Notas iniciais
Ho, ho, ho FELIZ NATAL! (atrasado, mas ainda vale u.u) Boa Noite.... Como foram de Natal pessoal? ui, rimou! Abafaaa! Bem, tentamos postar antes, mas não deu muito certo, então sorry por isso okays! Correrias de fim de ano, rsrsrs... Capítulo fresquinho pra vocês se deliciarem e encerrarem o ano de 2014. Desejamos a vocês um ano repleto de realizações, conquistas, paz e muita saúde. Um feliz 2015 pra todas as nossas leitoras e leitores! Deliciem-se sem moderação!!! E QUE VENHA 2015 COM NOVIDADES!!!! Boa Leitura.

TWO LIVES: A DESTINATION!

O silêncio pairava absoluto no ambiente, como em um toque de mágica, parecia que todos tinham sido congelados no tempo, nem mesmo os bebês não balbuciavam nenhum ruído. Todos estavam absortos em suas próprias dúvidas, cada um tentando entender o que realmente acontecia naquele momento único e inusitado. Cada olhar analítico fitava o outro com curiosidade, estava absolutamente tudo fora de contexto.

Como prenúncio do fim daquele silêncio perturbador, a figura do homem alto e forte entrou no campo de visão dos presentes no recinto, e com a voz grave rompeu a total abstinência de reações.

– Estou de volta galera, mas não voltei sozinho. – Emmett já sorria ao falar. – Trouxe comigo alguns amish que estavam perdidos na minha lanchonete. Eles procuravam por duas mocinhas fujonas. – explicou-se para todos que estavam com suas expressões interrogativas o fitando.

Agora todos compreendiam o porquê de todo o mistério em relação à ligação recebida e sua saída repentina.

Renesmee que ainda era amparada pelas mãos quente do esposo, se desfez de seus braços e correu, quase caindo por causa do salto alto. Naquele momento o coração de muitos ali presentes perdeu uma batida pelo susto.

O objetivo de a amish correr com tanta determinação era encontrar os braços do mais jovem dos três homens, que também havia avançado um pouco em sua direção. O encontro foi emocionante. Renesmee tinha o rosto banhado por lágrimas, nenhuma palavra era dita, eles estavam presos no abraço afetuoso um do outro. O rapaz beijava inúmeras vezes o topo dos cabelos platinados, era incontestável o afeto e a intimidade que ambos nutriam um pelo outro.

Todos que assistiam a cena puderam observavam atentamente o ato de carinho entre o casal. O gosto de fel transbordou na boca de um dos morenos ali presentes. Jacob não conseguia digerir a imagem da sua esposa abraçada com o homem ruivo, trocando explicitamente gestos afetuosos.

Com a visão tingida de vermelho pelo ciúme que o cegou e com o gosto amargo de bile em sua boca pela a visão que estava perturbando seu consciente, Jacob avançou na direção do casal, iria separá-los de qualquer jeito, nem que fosse à marra. Porém, antes mesmo que mais algum passo fosse dado, ele foi contido pelas mãos fortes de Emmett.

– Calma Jake, não está acontecendo nada demais, você já vai entender tudo.

– Me solta, caralho! – balbuciou entre os dentes, seu olhar continha chamas latente de ciúme.

Alguns homens da família aproximaram-se dos dois, estava difícil para Emmett conter sozinho o marido enciumado.

Distante a tudo que ocorria, os amish se mantinham absortos a pequena confusão que estava prestes a se iniciar.

– Emmett, você está louco em trazer três homens desconhecidos para dentro de casa só porque eles se dizem amish? Poderia ser mentira, um truque. – Paul se aproximou do amigo já contestando sua atitude.

– Isso foi totalmente imprudente. – completou Jasper.

– Poderia estar pondo nossa família em risco. – Jared ditou revolto.

– É sério isso? – Emmett perguntou irritado. – Vocês estão contestando a minha capacidade de julgamento? – sorriu incrédulo. – Em primeiro lugar vê se alguém em sã consciência andaria vestido assim em New York. – os morenos fitaram atentamente os visitantes da cabeça aos pés. Botina preta, calça social na mesma cor, camisa de tecido branca sem botões, suspensório, barba grande — porém sem bigode- e chapéu negro na cabeça. – Sem contar que reparem bem nesses homens... Não lhes são familiar os traços? – Emmett já tinha um sorriso de escárnio nos lábios.

– Isso não dá o direito de um desconhecido agarrar minha mulher. – Jacob estava colérico, ainda tentando desvencilha-se do aperto de aço do amigo.

– Jake, você está cego de ciúmes. – Emmett afirmou. – Não está conseguindo enxergar o que está bem diante da sua cara. Repare atentamente no loiro...

– A Nessie é a cara dele. – Sam quem constatou após detalhada observação ao homem loiro.

Os homens amish permaneceram afastados dos demais, mas haviam se aproximado um pouco do casal que ainda estava abraçado. O ruivo falava algo e limpava carinhosamente as lágrimas do rosto de Renesmee.

– Exatamente! – Emmett disse com sorriso triunfante. – Se raspar a barba, colocar vestido e uma peruca... Jake acaba agarrando o cara. – fez a piada que arrancou o sorriso de todos, menos de Jacob.

– Ok, sherlock! – desdenhou do amigo. – Mas quem é esse filho da puta ruivo?

– Bem, isso quem tem que dizer é a Nessie. Mas pela intimidade, com certeza eles se conhecem há muito tempo. – Emmett deu de ombros, atitude que somente irritou ainda mais Jacob.

Renesmee deixou os braços do ruivo e foi abraçar o homem de cabelos loiros claríssimos como o seu, ela soluçava de tanto chorar.

Claire, que até o momento se mantinha em choque pela cena que via bem diante de seus olhos, conseguiu despertar do transe e saltou do colo do namorado. Ela seguiu ao encontro do seu povo, passando correndo pelo grupo dos homens que ainda discutia. Ela foi direto para os braços do ruivo, que a recebeu com o mesmo carinho que havia recebido Renesmee.

Quando Quil percebeu o que acontecia, levantou irado da cadeira e foi na direção da namorada, mas antes que alcançasse seu objetivo, foi igualmente contido por Sam.

– Que porra toda é essa? Primeiro o babaca abraça a Nessie e agora minha mulher... Só se for lá na casa do caralho, porque na minha frente isso não vai acontecer. – Quil bufou com um animal selvagem, ele tentava se desvencilhar do aperto do primo.

– Fica tranquilo que eles se conhecem. – Emmett saiu na defesa dos amish.

– Que eles se conhecem isso eu já percebi, porra! – rebateu exasperado. – Mas isso não dá o direito dele ficar agarrando a mulher dos outros.

– Quil, eles são paren... – Seth não conseguiu concluir a fala, pois o primo já havia se soltado e avançado na direção do casal abraçado.

– Que porra toda é essa Claire? – Quil proferiu com fúria cada palavra.

Na intenção de evitar uma briga, todos se aproximaram do pequeno grupo, até as mulheres — que se mantinham mais afastadas — correram para o aglomerado.

– Quil! – Renesmee chamou assustada pelo tom ríspido que o cunhado mantinha ao falar. – O que está acontecendo? – questionou confusa.

Claire ainda estava abraçada ao ruivo, os dois fitavam tudo igualmente assustados.

– Quem é esse caipira que está te abraçando? – indagou ainda raivoso. – Solta a minha mulher. – Quil já avançava para cima do casal, mas parou imediatamente quando a cunhada se interpôs entre ele e o casal.

– Não Quil... Ele é o Edward, o meu irmão. – Renesmee respondeu em tom desesperado, tinha medo de Quil fazer algo para machucar o irmão.

– Mesmo assim... Ele é o seu irmão, não o dela. – Quil puxou a namorada dos braços do ruivo, abraçando-a de forma possessiva.

Jacob ficou aliviado ao saber que o ruivo era seu cunhado, pois em sua cabeça só passava a possibilidade de ser o tal noivo amish que a esposa havia deixado para trás na comunidade em que viveu. O mesmo pensamento havia passado pela cabeça de Quil, foi por esse motivo que ele teve uma reação tão possessiva. Mas mesmo com a dúvida esclarecida ele não se sentiu aliviado, ainda estava enciumado de ver a amada nos braços de outro homem de forma tão afetuosa.

– Edward é meu irmão também. – Claire contestou. – Fomos criados todos juntos, ele se casou com a minha irmã Isabella... Somos uma só família.

Quil não se importou, ainda mantinha Claire segura em seus braços de forma possessiva.

– E você meu rapaz... Quem é você para segurar minha filha desse jeito obsceno? – Charlie se pronunciou pela primeira vez. Ele tinha a face em uma coloração avermelhada, tentava conter toda sua insatisfação com o que havia visto desde que seus olhos caíram sobre a filha sentada de forma leviana no colo de um homem.

– Ih caralho! Quil se fodeu agora, sogrão na área. O amish está quase tendo um aneurisma de tão vermelho que está. — Seth brincou falando baixo somente para que os rapazes escutassem, eles tentavam disfarçar os risos que queriam soltar.

