Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
POV JACOB
Nunca pensei que um dia meu ego seria tão drasticamente ferido e que com isso, me faria mudar completamente os meus conceitos com relação ao modo que eu vivo e sempre vivi. Milhões e milhões de pensamentos controversos misturando-se cada vez mais em minha cabeça, o engraçado é que isto não me incomoda mais, porque hoje, eu sei a solução. Sei que ela é a minha resposta para todas as perguntas ocultas e perversas que se criam em minha mente; Renesmee. É por ela que as mudanças vêem acontecendo e é por ela que eu tento me esforçar ao máximo para ser melhor, somente pra ela.
Conviver com a irresponsabilidade não está sendo uma tarefa fácil, porque jamais fui um cara relapso e meus sentimentos são gritantes com relação à Renesmee, o que só aumenta minha angustia por vê-la tão assustada. Dizer que estou feliz seria algo redundante demais até para mim, contudo, não posso dizer que estou diante de uma tragédia. Durante esses dias consegui assimilar a idéia de que serei pai, mesmo ainda sendo assombrado pelo medo.
Muitas noites eu olhei para aquele rosto angelical dormindo ao meu lado e me perguntei o que eu estava fazendo ali, o que ela estava fazendo ali? Quando a vi pela primeira vez o meu corpo reagiu a ela. No começo, foi somente uma questão de carne, pele, desejo... Um macho a procura de sua fêmea. Mas com o passar do tempo os resquícios de sentimentos que a vida escondeu a fundo no peito começou a se aflorar e, o mais engraçado em tudo isso é que Renesmee nunca precisou fazer nada para que isso acontecesse. Hoje sinto meu coração bater fora do meu peito, sinto uma insegurança a cada passo que ela dá, é até mesmo estranho e obsessivo pensar dessa maneira, mas me sinto assim cada vez que mergulho na imensidão azul dos olhos dela. Tenho medo que meu coração pare de bater se algo acontecer a ela...
As batidas em meu peito já não são tão fortes e vívidas, me sinto como se eu estivesse me arrastando esses dias, devo admitir ser por ela estar tão frágil e abatida. É uma necessidade louca que ela fique bem para que eu esteja bem, mas como lidar com tantas emoções ao mesmo tempo? Eu não sou a melhor pessoa para lidar com isso, muitas vezes eu notei que o simples fato dela estar presente me acalmou em diversas ocasiões, ela nunca precisou dizer ou fazer nada, somente respirar.
Após a morte cruel de meus pais eu jamais pensei que outra pessoa pudesse tornar-se meu refúgio, meu porto seguro, aliás, eu jamais pensei que eu precisasse de um.
Senti minha calça ser puxada levemente, rolei meus olhos para baixo e uma bola de pêlos estava com seus caninos fincados no meu jeans.
– Não Branquinha. Solta agora! – ralhei. Rapidamente a bola pêlos se encolheu ao meu lado com os olhos brilhando. Estranho, mas essa cachorrinha chegou a me comover com o ato. O que é uma verdadeira merda porque no momento me sinto como um marica. Abaixei-me e peguei-a em meu colo. – Está ansiosa? Também estou, só não rasgue as minhas calças bola de pêlos, você está inclusa no pacote de “vamos animar a Nessie”, mas posso lhe deixar em casa.
– Jake, eu estou pronta.
Ouvi aquela voz doce e suave penetrando meus ouvidos, me virei instintivamente guiado pelo som. Meu coração bateu mais forte, Renesmee estava mais corada, linda em um vestido lotado de flores. Sorri.
– E está linda! – beijei seus lábios, pude sentir o gosto de mel, acho que era das panquecas. – Hum, pelo gosto devo deduzir que comeu todo o seu café não é mesmo?
Ela pegou Branquinha do meu colo e se afastou acariciando os pêlos de neve.
– Não tudo, mas boa parte. Senti fome hoje. – declarou encabulada.
O modo como seus ombros se encolhem quando está acanhada forma um misto de desejo inexplicável para mim.
Aproximei-me e beijei levemente sua bochecha, o perfume doce da pela dela sempre me deixou extasiado.
– Tudo bem, já é um começo. Pronta pra partimos?
– Sim, mas aonde vamos?
– Não seja curiosa, eu lhe disse que é uma surpresa e não terá a mínima graça se eu lhe der alguma pista. Apenas relaxe Nessie... – suspirei exasperado – Apenas hoje. Confie em mim.
Ela deu um sorriso tímido. É doloroso demais olhar nos seus olhos e não encontrar mais aquela tranqüilidade. Só vejo medo, angustia e, consequentemente acaba me afetando de uma maneira que eu não sei explicar, mas estou disposto a fazerem desses dias os melhores para mim e principalmente para ela.
Deixei Renesmee na companhia de Branquinha enquanto eu pegava todas as malas e as colocava no carro. Fazer a mala da minha loira não foi nada complicado, tendo em vista que só coloquei na mala tudo o que quero vê-la vestida. É obsessão eu sei, mas esse é um fato sobre mim com relação a ela que jamais irei mudar.
Assim que estava tudo pronto fui até a sala para chamá-la.
– Jake, ela vai com a gente não é? — perguntou temerosa com Branquinha no colo.
A princípio pensei em dizer que não, só para vê-la murchar um pouquinho. Adoro quando seus olhos se tornam pidões, porém pensei rápido e minha razão falou mais alto, ela já estava tão vulnerável. Seria muito cruel.
Aproximei-me colocando os braços envoltos de sua cintura fina.
– Claro que sim. Serão dias em família Nessie e isso inclui essa sua bola de pêlos. — afaguei a cabeça da filhote e senti os lábios macios e delicados repousar na minha bochecha.
Entramos no carro e eu coloquei Branquinha no banco de trás o que foi inútil, porque essa bola de pêlos não podia ser mais mimada e logo correu para o colo da Nessie.
Renesmee me olhou interrogativa já esperando que eu questionasse a atitude da filhote.
– Não tem problema, desde que ela não faça sujeira em você e muito menos no carro ou a coloco na gaiola.
– Ela vai se comportar Jake, ela é uma mocinha. Não é mesmo Branquinha. — sorriu tímida.
Como eu queria entender o que está passando na cabeça da Nessie. Como ela pode ser tão afetuosa com Branquinha e não sentir carinho pelo que está dentro dela. Talvez até sinta, mas tá complicado entender essas atitudes.
Isso tudo está deixando a minha mente fodidamente confusa!
Dei partida no carro e seguimos rumo a um lugar especial pra mim.
Todo o trajeto Renesmee permaneceu calada, absorta a tudo. Liguei o rádio para quebrar aquela tensão que estranhamente se formou dentro do carro, em vão! Ela continuava presa em sua bolha particular acariciando Branquinha que dormia em colo.
Não forcei conversa alguma, queria que tudo começasse do zero a partir do momento em que estivermos em nosso destino.
Ouvi toda a pasta de músicas do Ipod enquanto Renesmee dormia tranquilamente ao meu lado. O percurso não se estendeu mais do que 1h00min e logo pude avistar a pequena estrada de pedra.
Estranhamente meus músculos ficaram rígidos, as palmas das mãos suando sobre o volante. Mais que porra é essa? Por que desse nervosismo absurdo Jacob.
Puxei com força o ar para meus pulmões, tem que dar certo, tem que valer a pena. Afinal, foi nesse lugar que vivi os melhores momentos em família da minha vida, tem um valor sentimental o qual eu pretendo mostrar a Renesmee.
Estacionei o carro logo na frente da nossa velha cabana. Velha por ser antiga, mas de choupana ela não tem nada.
Tirei o cinto da Nessie e ela apenas se remexeu ao contrário de Branquinha que foca seus olhos em qualquer movimento que eu faça.
