Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
O ambiente era envolvido por uma contagiante música latina, mas os murmurinhos de vozes por todos os lados abafavam a melodia dançante. As luzes eram baixas, havia pouca iluminação, mas combinava com o ambiente. As diversas mesas de sinuca estavam todas ocupadas. Jogos e apostas ocorriam naquele momento.
Uma tacada precisa e certeira finalizou a jogada, os morenos acabavam de perder. A morena comemorava sua bela tacada, já a loira dava graças a Deus pelo fim do jogo que pouco dominava.
— Que tal mais uma partida? Já que essa nós deixamos vocês ganharem. – Seth falou mostrando uma indiferença que não tinha. Ele era extremamente competitivo, odiava perder.
— Como quiser baby. – Barbara sustentou um sorriso malicioso.
— Vou pedir umas bebidas pra gente. O que gostariam? – Embry falou já repousando sua mão na fina cintura da loira, que somente o olhou de canto de olho.
— Hum... Eu quero uma marguerita. – Jenniffer cantarolou ao falar. Ela amava bebidas a base de tequila.
— Eu vou querer um cosmopolitan. – Barbara pediu.
Os morenos chamaram um garçom e fizeram o pedido. Enquanto as duas amigas se afastavam e seguiam rumo ao toalete feminino.
— É hoje que me farto nessa morena deliciosa. Puta que pariu! Que mulher gostosa e sexy. – Seth seguia o rebolado da morena com o olhar. – E ainda joga bem! Fiquei com um puta tesão. – de forma discreta tentou ajeitar a ereção que já se iniciava.
— Porra nem me fala. Que loira dos infernos. Perdição do caralho! Quando ela se inclinou toda pra dar aquela tacada, aquela bunda redondinha... Porra, eu tive que me controlar pra não jogar ela na mesa e encaçapar as minhas bolas. – Embry sorriu malicioso. Seth o acompanhou na gargalhada.
Logo o garçom chegou com o com uma pequena mesa, colocando ela ao lado de onde eles jogavam. Trazendo em seguida uma garrafa de um whisky, os drinks, copos e um balde de gelo. Os morenos serviram-se, de suas bebidas e ficaram observando o ambiente em quanto esperavam pelas mulheres.
[...]
O amplo espelho refletia a imagem das duas belas mulheres, que retocavam cuidadosamente as suas maquiagens.
— Acho bom você prestar atenção no jogo. Perdemos uma rodada e ganhamos uma. Então se esforce pra ganhar essa última. Você sabe que eu odeio perder, sua vaca! – Barbara falou enquanto retocava o rímel.
— Então da próxima vez, proponha um jogo que eu saiba ou um concurso de dança. Assim garanto que iremos ganhar, amiguinha. – Jenniffer parou de retocar o delineador pra falar. Ela mantinha as mãos na cintura, balançava os ombros e os quadris, além é claro, de usar seu tom de deboche.
As duas se encararam por alguns segundos, caindo logo na gargalhada depois.
— Sua Bitch! Pelo menos não faça merda. Deixa que eu corrijo as suas besteiras! – Barbara finalizava a maquiagem. – Ah, e vê se inclina mais o corpo nas tacadas. Isso distrai o Embry, além é claro, que estou louca pra ver a baba dele escorrer quando olha pro seu traseiro.
— Palhaça! Agora vamos voltar. – Jenniffer soltou os cabelos que estavam presos em um coque frouxo. Eles caíram em cascata, dando um toque extremamente sensual. – E então, o que achou? Ficou bom? Já consigo distrair o suficiente pra você ganhar e parar de me encher? – perguntou divertida.
— Agora só falta colocar sua entrada em Slow Motion! — respondeu sarcástica. – Agora vamos voltar. – a morena puxou a amiga pelo braço.
Jenniffer tinha levado a missão a sério, ela voltava para o salão andando de forma sensual e provocante. Barbara acompanhava a amiga no gesto, afinal, ela também amava provocar.
Quando os morenos as avistaram novamente, ficaram imediatamente fascinados. Seth disfarçadamente tossia, já que havia se engasgado com sua bebida, enquanto Embry mantinha a boca levemente aberta, tamanho sua surpresa e encanto com a loira sensual que caminhava em sua direção.
— Voltamos rapazes. Acho que podemos reiniciar nosso joguuinho. – Jenniffer falou sensualmente, esbarrando levemente seus seios no braço de Embry ao passar por ele.
O moreno sentiu seu sangue correr e se concentrar no meio de suas pernas. Ele havia se excitado com a loira. Barbara tentava disfarçar a risada, conhecia a amiga, quando ela queria, conseguia ser pior que ela própria.