– Papai eu... – Claire tentou se explicar, mas foi interrompida antes mesmo de começar a falar.

– Não Claire! Eu não quero escutar suas desculpas e justificativas sendo elas quais forem, nada irá apagar o que vi e estou vendo. Eu tenho vergonha de ter uma filha leviana como você. – pronunciou com dor as palavras e um aperto em seu peito. — Desde criança que você era rebelde, teimosa, atrevida... Mas eu achei que você iria se moldar com os anos. Mas não, você só piorou. – Charlie fechou os olhos com pesar, na tentativa de aplacar a dor que sentia. Quando voltou a abri-los, retornou o discurso. – Você com certeza convenceu Renesmee a vir para essa cidade de perdição e provavelmente a jogou no meio disso tudo. Você acha que eu não sabia que era o seu sonho deixar seu povo, a sua cultura e viver nesse mundo de perdição? Olhe para você, para suas roupas, seu comportamento... Foi isso que nós te ensinamos? Cadê seus conceitos, seus ensinamentos, a sua dignidade? Sua mãe e sua irmã choram todos os dias por imaginar que você está com medo, perdida ou até mesmo arrependida de sua escolha... — Charlie transpassou um sorriso de desgosto.

– Papai... – lágrimas escorriam de forma desenfreada pelos belos olhos azuis, parecia uma corredeira em queda livre.

Todos olhavam em choque a reação à típica da loira, que nunca abaixava a cabeça para ninguém, mas que agora estava se mostrando uma menina totalmente vulnerável e submissa perante sua verdadeira cultura. Renesmee também mantinha a cabeça baixa, escutando cada palavra doer em seu coração pela amiga. Um incômodo desconhecido perturbava Quil, ele não sabia como pensar ou reagir.

– Deixa! – Rachel segurou o ombro do irmão, que ameaçava tomar alguma atitude perante as palavras duras do sogro. – Você pode piorar ainda mais a situação dela. Não sabemos como funciona exatamente a cultura deles. – a mais velha falou ternamente no ouvido do irmão.

Quil ponderou as possibilidades e decidiu ainda se manter calado por enquanto.

– ...Porém a única coisa que consigo ver é você feliz, empoleirada no colo de um homem, que bolinava sem pudor seu corpo perante os demais presentes... Pior! Com o seu consentimento. – finalizou Charlie.

– Ela é minha namorada, isso é mais que normal, não existe nada demais no ato. Você está sendo absurdo em tudo que está dizendo. — Quil rebateu em defesa da loira, não conseguiu manter-se calado com a irmã havia solicitado. Não com Claire visivelmente tão fragilizada perante o rigoroso pai.

– Namorada? Desconheço essa denominação, meu rapaz. – desdenhou. — Isso não existe para o meu povo. Se você quisesse algo sério com a minha filha, já teria se casado com ela. – ditou categórico. — Desde que ela enviou a carta comunicando à decisão que havia tomado em não voltar para nossa comunidade e que estava namorando, que tal compromisso significava o mesmo que um prometido em nosso povo... Mas vejo que você só está enganando-a, pois ainda se denomina namorado dela, mesmo depois de três meses que recebemos a carta. – Charlie sempre foi conservador em sua cultura, era um pai muito rigoroso e severo. Não tolerava qualquer desvio de conduta de quem quer que fosse, nem menos da própria filha.

– Namoro é uma forma de compromisso, sim! Serve para nos conhecermos melhor. Não posso fazer nada se vocês desconhecem qualquer compromisso que não seja o casamento ou noivado. – Quil debochou dando de ombro. Achava tudo um absurdo e exagero do homem xucro e caipira.

– Então explique meu jovem. O que significa namoro para você? Quantas jovens você já não deve ter namorado? Quantas moças devem ter sentado em seu colo e sido igualmente bolinadas, ou quem sabe tenha feito coisa pior? Até quando você usará minha filha para satisfazer a seu ego? E depois que enjoar dela, o que você sugere que ela faça? Porque para casa ela não poderá mais voltar. – Charlie rebateu a altura afronta do moreno, voltando o seu olhar duro para filha. Claire nada respondeu, somente chorava compulsivamente. Todos os demais permaneciam em choque com a forma severa que cada palavra foi dita. – Claire, eu espero que você esteja realmente ciente de todas as consequências das escolhas que fez para sua vida, porque nenhuma terá volta. Você tinha uma família que te amava e que fazia tudo por você. Tinha um noivo que lhe respeitava, que a esperava para se casar e construir uma família ao seu lado, mas você preferiu se render a ganância e superficialidade desse mundo aqui fora. Aqui todos mentem, enganam, traem... Não existe remorso, compaixão ou amor ao próximo. Você se sucumbiu a viver em pecado!

– Não tio Charlie, o Quil ama a Claire! Eles vão se casar em breve, igualmente Jake e eu. – Renesmee falou chorando, tentava desesperadamente contornar a situação delicada que havia se instalado.

Cada palavra que o tio havia dito era como navalha cega cortando a sua carne, fazendo-lhe inúmeras chagas. Ela sabia que a amiga estava quebrada com tudo que o pai havia falado. Sempre a dor de uma seria a dor da outra, elas compartilhavam as mesmas emoções, era reflexo das suas almas interligadas.

– Renesmee, você sempre foi um anjo minha filha. Obediente, responsável, amável, terna... Sempre inocente, vendo bondade em tudo e em todos. Esse mundo aqui fora não é para você. Mas tenho certeza que Claire te convenceu do contrário. – Charlie falou com ternura, Renesmee era como uma filha. Ela era exatamente como gostaria que a própria filha fosse. – Você nunca vai enxergar a sombra no olhar de cada um desses homens aqui. – afirmou com tristeza após fitar cada um. Charlie não sabia dizer em que sentido era, mas soube desde o primeiro instante que os viu pela primeira vez, que não eram homens bons. — Mas pelo menos você sempre fez o certo, como lhe foi ensinado desde pequena. Casou-se para viver ao lado de um homem como sua mulher. Mas e a Claire... O que ela é? Somente a meretriz de um homem qualquer.

– Calma Charlie, vamos deixar a menina se explicar. – Carlisle colocou a mão no ombro do amigo, na tentativa de acalmá-lo. Charlie estava muito exaltado, a decepção estava impressa em seu olhar pesado.

Naquele momento, mesmo todos estando abismados pelo que ocorria e pelas palavras duras do amish, eles puderam perceber de onde Renesmee havia puxada tanta bondade e ternura. O homem loiro era de uma compaixão enorme.

Carlisle puxou Claire para seus braços, amparando a menina frágil que ela era naquele momento, dando-lhe o abraço e suporte que o próprio pai havia negado. Não que Charlie não amasse a filha incondicionalmente, mas Claire estava indo contra tudo que ele acreditava e defendia, tudo que sempre ensinou a ela desde que nasceu.

– Minha filha, o que está acontecendo? Por que esse rapaz não se casou com você ainda? – Carlisle falou com carinho, era irrevogável sua amabilidade. – Vocês não se amam? Faça-nos entender o que está acontecendo, tenho certeza que tem uma explicação plausível para todo esse mal entendido.

– Não Carlisle. – Charlie cortou, não passaria a mão na cabeça da filha. Não quando ela estava errada. – Sabe por que ele nunca se casará com ela? Porque eles já vivem como marido e mulher, mesmo não sendo casados!

– Charlie, não julgue mal a Claire... Ela não faria isso! – Edward defendeu com veemência a cunhada.

Carlisle pôs a mão no ombro do filho em nítido sinal que não era para ele dizer mais nada, também estava nítido para si a mesma conclusão que o amigo chegou.

– Agora que fodeu de vez! – Embry confidenciou próximo ao ouvido de Seth, que prendeu a gargalhada que estava preste a soltar.

Emmett e Paul também haviam escutado o que foi dito pelo caçula, e tentavam conter o riso que teimava em querer sair diante de cada piada que faziam. Para eles que não cresceram sobre a influência da cultura conservadora, tudo não passava de um grande exagero.

Todos se entreolharam discretamente, eles sabiam que o casal já matinha relação sexual a um bom tempo.

Quil pela primeira vez se remexeu incomodado com a exposição da parceira, que somente abaixou a cabeça e chorou ainda mais forte.

Renesmee olhou com desespero o marido, como se pedisse ajuda para contornar o rumo que a conversa estava tomando, ela sabia que o pior estava por vir.

– Me olhe Claire... Olhe dentro dos meus olhos e fale que você se mantêm casta, que você se preservou e guardou a sua virtude para o seu marido. Que você não mantêmm intimidade com esse rapaz. – Charlie ergueu cuidadosamente o queixo da filha, capturando seu olhar. No fundo ele tinha esperanças que a filha tivesse feito às escolhas certas.

