próprios filhos, ele é um mostro, ele vai matar esse também.

– Meu primo nunca faria tal ato. – a morena defendeu com prontidão o primo em seu tom autoritário.

– Não estou falando do Embry, estou falando do Beto.

– O filho não é do meu primo?

– Claro que é! – respondeu ofendida. Mas Leah estava confusa, não estava entendendo mais nada da conversa. – O filho que estou espero agora é do meu namorado, o Embry. Mas o meu ex me encontrou, ele matou os próprios filhos porque não queria que a gravidez estragasse meu corpo. Ele é doente, obcecado por mim. Ele não vai hesitar em matar um filho que não é dele. Eu preciso da Barbara, chame-a pra mim. – A loira estava tão desespera que não pensou no que falava e pra quem revelava.

– Eu vou chamar sua amiga. – Leah estava chocada com tudo o que ouviu, não sabia o que pensar. Jenniffer estava confusa e para não ter que usar de medidas mais bruscas preferiu fazer o que ela pedia.

Sendo assim a morena achou que o melhor a fazer era liberar a visita, mas antes administrou uma dose leve de calmante. Sabia que foi devido ao alto nível de estresse que o princípio de aborto tinha ocorrido, foi quase um milagre ter salvado uma gestação tão ressente.

Leah deixou o quarto da brasileira, que não continha as lágrimas. O desespero a dominava até o último fio. As mãos estavam cobrindo a face, cabelos caídos como uma cortina ajudava a missão de esconder o belo rosto, que estava inchado pelo pranto incontido.

– Você está bem agora? O que você teve? – a voz de timbre grave e levemente rouca ecoou no pequeno quanto. Jenniffer ergueu de imediato o rosto, assustada por receber a inesperada visita. – Seth me avisou que você estava mal, que te trouxe desacordada para o hospital... Fiquei preocupado. Tinha que ver como estava. Leah até falou que você pediu pra mandar a Babi entrar, mas eu vim primeiro. – Embry confessou um pouco sem graça. Estava confuso com ele mesmo. Não sabia se sentia raiva, pena, dor... Tudo era um turbilhão de emoções para o moreno que jamais havia sentido algo parecido.

– Não sei se vou ficar bem. – suspirou pesadamente. – Embry, eu sei que agora não é o momento, mas precisamos conversar.

– Jenny, eu não quero conversar por agora. – ditou taxativo. – Só vim ver como você está. Fiquei preocupado com você, principalmente depois que vimos um pouco de sangue na manga da camisa do Seth. – passou as mãos nervosamente pelo rosto, lembrando-se da macha de sangue que o primo não soube explicar, mas afirmou ser da loira. – O que aconteceu com você? O que você tem?

– Eu não sei como explicar isso... Não imaginei essa situação. – estava nervosa com a revelação que faria. Eles não estavam no melhor momento da relação, tudo era prematuro demais. — Eu não tomava remédio... Não conversamos sobre o assunto... Não nos prevenimos... Aconteceu! – Jenniffer fitava o moreno, que havia sentado em uma cadeira ao lado de sua cama.

– Tá, idaí? O que aconteceu? Fora o amasso com o velhote? – o moreno não tinha captado a mensagem subjetiva que a loira havia dado, tudo para ele era relacionado ao que tinha visto horas antes.

– Embry, eu acabei de descobrir que estou grávida de aproximadamente quatro semanas. Dei entrada no hospital porque estava sofrendo um aborto espontâneo, mas os médicos conseguiram reverter. – a loira falou tudo sem rodeios, vendo várias emoções passar no rosto do moreno.

– Como assim grávida? Eu pensei que você se prevenia com remédio. – coçou os fios negros, sorrindo logo em seguida. Mas rapidamente o lindo sorriso sumiu de sua face. – Quem é o pai dessa criança? – a imagem da loira nos braços de outro invadiu sua mente com força total.

– Não faça isso! – advertiu derramando uma lágrima. – Você sabe que esse filho é seu. Por mais que possa duvidar de mim, pelo período que estou grávida esse filho só pode ser seu.

– Se o bebê for meu eu assumo, mas quero o exame de DNA. – comunicou seco. — Você é mais esperta que eu imaginei, me enrolou direitinho para dar o golpe da barriga. Se era de dinheiro que precisava era só pedir, não precisava ser tão baixa!