– Nada de colo pra você bola de pêlos, vai ter que me seguir. — diabos! Eu estou mesmo virando um marica do caralho!
Peguei minha esposa com cuidado no colo a retirando do carro. Não quero que ela acorde antes da hora, tem que ser como planejado. Já que não tivemos lua de mel, acho que agora mais do que nunca ela precisa disso.
Caminhei com Branquinha em meu encalço, tiro com facilidade o controle do alarme e o aciono já liberando minha entrada. O problema é que essa merda de alarme faz um barulho da porra quase acordando Renesmee.
Meus olhos não conseguem acreditar no que vêem assim que passei pela enorme porta de vidro da entrada. Ha alguns dias havia contratado uma equipe de limpeza, não quis retirar meus empregados da casa para essa função, justamente para não deixar Renesmee sozinha.
Mas foi recompensador, já não há mais lençóis velhos cobrindo a mobília, nem camadas de poeiras nos quadros e objetos. Está tudo impecavelmente! Como anos atrás, quando minha própria mãe fazia questão de cuidar.
Senti o peso nos meus braços e segui com Renesmee em meu colo, colocando seu corpo frágil sobre o enorme sofá creme. Os anos não afetaram sua qualidade, ainda é bonito e harmonioso.
– Hum. — ela gemeu se remexendo no sofá, rapidamente me abaixo ao seu lado. Deus como é linda! E como essa mulher mudou tanto minha vida.
– Nessie, abra os olhos. — pedi cauteloso. Ela se espreguiça lindamente e esfrega os olhos me encara em seguida. — Olhe ao redor... Espero que goste!
Ela ergue o corpo ficando sentada e começa a olhar em seu redor. Não satisfeito eu pego em sua mão e a levanto. Ficando ao seu lado.
– Jake que lugar é esse? Tão lindo! — sussurra encantada.
Sorri, ao ver o lindo sorriso que se formou nos lábios rosados.
– Gostou? — ela maneou a cabeça em resposta. — Aqui é o meu refúgio Nessie... Nunca ninguém além da minha família esteve aqui antes. Você é a primeira. Espero que este lugar te faça tão bem quanto faz a mim.
Ela não disse nada, continuou olhando encantada cada canto do cômodo.
– Esse lugar é bastante particular. — declarei chamando a sua atenção. — Vem, vou lhe mostrar toda a cabana.
Renesmee apenas concordou. Ela estava absurdamente encantada, o que não é de se espantar até eu mesmo sinto arrepios e fico viajando quando entro aqui.
Mostrei todos os cômodos; a cozinha em estilo retro, os seis quartos, banheiros, sala de jogos, a pequena biblioteca... E em todos os lugares o seu sorriso se alastrava mais e mais.
Saindo pela porta de madeira no fundo da sala de jantar ela soltou a minha mão, respirou fundo abrindo os braços. Deixando que o ar puro emanando das árvores passeasse com gracejo pelo seu corpo. Os cabelos loiros esvoaçantes...
A imagem era divina. Vê-la tão entregue ao que gosta. Minha sanidade se esvaiu trazendo para todo meu corpo uma fodida corrente elétrica que seu ponto principal se concentrou bem no centro das minhas calças. Renesmee estava deliciosamente sexy!
Sacudi a cabeça para me concentrar em algo que não fosse prensá-la em uma árvore e lhe amar como um animal no cio.
– Sente isso Jake? Todo esse ar puro... — os olhos ainda fechados. Droga! Precisava me concentrar.
Aproximei-me dela devagar, colocando as duas mãos em sua cintura fina. Inclinei meus lábios bem próximos ao seu ouvido, notei que os pelinhos de sua nuca se eriçaram quando depositei um beijo em seu pescoço. A corrente elétrica ficando cada vez mais forte em minhas veias.
– Abra os olhos. — sussurrei e ela lentamente desceu os braços apoiando as mãos sobre as minhas.
– Meu Deus Jake! Isso tudo é o paraíso... Lindo!
– Foi justamente por esse lago que meus pais construíram a cabana.
Ela se esquivou dos meus braços e se aproximou da beirada do lago agachando-se em seguida. Com um dos dedos Renesmee brincou com a água pura e cristalina.
– Tem peixes aqui.
– Sim, a água e muito limpa. Vem direto de uma nascente.
Meu peito se encheu, ela estava por breves minutos sendo a garotinha frágil por quem eu me apaixonei.
Rapidamente ela se levantou e correu em minha direção. Os braços rodeando a minha cintura.
– Obrigada Jake! É tudo lindo por aqui. As árvores, os peixes, esse ar fresco. Me trás de volta as minhas origens. — a voz era tão doce que me fez arrepiar. Porra! Parecia que quanto mais inocente e pura ela é, mais o meu desejo aumenta. — Por que me trouxe aqui amor? — perguntou erguendo o olhar.
– Porque não é só você que precisa um pouco das suas origens Nessie. Eu também! Além do fato que precisamos de um tempo juntos... Quero que saiba mais sobre mim e quero te ajudar.
– Me ajudar?
– Sim! — ela não estava fingindo que não tinha nada acontecendo, ou estava? Merda! Busquei o ar com força para os pulmões e peguei em seu rosto. — Renesmee, você está grávida e não aceita o bebê, não aceita a sua condição de que será mãe e eu entendo, porque também estou com medo! Mas para que isso dê certo precisamos estar na mesma sincronia. Você precisa me ajudar a ser melhor Nessie, assim como sei que eu preciso te dar segurança. — os olhos azuis se abaixaram e de um deles rolou uma lágrima. Cacete! Não é pra ela chorar, mas talvez possa ser que minhas palavras estejam fazendo sentido a ela. Capturei a pequena gota com meu polegar. — Apenas, vamos devagar ok! Um passo de cada vez e um dia de cada vez.
Ela assentiu e me abraçou. Por hora eu não vou tocar no assunto gravidez. Quero que ela esteja mais a vontade e tranquila. E aos poucos posso abordar cada assunto o qual eu tenho em mente.
POV RENESMEE
Ouvir tudo aquilo da boca do Jake de alguma forma me confortou. Tirando o fato de eu não aceitar o bebê. Não é de total verdade, me sentiria desumana e repulsiva a mim mesma se proferisse de um ato tal cruel e desumano. Eu somente não consigo assimilar e entender o porquê de ter acontecido justamente agora, em um momento em que eu não me sinto preparada, aliás, eu não estou preparada.
Sinto-me perdida, desorientada. São coisas que me estão perturbando, me deixando com medo. Jake mentiu pra mim quando poderia ter sido sincero.
Sinto falta da minha mãe, como gostaria de deitar a cabeça em seu colo e contar sobre os fantasmas que me assombram. Sentir sua mão acariciar meus cabelos enquanto me ninava e cantava uma canção para me acalmar.
Contudo, ter o Jake assim tão carinhoso e prestativo ao meu lado, faz meu coração amolecer. Eu sei que preciso dele, sei mais ainda que eu necessito ficar bem, que preciso muito aprender.
Jake me levou para dentro, fiquei brincando com Branquinha enquanto ele preparava o nosso almoço. Congelados não seria uma opção saudável e sequer contava na dieta que Leah prescreveu a mim, mas como era nosso primeiro dia na cabana ele achou que não haveria problema. Mas pra mim tanto faz, não sinto tanta fome.
– Nessie está pronto. Deixe essa bola peluda ai e vamos comer. E nem vem com seu discurso manjado de não estar com fome, porque já tomou a sua vitamina hoje!
Sorri. Jake ultimamente anda lembrando muito o tom autoritário de mamãe.
– Prometo somente a metade. — disse indo ao seu encontro. Ele me envolveu em seus braços enormes e esmagou meus lábioa com os seus. Imediatamente aquela sensação tão gostosa de quando estou intimamente com ele se apossou do meu interior. — Me beijando assim eu não vou conseguir comer Jake! Vou querer ficar abraçadinha com você o resto do dia. — ele sorriu de canto. Encanta-me ver versões tão diferentes de Jacob.