– É agora que o Quil morre. Acho que podemos por na lápide dele a seguinte frase: “Aqui jaz um homem que desvirtuou uma amish antes do casório”. – Paul sussurrou somente para os mais próximos ouvirem, já que estavam mais distante de onde a conversa entre pai e filha ocorria. Os morenos se concentravam para não caírem na gargalhada com a piada de humor negro que Paul acabará de fazer.

– Perdão papai! – foram às únicas palavras que saíram sussurradas e com dificuldades dos lábios rosados da amish devido ao choro compulsivo.

Claire não conseguiu mais encarar os olhos do pai, precisou desviá-los após proferir as palavras sentenciais. Ela viu toda a decepção contida nos olhos cor de céu de verão. Jamais conseguiria mentir para o pai ou para qualquer pessoa que fosse. Toda a educação que recebeu de seu povo não havia sido totalmente perdida, ela preservaria eternamente muitos ensinamentos.

– Eu tenho vergonha de você, da filha que tenho! Nunca abra a sua boca para desonrar as origens amish dizendo que um dia foi uma de nós, por que você não é e nunca foi. Nada do que sempre lhe ensinamos foi aplicado em sua vida e suas escolhas. Era seu direito escolher não permanece em nossa comunidade, mas que fizesse da forma certa e honrosa. – Charlie estava desolado, falou cada palavra com o coração sangrando.

Claire não suportou as duras palavras do homem que sempre amou e admirou, quando deu por si já estava no chão, chorando desesperadamente. Renesmee sentido igualmente a dor da amiga, se jogando no chão junto a ela, abraçando-a firmemente.

– Não fale assim com a minha mulher. – Quil gritou para o sogro, que havia dado as costas para filha, começando a caminhar para se distanciar do concentrado de gente. Ele compartilhava a dor da amada, sabia que só ele poderia remediar a situação. – Não importa o que nós dois fazermos em nossa intimidade. Claire é uma mulher maravilhosa e eu realmente a amo demais. Não vou permitir que você venha lá de onde Judas perdeu suas botas para machucá-la com suas palavras desconexas e exageradas. Se for importante para sua cultura saber que ela está casada pra poder ser amada... Eu lhe dou a minha palavra que casarei com ela ainda essa semana. – Quil falou firme, passando segurança em cada palavra.

Todos olharam imediatamente para ele, muitos surpresos pelo ato do moreno. Com certeza aquilo era uma grande novidade para todos.

– Caceta, o Quil tá falando sério mesmo? – Jared perguntou baixinho aos rapazes, ele estava surpreso com a novidade.

– Espero que sim. E acho que está na hora do Jake dá um jeito na situação dele também. – Sam quem respondeu. Eles mantinham uma conversa paralela.

– Claire, minha gatinha. – agachou na frente da amada, que ainda estava nos braços da amiga. Jacob aproximou-se nesse momento para tirar a esposa do chão. Quil ergueu o rosto da namorada, vendo todo tormento que estava impresso nele. – Me perdoa por termos feito as coisas em uma ordem trocada mediante a sua cultura e educação, mas eu realmente não me arrependo de todas as vezes que a tive em meus braços. Amo te amar e te fazer minha mulher. Fui seu primeiro homem e serei o único, farei de você a minha mulher de todas as formas. Desculpe-me se não tenho um lindo anel para te dar nesse momento, afinal, não foi assim que eu planejava fazer... Mas você aceita se casar comigo e ser minha esposa? Eu juro que amanhã saio para escolher seu anel e preparar toda a documentação necessária. – Quil se sentiu aliviado, parecia que uma tonelada saia de seus ombros.

Há algum tempo já vinha pensando em regularizar a sua situação com a namorada, oficializar a união e formar uma família. Queria muito ser pai, ter filhos com sua geniosa amish.

– Sim, é claro que aceito ser sua esposa! – Claire respondeu emocionada. Em seu olhar tinha amor, paixão, carinho... Mas acima de tudo gratidão. Naquele momento o pedido havia se tornado importante e vital para ela.

– Pronto senhor, sua filha agora terá um esposo. – Quil alfinetou o sogro.

– Quais as garantias posso ter de que você está falando a verdade? Já enrolou minha filha até agora, quem me garante que não está falando isso para me enganar também? Você deve imaginar que não poderei ficar aqui para confirmar o que diz. – Charlie não confiava na palavra do povo fora de sua comunidade, muito menos do homem que dizia que casaria com sua filha caçula.

– Eu lhe dou a minha palavra como homem. – Quil havia levantado imediatamente do chão e pôs-se diante de Charlie, olhando em seus olhos e estendendo a mão para o sogro apertar e selar a palavra de honra.

Charlie após alguns minutos analisando o genro aceitou a enorme mão morena, apertando firmemente.

– Eu sei que você tem algo sombrio em sua alma, dificilmente me engano com as pessoas, principalmente com as do mundo aqui de fora. Você é podre por dentro eu posso sentir o cheiro da maldade, seus olhos não me passam confiança, mas espero que cumpra com a sua palavra. Agora minha filha só tem você nessa vida, ela não tem mais quem a defenda e posso notar nos olhos que tanto amei ver brilhar, o quanto eles brilham por você. Ela a ama, mas você mais que ninguém deve saber que ela é facilmente enganada, então a faça feliz e honre sua palavra, cumpra cada propósito que está declarando perante as pessoas. Só saiba de uma coisa: eu não gosto de você e jamais irei gostar. – falou próximo ao ouvido de Quil, finalizando a conversa.

O clima pesado não havia passado, parecia que uma energia de tensão ainda envolvia a todos. Charlie não estava feliz com a situação da filha, mas mediante a tudo que já tinha ocorrido, aquela era a única opção. Era como colocar uma tranca em uma porta já arrombada, mas era melhor consertá-la do que deixar a porta eternamente escancarada.

Quando as duas famílias amish receberam a carta de suas filhas comunicando a decisão em não voltar mais, ambas as tradicionais famílias da comunidade se chocaram com o comunicado. Era a primeira vez que duas jovens não voltavam mais para casa após o período da experiência de conhecer o mundo fora dos costumes conservadores. Eles eram de doutrina muito rigorosa, seguiam a ordem mais severa dos costumes amish, eles eram o extremo da religião.

Foi após longos períodos de reuniões com o conselho, que eles haviam conseguido autorização para saírem da comunidade e averiguarem o que realmente ocorriam com as duas jovens amish. Carlisle estava desesperado com a possibilidade da frágil filha indefesa no mundo fora de sua bolha protetora. Foi esse o motivo que mais pesou na hora da decisão do conselho, todos da comunidade sabiam dos sérios problemas de saúde da menina.

Quando o pedido foi solicitado, todo o conteúdo da carta das meninas foi exposto perante o conselho, naquele momento até os pretendentes das meninas solicitaram liberação para virem para cidade grande, mas no fim o conselho decidiu por liberar somente os pais e irmão das jovens. Inconsciente uma sábia decisão, pois a confusão seria muito maior se dois noivos amish estivessem presentes naquele momento.

– Senhores, eu me chamo Rachel Black. – a morena se apresentou para os três amish, apertando gentilmente a mão de cada um deles. Ela queria amenizar o clima pesado que ainda envolvia a todos. – Sou irmã mais velha do Jacob e Quil – apontou para os irmãos citados. – Sou a representante da nossa família. Infelizmente os nossos pais já são falecidos, mas eu estou aqui para dar a minha palavra como mulher, mãe e irmã, que suas filhas foram acolhidas por todos nós. Somos uma família muito unida, que sempre se protege em todas as ocasiões. Elas jamais ficarão desamparadas, independente do que possa acontecer. Eu prometo que vou cuidar dessas duas mocinhas, já as amamos como irmãs. Sei que nossa cultura é um choque comparada a de vocês, mas sempre vamos protegê-las. – garantiu a morena.

Os três homens a observavam intensamente, nunca Raquel sentiu-se tão exposta na vida, parecia que os amish olhavam sua alma. Após segundos de observação intensa, os amish acenaram positivamente. Carlisle agradeceu verdadeiramente, sabia que a bela mulher morena falava a verdade. Podia confiar em tudo que ela disse.

Rachel em mais uma tentativa de dissipar toda a tensão formada, começou a apresentar todos os membros da família, inclusive seus adoráveis gêmeos. A morena só omitiu o vínculo familiar que tinha com o próprio esposo, por mais que eles não fossem primos de sangue, poderia chocar os amish a ideia.

Mas antes que as apresentações fossem devidamente concluídas, uma nova tensão pairou sobre o ambiente.

– Nessie, meu amor. – Jacob chamou carinhosamente a esposa enquanto a irmã fazia as apresentações da família. Eles se mantinham abraçados. — Você está se sentido bem? Está ficando gelada... Nessie! Nessie? – Jacob já chamava nervoso pela amada, ela suava frio em seus braços. – Lee, me ajuda aqui, a Nessie não está bem. – o moreno pediu com desespero.

Todos olharam para figura pálida, totalmente sem cor da pequena loira. Um desespero brotou em muitos, mas principalmente nos amish.