– Sai daqui... – murmurou com um fio de voz. — SAI DAQUI! SAI... EU NÃO QUERO NADA DE VOCÊ. SEU MISERÁVEL... SAI! – Jenniffer gritou com desespero e ódio.

– O que está acontecendo aqui? – Leah entrou correndo, dava pra escutar os gritos da loira no fim do corredor.

– SAI! EU NÃO QUERO MAIS VER VOCÊ... SAI!

– Jenniffer, se acalma! Isso faz mal para você e o bebê. Seu estado é delicado, isso pode acarretar na conclusão do aborto. – Leah tentava acalmar a brasileira, mas parecia que ela não ouvia, continuava gritando com o namorado. – Sai já daqui Embry, você está prejudicando o estado dela. O que você aprontou? – a morena puxava o primo pelo braço, iria retirá-lo do quarto de qualquer forma.

Embry estava inerte, não conseguiu esboçar nenhuma reação. Realmente ficou nervoso com o estado alterado que deixou à loira.

Foi com dificuldade que Leah arrastou o primo para fora, mas antes de deixar o quarto solicitou que os enfermeiros — que a seguiram para conter a paciente- sedassem a jovem. Ela não podia se estressar daquela forma, caso contrário, não teria como conter o aborto.

– Que porra você aprontou? Você está maluco? Eu falei que ela estava chamando a amiga dela, mas você passou na frente. Eu falei que ela não poderia ficar nervosa de jeito nenhum, mas você fez ao contrário.

–Você não me contou que ela está grávida. Que ela tinha dado entrada no hospital por princípio de aborto. – acusou a morena.

– Isso quem tinha que contar era ela. Você não é mais criança, assuma as suas responsabilidades. – ditou autoritária.

– Eu nem seu se esse filho é meu. Eu quero o DNA!

– Não irei submetê-la a um exame de DNA agora, ainda está muito cedo para isso. Qual parte você não compreendeu que foi por muito pouco que ela não perdeu o bebê? É um milagre essa gravidez ainda existir, tudo é muito recente, um aborto espontâneo seria o mais provável nessas circunstâncias.

– Me avise quando o exame puder ser realizado. – Embry comunicou secamente, dando as costas para prima e caminhando a passos firmes pelo corredor do hospital, queria sair o mais rápido possível do claustrofóbico local.

O moreno era cabeça dura, não conseguia ser racional ou enxergar além do ciúme. Ele ignorava tudo que viveu ou sentia.

– Embry! Embry... Como ela está? O que houve? – Seth correu para alcançar o primo. Tinha o visto passar apressado pela sala de espera do hospital.

– Ela está grávida! Diz que o filho é meu... Mas não posso ter certeza. Eu a vi beijando e se esfregando em outro cara. Essa criança pode ser de qualquer um. Ela é uma vadia interesseira, só está à procura de um otário para dar o golpe da barriga.

– Cara, você está nervoso, tá falando besteira. Temos que conversar, a Babi me contou tudo. Aquele cara é o ex maluco dela, ela não tem nada com o cara.

– Essa daí é outra vadia mentirosa. – apontou para morena que alcançava eles naquele momento. – Elas estão armando essa porra toda. Você vai cair de otário também. Tudo piranha golpista.

– Cala a porra da boca que você já esta falando merda. – Seth advertiu, estava perdendo a paciência com o primo, mais uma besteira que ele falasse e não hesitaria em acertá-lo em cheio na cara, ainda mais se referindo à namorada como uma vadia.

– Aquela vagabunda se fez de difícil para me enganar... Sabe-se lá para quantos ela não esta dando. Vai ver nem sabe quem é o pai dessa criança.

– Cala sua boca imunda. – Barbara sentou a mão na cara do moreno, virando levemente o rosto dele. Embry tinha sido pego desprevenido. – Você é outro babaca que vai destruir o que ainda resta do coração da minha amiga. Você não merece a mulher maravilhosa que ela é. Terá que engolir cada palavra dura que falou para ela, mas tenha certeza que ela jamais irá te perdoar. Se eu entendi certo que ela está grávida, você sabe muito bem que esse filho é seu. Você foi o segundo homem da vida dela... Põe essa sua cabeça de merda para funcionar. Quando estiver pronto, converse com seu primo, ele vai te contar o que precisa saber, além do fato de que vagabunda ou não, eu nunca lhe pedi nada! – a morena falou tudo com raiva, queria matar o moreno por machucar a amiga.

