Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
O movimento no ambiente pequeno e apertado era grande, o espaço -já limitado- estava ainda mais reduzido devido às caixas que estavam espalhadas por todos os lados. As duas jovens andavam para baixo e para cima do pequeno apartamento encaixotando tudo que levariam em sua mudança. Não seriam muitas coisas, uma vez que já compararam o novo apartamento mobiliado e venderam sua antiga morada com todos os móveis. Entretanto, os objetos pessoais seriam levados, assim como; roupas e utensílios domésticos.
– Ótimo programa para um sábado à noite. – Barbara resmungou para a amiga.
Elas guardavam os utensílios da cozinha, era a última parte da casa que faltava para terminarem de guardar tudo que levariam para o novo lar.
– Fazer o que se só temos hoje e amanhã para realizar a mudança? Por mais que seja aqui para o prédio mesmo, não podemos levar essas coisas nas mãos. – Jenniffer agitou os dois copos que segurava nas mãos enquanto falava, referindo-se as louças; copos, talheres, panelas... Que elas guardavam nas caixas de papelão.
– Sim, claro. – a morena concordou sem emoção. – Mas os poucos sábados que nós podíamos sair para fazer algo, já que você não vai estudar esse fim de semana, estamos fazendo essa mudança chata. Odeio mudança! – reclamou.
– Odeia mudança, mas está doida para morar no novo apartamento. – concluiu. – No pain, No gain! – a loira sorriu sarcástica.
– Por que você sempre tem que ser estraga prazer? – Barbara perguntou fingindo falso aborrecimento. – Poderíamos sair para comemorar a compra de nosso novo apartamento e comemorar sua mais nova conquista profissional. – a morena já pulava no mesmo lugar de forma eufórica.
– Ainda está cedo, apenas seis e meia da noite. – olhou o relógio no pulso. — Se pararmos de falar e terminarmos logo... Saímos para dançar! – a loira falou também pulando junto com a amiga, estava louca para se distrair, as semanas estavam intensas e estressantes demais.
– Então, mãos a obra! Por que hoje eu quero balançar meu corpinho na pista. – Barbara começou a guardar os utensílios com mais empenho e vontade.
As duas amigas rapidamente voltaram a embalar as coisas que levariam da cozinha na mudança, queriam acabar o mais rápido possível para enfim poderem iniciar a noite de sábado.
Elas há muito tempo juntavam dinheiro para fazer a troca de imóvel, porém só aguardavam uma boa oportunidade. Foi quando o zelador do prédio as informou que tinha um ótimo apartamento de dois quartos sendo vendido e que a moradora tinha urgência de vendê-lo. Imediatamente deram um sinal para segurar o apartamento e milagrosamente conseguiram vender o delas rapidamente também. Agora estavam dando mais um passo importante em suas vidas, elas estavam felizes por isso.
– Pronto! – Jenniffer gritou feliz. – Agora é só levar lá pra cima e ai estamos livres para curtir a night!
– Já estou indo pegar com o zelador o carrinho de compras. – Barbara corria para fora do apartamento, tinha pressa em concluir a tarefa.
Eram nove horas da noite, quando as brasileiras terminaram de levar todas as caixas para o novo apartamento, que ficava dois andares acima do antigo.
– Acabou! – Barbara gritou jogando os braços para o ar. – Agora vamos nos arrumar para sair.
– Você vai ligar para alguém ir com a gente? – Jenniffer sondou a amiga, sabia que ela estava saindo direto com o moreno.
– Não! – disse seca. – Acho que o Seth hoje esta me dando um perdido.
– Deixa de neurose. — a loira revirou os olhos, sabia como a amiga era cismada. – Por que você esta achando isso?
– Porque ele veio com uma historinha estranha... Sei que é mentira. Sem contar que quantas vezes o Embry te ligou hoje? — a morena mantinha as sobrancelhas arqueadas e um sorriso irônico nos lábios. – Seth falou que iria ter uma reunião de família. Mas sempre que isso acontece, ele me liga várias vezes, mas não hoje! — completou sem humor.
– O Embry ainda não me ligou hoje. – sussurrou como se falasse para si mesma. – Mas eu não tenho compromisso com ele, nós nem temos nada, foram só uns beijinhos e olhe lá. Ele faz da vida dele o que ele quiser. – Jennifer estava irritada e levemente enciumada, mas não admitiria isso nem para si própria.
– Ah tá! E aquele papo de achar que estava na hora de dar uma chance a ele? Que parecia que o destino queria unir vocês dois? Que vocês estavam sempre se esbarrando nos lugares? Não precisa confessar para mim, mas confesse para si própria que está com raiva da possibilidade dele agora está dando atenção à outra mulher. – Barbara lembrou a amiga da conversa que tiveram, onde a loira se mostrou bem afetada com todas as coincidências que envolviam os dois.
– Já falei que não existe nada entre nós. Embry faz da vida dele o que ele bem entender. – deu de ombros, fingindo não estar afetada com tal possibilidade do moreno estar com outra ou até de ter desistido dela. – Agora vamos tomar banho e nos arrumar, porque hoje a noite é nossa! – a loira já tirava a roupa e entrava no banho.
O que a Jenniffer não sabia e nem desconfiava era que o destino não a empurrava para o moreno, mas sim que ele estava a seguindo e a vigiando. Embry além de ter instalado vários programas no celular da loira para monitorá-la, ainda tinha posto um de seus empregados na cola da brasileira. Ele sempre sabia onde ela estava e com isso armava as falsas coincidências, que estava surtindo cada vez mais efeito.
Duas horas já havia se passado e as brasileiras deixavam o apartamento onde ainda moravam. Elas estavam divinas em suas produções, capricharam nas roupas e maquiagens.
Rapidamente desceram o elevador e pegaram um taxi em frente ao prédio onde moram. O caminho até o coração de New York não era longo e o motorista fez em poucos minutos.
– Tem certeza que essa boate é boa? – Jenniffer pergunta a amiga assim que desceram do taxi.
– A galera lá da faculdade está comentando que o ambiente é ótimo e diferente. Que está dando muitas pessoas bonitas, estamos aqui para reforçar o time de beldades. – Barbara brincou ao falar. – Se não curtimos, podemos ir lá para o clube. – se referiu ao clube latino que frequentavam.
– Então vamos entrar... Porque a noite é uma criança baby. – a loira gargalhou de forma contagiante.
Elas rapidamente conseguiram entrar na boate e seguiram direto para o bar, que ainda possuía algumas cadeiras vagas. Estavam adorando o ambiente, que era elegante e animado, repleto de gente bonita. O DJ era bom e estava tocando uma excelente sequência de músicas, que arrastou as duas amigas para pista de dança. Elas dançavam de forma sensual, atraindo muitos olhares, não demorou muito até dois lindos homens aproximarem delas, que aceitaram de imediato as belas companhias.
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Embry dirigia rapidamente pelas ruas de New York, o moreno estava irado. Seu primo Seth, que estava ao seu lado no banco do carona, não estava diferente em sua raiva.
Eles estavam curtindo uma festa na casa de uma amiga, onde sempre rolavam as melhores orgias. Tinham ido tranquilos, estavam confiantes em saber que as mulheres as quais investiam estavam em casa, arrumando algumas coisas. Porém, em pleno auge da festa, o celular de Embry começou a tocar insistentemente. Após muito relutar, o moreno atendeu ao conhecido número, que o informou que sua nova pupila não estava mais em casa e sim em uma boate badalada de New York, junto de sua amiga morena. Imediatamente Embry arrancou o primo dos braços de uma ruiva, contando logo o que estava ocorrendo. Ele não precisou terminar de falar, Seth já o arrastava para saída da festa.
Embry estacionou o carro sem qualquer cuidado, uma manobra quase que brutal, deixando o automóvel importado todo desalinhado na vaga.
Os morenos subornaram os seguranças do local dando um alto valor, conseguindo assim burlar a enorme fila que se formava no quarteirão. Como dois caçadores sanguinários, procuraram por todo ambiente as conhecidas figuras femininas. Foi com a visão tingida em vermelho que avistaram as belas brasileiras.
Barbara estava agarrada a um moreno, trocando um ousado beijo. Já Jenniffer tinha sua cintura firmemente enlaçada por um belo loiro, que sussurrava algo em seu ouvido e no momento seguinte mordiscou e lambeu sua orelha. Ela sorria com a carícia que recebia. Embry não pôde ver, mas se tivesse chegado três minutos antes, encontraria ela aos beijos com o loiro.
Sem enxergar nada ao seu redor e tão pouco se importando com quem estivesse em seus caminhos, os morenos avançaram na direção das conhecidas jovens.
Embry puxou com força o loiro para longe da brasileira, impedindo assim o beijo que eles estavam prontos para trocar. Ele não deu tempo de nenhuma palavra ser dita, imediatamente começou a socar com força a cara alva do rival. Seth arrancou o moreno dos braços de Barbara, já o jogando no chão e chutando impiedosamente o rosto do homem.
