Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
O sol reinava absoluto na imensidão azul, a brisa fresca acariciava as folhas e flores que exalavam um perfumado aroma. A grama verdinha era o tapete que complementava a beleza daquele jardim bem cuidado. O calor reconfortante aquecia a pele alva, que regozijava com a delicada sensação.
Renesmee corria graciosamente pelo jardim da sua casa, parecia uma menina. Ela vestia um vestido leve, cabelos soltos e pés descalços, que apreciavam o toque único do fresco gramado. Mas a loira não estava só, correndo junto a ela estava uma sombra branca e fartamente peluda. Branquinha corria incansável pelo jardim, horas abaixando-se e se escondendo de sua dona, que entendia o convite para a brincadeira.
– Cadê a minha peludinha? Filhinha, cadê você? – Renesmee chamava a cachorrinha, que se escondia em um dos belos canteiros de flores do jardim. A loira já havia visto o animalzinho, mas alimentava a brincadeira. – Achei você! – falou em um tom mais alto, chamando a atenção de Branquinha, que voltou a correr pelo gramado agitando alegremente o rabinho.
Renesmee permaneceu por mais alguns minutos brincado com sua amada cachorrinha, mas logo o cansaço se abateu sobre seu frágil corpo. Por mais que ela estivesse em tratamento e melhorando, ela nunca deixaria de ser anêmica, somente suavizaria sua situação, ficando em um nível mais próximo ao considerado “normal” para uma mulher adulta.
O tapete verde era como um convite irrecusável a chamando para descansar. Sem pensar duas vezes a loira abaixou-se, deitando logo em seguida. Branquinha, imediatamente após avistar sua dona deitar no gramado, correu em sua direção.
– Vem cá minha pequenininha. – Renesmee puxou para seu peito a cadelinha, que brincava com os fios claros de seu cabelo. – Você cansou a mamãe sua danadinha. – Branquinha em resposta começou a lamber suas bochechas, tirando uma saudável gargalhada da loira. – A mamãe não pode ficar se cansando assim, agora eu tenho outro bebê para cuidar. – carinhosamente a loira levou as mãos ao ventre. Como se soubesse do que estava sendo falado, Branquinha começou a cheirar o abdômen de Renesmee, deitando logo em seguida à cabecinha peluda sobre o ventre gravídico. – Filha, você sabe que tem um bebezinho crescendo aqui dentro? – Renesmee perguntou surpresa, pois a cachorrinha jamais havia feito aquele gesto. Em resposta Branquinha emitiu um ganido, que para loira soou como um claro sim. – Eu sou uma boa mãe Branquinha? — perguntou retoricamente. — Eu tenho medo de não conseguir ser uma boa mãe para esse bebê. De onde eu vim às coisas pareciam ser tão mais fáceis, aqui fora é tudo tão complicado... Tenho medo de não saber criar meu bebê nesse mundo. – suspirou melancólica. A cachorrinha apenas a fitava com os seus redondos olhos negros que contrastava com seu pêlo branquinho como algodão.
Em nenhum momento a cadelinha tirou a cabecinha do ventre da dona, parecia que ela protegia e resguardava o que lá dentro crescia.
Mas antes que a alegria fosse substituída por tristeza, melancolia e dúvidas, uma voz familiar e feminina, quebrou a nostalgia que se abateu.
Claire, que havia acabado de chegar à mansão, logo foi informada aonde poderia encontrar a amiga.
– Nessie, o que foi? Está passando mal? – perguntou nervosa, já correndo na direção da loira, que se encontrava deitada.
– Claire! – Renesmee se alegrou ao ver a amiga. – Deixa de ser boba, eu só estou deitada descansando com a Branquinha. Nós já brincamos muito hoje, agora estamos deitadas aqui na sombrinha. – sorriu de forma meiga.
– Não me mate de susto! – Claire levou as mãos teatralmente ao peito. – Você jogada assim — apontou para forma desengonçada que a Renesmee estava no chão — Me fez pensar que estava passando mal, que tinha desmaiado. Sabe que me preocupo com você. – a loira já se abaixava e sentava no fresco gramado, puxando a cabeça da amiga para seu colo.
– Você que é muito exagerada. – Renesmee fechava os olhos enquanto Claire acariciava sua cabeça, mexendo nas platinadas madeixas. Esse era o carinho que ela mais amava.
As duas amish permaneceram por um tempo naquela troca de carinho. Nada era dito, não precisava, elas se conheciam somente com o olhar e com gestos. Um vínculo único, indissolúvel e irrevogável.
– Como você está? – Claire perguntou cautelosamente, quebrando o silêncio. — Quil me contou que você e o Jacob tinham viajado, mas não me falou nada mais. Não sabia como você estava e quando iria voltar. Achei tudo muito estranho, parecia que estavam se escondendo de todos. – a loira olhava atentamente os amáveis olhos azuis da amiga.
– Eu fiquei com medo. – Renesmee suspirou profundamente, tomando coragem para confessar tudo que tanto angustiava seu coração. – Eu não esperava ser abençoada com um bebê agora, não me sinto pronta pra ser mãe. Eu não consigo me adaptar por completo aqui fora, como vou educar um filho nos costumes que nem eu mesmo sei? Não sei guiar minha família... Não consigo me imaginar sem o Jake, mas seria tudo tão mais fácil se ele fosse um de nós. Queria ter a mamãe por perto para me ajudar nessas novas descobertas que eu desconheço. Eu não sinto nada aqui dentro. – levou as mãos ao ventre- É como se meu bebê não existisse, mas ele já tem um coração batendo forte, ele já vive dentro de mim. – a amish chorava em um misto de emoções. Ela não tinha consciência em como estava refém de seus hormônios.
Claire imediatamente compreendeu o que a amiga sentia, o quanto tudo era novo pra elas, principalmente para Renesmee. Mas a loira não conseguiu evitar se sorrir.
– Porque você está rindo? – Renesmee perguntou à amiga, já enxugando as lágrimas e fazendo um biquinho ressentido.
– Não estou rindo de você, mas sim do que você falou. – Claire começou a explicar, mas ainda mantinha o sorriso nos lábios rosados – Eu tenho certeza que assim como Quil, o Jake jamais se adaptaria em nosso mundo, é tudo limitado demais, eles adoram tudo que é moderno. – a loira não conseguia esconder o sorriso.
– Eu sei. – Renesmee concordou vencida, desviando o olhar. Ela estava com medo e se sentindo insegura, Claire sabia disso.
– Nessie, não precisa ter medo, você recebeu uma graça maravilhosa de Deus. Você é a pessoa mais incrível que eu conheço, é boa por natureza... Será uma mãe maravilhosa, o amor pelo seu bebê vai fazer você saber o que fazer para criá-lo da melhor forma. – Claire acariciava os cabelos sedosos da amiga, que estava emocionada com as palavras que acabará der ouvir. – Mamãe sempre falou que mulheres grávidas ficam choronas... Agora vejo que é verdade. – os sorrisos eram nostálgicos. – Você ainda nem tem barriga, não dá para sentir nada. Com a Bella foi assim também, só quando a barriga dela ficou grande, que ela conseguiu sentir o bebê dentro dela.
– Será que vai ser assim comigo? A Leah falou que sim, que só quando o bebê for maior, que eu vou conseguir senti-lo. Não vejo à hora de isso acontecer, quero me sentir mais mãe. – Renesmee acariciava o abdômen plano, ela não percebia, mas instintivamente ela já desenvolvia um vínculo com o ser que crescia dentro dela. – Claire, você promete estar sempre ao meu lado e do meu bebê? Eu preciso de você comigo... Não sei se consigo sem você.
– Mais é claro que eu nunca vou sair do seu lado e do lado do seu bebezinho. Já até imagino uma linda garotinha loirinha correndo por esse jardim. – Claire fantasiava ao falar, levando Renesmee a viajar com ela na fantasia.
– Eu nunca tinha parado pra pensar nisso... – Renesmee ficou um minuto em silêncio, refletindo sobre o que era conversado com a amiga. – Mas eu acho que vai ser um menininho lindo que nem o Jake. – finalizou convicta.
Claire observou por algum tempo a amiga grávida, voltando a falar um tempo depois.
– Não! Vai ser uma menininha, eu tenho certeza. – Claire falou ainda mais segura, pondo fim à “discussão”. Ela geralmente gostava de dar a última palavra e Renesmee nunca ligava para isso. – Mas agora me conta tudo sobre a viagem de vocês. Para onde foi, o que fizeram... Essas coisas. Quero saber de cada detalhe. – Claire estava eufórica ao falar.