— Melhor de Três! Que vençam os melhores. – Barbara falou erguendo sua taça de cosmopolitan ao ar.
— Que tal nós melhorarmos o jogo? Deixarmos ele mais competitivo. – Embry fala malicioso. – Que tal uma aposta? – propõe.
— Que tipo de aposta? – Barbara perguntou desconfiada.
— Bem, se vocês vencerem... Pode escolher qualquer coisa que quiserem. – Seth explica cautelosamente.
— Ok! Mas se vocês vencerem? – Jenniffer perguntou cética. Os morenos se entreolhavam de forma maliciosa. – NÃO! Isso não... Não mesmo! – a loira respondeu firme ao deduzir o que seria o pedido dos morenos.
— Calma. – Embry levanta as mãos ao ar em rendição. – Não é nada disso que passou pela sua cabecinha. – acaricia os fios loiros, escorregando a mão pelo ombro desnudo.
— Se ganharmos... Primeiro vocês dizem de onde são, já que ainda não acertamos. Segundo, irão sair conosco uma segunda vez. Só que seremos nós a escolher o lugar dessa vez. O que acham? Topam? – Seth perguntou se escorando na mesa de sinuca.
— Fechado! — antes da loira sequer abrir a bocar, Barbara já apertava a enorme mão do moreno. Os olhares eram compenetrantes de um para o outro.
O jogo foi acirrado e competitivo. A loira esforça-se pra não fazer uma besteira e ao mesmo tempo provocar Embry. Porém os morenos também estavam mais concentrados, ganhar era uma questão de honra. Barbara jogava bem, mais estava praticamente sozinha no jogo, pouco sua amiga lhe ajudava. Depois de muitas tacadas e bolas encaçapadas, os morenos levaram a melhor, vencendo de forma espetacular.
— Agora é hora de cumprir a primeira parte da aposta. – Embry imediatamente cobrou o prêmio. – De que País vocês são? – A curiosidade estava matando eles.
— É sério que ainda não conseguiram adivinhar? – Jenniffer se mantinha incrédula, sempre achou óbvio demais sua nacionalidade. – Vocês já chutaram se éramos: Mexicanas, venezuelanas, colombianas... Menos Brasileiras!
— Por isso que sempre amei o Brasil! – Seth falou com um sorriso maroto nos lábios. Ele contemplava a morena da cabeça aos pés.
Os quatro permaneceram mais algum tempo no clube, aproveitando o melhor que os países latinos tinham. A loira até conseguiu convencer todos a dançarem, mas não durou por muito tempo. Beberam e conversaram por mais um pouco, mas estava ficando tarde, acabaram por decidir irem embora.
Assim como na ida, voltaram cada casal em um carro.
Não demorou muito tempo e logo a BMW parava em frente ao prédio de fachada simples.
— Obrigada pela maravilho... – a loira não terminou de falar, Embry a surpreendeu com um beijo.
O beijo era firme e intenso, as línguas duelavam ferozmente. A loira mantinha suas mãos na nuca do moreno enquanto ele apertava firmemente a fina cintura. Eles não pensavam, estavam agindo somente por instinto. Logo o ar se fez escasso, findando o delicioso beijo. Embry mordia levemente o pescoço alvo, arrancando o pouco juízo que ainda restava na loira. Porém com uma força que nem ela sabia possuir, soltou-se dos lábios do delicioso moreno.
— Embry! Eu realmente preciso subir. – ela não esperou o moreno falar, ela simplesmente abriu a porta e saiu do carro. Tinha que fugir enquanto ainda dava tempo, antes que seu desejoso corpo a traísse.
O moreno ficou alguns segundos no carro tentando entender o que ocorria, mas logo deixou o interior do veículo também.
— Calma. Vai aonde assim com tanta pressa? – ele interceptou a loira já na porta de seu prédio. – Não vai me convidar pra subir um pouco?
— Éeer... Já está tarde. Quem sabe uma próxima vez. – deu a famosa desculpada da hora.
— Mas pelo menos vai me oferecer um copo de água não é mesmo? Realmente estou morrendo de sede! – Embry falava de forma descarada, sustentando um sorriso safado nos lábios.
— Sede? Você está com sede e quer um copo de água, agora? – disse com os braços cruzados no peito. Jenniffer estava incrédula com a cara de pau do moreno a sua frente. Mas se ele queria jogar... Ela jogaria melhor. – Claro, jamais negamos água a um homem com sede. – falou com a voz calma e doce, algo que não era sua característica.
Embry vibrou por dentro com a resposta. Ele estava indo bem, logo estaria com a loira na cama.
