Notas iniciais
[N:Jenny]Oláaaa Meninas. Tudo bem com vocês? Espero que sim! Estava com saudades de postar a TLAD e ler os Reviews de vocês. Primeiramente, me sinto na obrigação de dar uma satisfação a vocês. O porquê da fic ficar tanto tempo sem atualizar. Bem... O capítulo que está sendo postado hoje, era de minha responsabilidade escrever, então só eu tenho culpa pelo atraso. Mil desculpas!!! No entanto ocorreram alguns problemas pessoas, relacionados há vários aspectos da minha vida, que me deixaram muito abalada emocionalmente. Não conseguia escrever, fiquei bloqueada. E não faria qualquer coisa só pra manter as postagens em dia. A fic está em um momento que tem que ser escrita de forma intensa, com alma e coração. Mas eu estava impossibilitada emocionalmente. Eu tinha todo o capítulo em mente, mas não conseguia passa-lo para o “papel”. Mas agora ele está ai... Não sei se consegui passar toda emoção que queria, mas realmente gostei de como ficou! Espero que vocês gostem também... Ele foi escrito para todas as leitoras, mas principalmente as que me mandaram MP ou mensagem de incentivo, as amigas que me motivavam, e a muitos Reviews e Recomendação! *Gostaria de dedicar esse capítulo especialmente: A Lia pela linda Recomendação. A Wilma Melo pelo lindo gesto de me presentear com um livro que é de extrema importância para mim. ( tenho uma divida de coração com você Wilma, minha querida.) E as minhas amigas Paula e Angel pelo carinho, incentivo e motivação! Agora chega de Tra-la-lá e bora ler!!!! rsrsrsrsr [N:Báah] Olá, bom eu não tenho muito o que falar, só peço desculpas pelo atraso também, porque em uma parceria as culpas se dividem em um projeto como esse todos somos os responsáveis. Agradecer pela recomendação da leitora Lia, Obrigada! E a todas as lindas pelos reviews... E meninas que me mandaram MP perguntando sobre a fic, desculpe por não responder todos, porque justamente hoje que eu faria o cap ficou pronto então... A fic irá ter fim minhas lindas! Boa leitura!

TWO LIVES: A DESTINATION!

A bolha particular a qual o apaixonado casal tinha se fechado havia chegado ao fim, o mundo aqui fora chamava por eles. Momentos únicos, de extrema intimidade e cumplicidade foram vividos, tornando as duas semanas memoráveis. A cumplicidade e sincronia que haviam se conectado tinha mudado totalmente a atmosfera que os envolvia. Jacob estava se sentindo mais leve diante da amada, naturalmente ligado a ela.

Não fazia esforço para amá-la, tratá-la bem e com carinho. Já Renesmee mesmo ainda não compreendendo totalmente a dimensão que a gravidez trazia, já tinha aceitado ao fato que seria mãe, que uma vida crescia em seu ventre, mesmo que ainda não sentisse absolutamente nada. Algo havia mudado entre eles e não era só o fato de estarem gerando uma vida, a soma de cada um formando um novo ser. A conexão entre o casal formava uma áurea que emanava além de seus corpos, era notória essa diferença. Quem os observava sentados na sala de espera do renomado consultório, percebia a sintonia e vibração deles.

Renesmee mantinha os olhos fechados e a cabeça deitada sobre o ombro forte do amado, enquanto ele acariciava as platinadas madeixas. Fazia alguns minutos que haviam chegado ao consultório de Leah. Eles aguardavam serem chamados, já que a consulta era no fim do dia e seria o último horário.

Por duas semanas eles se mantiveram reclusos do mundo, viajando para uma dimensão onde só existiam os dois. Jacob havia deixado avisado aos familiares que só entrassem em contato com ele em último caso, se sua presença fosse indispensável. Ele não atendeu a telefonemas, só verificava os seus e-mails ao fim do dia e sempre enviava um ou outro a algum membro da família comunicando que estava bem. Era uma medida de segurança e preventiva que eles mantinham entre si. Uma forma de saber que mesmo isolados do mundo, estavam em segurança, coisa que era prioridade naquela família.

– Renesmee Black! – a voz feminina, porém desgasta chamou a atenção do casal. – Podem entrar agora, a Dr. Leah já está aguardando vocês!

– Obrigada! – Renesmee respondeu educadamente.

– E qual é o consultório? – Jacob perguntou à recepcionista.

– Ao fim do corredor, consultório cinco. – informou a simpática senhora.

O corredor não era longo, poucos metros com algumas portas numeradas pelo caminho, mas Jacob e Renesmee se mantiveram abraçados todo o percurso.

Não foi preciso bater, a porta já estava entreaberta, com isso Jacob a empurrou sem qualquer cerimônia. Leah estava distraída digitando uns dados de sua última paciente no computador.

– Já fomos melhores recebidos por você, Dr. Cleawarter. – Jacob falou em tom de brincadeira.

Leah, ao escutar a tão conhecida voz grave e rouca, levantou o olhar somente por reflexo, pois já sabia quem era. A morena pode perceber a áurea que emanava do casal na entrada de seu consultório.

– Olha aí os papais fujões! Se bem que é notório que esse tempinho só pra vocês, fez muito bem aos dois. – a morena levantou de sua cadeira e foi em direção ao casal para cumprimentá-los. – Nessie, você está ótima. Sua melhora é a olhos nus. O que fez com ela Jake? – perguntou divertida.

– Nem queira saber Lee... Nem queira! – Jacob sustentava um sorriso malicioso.

Renesmee sentiu o rosto esquentar de forma instantânea, as bochechas estavam com um rubor intenso. Ela chegou a baixar o olhar, pois foi inevitável conter as lembranças de tudo que viveu com o amado nos últimos dias, principalmente toda a intimidade que desfrutaram.

– Argh! Jake me poupe. – a morena fez uma careta engraçada. – Venha Nessie, precisamos constatar todas as suas melhoras. – Leah abraçou a loira, conduzindo-a para cadeira que ficava de frente para sua mesa.

– Foi você quem perguntou! — Jacob deu de ombros, gargalhando logo a seguir.

Leah seguiu sua minuciosa rotina ao consultar Renesmee, fazendo sua inspeção física, todo cuidado era pouco em se tratando da frágil amish.

– Nessie, eu estou muito feliz e satisfeita com as suas melhoras, conseguiu até ganhar um pouco mais de um quilo. Na verdade está recuperando seu peso, tendo em vista que você tinha perdido dois quilos desde que constatamos a gravidez. Sua pressão também está excelente. Vamos manter todas as suas vitaminas e medicações, mas também vamos repetir o exame de sangue, entretanto, eu tenho certeza que os resultados serão bem satisfatórios.

– Viu Nessie? Nossa viagem fez bem pra você, pra sua saúde e para o bebê. Até eu me beneficiei muito com ela. – Jacob beijou afetuosamente os delicados lábios rosados, deixando como de costume a esposa envergonhada com seus comentários maliciosos.

– Eu sei que é importante me cuidar direitinho para que tudo fique bem conosco, mas ainda não consigo comer tudo que foi passado na dieta, é muita comida. – justificou-se.

Não passou despercebido para Leah a visível mudança na aceitação da loira com relação à gestação. Ela tinha certeza que era uma questão de tempo para que Renesmee começasse a entender tudo e aceitar sua nova realidade.

– Isso é normal Nessie. Seu apetite aumentará na proporção que seu corpo sentir necessidade para que você e o seu bebê se mantenham saudáveis. Você está sendo medicada para que isso ocorra, mas me conte como você tem se sentido; Já teve enjôos, náuseas, vertigens ou tontura? Como está seu sono?

– Eu ainda não senti nada disso. Na verdade, às vezes fico um pouco tonta, mas é muito rápido, logo passa. Mas o sono está muito grande, eu já acordo com vontade de dormir de novo. – sorriu encabulada com a confissão. Na verdade lembrou-se que o seu sono — que já estava aumentado -, parecia dobrar depois que fazia amor com seu marido, mas isso ela jamais contaria.