Enquanto as duas conversavam animadamente sobre a sombra de uma bela macieira, branquinha corria atrás da bolinha que Claire lançava.
Minutos se tornaram horas em pouco tempo, mas logo a empregada da casa interrompia aquele clima amigável e terno das amigas.
– Senhora Renesmee! – Mabelle chamou pela patroa. – O senhor Black ligou para comunicando que está vindo com o irmão para jantar. O que a senhora gostaria que eu preparasse?
– Pode deixar que eu e Claire iremos cuidar do jantar. – Renesmee falou educadamente com sua voz suave a aveludada.
– Não precisa se cansar senhora, nós cuidaremos de tudo pra você. – Mabelle tentava convencer sua patroa, ela sabia da frágil saúde da amish. Eram ordens extremas do próprio Jacob, que Renesmee não se cansasse.
– Mabelle, não precisa se preocupar conosco, de onde viemos nós já estamos acostumadas a cuidar de toda a casa. – Claire ajudava a amiga na explicação
– Mas a senhora Renesmee está em estado delicado. – Mabelle justificou-se por fim, usando a gestação da patroa a seu favor.
– Não se preocupe Mabelle, estou me sentindo bem e disposta. Além de estar com saudades de cozinhar. – Renesmee já se levantava, sendo seguida por Claire.
– Tudo bem senhora, mas se precisar de qualquer coisa... É só pedir a mim ou a Lupita.
– Sim, Claro Mabelle. – concordou amavelmente. – Obrigada!
As amish seguiram abraçadas pelo caminho até a cozinha da mansão, Branquinha quase dormia de cansaço no colo de sua dona, que ninava a cachorrinha enquanto caminhava. Mabelle seguia as loiras logo atrás, zelando cada passo de sua patroa. Jacob foi muito claro e específico em suas ordens de zelar bem de perto a segurança de sua esposa.
A tarde seguiria da forma que elas adoravam; vendo receitas e cozinhando apetitosos pratos. Elas amavam fazer os serviços domésticos, era gratificante para elas agradarem aos maridos e serem vistas como boas esposas e mães de família... Com isso não viram as horas daquela tarde passar rapidamente, elas estavam entretidas demais com as guloseimas que preparavam.
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A loira caminhava apressadamente pela rua, ela já estava encima da hora, o que a deixou impaciente, porém, uma estranha sensação de estar sendo seguida e observada a dominou. Por várias vezes, sentiu a necessidade de olhar para trás, procurar por algo diferente, mas nada viu. Tudo parecia está normal, como sempre foi.
A rua onde morava era bem localizada, era no coração de New York, próximo a uma movimentada estação de metrô, pouco andava até seu prédio, mas aquela incomoda sensação estava tornando tudo tão distante...
Jenniffer não via, mas sua intuição realmente estava certa, pois um carro negro a seguia discretamente. Os dois homens no interior do veículo eram bons no que faziam.
A loira chegou a tropeçar na frente do prédio em que morava, uma vez que era extremamente desatenta e sua pouca atenção estava toda voltada em localizar algo que sua intuição teimava em lhe alertar. Por sorte não caiu, mas chegou bem próximo ao chão antes de recuperar seu equilíbrio.
Os homens que a observavam de dentro do misterioso carro negro, gargalharam com o fato da loira quase ir ao chão. Embry já tinha observado o quando Jenniffer era desatenta e distraída, porém, esse fato também o incomodou. No mundo em que vivia, ele praticamente tinha que dormir com um olho fechado e outro aberto, tudo tinha que ser atentamente observado, caso contrário, sua vida corria risco de ser perdida. O moreno pensou em o quanto ela era vulnerável, ainda mais estando ao seu lado... Embry se sentiu incomodado com o pensamento, mas logo se desfez dele. Jenniffer seria somente mais uma conquista em sua longa lista, nunca passaria disso. Pelo menos, assim o moreno pensava.
– Ah loira gostosa... Tu está me enlouquecendo. Onde já se viu Embry Black seguindo uma mulher? – o sorriso do moreno era amargo, assim como o gosto da veracidade de suas palavras.
– Mas ela é gostosa pra caralho, chefe! – Collin zombou do patrão, uma vez que eles eram amigos e se tratavam como tal.
– Tira a porra dos olhos dela... – falou irritado. – Você está aqui para observá-la de outra forma.
Collin concordou, mas manteve o sorriso sarcástico nos lábios. Ele conhecia cada um de seus patrões, sabia que eles eram possessivos no que eles consideravam deles.
A loira olhou atentamente uma última vez a rua em que morava, mas sua atenção ficou presa em uma direção oposta de onde seus seguidores estavam. Ela estava certa na intuição de estar sendo seguida, mas totalmente equivocada na direção onde eles estavam. Por fim, acabou desistido, não constatou nada de diferente e entrou na portaria do simples prédio.
– Babi... Amiga... Cadê você? – assim que entrou no pequeno apartamento, Jenniffer gritou à procura da morena, já seguindo para o quarto que dividiam. – Uau! Tá gata amiga. Tudo isso para o moreno gostoso? – a loira brincou.
– Deixa de ser palhaça. – a morena tentava manter-se séria ao responder, mas estava sendo difícil. — Até parece que não me arrumo assim para sair. – respondeu sarcástica.
– Sim! Você sempre se veste bem... Mas a depilação que você acabou de fazer, mostra suas intenções nada castas! – Jenniffer sorriu debochada ao apontar para as folhas de cera própria para depilação, que se encontravam sobre a mesa de cabeceira.
As duas não conseguiram conter os risos, elas sempre captavam o raciocínio uma da outra sem dizerem uma única palavra.
– Deixa de ser ridícula, não vou ficar que nem uma Macaca Chita. Eu acabei me depilando somente por uma questão de higiene. – Barbara sustentava um sorriso irônico.
– Sei! – respondeu sarcástica. — Eu já estou encima da hora, preciso tomar uma ducha rápida e sair para encontrar o pessoal para estudar. – Jenniffer já se despia enquanto falava com a amiga. – Olha essa blusa que peguei lá na loja, saiu a um preço ótimo. – a loira jogou a sacola na cama da amiga, já entrando no banheiro para tomar seu rápido banho.
Babi amou a blusa de crepe de seda off-white com discreto bordado dourado no decote em V. Apesar de ser uma blusa de manga cumprida, o fino tecido dava leveza e sofisticação ao Look. Ela combinava perfeitamente com a saia dourada clara que ela já estava vestindo.
– Amiga, amiguinha... – Barbara mantinha a voz amável, característica totalmente incomum a sua personalidade forte.
– Fala logo o que você quer, pois você não é esse posso de amabilidade. – Jenniffer saiu enrolada a toalha, fitando a amiga já vestida com sua blusa nova.
– Por favorzinho, amiga! Me empresta essa blusa maravilhosa? Ficou perfeita em mim. Agora é só eu colocar esse scarpin nude... Que ficarei ainda mais gata. – Barbara rapidamente trocava o look, ficando realmente linda com a nova produção!
– E humilde também! – Jenniffer falou debochada. Elas sempre brincavam com dose de ironia e deboche uma com a outra, coisa que não as afetavam mais. – Pode usar... Só não vai deixar o Boy rasgar minha blusa que nem fez com a sua calcinha nova.
– Pode deixar que eu vou pedir a ele para tirar e dobrar, colocando em um saquinho logo em seguida. – a morena respondeu devolvendo o mesmo tom de sarcasmo da amiga.
– Vá à merda! – Jenniffer retirou a toalha que estava enrolada em seu corpo e atirou encima da amiga, já fazendo as duas gargalhavam novamente.
– Agora é sério... Ficou bom mesmo? – Barbara estava um pouco insegura com relação ao seu visual. – Você curtiu?
– Tá linda amiga! – a loira foi sincera. Ela era sempre assim, não poupava só para agradar, por isso Barbara confiava em sua opinião. – Só colocaria um anel e um relógio, além de um brinco bonito, é claro! A roupa, o sapato e a maquiagem estão perfeitos, adoro quando você capricha nos olhos. – Jenniffer parou de se vestir somente para opinar sobre o visual da amiga, voltando a se vestir logo após a minuciosa análise.
As duas brasileiras continuaram por mais um tempo se arrumando, na verdade, somente davam os últimos retoques finais. O tempo não esperava, na verdade, ele voava quando se tinha pouco dos seus preciosos minutos.