– Filha, meu anjo... Olha pro papai, por favor. – Carlisle havia corrido na direção da filha, segurou entre as mãos o rosto frio da filha, que tinha os lábios sem cor.

– Pai, ela está doente de novo. – Edward falou com desespero.

– Calma, me deixa ver o que está acontecendo. – Leah passava entre os amish que cercavam Renesmee, que ainda era sustentada pelos braços do marido. – Eu sou médica e cuido dela. – esclareceu para os olhares inquisitivos. – Jake, vamos por ela sentada em uma cadeira.

Assim que a morena falou, Jacob já retirava a loira do chão sem qualquer esforço, levando-a para uma poltrona confortável que havia no louge do salão de festa da mansão da irmã.

– Alguém pode pegar uma jarra com água e um guardanapo de tecido? – Leah solicitou, já tomando o pulso da amish em suas mãos. Iria verificar a pulsação. — Fiquem todos calmos, ela só sofreu uma queda na pressão. – anunciou as demais, os tranquilizando, menos os três amish. – Foram muitas emoções em pouco tempo. Ela estava com a adrenalina elevada, mas agora que tudo estava se normalizando, a pressão dela despencou. – Leah passava o guardanapo que havia molhado pela nuca e testa da loira. – Rach, pegue algo de salgado para ela comer.

Leah cuidava da loira, Jacob não saia do lado da amada, assim como o pai o irmão da amish. Na verdade, todos se mantinham aglomerados próximos à grávida. Rachel trouxe um prato com alguns canapés e frios, que Leah imediatamente incentivou a loira a comer. Ela já estava voltando à consciência.

Renesmee comeu um pedaço de queijo e bebeu o copo de água, recuperando toda a cor da face. Ela estava se sentindo melhor agora, não sabia o que havia ocorrido, só sentiu o corpo leve e a visão perder o foco. Agora olhava todos a fitando com atenção.

– O que aconteceu? – perguntou encabulada pela atenção que tinha atraído para si.

– Você teve uma queda de pressão, isso fez você apagar por alguns segundos. — Leah falou carinhosamente, sorrindo logo em seguida.

– Amor, assim eu acabo tendo um ataque cardíaco. – Jacob beijou carinhosamente o topo dos cabelos platinados. – Você vive me dando sustos, não tem coração que aguente.

– Filha, você está doente novamente. – Carlisle lamentou agoniado. – Precisamos cuidar de você, mas não sei como fazer isso aqui fora na cidade.

– Não senhor Cullen, Renesmee está sobre meus cuidados médicos. Fique tranquilo que já sabemos sobre sua frágil saúde e os problemas de anemia, mas eles estão controlados. Essa queda de pressão é normal no estado dela, só precisamos ter cuidado para não deixá-la cair. — Leah explicou ao pai da jovem, que pareceu ainda confuso após explicação.

– Renesmee sempre foi muito doente, desde bebê. Os médicos falaram que ela tinha um problema de sangue fraco. Mas agora ela está mais doente? Não entendi. – Carlisle confessou. Edward mantinha-se igualmente confuso ao lado do pai, Charlie estava atrás dos dois amish.

– Não, Renesmee está bem agora, fazemos exames periódicos nela. Ela passa por consultas semanais. A anemia está controlada na medida do possível e a gravidez se desenvolvendo como esperado. Ela e o bebê estão bem e cuidaremos para permanecer assim, não precisa se preocupar. – Leah parou de explicar-se assim que observou a expressão facial dos amish mudarem. Carlisle estava pálido, assim como Edward, Charlie mantinha a boca levemente aberta.

– Ela... Ela... Éeer... Ela está em estado interessante? – Carlisle perguntou com dificuldade, ele não acreditava no que acabou de ouvir, pensou ter escutado errado.

– Eu não acredito que sobrevivi para escutar alguém se referir à gravidez como estado interessante. Sinto-me em outro século, isso não é real. – Jared balançou a cabeça sorrindo, os demais os acompanhando.

– Sim! – Leah manteve a sobrancelha arqueada ao confirmar a pergunta do amish. Ela olhou confusa de Renesmee para os amish. Já era notório o ventre redondo e saliente da loira, ainda mais no vestido justo e de cor clara que ela usava. – Renesmee está grávida de quatro meses.

– Você tem um filho crescendo em seu ventre, meu anjo? – Carlisle direcionou a pergunta à filha, observando pela primeira vez o corpo da jovem. Até aquele momento ele não tinha tido coragem de observá-la vestida com roupas inglesas, por isso não havia notado a mudança em seu corpo.

– Sim, papai. – Renesmee corou ao confirmar a gestação, estava com vergonha de o pai vê-la grávida. Agora que sabia como os bebês eram feitos, sentiu-se envergonhada pelo pai saber o que ela fazia com o marido. – Eu também não esperava ter um bebê tão rápido, mas estou muito feliz com a minha filha. – Renesmee alisou o ventre sorrindo encantada.

– Filha? – Edward perguntou confuso. – Você não pode mostrar preferência, tem que ficar grata com que Deus lhe enviar.

Renesmee sorriu com o que o irmão havia falado, ela nunca teve preferência em relação ao sexo do filho que esperava, mas se referiu a filha de forma definida em gênero simplesmente porque já sabia o sexo do bebê. Não foi fácil explicar como já sabia aquilo, mas depois de muito conversar, tudo ficou esclarecido. Os amish ainda absorvia a novidade, eles ainda viam Renesmee como a menina frágil e inocente, não que ela houvesse mudado sua característica, mas era nítido que agora ela já tinha algo de mulher em si.

Edward contou feliz que seu filho nasceu no começo do inverno, poucos dias após a partida das jovens da comunidade. Antony era um menino esperto e ruivinho como o pai, mas a copia fiel da mãe. Isabella estava ótima e estava se saído muito bem com a maternidade. Claire e Renesmee enlouqueceram de verdade quando o ruivo confidenciou que ele e a esposa estavam desconfiados que um novo bebê estivesse a caminho. Eles viviam em uma comunidade isolada do mundo e alheia a qualquer modernidade, então somente os sinais do corpo eram o indício da gestação.

Algumas horas haviam se passado, mas os amish ainda não se sentiam a vontade perante aquele grupo. Rachel insistiu que os três homens permanecessem para o almoço comemorativo do batizado dos filhos. Eles relutaram muito, mas acabaram cedendo após a doce gestante insistir muito.

Há todo momento Renesmee ou Claire explicava para seus pais ou irmão o pouco que sabiam do mundo aqui fora. Charlie ainda se sentia triste pela postura da filha, mas resolveu seguir o conselho do amigo, aquele momento seria único para eles, porque depois que voltassem para comunidade, jamais veriam as filhas novamente. Elas haviam feito uma escolha, assim como eles também fizeram há anos atrás.

O conselho tinha autorizado à saída deles, mas também determinou um prazo para o retorno. Eles teriam que voltar no máximo em uma semana para comunidade, esse era o tempo que teriam ao lado das amadas filhas. Não havia tempo para lamentações ou tristezas, deixariam para pensar quando regressassem para comunidade reclusa.

TLAD

Quatro dias haviam se passado ao lado de sua família de sangue, mas o difícil momento da separação definitiva havia chegado. Renesmee não queria ter que deixá-los ir, mas sabia que não podia prendê-los ao seu lado. A vida era feita de escolhas e cada um fez a sua.

Carlisle, Edward e até mesmo Charlie haviam se hospedado esses quatro dias na casa da loira, que os convenceu após muito dengo e persuasão. Até Claire também passou os dias na casa do cunhado. Quil não havia ficado na casa do irmão, iria respeitar — por aqueles dias — os costumes da amada. Ele a visitava todos os diariamente e logo no primeiro dia já levou o lindo anel de diamantes para noiva, selando de forma simbólica o noivado, por mais que para os amish em nada aquela jóia representa-se algo.

Jacob se comportou nesse período como um verdadeiro cavaleiro, sua encenação havia sido perfeita. Não queria preocupar a família da amada com algo que eles não poderiam mudar, então nada melhor do que se passar pela escolha perfeita.

– Meu anjinho, como está sendo difícil ir embora sem você. Tínhamos esperanças de conseguirmos levá-las de volta conosco, mas agora vejo que é impossível. Você se casou e está construindo sua família, que já rendeu até frutos. – Carlisle falou com ternura, repousando timidamente a mão sobre o ventre abaloado da filha. – A única coisa que lhe peço é que jamais se esqueça de quem você é e de onde você veio. Siga sua vida, mas não apague suas raízes. Seja sábia e zele por sua família, sua mãe ficará orgulhosa de você. Conte para minha neta que sempre a amarei, assim como jamais deixarei de amá-la. Todos os dias, até meu último suspiro de vida estarei pensando e rezando por você e sua família. Você tem a minha bênção e de sua mãe para ser feliz. – beijou com adoração o platinado cabelo da filha, que era idêntico ao seu. Renesmee de debulhava em lágrimas, Jacob estava nervoso, temia que a esposa passasse mal.