Barbara deu as costas e correu novamente para dentro do hospital, sabia que a loira precisava dela incondicionalmente.

– Você pisou feio na bola, vai ter que suar a camisa para ter o perdão delas. – Seth confidenciou. – Vamos conversar agora? Você precisa saber de umas coisas importantes.

– Não tenho nada pra conversar. – cortou ríspido. — Se você quer ser passado como otário por essas golpistas o problema é seu. Eu estou fora! – Embry deu as costas para o primo e destravou o alarme do carro importado, deixando sem hesitar o estacionamento do hospital.

Seth conhecia muito bem o péssimo temperamento do primo, eles eram acima de tudo amigos inseparáveis desde sempre. Ele sabia que Embry estava de cabeça quente, não escutaria ninguém enquanto não esfriasse as ideias. Assim como os irmãos mais velhos, ele se isolaria em algum canto do mundo para se acalmar. Esse era o comportamento normal de todo Black... E Embry era só mais um!

TLAD

Desde que a loira comunicou as mulheres da família sobre a união civil em apenas uma semana, todas correram e se empenharam em organizar algo bonito. Não permitiram que a experiência da jovem se desse em um cartório, assinando um papel perante um juiz frio.

Rachel delegou pequenas tarefas a cada uma das mulheres da família, que cumpriram com êxito o que foi confiado. O casamento aconteceria na mansão da morena, que preparou o salão da piscina para a comemoração.

Um juiz amigo do noivo foi chamado para realizar o casório. Quil e David tinham estudado juntos na faculdade.

A cerimônia foi simples e rápida, bem formal, porém bonita. O celebrante tinha lido uma pequena passagem bíblica que foi escolhida pela madrinha da noiva. Renesmee escolheu coríntios 13, ela amava a passagem que falava do amor dos homens.

Não houve pompas ou glamour, mas era o que importava perante as leis dos homens. Quil e Claire agora eram oficialmente marido e mulher.

Ambos estavam felizes e realizados. Quil se sentia mais leve por cumprir com a promessa que fez ao pai da jovem esposa, por mais que o severo homem não pudesse comprovar com os próprios olhos a união.

– Gatinha, você é a esposa mais gostosa do mundo. – confidenciou no ouvido da esposa. Tinham acabado de trocar o primeiro beijo como marido e mulher. — Tô louco pra sair daqui, tirar esse seu vestido... Gostei como ficou em você, te deixou ainda mais sexy e apetitosa. – Quil apertou discretamente a nádega da loira, que estava com a face rubra pelas palavras do esposo.

Todos sorriam ao olharem a cena íntima do casal, imaginando a besteira que ele sussurrava para a esposa, já que ela estava nitidamente sem graça.

– Aleluia! – Paul gritou erguendo as mãos ao alto de forma teatral. – Quil colocou a coleira.

– Como se você não fosse o chihuahua de estimação da minha irmã. Ela faz o que bem entende com você. – debochou o noivo.

Todos gargalhavam da cara cômica que Paul fez. Eles sabiam que a morena tinha temperamento forte, que mandava e desmandava no marido.

– Manda quem pode, obedece quem tem juízo! – Rachel respondeu divertida. No colo ela amamentava o pequeno Billy.

As brincadeiras continuaram por um tempo, todos conversavam enquanto aguardava o almoço ser servido. Mesmo sendo um momento de união e felicidade, o clima não estava tranquilo. O irmão caçula do noivo ainda não tinha aparecido na íntima celebração. Todos não paravam de questionar o porquê do sumiço repentino do mais novo.

Seth tinha contado a irmã tudo que envolvia as duas brasileiras e solicitou sigilo. Leah nada contou para a família, assim com Seth.

– Desculpem pelo atraso, mas pelo menos cheguei na hora da melhor parte. – Embry entrou por uma das portas de vidro do salão. Sorriu ao ver a mesa ser posta pelos empregados. – Parabéns irmão. – abraçou Quil. – Seja oficialmente bem vinda à família Claire. – cumprimento à cunhada.

– Onde você estava? Ninguém soube de você por três dias. Nunca mais faça isso, Embry! – Rachel repreendeu severamente o irmão caçula.

– Tive que me afastar por uns dias... Esfriar a cabeça. – respondeu evasivo.

– Está com problemas?