– Prometa comer que eu prometo lhe recompensar depois. — piscou. Demorei a entender sobre o motivo o qual ele havia piscado, mas o entendimento passou aos meus olhos assim que senti uma de suas mãos escorregarem pela lateral do meu corpo e repousar em minha coxa, onde ele apertou o local e gemeu no meu ouvido. Claro que corei na hora! Jake era absurdamente craque em me deixar encabulada.
Ele gargalhou com a minha reação.
– Sério mesmo Nessie que ainda cora? Estamos sozinhos.
– Não estamos não! — apontei para Branquinha que estava sobre suas patinhas e encarava de mim a ele.
– Fala sério Nessie! Branquinha vá brincar. — ralhou duro. — Agora venha comigo amor, se comer... Eu lhe recompenso!
Ri balançando a cabeça e indo até a sala de jantar sentindo minha bochechas pegando fogo.
– Ah não Jake... Não quero as ervilhas. — sussurrei com medo da sua reação.
– Só mais um pouco Nessie você não comeu nem a metade, pelo menos as ervilhas. Você sabe que precisa comer tanto por você quanto pelo bebê. — seu tom autoritário me.fez encolher na cadeira.
Abaixei os olhos, envergonhada vi o descontentamento nos olhos de Jake. Injusto! Só porque eu não quero as ervilhas. Meus olhos começaram a pinicar e minha vista embaçar. Sinto-me quando papai me obrigava a comer brócolis e eu chorava a noite inteira por isso.
– Jake... — um soluço involuntário escapou da minha garganta.
Rapidamente senti os braços dele envolta de meus ombros. O abracei com força, as lágrimas desciam tímidas pela minha face.
Sempre fui emotiva, quando as pessoas usam um tom mais alto, me sinto acuada. Não sei retrucar justamente por não saber me defender. Mas as minhas emoções estão a flor da pele e ver Jake descontente comigo me faz chorar.
– Não Nessie. Por que está chorando?
– Porque eu vi seus olhos Jake... Eles estavam desapontados comigo, mas eu não quero Jake. Desculpa! — solucei.
– Nessie eu não quero te obrigar a nada, estamos aqui para nos entender e entrar em sincronia já lhe disse isso, mas você tem que se esforçar. Não é somente por mim e sim por você, pela sua doença e por essa vida que está crescendo aqui dentro. — Jacob colocou sua mão em meu ventre. Senti milhões do choques contra minha pele. Porque é tão difícil pra mim? Jake já ama esse bebê e eu mal consigo sentir que ele está em mim. O que mamãe me diria agora?
Meus soluços se tornaram mais fortes porque ele tinha razão, sou uma pessoa doente e não posso deixá-lo nervoso por não querer me cuidar. Tenho certeza que mamãe me aconselharia a isso.
Ele enxugou minhas lágrimas e afastou o prato. Não entendi sua atitude, a pouco estava triste por eu não comer.
– Não precisa comer se não quiser. Só quero que você entenda. — ele pegou em minha mão e me puxou para um beijo. Pude sentir o gosto das minhas próprias lágrimas. — Vamos devagar lembra? Vamos ser uma família Nessie. Mas vamos esquecer isso... Quero que relaxe.
Ele me levou para o quarto onde havia nossas malas. Foi uma ótima escolha, o quarto tinha uma vista linda através da enorme janela. Tão grande que era do chão ao teto, lá fora pude ver as folhas das árvores se movimentando conforme o vento passava sobre elas.
Jake tomou um banho rápido e deixou a banheira pronta para que tomasse o meu. Foi relaxante toda aquela espuma escorregando pelo meu corpo, Jake disse que eu precisava relaxar e ficar sozinha em uma banheira ajuda muito. Ele tinha razão! Estou mais animada.
Enrolei-me na toalha e voltei para o quarto, notei que as malas já não estavam mais no canto ao chão. Jacob estava esparramado na cama apenas de cueca, aquelas com perninhas. Ele fica tão fofo com elas.
– Jake onde estão minhas roupas? Você trouxe meu vestidinho floral? Aquele com as rosinhas na cintura? — ele entortou os lábios em uma careta e se levantou.
– As roupas estão no closet eu as arrumei enquanto você tomava banho e não! Eu não trouxe seu vestido. — ele coçou a nuca, eu conhecia aquele olhar. — Na verdade eu tive que me manter ocupado, vendo todas as lingeries que trouxe pra você e sabendo que estava dentro daquela banheira enorme de hidromassagem me deixou louco. — a voz foi ficando mais rouca e o espaço entre nós dois cada vez menores.
Minhas pernas começaram a tremer levemente assim que ele me puxou pela cintura e roçou o nariz em meu pescoço.
– Esse seu cheiro... Ah, Nessie. Apenas esse seu cheiro me excita por completo. — mordeu de leve a minha pele.
Um frio gostoso percorreu desde a minha nuca até a sola dos pés. Estava com saudade de ser amada pelo meu marido.
Ele começou a beijar meu pescoço, lentamente, quase torturante. Porque Jake sabia as sensações que sinto quando ele me beija dessa forma. Senti o chão me faltar, mas na verdade, eram minhas pernas que estavam completamente moles. Ele me aparou em seus braços.
– Perdendo o controle Ness? – sussurrou rouco. Deus! Como a sua voz mexe com meu interior. – Adoro ver quando perde os sentidos. – ele lentamente foi me conduzindo com seu corpo prensado ao meu até a cama. – Quer que eu mostre o que tem que fazer com isso, — ele levou a mão até a barrinha da toalha — ou você já sabe? – Não tive forças para responder, estava entregue a todo aquele carinho, mas em um rompante Jake puxou a toalha do meu corpo deixando-me totalmente exposta a ele, me desequilibrei pelo movimento rápido. Contudo, ele me conteve e prensou seu corpo ainda mais contra o meu, me fazendo sentir o volume em que ele estava.
Não senti em qual momento ele retirou sua roupa íntima, só pude sentir a protuberância do seu volume atrás de mim.
Uma de suas mãos acariciou meus cabelos, descendo lentamente até os ombros, braços, barriga... Enquanto seus lábios faziam me torturava com beijos. Seu toque era quente, macio... Sublime! Sim, essa é a palavra mais coerente no momento para descrever o que sinto com o Jake.
Ele foi se inclinando para frente enquanto sua mão descia pela extensão da minha barriga deixando a pele queimando em expectativa. Não era a minha primeira vez com ele e já posso dizer ter adquirido certa experiência e até mesmo decifrar as intenções do meu marido.
Gemi quando sua mão atingiu meu baixo ventre, descendo lentamente até que pude sentir um de seus dedos me acariciando a intimidade. É tão bom que senti — como todas as vezes — meu coração dar um solavanco, distribuindo toda a sua intensidade pelo meu corpo.
– Hum... Jake. — murmurei sob suas caricias pendendo a cabeça para trás. Ele deu uma leve mordida em minha orelha. Ainda parados em frente a cama.
– Ah, Nessie. Você fica pronta tão rápida... Sente isso? — ele circulou o dedo sobre minha pele sensível e escorregadia.
– Si-sinto. — gemi vacilante.
Jake não disse absolutamente nada, sua respiração batia contra a minha pele de forma bruta e muito vívida.
– Quero sentir esse seu gosto Ness... Sou viciado pelo gosto de cada pedaço do seu corpo!
Jacob deslizou um dedo pra dentro de mim, me fazendo pender sobre os joelhos, cai espalmando a cama. Seu volume estava ainda mais potente atrás de mim e com o modo em que cai, ele roçou em meu bumbum. Jake se debruçou sobre mim sem parar com suas carícias torturantes em minha intimidade.