Entraram na portaria simples e sem porteiro, seguindo direto para o elevador. A loira apertou o botão e logo o elevador fechou as portas, fazendo com que o moreno avançasse pra cima dela, mas antes mesmo dele enlaçar os lábios rosados, o elevador já anunciava sua parada, afinal eram somente o três andares que.
— Espero que não repare no apartamento, é bem pequeno. – a loira se justificava ao girar a chave e a maçaneta, dando visão ao interior do simples apartamento.
— Com certeza é a última coisa que eu penso em reparar. – Embry mantinha o olhar malicioso para o bumbum arrebitado dela.
Jenniffer não deu oportunidade de Embry tentar nada, rapidamente ela se dirigiu a cozinha, pegando um copo no armário e abrindo a geladeira.
— Aqui esta seu copo de água. – estendeu o copo para o moreno, que nada disse, somente pegou o copo e levou aos lábios, sorvendo todo o líquido gelado a contra gosto.
Embry não desviava seus penetrantes olhos das lindas esferas cor de esmeralda. Assim que terminou de beber a água, estendeu a mão e colocou o copo encima da pia, já que a cozinha era realmente pequena.
Ele foi tão rápido em seu movimento, que quando a loira deu por si, já estava sendo colocada sobre a pequena mesa. Os lábios rosados foram esmagados, iniciando um selvagem beijo. Ele era rápido, habilidoso e delicioso, Jenniffer não pensava em nada a não ser na pegada que ele lhe dava. Embry massageava seus seios sobre o tecido da blusa, o que arrancava gemidos sôfregos e baixos da loira. Ela estava carente, há muito tempo não tinha relação, e o moreno era tão ágil que não lhe dava chances de se fazer racional.
Porém seu corpo se enrijeceu assim que sentiu a mão quente em seu quadril, puxando o elástico da sua calcinha para baixo. Com uma força sobre-humana ela o empurrou para longe de si, descendo imediatamente da mesa.
— O que foi? – perguntou confuso.
— Definitivamente nós não vamos transar Embry. – foi firme ao dizer em meio aos suspiros e o coração acelerado.
— Não?
Embry até tentou, mas nada consegui, a loira não cedeu. O que o deixou mais louco e desejoso por ela, apesar de amargar a frustração. Agora ele voltava para sua casa. Sem transar, com tesão, e pior, ainda mais fascinado pela Brasileira.
[...]
O luxuoso SUV para em uma tranquila e pacata rua residencial. A morena estranhou, mas tentou se manter calma, não era hora de surtar.
— Devo me preocupar de você parar o carro em um lugar assim? – Barbara tentava manter a voz controlada.
— Não. Só paramos pra conversar e se curtir mais um pouco. – Seth já tinha esquematizado tudo com o primo.
— Entendi, mas já esta tarde, melhor nós deixarmos pra conversar outro dia. Sem contar que é perigoso.
— Relaxa, nada vai nos acontecer. – ele assegurou, até mesmo porquê. Ele era um The Wolf.
Seth puxou a alavanca do banco do seu carro, deslizando-o pra mais distante possível do volante e em seguida avançado pra cima da morena, que observava tudo um pouco temerosa. Enlaçou sua enorme mão os fios escuros, trazendo-a pra mais próximo da sua boca os lábios carnudos e rosados de Barbara, que quando pensou em abrir a bocar para repreendê-lo, teve os lábios deliciosamente mordidos. Se a vontade já era grande, naquele momento estava mil vezes maior. Sem mais se fazer se rogada, a morena somente deu passagem à língua quente e exigente de atenção, sentindo sua textura.
O beijo era voraz, cheio de fome e desejo implícito. As línguas duelavam uma batalha árdua, mas sem perdedores, afinal, ambos estavam ganhando.
Em um movimento ágil, Seth a puxou pra sentar em seu colo, com uma perna de cada lado do seu corpo, forçando as intimidades de ambos se chocarem. Mesmo sobre os tecidos, eles gemeram pelo prazeroso contado. O moreno forçava os corpos a permanecerem colados, já a morena estava insana com o prazer que há muito não sentia. Sem mais pensar no certo ou errado, ela começou a rebolar sobre o rijo membro de Seth que apertava o redondo bumbum.
Ele passou a tecer beijos e mordidas por toda a extensão do fino pescoço, chegando ao colo, ele desfez o nó do vestido sob o pescoço dela com a boca e posteriormente desceu os beijos aos seios médios. Seth chupava com fome o mamilo turgido do seio esquerdo enquanto apertava e acariciava firmemente o direito. Barbara desceu uma mão até o membro do moreno, segurando firmemente sobre o tecido do Jeans. Isso foi o estopim para a sanidade de Seth que em um movimento rápido, firme e preciso rasgou a pequena calcinha rendada.