A confusão estava formada. Os seguranças tentavam conter a briga sem muito sucesso, uma vez que a ira deixou os primos com uma força brutal. Foi preciso mais de dez seguranças para apartar a briga. As duas amigas olhavam tudo incrédulas, ainda tentando entender o que estava ocorrendo. Quando os dois morenos chegaram e o que exatamente presenciaram? Elas se questionavam.
Os homens feridos foram levados para uma área isolada da boate, já os causadores da confusão foram expulsos do recinto, assim como as duas mulheres apontadas como pivô de toda a confusão.
Quando as brasileiras foram convidadas a se retirar da boate, puderam ver o esforço que ambos os primos faziam para retornar para o interior da mesma. Porém, assim que viram as mulheres serem escoltadas para fora, um sorriso maligno brotou nos lábios dos caçulas The Wolf.
– Olha quem encontramos Embry. – Seth falou entre os dentes, tentando controlar sua raiva.
– O que vocês estão fazendo aqui? – Embry ditou autoritário.
–Acho que essa pergunta cabe a nós, não á vocês. – Barbara estava receosa pelo comportamento agressivo dos morenos, mas se manteve de cabeça erguida, se sentindo a dona da verdade. – Que eu me lembre, o Seth disse que vocês estariam em uma reunião de família...
– E vocês aproveitaram para saírem escondidas. – Embry interrompeu grosseiramente a morena.
– Não saímos escondidas. – Jenniffer rebateu de imediato. – Eu não falei com ninguém hoje – frisou a última palavra. — Sem contar que não devo satisfações da minha vida pra ninguém. Não tenho pai, irmão ou namorado. – alfinetou os morenos.
– Nós estamos saindo com vocês... Isso é um tipo de compromisso. Deve ser dado algum tipo de satisfação, sim!– Seth retrucou mal humorado. Ele olhava direto nos olhos cor de folha da morena.
– Bom saber. – Barbara disse com ironia. – Então pode começar me explicando, por que vocês estão em uma boate e não na tal reunião de família? – a morena tinha as mãos na cintura e batia de forma ritmada o salto no asfalto.
– A reunião acabou cedo. Viemos só tomar uma cerveja. – Embry tentou disfarçar mais uma coincidência.
– Você falou para mim que iria ficar ocupada essa noite, que tinha muitas coisas para organizar, mas pelo o que eu vejo vocês queriam eram se esfregar por ai. – Seth cuspiu com ódio cada palavra.
Não demorou muito para resposta de Seth vir à altura de suas duras palavras. Barbara não pensou duas vezes em erguer o punho o levando direto na cara do moreno com um belo tapa estalado. Seth foi pego de surpresa, assim como os outros presentes, até a loira se surpreendeu com a atitude da amiga.
– Nunca mais fale uma coisa dessas para mim. – a morena falou cada palavra de forma pausada e entre os dentes. – Eu nem deveria perder meu tempo lhe dando satisfações, mas faço questão agora. Nós realmente passamos o dia arrumando e fazendo a mudança de apartamento, mas acabamos cedo. Decidimos sair para comemorar essa nossa conquista e a viagem da Jenny, é algo importante para carreira dela.
– Que porra de viagem é essa? Eu não estou sabendo de nada. – Embry perguntou surpreso com o que a morena acabava de falar.
– Não está sabendo por que não tivemos oportunidade de conversar sobre o assunto. Sem contar que hoje nós não nos falamos o dia inteiro. – Jenniffer falou tudo o que precisava e também o que estava a incomodando.
A discussão seguiu tensa, cada vez os casais se exaltavam mais. Algo novo era revelado ou descoberto, parecia que não teria fim à difícil discussão. Ninguém abaixava a guarda, todos se atacavam e trocavam acusações. Foi no momento de maior tensão da briga, que Seth puxou Barbara para dentro de um taxi que parava perto deles e seguiu para longe dali. Ele estava disposto a mostrar que dava muito bem conta da morena, que ela agora pertencia a ele e que devia sim satisfações. Infelizmente Embry não teve o mesmo sucesso que o primo ao tentar fazer o mesmo com a loira, que relutou em entrar em seu carro e acabou fugindo em um taxi.
Embry ficou ainda mais enraivecido com a atitude da brasileira, porém sabia que precisava mudar de estratégia, estava sentido que estava perdendo a loira, ela escapava por entre os seus dedos. Porém não seria nessa noite que faria algo, hoje ele iria canalizar sua energia e ira de outra forma.
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Todas as luzes do ambiente extremamente luxuoso estavam apagadas, deixando o local em uma reconfortante escuridão, que só era amenizada pela iluminação precária da enorme televisão de LED exercia no espaço. Sobre o suntuoso estofado de veludo claro, estava esparramada a linda e grávida loira, que nem piscava com o programa que passava no sofisticado parelho.
A cabeça descansava sobre uma almofada e os cabelos estavam esparramados pelo assento. Uma mão alisava carinhosamente o pequeno volume que tinha no ventre e a outra abraçava a peluda cachorrinha de estimação. Renesmee não viu as horas passarem, muito menos desprendeu sua atenção da televisão, estava viciada em programas que falavam sobre gravidez, parto e bebês.
Desde que a cunhada havia lhe apresentado essa nova opção de aprendizado, a jovem amish não conseguia mais passar um único dia sequer sem assistir uma verdadeira maratona de programas relacionados à sua nova condição.
– Renesmee! – o moreno chamou impaciente, era a terceira vez que ele estava retornando a sala de televisão para chamar a esposa. – Vamos dormir Nessie. Já está tarde, quero você na cama comigo. Vamos! Amanhã você vê mais desses programas.
– Já vou Jake. – balbuciou sem desviar a atenção do televisor. – Esse programa ensina a cuidar do bebê nos primeiros dias em casa. – explicou. Em nenhum momento ela dirigia o olhar ao esposo. – Assim que terminar eu subo.
– Não Renesmee! – ditou ríspido, chamando assim a atenção da loira. – Eu estou farto disso tudo. Toda noite é a mesma coisa. Há duas semanas você tem me trocado por livros, programas e sei lá mais o que. Eu sou o seu marido e também preciso de atenção. Nosso filho ainda nem nasceu e eu já estou sendo ignorado. – Jacob falava tudo sem dar chance da amish contestar. – Sabe quantas noites não transamos? – perguntou de forma retórica, sabia que ela não saberia responder. – Há oito dias! Eu sou homem e tenho minhas necessidades, que minha esposa esta ignorando totalmente.
– Jake! – Renesmee estava envergonhada e constrangida com o assunto, sentiu que estava agindo errado em não dar atenção ao esposo, mas sentia necessidade de ser uma boa mãe. – Eu preciso aprender a ser uma boa mãe para o nosso bebê.
– Sim! Porém, esta mais do que relapsa como esposa. Sempre que eu vou lhe procurar está enfiada com a cara na TV vendo programas ou lendo como uma alucinada. Tudo esta mais interessante pra você do eu. – seu tom de amargura era nítido. – Estou com o saco cheio dessa palhaçada toda, não vejo necessidade dessa neurose. – as mãos passaram pelos curtos cabelos, seus dedos trêmulos de nervoso. – Quer saber Renesmee? Não vou mais implorar sua atenção. Estou saindo, pode ficar com seus programas e livros. – o moreno deixou o batente da porta onde estava encostado e caminhou ríspido. – E não precisa me esperar acordada.
– Jake! – Renesmee ainda tentou chamá-lo, mas não surtiu efeito. – Eu fiz alguma coisa de errado, Branquinha? Papai ficou bravo com a mamãe – ela perguntou a cachorrinha, que grunhiu em resposta.
Lágrimas silenciosas desciam a bela face alva, maculando toda sua serenidade. A cachorrinha em um ato solidaria a amada dona, lambeu cada uma em um gesto terno de carinho. Renesmee ainda não conseguia enxergar seu erro, mas há muito estava ignorando o marido, mesmo que involuntariamente.
Jacob deixou a esposa sem nem olhar para trás. Ele estava estressado com o recente hábito que ela havia adquirido em ignorá-lo e só dar atenção a essa nova rotina de programas e leituras durante o período que tinham pra ficarem juntos. Há quase dez dias estava sendo constantemente renegado como homem, isso afetou drasticamente seu humor e temperamento, além é claro de seu ego viril.
Ambos estavam passando por situações novas, que não estavam sabendo lidar. No começo o moreno até tentou ser compreensivo, mas a amish não conseguia perceber sua constante falha.
Irritado Jacob bateu a porta do Audi com uma força acima do normal, causando um sonoro barulho. Deixou a mansão cantando pneus.
Ele dirigia sem rumo pelas ruas quase desertas do luxuoso bairro de NY. Ele não tinha ideia do que iria fazer, só não ficaria em casa sendo ignorado a todo o momento.
– Seth, tá podendo falar? – perguntou inserto pela ofegante respiração que o primo mantinha ao atender o telefone, que tinha tocado cinco vezes.
– Não Jake! Qual a urgência? – Seth foi objetivo, estava muito ocupado em mostrar a insolente brasileira quem é que mandava naquela relação. Só atendeu ao telefonema porque poderia ser algo importante.