– Assim não vamos conseguir nem brincar Ness... — ele tirou o dedo de dentro de mim e o levou a boca. Deduzi ser a boca pelo barulho que fez após chupar o dedo. — Hummm! Eu poderia saborear seu gosto sem parar que jamais iria enjoar.
Tentei sair daquela posição em que estava, a fim de engatinhar sobre a cama, mas Jake segurou em meus quadris com firmeza.
– Ainda não! — foi um sussurro tão autoritário que de alguma forma meu corpo se contorceu. A sensação se concentrou em minha intimidade com uma leve fisgada. Cristo! Que poder ele tem sobre mim, sobre meu corpo.
Senti beijos molhados descendo pela minha espinha meu corpo tremeu ansioso. A língua quente e úmida devastando meu consciente enquanto deslizava por meu corpo.
Jake já havia me proporcionado diversas sensações boas e muito quentes, mas dessa vez estou sentindo tudo mais intenso.
Dei um solavanco para frente quando a sua boca parou logo abaixo... Lambendo de forma devastadora toda aquela região.
Movimentos alucinantes sua língua fazia. Subia, descia, entrava e saia freneticamente, minhas pernas tremiam. Como era bom sentir a veracidade que ele se dedicava em me dar... Prazer!
– Deliciosa... Gostosa demais! — falou sobre minha intimidade, seu hálito batendo contra a pele sensível e molhada, proporcionando um frescor e uma deliciosa queimação ao mesmo tempo. As mãos antes que seguravam em minhas coxas, agora estavam apertando meu bumbum. — Cabe em minhas mãos Nessie, foram feitos pra mim. — apertou o local e voltou a me torturar com sua boca. Gemi alto, meu corpo estava perdendo o controle. Apertei com força o lençol quando além da boca Jake começou a usar os dedos. Não demorou mais que alguns minutos e meu corpo transbordou em erupção tremendo-se inteiro. Jake sugou toda a região e eu relaxei o corpo sobre a cama. Ele me ergueu endireitando-me e deitando-se sobre mim.
– Nunca vi nada mais belo do que seus olhos após um orgasmo. — acariciou meu rosto tirando alguns fios grudados pelo suor ele me beijou novamente. Com os joelhos ele afastou as minhas pernas, inclinando-se mais até que sua boca alcançasse meus seios. Jake os sugou como nunca havia sugado antes... Gritei, tanto por ser bom, quanto pelo desconforto em que eles estavam causando. Sensíveis demais. Ele me olhou e sorriu aquele sorriso presunçoso.
– Quanto mais gritar pela dor, mais eu vou chupá-los... Tenho ordens para isso. — ordens? Jake já estava ficando doido. Não consegui pronunciar nada mais do que um gemido sôfrego, seus dedos trabalhavam novamente sobre minha pele sensível enquanto ele me chupava com fervor. O desconforto se esvaiu e tudo o que eu podia sentir era a intensidade de cada toque e sensação.
– Porra Nessie. Toda encharcada novamente... Deliciosa sempre! Quero me afogar sempre sentindo esse seu gosto. — tirou os dedos que brincavam e o levou até a sua intimidade volumosa, passando os dedos pela extensão até a ponta brilhante. Salivei. Já havia provado o gosto dele antes e é estranho como meu corpo reage quando penso em senti-lo novamente.
Jake sussurrava coisas desconexas enquanto brincava com sua própria intimidade. Confesso que minha pele sensível se pudesse gritar pedindo por ele, ela gritaria.
Entendendo o meu pedido mudo, aliás, o pedido do meu corpo Jake foi se.encaixando lentamente em.mim.
– Ah... Jake... — conduzi meu quadril de encontro ao dele ansiando por senti-lo completamente em mim. Rápido e muito quente.
Com um movimento único ele se aprofundou em mim. Rápido e forte. Gritei pela intensidade gostosa de senti-lo todo dentro de mim.
– Porra, porra Ness... Quero você assim... Sempre apertada pra mim. — disse entre os dentes com os olhos fechados. Certas palavras que ele diz nunca me fazem sentido, mas não pensei em significado algum em suas palavras, só me concentrei em sentir...
Com uma rapidez sem igual, ele pegou em minhas pernas e a colocou em seus ombros. Arqueei o corpo sentido ele ir mais fundo. Os olhos agora bem abertos me encarando arduamente. Sabia que Jake se controlava para não perder o controle novamente.
Os movimentos começaram lentos e foram aumentando gradativamente. Alucinógeno, seus olhos tão negros me olhando intensamente só aumentavam os tremores e a quentura dentro de mim.
Sua pele têm uma cor extraordinária, mas não consigo compará-la a nada de modo que me vem à mente é apenas o doce chocolate brilhando por onde as gostas de suor escorriam, mas meus olhos estavam fixos aos dele. Espalmei as mãos em seu peito, arranhando a carne enquanto ele ia mais rápido e fundo.
– Caralho... Eu vou gozar. — urrou dando maior ênfase em seus movimentos.
Não consegui desgrudar meus olhos dos dele. Eram incrivelmente interessantes como as orbes iam escurecendo cada vez mais.
– Amor... Eu... Hum... — as palavras me fugiram, minha garganta estava seca e dela somente saia grunhidos. Mordi o meu lábio tentando reprimir os sons que estavam cada vez mais alto.
– Grita Nessie... Grita alto pra mim... — os olhos se reviraram. — Grita! — urrou.
Não consegui reprimir mais meus grunhidos depois de um pedido tão autoritário e... De alguma forma, boa.
– Isso... Jake eu vou...
– Eu também!
Os olhos escurecidos ficaram completamente negros quando ele gritou por mim, apertando meu quadril e eu não pude controlar mais meu corpo, me entregando aos espasmos deliciosos de explodir por ser amada.
Ele tombou ao meu lado, de barriga para cima. Eu fiquei imóvel, coração acelerado e respiração descompassada, a mão dele veio de encontro ao meu coração onde a repousou.
– Bate por você. — sussurrei sorrindo fraco.
– Bate por nós. Eu te amo Nessie.
Meu peito inflou, o ouvir dizer que me ama sempre me faz flutuar em orbita. Mas um barulho veio de dentro de mim o que fez Jake ficar em alerta.
– Isso me parece fome. – declarou. Seus os olhos estavam brilhando.
– Pode ser...
– Não pode ser Nessie. É! Vou tomar um banho e preparar algo para comermos. — beijou os meus lábios docemente e saiu em direção ao banheiro.
É tão bom ser amada, cuidada e sentir o quanto sou especial na vida dele. Eternamente meu Jacob.
POV JACOB
A cada transa minha com a Nessie fica mais difícil não pensar em como me tornei dependente dela, daqueles olhos, pele, cheiro... Ah o seu cheiro único e avassalador me faz sentir tão vivo!
Quando sai do banheiro coloquei uma calça de moletom apenas, e desci para preparar um lanche pra Nessie. Ouvi seu estômago protestar por comida, fiquei tenso na hora, mas me senti aliviado em seguida porque o corpo dela estava reagindo as vitaminas e aos estimulantes.
Quando abri a porta do quarto equilibrando a bandeja na outra mão, quase derrubei tudo! Meus olhos focaram rapidamente no objeto em que estavam nas mãos da Nessie. Pela primeira vez em anos, eu senti meu peito apertado, um bolo se formando em minha garganta. Engoli em seco.
– Oi amor, isso aqui que eu achei é tão legal. Rosalie me mostrou algo parecido com imagens de pessoas, jornal se não me engano, mas isso aqui e melhor. Jake tem diversas imagens suas aqui. – disse alegremente encantada folheando o objeto em mãos. Objeto esse que identifiquei rapidamente como o álbum da família. — Jake. Esta me ouvindo? Têm imagens suas aqui. — pisquei diversas vezes saindo do torpor. Caminhei normalmente até ela e depositei a bandeja com o lanche ao se lado sobre a cama.