Logo o celular da morena começou a tocar, ela já sabia quem era só pelo toque, era uma música de Demi Lovato que ela tinha posto só para ele.
– Ele já chegou! – a morena falou ansiosa para a amiga, já pegando a pequena carteira de mão. – Vou descer!
– Me espera que vou descer contigo, já estou atrasada também! – Jenniffer enfiava apressadamente seu notebook na mochila já repleta de livros. Jogando o pesado acessório nas costas e correndo para pegar a chave e o celular que estavam na mesinha de canto.
Elas deixaram o pequeno apartamento e seguiram direto para o elevador, que não demorou a chegar.
Seth já aguardava a morena em frente ao prédio que ela morava. Ele havia descido do carro, enquanto aguardava sua companhia chegar, reconheceu o carro negro, que era usado pelos homens que trabalhavam para seu grupo, parado um pouco mais distante de onde ele estava. Não precisou usar muito seus neurônios para logo deduzir o que estava acontecendo. Com um sorriso de escárnio, ele buscou o celular no bolso do jeans e imediatamente começou a trocar mensagem com o primo pelo WhatsApp. O moreno estava tão distraído, rindo das respostas mal humoradas do primo, que nem percebeu a duas mulheres que se aproximaram.
– Boa noite! – falaram em uníssono.
– Boa noite. – Seth respondeu, já guardando rapidamente o celular no bolso, voltando melhor sua atenção para as mulheres a sua frente.
O moreno fez uma rápida analise na loira, que vestia um macacão curto de jeans claro, camiseta preta e All Star de couro dourado nos pés. Ela estava sem maquiagem, ou se usava, era pouca. Cabelos preso em um rabo de cavalo alto e mochila nas costas. O visual de menina brigava com o corpo bem delineado de mulher. Seth por um minuto pensou que a loira a sua frente, parecia querer esconder algo através das roupas contraditórias. Com certeza seu primo teria um trabalho para desvendar aquele olhar e jeito misterioso, que ele tinha certeza que escondia algo. Porém, sua atenção fixou-se mesmo na morena que tanto desejava. Seth a comia só com o olhar quente e nitidamente desejoso.
– Só passei mesmo para desejar uma boa noite. – Jenniffer estava sobrando naquela clara troca de olhares desejosos, era palpável o desejo de ambos. – Se comportem... E não façam nada que eu não faria! – deu as costas ao casal, já caminhando a passos largos rumo à estação de metrô.
– Uau! Como você está gata. – Seth se controlou muito para não ser grosseiro, falando que ela estava gostosa demais.
– Obrigada! Você também está bem apresentável. – apesar de falar sorrindo, em tom de brincadeira, a morena não deixava de analisar maliciosamente cada detalhe do corpo másculo e definido do homem a sua frente.
Seth, imediatamente aproximou seu corpo ao da morena, laçando sua cintura e capturando os lábios cheios e bem desenhados. O beijo era calmo e gentil, porém firme, sem deixa de demonstrar todo desejo contido em cada célula de seu corpo.
O casal entrou no carro assim que findaram o beijo, mas Seth não deu partida de imediato. Ele esticou o braço direito em direção ao banco traseiro e retirou de lá uma enorme sacola ornamentada, entregando de imediato à morena.
– O que é isso? – perguntou sorrindo, mas já fazendo ideia do que se tratava, já que a sacola era da renomada marca de lingerie.
– Que eu me lembre, você falou que eu estava lhe devendo uma calcinha nova. Como não gosto de ficar em dívida com ninguém, principalmente com você... Ai está! – Seth mantinha um sorriso safado nos lábios carnudos ao falar.
Por uma fração de segundos, Barbara ficou tímida e envergonhada, mas logo colocou a máscara de mulher inabalável, começando a abrir o embrulho. De lá de dentro ela foi retirando vários conjuntos de lingeries, de vários modelos e cores, porém, todos eram bem sugestivos. Peças nitidamente caras e pequenas.
– Sim, mas até onde eu sei... Você só está me devendo uma peça e não a loja inteira. – respondeu sarcástica. Mas a verdade era que ela estava perplexa, tinham mais de quinze conjuntos de lingeries da Victoria’s Secret dentro da enorme sacola.
– Escolhi todos os modelos que me agradaram e todas as cores que eu gosto. – Seth falou naturalmente, já ligando e dando partida no veículo. – Fica como crédito para danos futuros! – o moreno lançou um sorriso sugestivo para Barbara.
A noite estava apenas começando para eles, mas já tinham várias promessas nas entrelinhas. Ambos estavam ansiosos em descobrir onde o outro estava disposto a chegar com tantas provocações!
TLAD
O Jaguar prata acabava de entrar pelos portões da esplendorosa residência, logo atrás vinha o Audi preto que o seguia. Não tiveram problemas ao passar pela reforçada segurança do local, afinal, os carros eram cadastrados no sistema de segurança e os condutores dos veículos foram reconhecidos de imediato. Rapidamente pararam seus luxuosos carros na entrada principal da mansão, desligando o motor e saltando do interior do veículo.
A enorme porta de madeira envidraçada foi aberta, e por ela revelava a criada, que já estava à espera do patrão e seu convidado.
– Boa noite senhor Black! Boa noite senhor Quil Black! – Mabelle ainda se sentia confusa em como deveria tratar os irmãos, uma vez que tinha que chamá-los pelo mesmo sobrenome.
– Boa noite. – Jacob cumprimentou formalmente. — Onde está minha esposa? – com o olhar, o moreno buscava pela esposa na enorme sala principal.
– Perdoe-me senhor Black. – Mabelle apressou-se em se desculpar, mas o seu nervosismo não passou despercebido. — Ainda tentamos impedi-las, mas a senhora Renesmee e a senhora Claire insistiram... – a empregada não chegou a concluir o que falava, pois foi interrompida pelos homens.
– Porra! O que a Claire aprontou dessa vez? – Quil perguntou impaciente, conhecia sua impetuosa amish.
– O que aconteceu com minha esposa? – Jacob perguntou junto com o irmão. Ele estava sobressaltado, já imaginado o pior.
– Fique calmo senhor Black... – novamente a doméstica foi interrompida rispidamente.
– Não me peça para ter calma, caralho! Cadê a minha mulher? Fala logo Mabelle... O que aconteceu com a Nessie? — Jacob estava nervoso e impaciente, cada vez avançava mais na direção da empregada.
– Elas insistiram em preparar todo o jantar, não nos deixaram ajudarmos em nada... Mas dona Renesmee está bem, é só um mal estar da gravidez. – Mabelle apressava-se em tentar se explicar.
– Cadê ela? Porra! – Jacob gritou sem paciência com a demora de Mabelle. Quil somente segurava os ombros do irmão, evitando assim ele avançasse para cima da criada.
– Na cozinha senhor. – Mabelle tinha os olhos arregalados, a voz era apenas um sussurro. Ela estava morrendo de medo do patrão, sabia o quanto protetor e possessivo ele havia se tornado com relação saúde da patroa.
Jacob imediatamente correu em direção a cozinha, sendo seguido pelo irmão em seu encalço. Assim que adentraram ao enorme cômodo, se depararam com uma cena que os aliviaram minimamente, mas ainda assim estavam muito preocupados.
Sobre a bancada central da cozinha, havia diversos pratos pontos, todos com aparência apetitosa e saborosa. No entanto, o que mais chamou atenção foi à loira sentada na cadeira, sendo cercada pela amiga e outra serviçal da mansão.
Renesmee tinha os olhos marejados e estava ainda mais pálida que o normal. Estava sendo amparada por Lupita e mimada por Claire, que tentava convencê-la de beber o líquido quente da xícara.
– Vamos Nessie, beba um pouquinho do chá... Vai ajudá-la! – Claire mantinha a voz terna ao falar, parecia que falava com uma criança pequena.
– O que está acontecendo aqui? – Jacob perguntou alto, com sua voz grave e rouca, já caminhando rapidamente para onde a loira estava sentada. Era nítido seu nervosismo.
– Jake! – Renesmee alegrou-se minimamente em vê-lo, porém o mal estar a dominava.
– Ela estava tão bem hoje! – Claire suspirou com pesar, começando a narrar o que estava se passando com a amiga. — Brincamos e conversamos no jardim, cozinhamos tudo isso para o jantar, – apontou para bancada repleta de guloseimas — mas agora a pouco ela começou a sentir umas cólicas... Lupita fez um chá para ajudar, mas a Nessie falou que está enjoada e não quer beber.