– Nada que logo não se resolva. – olhou discretamente o primo e constatou que ele ainda não tinha contado nada. Sua família nada sabia sobre o que estava acontecendo. – Mas vamos almoçar que estou com fome... Depois conversamos.

O almoço seguiu tranquilo e divertido. Rachel chegou a questionar pela presença das namoradas dos caçulas, que desconversaram e deram uma breve e superficial desculpa.

Após o almoço as mulheres se reuniram para típica conversa feminina. O assunto não poderia ser outro: casamentos e chegada da princesinha da família. Renesmee a cada dia estava mais bonita e radiante, a gravidez conseguiu deixá-la ainda mais bela.

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Mesmo com constantes problemas de falta de devidas atenções pela parte da mulher, Jacob ficava a cada dia mais apaixonado pela esposa e pela filha, que crescia dentro do ventre da amish. Era incrível como a bebê mexia ao escutar a voz rouca e grave do pai. Ele amava sentir aquela reação.

Diferente da conversa leve e tranquila que a mulheres tinham, os homens estavam trancados no escritório. Seth tinha solicitado uma reunião. O assunto não poderia ser mais adiado.

– Precisamos conversar e decidir o que fazer. Eu e Embry estamos com problemas e vamos precisar da ajuda de todos. – Seth começou a falar, mas foi interrompido de forma ríspida pelo primo.

– Os deixem fora disso. – ditou irritado. — Isso é problema meu! Só diz respeito a mim! – Embry sustentava um olhar mortal para o primo, que ignorou por completo.

– Você vai deixar sua namorada e o seu filho correndo risco de vida? – Seth perguntou sem humor, estava na hora do primo encarar os problemas de frente.

A menção da palavra filho causou espanto em todos. Jacob, Emmett e Sam chegaram a se engasgar com o whisky que tomavam, a crise de tosse foi inevitável.

– Que porra de história de filho é essa? – Quil foi o primeiro a esboçar uma reação, ele estava surpreso com a novidade.

– Suposto filho. – Embry corrigiu. — Só vou poder ter certeza depois do exame de DNA.

– Deixa de ser imbecil, você sabe que essa criança é sua. – Seth rebateu furioso. – Você colocou dois dos nossos seguranças dia e noite vigiando cada passo que ela dava, encheu o celular dela com programas espiões, transou sem proteção todas às vezes e sabia que ela estava sem sexo há um bom tempo. Até achou que a mina fosse virgem. – falou tudo sem pudor, não escondendo nem um detalhe, que até o momento só ele sabia.

– Embry, que historia é essa caralho? Fala logo! – Jacob gritou impaciente com o caçula, que parecia distante.

Embry estava analisando tudo que o primo havia acabado de falar, todos os fatos que o ciúme não permitiu enxergar.

– A minha namorada está grávida, mas esse filho pode não ser meu. Eu não sei... Preciso do DNA para confirmar. – ponderou. — Eu vi com meus próprios olhos, ninguém me contou, ela estava agarrada com outro cara. Era nítido que eles eram bem íntimos. – fechou os olhos perante a confissão. As mãos estavam fechadas em punho, os nós dos dedos já estavam sem cor.

– Embry, quais as chances desse filho ser seu? – Jared perguntou calmamente.

– Ele pode ser tão meu como de qualquer outro. – respondeu fingindo uma indiferença que não sentia.

– Caralho, a pergunta foi: Quais as chances desse filho ser seu? Há alguma possibilidade real nisso? – Quil perguntou já sem paciência.

– Há grandes possibilidades. – confessou incomodado. – Eu tinha me esquecido de levar camisinha para lancha, não ia negar fogo por esse detalhe. Eu jurava que ela tomava remédio.

– Você transou na nossa lancha sem camisinha? – Paul gritou. – Que nojo! Temos que mandar esterilizar aquilo tudo. – tentou descontrair com a piada.

– Por acaso você é um adolescente inconsequente? Não sabe que tem que usar camisinha? Vai se foder Embry, você faz sexo há mais de dez anos, sabe que não pode confiar. – Jacob estava inconformado com a falha do irmão.

– Olha quem fala: O cara que não queria filho e surtou ao saber que engravidou a mulher. – Embry rebateu sarcástico.

– Mas eu fui homem pra assumir meus erros e zelar pelo bem estar da minha esposa e filha. – Jacob tinha avançado pra cima do irmão, se não fosse pelos demais, os dois teriam brigado feio. – Não sou esse moleque irresponsável que está tentando justificar seus erros com o dos outros. Se não soube escolher a mulher com que esta o problema é seu, mas não venha querer renegar seu próprio sangue.