Seth tinha acabado de chegar ao primeiro orgasmo, mas estava longe de estar satisfeito, ele já queria iniciar a segunda prazerosa rodada. Barbara só observava — calada e ofegante — o moreno falar ao telefone, sabia que era alguém da família dele.
– Qual é a boa de hoje? Preciso me distrair. – foi direto ao assunto.
– Ah! Num fode Jake. – xingou exasperado. – Liga pro teu irmão, caralho! – encerrou a ligação sem nem dar a chance do primo falar algo. Ele tinha coisa mais importante a fazer, sendo assim, jogou o celular no criado mudo e cobriu novamente o esculpido corpo feminino.
– Cuzão! – Jacob esbravejou. Já discando o telefone do irmão caçula. – Embry, está aonde?
– Por que quer saber da minha vida? – cuspiu as palavras de forma ácida.
– Já vi que está puto. – concluiu, ele conhecia o típico temperamento dos Black. – Mas eu também estou e preciso aliviar toda essa tensão. – emendou antes de ser xingado pelo irmão.
– Problemas no paraíso, Jake? – debochou, mas não obteve resposta do irmão. – Estou na Paradise, peguei um camarote Privê.
– Ok! Chego em quinze minutos. – encerrou a ligação, já afundando um pouco mais o pé no acelerador.
A boate Paradise era uma elitizada casa de stripper de New York, lá trabalhavam as mais belas mulheres. O ambiente era luxuoso, porém discreto. Era frequentado pelos mais ricos e poderosos da cidade. Era uma das boates que o moreno curtia em seus tempos de solteiro, mas que não sentia mais necessidade de ir desde que casou com a bela loira. Mas a crise no casamento, o impulsionou para o ambiente repleto de luxuria.
Jacob parou o carro no estacionamento da própria boate e seguiu direto para entrada principal, sendo indicado em qual camarote o irmão estava instalado. O mezanino dava uma privilegiada visão do palco, onde os shows aconteciam.
Embry estava sentado em um enorme sofá de veludo vinho em formato de C. Tinha cara de poucos amigos ao sustentar uma carranca, mesmo com uma bela morena rebolando intensamente em seu colo. Ele tinha em uma das mãos um copo de whisky doze anos.
– Cai fora! – Jacob ordenou para morena assim que chegou. A stripper olhou com cobiça para o belo homem, mas saiu assim que o cliente -a quem tentava agradar- fez um gesto de mão a enxotando.
– Se veio pra estragar a noite pode ir embora. – Embry falou mal humorado, virando o liquido de cor âmbar garganta a baixo.
– Estragar? Você estava com cara de entediado com a puta rebolando no seu pau. – desdenhou.
– Fala logo o que você quer. – ordenou impaciente, não estava com humor para as piadas do irmão.
– Vim só pra me distrair, mas já vi que seu humor está pior que o meu. Que bicho te mordeu, hã?
– Eu tô Puto com a Jenny, essa mulher está acabando com minha sanidade... Vou acabar pegando ela na marra mesmo. – Embry esfregou uma mão no rosto em sinal de descontrole, bebendo em seguida mais um gole de sua bebida.
– Como se você um dia teve juízo. – debochou do caçula. – Mas quem é Jenny? – Jacob perguntou confuso, já tinha escutado falar do nome, mas não lembrava de onde.
– É a brasileira teimosa, nerd, irritante, jogo duro e gostosa pra caralho. – enumerou os adjetivos, se dando por vencido ao pronunciar o último. – Cara, ela me deixa de pau duro só de andar rebolando aquela bunda. – mais uma dose de whisky foi servida para aplacar a frustração que sentia. Jacob soltou uma sonora gargalhada com o aparente desespero do irmão.
– Sabe que isso significa, né? Game Over pra você irmãozinho. – Jacob imitou com os dedos um gesto de como se tivesse uma arma em mãos e atirasse em alguém. Gargalhando no final. – Caiu mais rápido do que eu imaginava, é um mulecote mesmo.
– Se você veio aqui para se distrair e não para brigar, eu sugiro que pare de ficar zoando com a minha cara, caso contrário, vou falar todas as idiotices que você fez para tentar levar a Nessie para cama. – rebateu irritado as provocações do irmão, sabia que o assunto mexia com ele.
– Ok, parei! – Jacob ergueu as mãos em sinal de rendição, já fechando a cara pelo que o irmão tinha dito. – Mas só digo uma última coisa: pelo pouco que você me contou dessa mina, ela tem medo de se relacionar. Ela já teve um idiota na vida dela que a traumatizou, e esse idiota com certeza não foi você. – Jacob levou o copo aos lábios, degustando o sabor da bebida e observando de soslaio a reação do irmão.
Embry ficou pensando sobre o que o irmão acabava de falar e que fazia muito sentido. A brasileira sempre dava um jeito de fugir quando eles ficavam mais próximos e íntimos. Ela não era imune a ele, mas sim, resistia ao máximo que podia, dando desculpas ou fugindo de si própria e se trancando em seus muros invisíveis de proteção e atrás de seus livros.
– Mas por que você está aqui? Nessie te botou para fora de casa? – Embry mudou de assunto, não queria mais ficar pensando sobre o que tanto fechava a loira em seu próprio mundo. Ele foi para boate com a intenção de se distrair e não se estressar ainda mais. – A amish está danada, daqui a pouco fica igual à Claire. – gargalhou da cara de desespero que o irmão fez.
– Não fale isso nem de brincadeira. – sorveu um grande gole do whisky. – Meu problema é outro. – ele não queria falar, mas precisava desabafar. – A Nessie tem me evitado há quase duas semanas. As poucas vezes que transamos são sempre porque eu insisti muito. Ela agora só quer saber de coisas para o bebê. – desabafou. – Porra, a gente transava todos os dias, varias vezes. Não dá pra ficar sem sexo, sem o corpo dela... É impossível. – lamuriou.
– Cara, devem ser essas porras de hormônios da gravidez que altera tudo. Mas acho melhor você conversar com a Lee, ela deve ter uma explicação mais plausível. – ponderou. – Porque não come uma puta dessas e deixa a Nessie ter a gravidez tranquila. Você vai satisfazer suas necessidades e não vão mais brigar. Isso nem pode ser considerando uma traição, comer puta não conta, é algo profissional. – falou sincero, pois realmente é assim que ele pensava.
– Não sei se isso será a solução. Tenho a necessidade física do sexo em si, mas tenho uma necessidade ainda maior de ser com a Nessie, de ter o corpo dela. Um dia você vai entender isso que estou falando, talvez já esteja a caminho dessa compreensão. – confessou suas emoções, seus irmãos sempre seriam seus amigos e confidentes. – Mas vamos curtir um pouco essa porra e ver o que vai rolar. – finalizou. Já arrumando algumas carreiras do pó brando sobre a mesa de centro do espaço privado.
A noite estava começando para os morenos, eles tinham encerrado a sessão papo cabeça e dado inicio a curtição da noite. Não queriam mais pensar nos problemas que os levaram para aquele ambiente, só queriam curtir uma noitada, deixando rolar o que desse vontade.
Eles bebiam e consumiam drogas sem pudor, não em uma quantidade que alterasse seus juízos, mas que os deixassem mais leves e receptivos para tudo que pudesse vir acontecer.
Algumas strippers foram chamadas para um show particular no camarote deles. Embry chegou a fazer sexo com algumas das belas mulheres, mas sua cabeça estava nublada a todo o momento com imagens de uma loira em particular. Ele estava começando a compreender o que o irmão mais velho se referia. Não importava com quantas mulheres maravilhosas ele transasse, se seu corpo estava desejando somente uma! Só ela satisfaria sua necessidade e daria a saciedade.
Jacob — ao contrario do irmão — não quis transar com nenhuma strippper, mas se permitiu a alguns momentos de prazer, porém, tinha consciência que nenhum excelente sexo oral traria a satisfação que facilmente sentia com a delicada esposa.
A lua estava tímida no céu, que a cada minuto estava mais claro e límpido. As estrelas que formavam uma brilhante cortina iluminada, tinham se apagado. Logo o sol tomaria seu lugar ao palco, roubando furtivamente o lugar da graciosa lua prateada. E foi com o dia começando a nascer que os dois irmãos deixaram a boate, bêbados e insatisfeitos. Ainda mais vazios e frustrados.
– Essa porra em nada me adiantou, necessito é da minha mulher. – reclamou Jacob. Embry somente bufou frustrado.
– Jake, estou indo viajar... Comunique a todos que ficarei ausente por uns dias, ainda não sei quantos ao certo.
– Como assim viajar? Vai para onde cacete? – o moreno estava confuso com o assunto que o irmão falava.
– Tenho algumas coisas pessoais para cuidar. Estou indo para Seattle, entro em contado diariamente. – despediu-se do irmão e entrou no carro, deixando o rapidamente o estacionamento.
Embry estava indo atrás de Jenniffer – claro que sem ela saber -, iria vigiá-la pessoalmente nessa viagem. Estava disposto a descobrir todos os mistérios que cercavam a bela brasileira. Ele não teria dificuldade na missão, uma vez que todo o celular da loira era facilmente acessado por ele. A bela brasileira nem sonhava que sua privacidade deixou de ser algo particular há muito tempo.