Enquanto Renesmee relatava seus sintomas e alterações que vinha sentido, o moreno prestava atenção em cada mínimo detalhe, complementando algo que achava que ela havia se esquecido de falar ou detalhar. Seu zelo e atenção com a amish haviam triplicado. Jacob já era super protetor em relação a ela e a gravidez só aumentou ainda mais esse senso de proteção.

– Esses sintomas são normais Nessie, fique despreocupada que depois do primeiro trimestre de gestação eles diminuem consideravelmente. Só quero que fique atenta se algum sangramento ocorrer, caso aconteça, eu quero que me ligue imediatamente não importa a hora. Tem mais alguma dúvida?

Jacob não deixava de fazer a suas inúmeras perguntas, causando divertimento em Leah, que sorria a cada pergunta do primo. Para ela era engraçado comprovar a visível mudança no comportamento do moreno, que até poucos meses atrás, era um solteirão convicto.

Após todas as dúvidas serem esclarecidas, Leah chamou sua auxiliar Lizzie para que conduzisse Renesmee para sala de exames e ultrassom. Em seu consultório permaneceu somente ela e o primo, que não tardou em fazer mais uma pergunta.

– Lee, estava esperando a Nessie sair pra perguntar. Tem problema em manter relação sexual nesse período? Trás algum risco pra ela ou para o bebê? – o moreno mantinha seriedade ao perguntar.

– Não existe problema algum em manter uma vida sexualmente ativa, até faz bem. Só evite exageros no ritmo, se é que me entende. – sorriu sugestiva. — Renesmee está grávida, tem aparência frágil e delicada e está pesando um pouco mais de cinquenta quilos agora, e você é enorme Jake. Sem contar que pelo que soube com as minhas amigas que você já “pegou”, você é meio ogro na cama. Evite esses excessos... Estamos entendidos?

– Claro, Claro! Não trato a Nessie como tratava as vadias das suas amigas. Na verdade elas gostavam — e muito– do ogro que eu era na cama. – Sorriu irônico. – Mas só precisava saber que não preciso evitar transar com minha mulher. Porra, não ia aguentar ficar sem sexo! – respirou aliviado.

– Entendo você. Também não aguento ficar mais de dois dias sem sexo!

– Ah Lee! Poupe-me desse seu comentário, antes que eu resolva dar um tiro nas bolas do Lancarter.

Leah e Jacob gargalharam, seguindo de braços dados pra sala de exames onde Renesmee já os aguardavam.

Assim que chegaram à sala, avistaram a loira sentada na beira da maca, segurando firmemente o roupão descartável. Leah começou a explicar tudo que seria feito dessa vez, colhendo o sangue da loira logo de início.

– Nessie, os bicos dos seios já estão começando a se moldar, isso vai evitar problemas futuros na hora da amamentação. O casal está de parabéns! – lançou um olhar cúmplice pra Jacob que ostentava um sorriso genuinamente orgulhoso. — E por mais que vocês possam não ter percebido, a extensão de seu ventre cresceu um centímetro. – constatou ao observar a medição que fazia no abdômen da loira com a fita métrica. – Vamos agora ao momento mais esperado? A ultra! Será transvaginal novamente, ok! – informou.

Renesmee apenas assentiu timidamente, todos aqueles exames tão íntimos não fazia ela se sentir muito à vontade ainda, mas compreendia que eram necessários. Já Jacob fechou a cara com a informação que a prima passou. Ele não gostava nenhum pouco daquele método de ultrassonografia.

Leah deu início à ultrassonografia. Após toda a tensão do início do exame passar, Renesmee e Jacob relaxaram. Três pares de olhos fitavam atentamente o monitor, mas somente os olhos treinados da morena compreendiam exatamente as imagens que começavam a se formar na tela.

– Olhem aqui o nosso bebê! – Leah falou entusiasmada, apontando na tela a imagem a qual se referia. – Ele está crescendo e se desenvolvendo como o esperado para o tempo gestacional de sete semanas. As mãozinhas e os pezinhos já estão sendo formados. Ele está medindo 1,2 cm. – sorriu ao constatar o tamanho da nova vida que crescia.

Leah explicava e apontava tudo que via, facilitando assim a visualização e compreensão do casal. Jacob e Renesmee estavam fascinados com a imagem ampliada de seu bebê. Agora, depois da sinalização de Leah, eles podiam compreender exatamente o que a morena descrevia. Esboço do que um dia seriam mãos e pés estavam lá, firmando a imagem do embrião que se desenvolvia.

Um nó na garganta da loira se formou, mas não era do já conhecido desespero e sim de emoção! Naquele momento ela via bem diante de seus olhos que uma vida crescia em seu ventre, por mais que ainda não conseguisse senti-lo.

– Leah, mais por que ele ainda não se parece com um bebezinho? Ele está bem, é normal isso? – Renesmee estava um pouco aflita com a imagem incompleta de um bebê que ela forçava os olhos para conseguir visualizar melhor. Para ela mais parecia um grão de feijão com mãos e pés, do que um bebê.

– Está tudo perfeito Nessie, o bebê de vocês cresce saudável. – falou na tentativa de acalmar a loira. – Não sei o que você conhece sobre desenvolvimento fetal, mas todo o corpo e os órgãos do bebê irá se formar ao longo da gestação, principalmente nos três primeiros meses. Então a aparência dele pode parecer estranha pra vocês, mas está tudo como deve ser para as sete semanas. Mas acho que tenho algo que os deixarão bem felizes. – sorriu enigmática para o casal.

Um som ritmado, forte, como um batuque rápido e marcante invadiu o ambiente. Jacob imediatamente prendeu o ar e perdeu a fala, sua boca levemente se abriu sem nem ao menos ele perceber. Seu filho já tinha um coração pulsando, mesmo sendo ainda tão pequeno e incompleto fisicamente. Uma emoção diferente brotou em seu peito, sua “ficha” havia caído por completo, ele seria pai desse ser indefeso que em breve viria ao mundo e que dependeria dele para viver. Não importava como, mas ele sempre protegeria e faria felizes aqueles que ele aprendeu a amar, era uma promessa que reafirmava para si mesmo naquele momento.

No momento em que Leah colocou o som do coração do bebê para tocar através do ultrassom, ela tinha certeza que emocionaria o casal. Contudo não imaginou o quanto aquele ruído único e marcante, mudaria para sempre a forma que o casal veria tudo a partir daquele instante.

Renesmee, assim que começou a escutar o barulho forte que ecoava pelo consultório, sentiu o estomago gelar, os pêlos de seu corpo se arrepiaram e seu próprio coração perdeu uma batida, tamanho foi à emoção que sentiu ao ouvir aquele marcante som. Não foi preciso que ninguém falasse nada para ela e por mais que não tivesse conhecimento de muitas coisas, ela sabia reconhecer o som de um coração batendo. Era esse único som que lhe trouxe paz a vida inteira.

Quando era criança, sempre que estava no colo de um de seus pais ela deitava a cabeça no peito deles e procurava escutar o som que tanto a acalmava. Agora que estava casada ao lado do amor de sua vida, era esse som que lhe dava paz e embalava seu sono, a sua melodia preferida e perfeita. Entretanto, o som que escutava naquele momento era novo, forte e mais rápido, muito rápido. Era o coração de seu filho! A prova concreta de que uma vida realmente crescia em seu ventre, afinal, sempre lhe foi ensinado que o coração humano é o primeiro órgão a funcionar e o último a parar. Ele é o mensageiro da vida, anunciando quando ela começava e quando ela terminava.

Ouvir o som da vida de seu filho se iniciando ali dentro dela era a certeza que Renesmee procurava. A sensação que ainda não havia sentido, o ruído mágico aos seus ouvidos fez nascer um amor que ela não sabia que possuía, um instinto nascia junto com aquela melodia da vida. O instinto materno ganhava vida a cada forte batida que inebriava seus ouvidos. Sem nem ao menos sentir, lágrimas de emoção desceram pela face de tez alva.

Jacob, que observava cada emoção da esposa, assuntou-se ao perceber as lágrimas que desciam pelo rosto da amada. Ele não sabia o que pensar, qual emoção ela estava experimentando, já que desde a notícia da gravidez Renesmee vinha lhe surpreendendo com reações tão controvérsias. De forma gentil ele apertou levemente a pequena mão que repousava sobre a sua desde o começo do exame.