– Se a criança tem a mínima possibilidade de ser sua... Até que se prove o contrário, nós cuidaremos de tudo. Não importa que a mina seja uma vadia, ela pode estar levando um sangue nosso. – Quil falou racionalmente.

– Gente! – Seth chamou a atenção de todos para si. – Não é nada disso que essa ameba esta falando. Jenniffer não é nenhuma vadia. Ela cometeu o erro de no passado ter se relacionado com o cara errado, mas hoje ela não tem nada com ele, ao contrário, ela foge dele. Ela está correndo risco, mais ainda o filho que ela espera.

– Seth, que risco é esse que você está falando? Que história é essa? Explique-nos tudo desde o começo. – Sam sugeriu.

Todos estavam alterados com a novidade sobre o possível filho do caçula dos The Wolf, mas Seth sabia que o pior viria agora, assim que ele revelasse toda verdade por trás das brasileiras. Sem rodeios que o moreno contou tudo... Absolutamente tudo.

Foi em um ato de desespero, pela possibilidade do psicopata do ex-marido descobrir sobre sua gravidez e tentar algo contra, que Jenniffer suplicou pela ajuda de Seth, revelando assim todos os detalhes da sua vida. Ela contou tudo o que a amiga não havia revelado. Falou sobre os abortos forçados, exposição pública abusiva, as inúmeras violações sexuais, adultério, tortura psicologia... Mesmo envergonha, a loira engoliu o orgulho e revelou tudo do seu passado, o que importava agora era a vida do filho que levava no ventre.

Quando Seth terminou o relato, todos estavam revoltados. Embry estava em um duelo pessoal entre ódio mortal e arrependimento. Sentiu-se péssimo por tudo que falou e fez com a namorada.

Todos os olhos se voltaram para o barulho irritante do celular de Seth, que desajeitado tentava retirar o aparelho do bolso o atendendo rápido. Seus olhos perspicazes viram o nome piscar na tela.

– O que foi amor? – perguntou e ouviu alguns risos pelo jeito como ele se referia a namorada, era inédito o ato de carinho vindo da parte do mais novo.

Barbara falava tudo euforicamente, muitas vezes atropelando as palavras. O semblante de Seth deixou claro que alguma coisa estava acontecendo e por mais que tentasse negar, Embry se sentiu incomodado e muito curioso para saber o que ocorria.

– Tá bom, fica calma. Logo estarei ai. – finalizou a ligação.

– Desembucha porra! – Embry foi o primeiro a questionar explicações. Conhecia o primo e sua face não negava que tinha realmente acontecido algo.

– Fodeu, os caras pintaram lá no hospital. Eles sabem sobre a gravidez e o tal Beto tentou levá-la, mas a Babi começou a gritar e pra não chamarem a atenção foram embora prometendo voltar. To indo pra lá ficar com a minha mina. Que porra de hospital sem segurança. – Seth ditou tudo rápido pegando as chaves do carro e deixando o local.

Embry atônito a tudo o que foi dito sentou-se embasbacado sobre a cadeira dura. Respirou fundo, adrenalina iria rolar solta em muitas veias a partir daquele momento.

Os the Wolf tinham comprado uma briga. Usariam todo o seu poder e força para cima dos bandidos brasileiros. Em breve iriam à caça, só retornando quando saíssem vitoriosos daquela guerra declarada.

– Acho que teremos uma semana bem divertida pela frente... Já tenho até algumas ideias bem criativas em mente! – Jacob esfregou uma mão na outra, seu sorriso era diabólico. Todos compartilhavam da mesma expressão sádica.

Notas finais
Tem alguém ainda respirando? Capítulo mega tenso! Acho que agora podemos entender o que se passou na dura vida das brasileiras! Porque elas agiam daquela maneira. Família The wolf comprou a briga e está indo defender os seus! O que será que vai dar nisso? Algo me diz que alguém sairá perdendo feio! MUHAHAHAHAHAHAHA Deixem seus comentários e suas opiniões! Acho poderíamos receber de presente uma nova RECOMEDACÃO! A primeira de 2015! Vamos favoritar a história também. Obrigada e até o próximo, que já está bem avançado. A próxima postagem dependerá de vocês! Muitos Reviews= postagem express!