Jacob, que até então escutava a cunhada explicar-se, passou os braços pela cintura da amish, já a retirando da cadeira e pegando-a no colo. Renesmee era tão pequena e leve, que ele não fazia esforço algum em erguê-la.
– Jake, me põe no chão. – Renesmee protestou. – Eu estou melhorando, não precisa me pegar no colo.
– Quem decide agora sou eu! – cortou a loira. – Você já abusou demais. Eu falei que não a quero fazendo esforço, sua gravidez requer cuidados e, esforço além do necessário é perigoso Nessie! – Jacob tentava moderar o tom da sua voz, já que percebeu que estava sendo rude com a amada. – Quil, ligue para Leah. Estou subindo com a Nessie para nosso quarto. – finalizou já caminhando rumo à suíte do casal. Branquinha, que até o momento tinha passado despercebida pelo moreno, os seguia.
Não tinham se passado nem uma hora desde que Quil havia ligado para prima, e ela já entrava pela porta principal da mansão, sendo seguida por Lancarter.
– Oi Quil. – a morena abraçava e beijava o primo, já seguindo para amish a sua frente. – Tudo bem Claire. – beijou as bochechas rosadas. — Como ela está? – Leah perguntou ansiosa. Quil não havia sido muito específico, pouco explicou, isso a deixou preocupada. Cólicas durante a gestação poderia significar muitas coisas... E mediante a fragilidade de Renesmee, ela estava temerosa.
– Ela passou o dia todo bem, só começou a sentir essas cólicas agora à noite, poucos minutos antes do Jacob e o Quil chegarem. – Claire explicou.
– E onde eles estão? – Lancarter perguntou.
– Jake decidiu levá-la lá para cima, para que ela descansasse um pouco. Mas por fim, ele decidiu dar um banho nela... Então nós descemos. – Quil contou. Ele estava um pouco nervoso, mas controlava suas emoções diante de Claire, parecia que a loira não compreendia a gravidade que a situação poderia representar.
– Certo! – concordou Leah. — Amor, fique aqui com o Quil, se eu precisar de sua ajuda, peço a Claire para vir chamá-lo. – Leah selou seus lábios ao do amado, o deixando na enorme sala com o primo.
Rapidamente elas subiram as escadarias que davam acesso às suítes da mansão, seguindo direto para a porta ao fim do corredor. Bateram e esperaram autorização para entrarem. Não demorou muito e a porta foi aberta, revelando Jacob já de roupa trocada e cabelos molhados.
– Ah, são vocês. – o moreno sorriu. – Entrem! — Jacob deu passagem para elas entrarem.
Sentada na cama estava Renesmee com Branquinha em seu colo. Ela tinha uma aparência abatida, mas não parecia estar tão mal, isso tranquilizou Leah de imediato.
– Oi Nessie! – Leah se aproximou da loira e deu-lhe um beijo em suas bochechas. – Que susto foi esse, o que você está sentindo? – perguntou carinhosamente.
– Eu estou sentindo algumas cólicas, tipo as que eu sinto antes dos meus períodos, só que um pouco mais fracas.
– Fale tudo Nessie! – Jacob repreendeu a esposa, já começando a falar por ela. – Ela está enjoada e levemente tonta, principalmente quando a cólica vem mais forte.
– Calma ai, vocês dois. – Leah interveio, apaziguando a pequeno confronto do casal. – Preciso saber exatamente o que você está sentido Nessie. Onde são essas cólicas, frequência, intensidade... Cólica pode ser um sintoma de várias coisas na gravidez, preciso ter certeza do que realmente é, mas só consigo através das informações precisas que necessito que me passe agora.
Com calma e paciência Leah escutou cada palavra de Renesmee, Jacob e até mesmo Claire. A amish indicou, mostrando o local do desconforto, quantificando o grau... Até uma inspeção física foi feita para Leah poder chegar ao veredicto exato.
– Então Leah, o que você acha que pode ser? Normal que não é! – Jacob estava nervoso, pra ele não era normal ter cólica sem menstruação, coisa que era impossível com a gravidez. Então sua conclusão era que não era coisa boa.
– Confesso que a princípio, assim que Quil me ligou e falou brevemente o que ocorria, eu cheguei a pensar na possibilidade de um aborto espontâneo. Porém, depois de ver Renesmee e examiná-la, tenho certeza que não é nada grave. – ela olhou para os três pares de olhos que a observavam sem nem ao menos piscarem. – O que está acontecendo é que o útero da Nessie está se expandindo e as cólicas são normais nesse período. Para algumas mulheres é somente um leve desconforto, para outras, tornasse um incomodo significativo. Acho que com a Nessie não podíamos esperar diferente. – Leah sorriu. Nada com Renesmee era fácil, natural ou comum. – Vou lhe receitar esse remédio para aliviar um pouco esse incomodo, mas é para tomar na dose certa, somente quando a dor aumentar. Essa medição não faz mal nem pra você, nem para o bebê, mas todo cuidado é pouco. Também quero que faça 24 horas de repouso, isso inclui não correr com Branquinha pelo jardim, nem passar horas cozinhando ou em pé. Tente permanecer-se mais sentada ou deitada, poucas caminhadas, só o necessário.
– Tem certeza que é só isso Leah? – Jacob ainda estava receoso.
– Claro Jake, pode relaxar... Só a mantenha de repouso. Estamos entendidos? – Olhou sugestiva para o primo, que captou de imediato o que ela queria dizer: nada de sexo aquela noite.
– Claro, claro! – o moreno suspirou resignado.
– Qualquer alteração do quadro, me ligue imediatamente. Mas acredito que não vá piorar a intensidade das cólicas. – Leah já se levantava da cama do casal.
– Leah, fique para jantar conosco. Fizemos muitas coisas gostosas. – Renesmee alegremente convidou à morena.
– Você não vai descer Nessie, vai ficar na cama. Vou pedir a Mabelle para trazer seu jantar.
– Obrigada pelo convite, ficou feliz em aceitá-lo. Eu e Ethan íamos sair para jantar mesmo... — Leah deu de ombros. – E sem exageros Jacob, é claro que ela pode descer e jantar com a gente à mesa.
– Acho desnecessário ela subir e descer essas escadas. – Jacob respondeu levemente irritado.
– Então desça com ela em seu colo. – Claire deu de ombros. – Não será a primeira vez que você faz isso. — a loira sorriu sarcástica.
Renesmee ainda pensou em protestar, mas antes que conseguisse abrir a boca para protestar, ela já se encontrava nos fortes braços do amado. Leah e Claire sorriam ao observar a reação do casal; Enquanto Jacob se mantinha sério, a loira tinha cara de desespero em suas feições. Jacob era mandão, dominador e superprotetor com ela, com certeza o jantar correria como de costume, exceto pelo fato de Renesmee não poder levantar da cadeira. Ela desfrutaria da companhia da família, mas sem fazer qualquer mínimo esforço, e isso incluía até levantar-se.
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O ambiente era luxuoso, sofisticado, requintado e muito requisitado. Sempre necessitava de uma prévia reserva, pelo menos uma semana de antecedência, para então conseguir desfrutar daquele maravilhoso restaurante. Entretanto, ser um dos proprietários do local conferia muitas regalias. Seth, assim que chegou foi logo encaminha para uma das melhores mesas, era uma das que só eram ocupadas por um membro da sua família, ficava no melhor ponto do restaurante.
Barbara estava encantada com tudo. Nunca imaginou que estaria sentada no melhor e mais caro restaurante de New York, ainda mais desfrutando de tão boa companhia. Além do homem à sua frente ser lindo, charmoso, sexy... Ele também era rico, tão rico a ponto de ser um dos donos do restaurante que ela tanto admirava e que agora estava tendo uma maravilhosa refeição.
Eles comiam e conversavam, desfrutavam da agradável companhia um do outro. Tudo estava perfeito, desde a comida até a própria conversa que fluía.
– Está gostando? Está tudo ao seu agrado? – Seth perguntou gentilmente, anos de prática estava deixando-o bom naquilo.
– Está tudo maravilhoso. – falou sincera. — Sempre escutei falar desse restaurante, mas nunca pensei que um dia estaria comendo nele, e em tão boa companhia. – a morena levou a taça do vinho branco aos lábios, queria esconder o sorriso provocante.
– Que bom que esteja gostando. Também nunca comi tão bem acompanhado antes. – Seth falou galanteador.