– É um álbum fotográfico Nessie. Érr... Da minha família. — gaguejei ao ver a foto da minha mãe! Porra! Porque ela tinha que fuçar em coisas tão pessoais? Mexer em uma ferida sem cura. Levei as mãos aos cabelos em nervosismo, mas caralho Jacob! Ela não sabe de nada, não tem culpa.
Suspirei pesaroso tentando controlar meu nervosismo e me sentei ao seu lado.
– Todos estão ai, além dos momentos bons que tivemos todos juntos. — segurei no álbum com uma das mãos e olhei atentamente a ele. — Quer conhecer a minha família Nessie? — perguntei vacilante. A única coisa que me machucava antes da Nessie e entrar em minha vida eram ver meus pais e meus tios... Mas até que pensando pelo lado racional, seria uma boa forma de Renesmee ver que eu também tive uma família, pais tão bons quanto os dela e que nós dois junto mesmo com dificuldades teríamos condições de criar nosso bebê.
Peguei o enorme álbum de suas mãos o repousando em meu colo. Assim que fui para a primeira página do álbum vi a foto dos quatros em contra capa.
Fiquei analisando atentamente. Nossa! Eu jamais esqueceria os mínimos traços do rosto delicado de dona Sarah. Eles eram tão marcantes em Rachel que eu acho que amo minha irmã cada vez mais que olho para ela.
– Quem são essas pessoas Jake? — voz doce fez o bolo de minha garganta diminuir.
– Esses são meus pais Nessie, dona Sarah e velho Billy e estes meus tios, Sue e Harry.
– Rachel se parece muito com ela.
– Sim... Uma cópia perfeita. — sorri. Mudei a página e comecei a gargalhar. As fotos estavam todas desorganizadas e não pude deixar de me lembrar do meu pavor na foto. Foi o Natal mais divertido até eu derrubar todo o peru no chão contribuindo para que meu cachorro gay "Floquinho" abocanhasse o alimento.
– Este não nega que é você amor. — Renesmee sorriu vendo a mesma foto que eu. — seus traços são únicos, mas seus olhos... Tem a mesma intensidade. Lembra-se porque estava triste? — perguntou e eu me espantei. Como ela sabia? A olhei sem entender e ela corou. Linda! — Seus olhos Jake... Eles não mentem pra mim. — como? Como ela me conhecia assim? — E então se lembra?
Sorri sem graça e assenti, começando a contar sobre aquela noite...
Flashback ON.
A noite estava linda, as estrelas iluminavam todo o céu que era composto pelo brilho da lua.
Sons de risada e música vinham de dentro da grande cabana luxuosa.
– Rachel querida ainda não é hora de abrir os presentes. — Sarah abraçou a pequena morena magricela pelas costas lhe depositando um beijo na bochecha.
– Mas tia Sue disse que a Lee podia abrir o dela. — a pequena resmungou.
– Eu também quero abrir os meus mamãe! — o pequeno de cabelos escuros e lisos puxava a blusa da mãe. Sarah adorava natal e seus filhos mais ainda. O único problema era a hora de abrir os presentes. — Quil esta chorando porque a Rach deu um cascudo nele, ela não vai ganhar presentes do papai Noel mamãe. — Jacob mostrou a língua para a irmã mais velha que começou a xingá-lo.
– Jake querido. Não pirrace sua irmã, todos vão ganhar presentes, pare de gritar com o Jake e me diga Rachel por que bateu em Quil? — um choro agudo e doido pode ser ouvido ao longe. Os sentidos de Sarah eram certeiros, o pequeno Embry de quase dois anos havia caído. — Billy querido, veja se Embry se machucou estou educando seus filhos agora. — a linda morena sorriu e levou uma das mãos a cabeça, amava ser mãe de quatro lindas crianças, era calma em todas as situações e sabia lidar bem com as crises e brigas entre eles.
Sempre conversou com seus filhos e sobrinhos. Tanto ela quanto sua irmã Sue, prezavam demais a união familiar e brigas não eram admitidas entre eles.
– Estamos entendidos não é mesmo? — perguntou aos três filhos sentados no sofá. Rachel, Jacob e Quil estavam de cabeças baixas ouvindo o sermão melodioso de Sarah. Ela era severa, mas sempre mantinha a doçura em sua voz. O pequeno Embry estava em seu colo e chupava um pirulito em espiral colorido. Os três assentiram sem graça e foram brincar.
– A culpa é toda sua Lee se não tivesse mentido pra mim eu não ia bater no Quil por querer chegar primeiro que eu na árvore de natal. — Rachel estava com os bracinhos cruzados.
– Foi o Sam que falou. Vou contar pra mamãe que você mente Sam.
– Sua magricela piolhenta se dedurar meu irmão corto o cabelo das suas bonecas. — Paul defendia Sam.
– Também sou sua irmã!
– Você é adotada Lee olha suas pernas magricelas. — Jared de oito anos adorava implicar com a irmã. Na verdade Leah foi a única mulher que Sue teve assim como Rachel. Elas eram as meninas dos olhos dos pais.
– Não vai cortar o cabelo da boneca dela coisa nenhuma. Lee e linda e é a minha prima eu a defendo. — Jacob ficou na frente da prima que tinha os olhinhos cheios de água. Quil fez o mesmo que o irmão.
Jacob sempre teve o temperamento forte e muito protetor, com apenas quatro anos de idade às vezes colocava medo em Quil que era um ano mais velho e deixava Rachel de cabelos em pé de raiva quando ele a pirraçava.
Enquanto as crianças brincavam os adultos conversavam animadamente vendo Seth e Embry disputando um carrinho.
– Billy querido, trouxe seu vinho. — Sarah entregou a taça com a bebida ao marido e sentou em seu colo em seguida.
– Assim não irei cortar o peru meu amor, irei lhe trancar naquele quarto. Você está ainda mais linda essa noite! — elogiou e beijou os lábios carnudos da esposa.
– Feche os olhinhos crianças, Embry querido acho que você não será mais o caçula. — Sue brincou beliscando algumas castanhas.
– Ora Sue... Talvez Seth não seja o nosso também, porque estou me segurando para não fazer o mesmo que Billy disse a Sarah. — Harry abraçou Sue com carinho.
– Oh, céus Billy eu não aguento mais filhos.
– Paramos no Seth querido. Assim está bom, acho que se mamãe fosse viva ia ter um ataque com tantos netos não é mesmo Sarah? — a irmã assentiu.
Quando Sue deixou sua cidade para engrenar em seus estudos, nunca imaginou que sua vida mudaria completamente assim que conhecesse Harry.
Se conheceram em uma festa de fraternidade e foi amor a primeira vista. Logo após terminar a faculdade engravidou de Sam, mas o relacionamento nessa época ficou conturbado, pois em uma noite de bebedeira Harry saiu com uma ex-namorada e Kesia acabou engravidando. Tinha quase o mesmo tempo de Sue, mas infelizmente Kesia faleceu no parto e Sue decidiu por adotar Paul, já que há muito, tinha perdoado o esposo.
Contudo, se viu perdida tendo Paul com três meses de vida e prestes a dar à luz a Sam, ligou para sua irmã Sarah em busca de ajuda.
Sempre foram unidas e rapidamente Sarah veio para ajudar a irmã. Foi onde Billy como melhor amigo de Harry não deixou passar despercebida a beleza rara da jovem. Assim como Sarah não pode se desvencilhar dos olhos negros e marcantes de Billy. Acabaram se casando.
– Culpa sua Sue, quem mandou me ligar? Sabia que eu não recusaria um pedido de ajuda seu.
– Se arrepende então dona Sarah? — Billy disse irônico com seu tom de brincalhão.