– Nessie! – chamou. – O que foi meu amor? Por que você está chorando, está com medo? – Jacob perguntou carinhoso, limpando a umidade que maculava a face angelical da loira.

– Leah, esse é o som do coração do meu bebê? – com a voz embargada, Renesmee esforçou-se para fazer a pergunta, mas por costume, pois ela já tinha a certeza da resposta.

– Sim Nessie, esse é o coraçãozinho do filho de vocês. – Leah tinha um enorme sorriso nos lábios ao responder a pergunta da loira. Ela já sabia o que estava acontecendo com a amish, já tinha visto essa mesma reação e emoção em diversas mães e pais. — Ele já bate forte e rápido, mas isso é normal. – adiantou-se em explica.

Jacob ainda estava apreensivo porque Renesmee não havia lhe respondido, pelo contrário, havia feito uma nova pergunta a sua prima, deixando-o sem resposta. O moreno olhava para as duas mulheres tentando entender o que ocorria. Depois de fitar intensamente sua prima, que lhe confirmou com um aceno positivo de cabeça, ele enfim entendeu o que acontecia naquele momento. Seu coração se encheu de alegria, um sorriso sincero brotou nos lábios carnudos. Ele imediatamente beijou as madeixas platinadas, seguindo para os lábios rosados e os dois lados do rosto da amada, exatamente por onde as lágrimas mancharam a bela face.

– Eu amo vocês dois! – Jacob sussurrou no ouvido da loira.

Ao escutar dos lábios do homem de sua vida a sua palavra preferida, Renesmee despertou para o mundo ao seu redor. Há alguns minutos havia se trancado em uma bolha particular, onde só existia ela e o som do coração de seu filho.

– Jake, é o coração do nosso bebê. – falou bobamente, ainda estava atônita com tudo que viveu e passou a sentir em tão poucos minutos, parecia um toque de mágica.

– Eu sei Nessie, eu sei! – beijou novamente os lábios da amish.

– Ele já está vivo aqui dentro. – Renesmee levou as mãos ao ventre, repousando-as sobre a superfície ainda lisa de seu abdômen.

– Sim Nessie, ele já está vivo e crescendo a cada dia. – agora era Jacob que colocava a sua enorme mão esquerda sobre as pequenas mãos da amada.

Leah coçou a garganta pigarreando chamando assim a atenção do casal que havia ignorado totalmente a sua presença e trocavam carícias apaixonadas.

– Sei que o momento é mágico e único para vocês. Escutar pela primeira vez o coração do bebê é realmente emocionante, mas temos que encerrar a ultra, nós já vimos tudo que era necessário. – a morena finalizou o exame, retirando lentamente o cabeçote do ultrassom.

Renesmee sentiu um vazio em seu peito assim que parou de ouvir o marcante som da vida, porém logo uma sensação diferente a preencheu novamente, principalmente quando sentiu a mão quente do marido lhe acariciar o ventre. Já não importava mais o quanto havia se sentido perdida anteriormente agora tudo havia ganhava um novo sentido, todas as peças começavam a se encaixar novamente.

O casal deixou a luxuosa clínica pouco tempo depois do fim do exame, mas o retorno deles já estava agendado para dentro duas semanas. Leah repassou as informações mais importantes, entregando no final uma cópia de CD, onde continha as imagens do bebê. Sabia que toda família também iria querer ver e ouvir a novidade assim que soubessem.

TLAD

A cama ainda estava quente, mas o corpo que a manteve aquecida não estava mais lá. Jacob assim que acordou ainda de olhos fechados, tateou os caros lençóis em busca do pequeno corpo, porém não sentiu a presença da esposa. Franziu o cenho estranhando o fato, uma vez que ainda era bem cedo e Renesmee vinha dormindo muito além do normal. Rapidamente seu sono foi disperso e o moreno sentou-se na cama com os olhos atentos ele buscou a loira pelo enorme quarto, mas nada da amish. Preocupado, o moreno levantou-se e foi procurá-la pelo resto da suíte seguindo direto para o banheiro. Estava com medo de ela estar passando mal e não querer chamá-lo. Jacob encontrou a porta encostada, porém ele não pensou e nem hesitou em abri-la, estava preocupado com a esposa, entretanto o que ele viu foi à loira em uma cena que o pegou totalmente desprevenido, deixando o moreno sem fala por um momento.

Renesmee estava alheia a tudo ao seu redor, sequer notou que acabara de ser flagrada pelo esposo. Na verdade, desde o dia anterior onde pode ouvir o coração de seu filho ainda dentro de seu ventre, ela não conseguia se concentrar por muito tempo em nada além das lembranças do emocionante som. Ela estava se sentindo diferente, mas não conseguia entender o que era.

Apesar de ter tido uma noite tranquila, onde dormiu bem a noite toda, ela ainda se sentia cansada e com sono, porém a sua curiosidade ganhou sua batalha interna. Com isso ela não pensou, agiu somente pelo impulso que sentia, deixando o aconchegante leito que partilhava com o marido, e seguiu direto para o banheiro da suíte.

Renesmee pode perceber pela claridade que começava a entrar pelas cortinas, o dia ainda estava amanhecendo, mas naquele momento não estava se importando com a hora. Branquinha seguiu sua dona, abandonado também a sua caminha que ficava aos pés da cama de seus donos.

A loira só parou quando se viu diante do gigantesco espelho, que ia do chão ao teto, pegando quase toda uma parede. Rapidamente se desfez do hobby que havia vestido assim que saiu da cama, o jogando no chão. Foi somente nesse momento que notou a presença da cadelinha branca que a observava atentamente.

– Oi filhinha! – a filhote começou abanar o rabinho. – A mamãe precisa ver uma coisa. Seja boazinha e se comporte, depois nós vamos brincar no jardim. – agachou, afanado os pêlos branquinhos como algodão.

Renesmee não se importou quando Branquinha deitou sobre seu hobby, na verdade sorriu com o gesto da cadelinha, que colocou a cabecinha sobre as duas patinhas dianteiras e ficou fitando cada movimento da dona.

A loira começou a observar seu reflexo no enorme espelho, porém precisava se desfazer de mais uma peça que vestia para então poder se analisar de forma mais atenta. Em um movimento delicado, retirou as alças da camisola de seus ombros e deixou que o fino tecido deslizasse pelo seu corpo. Agora ela estava vestida apenas com uma calcinha marfim com pequenas flores rosa.

Renesmee analisava cada pedaço do seu corpo com toda a sua atenção, minuciosamente mudando de ângulo ou posição há todo momento. Queria notar as diferenças que Leah e Jacob falavam que seu corpo já estava apresentando. Ela nunca havia reparado nenhuma diferença até aquele momento e sentia que algo nela tinha mudado, talvez fosse seu espontâneo sorriso nos lábios, só que isso ela realmente não estava se atentado. Como metal atraído por um imã ela levou a pequena mão ao ventre de forma automática, acariciando o abdômen ainda pouco saliente — na verdade quase reto — ficando assim minutos incontáveis. Contudo é trazida novamente a realidade assim que sente um corpo quente colar no seu e mãos enormes repousar sobre as suas.

– Bom dia meu amor! Você não faz ideia de como está linda? – Jacob abraçava Renesmee pelas costas, fitando o reflexo dos dois através do espelho. Ele não pôde deixar de observar o rubor que se formava nas bochechas alvas dela, provavelmente por ser flagrada naquele momento íntimo. Ela sempre seria a sua encantadora e tímida amish.

Jacob havia encontrado Renesmee se observando no espelho, acariciando o próprio vente de forma terna. Não resistiu em ficar só olhando-a, ele queria fazer parte daquela cena que se formava. Agora lhe parecia mais certo e completo.

– Bom dia minha vida! Eu te amo tanto... Que acho que você não tem noção do quanto! – Renesmee virou-se ficando de frente para o amado, subindo na ponta dos pés para selar seus lábios nos dele.