Jacob ficou mais alguns minutos parado no estacionamento, gargalhando da obsessão do irmão. Nunca imaginou que o irmão caçula seria o mais possessivo e neurótico deles três, mas Embry já era crescido e sabia o que fazia. Ele balançou a cabeça intenção de dissipar a imagem cômica do irmão seguindo como um psicopata a jovem mulher.
Acionou o alarme para destravar o automóvel e entrou em seu interior logo em seguida, deixando rapidamente o estacionamento. O caminho seguiu tranquilo, havia pouco movimento de carros na rua àquela hora, permitindo assim, chegar rapidamente em casa.
Jacob estava cansado, sentia necessidade de deitar ao lado da mulher amada, porém não a encontrou quando entro na suíte que dividiam. Estranhou o fato, saindo para procurá-la nos outros quartos do andar superior, mas nada da loira. Franziu o cenho. Onde será que ela estaria? — pensou.
Uma ideia surgiu em sua mente e o desagradava por completo, mas era a mais provável de ser. Renesmee devia de ter pegado no sono na sala de tevê. O que comprovou ser verdade assim que ele entrou na sala.
A loira estava deitada de lado, encolhida na posição fetal. Branquinha, estava emaranhada no pequeno vão da barriga da amish, abriu os olhos ao escutar os passos no ambiente. Rapidamente a cachorrinha levantou e começou a abanar alegremente o rabinho para o dono.
– É assim que você cuida e protege sua mãe, bola de pêlos? – sussurrou para o animalzinho.
Jacob pegou a cachorrinha no colo e fez um breve carinho, colocando-a no chão logo em seguida. Aproximou-se da amada com cuidado e com o máximo de delicadeza que conseguia, começou a pegar o pequeno corpo no colo.
Renesmee ressonava tranquila quando sentiu seu corpo ser mexido, trazendo aos poucos sua consciência e junto com ela um mal-estar súbito. Ela sentiu um cheiro insuportável entrar de forma intrusa em suas narinas, revirando com força o lanche que havia feito na madrugada. Com desespero abriu os olhos e pulou desajeitada do colo do esposo, que começava e ergue-la do sofá. Ela tentou correr, mas o refluxo veio forte, não a permitindo chegar ao lavabo mais próximo. O jato saiu forte e involuntário, constrangendo-a pelo ato.
Jacob correu para ajudá-la, mas infelizmente levou consigo o desagradável cheiro, atingindo novamente com força a loira, que regurgitou um novo jato. Renesmee estava pálida, tonta e insuportavelmente enjoada. Ela tentava afastar para longe de si o marido, que não compreendia o ato da amada. Ele achava que ela estava com vergonha do ocorrido, quando na verdade era o cheiro que estava impreguinado nas roupas dele que a matinha vomitando até o que não tinha no estômago.
– Sai Jake. – falou com dificuldade entre um novo jato que liberava.
– Não precisa ter vergonha amor, isso é normal no seu estado. – ele segurava os longos cabelos sujos de resíduo estomacal e afagava carinhosamente as costas dela.
– Não Jake. – puxou com força o ar pelas narinas na falha tentativa de controlar a ânsia. – Esse cheiro... – Renesmee não conseguiu concluir a fala, um jato saiu com pressão de sua boca, impedindo-a de falar.
O entendimento passou pelos os olhos do moreno, mesmo ela não concluindo. Jacob estava com cheiro de cigarro, álcool e perfume doce e barato... Era ele o responsável pelo mal estar da esposa. Com os olhos arregalados em desespero com a conclusão, ele deu alguns passos para longe da esposa, livrando-a do cheiro perturbador. Jacob observou de longe à loira parar de vomitar e se livrar da cor esverdeada que mantinha na bela face. Isso só o perturbou ainda mais, pois comprovou sua dedução.
A sala ficou em silêncio por alguns segundos. Renesmee mantinha o corpo levemente curvado para frente e as mãos apoiadas na parede, Jacob se mantinha a uns dois metros de distância e Branquinha sentada próxima ao sofá observando os donos.
Jacob passava nervosamente as mãos nos curtos cabelos, os bagunçando ainda mais. Não sabia o que fazer. Ele não poderia deixá-la sozinha, mas também não tinha como socorrê-la. Tentou tirar a pólo que usava para amenizar o cheiro e conseguir se aproximar, mas não teve um bom resultado, já que ela começou a sentir novamente a ânsia.
– Mabelle! Lupida! – Jacob começou a gritar da sala, na expectativa de uma das empregadas ouvirem. Ele tinha medo de se mexer e piorar a situação da esposa.
Renesmee estava fraca e tonta. Sentiu as pernas falharem e ir de encontro ao chão, ela deslizava lentamente pela parede. O desespero de Jacob triplicou ao vê-la desabar no chão, ele já estava disposto a ignorar os vômitos e socorrê-la, porém Santiago apareceu no vão da porta.
– Senhor Black, o que esta havendo? – perguntou confuso ao notar o olhar desesperado do patrão.
– Santiago, eu preciso que você ajude a Nessie. – apontou na direção que a esposa estava sentada de mau jeito. Santiago, que até o momento não tinha reparado na patroa ao chão, correu ao seu encontro, desviando das poças de vômito. – Eu preciso que a tire daqui. Ela está passando mal com o cheiro das minhas roupas... Não posso me aproximar. – explicou o porquê de sua impotência em não poder ele mesmo socorrê-la.
– Senhora Black! – chamou atenção da gestante, que mantinha os olhos fechados, mas balançava a cabeça em resposta que estava consciente. – Vou tirá-la daqui.
O motorista delicadamente passou um braço pelas costas da patroa e o outro por trás de seus joelhos, erguendo-a do chão frio. Naquele momento Jacob não se importou em ver outro homem segurando a esposa ou até mesmo vendo-a em uma curta e fina camisola que deixava amostra a delicada lingerie. Na verdade ele estava aliviado por ver que ela era socorrida, mas indignado demais por saber que era o causador do mal-estar.
– Senhor Black? – Santiago chamou a atenção do patrão. – Para onde devo levá-la? – perguntou já na soleira da porta.
– Para sala de estar ou cozinha. Peça ajuda a sua mãe e esposa. Vou só jogar uma água no corpo para me livrar do cheiro e já venho cuidar dela. Mas não a deixe só por um único segundo. – ordenou.
Santiago seguiu para cozinha onde sabia que a mãe já estava acordada preparando o café da manhã. Jacob correu para o segundo andar, precisava de um banho urgente. Amaldiçoou-se por isso.
Nunca em sua vida Jacob se asseou tão rápido, precisou de menos de cinco minutos para já estar de banho tomado, cabelos lavados e roupas limpas. Ele havia decidido tomar banho em outro quarto, não queria arriscar de deixar algum rastro de cheiro na suíte deles.
– O que aconteceu? – perguntou alarmado ao ver a loira sentada no sofá com a cabeça apoiada no ombro de uma empregada e a outra doméstica abanando-a com uma revista. Jacob ainda descia as escadas.
– Ela voltou a passar mal com o cheiro de comida que estava na cozinha, então a trouxemos para cá. – Santiago quem explicou. Ele se mantinha atrás do encosto do sofá que a patroa estava.
– Nessie... Amor! – chamou. – Esta me escutando? Vou levá-la para o nosso quarto. — Informou já a pegando no colo.
Dessa vez ela não sentiu o estômago revirar. Renesmee agarrou-se ao esposo. Estava exausta e franca, ainda tonta e enjoada, porém sem a necessidade de por algo para fora, até porque seu estômago estava vazio agora.
– Senhor Black, vou levar um chá e uma fruta para seu quarto. Não é bom a dona Renesmee ficar de estômago vazio. – Lupita avisou, estava preocupada com a frágil patroa. Ela via a menina como uma filha ou até mesmo uma neta que não tinha.
– Sim, claro. – Jacob concordou. – Obrigado! — agradeceu aos criados, já deixando a sala e subindo com a esposa no colo. Branquinha seguia os donos. Jacob nem tinha se atentado na cachorrinha.
Jacob estava se sentido culpado por tudo que aconteceu com a esposa, jamais iria se perdoar pelo que causou a ela. Nunca refletiu tanto sobre um ato impulsivo e impensado. Ele cuidaria dela, mas isso em nada aliviaria ou apaziguaria sua culpa, pelo contrario, só mostraria a ele o quanto a deixou ainda mais fragilizada. Renesmee era seu delicado cristal, qualquer coisa poderia maculá-lo.
TLAD
Aquela rotina já tinha entrado na vida do casal, eles sempre aguardavam ansiosos para uma nova consulta, e muitas vezes, uma nova ultrassonografia do bebê. No entanto, agora mais um casal esperava eufóricos junto aos futuros pais: Quil e Claire. Eles tinham se convidado para acompanhar a ultrassom do afilhado, o casal queria acompanhar cada fase do desenvolvimento do bebê.