– Pra dizer a verdade... Nem um pouco! Mas no momento, preciso colocar a mesa, Sue vamos, esta quase na hora da ceia. — beijou os lábios de Billy e as duas irmãs seguiram para a enorme cozinha.
Billy havia comprado o terreno para fazer algo para a família, onde ele pudesse ter um refúgio da sua vida corrida. Com isso, construiu a cabana.
A mesa posta e todos em seus devidos lugares, exceto os menores; Embry e Seth que haviam mamado e estavam dormindo em suas caminhas e Jacob, que brincava com Floquinho o seu cachorro de estimação.
– Jake querido venha se sentar, papai está trazendo o peru. — Sarah chamou pelo menino que não lhe deu atenção. — Jacob eu não quero brigar com você amor, obedeça à mamãe.
Mas o garoto deu de ombros e continuou a brincadeira com o animalzinho, assim que Billy estava atravessando a enorme sala de jantar Jacob correu atrás de Floquinho, que saiu em disparada devido ao cheiro da carne. O tombo foi certeiro, se Billy não tivesse desviado, cairia em cima de Jacob e o machucaria feio.
Billy caiu no chão, levando o peru a se espatifar e se não bastasse, Floquinho abocanhou boa parte da carne e saiu correndo.
– Jacob Black! — pela primeira vez a voz de Sarah não era melodiosa. — Pro seu quarto agora.
Os olhinhos negros ficaram brilhantes e estreitos. Pinicavam.
Jacob saiu correndo para fora da cabana, deixando para trás a ordem da sua mãe de ir para o quarto. Ele tinha um cantinho secreto, para ele era secreto, tão secreto que toda a família sabia.
– Sarah. Acho que pegou pesado com o garoto. A culpa não foi dele e sim desse cachorro idiota! — Billy notou o modo devastado em que a esposa ficou por ter exagerado. Todos à mesa ficaram quietos alguns minutos, até o pequeno Embry vir rastejando com sua fralda suja e rindo porque tinha visto o tombo do pai. Foi o estopim para que todos os presentes começassem a gargalhar. O que ninguém contava era que no momento do tombo Paul estava com a máquina fotográfica, mas ele só pôde capturar o rosto triste e assustado de Jacob.
– Vá falar com ele querida, eu coloco Embry na cama. — Sarah assentiu e deu um beijo no caçula.
Com o coração apertado, Sarah caminhou em passos lentos para fora da cabana. Não queria assustar o pequeno Jacob que estava sentado na beira do lago jogando pedrinhas porque gostava do barulho de quando elas quicavam sobre a água.
– Jake... Querido.
Ele não olhou. Estava chateado consigo mesmo. Sarah suspirou e se sentou ao lado do filho, ele era a xerox de Billy em personalidade.
– Gosto do barulho que elas fazem quando quicam. — a mãe quebrou o silêncio.
Jacob enxugou uma lágrima.
– Sabia que a primeira vez em que discuti com seu pai eu fiquei aqui, quicando pedrinhas? Foi uma noite longa de sons. — sorriu ao se lembrar da briga boba que tivera com o marido.
Jacob curioso porque nunca viu os pais brigarem olhou para a mãe.
– A senhora está muito triste comigo? — perguntou com os olhinhos pesarosos o coração de Sarah se apertou. Ela se aproximou e chamou Jacob para se colo.
– Sabe querido, você ainda é muito pequeno para entender as coisas, mas na vida irá ter momentos em que vamos nos chatear com quem amamos, mas pelo simples fato da gente se importar com elas. Não brigamos com quem não amamos e não ficamos chateados com pessoas que não são importantes. — ela beijou os cabelos negros.
Jacob era pequeno, mas tinha uma capacidade de entender as coisas que até mesmo Sarah desconhecia.
– Então Rachel briga comigo e com o Quil porque ela nos ama?
– Exatamente! Olha, nem sempre brigamos porque estamos chateados, as vezes é para corrigir algum erro e fazer com que entenda o certo do errado.
Ele encarou os olhos castanhos escuros da mãe. Dava-lhe tanta paz e tranqüilidade.
– Eu errei mamãe, devia ter me sentado. Papai não vai mais cortar o peru porque o Floquinho comeu.
Sarah sorriu e acariciou o rosto do filho.
– Não se preocupe com o peru meu amor, tem muita comida lá dentro. O importante é que você aprenda o que é certo e errado querido. Quando escolher o caminho certo todos iram ficar felizes, mas se escolhe o caminho errado sempre alguém sai chateado da situação.
Jacob assentiu com um sorriso lindo de seus dentes de leite, branquinhos como a neve que começava a cair.
– Vamos entrar meu amor, está frio aqui fora. — levantou com o pequeno no colo.
– Mamãe me desculpa. Eu te amo e não vou mais fazer nada errado eu prometo.
Sarah sentiu o coração aquecer e abraçou o garoto em seu colo.
– Eu também te amo meu amor e eu sei qye você só me trará alegrias por toda a sua vida.
Flashback OFF.
Falar da minha mãe sempre me deixou vulnerável. Não tinha um maldito dia desde sua morte em que eu não sonhava com ela me abraçando. Mas o tempo me fez endurecer e nunca mais havia falado dela com tanto carinho até hoje.
Senti o dedo fino de Renesmee em meu rosto. Caralho! Que lágrima é essa?
– Sente falta dela. É natural Jake, ela deve ter sido uma ótima mãe, esposa e excelente ser humano.
Levantei rápido engolindo o bolo da garganta já não havia resquícios de lágrima alguma ali e meu emocional estava normal outra vez.
– Dona Sarah foi a mulher mais incrível que eu já conheci. Ensinou-me valores de uma família e se somos unidos hoje, é graças a sua estrutura. Mas acho melhor você comer Nessie.
– Não Jake eu quero ouvir mais. — pediu manhosa. Porra! Que vontade que eu sinto de agarrá-la quando faz manha. De repente seus olhos se baixaram e o lindo sorriso sumiu.
– O que foi dessa vez Nessie?
– Será que eu vou saber passar essa estrutura que sua mãe lhe passou e a minha a mim de como ser uma família a esse bebê? — merda! Ela tem sempre que se referir ao bebê como um intruso.
– Você sabe os valores de uma família melhor do qualquer um que conheço Renesmee, não tenho dúvidas de que será uma ótima mãe. — me aproximei e ajoelhei-me em sua frente, não posso perder o controle, mas ela tem que entender. — Estamos juntos nessa Nessie lembra? Vamos conseguir. Agora coma! — exigi mudando o assunto. Pois entraríamos nas mesmas questões e discussões o que já vem me cansando e não foi para isso que eu a trouxe aqui.
Renesmee devorou o lanche como uma leoa o que nos poupou de uma briga. Eu olhei todas as fotos e contei pequenas histórias, o que ela mais gostou foi Paul correndo de Floquinho porque tínhamos enfiado carne moída em suas calças. A noite chegou de mansinho e em meu colo ela adormeceu como uma criança indefesa.
TLAD
Acordei cedo no dia seguinte bem animado, queria preparar algo especial pra Nessie. Fazer dos nossos dias aqui os melhores, somente nós dois sem intromissão de ninguém, apenas ela e eu em nossa bolha.
Me senti mal omitindo fatos da história de como meus pais se conheceram, mas é pro bem dela mesma e pro meu confesso! Não ela metida em nada do meu mundo obscuro. Não podia dizer que meu pai e Harry na época estavam crescendo como traficantes e que minha mãe prezava tanto a família e fazia dos momentos únicos porque ela nunca sabia o dia de amanhã. Porra, a Nessie surtaria. Gargalhei com meus pensamentos enquanto terminava de arrumar tudo dentro da cesta.
Não queria e Renesmee nem podia ficar comendo somente congelados e como não a quero na cozinha, contratei uma cozinheira para vir somente nas manhas e deixar toda a refeição necessária pronta. E o café hoje será na beira do lago, com direito a um piquenique matinal.