O moreno recebeu de bom grado os macios lábios da esposa, envolvendo com um de seus braços a fina cintura, colando ainda mais os corpos. Com a outra mão, ele levou a nuca da loira, entrelaçando os sedosos fios entre seus dedos e aprofundando ainda mais o apaixonado beijo. Ambos estavam de olhos fechados, apreciando o momento. De forma sincronizada, as línguas dançavam entre si, causando frenesi em ambos. Porém finos latidos os tiraram da atmosfera particular que se encontravam.

– Porra bola de pêlos! Quem mandou você atrapalhar? Vai dormir! – ralhou em tom severo com a cachorrinha que balançava alegremente a cauda.

Branquinha imediatamente se calou e parou de agitar o rabinho, voltando a deitar sobre o hobby de Renesmee.

– Não briga com ela não, Jake. – falou manhosa, refreando toda a irritação do moreno.

– Por isso que essa bola de pêlos é mimada. – suspirou vencido. – Agora me fala; o que você faz de pé há essa hora? E porque estava se observando assim? – Jacob virou novamente a loira para ficar de frente para o espelho, colando seu corpo atrás do dela, ambos se fitando através das imagens refletidas.

Agora que ele se atentava em como era bem maior que ela, o quanto Renesmee era pequena. Ela media pouco menos de 1,60cm, já ele 1,92cm. Porém aquela grande diferença o atraia, a frágil aparência da loira sempre o fascinou.

De forma lenta ele deslizou sua mão pelo pequeno corpo. Imediatamente Renesmee volta a corar com o gesto e a pergunta do marido, ela estava sentindo-se envergonhada.

– Eu queria ver se meu corpo realmente tinha mudado, já que você e a Leah falaram que sim. Só que eu não consigo notar nenhuma mudança, mas de alguma forma eu já me sinto diferente. – sorriu encabulada, baixando o rosto e desviando o olhar do espelho.

– Olha aqui! – Jacob deslizou sua mão até o baixo ventre dela, acariciando a região. – Sua barriga não está mais tão plana Nessie, já dá pra sentir ela mais dura e saliente.

Renesmee estreitou os olhos forçando eles a observa mais atentamente a região indicada pelo esposo.

– É verdade Jake, ela está mais estufada. Igual como fica na época que tenho meus períodos. – constatou alegremente.

– Sim Nessie, mas agora é o nosso filho que está ai dentro e não o inchaço que sua menstruação causa. – explicou pacientemente, ele tinha medo que ela voltasse a renegar a gravidez.

– Eu sei que é o nosso bebezinho que está crescendo. – sorriu radiante, seus olhos tinham um novo brilho.

Foi inevitável não retribuir ao contagiante sorriso de Renesmee, Jacob continuava acariciando o ventre dela causando arrepios nos pêlos claros da amish. Uma onda de desejo rapidamente invadiu o moreno, fazendo o seu natural e espontâneo sorriso mudar para uma expressão mais maliciosa. Logo sentiu seu membro enrijecer, ficando apertado na box branca. Com a mão que estava livre ele levou até o pequeno seio da amada.

– Olha como eles estão maiores também Nessie. Ainda mais apetitosos – apertou levemente o seio esquerdo dela. – E os seus bicos estão mais salientes. – Jacob beliscou levemente o bico rosado com as pontas dos dedos, fazendo uma leve pressão para baixo.

Com a voz rouca pelo desejo ele sussurrava cada palavra no ouvido de Renesmee, que deixou a cabeça tombar para trás e mordeu os lábios, contendo o gemido que queria escapar por entre eles.

Quando Jacob começou a deslizar sua mão, — que ainda acariciava o baixo ventre da loira — para dentro da delicada calcinha, na intenção de aprofundar ainda mais suas carícias, um ruído alto e incomum chegou aos seus ouvidos refreando-o de imediato.

– Nessie, isso é o seu estômago roncando? – perguntou de forma divertida a esposa, ele estava curioso pela resposta.

– Sim! – a voz de Renesmee era quase um sussurro, já que a vergonha a fez travar. Realmente o barulho havia sido alto.

– Hum... Eu acho que está na hora de alimentar os meus bebês!

O moreno não conseguiu manter-se sério principalmente ao ver Renesmee tão acanhada. Logo ele solta uma gargalhada. Ela nunca pararia de corar diante dele, mas isso era só mais uma das muitas características dela que o encantava.

– Venha, vamos tomar o nosso café da manhã primeiro, depois nós podemos continuar de onde paramos. Pode deixar que eu não vou esquecer disso! – sorriu de forma maliciosa e sugestiva.

Jacob nem esperou Renesmee responder, ele simplesmente a pega no colo arrancando um gritinho de surpresa da loira, começando a caminhar rumo à saída do banheiro.

TLAD

O genuíno sorriso era algo que passou a ser frequente nesses últimos dias, mas não havia motivos para ser diferente. Mesmo com tantas mudanças e com o descontrole que algumas coisas tomaram o rumo, Jacob estava feliz. Ele tinha uma família unida, onde todos se amavam e se protegiam. Mesmo mediante há todas as tragédias que um dia se abateram sobre eles, todos haviam conseguido dar a volta por cima. Contudo agora, ele também tinha descoberto um outro tipo de amor, que até então, era desconhecido para ele.

Renesmee era como um anjo em sua vida, nem ele acreditava como podia merecer uma mulher tão boa e perfeita. Agora ela era sua, e isso não iria mudar.

Mas estava na hora dele voltar a sua outra realidade, já que ficou afastado de seus negócios por duas semanas. Jacob sabia que com sua ausência com certeza havia sobrecarregado todos os outros, mas nenhum deles foi contra seu curto afastamento, pelo contrário, eles o apoiaram e incentivaram, mas agora que as coisas tinham entrado nos eixos, Renesmee havia finalmente começado a melhorar e aceitar sua gravidez, isso era motivo suficiente para ele retornar a sua rotina de trabalho com energia renovada.

Jacob acabara de chegar ao luxuoso prédio da Quinta Avenida. Estava bem diante da porta do escritório que o grupo mantinha, era lá onde todos permaneciam resolvendo toda a parte burocrática dos negócios, tanto os legais como os ilegais. Só que antes mesmo de entrar, lembranças vieram à tona, fazendo um sorriu de canto aparecer. Em sua mente brotavam imagens de Renesmee se observando diante do espelho naquela manhã, dela comendo todo o desjejum e principalmente em como se amaram depois. Foi tudo tão intenso, que ela caiu no sono poucos minutos depois do orgasmo. Ele ainda permaneceu algum tempo zelando seu sono e a observando dormir profundamente, mas tinha responsabilidades, com isso precisou deixá-la sozinha na enorme cama.

O moreno inspirou profundamente ao conter suas emoções, colocando a máscara de seriedade antes de entrar no escritório. De forma lenta, começou a digitar o código de seguram que ele mesmo havia desenvolvido, permitindo que sua entrada fosse liberada e a porta fosse destravada.

– Aleluia! – Seth o abordou assim que ele entrou no corredor do enorme escritório, ergueu as mãos para o alto de forma teatral. – Achei que não voltaria tão cedo. Estamos cheios de picas pra resolver... Mas como ficaram as coisas? – perguntou realmente interessado, dando um abraço fraterno no primo.

– Estão entrando nos eixos, se ajeitando aos poucos. Mas onde estão os outros? Não vou ficar repetindo tudo a toda hora. Sem contar que preciso que me ponham a par de tudo que aconteceu nessas duas semanas que me ausentei.

– Claro você tem razão. – concordou Seth. – Todos já chegaram até mesmo Paul que também tinha se ausentado por causa do nascimento dos gêmeos está ai. Eles estão na sala de reunião, só tinha ido a copa buscar a porra do açúcar, Quil e Jared compraram café, mas não vieram adoçados. – bufou irritado.

Os dois morenos seguiram pelo extenso corredor em silêncio, logo entrando na última porta. Naquele momento ninguém estava trabalhando, pelo contrário, todos bebiam café e comiam rosquinhas ou bolinhos. Entretanto; notebooks, celulares e várias pastas de documentos estavam sobre a mesa, anunciando que tinha muito trabalho a ser feito.