A tensão sexual entre o casal ressurgiu como um incêndio descontrolado, ambos faziam joguinhos de sedução, mas o que ambos não percebiam era que eles já estavam envolvidos há muito naquilo.
– Vamos pedir a sobremesa? Essa sempre foi minha parte favorita. – Seth sustentava um sorriso dúbio, suas as palavras tinham múltiplos sentidos.
– Sem sombra de dúvidas essa é a melhor parte, a mais aguardada da noite. – a morena devolveu a provocação.
– Sim, claro! – o moreno fez um gesto com as mãos na intenção de chamar o garçom, mas em nenhum momento deixou de sustentar o olhar provocativo da mulher a sua frente. Aqueles olhos cor de folhas de outono, o instigavam a um nível quase que incontrolável de desejo. – Tenho certeza que você irá se saborear com as nossas opções de sobremesa.
Como o moreno tinha mencionado anteriormente, Barbara realmente amou a torta de maçã com sorvete que escolheu, uma vez que foi indicado como a especialidade da casa. A sobremesa era divina, nunca tinha provado doce tão saboroso e de combinação única. Mas agora, já do lado de fora do restaurante, à espera do Valet trazer o carro, ela começou a pensar em mais o que o moreno tinha preparado para aquela noite, com certeza ele não queria só jantar em sua companhia.
Seth há todo momento pensava na melhor forma de enredar a morena provocante, ela vinha brincando com sua mente e sanidade. Todavia, ele sabia que não podia ser óbvio, Barbara era muito esperta para se levar somente por sua lábia. Uma ideia surgiu em sua mente e ele tinha certeza que ela funcionaria.
– Éeer... Ainda está cedo. – o moreno fitou o caro Rolex dourado em seu pulso. – Gostaria de te levar a um lugar aqui mesmo na cidade, em minha opinião, é a melhor vista de New York. Tenho certeza que você jamais viu algo como o que vou te mostrar. – Seth segredou para a morena, eles haviam acabado de entrar no luxuoso veículo.
– Ok! Então me surpreenda, não seja clichê. – foi tudo que ela disse, mas o moreno entendeu o recado oculto na frase. Ele não teria sexo gratuitamente, teria que conquistar e fazer por merecer.
– Pode deixar... Essa é a minha especialidade. – Seth sorriu presunçoso, dando partida no carro, ele tinha certeza que a surpreenderia.
Já havia se passado mais de vinte minutos, mas não parecia estar perto de chegar ao local prometido. Era realmente longe, na verdade, ficava nos limites da cidade, a estrada era deserta e escura. Barbara estava a ponto de contestar, já estava começando a ficar com medo. Disfarçadamente ela pegou o celular e enviou uma mensagem para amiga, informando a marca, cor, modelo e placa do carro em que estava. Era um costume que elas criaram e mantinham sempre que saiam com alguém. Poderia não ajudar muito, mas era melhor que nada.
Tal ato não passou despercebido pelo moreno, que sorriu com a inocência dela. Por mais que ela tivesse tido cuidado em enviar a mensagem, ele tinha visto o que foi feito. O que ela não sabia é que se realmente estivesse nas mãos de alguém que a quisesse mal, uma simples mensagem com algumas vagas informações, não seria capaz de deter nenhuma mente perversa, principalmente de um integrante The Wolf. Facilmente ele poderia dar cabo de um carro, sem deixar rastro de sua existência.
– Já estamos chegando, só mais uns dez minutos. – Seth falou na intenção de tranquilizá-la. — Vai valer à pena, eu garanto. – sorriu.
– Sem problemas... Só achei bem distante e bem deserto esse lugar. – deu de ombros, fingindo indiferença que de fato não tinha. – Fico me perguntando como você conheceu isso. – os olhos cor de folhas de outono eram especulativos.
– Eu nasci e cresci nessa cidade, conheço cada canto dela. – falou convencido. Na verdade ele conhecia aquela região justamente por ficar isolada. Era ali perto que funciona a fortaleza do seu grupo criminoso, mas isso ele não poderia contar. – Minha família tem uma propriedade aqui perto... Herança de família. Não desfrutamos dela, mas também não conseguimos nos desfazer. – mentiu naturalmente, não levantando suspeitas na morena.
Como Seth havia comentado, em menos de dez minutos eles já haviam chegado. Ele desligou os faróis e o motor do veículo, tornando possível uma melhor contemplação do lugar.
Barbara perdeu o fôlego por alguns segundos, realmente o moreno não havia mentido, nem exagerado. O lugar era absurdamente lindo, jamais ela tinha tido uma visão tão bela de New York, nem mesmo em cartões postais.
– Uau!!! – foi tudo que ela conseguiu expressar no momento.
– Então, gostou? Eu não tinha razão?
– É tudo tão lindo aqui de cima, Seth. – suspirou. – Obrigada! – em agradecimento, Barbara beijou a bochecha direita do moreno, que aproveitou a oportunidade para beijar os convidativos lábios cheios.
O beijo já começou faminto e sedento por mais, as línguas duelavam em uma batalha árdua, porém sem perdedores, ambos eram vitoriosos no prazer que sentiam, na fome que matavam... Mesmo com a necessidade por ar já se fazer presente, eles em momento algum desgrudavam os lábios da pele um do outro. Enquanto Seth descia tecendo beijos molhados pelo pescoço e orelha da morena, ela mordia levemente os ombros forte e másculo dele. O desejo já estava descontrolado, ambos estavam em seus limites de excitação.
Seth estava tão duro que chegou a sentir dor em seu potente membro rijo, já Barbara sentiu sua pequena calcinha se encharcar ainda mais com sua excitação. Os vidros do veículo já estavam embaçados, escondendo a linda vista da cidade de New York iluminada. No alto daquele morro pouco conheci, ficava um belo mirante, que proporcionava a mais perfeita visão da ilha de Manhattan, porém, o que menos interessava naquele momento era a bela vista.
Com agilidade Seth deitou o encosto do assento do carona até seu limite e puxou a alavanca do banco, afastando-o ao máximo que conseguia, já se lançando para cima da morena, que já estava na horizontal e o recebeu entre suas torneadas pernas. Os gemidos foram inevitáveis quando as intimidades se chocaram, mesmo ainda por cima das peças de roupa. O moreno roçava de forma torturante seu membro no sexo da morena, que gemia enlouquecida pelo ato, os movimentos simulavam ritmadas estocadas. Barbara estava entregue ao prazer, sua mente estava nublada de desejo. Habilmente Seth afastou a minúscula calcinha, que já se encontrava empapada, e introduziu dois dedos o canal quente e úmido da mulher. Um grito arrastado escapou dos delineados lábios, Barbara só conseguia imaginar como seria acolher aquele monumento de homem dentro de si.
– Caralho morena, assim tu acaba comigo. – Seth resmungou ao sentir toda pressão exercida em seus dedos, que estavam encharcados pela secreção morna dela. Seu membro fisgou tão fortemente, que ele achou que pudesse gozar só com o simples ato de masturbá-la.
Barbara era incapaz de falar sequer uma palavra, dos seus lábios só saiam gemidos e sussurros sôfregos. Ela não precisava de muito, sua abstinência a deixava vulnerável ao mínimo estímulo. Foi com poucos movimentos firmes que ela se derramou nos longos dedos do moreno.
Seth não aguentava mais, estava ansioso para afundar seu membro no canal convidativo da morena, porém, quando ela tão rapidamente gozou por entre seus dedos, ele perdeu totalmente o pouco controle que ainda restava. Rapidamente se reergueu, levando os dedos lambuzados aos lábios e saboreando a secreção agridoce da morena, ele chegou ao fechar os olhos para apreciar ao máximo o gosto em seus dedos. Com a mente torpe pelo enorme desejo, ele levou as mãos à calça, liberando sua enorme ereção. Mas Barbara já tinha recuperado um pouco da clareza, refreando o moreno de imediato, que já se preparava para se afundar nela.
– Não Seth. – o refreou. – Nós já fomos longe demais, por hoje já chega.
– Tu só pode está de sacanagem comigo? – perguntou incrédulo. – Você não pode me deixar na mão! – falou já um pouco alterado.
– Esse é o meu limite, não dá mais...
– Não! Você tem o dom de provocar... Isso é sacanagem. – fez bico. – Vem... Chupa só um pouquinho? – pediu manhoso. Sua mão fazia lentos movimentos de vai e vem em membro.
– Não mesmo! – Barbara falou firme. – Já está na hora de voltarmos. Olha as trovoadas e raios. – apontou para além do vidro embaçado. — Vai cair um temporal, temos que voltar logo, o caminho é longo.