Jacob de início relutou o máximo que pôde com a ideia, não queria expor a esposa a uma platéia desnecessária, porém, como Leah comunicou que as próximas ultrassonografias seriam por via abdominal, ele acabou cedendo em sua relutância.
Uma semana havia se passado desde o dia que Jacob passou a noite fora e ao retornar para casa causou o forte quadro de enjôo na esposa. Renesmee passou muito mal naquele dia, chegando a precisar de intervenção médica. Leah entrou com uma medicação própria, a amish não podia permanecer por muito tempo naquele estado, poderia agrava sua anemia e prejudicar o desenvolvimento do feto. Desde o fatídico dia a loira não apresentou mais nenhum tipo de enjôo, entretanto, passou a seguir religiosamente as orientações médicas, tomando diariamente todas as suas medicações e se alimentando rigorosamente conforme sua dieta pedia.
Sua barriga de 15 semanas havia crescido, e apesar de ainda ser discreta, já era notória sobre as roupas. Quem a olhasse sabia que se tratava de uma gestante.
Eles não ficaram muito tempo esperando, logo entraram para consulta, que como sempre seria muito minuciosa.
Leah havia solicitado que Quil e Claire permanecessem na recepção, ela só os chamaria no momento exato do ultrassom. Os exames físicos eram bem íntimos, necessitava que a loira ficasse nua, usando somente o fino avental.
Minutos se passaram até uma enfermeira conduzir o casal de padrinhos para sala de exames. Renesmee estava deitada na maca já vestindo o seu bonito vestido que estava suspenso até a altura dos seios, um lençol a cobria da pelve para baixo. Jacob estava sentado ao seu lado, segurando uma das delicadas mãos dela. Ele estava ainda mais carinhoso e zeloso com a amish, os problemas não tinham acabado por completo, mas ele tentava ao máximo relevar os ocorridos.
– Todos prontos para ver como o nosso bebê está hoje? – Leah perguntou sorridente aos quatro, ela já estava bem posicionada em seu lugar. – Nessie, você vai sentir o geladinho do gel, não estranhe com a sensação. – Leah avisou para não pegar a loira desprevenida com o choque de temperatura.
– Tudo bem! – balbuciou acanhada. Ela estava um pouco envergonhada de ter uma parte tão íntima de seu corpo exposta para outro homem que não era seu marido, mas entendeu que isso era normal no mundo que agora vivia. – Ai, que gelado! – sorriu ao reclamar do choque térmico que sentiu com o gel sendo espalhado por seu ventre. Todos também sorriram com a careta engraçada que fez Renesmee.
Quil e Claire permaneciam em pé olhando atentamente para cada detalhe; desde o saliente abdômen exposto da amish até a tela ainda toda preta do monitor.
– Olhem o nosso bebezinho aqui. – Leah chamou a atenção de todos para o monitor, que começou a mostrar imagens do feto. Quil e Claire estavam ainda mais fascinados, era primeira vez que acompanhavam um ultrassom ao vivo. – Como ele está crescendo a cada dia.
– Esta tudo bem, Lee? – Jacob foi o primeiro a perguntar, ele sempre mostrava sua preocupação.
– Aparentemente ele está compatível com a idade gestacional, mas só vou poder afirmar se está realmente tudo bem depois que fizer todas as medições com o aparelho. – Leah explicou. – Mais olha que bonitinho, ele esta com o dedinho na boca.
– Cadê? – Renesmee e Claire perguntaram em coro. Jacob e Quil serravam os olhos para tentar visualizar o que foi dito.
– Aqui! – Leah sinalizou com o aparelho, escrevendo no monitor.
Todos olhavam fascinado o pequeno bebê com o dedinho na boca, agora a imagem estava nítida. Renesmee já chorava de emoção, Claire não estava diferente. Os homens sorriam fascinados pelo gesto sutil, mas imensamente significativo. Leah aproveitou para pôr o som do rápido coraçãozinho, aumentando ainda mais a emoção do momento.
Minutos se passaram. Leah já ia fazer as medições e finalizar o exame, quando o bebê se mexeu e mudou de posição. Os movimentos que o feto fazia ainda não era sentido pela mãe, ele ainda estava relativamente pequeno comparado ao tamanho do útero em expansão.
– Ai. Meu. Deus! – a morena falou pausadamente cada palavra, olhando atentamente o monitor.
– Que foi Leah? – todos perguntaram em coro, preocupados com a exclamação da morena.
– É que... – ela parou de falar, serrando os olhos mais uma vez para o monitor. Leah queria ter certeza do que via.
– Fala logo Lee. O que está acontecendo? – Jacob já se mostrava bem nervoso.
– Eu não esperava ver agora, mas o bebê ajudou muito se mostrando pra titia! – falou com um sorriso nos lábios. Todos observavam com os olhos arregalados e sem piscar. – Eu já sei o sexo do bebê. Vocês vão querer saber? – perguntou
– Como assim? Já deu pra ver? – Quil foi o primeiro a falar, os outros ainda tentavam se recuperar da informação.
– Eu não esperava ver agora, só daqui há uma ou duas semanas, mas a posição que o feto ficou tornou tudo fácil e muito claro para mim... Tenho certeza do sexo. – afirmou segura.
– Então fala logo! – Claire já pulava no mesmo lugar, a loira estava eufórica.
– Vai Lee, sem suspense barato! – Jacob falou assim que recebeu o olhar significativo da prima, autorizando revelar o sexo do bebê.
– Que rufem os tambores... Estão preparados? – Leah fazia mistério, brincando com a ansiedade dos presentes.
– Fala Leah! – Renesmee pediu com a voz emocionada, mas mantendo a suavidade ao falar. Seu coração parecia um cavalo de corrida trotando fortemente em seu peito.
– Que todos preparem os corações... – fez uma pausa sensacionalista. — A primeira menina da família está chegando! Em breve nossa princesinha irá estrear no mundo.
– Eu sabia! – Claire já pulava abraçando e beijando o amado, que tinha cara de poucos amigos.
– Pelo amor de Deus, Lee... Confere isso direito! – Jacob pediu com desespero, ele passava as mãos nervosamente nos cabelos, puxando-os com força. Não estava pronto para a forte emoção de ser pai de uma menina. – Tem que ter um saquinho ou um pauzinho... Nem que seja minúsculo. Você que não está enxergando direito.
– Jake, você não gostou? – Renesmee perguntou triste ao ver a reação desesperada do amado em saber que teriam uma filha. Ela não tinha preferências, mas ficou feliz em descobrir que seria mãe de uma menininha.
– Não é isso amor. – beijou com carinho os cabelos platinados. Ele percebeu o olhar triste que ela mantinha. – Eu só não quero imaginar minha garotinha nesse mundo... Nos meus cabelos negros que logo se tornarão brancos. – brincou para amenizar o clima.
–Nenhum moleque tarado vai chegar perto da minha afilhada. – Quil falou sério, mostrando todo ciúme que já possuía pela princesa da família.
– Deixem de palhaçada. – Leah cortou. – Quando chegar a hora, ela vai ter namorado sim! Pelo amor de Deus, ela ainda nem nasceu e já estão prevendo o futuro.
– Veremos! – Quil e Jacob falaram em uníssono. Eles tinham os rostos fechados em uma carranca e um olhar assassino.
Eles ficaram mais alguns minutos fantasiando sobre o futuro da garotinha que crescia a cada dia segura no ventre materno. Leah ficou momentaneamente preocupada, pois a bebê não tinha um peso e nem tamanho compatível com as 15 semanas de gravidez. Ela era para está com aproximadamente 8,5 cm, mas ela só estava com um pouco mais de 6 cm. O feto se desenvolvia normalmente, mas crescia muito pouco. A barriga de Renesmee estava grande, entretanto, muito mais pela grande quantidade de líquido amniótico. Isso era algo que Leah precisaria monitorar de perto, mas já estava esperando nascer um bebê menor que o normal.
Independente de tamanho ou peso, a primeira garotinha da família Black-Clearwater estava vindo para derreter e encantar muitos corações de gelo. Era inegável que seria muito mimada e superprotegida. Eles ainda não tinham proporções de como aquela menininha mudaria a vida de todos daquela unida família.
TLAD
As mãos reviravam a enorme bolsa sem muito sucesso, a quantidade de objetos dificultava o simples processo de achar um chaveiro ali dentro. Mais parecia um buraco negro, de onde se tira infinitas possibilidades de coisas, a uma simples bolsa. A loira já estava irritada, tinha feito exaustiva viagem e só queria chegar em casa, tomar um banho e dormir um pouco, mas primeiro precisava achar sua chave.
Agauchou-se apoiando a bolsa no chão e revirou tudo que ali tinha, bufou irritada quando percebei que o chaveiro estava preso do lado de fora da bolsa, em uma argola própria para isso. Ela já estava parada há cinco minutos em frente à porta do seu apartamento procurando pela chave, quando na verdade sempre pendurada próximo às alças, só ela para ser tão desatenta. Revirou os olhos com a conclusão.