Aquele ato selvagem e inusitado excitou ainda mais a morena, mas também a deixou em alerta pelo que viria a seguir. Isso foi o suficiente para trazê-la a realidade novamente.
— Não Seth! Ainda não! – gemeu voltando para o banco do carona e rapidamente amarrando seu vestido.
— Não seja por isso delicia, podemos ir para o meu apartamento se não estiver a vontade aqui.
— Não Seth! Eu vou para o meu apartamento... E sozinha.
— Você está brincando não é? Só pode. – falou incrédulo pelo que acontecia.
— Por favor, só me leva pra casa.
— E se eu não quiser? – desafiou.
— Então será essa a ultima que você irá me ver. – respondeu firme. Ela sustentava o olhar de Seth a altura, o que o deixava ainda mais curioso por aquela mulher. Ela era jogo duro!
Seth ainda analisou mentalmente as suas possibilidades, mas acabou preferindo ficar com um “pássaro na mão” do que com nenhum. Muito relutante e a contra gosto, ele ligou o motor do carro, arrancando rapidamente dali.
— Beijos! – Barbara selou rapidamente os lábios de Seth assim que ele parou o carro na portaria de seu prédio. – Foi ótima à noite. Obrigada! – a morena já abria a porta do luxuoso veículo e descia, mas antes de bater a porta, falou pela última vez. – Ah! E você me deve uma calcinha nova. – abaixou pegando os restos do que um dia foi sua lingerie e batendo a porta logo em seguida.
Seth bufou em frustração, mas logo um sorriso brotou em seus lábios. Ainda conseguiu ver a morena entrar e fechar a porta de seu prédio, mas não antes de olhá-lo e lhe jogar um beijo.
— Ah morena! Você quer me pirar. Mas pode ter certeza que antes eu enlouqueço você! – sorriu travesso.
A morena entrou como um furacão em seu apartamento a procura da amiga, queria ter certeza que ela estava em casa. Chamou por ela, que respondeu da cozinha.
— Olha o meu estado. – Barbara retirou o resto que sobrou da sua calcinha da bolsa.
— Caralho! Tu deu pra ele? – Jenniffer mantinha seus olhos arregalados.
— Não... Mas foi por muito pouco. Vontade que não me faltou. Tem noção que eu quase dei pra um “desconhecido” dentro do carro dele? – bufou irritada consigo mesma.
— Melhor do que quase dar encima da mesa da cozinha. – a loira falou com uma fingida indiferença.
— Ah sua vadia! Nunca mais como nada nessa bancada!
— Acho que eles estavam confiantes demais que iram nos levar pra cama no primeiro encontro. – Jennifer divagou.
A loira olhou nos olhos da amiga e começou a gargalhar, sendo acompanhada pela amiga logo em seguida.
— Sabe de nada inocente! – gritaram juntas gargalhando em uníssono.
Elas deixaram a cozinha e seguiram para o quarto que dividiam. A noite seria longa e provavelmente cheia de sonhos nada castos, então nada como um banho frio pra acalmarem os ânimos, afinal, amanhã era mais um dia normal de trabalho e estudos.
TLAD
O sol brilhante era o anuncio do novo dia que se iniciava. A sensação de desespero da nova descoberta havia amenizado, mas não se extinguido. Jacob e Renesmee dormiram juntos, agarrados um ao outro. Um sendo o suporte do outro, afinal, eles estavam enfrentando um novo desafio em suas vidas. Ambos não se sentiam prontos para tal responsabilidade. Medo e insegurança os dominavam, mas o amor que um nutria pelo outro, fortalecia o vínculo que criaram e o laço indissolúvel que agora crescia no ventre da amish.
Renesmee não se sentia mais disposta, mas agora se esforçava ainda mais. Jacob a incentivava há todo momento, cuidando e zelando por ela. Enquanto a loira descansava em seu incessável sono, ele havia passado toda à tarde do dia anterior, pesquisando na internet sobre gravidez, principalmente sobre gravidez em casos como o de Renesmee. Com isso, pode concluir que precisaria redobra os cuidados e triplicar sua tão limitada paciência. Renesmee já teria uma gravidez difícil e estressante, não precisaria de problemas extras. Ele só pedia aos céus que lhe enviasse toda paciência que ele sabia não ter.
— Coma só mais essa omelete. Você sabe que agora precisará se alimentar direito. – disse calmo e paciente, beijando carinhosamente o topo da cabeça da amada.
Jacob estava em pé ao lado da esposa, incentivando-a a comer. Era de manhã bem cedo, logo eles estariam saindo pra consulta médica com Leah, mas não antes de Renesmee se alimentar bem.
— Pode ser só a metade? Eu já me sinto cheia.