Carlisle estava emocionado e com coração partido, mas segurou as lágrimas. Os estavam úmidos, mas nada caiu deles. Edward já havia se despedido da cunhada e agora estava indo abraçar a irmã.

– Minha pequena, como dói me separar de você. – Edward confessou angustiado. A irmã era seu chamego, frágil e dependente dele. – Nunca esqueça que eu te amo irrevogavelmente, assim como Isabella. Vamos sempre falar de você e da Claire para os nossos filhos, das tias maravilhosas que eles têm. Por mais que eles nunca vão poder conhecê-las, quem sabe quando tiverem dezoito anos. – sorriu gaiato. – Manteremos a imagem de vocês em vivas em nossa família. A Isabella está pesando que se for uma menina, faremos um nome combinando o seu com o da Claire, ainda não sabemos em como vai ficar, mas estamos tentando criar algo único como vocês. – tocou carinhosamente a bochecha vermelha da irmã devido ao choro compulsivo, limpando as lágrimas que não paravam de cair. — Seja uma boa esposa e obedeça ao seu esposo. Ele te ama, dá para perceber pela devoção que ele cuida de você, é com o mesmo amor que nós sempre cuidamos. – Edward já deixava uma lágrima solitária escorrer pelos olhos. – Mamãe, Renée e Isabella mandaram um presente para você e outra para Claire. — o ruivo entregou o volumoso embrulho de papel pardo e barbante. — É para vocês jamais se esquecerem das suas origens e de tudo que elas lhes ensinaram.

Renesmee abriu o embrulho com a ajuda de Claire, nele continha duas lindas colchas de artesanato típico de seu povo. Era uma característica amish nacionalmente conhecida, muitas comunidades comercializavam as famosas colchas amish para o povo não amish. Era um dos produtos mais vendidos na lojinha de sua comunidade.

As despedidas continuaram sempre emocionantes. Jacob, Quil e até Rachel estava presente naquele momento, cada um firmando suas promessas. Queriam fazer os familiares das amadas partirem mais tranquilos.

Quil mostrou a documentação que estava providenciando para o casório. Rachel mais uma vez refez a promessa e Jacob também jurou cuidar e proteger a esposa.

– Jacob, eu sei que você pode nos julgar ignorantes em nossa cultura e religião tão severa e restritiva, mas em anos de minha existência eu jamais errei um julgamento. Aprendemos a enxergar o que vocês facilmente ignoram. Atos, gestos e até olhares os entregam facilmente... Sei que sua família é unida, que vocês se amam e se protegem verdadeiramente... Mas eu também notei que mesmo não sabendo exatamente o que é, sei que vocês escondem algo muito sombrio. Você jamais será uma pessoa boa e de luz, minha filha é a única coisa que ilumina a sua vida de treva. Eu deveria ficar preocupado em deixá-la em suas mãos, porém, algo muito sincero foi notado por mim e por meu filho desde o inicio que o vimos pela primeira vez: Você ama incondicionalmente Renesmee. Minha filha é o meu tesouro divino, o presente que Deus me deu, mas hoje eu a confio a você. Você em breve será pai, vai entender esse sentimento. Cuide dela com a sua vida, faça-a feliz. Isso é tudo que peço a você. – Carlisle falou cada palavra de forma clara e segura, deixando transparecer que o genro não havia completamente enganado com sua encenação de bom rapaz. Ele sabia que o moreno não era uma pessoa boa, mas que se tornava alguém melhor somente quando era algo relacionado à sua filha.

Jacob nada disse, somente apertou firmemente a mão do sogro e firmou a promessa olhando dentro dos idênticos olhos azuis da esposa. Renesmee era a cópia do pai, diferente de Edward, que era parecido com a mãe.

Não tinha mais o que prorrogar, o momento final havia chegado, a última chamada do ônibus tinha sido anunciada. O último e definitivo Adeus foi dado, mas Charlie não poderia partir sem falar o que precisava e que foi um dos motivos que o levou para cidade atrás da filha.

– Saiba que jamais abandonaremos vocês, nem que as levemos somente em pensamento ou em oração. Mas se tudo der errado e não tiverem mais como viverem nesse mundo... Sempre daremos um jeito de ficarmos juntos e de protegê-las, nem que para isso deixemos a comunidade do Maine, já que eles jamais aceitariam vocês de volta. Porém existem muitas comunidades amish mais liberais, que nos aceitariam. Não está tudo perdido, ainda podemos ficar juntos em algum futuro. Torço para que sejam felizes, mas saiba que se nada der certo... Ainda podem contar conosco, nunca irmos desampará-las. – Charlie abraçou e beijou amorosamente a caçula, que sempre foi tão diferente de seu povo, mas que a amou incondicionalmente.

O ônibus partiu levando os amish rumo ao Estado do Maine, na pequena cidade de Esmina. Era lá que uma parte dos corações das jovens eternamente estaria.

Se antes a família Black amava as doces amish, hoje eles passaram a admirar a força e coragem daquelas meninas simples e amáveis, que por amor deixaram uma parte importante de suas vidas para trás.

Jacob e Quil cada vez compreendiam melhor a sorte que tiveram em serem verdadeiramente amados por pessoas tão boas e puras. Eles agradeciam a Deus pelo presente único.

TLAD

O quarto estava escuro e silencioso, sequer um feixe de luz penetrava a grossa cortina blackout. Sobre a cama a jovem ressonava, mas não era um descansar sereno, estava mais para uma expressão cansada e exausta.

– Jenny! Amiga... – Barbara chamava calmamente à loira. – Como está se sentindo, melhorou? – perguntou preocupada.

– Não, estou me sentindo péssima! Todo o meu corpo dói, não dormi a noite inteira, tive febre altíssima... Estou um caco de pessoa. – lamuriou a loira.

– Acho melhor você ir ao médico para saber o que tem.

– Não há necessidade, eu sei o que tenho. – afirmou sem humor. – Estou com infecção urinária. Já comecei a tomar o remédio, acredito que em dois ou três dias já esteja tudo bem. – Jenniffer se mexeu sobre o leito, retirando a grosso edredom. Estava começando a suar, provavelmente o remédio começava a fazer efeito, abaixando a febre.

– Tem certeza que não quer que eu ligue para o Embry? Ele pode te levar no médico, assim você confirma se está realmente com uma infecção urinária. – sugeriu. — Eu te levaria numa boa, mas hoje eu não posso faltar lá na loja, estou na escala de trabalho. Sabe como é, né! – deu de ombros. Elas trabalhavam na loja aos domingos por escala.

– Pelo amor de Deus! Não comece. – Jenniffer cortou a amiga. – Vá trabalhar em paz e nem pense em ligar para o Embry. Hoje é o batizado dos sobrinhos dele e não quero a família me odiando por fazê-lo faltar a um dia importante como esse. Sei me cuidar sozinha, não é nada demais o que tenho. Tirando essa febre idiota e essa dor surreal para fazer xixi... Eu estou bem. – sorriu com ironia.

– É isso que dá ficar fazendo sexo que nem louca noite e dia depois de anos de abstinência. Eu não tive esses problemas. Mas lhe entendo, se o Embry for tão delicioso e insaciável como o Seth... Vale a infecção. – Barbara já gargalhava da cara da amiga, que jogou um travesseiro encima dela.

– Vá à merda! – Jenniffer responde fingindo está irritada, mas logo caiu no riso junto com a amiga.

– Agora é sério. – a morena retornou a postura centrada, mostrando a preocupação com a amiga. – Se você acha que esta piorando, eu quero que me ligue imediatamente, Ok? Deixo a loja em dois tempos e te levo no médico. Quer que eu compre algo ou traga alguma coisa? – perguntou atenciosa.

– Não precisa, tenho os remédios aqui comigo. A dispensa e a geladeira estão abastecidas... Vou focar legal. – sorriu tranquilizando a morena.

– Comporte-se mocinha ou eu ligo para o senhor insaciável. – Barbara deixou o quarto da amiga gargalhando alto, enquanto Jenniffer xingava palavrões absurdos.

A morena terminou de se arrumar e deixou o apartamento, mas não antes de conferir uma última vez como estava amiga, que reafirmou que ficaria bem sozinha. Barbara não poderia faltar o trabalho naquele dia, a escala era algo importante, não poderia ser mexida de última hora.

Jenniffer passou o dia em casa, alterando momentos de febre alta e estado febril, além é claro, da incrível dificuldade de urinar, a dor era algo aguda a cada tentativa. Praguejou-se por ter feito tanto sexo nas ultimas duas semanas.

Há todo momento sua amiga Barbara lhe envia mensagem perguntando se estava melhor, claro que ela sempre mentia dizendo que sim. Não ia preocupar a amiga ou correr o risco dela ligar para o certo moreno, que até o momento não estava sabendo de nada.

Embry estava no batizado dos sobrinhos, mas falava com a namorada pelo whatsApp toda hora. A loira nada dizia sobre o mal estar, tinha a péssima mania de achar que não precisava de ninguém, os anos de escolhas opostas a essa lhe levaram a um caminho de erros e muita dor, que ela não estava disposta a vivenciar novamente.