Abriu a porta do novo apartamento e entrou tranquilamente, fechando a porta em seguida. Deixou sua mala no corredor e foi direto para cozinha, tinha passado na barraquinha de rosquinhas — que ficava na esquina do prédio onde mora — e comprou algumas para tomar o café da manhã com a amiga.
– AI CACETA! – Jenniffer gritou assustada, fechando os olhos de imediato. Tinha acabado de entrar na cozinha e flagrado um casal trocando caricias nada castas, na verdade, estavam quase transando ali mesmo. Seth estava somente de boxer e Barbara de minúscula calcinha, o sutiã há muito tinha ido parar no chão de porcelanato. – Já posso abrir meus olhos? Estão recompostos. – o tom ácido era notado em cada palavra.
– Ainda não! – Barbara estava colocando o sutiã e Seth forçava sua mente a projetar imagens broxantes, quem sabe assim conseguia diminuir a notória ereção mal escondida em sua boxer negra. – Porra, você não falou que ficaria dez dias fora? Estava esperando por você só daqui a três dias. – a morena contou, tinha sido pega totalmente desprevenida pelo retorno prematuro da amiga. – Pode abrir!
– Pelo amor de Deus, Seth! Não tente esconder com seu corpo a Babi, fique por trás dela, porque essa eu já estou acostumada a ver até mesmo como veio ao mundo. – a loira contestou irritada.
Instintivamente o moreno havia se colocado na frente do corpo da parceira, preservando sua imagem. Porém, naquela ocasião, o correto era a brasileira esconde-lo. Foi inevitável para a loira visualizar o significativo volume que o moreno ainda ostentava, ela estava a menos de um metro deles. Seth não era um homem que poderia dizer que passava despercebido em seus 1,87 cm de puro músculo.
– Pô, foi mau ai! – Seth desculpou-se, não que estivesse intimidado por ser surpreendido em trajes íntimos, mas por se tratar da “mulher do seu primo”.
– Me desculpa amiga, mas mão estava esperando por você. Seth dormiu aqui pra me fazer companhia. – Barbara explicava-se, já se colocando na frente do moreno. Jenniffer mantinha os olhos voltados para cima evitando encará-los, mas os revirou com as palavras da amiga.
– Sei! – debochou. – Ele estava fazendo tanta companhia a você, que já estava quase afundando-se em seu ser. Podem continuar de onde pararam... Estou muito cansada e vou dormir um pouco. Depois conversamos! – a loira já dava as costas para o casal e começava a caminhar pra fora da cozinha, mas parou de repente e olhou por cima dos ombros. – Trouxe rosquinhas para o café, podem comer tudo. Eu perdi o apetite! Foi um prazer revê-lo, Seth. – falou irônica, deixando o espaço definitivamente.
– Ela deve estar de TPM ou há mais de dois dias sem dormir, café causa isso nela. – Barbara explicou o comportamento amargo da amiga.
Os dois caíram na gargalhada ao escutarem de longe, Jenniffer gritando que esperava muito que eles não tivessem estendido a companhia até o seu novo colchão.
A loira estava exausta, há mais de cinquenta horas sem dormir, só movida a base de cafeína. Ela necessitava de um banho e de sua cama.
Horas haviam se passado, mas Jennifer não estava preocupada com elas, estava com fome e sede, isso sim era o que importava no momento. Deixou o conforto de seu leito e seguiu direto para cozinha, ainda estava ainda sonolenta, mas a necessidade por comida falou mais alto.
Pegou a caixa de rosquinhas que tinha comprado mais cedo encima da mesa, sorriu ao confirmar que ainda tinham três a sua espera. Abriu a geladeira e comemorou por ter seu suco preferido de caixinha. Seguiu direto para sala, iria comer vendo televisão e sentada no confortável sofá.
– Jesus Cristo! – gritou de susto, deixando a caixa de suco e rosquinhas ir de encontro ao chão. – O que você está fazendo aqui? Quem deixou você entrar? – a loira estava mais pálida que papel. Suas mãos tremiam, sua pupila estava dilatada e o coração pulsava veloz em seu peito.
– Foi a Babi quem me deixou entrar, mas pediu para não te acordar. Então fiquei esperando você despertar por conta própria. – Embry explicou-se. Ele tinha chegado um pouco antes de Barbara sair para o trabalho. — Achei graça de você não ter me visto sentado aqui, mas não falei nada, queria ver até onde iria a sua distração. Desculpe pelo susto. – pediu sincero.
– Éeer... Tudo bem! – deu de ombros, abaixando pra pegar as caixas no chão. Na verdade, tentava esconder o sorriso dos lábios, Jennifer sentiu saudades de ver o moreno.
– Como foi de viagem? – perguntou gentilmente, como se ele já não soubesse a resposta. Ele tinha ido observá-la de perto, sabia de cada passo que havia dado e tudo que tinha feito.
– Cansativa, mas muito proveitosa. Conseguimos concluir o projeto antes do tempo estimado e tenho certeza que tiraremos uma boa nota. – ditou orgulhosa. – Servido? – ofereceu a rosquinha, que foi negada pelo moreno.
– Tenho certeza que seu grupo de pesquisa irá tirar uma excelente nota. – Embry falou enquanto a loira se mantinha ocupada comendo, ela só balançava a cabeça e esboçava um contido sorriso.
– O que foi? Você não para de me olhar. Quer falar algo? – Jenniffer questionou assim que parou de mastigar, ela já estava ficando nervosa com as olhadas furtivas que o moreno não parava de lançar.
– Na verdade sim! – Embry ajeitou a postura no sofá. – Eu sei que esta cansada e que ainda não descansou o suficiente, mas eu queria te levar em um lugar... Considere o pagamento da nossa aposta. – piscou sorridente para ela, expondo a fileira dentes brancos.
– Aaaaã... Tudo bem! – concordou, arrancando um sorriso ainda maior do moreno. – Só vou tomar um banho e me arrumar. – levantou rapidamente do sofá e correndo para seu quarto, mas parou na metade do caminho. – Que horas são? E que tipo de lugar é? Preciso saber o que vestir.
– São quase uma da tarde. Na verdade não ficaremos na cidade, quero te levar a praia, mas será uma surpresa o lugar.
– Então devo deduzir que tenha que levar um biquíni? – perguntou com os olhos semi- serrados, ela tentava desvendar os planos do moreno, que só balançou a cabeça em concordância. – Ok! Não vou demorar. – finalizou já correndo para o banheiro.
Embry enfim conseguiu respirar aliviado, até o momento tudo estava saindo como o planejado, só precisou de muito esforço para conter-se e não atacá-la ali mesmo no sofá. Ele estava se perguntando se ela fazia de propósito ou realmente não havia se dado conta que vestia somente uma camiseta branca transparente e uma calcinha tipo shortinho, que deixava metade da sua linda bunda de fora. Balançou a cabeça para dissipar a imagem da espetacular visão que era o corpo da brasileira por trás, mas instantaneamente sorriu malicioso ao imaginá-la somente de biquíni.
– Vamos? – a voz feminina despertou a atenção do moreno, que teclava uma mensagem no celular. – Essa roupa esta boa?
– Linda como sempre! – Embry elogiou já ficando de pé a arrastando a loira para fora do apartamento.
Agora que a loira tinha reparado em como o moreno estava despojado em uma bermuda com T-Shirt. Ela vestia um biquíni por baixo do vestido longo de estampa brasileira e uma rasteirinha nos pés. Em uma mão estava sua Maxbolsa e na outra um chapelão. Como não sabia o que esperar do ambiente que iria, estava levando algumas peças de roupas extras na enorme bolsa.
– Uau! É sério isso? – a loira tinha os olhos arregalados diante do carro que Embry havia conduziu-a, era um Bugatti Veyron azul cobalto. Ela só tinha visto um daqueles em revista automotiva.
– É para irmos mais rápido, só uso esse carro para viajar para o litoral. – o moreno sorria orgulho, já abrindo a porta do carona e ajudando a loira entrar. Ele era apaixonado por aquele carro.
– Nossa! Ele é realmente lindo. – a loira estava sem falas diante do belíssimo carro esportivo. – Só espero não dormir durante a viagem. – confessou.
– Pode descansar um pouco, eu te aviso quando chegarmos. – Embry virou a chave e deu partida na potente máquina.
A loira não sabia quanto tempo tinha se passado, mas foi despertada por uma voz rouca e grave sussurrando sensualmente em seu ouvido que haviam chegado. Embry não deixou de beijar a ponta da orelha e o pescoço alvo exposto, sorrindo com o efeito que causou.
Jennifer olhava tudo fascinada. Estava em uma mansão linda, mas não fazia ideia que lugar era aquele. Foi conduzida pelo moreno até um local mais afastado e onde tinha um píer. A loira não acreditou quando avistou a belíssima lancha que mais parecia um mini- iate. Embry havia caprichado em tudo, mas a verdadeira surpresa ainda estava por vir.
Com habilidade e maestria conduziu a lancha para um local mais afastado da costa. A brasileira ainda estava em choque com todo o luxo e habilidades extras que o homem tinha. Ela sempre soube que ele era rico, mas não tinha imaginado a proporção de quanto.