Jacob não queria forçá-la além do limite, até porque com a gravidez vinham os enjôos, coisa que Renesmee ainda não estava apresentando, mas que se forçada ao limite poderia desencadear. Ele não precisava dela pondo comida pra fora e sim pra dentro.
— Coma o máximo que você suportar, mas não precisa forçar além do seu limite Nessie. Não quero depois você passando mal.
— Tudo bem. Acho que consigo comer essa metade. – levou um pedaço a boca, mastigando calmamente. – Até porque esta uma delícia!
Jacob sorriu satisfeito. Vê-la comer não só o agradava como também o tranquilizava.
Assim que terminaram o desjejum, subiram em direção à suíte, tinham que ser rápidos pra não perderem o horário da consulta.
Mesmo saindo encima da hora, conseguiram chegar pontualmente no consultório já tão conhecido pela loira, mas que era pouco familiar para Jacob.
— Bom Dia. Consulta marca? – Perguntou a simpatia senhora.
— Renesmee Black. – Jacob disse formalmente. — Temos horário marcado com a Dr. Leah.
— Ah sim! Dr. Leah deixou avisado, só um instante. – A senhora digitou algo no computador e pega o telefone, falando rapidamente com alguém. – Podem entrar. Consultório número 5. Ela já aguarda por vocês. – Apontou o luxuoso corredor.
O casal caminhou em direção ao lugar indicado. Ambos estavam nervosos, mas Jacob controlava ao máximo sua emoção. Diferente de Renesmee, que transparecia toda sua ansiedade e nervosismo. Ela tremia e suava.
.- Nervosa? – perguntou segurando a mão da esposa.
— Muito! Estou com medo Jake, muito medo.
— Não precisa ter medo, eu sempre estarei aqui com você. Lembre-se disso sempre. – beijou a delicada mão alva, como se selasse a sua promessa com o ato.
A porta foi aberta, revelando a morena sorridente.
— Bom dia! Como vão os pais mais lindo de Nova York? Arrisco até em dizer, os mais lindos do mundo. Que Rachel e Paul não me escutem falar isso. – Leah tagarelava alegremente. A tensão do casal a sua frente era palpável. Ela queria amenizar o clima.
— Que Rachel não te escute mesmo. – Jacob falou divertido, já puxando a prima para seu abraço de urso.
— Nessie! Como está se sentindo? Temos muito que conversar. Até separei uma hora e meia na minha agenda só para dar atenção a você. – assim que desprende do abraço do primo, Leah puxa a tímida loira pra um afetuoso abraço. Renesmee sentiu-se confortada e amparada. – Venham, vamos nos sentar um pouco. – puxa o casal em direção a sua mesa.
A consulta foi extremamente minuciosa. Leah adotou a postura da atenciosa médica que era. Com calma e paciência foi explicando cada mudança que Renesmee passaria nesse primeiro trimestre da gestação. Todas as alterações corporal, emocional, comportamental... Que sofreria. Mencionou o risco de abortos espontâneos nessa primeira fase da gestação. Orientou todos os cuidados que o casal teria que tomar, ressaltando a importância da alimentação, ingestão das medicações e vitaminas.
— Vocês estão compreendendo tudo que estou falando? – Leah analisou cada expressão facial do casal a sua frente. Os futuros pais somente manearam a cabeça positivamente.
Renesmee alternava entre medo, apreensão e um leve desespero. Já Jacob mantinha-se sereno, até demais pra todas as informações. A morena tinha certeza que o primo estava usando uma “máscara”. Jacob tentava manter uma calma que não tinha, porém precisava. Ele era o mais velho, consciente e informado daquela relação.
— Leah, eu quero saber os verdadeiros risco que essa gravidez vai trazer a saúde da Nessie. Se tanto ela quanto o bebê correm algum tipo de risco de vida. – foi objetivo ao falar.
Renesmee que segurava a mão do marido até o momento, começou a tremer novamente. Jacob sentiu sua aflição, e em gesto pra tentar tranqüilizá-la, apertou confortavelmente a mão delicada, levando-a aos lábios logo em seguida. Como um calmante mágico, imediatamente a loira parou de tremer.
— Jake, nós sabemos que a Nessie tem uma saúde delicada. Que desde que nasceu, precisou de cuidados, mesmo eles sendo tão limitados. Com a gestação esses cuidados serão redobrados. Tudo isso pra garanti sua saúde e a do bebê. Não estou dizendo que será fácil, mas mediante a todos os cuidados e monitoramento que temos, ela não correrá nenhum risco. – Leah suspirou aliviada ao perceber que o casal minimamente relaxou com a informação. – Nessie, nós teremos consultas semana sim, semana não. Geralmente vejo as gestantes uma vez por mês, mas no seu caso precisaremos manter essa frequência maior. A cada consulta faremos exames específicos e necessários. Tudo ficará bem, sua gravidez a princípio não é de risco, mas necessito de um ultrassom para ver como está tudo ai dentro. – apontou pra barriga da loira.