Seth ainda tentou persuadi-la, mas a morena estava firme em sua negativa. Muito irritado, sabendo que não mudaria a opinião dela, ele guardou seu membro, xingando e resmungando palavras desconexas!
O moreno decidiu pegar um atalho para chegar mais rápido a estrada principal, afinal, a tempestade que se formava prometia ser forte, e a estradinha de terra ficaria impossibilitada para tráfego. O local era deserto e escuro, mas ele já conhecia bem demais aquele caminho, não era a primeira vez que o fez. O que Seth não contava era que contratempos existiam, e não demorou muito para aparecer, o forçando a para o carro no meio do nada.
– Por que parou? O que aconteceu? – Barbara perguntou assustada, o local era um breu.
– O pneu furou, não tem como seguir viagem com ele desse jeito... Terei que trocá-lo. – o moreno já soltava o cinto, abrindo a porta e batendo com força. Ele estava irritado com tantas coisas dando errado em seu plano inicial.
A chuva não demorou a chegar, os pingos fortes estavam tornando-se mais grossos e caiam em abundância. Barbara tentava proteger seu celular sem desviar a atenção de iluminar o local para que Seth terminasse o mais rápido possível. Suas roupas encharcaram-se rapidamente, fazendo com que o tecido fino de sua blusa se tornasse quase uma segunda pele. Estava encostada na lateral do carro, perto ao capô, seu corpo tremia pelo frio.
O moreno girava os braços sem parar, já havia retirado o pneu furado e estava parafusando o estepe. Ela nada entendia do que ele estava fazendo, na verdade, sua atenção se focou em como os seus músculos se contraiam em cada movimento que o moreno fazia. Seus braços másculos e definidos, sob a camisa branca que evidenciou ainda mais o que ela resguardava, quando os pingos de água a encharcaram e colocaram ao corpo.
A boca de Barbara chegou a salivar, estranhamente sentiu-se estúpida, a alguns momentos atrás estava o interrompendo para que não avançasse o sinal e agora, ela mesma estava a fim de ultrapassar todas as barreiras com seus pensamentos pecaminosos e perversos. Céus! Ela estava carente.
– Pronto! Ficou firme. – sibilou levantando-se e enxugando as pequenas gostas de água que escorriam pelo seu rosto. Seus olhos se direcionaram para a morena ao seu lado, que lhe encarava de cima a baixo com os olhos semicerrados, os cabelos molhados caídos aos ombros. – Ei, aconteceu alguma coisa? – Seth não teve a sua resposta com palavras.
A morena não sabia da onde tinha retirado aquela audácia toda, mas quando notou as gotas de água escorrendo pelos cabelos, face, lábios de Seth e seu corpo tão devidamente sexy sob o tecido branco molhado, já havia puxado o moreno pela camisa em um beijo árduo. Seu celular foi jogado para dentro do carro, foi à única preocupação que teve.
Seth se surpreendeu com a atitude da morena, contudo, não demonstrou. Mais do que rápido ele a segurou firme pela cintura dando total ênfase no beijo avassalador que recebia. Ele queria tomar o controle, ditar o seu ritmo, mas estava sendo impossível.
Correu com uma das mãos para as costas de Barbara, puxando-a mais firme contra si. As línguas se duelavam em um universo particular, entrelaçando-se dentro da boca.
Seth sentia seus lábios serem sugados e levemente mordidos. Inferno! Ela não havia demonstrado toda essa atitude á horas atrás. Ele gostava de mulheres com atitudes, mas não mulheres que lhe dominasse. Em um movimento rápido girou seu corpo junto ao dela prensando-a contra o capô do carro e inclinando-se sobre ela.
Barbara sentiu suas costas bater contra a lataria, mas não houve protesto. Sua concentração estava em não desgrudar os lábios daquele beijo. A mão do moreno correu até a sua nuca, entrelaçando os dedos em algumas mechas molhadas, ele as puxou de leve para trás, tendo assim o livre acesso à pele de seu pescoço. Logo o beijo tomou outro rumo, descendo pela linha do maxilar até onde ele queria. Beijou o local, chupando em seguida grosseiramente, prendendo a pele entre os dentes antes que ele pudesse sugar novamente. Com certeza ficaria uma marca ali, arfou em resposta.
Seth insistia em maltratar o pescoço da morena, que não tentou controlar seu gemido e o fez baixo. A mão livre percorria toda a coxa desnuda, escorregadia pela chuva.
Barbara sentiu os lábios fervorosos abandonarem seu pescoço, o que a levou a bufar em descontentamento. Seth riu, e levou seus lábios diretamente ao lóbulo da orelha dela, a respiração quente batendo contra a pele que estava fria lhe arrepiou. Se antes estava alucinada, agora estava enlouquecida. As unhas cravadas nos ombros fortes a denunciava.
Ele estava no controle e isso inflou o seu ego. Levou a mão abaixo da sua coxa levantando a sua perna e puxando-a com força contra ele. Barbara gemeu pelo contato repentino e brusco, a chuva caindo sobre eles nada lhes afetavam, a morena já não tremia mais, pelo contrário, sentia seu corpo esquentar gradativamente, assim como Seth que já estava em brasa.
Desde seu último relacionamento Barbara não havia transado com mais ninguém e talvez fosse esse o motivo de tudo estar sendo tão avassalador.
Ele ergueu sua saia com uma imensa agilidade, deixando-a mais exposta e com mais flexibilidade a fim de se encaixar ainda mais contra ela.
A morena deslizou as mãos para baixo adentrando a camisa de Seth, subindo lentamente pelas costas arranhando a pele de leve, a respiração dele ficou mais acelerada, ela pôde sentir. Ele estava ficando desesperadamente mais necessitado de estar dentro dela, uma loucura. Nenhuma mulher já tinha despertado tanto desejo nele, mas ela não estava diferente, porém mantinha-se ciente de não demonstrar o seu desespero.
A língua quente e provocante passeava pela pele úmida, deixando um rastro de sensualidade. Um gemido mais alto escapou pelos lábios da morena. Ela apertava ainda mais as costas largas a fim de ter mais contato com seu corpo. Ligeiramente ela puxou a camisa para cima, Seth ergueu os braços ajudando-a. Logo as mãos grandes e com pegada surpreendente adentrou a blusa fina da morena, indo direto aos seios redondos e protuberantes. Barbara tombou a cabeça para trás sentindo o contato.
Esse homem definitivamente sabia o que estava fazendo e pela experiência da morena com caras que não valem nada, logo percebeu que Seth era mais um garanhão comedor. A fome em seus olhos o denunciava a luxúria, era apenas sexo! Dane-se ela pensou, pra ela também não passava de nada mais do que pele.
Seth a inclinou para trás, tendo plena visão dos seus seios, ele os abocanhou com vontade e desejo. A língua áspera circulava todo o mamilo já enrijecido pelo desejo, pegava o pequeno bico e prensava entre os dentes, os puxando para cima.
– Céus! – ela gemeu enfiando os dedos nos cabelos curtos, enquanto ele sugava e brincava livremente com a boca.
A morena mordia os lábios tentando reprimir os gemidos que insistiam em querer escapar de sua garganta. A chuva era ainda mais abundante, assim como a fome de Seth.
– Deliciosos. – ele sussurrou sobre os seios dela.
Com uma habilidade descomunal, Barbara deslizou suas mãos até o cinto da calça do moreno, os desprendendo rapidamente. Ela se inclinou para conseguir completar o ato e ele, sorriu em resposta. Para ele nada era o bastante, ele queria ainda mais daquele gosto inebriante. Ergueu ainda mais a saia dela e foi descendo, Barbara inclinava-se para trás conforme Seth beijava suas coxas e apertava a carne.
Ele enfiou as mãos por dentro do tecido, segurando cada lado da pequena calcinha rendada e as puxando, rasgando completamente o tecido. A morena gemeu alto, o tesão estava dominando seu corpo gradativamente.
Seth se embrenhou no meio das pernas dela e sem muita delonga começou a chupar a carne sensível e rosada. O nervo inchado necessitando de atenção, ele roçou os dentes dando pequenas mordidas.
Barbara se contorcia sobre o capô do carro, os cabelos grudados ao corpo, seu suor se misturando com a água. Ela levou as mãos aos próprios cabelos, os puxando loucamente. Quanto mais Seth a sugava, mais ela queria aquele homem.