Jenniffer estava deitada no sofá, enrolada em grosso edredom, sua febre havia voltado, parecia que o remédio não estava mais fazendo efeito, mas tinha que esperar algumas horas ante de ingerir um novo comprimido. Sua atenção estava voltada para tevê, que passava um filme de princesa da Disney, ela amava assistir, mesmo com seus vinte e dois anos. Barbara tinha lhe enviado mensagem há quase uma hora atrás avisando que estava saindo do shopping e pergunto se ela estava precisando de algo, mas ela negou, tinha tudo que necessitava em casa.

A loira começava a ficar preocupa, já que o caminho do trabalho até a casa delas não demorava nem quinze minutos. Ela tentou chamar a amiga no whatsApp, mas a morena não estava online. Tentou telefonar, mas deu fora da área ou desligado. Ela estranhou de imediato, Barbara nuca desligava o aparelho, pensou que a amiga poderia ter ficado sem bateria.

Jenniffer já estava nervosa com a demora, mas antes que o pânico a dominasse escutou a chave ser girada na maçaneta e logo em seguida a porta batendo.

– Sua louca. Quer me matar do coração? O por que tanta demora? Eu já estava preocupada. – a loira falou ao escutar os passos da amiga.

A sala estava toda apagada, somente a luz da televisão iluminava precariamente o ambiente. Mas assim que a morena acendeu as luzes, o desespero dominou a loira.

– MEU DEUS! – Jenniffer gritou em desespero. – O que aconteceu com você? O que fizeram contigo? – a loira esqueceu qualquer mal estar ou fadiga e levantou correndo, indo amparar amiga.

Barbara tinha lábios cortados com um filete de sangue seco no canto da boca, cabelos desgrenhados, face inchada e em uma coloração avermelha patológica, provavelmente ficará roxa em alguns pontos. Os olhos vermelhos denunciavam o choro recente que reiniciou assim que viu a amiga. A blusa da morena tinha uma laça rasgada, nos braços e pernas tinham arranhões em vários pontos.

– Eu tô bem agora. – foram as únicas palavras que deixaram os lábios machucados.

Barbara abraçou a amiga com desespero, mas simultaneamente uma sensação de alívio passou por todo seu corpo, que desabou em prantos.

Jenniffer tentava acalmar a amiga e descobrir o que tinha ocorrido com ela, mas estava sendo impossível. Depois de tomar um copo de água com açúcar, Barbara começou a se sentir mais calma, aos poucos ia controlando o choro. Enquanto dava tempo dela se recuperar e se sentir pronta para falar, a loira foi cuidando dos machucados da amiga, fazendo curativo em cada um deles. Elas sempre cuidariam uma da outra, independente da situação.

– Ele me achou. – Barbara falou pela primeira vez, sua voz estava rouca pelo longo período de choro.

– Quem te achou? Do que você está falando? – Jenniffer perguntou confusa, parando de limpar o machucado no joelho da amiga, era o último lugar que faltava receber o cuidado.

– O Viny! Ele me achou. – a morena falou olhando dentro dos olhos da amiga, que dobrou de tamanho ao escutar a pronuncia do nome. Um frio percorreu a espinha da loira, que ficou tão pálida como um cadáver.

– Não é possível! – sussurrou incrédula, porém, por incrível que pareça, Barbara havia escutado. – Não tem como... Isso é impossível... Ele não pode ter nos achado, iríamos saber. Junior falaria algo. – negou avidamente, sua face já transbordava pavor.

– Jenny, foi ele! – afirmou segura. — Foi o Viny que me bateu assim. Típico dele, não? – Barbara tinha um sorriso amargo de desgosto nos lábios. – Você sabe que não é impossível. Seria impossível se estivéssemos morado no Alasca, Sibéria, Finlândia... Não em New York.

– Ele... Ele... Ele estava só? Ele te seguiu até aqui? – a loira já tinha os olhos cor de esmeraldas marejados, o desespero já dominava cada célula do seu corpo.

– Calma, ele estava só. – garantiu a morena. — Acho que veio sozinho para cá, talvez tenha vindo a passeio... Mas de alguma forma ele me encontrou. – enxugou a lágrima solitária que teimou em descer. – Ele me viu em algum lugar, talvez na loja mesmo ou no shopping. Ele esperou eu sair do trabalho e me seguiu. Quando estava passando pela rua estreita onde contamos caminho, ele me arrastou para um beco ali perto, nunca reparei que ali havia algo do tipo. Não tive como fugir... Ele começou a falar as merdas dele, a me pedir dinheiro, perguntou sobre você. – nessa hora a morena ergueu olhar para fitar a amiga, que já chorava de forma compulsiva. – Eu garanti que não fazia ideia de onde você estava, que você tinha ganhado uma bolsa para estudar na Europa... Mas ele sabe que é mentira, que nós não nos separaríamos.

– Ele vai dá com a língua nos dentes, ele vai contar que te achou, consequentemente, me achou. Estamos perdidas! Vamos dar tudo que nós temos para ele, quem sabe se contente e se cale. – a loira sugeriu no desespero.

– Você realmente acredita que o Viny vai se calar ou se contentar com o que possamos dar a ele? Até pode ser por um tempo, mas ele vai ficar nos chantageando. Eu conheço esse filho da puta, dormia todos os dias com esse desgraçado. – disse com raiva, por um dia ter se relacionando com um homem daquele tipo. Ela chegou a pensar que amava aquele homem sem escrúpulos.

Jenniffer andava de um lado para o outro da sala, parecia um animal indefeso e acuado. Ela passava as mãos tremulas nos longos fios dourados. Sua vida parecia que estava entrando nos eixos. Quando tudo começou a desabar? – Ela se questionava internamente.

– Por que ele te bateu? – a loira mudou o foco da conversa, não iria adiantar se desesperar agora, tinha que pensar com calma.

– Advinha? – Barbara sorriu sem humor. – Além de dinheiro, querer saber de você...

– Ele... Ele... Forçou você a transar com ele? – perguntou assuntada, conhecia o tipo de caráter – ou a falta dele — de Viny. Afinal, infelizmente foi ela que tinha apresentado o moreno a amiga quando eram mais jovens.

– Ele tentou de muitas formas... Mas eu consegui escapar dessa vez. Acho que no fundo ele queria brincar de gato e rato, testar meus nervos... Claro que se eu cedesse, ele iria gostar.

As amigas ainda conversavam sobre tudo que tinha ocorrido, pensando em o que poderiam fazer para se livrar daquele estorvo do passado delas, quando de repente a campainha soou alta pelo apartamento. Elas se entreolharam com os olhos arregalados, o desespero nublado suas belas faces.

– É ele... Ele seguiu você. –Jenniffer disse agoniada. – Vamos deixar tocar, não vamos atender. Ele vai se cansar e vai embora, ou alguém vai por ele pra fora.

Elas ficaram em silêncio, deixaram a campainha tocar insistentemente. Porém, alguns minutos depois, com o estridente som ainda ecoando no ambiente, o celular da loira vibrou insistente sobre a mesinha de centro. Ela atendeu, era o namorado.

– É o Embry que está na porta tocando. – contou aliviada para morena. – Vou abrir para ele. – Jenniffer já se levantava e caminhava em direção à porta, quando Barbara segurou seu braço.

– Ele não pode me ver assim, tenho certeza que vai contar pro Seth. – afirmou. – Me deixa ir para o quarto, vou me trancar lá dentro. – Barbara já recolhia o material da caixa de primeiros socorros e corria para seu quarto, se trancando logo em seguida.

Jenniffer foi abrir a porta para o namorado, que já agarrou e selou os seus lábios, iniciando um caloroso beijo.

– Minha delícia, você está muito quente. O que você tem? – Embry perguntou assim que findou o beijo. Tinha notado ao abraçar a namorada, que a pele dela estava queimando.

– Eu estou com febre, ela não está querendo abaixar. – respondeu distraída. Jenniffer tinha esquecido até da própria febre mediante a tudo que tinha acontecido na última hora.

– Como assim ela não quer abaixar? Desde que horas você está tendo febre? – Embry estava surpreso com a informação. – Pode ir trocar de roupa que vou te levar para minha prima te examinar.

– Embry, sem exageros. – cortou o moreno. – Eu sei exatamente o que tenho e já estou tomando os remédios. Logo essa febre abaixa, não há necessidade de incomodar ninguém.

– E o que você tem? – perguntou preocupado.

– Só uma infecção urinária. – deixou um sorriu jocoso brincar em seus lábios. – Andamos tento dias muito agitados... Se é que me entende. É “normal”–fez aspas ao falar- isso acontecer.

O entendimento logo passou pelos olhos do moreno, que incrivelmente se excitou e voltou a capturar os lábios bem delineados da namorada.

– Vamos parar com essa pouca vergonha aqui na porta. – a voz grave interrompeu o excitado casal. – Cadê a minha namorada gostosa? – Seth sorriu brejeiro.