Renesmee olhou assustada, não compreendia como poderiam ver dentro de sua barriga.
— Nessie, fica calma. Não é nada demais, só um exame. Você não vai sentir dor nem nada.
Leah discou rapidamente um ramal, solicitando a presença de alguém em sua sala. Batidas foram proferidas na porta.
— Entre, por favor. – A morena autorizou. – Lizzie, eu preciso que leve Renesmee para sala de ultrassom, a orientando e preparando para o exame.
— Vamos querida, hora de ver o seu bebezinho.
Novamente a amish sentiu medo. Desde a descoberta da gravidez, Renesmee passou a se sentir mais insegura e vulnerável. Tal mudança não estava passando despercebida pelo seu esposo. Contudo, o olhar que Jacob deu a ela lhe passou total segurança de que ele estaria sempre ali.
Mesmo com muita relutância e com os olhos cheios de lágrimas, Renesmee soltou a mão de Jacob e seguiu a mulher que lhe aguardava na entrada do amplo consultório. Logo as duas saiam porta a fora.
— Estou feliz em ver que vocês estão melhores com a notícia.
— Não tem jeito Leah. Agora é arcar com as consequências desse erro da melhor forma possível. Sem contar que a Nessie está com muito medo, se eu surtar também, ela não vai aguentar.
— Jacob, não veja esse bebê como “consequência de um erro”. Você não tem noção de quantos casais me procuram pra ter a sorte que vocês estão tendo. Um filho é responsabilidade, mas também é uma graça concedida, é o milagre da vida acontecendo. É a soma de duas pessoas, de duas genéticas criando um novo ser. — respirou fundo pegando fôlego – Estou orgulhosa de você e da forma carinhosa que está tratando a Nessie. Ela está muito vulnerável, seja sempre muito paciente. A gestação a deixará muito mais sensível.
— Eu sei Lee, já pesquisei sobre tudo que podia. Você me conhece, sabe que preciso me sentir no controle, preciso ter o máximo de informações. Mas quero escutar da sua boca; Renesmee corre algum tipo de risco de morrer? – a máscara do moreno caiu assim que começou a falar, deixando transparecer todo seu medo e desespero para a prima.
— Jake, a gravidez envolve muitas coisas, mas se for pelo fato somente a severa anemia que Nessie tem... Não! Ela não corre risco de vida. Mas com certeza é um fator que a põe ela em uma observação mais rigorosa. Mas vamos lá fazer o exame. Está na hora de descobrimos mais sobe seu filho.
Jacob suspirou pesadamente. Nada foi dito, ele somente levantou-se da cadeira e seguiu a prima. Definitivamente começaria uma nova fase, não só em sua vida, como na de Renesmee também.
TLAD
Renesmee acabava de sair do banheiro que tinha na ampla sala. Ela usava um avental hospitalar descartável verde. Como foi orientada pela simpática mulher, deixou a abertura do avental pra frente. Pela vergonha que sentia, segurava firmemente o fino tecido para que seu corpo não ficasse exposto.
— Tirou tudo querida? Preciso que você fique completamente despida, até sem calcinha e sutiã. – carinhosamente Lizzie explicou, já que devido ao tecido fino, ela conseguiu visualizar que a jovem ainda estava com as peças íntimas.
— Eu preciso tirar tudo? Mas por quê? – Renesmee estava assustada, não compreendia o porquê precisar ficar completamente nua para um exame.
— É necessário, querida. Dr. Leah com certeza fará um exame físico completo. Também preciso que faça todo xixi que conseguir. Para o exame terá que estar com a bexiga mais vazia possível. – explicou atenciosamente.
Renesmee assentiu, voltando para dentro do banheiro, ela iria fazer tudo o que lhe foi solicitado. Estava receosa e com um pouco de medo, mas seu marido havia pedido que ela fizesse tudo que foi pedido. Ela confiava nele e confiava em Leah também.
Quando saiu novamente do lavado, Leah e Jacob já a aguardava.
— Vem Nessie. Deite-se aqui, por favor. – a morena gentilmente indicava a maca. Prontamente a loira obedeceu. Jacob se posicionou ao lado da maca, mais próximo à cabeça da esposa, segurando sua mão, gesto esse que trouxe segurança a amish. – Nessie, hoje iremos dar início ao seu pré-natal, que são todos os uns exames que faremos pra acompanhar você e o seu bebê até o parto. Terei que fazer alguns mais íntimos hoje. Tudo bem?