– Nós vamos mergulhar nesse ponto aqui. – comunicou após parar a lancha e jogar a ancora ao mar. Nas mãos ele já trazia os macacões de mergulho.
– Isso não pode ser verdade... Você só pode está brincando. Esse é um dos meus maiores sonhos.
– Eu faço mergulho com meus irmãos e primos, nós amamos isso aqui. Aquela casa que deixamos o carro é da minha família, sempre estamos por aqui no verão. Queria compartilhar com você uma paixão minha, sei que por ser bióloga iria gostar.
– Eu nunca mergulhei na vida. – confessou acanhada. – Apesar de amar, tenho um medo sem cabimento da fauna marinha.
– Não precisa ter medo, vou estar com você bem ao seu lado. – Embry pegou a mão clara e acariciou sutilmente com os dedos. Jenniffer estava encantada com ele, que se mostrava tão diferente naquela versão.
Foi de bom grado que ela deixou ser puxada, colando seu corpo ao dele e sentindo os lábios quentes tocarem os seus. O Beijo era diferente. Calmo, porém, cheios de significados ocultos. O toque queimava sobre a pele, o ar era pouco, mas ambos não queriam parar por uma besteira mínima. O que era o ar quando as necessidades por mais são bem maiores?
– Vamos mergulhar agora? – Embry lutou muito consigo mesmo para pronunciar aquelas palavras.
Sem mais demoras eles coloram as roupas próprias, fora todo o equipamento necessário para o mergulho de profundidade. Jenniffer sentiu o coração batendo forte no peito quando estava na polpa da lancha pronta para pular no mar. Embry há todo momento incentivava o ato.
Um novo mundo oculto nas profundezas do mar estava sendo posto diante dos olhos analíticos da loira, que estava fascinada com cada detalhe submerso. Aquele momento ficaria eternizado em sua vida e marcado como tatuagem em sua alma. A realização de um sonho não poderia ter sido tão especial, ao lado de alguém igualmente especial. A loira se assustou com aquele pensamento.
Agora de olhos fechados, lembrando-se do momento único e de cada imagem que viu no oceano límpido, Jenniffer banhava-se na ducha de água doce que ficava ao lado de fora, bem na polpa da lancha. De repente sentiu seus cabelos molhados serem afastados de suas costas, sendo colocados para lateral de seu pescoço e um corpo forte colar-se ao seu. O toque sutil deixava rastros de fogo por onde a mão máscula passava, parando sobre o abdômen reto da loira. Beijos eram tecidos dos ombros até o pescoço exposto, acendendo ainda mais a flama que queimava toda a pela da brasileira. A água deslizava sobre os corpos, mas em nada aplacava a chama latente, pelo contrário, servia de combustão, espalhando ainda mais a sensação de calor nos corpos.
Com as mãos tremulas a loira fecha o registro e vira-se para o homem que aquecia seu interior só com beijos. Os olhares se conectaram e demonstraram a profundeza daquele momento.
– Obrigada! – Jenniffer agradeceu já se atirando no pescoço de Embry e selando os lábios.
Palavras não precisavam ser ditas naquele momento, só os olhares já falavam por si.
O beijo começou calmo, saboreando cada sensação única, mas a cada minuto uma necessidade por mais brotava do ser de cada um. O ritmo das línguas se entrelaçando foi aumentado gradativamente até o momento que os dois pareciam que se fundiriam com um único beijo. Suas mentes estavam nubladas de desejo e algo mais, mas que ambos não compreendiam naquele momento e nem queriam se esforçar por tal compreensão. Eles só queriam matar a necessidade que sentiam um pelo outro.
A loira apertava a nuca do moreno com uma mão e com a outra deslizava por toda as costas forte de Embry, que tinha entrelaçado os dedos nas madeixas encharcadas e com a mão livre apertava firme a cintura fina. O roçar de uma corda em seus dedos fez como que em um ato reflexo ele puxasse o tecido, desfazendo o laço da parte superior do biquíni da brasileira. Esperou por uma negativa que não veio por parte dela, então desamarrou o outro laço. O peso da peça encharcada pela água fez com que fosse ao chão em questão de segundos.
– Lindos! Perfeitos! – Embry afastou-se um pouco somente para contemplar os seios expostos, já retornando o beijo de forma voraz. Entretanto, agora, uma das mãos foi direto para o seio cheio, os acariciando com vontade.
Jenniffer pendeu o pescoço para trás expondo ainda mais a região, que foi imediatamente atacado pelo moreno. Ela não sentiu como e nem em que momento ele havia tirado ela do chão, mas agora sentia ser depositada sobre uma superfície acolchoada. Olhou ao reder percebendo que estava na parte externa, porém, coberta da lancha, sobre uma espécie de poltrona grande e redonda. Embry contemplava a bela visão da loira, que corou de leve pelo ato.
– Meu Deus! Como você é perfeita. – vislumbrou o corpo uma última vez antes de cobri-lo com o seu, que foi bem recebido pelo vão das pernas torneadas.
Embry foi com os lábios quentes direto para o seio esquerdo da loira, sugando-o com fome. Com uma mão ele apertava o outro seio, enquanto a que estava livre vagava por todo o corpo esculpido. A brasileira gemia de maneira contida, ela tentava controlar a ânsia que sentia em gritar pelo prazer que crescia a cada toque e beijo. O fogo em seu baixo ventre já estava em um nível insuportável, ela esfregava o quadril sobre a ereção ainda coberta pela sunga branca. O gosto da mistura de água doce com salgada inebriava os sentidos do casal, que já estava em combustão, pronto para explodir a qualquer momento.
Embry alternava mordida e lambida em ambos os seios, saboreando com prazer o seu banquete. Com habilidade uma mão enlaçou no cordão da calcinha do biquíni e a puxou, repetindo o processo do outro lado, liberando agora por completo a região.
– Aaaaaah! – a loira gemeu arrastado ao sentir os dedos deslizarem em seus lábios íntimos, expondo toda aquela região.
– Tão quente e molhada pra mim. – Embry pronunciou enlouquecido, estava entorpecido pelo tesão. Ele não conseguia ser racional ou lógico somente instintivo.
Com maestria deslizou um dedo para o interior quente da jovem. Embry sentiu toda resistência que o canal apertado exercia em seu dedo, isso só fez sua excitação aumentar a níveis jamais atingidos. Ele nunca antes desejou tanto estar dentro de uma mulher como agora, mas também necessitava ter o gosto dela em seus lábios.
Os lábios que até então trabalharam incansavelmente nos seios desnudos, começavam a fazer trilhas de fogo por todo o abdômen plano.
– Hummm... — o moreno gemeu somente por avistar o sexo rosado totalmente liso de pêlos. Seu membro fisgou forte, seus testículos doeram e sua boca salivou de desejo.
O grito saiu agudo dos lábios rosados assim que a loira sentiu a leve mordida em seu clitóris, a língua áspera e quente já começando a trabalhar com fervor em seu nervo inchado. Jenniffer puxava os cabelos negros e rebolava sobre a face do moreno, que ia cada vez mais fundo em sua degustação. Ela estava desesperada, mordia a própria mão para abafar os gritos que sairiam altos se não fosse pelo ato.
Em um gesto desesperado por aliviar-se da queimação que já doía em seu baixo ventre, a brasileira puxou os cabelos negros com força, usando-os como rédeas. Embry sentiu a dor e a fitou, vendo o pedido desesperado passar pelos olhos cor de esmeralda.
Com uma rapidez fora do normal Embry se desfez da sunga e voltou a cobrir o corpo bem desenhado. Jenniffer se abriu ao máximo para recebê-lo. Ambos gemeram por antecipação aos sentirem as intimidades se chocarem.
Embry posicionou o membro na pequena entrada e forçou seu quadril, a força que ele estava empregando para entrar no apertado canal era grande. A loira mordia seu ombro e cravava as unhas em suas costas. Ele chegou a ficar na dúvida se a jovem era virgem, pois ela era tão apertada quanto uma.
– Você éeer... – começou a perguntar de forma sugestiva, mas logo foi interrompido.
– Não! – disse categórica. – Só continua assim... Aos poucos. – a loira ofegou ao falar, controlando a sensação de desconforto que sentia. Ela não iria confessar a ele que estava sem sexo há mais de três anos, que sequer um vibrador como consolo ou algo do gênero ela usava. Era uma confissão vergonhosa demais.
Assim que se viu totalmente abrigado no interior da loira, Embry ficou parado por um tempo na intenção dos corpos se adaptarem. Ele entendeu que por mais que ela não fosse uma virgem, estava há um bom tempo sem sexo. Isso o agradou imensamente, seu temperamento possessivo falando mais alto.
De forma lenta ele começou a mover o quadril. Aos pouco à resistência ia diminuindo, mas ainda continuava muito apertado. Embry estava enlouquecido, nunca tinha transado com uma mulher tão gostosa. As estocadas eram lentas e firmes, causava um efeito devastador em ambos. Ele não acreditou quando viu a loira ter seu primeiro orgasmo. Praticamente tinha acabado de penetrá-la, sorriu com a ideia que ela ainda teria muitos pela frente, já que ele demorava a gozar.