Arrumei tudo perto do lago e voltei para dentro da cabana na esperança de encontrá-la acordada. Mas somente Branquinha estava eufórica com minha presença.
Brinquei com a bola de pêlos até que ouvi a movimentação no quarto. Corri ansioso por vê-la.
– Bom dia, dorminhoca. — beijei seus lábios e lhe abracei por trás sentindo o cheiro doce de sua pele misturada ao sabonete. — Eu esperando para tomarmos café juntos, mas estou cogitando o almoço pela hora. — ela sorriu amarelo. Depositei minha mão em sua barriga ainda lisa.
– Estamos com fome... — ela disse baixo.
– Estamos é?
– Sim eu... E bem, o bebê também. Acordei faminta hoje. — ela corou ao se referir ao bebê, não pude deixar de acariciar o seu ventre. Em apenas um dois dias tomando vitaminas e estimulantes ela já estava mais corada.
– Hum... Então vamos alimentar esse bebê! — a abracei ainda mais forte. — Vem tenho uma surpresa. — a peguei no colo e ela deu um grito pelo susto. Sorri. Como não se apaixonar por essa mulher encantadora, que meus irmãos e primos nunca saibam desses meus pensamentos ou vão realmente me.dar um atestado de marica.
Caminhei até o lago com ela em.meu colo. A toalha posta sobre a grama e toda a refeição matinal arrumada sobre ela.
– Piquenique Jake? — cantarolou empolgada. Assenti. — Eu amo piqueniques, Claire e eu fazíamos sempre na nossa comunidade, embaixo da cerejeira...
– Bom eu não tenho uma, mas mando plantar pra você. — brinquei. — Em compensação te ofereço um lago puro de águas cristalinas.
– Está perfeito!
Coloquei-a no chão e ela comeu animadamente. Brincamos de jogar morangos na boca um do outro e ela não sabe os pensamentos pecaminosos que eu tive com a cena.
Caminhamos sobre a propriedade, meu pai a comprou e tudo ao redor e particular. Ninguém tem acesso a nada.
– Jake você brincava de pega-pega? — perguntou travessa. Esse lado eu não conhecia dela, mas confesso que também é encantador.
– Ninguém me vence Nessie, sou bem rápido!
– No três... Um, dois... Três! – ela contou e saiu correndo. Maravilhosamente linda! O sol refletindo os raios em seus cabelos platinados, o movimento dos quadris... O vestido dançando em suas pernas. Porra! Fiquei extremamente excitado.
Esperei que ela alcançasse uma pequena distância e corri atrás dela. Renesmee ria como uma criança de pés descalços na areia. Ela não conseguiu ir muito longe, na verdade, eu não a deixei ir longe. Excitado demais para esperar. Peguei-a pelos braços e a prensei em uma árvore com meu corpo, ela toda moleca e eu somente pensando em como ela estava sexy e enlouquecedora.
Os seios subindo e descendo devido a respiração ofegante e descompassada. A concentração de sangue em suas bochechas pela adrenalina a deixou fodidamente sexy. Meu membro já pulsava de tanto desejo. Porra! Minha mulher e muito gostosa!
– Sabia que nesse momento você é a imagem mais divinamente sexy que já vi? — ela baixou os olhos e sorriu tímida. — Isso amor... Seja você mesma sempre! Porque é o suficiente para me enlouquecer. — levantei seus braços até cruzar sobre sua cabeça e minha boca teve destino certo: a pele do seu pescoço.
Com uma das mãos eu segurei seus braços no alto contra a árvore e com a outra eu fui direto para sua coxa apertando a carne e subindo. Não tinha como ficar tranquilo estava em erupção. Ela gemeu quando mordisquei seu colo descendo um pouco pelo decote do vestido.
–Ja-Jake aqui não! Alguém pode ver.
– Ninguém vem aqui Nessie, a propriedade é particular. — disse sem desgrudar os lábioa de sua pele. Logo capturando seus lábios. Ela recebeu de bom grado me dando passagem para que eu explorasse cada canto da sua boca saborosa! Deliciosa!
Minha mão foi subindo pela lateral do seu corpo, passeando pelas curvas ela estremeceu quando acariciei um seio sobre o vestido.
Sentindo que seu corpo amolecia cada vez mais a peguei em meu colo. Rapidamente ela cruzou as pernas ao redor da minha cintura e seus braços em meu pescoço.
Caminhei até o lago sem parar de beijá-la. Depositei se corpo delicadamente sobre a toalha de piquenique.
– Vou te amar ao ar livre hoje.
– Me ame aonde quiser Jake, apenas... Nunca deixe de me amar.
Cara que mulher é essa? Frágil, indefesa, delicada... Mas reveladora na hora do sexo que sabe o que o dizer.
Retirei seu vestido revelando a pequena calcinha que cobria o V de sua pélvis. Ah porra, que visão! O sol refletindo em seus seios... Não pensei duas vezes ao abocanhá-los. Ela gemeu e arqueou o corpo em reposta.
Me desfiz da minha camisa e bermuda assim como a cueca. Beijando cada parte daquele corpo maravilhoso. Mordidas e lambidas arrancavam gemidos excitantes de sua boca, o que contribuía para meu membro pulsar dolorido.
Sentir seu gosto era surreal, a carne macia e molhada... Chupei até que senti seu líquido em minha boca e seu corpo dar espasmos.
– Jake... — ela gritou.
Não parei de lamber e nem de sugar, com a outra mão eu acariciava meu membro rijo.
– Jake!!! — o grito e o espasmo foram mais árduos. Dois orgasmos? Delicia!
Não tinha como esperar mais, ou eu gozaria somente por vê-la gozar. Encaixei-me no meio de suas pernas e me afundei naquela cavidade quente e úmida.
– Ah Nessie... Hum... Você vai acabar comigo assim.
– Não para... Mais... Mais rápido. — ela pediu em um gemido. Droga! Como atender seu pedido sem perder o controle? Jamais me perdoaria se a machucasse. Meus movimentos eram firmes e rápidos, os olhos dela estavam fechados, mas eu queria olhar dentro deles quando ela chamasse por mim.
Sai de dentro dela e me sentei encostando-me em uma árvore, a trouxe para meu colo se encaixando perfeitamente.
Ela gemeu quando tudo estava dentro.
– Isso amor... Rebola pra mim... — a beijei. Suas mãos apertando meus ombros com força, os seios roçando em meu corpo enquanto ela subia e descia com minha ajuda.
– Meu Deus Jake! — pendeu a cabeça para trás gemendo.
– Eu sei to sentindo.
Renesmee deu mais duas reboladas e me senti explodir dentro dela. Eu a apertei ainda mais contra mim, colando sua pele junto a minha.
Teci beijos por todo o seu rosto até seus lábios.
– Jake você é louco! – disse sobre meus lábios. A afastei, para que pudesse olhar em seus olhos.
– Sim sou e muito, só que por você. Vem... Vamos pro lago. – Levantei rapidamente com ela em meu colo e a levei para o lago.
A água estava fria e Renesmee deu alguns gritinhos em protesto. Mimada! Porém, não levei em consideração, ela é uma das raras pessoas que conseguem tirar de mim um sorriso espontâneo.
O mais engraçado, é que ficamos um bom tempo brincando no lago. Tem noção disso? Brincando. É como se eu estivesse revivendo toda a minha infância aqui com ela, os momentos em que eu não tinha maldade, aliás, que eu não conhecia a maldade.
– Vamos amor, está esfriando e não quero que fique doente.
Entramos e tomamos um longo banho juntos, Renesmee não quis jantar. Alegou que seu estômago estava se revirando.
Fomos deitar e apenas relaxa, o dia tinha sido agitado e levando em conta que ela ainda está se recuperando, o melhor é não arriscar.