– Caralho! Um bom filho a casa torna. – Quil foi o primeiro a avistar Jacob, chamando a atenção de todos os outros.

– Achei que tivesse abandonado tudo e virado amish. – Paul começou falando já em um tom divertido. – Já estava até imaginado você de barba grande, suspensório e chapéu, conduzindo uma carroça cheia de molequinhos para o culto de domingo na casa do sogrão. – o moreno já não conseguia mais se controlar, soltando uma estrondosa gargalhada que foi seguida por todos os outros. Uns chegavam a derramar lágrimas de tanto que riam. Até Jacob se rendeu a piada de Paul.

– Não fode Paul! Vai cuidar dessas olheiras enormes, ta parecendo um urso panda. – Jacob respondeu em tom de deboche.

Imediatamente Paul fechou a cara, fazendo não só Jacob, como todos os outros voltarem a gargalhar da aparência desgastada do moreno.

– Nem me fale! – respondeu irritado. – Os meninos estão trocando o dia pela noite. Com isso, eles ficam chorando a noite toda, só querem mamar. Rachel poderia cuidar deles sozinha, já que só ela pode resolver esse problema, mas ela não deixa. Ela me obriga a participar de tudo, falou que nem que seja para segurar um dos meninos enquanto ela reveza amamentando o outro.

– Não faz mais que sua obrigação cuidar dos meus sobrinhos. Pai é pra isso! – retrucou Quil em defesa da irmã.

– Sim! Mas agora ela está dormindo com eles e eu estou aqui trabalhando. – Paul respondeu sentido. Só faltava fazer biquinho para parecer uma criança.

– Aí é foda mesmo. – Jacob concordou, assim com os demais. – Mas como está a minha irmã e os meus sobrinhos?

– Rachel está ótima, ainda mais linda. Está toda feliz que já conseguiu emagrecer quase todos os quilos que engordou na gravidez só com a amamentação. E os moleques estão lindos, cresceram e engordaram também. Eles são bem espertinhos, nem parecem que foram prematuros. – narrou orgulhoso, já pegando seu iPhone na mesa e mostrando as fotos a Jacob, uma vez que os demais já tinham visto.

– E como estão às coisas Jake? A Nessie está melhor em relação a tudo? – Sam ao fazer a simples pergunta, expressou em seu tom de voz grave, toda a preocupação que sentia com o problema que o primo estava enfrentando.

– No começo não foi fácil, ela não aceitava a gravidez. Na verdade ela não compreendia que estava grávida. – suspirou pesadamente ao lembrar por tudo que passou desde a descoberta da gestação. – Mas a viagem nos fez bem, fez com que ela começasse aceitar um pouco a nova condição. Porém eu acho que foi somente ontem que a ficha dela caiu por completo, na verdade a minha também. – sorriu discretamente. — Fomos a uma consulta com a Leah... E no ultrassom conseguimos escutar o coração do bebê pela primeira vez. Isso mexeu muito comigo, mas ainda mais com ela. Não sei o que mudou, mas ela começou a aceitar por completo a gravidez, demonstrando que está até gostando agora.

– Eu sabia que era uma questão de tempo Jake. Acho que essa coisa de instinto materno surge para cada mulher de forma diferente e em um momento diferente. – Jared concluiu.

– E cadê a ultrassonografia do meu sobrinho? Eu quero ver! – Embry perguntou entusiasmado.

Jacob caminhou até a mesa e abriu a maleta que tinha trago consigo, retirando lá de dentro uma cópia do CD que tinha feito com as imagens da ultrassonografia, colocando para rodar no DVD que tinha na sala. Na enorme tela de LED começou a passar imagens desconexas, mas que com a sinalização que Leah havia colocado, todos conseguiam entender o que era cada coisa. A gravação era curta, apenas oito minutos, mas o final foi o que deixou todos felizes. O coração rápido e pulsante estava lá pra todos ouvirem.

– Parabéns meu irmão! – Quil foi o primeiro a parabenizá-lo lhe dando um forte abraço. Ele estava emocionado e feliz pelo irmão. Logo depois foi a vez de Embry, que saiu apressadamente da sala logo após falar com o irmão.

Todos os outros seguiram para parabenizar Jacob, falando palavras de apoio e incentivo. Jamais ele estaria sozinho nessa, ainda mais que eles imaginavam que não seria nada fácil essa gestação da amish.

– Acho que agora podemos comemorar em grande estilo. – Embry retorna para sala com uma caixa nas mãos.

Ele havia comprado os caros charutos na intenção de comemorar o nascimento dos sobrinhos, mas tudo aconteceu de forma inesperada. Sem contar com todas as surpresas que tinham acontecido com Jacob. Com isso eles não tiveram tempo para tal comemoração, mas agora era a hora perfeita.

– Que porra é essa? – Seth perguntou curioso.

– Os melhores charutos cubanos! – falou orgulhoso. – Vamos comemorar a saúde dos nossos sobrinhos. – Embry abriu a caixa e distribuía os caros charutos, entregando os primeiros para Paul e Jacob.

– Porra! Esses são dos bons. – Sam constatou após minuciosa análise, já acendendo o dele e tragando a fumaça.

– Sempre o melhor para os meus sobrinhos. – esnobou. – A saúde de Billy, Harry e o mais novo membro da família, o bebê “Amish Black”! – finalizou seu discurso com uma piada.

Todos sorriam e conversavam enquanto fumavam os charutos. Logo que terminaram, começaram a trabalhar colocando Jacob a par de tudo que ele havia perdido desde seu isolamento. Parecia coincidência, mas foi só Paul e Jacob se ausentarem, que vários problemas começaram a surgir, mas todos eles eram relacionados aos negócios legais, tornando mais simples as suas resoluções. Mesmo assim, todos trabalharam dobrado, chegando uns a ter necessidade de irem viajar.

A manhã passou rápida, porém foi produtiva. Com todos eles presentes, cada um cuidava da parte que lhe competia.

– Eu estou com fome, não consigo mais pensar, preciso comer. – Sam fechou o notebook que estava usando. Sua barriga já reclamava por alimento.

– Cara, eu também estou morrendo de fome. – Jared concorda com o irmão.

– Bora almoçar no restaurante mesmo? – Quil perguntou aos demais, referindo-se ao restaurante deles que ficava a poucas quadras dali.

– Eu não sei! – Seth olhava o relógio, respondendo distraído. – Talvez consiga almoçar com a mina que estou investindo. – Vocês – ele apontou pra Jacob e Paul — me devem muito. Tive que parar de investir pesado na morena por falta de tempo, só tenho falado com ela por telefone ou WhatsApp.

– É verdade. – Embry concordou. – Depois pensarei em algo pra vocês pagarem. Até viagem eu tive que fazer... Deixei a mina solta aqui pros urubus.

– Que porra de mulheres são essas? – Jacob perguntou divertido ao ver o verdadeiro interesse que os mais novos mostravam pelas tais mulheres.

– Lembra que eles estavam obcecados atrás de duas mulheres misteriosas, que eles conheceram na festa de aniversário do Seth? – Quil começou a explicar, relembrando os fatos. – São essas ai! Eles encontraram no acaso e agora estão assim, que nem idiotas.

– Eu já vi esse filme. – Sam mantinha um sorriso sarcástico nos lábios.

Enquanto todos começavam a ajeitar as coisas para saírem para almoçar, Embry e Seth estavam em pontos mais afastados da sala, pendurados em seus celulares. Breves minutos se passaram até que os caçulas encerram suas ligações e se juntarem ao restante dos morenos. Diferente de Seth que vinha com enorme sorriso nos lábios, Embry estava com a cara amarrada.

– O que foi Embry, levou um fora? – Jacob perguntou debochado.

– Éeer... Ela não vai poder sair hoje. – coçou à cabeça pensativo. — Ela precisa concluir e estudar para um trabalho que vai apresentar na próxima semana. Na verdade ela falou que essa semana vai ficar um pouco complicado de sairmos. – falou irritado, ele não gostava de receber um não ou ser contrariado.

– Sei o que ela vai estudar... – Jared falou malicioso. – Ela te deu foi um toco, já até te dispensou a semana inteira.