Assim que Seth percebeu que a morena estava chegando ao seu ápice, ele cessou as carícias, se reerguendo e capturando os lábios de Barbara ferozmente.
A morena estava tremendo, sentindo seu corpo dando espasmos antes mesmo de ter um orgasmo. Estava tudo muito intenso e quente.
Seth desabotoou sua calça, ajudando o tecido molhado deslizar pelo corpo. Ele puxou Barbara mais para si, roçando a sua evidente ereção contra ela, apenas coberto pelo tecido de sua Box.
Ela não estava mais aguentando, precisava senti-lo mais, precisava sentir ele dentro dela. Com isso, ela levou as mãos até a cueca do moreno puxando de um jeito destrambelhado para baixo, liberando a ereção do moreno, que roçava sobre seu nervo, tamanha era a aproximação.
Seth segurou nos pulsos da morena e a olhou nos olhos, o brilho quente lhe atraia loucamente. Soltou uma das mãos da morena apenas para conduzir seu membro para o lugar certo. Assim que começou a introduzir, ele mordeu o lábio inferior de Barbara.
– Ahh, Seth! – um gemido mais alto foi liberado assim que ela sentiu a magnitude da masculinidade do moreno lhe preencher lentamente. As mãos dele foi parar na coxa dela apertando, arranhando. Ele pendeu a cabeça para trás, fechando os olhos assim que estava totalmente dentro.
– Hum... – ele gemeu voltando a olhar aqueles olhos de folha de outono assim que começou a se movimentar dentro dela.
Barbara impulsionava o quadril cada vez mais para frente, mas era contida por Seth, afinal, ela iria cair do capô do carro se ele não a manteve no lugar.
Os gemidos eram arrastados e desejosos, os quadris logo se moviam na mesma intensidade, uma dança prazerosa embaixo da chuva que presenciava o desejo árduo dos amantes.
Ele a segurava pelas costas enquanto a estocava, suas unhas desceram pelas costas dela cravando-as contra cintura. Barbara cessou o beijo para arquear o corpo e gemer alto, os lábios dele começaram uma deliciosa degustação em seu pescoço.
Barbara sentiu seu corpo dá pequenos repuxões, ela estava vindo, os movimentos intensos estavam a levando à beira da loucura, assim como Seth, que jamais havia tido uma transa tão boa em toda a sua vida.
Gemidos altos foram dados, e um pôde sentir o líquido viscoso ser liberado de um para o outro. Barbara estava tranquila, tomava remédio para regularização de seu ciclo, não havia riscos de gravidez.
Ela se agarrou ao ombro másculo, arqueando totalmente seu corpo e roçando os seios em seu peito. As respirações estavam descompassadas, os corpos cansados, a morena repousou sua cabeça no ombro de Seth até que seus batimentos voltassem ao normal. Ambos gemeram quando ele deixou o corpo de Barbara.
– Isso é loucura! – ela sibilou beijando o pescoço molhado.
Seth riu e moveu o corpo pra que pudesse encará-la.
– Uma loucura muito boa, eu admito. – beijou os lábios da morena. – Essa chuva... Ér... Nós.
– Shh. Deixe pra pensar no que for amanhã, agora apenas vamos curtir o momento. – ela o calou com indicador.
Logo ele a retirou do capô do carro, vestindo suas roupas novamente. Barbara apenas abaixou a blusa e a saia. Os dois entraram no carro, a chuva tinha aumentando e com ela alguns trovões, mas... A noite iria render muito ali dentro, tendo em vista que Seth não estava nem um pouco afim de arrumar o carro e muito menos pronto para deixar a morena furacão ir embora de seus braços.
Em um lugar deserto, chovendo, telefones sem sinal... A noite perfeita estava apenas começando no banco de trás do luxuoso carro.
TLAD
A loira estava agitada, andava impaciente de um lado o outro na pequeina sala. Ela estava preocupada, tinha recebido uma mensagem da amiga na noite anterior, mas o dia já estava amanhecendo e nada da morena aparecer.
Jenniffer não sabia mais o que fazer, havia tentado por diversas vezes ligar para o celular da morena, mas ele só dava desligado, caindo direto na caixa postal.
A loira não conseguia mais se concentrar nos estudos, tinha passado boa parte da noite anterior estudando com os amigos de pós-graduação em uma famosa cafeteria, mas há muito tinha se despedido deles e voltado para o pequeno apartamento. Como ainda tinha muito que estudar, antes de deixar o estabelecimento, comprou um verdadeiro estoque de café, o que garantiria a sua noite acordada. Porém, com o avançar da madrugada e a falta de notícias de Barbara, ela não conseguia mais se dedicar um minuto sequer aos estudos. O estoque de café, que era para mantê-la acordada, teve um efeito devastador sobre seu sistema nervoso, deixando-a muito elétrica e agitada. A loira já era sensível à cafeína, com a ansiedade a flor da pele, só piorava o efeito sobre seu corpo.
Jenniffer já estava disposta a ir à delegacia e dá parte do desaparecimento da amiga, quando escutou um barulho na fechadura da porta do apartamento.
– Onde você estava? – Jenniffer pulou nos braços da morena. – Por que não me mandou notícias? Por que sumiu? Por que você está assim? – apontou para a morena, que estava toda descabelada, amassada, com maquiagem borrada e com as roupas úmidas.
– Respira... Recupera o fôlego! – Barbara brincou pela agitação da amiga, que falou tudo sem nem ao menos respirar. – Quanto de café você tomou? – perguntou séria ao ver os olhos dilatados da loira e tremedeira em seu corpo.
– Quatro copos de 200 ml. – falou indiferente, como se aquilo não representasse quase um perigo a qualquer ser humano que se aproximasse dela.
– Puta que pariu! Você está louca? – Barbara gritou alarmada. — Sabe que não vai dormir por uma semana e não vai parar de falar por um mês! – sorriu nervosa, ela sabia o que teria que aturar pelo efeito devastador da cafeína no organismo da loira.
– Não mude de assunto dona Barbara! Onde você estava? – Jenniffer tremia pela agitação.
– Sabe que eu tenho medo de você quando fica assim. – brincou mais uma vez. Barbara estava de ótimo humor, ao contrário de Jenniffer, que parecia que iria decapitá-la com os dentes. – Ok, eu já entendi! – Barbara teatralmente ergueu às mãos em sinal de rendição. – Eu passei a noite presa no carro do Seth... O pneu tinha furado, caia um dilúvio, a estrada era deserta e sem condições de tráfego. Minha bateria descarregou e o celular dele estava fora de área. Estávamos isolados do mundo, sem condições de fazer nada além de... – sorriu sugestiva para amiga.
– Ah sua vaca! – Jenniffer deu um tapa leve no braço da amiga. — Você passou a noite toda dando para o Boy delícia... E eu aqui morrendo de preocupação com você e me enchendo dessa merda de cafeína! – contestou indignada.
– Cada uma tem a noite que merece! – debochou.
Elas ainda ficaram brincando e conversando por mais um tempo, Jenniffer queria saber de cada mínimo detalhe da agitada noite da amiga. Mas logo o cansaço se abateu sobre a morena, que teria poucas horas para descansar antes de ir trabalhar. Já a loira não conseguiria dormir tão cedo, com isso, decidiu correr um pouco pelo parque, exercícios físicos era uma ótima prática para extravasar energia acumulada.
TLAD
A típica noite de primavera está agradável, o frescor da brisa trazia a essência perfumada das flores. A lua crescente enfeitava o céu estrelado.
A linda mansão estava toda iluminada, a movimentação dos empregados era grande, mesmo o evento sendo somente uma pequena recepção familiar. Mas para Rachel nenhuma recepção familiar era menos importante, sempre se empenhava em deixar tudo perfeito para recepcioná-los.
– Senhora Rachel, com licença. – Maria se aproximou. – Os gêmeos acordaram e estão chorando.
A morena revirou os olhos e sorriu. Quando seus amados filhos não estavam com fome? Questionou-se mentalmente.
– Já vou subir Maria. Só vim ver como estava tudo. – informou. – Peça para trazerem mais arranjos de flores, estamos na primavera, quero tudo repleto delas. – sorriu para sua governanta.
– Sim, claro senhora!
Imediatamente após dar as últimas ordens à governanta da mansão, a morena subiu para ver e alimentar seus filhos. Os gêmeos completavam um mês de vida, o que era motivo de festa para os Black e Clearwater.
Quando o casal de anfitriões desceram com os aguardados mesversariantes em seus colos, todos os seus convidados já os aguardavam.