Embry, que tentava manter algum controle, viu tudo ir por água abaixo assim que a brasileira teve o primeiro orgasmo. Ele começou a estocar em um ritmo cada vez mais forte e alucinado. O casal agora gritava de prazer.
As estocadas estavam em um ritmo frenético. O som dos corpos se chocando, os gemidos altos e sôfregos aumentavam a áurea erótica do momento. Jenniffer gemia o nome do moreno sem parar, inflamado ainda mais seu ego e seu tesão.
Minutos se passaram até que o moreno começou a sentir o canal — já apertado — se contrair mais uma vez. Seria a quarta vez dela, mas dessa vez ele viria junto, sentia seu ápice se aproximando também. Ele aumentou ainda mais o rimo das estocadas.
Foi urrando de prazer que eles chegaram juntos ao orgasmo cataclísmico.
– Aaah... Aaaaaaah... AAAH... EMBRY! – a loira gritou quando sentiu a explosão violenta chegar.
– Hummmm... Jenny! – gemeu alto, mas se surpreendeu por chamar um nome ao atingir seu ápice. Era a primeira vez em anos de uma vida sexual ativa. Isso o assustou!
Ambos estavam cansados e tentavam normalizar as respirações ofegantes. Embry tinha desabado sobre o corpo pequeno, que regozijava pelo peso másculo que sentia estar sobre o seu. Ele ainda estava dentro do canal da loira, não queria abandonar aquele lugar jamais.
– Você é maravilhosa. – sorriu e beijou os lábios rosados. – Mas eu ainda preciso mais de você!
Embry abandonou o acolhedor canal, mas seria por pouco tempo. Ele ainda queria desfrutaria muito daquela oitava maravilha humana que era a brasileira.
Em um movimento rápido Embry se pôs de pé, já pegando a loira no colo e a levando para o interior da luxuosa lancha. Ele queria desfrutá-la em um ambiente mais apropriado, e nada melhor do que uma das quatro suítes de luxo que tinha aquela mansão sobre água.
Como uma criança que acaba de descobrir o melhor doce que já saboreou, Embry estava viciando nas sensações que a brasileira lhe causava. Ele a faria sua ainda muitas vezes. Não tinha uma data certa para voltar para casa e Jenniffer só precisava regressar ao trabalho em três dias... Então ficariam a deriva de seus prazeres até... Bem, isso eles ainda iriam descobri!
TLAD
No céu de tom azul anil e nuvens branquinhas como algodão, o sol brilhava dourado e supremo. Era início de verão, a brisa fresca acalentava a pele como a suavidade de uma seda. No bonito jardim, a impecável decoração completava a natural beleza do ambiente.
Foi com muito primor e capricho que tudo havia sido meticulosamente planejado.
A cerimônia religiosa havia sido linda e emocionante, e o almoço de comemoração não poderia ser diferente. Como sempre a recepção seria íntima, somente para a família e amigos mais próximos, o circulo de amizade daquele grupo era muito fechado.
O almoço comemorativo aconteceria na área da piscina, onde havia um belíssimo salão preparado para realizar festas. Todos já se concentravam no local, que estava com suas enormes portas de vidro abertas, possibilitando a visão da linda piscina.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– Eu estou muito feliz e agradecida pelo dia de hoje. – Rachel começou a falar. – Hoje meus bebês estão completando três meses de vida e acabaram de ser batizados. Confio muito não só nos padrinhos que escolhi para os meus filhos, como também em todos que estão aqui presentes. – olhou para cada membro da família, sabia que todos ali se amavam e se protegeriam sempre.
– Eu também quero fazer um agradecimento e um comunicado. – Leah atraiu a atenção de todos para si, o que não era normal naquelas ocasiões, geralmente ficava para Rachel figura de matriarca e porta-voz da família. – Eu queria agradecer a minha amiga, irmã, companheira e prima amada, a graça de ter um de seus filhos como meu afilhado. Isso realmente me emocionou muito. Mas hoje também estou aqui pra falar que eu e Ethan decidimos oficializar nossa união agora no verão. Ainda não decidimos a data, mas quero realizar toda a cerimônia na casa de praia da nossa família. – comunicou.
Todos abraçaram e cumprimentaram o casal, os felicitando. Eles estavam juntos à praticamente dez anos, desde a época da faculdade onde os dois se conheceram.
As mulheres logo fizeram uma rodinha puxando Leah para o centro. O assunto falado era somente o casamento. Já os homens só falavam besteira e planejavam uma despedida de solteiro a altura para o médico do bando.
Em um determinado momento Emmett recebeu uma ligação que o forçou a se ausentar por algum tempo. Mas antes de sair ele teve que garantir que não era nada demais e que só precisava averiguar umas coisas, que no máximo em uma hora ele estaria de volta. Isso tranquilizou os homens. Emmett era o que ficava a frente do bando, era ele quem botava o pescoço a risca, era ele o mais visado.
Como ainda estava cedo e um farto coquetel era servido antes do almoço, Rachel prometeu que aguardaria o retorno de Emmett para servir a refeição. O loiro até tentou convencê-la que não precisava, mas ele também conhecia a morena desde a infância, sabia o quanto ela era persistente, teimosa e convincente. Preferiu não contrariar, se o motivo da ligação fosse realmente o que lhe foi passado, logo ele voltaria.
Pequenos grupinhos se formaram e conversas paralelas aconteciam. Os pequenos Harry e Billy estavam lindos em terninhos brancos e gravatinhas borboleta, sendo que a do Billy era azul e do Harry era verde, ambas de um tom claro. Os bebês estavam um no colo do pai e outro no colo do tio Jared.
– Quando vocês vão trazer as namoradas para conhecermos? Eu estou dando um prazo de no máximo um mês para conhecê-las. – Raquel intimou os caçulas.
Era tudo novo e muito recente, eles ainda estavam se acostumando com a ideia. Não sabem explicar quando tudo mudou, mas quando se deram conta já estavam namorando e felizes.
– Pelo amor de Deus, Rachel! Não tem nem duas semanas que aconteceu... Ainda estou me acostumando com à palavra namorada. – Embry contestou risonho a irmã mais velha.
Fazia duas semanas que Embry havia enfim levado à loira pra cama, mas depois de dois dias a deriva no mar, transado loucamente em todos os lugares possíveis da lancha, ele não conseguiu se separar mais dela. Preferiu assumir um compromisso a ter que escutar a geniosa mulher falar que não devia satisfações da vida dela a ninguém. Seth tinha oficializado o namoro na mesma época, na verdade os dois primos tinham conversado e chegado à conclusão juntos, um pouco infantil, mas se limitaram a isso.
– Mudando de foco então... – Rachel sorriu amplamente. — Como está a princesa da família?
– Ela esta ótima. – Renesmee sorriu passando as mãos na barriga já saliente de dezessete semanas.
– Minha pequena princesinha está crescendo lentamente a cada dia. – Jacob completou orgulhoso, abraçando a esposa por trás e acariciando o notório ventre. Ele brincava com o fato da filha ser menor que o normal para idade gestacional. Jacob falava que ela seria seu chaveirinho.
Desde a descoberta do sexo do bebê que Renesmee esperava, todas as mulheres da família haviam pirado com a notícia. Até festa surpresa organizaram, onde obrigaram a todos, inclusive os homens, usarem roupas rosa.
Em compensação os homens morreram de ciúmes ao imaginar uma linda menininha dando dor de cabeça na adolescência. Pelo menos eles agradeceram por serem atiradores de elite e bandidos muito perigosos, isso iria afastar muito adolescente tarado com os hormônios em ebulição.
A conversa rolava solta e o clima era de descontração, porém as vozes foram cessando até que todos pararam de falar. Muitos passaram a observar atentamente os três homens desconhecidos parados em uma das entradas principais do salão. Suas mentes trabalhavam em quem poderiam ser e o que teriam que fazer para não expor a família a algum risco.
Claire estava sentada em uma das poltronas do espaço, na verdade, ela estava no colo do namorado. Eles conversavam alegremente com Sam, Emily, Alice, Jasper, Jared e Kim. Mas assim que o silêncio se instaurou, ela ergueu a cabeça e acompanhou com os olhos a direção que a maioria já observava.
– PAPAI! – Claire pronunciou com a voz esganiçada, a palavra saiu com dificuldade de seus lábios, seu coração estava a mil por hora. A amish estava em choque com o que via bem diante dos seus olhos, a poucos metros de si.
Renesmee imediatamente enrijeceu o corpo ao escutar a palavra pronunciada pela amiga, que mesmo estando em outro grupo de conversa, ainda assim era próximo o suficiente para ela ouvir e reconhecer nitidamente a voz e a palavra dita.
Lentamente ela virou o corpo na direção que todos analiticamente observavam. Precisou ser amparada pelos braços fortes do esposo, pois sentiu as pernas falharem e a visão nublar por um segundo. Bem diante dos belos olhos azuis, há poucos metros de onde estava, encontravam-se parados os homens que sempre tanto amou.
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