– Ela deve está se pegando com professor. – Quil provocou.

– Ela não é maluca. – respondeu com fúria, elevando o tom da voz. – Ela sugeriu que almoçássemos juntos já que não estamos conseguindo nos ver. – explicou-se tentando contornar a situação.

– Ela está é te dando um balão e te cozinhando ao mesmo tempo, isso sim! – Paul zombou.

– Vão se foder! – Embry gritou irritado, deixando a sala e batendo a porta com força ao sair.

– Porra, vocês são foda. – Sam sorria ao falar. – Pode ser verdade, acho que a mina estuda mesmo.

– Claro que estuda. – Seth defendeu. – Olhando pra ela você não diz, mas ela parece meio Nerd.

– Estudando a semana inteira? Corta essa! – Quil mantinha-se cético.

– Ela está na especialização, mas é bolsista e precisa manter o desempenho. – Seth saia na defesa do primo, explicando tudo aos demais. – O importante é que hoje eu vou sair com aquela morena dos diabos. – cerrou os olhos ao lembrar-se da morena provocante. – E se tudo sair como planejado eu pego ela de jeito. Vou desbravar terras brasileiras. – sorriu malicioso.

– Porra, a mina é brasileira? Já peguei uma... Gostosa pra caralho e excelente de cama. – Jacob comentou. Quil, Sam, Jared e Paul concordaram com ele. Todos já tinha saído em algum momento com uma brasileira.

– Caralho, só eu e o Embry que nunca saímos com brasileiras? Pelo menos isso está pra acabar. – Seth mantinha um sorriso faceiro no rosto.

– Pelo menos alguém tem que se dar bem! Com certeza não vai ser o Embry. – Paul debochava novamente, fazendo os demais gargalharem com sua piada maliciosa.

Não demorou muito para todos deixarem a enorme sala de reunião e seguirem para o restaurante deles mesmo. Todos, com exceção de Embry foram almoçar juntos. Porém o caçula dos The Wolf já tinha compromisso certo e muito mais interessante.

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O característico som provocado pelo choque do salto agulha sobre o mármore, marcavam as passadas firmes e seguras que a loira mantinha. Sua manhã havia sido movimentada, mas imensamente lucrativa, uma vez que conseguiu concluir vendas altas que resultariam em uma ótima comissão. No geral, isso seria motivo para ela sorrir por dias, mas o e-mail que recebeu não trazia a notícia que ela esperava. Jenniffer estava cansada de tudo aquilo, mas sabia que não poderia desistir e deixar para lá, era seu futuro que estava em jogo. Sua bela face, que antes ostentava um sorriso leve, agora estava carregada, mesmo disfarçada em um sorriso simpático, entretanto vago.

– Ué Babi, você não vai almoçar? – perguntou confusa ao fitar a amiga comendo um sanduíche no vestiário exclusivo das funcionárias, que ficava aos fundos do depósito de mercadorias.

– Ai amiga nem deu pra te falar, na hora você estava com cliente, mas eu não vou tirar hora de almoço hoje. O Seth ligou me convidando para sairmos hoje, aí eu fui pedir a Kate para sair mais cedo, senão não vai dar tempo de eu me arrumar. — Barbara comentou enquanto comia. – Você acredita que ele já veio praticamente me intimando e cobrando a aposta? Se ele não fosse tentadoramente gostoso, eu diria um não só de maldade. – sorriu maliciosa.

– Ah tá! – Jenny respondeu sem emoção. – O Embry também me ligou, mas eu falei que não posso por causa do trabalho que tenho que terminar. Porém acabei sugerindo um almoço e ele concordou, acredito que não demore a chegar. Estava te procurando para avisar. – Explicou-se a loira.

– Tudo bem, divirta-se! – desejou alegremente. Barbara estava concentrada em comer rapidamente seu sanduíche, porém não deixou de reparar na aparência da amiga. Conhecia-a bem demais para não notar o sorriso vazio, era uma tentativa falha de lhe enganar. – Jenny, o que houve? – Questionou. Seu tom dava certeza que não era uma pergunta, mas sim uma certeza que ela não estava bem.

– Advinha? O de sempre. – Jenny sorriu sem humor, mas antes que começasse a falar algo mais, elas foram interrompidas.

– Jenniffer! – Kate, a gerente da luxuosa loja, a chamou. – Tem cliente solicitando por você. E Barbara, não demore! – deu as costas, deixando o local.

– Depois nos falamos. – a loira já saia apressada.

Kate era uma ótima gerente boa e prestativa, ajudava as funcionárias no que estivesse ao seu alcance. Entretanto era muito rigorosa, gostava que tudo funcionasse como ela queria, só falava uma vez, não gostava de repetir ordens. Então sempre que ela solicitava algo, todas tentavam atender de imediato.

– Embry? – a loira perguntou confusa. – Eu não posso ir almoçar agora, tem um cliente solicitando minha presença. Depois nos falamos. – explicou-se prestes a dar as costas e se retirar.

– Eu sou o cliente. – o moreno comunicou em tom divertido.

– Como? – a loira estancou no lugar, virando para confirmar o que tinha ouvido.

– Eu sou o cliente que solicitou a sua presença. – afirmou orgulhoso.

– Embry, eu não sei se você reparou, mas essa loja é exclusivamente feminina. Você não pode mandar me chamar, isso vai me complicar aqui no meu trabalho. – falou apreensiva, buscando com o olhar a figura de sua gerente.

– E quem disse que não vim comprar? Tenho que comprar alguns presentes!

Embry havia se sentido culpado com a possibilidade de prejudicá-la em seu trabalho. Realmente quando mandou chamar por ela, tinha a intenção de brincar, mas vendo a apreensão nos olhos esmeralda, contornou a situação da melhor forma que imaginou.

Jenniffer piscou atônita algumas vezes com a informação, porém não contestou. De forma atenciosa e eficiente, ajudava o moreno a escolher os presentes conforme ele descrevia cada característica física de uma mulher de sua família.

Pouco mais de vinte minutos depois, ele já deixava a loja com algumas sacolas em mãos, foi até o local combinado de reencontrar com a loira. Havia gasto uma pequena fortuna, mas não ligou, o importante era não prejudicá-la. Por fim acabou ajudando, reforçando ainda mais a gorda comissão que ela receberia no fim do mês.

– Cheguei! Desculpe pelo atraso. – Jenniffer pediu acanhada. – Minha gerente solicitou que eu concluísse uma troca, com isso acabei me atrasando. – explicou-se, uma vez que estava atrasada mais de dez minutos do combinado.

– Não tem problema. – a tranquilizou. – O que gostaria de comer? Aqui no shopping tem alguns excelentes restaurantes, mas tem um que tem uma culinária diversificada, com os melhores pratos de vários países.

– Então vamos nesse, confio no seu bom gosto. – Jenny sorriu sincera, aceitando sem contestar a sugestão do moreno.

O restaurante que Embry havia escolhido era o mais caro que tinha ali, Jenniffer sempre teve vontade de conhecê-lo, mas nunca teve coragem para pagar uma verdadeira fortuna somente por uma refeição. Mas agora ela estava sentada em uma das melhores mesas, na companhia de um belíssimo moreno, que se mostrava há todo momento gentil e divertido.

– Nossa, eu sempre quis almoçar aqui. – falou de forma automática. – Mas sempre acabava faltando oportunidade. – contornou.

– É um ótimo restaurante, tenho certeza que vai gostar. Que tal bebermos um vinho? – sugeriu ao fitar a carta de bebidas.

– Juro que gostaria muito, mas eu não posso. Estou no meu horário de trabalho.

O casal conversava entusiasmadamente enquanto aguardavam por suas refeições. Pouco um sabia do outro e assim ambos queriam que permanecesse, mas o que julgavam poder ser partilhado, eles falavam abertamente. Embry falou brevemente da família e dos seus negócios lícitos, obviamente omitindo toda a parte criminosa. Já Jenniffer partilhou uma pequena parte de sua vida no Brasil, confessando que já não tinha mais família viva em seu país de origem, já que perdeu os pais em um acidente quando criança e que foi criada pela avó materna já falecida.