Rachel gostava de recepcionar pessoalmente cada um que chegava, mas com o nascimento de gêmeos, isso ficou quase impossível de acontecer. Os bebês tomavam muito tempo dela, já que eram totalmente dependentes do leite materno.
– Cadê os garotões do titio? – Quil foi o primeiro a avançar nos bebês, que haviam despertado um instinto paternal nele.
Os bebês esboçaram um pequeno sorriso, eles já estavam acostumados com a voz grossa do homem que sempre os visitavam.
– Vai com o tio. – Paul passou o pequeno Billy para o colo do moreno.
Imediatamente Claire também se aproximou, veio na intenção de pegar o outro bebê, que Rachel não protestou de entregar a zelosa loira. Era incrível o inesperado instinto do casal com os bebês.
Rachel por um segundo chegou a repensar sobre sua decisão e escolha, mas já a tinha feito e compartilhado com o marido, que prontamente concordou. Ela não iria voltar a trás de sua escolha, estava certa dela.
– E como vai à futura mamãe? – Rachel caminhou até Renesmee, que estava sentada no confortável sofá. Jacob estava ao seu lado a abraçando.
– Estou melhor agora. Ainda sinto as cólicas, mas estão mais fracas e suportáveis. – Comentou sobre seu atual estado. Já havia se passado uma semana desde que tinha começado a apresentar tal sintoma.
– Sei como é desconfortável. Também sofri um pouco no começa da gestação dos meninos. Mas logo passa! É só o seu útero se expandindo para abrigar o bebê que está crescendo. – a morena dividia suas experiências com a cunhada. – Não é isso Lee?
– Sim, claro. – Leah concordou. – Já conversei com ela sobre isso.
– E de quantos meses você está mesmo Nessie? Jared não soube me responder. – Kim perguntou
– Eu estou com oito semanas. – respondeu sorridente, afagando a barriga mínima. – Não é isso amor? — perguntou ao esposo, sua voz era meiga ao falar. Jacob acenou com a cabeça, concordando com a loira.
Todos conversavam e faziam perguntas, tanto a Rachel sobre os gêmeos, como a Jacob e Renesmee pelo bebê que já estava a caminho. Como todos sabiam da delicada saúde e gestação da amish, todos a mimavam. Os gêmeos era o centra das atenções daquela noite, mas Renesmee não ficava para trás.
O jantar foi servido, todos apreciavam a saborosa refeição. Enquanto comiam, eles conversavam alegremente.
Diferente do que era feito de costume, Rachel comunicou que as sobremesas seriam servidas no grande salão de jogos. Ela havia mandado preparar uma pequena festinha, com direito a bolo, docinhos e balões, para comemorar o primeiro mês de vida de seus filhos.
A morena fez questão de cantar parabéns e fotografar tudo, registrar cada momento da vida de seus verdadeiros tesouros.
Enquanto a criada cortava e distribuía o bolo e doces, Rachel e Paul chamaram a atenção para eles.
– Bem, não sou muito de fazer discursos sérios. – Paul começou a falar, ele sustentava um sorriso brincalhão nos lábios, mas logo retomou uma seriedade pouco comum. – Estar hoje aqui, com meus filhos nos braços e casado com essa mulher maravilhosa, é muito mais que eu sonhei pra mim vida. Na verdade, poucos sonhos eu tinha para meu futuro. – sorriu amargo. Quase todos entenderam ao o que ele se referia, menos as duas amish. – Mas é inevitável a minha felicidade. Meus filhos estão completando um mês de vida... E são lindos, saudáveis, espertos... Além disso, a minha mulher está ainda mais gostosa do que sempre foi. – sorriu malicioso. Muitos já sorriam junto com o moreno.
Rachel ficou envaidecida com o elogio, ela tinha ficado com medo de não recuperar sua excelente forma física, porém com alguns cuidados, ela já havia recuperado sua bela silhueta em apenas um mês após o parto.
– E lá vem mais sobrinhos! – Seth não deixou de fazer a piada, levando todos a gargalhar.
Não demorou muito para a morena retomar o foco para si, ela ainda tinha um comunicado importante a fazer.
– Mas não foi somente para falar da minha forma física e comemorar o primeiro mês de vida dos meninos que os chamamos aqui. – Rachel começou a falar, chamando a atenção agora para si. – Todos sabem como a família é importante e significa tudo para nós, ela vem sempre em primeiro lugar. Estamos sempre juntos e cuidando um dos outros. Porém, independente do quanto amamos todos que aqui estão, nesse caso, tínhamos que selecionar somente dois casais... Foi uma difícil decisão, todos são especiais demais pra gente... Mas após muita conversa, eu e Paul tomamos a decisão. – sorriu enigmática, todos olhavam confusos para o casal, ninguém estava entendendo onde eles queriam chegar com aquela conversa. – Leah e Lancarter, gostaríamos que aceitassem serem os padrinhos de Harry. – a morena entregou o bebê no colo da prima, que sorria emocionada pela escolha.
– Mas é claro que nós aceitamos, será uma honra. – Leah já deixava as lágrimas escaparem pelos olhos, Rachel não era diferente.
Paul e Lancarter se cumprimentaram fraternalmente, ambos nutriam uma admiração um pelo outro.
– Que comecem a digladiação, pois só sobrou um bebê pra ser apadrinhado. – Embry era o que fazia a piada da vez.
Mais uma vez todos caíram na gargalhada com a piada dos mais novos, eles nunca deixariam esse jeito moleque e brincalhão de serem.
– Deixa de ser bobo garoto, sabe que eu te amo. – Rachel beijou a bochecha do irmão caçula.
– Mas os padrinhos de Billy, claro, se eles aceitarem, serão Jake e a Nessie. – Paul adiantou-se em falar.
– Mas é claro que aceitamos, nos sentimos igualmente honrados. – Jacob já pegava o pequeno bebê do colo do cunhado, cumprimentado em seguida, a irmã e Paul.
Porém não passou despercebido o olhar confuso de Renesmee, que sorria ainda um pouco sem graça.
– Nessie, você não quer ser a madrinha do Billy? – Rachel perguntou um pouco chateada, pois não via a alegria nos olhos da loira. – Você não é obrigada a aceitar querida.
Todos olhavam para a amish, inclusive Jacob, que tinha um olhar decepcionado, ele nunca imaginou que ela não gostasse de seus sobrinhos. Renesmee ficou com as bochechas rubras, devido à atenção que havia atraído para si própria.
– Não Rachel, não é isso. – adiantou-se em falar. – É por que eu não sei o que é ser uma madrinha. Não conheço isso, não sei o que significa. – falou baixo, ela estava encabulada com a confissão.
O entendimento passou nos olhos de todos, provavelmente não existia essa denominação em sua cultura. Eles constataram essa veracidade assim que fitaram Claire, que parecia igualmente confusa.
Com paciência, eles explicaram o que significava o batizado de um bebê na igreja católica, a função de uma madrinha e tudo mais. Assim que compreendeu todo o significado, Renesmee ficou realmente feliz e se sentido honrada com a escolha da cunhada.
– Mas é claro que eu aceito. – Renesmee aceitou alegremente o convite. – Jake, Jake! – chamou o amado. – Então para o nosso bebê o Quil e a Claire podem ser os padrinhos.
Imediatamente Claire se alegrou e começou a abraçar a amiga, pois ela agora também já compreendia o que significava ser a madrinha de um bebê. Ela não achou que a escolha poderia ser diferente, ainda mais se tratando do filho de Renesmee. Já Quil, que tinha ficado um pouco chateado e enciumado pela escolha da irmã, afinal de contas, ele que era o mais agarrado com os sobrinhos, ficou verdadeiramente feliz pela escolha de Renesmee.
Jacob não havia pensado sobre o assunto, mas agora que Renesmee já tinha anunciado sem querer, ele não voltaria atrás da escolha da esposa, na verdade ele nem queria, não teria escolha melhor para os padrinhos de seu filho que o irmão e a louca amish.
– Sim Nessie, nosso filho não poderia ter melhores padrinhos. Sem desmerecer os demais, até porque vocês serão tios de qualquer forma. – o moreno se justificou.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– Bora fazer mais filhos, que ainda tem uma longa lista de possíveis padrinhos. – Embry brincou novamente.
Seria sempre aquele clima familiar, descontraído e feliz que todos lutavam em manter. Suas vidas eram duras e cruéis, mas suas famílias sempre seriam sagradas para todos ali.
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