Imediatamente o desespero dominou a loira, que não conseguiu disfarça a tempo. Tanto Embry como Seth perceberam que algo de errado acontecia, que a loira escondia alguma coisa.

– Jenny, por que você demorou a abrir a porta? – questionou Embry.

– Cadê a Barbara? – perguntou Seth.

Ambos os morenos haviam feito a pergunta simultaneamente, eles estranharam a reação nervosa da loira, por mais que ela tivesse tentado disfarçar.

– Eu estava no banheiro... Por isso demorei. – respondeu primeiro o namorado, já buscando uma desculpa na cabeça para responder ao moreno que ainda esperava sua resposta. – A Babi chegou da loja morrendo de dor de cabeça, acabou tomado um analgésico e foi dormir.

– Ok, eu vou lá no quarto dela para vê como ela está. – Seth já começava a caminhar quando foi impedido.

– Não! – Jenniffer elevou o tom nervosamente ao falar, aguçado ainda mais a desconfiança dos morenos. – Ela está realmente péssima, Seth. Deixe-a dormir, amanhã vocês se falam.

– O que você está escondendo? – Embry contestou, seu tom deixou claro que não era uma pergunta e sim uma afirmação.

– Nada, só não tem porque acordá-la. Amanhã eles se fal...

A loira não concluiu o que falava, pois Seth já caminhava a passos firmes na direção do quarto da namorada. Ambos os morenos sabiam que a loira estava escondendo algo, e eles estavam mais que dispostos a descobrir.

Assim que o moreno rodou a maçaneta e constatou que a porta estava trancada, começou a esmurrar furiosamente a madeira. Ele sabia que não era hábito da morena trancar a porta do quarto, ainda mais passando mal.

Se Jenniffer achou que tudo estava péssimo e que não podia ficar pior, agora ela percebeu que estava terrivelmente enganada. Se a desgraça já tinha sido formada com uma porta do passado sendo aberta, imagina ali, com o seu futuro se encaminhando para uma verdadeira tragédia. Ela sabia que tudo iria pior drasticamente quando os morenos fitassem o estado que Barbara estava.

A loira começou a rezar mentalmente quando os sons dos murros na madeira ficaram mais fortes e o namorado a olhar enigmaticamente, tinha muito mais que especulação naquele olhar. Os pêlos loiros se eriçaram e o frio dominou seu corpo quando o som da porta se destravando chegou aos seus ouvidos.

TLAD

As luzes da tevê era refletida sobre o corpo descansado preguiçosamente no sofá, ao lado de Renesmee estava Branquinha, a filhotinha mantinha as quatro patinhas para o alto em um nítido momento confortante ao lado de sua dona, que assistia pela milésima vez o programa Um Bebê Por Minuto. A loira adorava assistir como era as mamães tendo seus bebês pela primeira vez e não cansava de alisar seu ventre imaginando como seria quando sua pequena estivesse em seus braços. Suspirava a cada imagem que seus olhos fitavam na tela plana.

Jacob havia chegado do serviço há duas horas e tinha deixado a esposa assistindo seu costumeiro programa, contudo, o moreno se sentia angustiado. Há semanas não transavam, foi um custo manter a face de rapaz rogado quando seu sogro e cunhado estavam em sua casa, além é claro do pai de Claire que nada o deixava satisfeito. Ele andava de um lado para o outro em seu quarto, aliviar-se sozinho não era da qual ele gostava, mas há três dias era a solução que havia arrumado. Desde que chegou em casa cheirando a álcool e perfume barato de uma vagabunda e Renesmee passou tão mal por isso, ele se conteve e organizou sua mente para que aquilo não voltasse a se repetir e a solução mais absurda foi se masturbar para aliviar a sua tensão. Mas nada do que fizesse seria capaz de conter a vontade sobre sua esposa, sentia-se um adolescente cheio de hormônios, mas não podia evitar, Renesmee era a mulher que lhe satisfazia em todos os sentidos, só que no momento ela estava deixando a desejar em seu quesito de esposa viril.

Cansado de esperar que ela viesse se deitar, ele vestiu uma calça de moletom e desceu atrás da esposa. Assim que chegou a luxuosa sala, sentiu uma pontada forte em seu membro. Seus olhos fixos na imagem da loira extremamente sexy e atraente deitada sobre o sofá, com as pernas cruzadas. A camisola fina de seda moldava-se em seu corpo, deixando ainda mais atraente a seus olhos. Os cabelos esparramados sobre o braço do sofá, os seios redondos subiam e desciam conforme ela respirava. Sentiu a boca salivar, não aguentava mais aquela situação, toda aquela abstinência.

Caminhou até ela e pegou Branquinha que abriu os olhos virando a cabeça de uma lado para o outro sem entender.

– Vá para sua cama bola de pêlos e dê um espaço para mim. – bateu carinhosamente no traseiro da filhote que obedeceu o dono.

– Jake, tadinha. – Renesmee lamentou sorrindo e se levantando para ficar mais perto do esposo.

– Nessie, amor. Você não se cansa? – perguntou derrotado. Aquela situação estava fora de controle.

– Olha amor, olha que lindo aquele bebê. Os olhinhos tão abertos assim que nasceu. – ela não havia escutado uma palavra sequer de Jacob. Ele por sua vez, pegou o controle e desligou a tevê.

– Jake!

– Ah, amor fala sério. Também necessito de atenção. – a olhou nos olhos. – Sei que ama ver essas coisas de bebês e talz, mas porra Nessie, não transamos a dias, semanas, meses... Sei lá, perdi até as contas. Não aguento mais, nem os beijos estão mais rolando...

Jacob estava visivelmente cansado, não fisicamente, mas sim mentalmente com a situação. Renesmee sentiu o peito apertar, estava tão negligente com o marido a aquele ponto? Ela não se recordava da última vez que trocaram algum carinho mais intimo e de uma forma estranha ela não sentia tanta vontade quanto antes, ela sentia sim a necessidade de ter Jacob sempre por perto, porém mais afetuosamente do que sexualmente.

– Esquece! – ele disse se levantando ao notar que nenhuma atitude partiria da parte de Renesmee. – Pode ficar ai, vou dormir no quarto ao lado, porque está torturante sentir seu cheiro todas as noites e não conseguir lhe tocar. – assim que fez menção de se levantar, a loira o puxou pelo braço em um apelo.

– Não Jake, não precisa... – a voz doce soou em rendição. – Me desculpe, eu não sei o motivo, juro que não sei, mas não faço nada pensando em lhe magoar, eu somente me encanto vendo tudo para nossa filha, quero aprender mais e mais para ser uma boa mãe. – os olhos cristalinos como o azul do mar baixaram melancólicos. Jacob sentiu um arrepio em seu corpo, não queria que tudo desandasse, mas queria ter sua mulher de volta. Entendia todos os motivos pelo qual ela queria ser boa mãe, mas não duvidava da sua capacidade, Renesmee apenas tinha que aprender a enxergar isso.

– Ei, tudo bem. Não fique assim. – ele a puxou para perto de si entrelaçando os braços em sua cintura. – Será uma ótima mãe, não duvide disso, apenas não deixe de ser a minha esposa. – ele levantou o pequeno queixo com o indicador e pode visualizar seus olhos a fundo. Céus, ela era excitante até mesmo tristonha, ou ele que estava se deixando levar pela sua abstinência.

Sem palavras, Renesmee aproximou seus lábios para que então Jacob pudesse saborear a sua boca como a muito não fazia. Desejo e luxuria.

As mãos tomaram um rumo tão já conhecido, mas que não desfrutava a algum tempo. As caricias estava cada vez mais intima e excitante, o ventre saliente de Renesmee a deixava ainda mais desejosa aos olhos de Jacob. O membro pulsava sobre os tecidos que o cobriam e a loira pôde sentir toda a vontade de Jacob sobre ela quando ele a puxou para seu colo. A alça da camisola deslizou pelo ombro direito, dando assim livre acesso para que Jacob pudesse degustar do mamilo rosado o enfiando em sua boca. Gemidos sôfregos escapavam pelos lábios finos e rosados de Renesmee, ela tinha as mãos apoiadas nos ombros másculos enquanto sua cabeça pendia para trás a cada sugada que recebia em seu seio. Com uma mão Jacob amparava as costas da loira e a outra ele acariciava o seio direito e o apertava com vontade.

Nunca se cansaria dela, daquele corpo, daquele cheiro. Somente ela era capaz de enlouquecê-lo em todos os sentidos. Ah, que saudades e elas acabariam naquele momento.

Jacob a deitou cuidadosamente no sofá, ficando por cima do pequeno corpo, tendo o total controle de seu peso para não machucá-la. As mãos desceram pela lateral do corpo curvilíneo parando na barrinha do vestido, onde o moreno o levantou até a cintura da jovem amish. A boca empapou de saliva ao ver a mínima calcinha rendada cobrindo sua pelves. Jacob retirou a calça de moletom juntamente com sua boxer e tirou a mão do corpo da esposa somente para alisar seu membro duro feito rocha.