– Lamento pela sua avó e por seus pais. Eu também perdi os meus em um acidente quando era adolescente. – o moreno desviou o olhar ao falar, levando o copo de sua bebida aos lábios e sorvendo generosa quantidade. Não que não estivesse sendo sincero em seus sentimentos, mas porque não era realmente um acidente que havia retirado à vida de seus pais.

– Também sinto muito. – lançou um afetuoso e confortante sorriso para o moreno. — Mas tivemos a sorte de ter pessoas que nos amavam para nos apoiar. Eu tinha minha avó e você seus irmãos e primos. – o sorriso era verdadeiro, mas o sentimento era nostálgico.

Logo as refeições chegaram, sendo apreciado por ambos. Da parte de Embry por estar com muita fome e a loira por estar realizando um desejo de degustar um prato do sofisticado restaurante. Tudo estava maravilhoso e impecável.

Assim que deixaram o restaurante, Embry a interceptou.

– Éer... Vamos comigo ao meu carro, quero só te entregar um presente que deixei lá. – o moreno segurava firmemente a fina cintura da loira, já a direcionando para o estacionamento.

– Embry eu tenho que voltar, eu só disponho de mais vinte minutos da minha hora de almoço. – falou desconfiada da intenção do moreno.

– Eu juro que vai ser rápido. – sorriu fingindo inocência.

A loira acabou se dando por vencida, sabia que não se deixaria levar pela lábia do moreno. Não aconteceria nada além do que ela tinha certeza poder controlar.

Jenniffer suspirou admirada ao reconhecer à lindíssima BMW que tinha o alarme desligado, ela amava carros. Embry a encaminhou para a porta do carona, já abrindo e incentivando-a a entrar, mesmo desconfiada a loira aceitou.

– Vai me sequestrar Embry? – perguntou em tom de brincadeira, mas deixando ao mesmo tempo transparecer sua insegurança.

– Não tinha pensado nessa possibilidade. – brevemente o moreno analisou o que foi falado, pesando os prós e contras. Acabou por desistir, sabia que o ato a complicaria no trabalho e principalmente com ele próprio. – Mas te trouxe aqui para lhe dar isso de presente. – entregou uma sacola. – Fui comprar um pra mim, aproveitei e comprei um para você também. Tomei a liberdade de configurá-lo para você.

– Mas Embry... Ele acabou de ser lançado. – Jenniffer estava atônita com o presente, era um Iphone 6. Mesmo aberto devido à configuração que o moreno havia feito, estava na caixa com nota fiscal e tudo. – Eu não posso aceitar. – devolveu sem vontade.

– Não só pode como vai, comprei pra você. Ainda mais porque fui eu o responsável por estragar o seu celular. Sei que consertou, mas nunca fica igual. – devolveu a sacola da Apple.

– Obrigada então. – agradeceu alegremente.

– É só ativar seu número nele, já está todo configurado. Depois se quiser pode baixar mais aplicativos. – explicou.

O que a loira não sabia e nem desconfiava é que ele havia instalado vários programas para monitorá-la. Embry era um gênio da tecnologia, não era à toa que seu diploma de Havard em engenharia da computação. Agora ele monitoraria a loira 24hs por dia, tendo acesso a todas as informações que contivesse em seu celular.

– Realmente obrigada, eu não saberia mexer nele mesmo. – confessou sincera, era péssima com tecnologia, demorava tempo até aprender a mexer.

Jenniffer abriu a porta já deixando o interior do veículo batendo-a logo em seguida. Porém antes que pudesse dar um passo para longe do carro, seu corpo foi imprensado na porta do automóvel. De forma hábil, Embry envolve a nuca da loira, já selando os lábios e pedindo passagem com a língua. Ele estava faminto dela, da loira que mexeu com sua já comprometida sanidade. O jeito divertido, enigmático, distraído e até um pouco atrapalhado o intrigava e fascinava. Sabia que ela era muito mais do que deixava transparecer, e ele estava disposto a descobrir tudo que ela escondia, isso em todos os sentidos.

O beijo, que já começou sedento, só se intensificava. As línguas se enroscavam impiedosamente, com fome e desejo. Com uma mão a loira apertava a nuca do moreno e com a outra, os braços fortes. Já ele permaneceu com uma mão na nuca dela e a outra vagava livremente entre a coxa e quadril, apertando firmemente a macia carne. Eles não cansavam, pareciam querer entrar um dentro do outro através daquele faminto beijo, mas infelizmente os fôlegos de ambos tinham limite e esse acabava de chegar ao fim, interrompendo o delicioso beijo.

A loira tinha os lábios inchados e rosto corado, a sua respiração descompassada fazia seu peito subir e descer em claro esforço a procura de ar. Tal visão nublou ainda mais o desejo do moreno, que se controlava para não colocá-la de volta no carro e sequestrá-la para seu apartamento. Embry não tinha sido ileso a vestimenta da loira, apenas se concentrou em não focar somente naquilo, mas agora a justa saia lápis e a camiseta de seda com generoso decote em V, estavam o atormentando. Ele a queria e observar o desejo que ela tentava esconder, só fez sua imaginação fluir em como seria quando ela gozasse.

– Embry, eu realmente preciso voltar já está na minha hora. – ela disse com a voz falha, era apenas um sussurro.

– Por favor, me deixa vir te buscar hoje à noite para sairmos. – ele a abraçou, encostando sua testa na dela. Seu esforço estava sendo quase sobre humano.

– Eu não posso deixar de estudar essa semana, preciso concluir meu trabalho, tenho apresentação da primeira parte dele semana que vem. Estou na reta final da minha especialização, faltam apenas mais cinco meses. Não posso deixar meu desempenho cair, o sucesso dele garantirá minha bolsa para o mestrado. – Jenniffer explicava ao moreno, falando tudo que estava em jogo. Ela mesma tentava se convencer que valia muito a pena continuar negando o tentador convite.

Mesmo contrariado, Embry a deixou ir concordando em não se verem naquela noite. Ele de alguma forma acreditava em tudo que ela dizia, mas as palavras de seus irmãos e primos o atormentavam também. Com isso teve uma ideia um pouco psicopata, mas não estava ligando, queria ter a certeza que estava certo em relação a confiar na loira, raramente ele errava um julgamento.

Ele havia prometido que não se veriam naquela noite, somente se falariam por telefone, mas a promessa não incluía observá-la de longe.

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Batidas fortes foram proferidas na porta de madeira maciça, quebrando o silêncio do calmo ambiente. O moreno lança um olhar na direção de onde o som vinha, já dando a autorização para quem estivesse do outro lado entrar.

– Quil, tá ocupado? – Jacob perguntou ao irmão.

– Pode entrar, senta aí. – convidou, indicando a confortável cadeira à sua frente. – Estou revisando o contrato de um dos nossos franquiado, o da rede de academias de Miami. Já estou terminando, só mais uma página. – Quil explicou, voltando logo em seguida a se concentrar no documento que examinava. Ele era um excelente advogado, formado com Louvor por Yale, uma das dez melhores faculdades do mundo.

– Ok! Termina aí que eu espero. – Jacob avisou.

Eles tinham voltado do almoço há menos de uma hora, mas como estavam cheios de problemas para resolverem, cada um foi para as suas próprias salas, dando por encerrado a bagunça que haviam feito na sala de reuniões.

Porém naquele momento Jacob tinha um assunto que considerava ainda mais urgente para resolver com Quil, ele não queria mais esperar. Sua vida virou de cabeça para baixo desde que conheceu a doce amish, mas ele não reclamava mais disso, entretanto não podia continuar ignorando alguns fatos.

– Pronto, acabei. – Quil informou já guardando os documentos que lia em uma pasta. – Sobre o que você quer conversar? Tá tudo bem mesmo com você e Renesmee ou não quis falar na frente dos outros?

– Antes de começarmos a conversar, queria te pedir uma coisa. Eu liguei ainda pouco lá para casa e falei com a Nessie, ela me disse que está com saudades da Claire. Então pensei que a Claire poderia ir lá pra casa passar à tarde, acho que ela ia adorar a surpresa. Tem como ligar perguntando se ela quer ir? Mando o Santiago e mais dois seguranças buscá-la no apartamento. – Jacob havia tido a ideia ligo após conversar com a esposa, mas precisava do irmão para ajudá-lo em sua surpresa.