— É necessário, né? Então tudo bem. – falou acanhada.
— Jake, eu acho que você pode esperar um pouco lá fora. Na hora de começar o ultrassom eu te chamo.
— Nem pensar! – O moreno demorou a entender o que a prima queria dizer. – Começo o corpo da Nessie até no escuro. Já a vi de todas as formas e de todos os jeitos possíveis. Com certeza já toquei mais ela intimamente do que você jamais vai tocar agora. Então não me peça pra sair do lado da minha mulher. – finalizou sentado na cadeira que estava próximo a ele.
Renesmee corou tão violentamente com as palavras de Jacob, que até Leah sentiu vergonha pela amish. Porém conhecia seu primo, ele não iria sair de jeito nenhum, a não que Renesmee pedisse.
— Tudo bem pra você Nessie? Ele pode ficar? Você está confortável com essa situação? – Leah tentava a todo custo amenizar a vergonha da loira.
Jacob bufou e revirou os olhos com a pergunta da prima a sua esposa. Pra ele não tinha qualquer cabimento ele sair... Ele mais que ninguém conhecia cada pedacinho do delicado corpo.
— Não tem problema, Jake pode ficar.
Com a liberação da loira, Leah começou o minucioso exame físico. Observou e apalpou os seios, porém a loira reclamou com o desconforto, eles estavam bem sensíveis. Examinou todo o abdome ainda plano, medindo toda a sua extensão. Leah anotava cada informação no prontuário médico. Ela percebeu que a região do baixo ventre de Renesmee já se encontrava mais dura e firme.
— Logo a Nessie colocará uma barriguinha. – informou sorridente. – Vamos ao ultrassom agora? Acho que estão ansiosos pra esse momento.
Leah orientou a loira a se posicionar na maca ginecológica, apoiando os pés no estribo. Renesmee ficou visivelmente desconfortável com a posição, mas nada disse.
— Leah. O que você vai fazer? – o moreno observava curioso, a prima preparar o aparelho de ultrassom, pegando um longo cabeçote e o envolvendo com uma camisinha.
— O ultrassom Jake. – respondeu distraída, programando o aparelho.
— Tá, isso eu já sei. Mas porque está colocando o gel no aparelho e não na barriga da Nessie?
— Ah! Esqueci de falar. Nessie está com poucas semanas de gestação, então teremos que fazer uma transvaginal.
— Tu vai enfiar isso... – o moreno se calou assim que percebeu o olhar de pavor que Renesmee os encarava. Respirou fundo, abaixando-se até rosto da esposa e beijando a testa ternamente.
— Nessie, vamos começar. Vou precisar introduzir esse cabeçote em seu canal vaginal. Não dói, mas preciso que se mantenha calma e relaxada.
As palavras da morena surtiram um efeito oposto ao desejado. Renesmee imediatamente contraiu todo seu corpo, dificultando a introdução da sonda. Leah com calma e paciência, foi esperando a loira relaxar, não queria que ela sentisse nenhum tipo de dor ou desconforto com o exame.
Jacob mesmo contrariado pela forma do exame ser realizado, ele há todo momento a incentivava, falando palavras que a fizessem se sentir mais calma.
A imagem desconexa apareceu na tela. Para o casal nada fazia sentido, mas para os olhos treinados de Leah, a confirmação de uma nova vida está bem diante de seus olhos.
— Olha o bebê de vocês bem aqui. – a morena sinalizou com uma seta a imagem.
— Eu não estou vendo nada. Não tem bebê nenhum ai. – Renesmee ainda não se sentia grávida, e a tão esperada imagem de seu bebê, em nada ajudou.
— Lee, só tem um monte de borrão e um ponto se sobressaindo. – Jacob ditou sarcástico
— E o bebê de vocês é exatamente esse ponto no meio do “nada”. Com o tempo de gestação que a Nessie está que é de cinco semanas, só vemos o saco gestacional. O embrião ainda está em formação. Ele tem mais ou menos o tamanho de uma semente de maçã. Seu coração já esta sendo formado, mas ainda não pulsa. Na próxima ultra, já termos batimentos fetais. – Leah explicava tudo encantada.
Ela amava sua profissão. Ver o milagre da vida era fascinante, ainda mais sendo seu sobrinho.
— Éeer... Leah! Só tem um né? – Jacob perguntou cauteloso, tinha medo da resposta.