– Se soubesse o quanto eu te desejo Nessie... – gemeu mordendo o lábio de forma bruta serrando as sobrancelhas. Suas mãos deslizaram a pequena peça intima jogando-a em seguida em um canto qualquer da sala.

Renesmee estava em pleno frenesi, sentia um enorme desejo pelo marido só não entendia o porque ela não conseguia se entregar como antes, mas o desejo ainda estava ali.

– Oh! Céus, Jake... – a voz doce saiu rouca entre os lábios em um gemido alucinógeno. Jacob lambia e sugava seu ponto sensível. A loira estava tão molhada que sua língua mesmo se estivesse seca, deslizaria pelo local rosado. – Jake... Hum... – gemeu assim que ele deslizou um dedo dentro dela e a sugou com fervor.

Ele beijou a carne rosada enquanto seus dedos faziam movimentos de vai e vem, a boca começou a subir pelo corpo ele queria que ela sentisse seu próprio gosto ao beijá-la. Jacob retirou a mão de dentro da esposa para poder melhor e apoiar e controlar seu peso para que assim pudesse então se aprofundar dentro do corpo que tanto o completava, ele se encaixava lentamente dentro dela quanto as bocas se deliciavam em um beijo árduo e lascivo, mas assim que estava dentro por completo e deu a primeira estocada, Renesmee espalmou as mãos em seu peito o forçando para cima.

– Para Jake, para tudo. Chega! – ela gritou. Ela havia sentido algo entranho em seu ventre. Não era como antes, não era aquela sensação gostosa que sentia quando estava excitada ou em algum momento intimo com o marido.

Jacob se assustou e saiu completamente de dentro da amish ajudando-a ficar sentada.

– Nessie o que houve? Te machuquei? Eu fui com calma sabia que poderia doer e...

Ela não ouvia nada ao seu redor, os olhos fixos ao nada, as mãos repousadas em seu ventre, um sorriso singelo nos lábios.

Sua expressão deixou Jacob confuso.

– Pelo amor de Deus Renesmee, o que houve? Está com dor? Responda caralho! – berrou, mas nem os seus gritos fizeram o sorriso dos finos lábios sumir.

– Não Jake, não é isso... – os olhos já marejados, a voz embargada. Ela pegou a mão enorme de Jacob e colocou junto a sua em seu ventre. – Sente isso Jake? – sussurrou. — Sentiu isso?A bebê amor, ela esta se mexendo.

Jacob não entendeu nada, sua atenção se deu totalmente ao ventre da esposa, mas seu coração acelerou em uma emoção nunca sentida, ali na palma da sua mão ele sentiu um pequeno chute, singelo, mas o bastante para lhe fazer sorrir abertamente em contentamento. Sua filha, o pequenino ser que ali crescia estava demonstrando o quanto ela já fazia bem a eles.

– Sim... – disse atônito. – Eu... Eu... Olha! Outra vez. – os olhos se arregalaram. Jacob começou a falar e a pequena começou a se agitar dentro do pequeno ventre. Os movimentos eram delicados, mas muito notados pelos pais que apreciavam aquele momento único.

Os olhos do moreno se encheram de lágrimas, algo que era difícil de acontecer, no mesmo momento em que se sentiu feliz se sentiu angustiado. Se a bebê era capaz de lhe fazer se sentir assim apenas com seus primeiros movimentos dentro da barriga, quando nascesse ele tinha que se preparar mentalmente para todas as emoções possíveis. Assim como Renesmee, ele era seu protetor... Aquele pequeno ser indefeso era tudo de mais precioso que havia lhe acontecido, estava diante de uma pessoa que o deixava vulnerável e estava sentindo alguém se mexer apenas pelo som de sua voz e entendeu que não seria uma mulher a lhe deixar assim e sim duas. As duas maravilhas em sua vida.

– Fale mais Jake, ela gosta da sua voz... – pediu a loira enxugando uma lágrima sorrateira.

O moreno ficou sem jeito, o que falaria? Mas a emoção aflorada o deixou levar para o óbvio.

– Papai te ama muito minha pequena... Gosta quando converso com você? Gosta quando estou perto da mamãe? – se sentiu um tolo abobalhado falando daquele modo, a voz era doce, mas o engraçado é que ela não era forçada. Veio de dentro, veio da alma.

Renesmee não se continha de felicidade e a gargalhando soou de ambos quando um pequeno tremelique aconteceu após as palavras do moreno.

– Ela gosta Nesse, ela gosta de mim. – ele disse cheio de si e se aproximando ainda mais perto da barriga da esposa. – Eu vou te amar pra vida toda. – beijou a pele perto do umbigo após sussurrar as palavras com carinho. Alguns minutos ficaram naquele gesto, mas a bebê deveria ter se ajeitado e os movimentos cessaram, levando Jacob de volta a sua postura de homem rejeitado pela mulher grávida.

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– Acho que dormiu. – a loira sorriu ao falar. Jacob retirou a mão do ventre e vestiu somente as calça de moletom.

– Não foi só ela que dormiu... – a voz irônica e sem emoção apertou o peito da loira.

Não tinha como não curtir o momento em que sentiu sua filha mexer pela primeira vez, mas sabia também que mesmo Jacob tendo ficado emocionado com tudo ele também estava bravo por não conseguir terminar o que havia começado. Ele não era sem emoção, mas sua virilidade, seu tesão clamavam pela Renesmee a todo o momento.

– Eu preciso de um banho gelado Nessie, vou subir e ficar no outro quarto como havia dito. – as mãos nervosas passavam pelos fios negros em sua cabeça. — Não demore para ir deitar, boa noite! – beijou rapidamente os lábios da esposa que não desgrudava as mãos do ventre na esperança de sentir mais uma vez em sua palma sua pequena se remexer. Ela apenas assentiu ao que o esposo disse, mas de alguma forma não se sentia feliz com aquilo, muito menos ao fato dele querer dormir no outro quarto porque ela não conseguia satisfazê-lo.

Os olhos azuis acompanharam Jacob subir os degraus de dois em dois, aquilo não era legal. Ela soltou um suspiro profundo.

– Acho que o papai está chateado amorzinho... Mamãe não anda cuidando dele, você ainda nem nasceu e já dedico meu tempo a você. – a mão acariciava de cima abaixo a pequena saliência. Ela riu alto quando um pequeno movimento foi feito. – Você é sapeca, pro papai fez festinha e pra mim esta ai toda preguiçosa. Acho que precisamos mais um pouco do papai você não acha? A mamãe não quer ele longe... Acho que vou fazer uma surpresa, mas a mocinha precisa ficar quietinha ou ele irá ficar bravo porque a mamãe não cuida mais dele. Combinadas?

A amish conversava com sua filha enquanto juntava sua calcinha e subia para seu quarto, era estranho, mas o laço materno ia além de palavras. Renesmee transmitia todo o amor em seu coração para filha de todas as formas possíveis, mas foi a primeira vez que ela sentiu esse amor ser retribuído.

A loira não queria o esposo longe, não queria dormir sozinha e jamais iria permitir que aquilo os afastasse, além do mais, ela também se encontrava insatisfeita no momento. Precisava dele, precisava um pouco mais de Jacob Black.

Um banho rápido, uma nova lingerie e uma camisola de botões era o que ela precisava. Ousada! Renesmee estava cada vez mais ousada quando o assunto era se deliciar nos braços do marido, há muito não estava se sentindo tão viril, mas naquele momento, seu baixo ventre formigava apenas de pensar nas sensações que ele lhe proporcionava.

Com os cabelos molhados e descalça, a loira caminhou até o quarto ao lado, abrindo a porta sem nenhuma aviso.

Jacob estava sentado sobre a enorme cama size e assistia a um programa qualquer na televisão.

– Ela te ama Jake, ela sente sua presença... Não posso ficar longe de você sequer por minuto quanto mais dormir separados. Hoje eu te quero, hoje eu quero te sentir e quero que me faça completa como todas as noites, porque eu te amo! – ela ditou fechando a porta atrás de si.

Os olhos negros se arregalaram assim como o seu membro acordou de um transe. Ela caminhava em sua direção, pingos de água caiam do cabelo até pingar ao chão. As mãos abriam os botões da camisola lentamente até que o tecido caiu por completo em seus pés assim que ela estava a centímetros dele.

– Hoje eu te quero. – ela sussurrou.

– E eu te quero sempre! – ele a alcançou agarrando seu corpo com fervor e esmagando seus lábios com desejo de um beijo ardente.

Notas finais
Momento cute no final, depois da tensão do começo do capítulo. Mas prestamos mesmo a atenção? QUIL E CLAIRE NOIVOS!!! O_O Baby mexendo, Jake bobo!!! Ownn eu amei esse capítulo e vocês? Tirando a parte em que a Babi leva uma surra. Mas quem sera Viny? O.O Galerinha, comentem estamos sentindo falta hein... Beijinhos e mais beijinhos nos vemos em 2015!!!