– Claro que ligo, até porque não aguento mais a Claire enchendo o meu saco para saber da Renesmee. Todo dia que chego em casa ela me pergunta se vocês já tinham voltado de viagem. Se ela souber que vocês já chegaram e eu não contei... Já viu né? Porque eu tive que me apaixonar pela amish mais difícil e geniosa. – bufou derrotado já pegando o telefone e ligando para a loira.

– Porra, tira o olho da minha mulher. – Jacob brincou com o irmão.

– Não estou de olho na sua mulher, só queria que a minha tivesse um temperamento calmo como o da Nessie. – explicou enquanto discava o número já conhecido. – Alô gatinha... – do outro lado da linha Claire falava entusiasmada. -Sim, sim... Também... Escuta, o Jake e a Nessie chegaram... – antes que ele conseguisse prosseguir com a conversa, foi interrompido pela loira, que o bombardeava com palavras, não dando a chance de o moreno falar. – Pode me escutar, por favor? – Quil perguntou já impaciente. Jacob só ria, Claire era muito diferente da sua amada em muitos aspectos, nem pareciam ter tido a mesma educação restritiva e rigorosa.

Quil explicou tudo a namorada, que ficou eufórica com a ideia concordando de imediato. Ela estava morrendo de saudades da amiga, sem contar que sentia necessidade de ver se estava tudo bem com ela.

Logo após Quil encerrar a ligação, avisando que Claire já estava indo até se arrumar, Jacob ligou para seu empregado e deu a ordem de ir buscar a cunhada em casa.

– Cara, tu vai ficar louco. Claire está me colocando de cabelos em pé, se prepare. – Quil alertou o irmão em tom divertido – Ela não para de falar do bebê de vocês. Estamos indo direto na Rachel ver os gêmeos, que por sinal estão lindos. Os moleques vão ser terríveis, tenho certeza. — divagou. – Mas Claire não para de falar do filho de vocês, mais parece que ela que está grávida.

– Caralho, eu estou fodido mesmo. – concordou derrotado. Claire tinha a capacidade de tirá-lo do sério com muita facilidade.

– Mas me conta, vocês estão bem? Nessie começou a aceitar a gravidez? Nem contei isso pra Claire, ou ela ia me pirar de vez.

– Agora nós estamos bem. – confessou ao irmão. — Escutar pela primeira vez o coração do bebê mudou a gente. Tanto eu como Renesmee, passamos a ver e a sentir diferente essa gravidez. Ela agora parece aceitar bem a ideia de ser mãe. E eu consegui aceitar de verdade meu filho, parece que aquele som nos acordou pra realidade.

– Imagino como é. Os gêmeos também me fizeram ver diferente, antes eu não ligava para crianças, mas hoje não consigo ficar longe daqueles molequinhos. – sorriu ao lembrar-se dos sobrinhos. Ele visitava quase todos os dias os bebês.

– Pensando em ser pai Quil? – Jacob perguntou sarcástico.

– Não descarto a possibilidade, mas a Claire já me assustou. Você acredita que ela me contou que quer ter uns cinco filhos? – Quil gargalhava nervoso só de imaginar. Jacob não conseguiu se controlar, assim que o irmão lhe confessou a loucura, ele caiu na gargalhada também.

– Você está realmente fodido! – concluiu, voltando a gargalhar logo em seguida.

– Nem me fale. – revirou os olhos, suspirando derrotado. – Mas o que você queria me falar de tão sério? – Quil retornou sua habitual seriedade ao perguntar.

– Na verdade queria lhe entregar os documentos já assinados pela Nessie. – Jacob estendeu o envelope, entregando nas mãos de Quil, que até então não tinha reparado que ele havia trago o envelope com ele. – Providencie para que tudo seja legalizado o mais rápido possível.

– Jake, você tem certeza disso? Sabe que depois que esses documentos forem registrados não tem como voltar à trás. – Quil informava novamente, queria ter certeza da escolha do irmão, não era uma decisão para ser tomada no calor da emoção.

– Eu nunca estive tão certo em toda minha vida. – suspirou em busca de fôlego. – Inclusive eu quero que você registre junto com esses documentos os outros que estão no cofre. – finalizou o pedido.

Quil perdeu a fala por uma fração de segundo, deixando que sua boca abrisse levemente de tamanho foi o choque da informação.

– Jake, você só pode está louco! – afirmou irônico. – Quando tive aquela ideia, foi mesmo preventiva, mas jamais imaginei que você fosse usar. Isso é sério Jake, não é brincadeira.

– Olha pra minha cara Quil, vê se eu tenho paciência para esse tipo de brincadeira. – falou irritado. – Eu estou certo e seguro da minha decisão, sei exatamente tudo que implica e se aplica nisso. Essa é uma escolha que agora só cabe a mim e eu quero que você faça o que estou pedindo. Essa decisão não só é a certa, como é a que eu quero. – afirmou seguro. – Você pode registrar todos os documentos, tanto esses – apontou para o envelope sobre a mesa — como os que estão no cofre.

– Você não é mais criança, sabe o que faz. Se assim é de sua vontade, assim farei. – Quil ainda não concordava com a decisão do irmão, mas acataria a vontade dele.

– Mas registre tudo com as datas originais de cada documentação. – lembrou do pequeno detalhe.

– Sabe que assim vai dar mais trabalho e vai demorar um pouco mais. Mas vou molhar a mão das pessoas certas. Aí eu consigo numa boa, sem problemas.

– Obrigado! – agradeceu sincero. Jacob sentiu como se uma tonelada fosse retirada de seus ombros. – Me avise quando estiver tudo já registrado.

– Com certeza, até porque tenho que te entregar a sua documentação. – Quil informou. – Acho que devo lhe dar os parabéns agora. – abraçou Jacob. — Meu irmãozinho cresceu e virou um homenzinho. – debochou por fim, recebendo um empurrão do irmão.

– Vai se foder Quil!

Por fim os dois acabaram caindo na gargalhada. A situação era séria, mas as circunstâncias a tornava até um pouco cômica. O que não poderia ser diferente se tratando daquela peculiar família. Mesmo que tudo acontecesse de forma invertida, tudo começava a se normalizar. Jacob encontrava seu caminho junto à mulher amada estabelecendo uma família. Renesmee não merecia menos que o melhor e agora ele estava disposto dar a ela tudo isso.

Notas finais
[N:Jenny]Espero que tenham gostado meninas.... Espero não ter decepcionado vocês! Aviso muito importantíssimo: Eu Jenny, estou saindo de férias agora e vou viajar. Com isso a fic vai ficar parada, de férias durante o mês de outubro. Mas novembro ela volta com força total. Porém, nós deixaremos um capítulo agendado para o dia 12/10! No meio do mês, só para vocês não ficarem novamente sem capítulo por tanto tempo! Novamente mil desculpas por essa ausência... Mas foi inevitável! *** Eu sugiro, pra quem quiser, ler TLAD novamente, toda ela de uma vez. Pegar os detalhes e relembrar fatos! Durante esse período de férias! Um beijossss e não deixem de comentar... seja onde eu estiver, vou entrar pelo celular e ler ansiosa os Reviews de vocês!!! Quem achar que a fic merece... Recomende ou favorite. Isso nos alegraria imensamente [N:Báah] Nossa, eu realmente curti o capítulo. Acho que mesmo com as turbulências a Jenny conseguiu se superar e nos proporcionar um belo capítulo. Nessie mais consciênte e totalmente besta com a vida que aflora em seu ventre. Meninas como a Jenny mencionou a fic irá ter umas "férias" então nesse meio tempo deixo vocês a vontade para fuçar no meu perfil e ver os meus novos trabalhos. Quero muito agradecer aqui no final, as minhas lindas por todo o carinho e paciência que tiveram comigo, cada recado, cada bom dia! E pelo incentivo de colocar pra fora minhas ideias. Bom é isso, mais nada a declarar! Beijos!