– Um dólar pelos seus pensamentos. – brinquei, mas ela me olhou sem entender. Sorri, ela é totalmente leiga. – Quis dizer que estou curioso para saber sobre o que está pensando, está tão quieta.
– Estou pensando em nós... Sobre esses dois dias tão intensos, eu nunca o vi com um sorriso tão sincero como vi em algumas horas Jake. Não quero que esse momento acabe, está tudo tão maravilhoso. – ela suspirou se aconchegando em meu peito.
Renesmee tinha razão, eu estava mais vivo.
– Admito Nessie, estou sentindo tudo como você. É que esse lugar me faz bem, eu só nunca soube o quanto a morte dos meus pais. As lembranças são fortes assim como a saudade.
Ela ficou brincando com os dedos em minha barriga, traçando linhas imaginárias. Tão absorta em seus pensamentos, até que um suspiro a condenou; ela queria perguntar alguma coisa.
– Ficaria chateado se me contasse como seus pais morreram?
Sabia! Ela tinha que perguntar isso, todos sempre querem saber o que houve e como os quatro pobres filhos de Sarah e Billy superaram tão novos. Não é algo que me agrada comentar, relatar seja lá o que for. Mas sinto que devo mostrar a ela que mesmo diante das dificuldades em que passamos soubemos superar, será bom a ela entender que ela pode super o medo de ser mãe, de não estar preparada. Porque eu não estava preparado para perder meus pais. O fato é: não posso contar os reais motivos pelo qual meus pais morreram.
– Não é de algo que gosto realmente de falar, mas...
– Oh Jake, se não quiser eu entendo eu só...
– Tudo bem. Não é a primeira vez, você é minha mulher agora Renesmee e nada mais justo de saber sobre os momentos da minha vida. – ela se levantou e se sentou ao meu lado. E o que não era de esperar, segurou em minha mão. — Éramos adolescentes quando aconteceu, Rachel era a mais centrada com 21 anos, fazendo seus cursos e coisas de meninas que se acham mulheres, Quil estava com 19 na fase da pegação. – não ia dizer que estava se engrenando em alguns assuntos de tráfico junto comigo. – Eu com 18, — sorri balançando a cabeça com as lembranças -, meu negócio era apenas farra e Embry ainda estava no colégio com seus 16 anos.
Um belo dia, voltando de mais uma noitada com os amigos e Quil, encontro Rachel desesperada, chorando muito abraçada a Embry. Nossos pais e tios haviam ido viajar, de férias — mentira descara e eu nem gaguejei, mas não podia dizer que estavam assinando contrato de mercadorias clandestinas – e o vôo estava previsto para as 11hs da manhã do domingo, como Quil e eu passamos o final de semana enchendo a cara em festas, só voltávamos para casa no domingo a noite e consequentemente naquele final de semana estávamos tão bêbados que sequer demos conta de nossos celulares, Rachel havia ligado por diversas vezes e por estarmos muito bêbados nem ouvimos. O vôo chegou no horário previsto, contudo, meus pais e tios não chegaram em casa. Rachel foi ao aeroporto conferir e eles realmente tinham desembarcado, olhou no estacionamento onde meu pai e tio deixava os seus carros e eles estavam lá.
– Meu Deus Jake e a polícia? Eles não resolvem esses casos?
– Sim, mas foi constado seqüestro. – o que de fato não foi uma total mentira já que Dimitri fez todo o trabalho sujo por baixo dos panos. – Não encontramos nada, dias, semanas de buscas e nada. Até que... – busquei o ar – Paul encontrou dois corpos jogados perto de um matagal ao sul da cidade, era um lugar bem afastado. Em uma busca desesperada ele encontrou minha mãe e minha tia. – Renesmee levou a mão à boca em desespero. – Elas tinham sinais claros de tortura e violência sexual, os corpos de meu pai e tio Harry nunca foram encontrados. – um fato que me angustia até hoje.
– Sinto muito Jake deve ter sido... Nossa! Amor você sofreu tanto. – ela me abraçou, mas eu a afastei. Gestos de carinho nessa hora é uma porra de uma merda! Porque é um fato difícil pra mim.
– Tudo bem, eu sofri sim. Minha família se desestruturou Ness, Rachel teve problemas para lidar com isso, Embry teve que passar com psicólogos, Leah quase não falava... Quil endoidou, foi um momento complicado, mas tive que me manter centrado em cuidar de tudo. Os negócios da família, meus irmão e primos, nós tínhamos que continuar. Minha mãe não gostaria de ver a família se afastar ela prezava muito tudo isso.
– Jake eu...
– Não precisa amor, eu sei. Também sinto muito. Mas diante de todas as coisas em que passamos nó superamos e continuamos uma família. Tudo nessa vida Nessie tem um propósito, um destino. Eu não consigo entender que destino louco foi esse dos meus pais, mas eu entendo que de alguma forma era pra ser assim.
– Sente falta deles?
– Sim claro! Todos os dias, mas é uma saudade que eu aprendi a superar. – ela baixou o olhar entrelaçando seus dedos um no outro. – E você sente dos seus?
– Sim... Mas eu sei que eles estão bem e eu estou feliz aqui com você. Não reclamo do meu destino.
– Tem certeza? – perguntei com um ponto certeiro.
– Eu não me nego a ter esse bebê Jake... Eu só não me sinto pronta!
– Mas tudo vai se resolver... Aliás, preciso que você venha comigo, não quero mais adiar.
Peguei em sua mão e a levei até o escritório, ao falar sobre eu ter que tomar conta dos negócios do meu pai quando ele faleceu, me fez lembrar de que eu também não deixaria Renesmee e agora o bebê desamparado em circunstância alguma. Doeu-me saber que um dia eu possa ter o mesmo destino que meus pais e que ela irá sentir a mesma dor que eu quando eles se foram.
– O que estamos fazendo aqui Jake?
– Sente-se que eu já vou lhe explicar.
Ela se sentou na cadeira em frente a mesa do escritório enquanto eu retirava o envelope que Quil havia me entregado, de dentro dele todos os papéis.
– Preciso que assine todos Nessie, mas... Com seu nome de solteira.
Renesmee ficou encarando os papéis, talvez estivesse lendo, mas mesmo assim seu semblante era assustado.
– O que é exatamente isso?
– São garantias, agora mais do que nunca não quero que você fique desamparada. Apenas assine.
Sem questionar ela pegou a caneta e assinou sem exceção os papéis.
– Ótimo! Agora essa cabana é sua. – declarei e ela abriu a boca sem nada dizer. Acho que foi pelo espanto. – Sua Nessie, a cabana, a nossa casa e algumas propriedades que tenho. Na verdade é uma pequena parte, devido a tudo o que tenho ser em nome de todos os irmãos e primos.
– Por que Jake? Essa cabana significa muito pra você.
– Sim eu sei, mas você também e sei que ficará em boas mãos o dia que eu... Bem... Um dia quando precisar. – não queria assustá-la. Até porque ela não entenderia.
– Eu não sei o que dizer, eu...
– Não precisa. – a puxei pela mão a fim de que ela ficasse de frente para mim, enlacei a sua cintura. – Apenas me beije e me deixe amá-la aqui, em cima dessa mesa com todas as possibilidades possíveis. – ela corou e me beijou. A noite não poderia ter sido melhor, transamos por diversas vezes até o amanhecer.
Fiquei me perguntando se seria sempre assim conosco, um beijo, abraço, carícias e cama. Amor incontrolável, devastador, que abrange todos os fatores que eu jamais conheci. E irei desfrutar de tudo isso fechado em nossa bolha, somente eu e ela durante 15 longos dias.
Definitivamente o destino tinha me feito uma única vez a mais feliz. Colocou Renesmee Cullen em meu caminho.
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