— Jake, só tem um saco gestacional. Isso significa que foi somente um óvulo fecundado. Ou seja, a princípio sim, é um só bebê só. Mas pode ocorre a divisão celular, resultando em gêmeos univitelinos. Igual foi com a Rachel, por isso eu não vi no começo da gestação. Então ainda é muito cedo pra afirmar com certeza ser só um, mas se acontecer de serem dois, serão idênticos também.
Em nada a informação da morena acalmou Jacob, pois Leah foi bem clara em ressaltar que eles ainda poderiam ter uma surpresa dupla.
Leah após “congelar” as imagens e examiná-las, deu por encerrado o exame. Já possuía todas as informações que eram necessárias, salvando as imagens um CD. Apertou uma campainha, e logo batidas foram ouvidas na porta. A morena deu autorização pra que entrassem.
— Lizzie, ajude Renesmee no necessário para se vestir e depois a encaminhe novamente a minha sala. E você Jake me acompanhe.
Enquanto Renesmee seguia para o toalete a fim de se vestir novamente, Jacob e Leah deixaram a sala de exames e seguiram rumo ao consultório médico da morena novamente.
— Como se sentiu ao ver seu filho? – a morena perguntou ao primo assim que se sentaram novamente.
— Não sei explicar Lee. Na verdade ainda estou digerindo toda essa informação.
— Ok! Mais pra frente será mais emocionante, pois já teremos batimentos cardíacos. – explicou. – Ah, tenho um dever de casa pra você.
— Pra mim? – o moreno perguntou confuso.
— Eu acho que esse serviço você não vai deixar ninguém fazer além de você. – diz irônica. – A Nessie não tem bico de peito, quer dizer, tem. Mas eles são invertidos, não é o suficiente para amamentar sem contar que a pele é muito fininha. Então digamos que você terá muito que “chupar” até seu filho nascer. Se não ela vai sofrer pra amamentar. Temos que calejar os mamilos dela e formar o bico. Consegue fazer isso Jake? – perguntou divertida ao fitar a cara de safado que o primo mantinha.
— Você sabe o quanto eu sempre fui empenhado em fazer minhas lições de casa direito. Pode deixar comigo! Em menos de um mês garanto já estarem prontos. – Jacob esfregou uma não na outra, o sorriso malicioso era que mantinha em sua face.
— Me poupe dos detalhes Jake. Mas agora é sério. É necessário preparar os seios dela pra amamenta... – Leah não terminou de falar, pois a posta foi aberta e por ela adentrava Renesmee.
A amish tinha os olhos e nariz vermelhos, característicos que quem chorou ou prendia o choro.
— Que foi Nessie? Você estava chorando? – em um pulo Jacob levantou da cadeira. Já estava ao lado da esposa.
— Está sentido alguma dor ou desconforto? – Leah perguntou aflita.
Renesmee só maneava a cabeça negativamente. Ela tinha medo de tentar falar e começar a chorar.
— Que foi Nessie. Por favor, fale alguma coisa. Você está me deixando nervoso com seu silêncio.
Em resposta, o moreno só teve o corpo fortemente abraçado pelos finos e delicados braços. Imediatamente uma necessidade absurda tomou conta de seu ser. Ele necessitava devolver aquele abraço tão desesperado.
Leah somente ficou observando aquela bolha que o casal formou ao redor de si. Com certeza ambos iriam precisar muito do apoio um do outro para conseguirem vencer mais essa dificuldade.
— Eu não sei como ser uma boa mãe. Eu vou ser uma mãe ruim. – Renesmee sussurrou com a voz embargada, ela prendia o choro que teimava em querer sair.
— Você é uma mulher maravilhosa Nessie. Vai ser impossível ser uma mãe ruim. Você tem o dom de armar ao próximo acima de tudo, imagina quando for nosso filho. Sei que você será uma excelente mãe.
— Mas por que eu não me sinto mãe? Porque eu não me sinto preparada? É como se eu fosse à mesma de antes, quando não tinha um bebê. Eu não consigo sentir ele crescendo dentro de mim. Eu não estou pronta pra ser mãe. – o choro que até o momento estava preso, desceu com força.
Jacob não sabia o que dizer, ele também não se sentia pronto pra ser pai. Nem sentia o forte vínculo que todos falavam sentir pelos filhos. Ele ainda tentava absorver tudo.
— Nessie querida, senta aqui, por favor. – Leah a conduziu a uma cadeira. – Eu entendi o que você está querendo dizer. Sei que tudo é muito recente e novo pra vocês. Que a noticia pegou os dois desprevenidos, mas sei que vocês já amam esse bebezinho que está se formando. Não existe um botão onde ele é acionado assim que descobrimos a gravidez. Por isso você ainda não se sente grávida. Aos poucos, você vai sentir as mudanças, ver através das ultras a reação do bebê dentro ainda do seu ventre. Você vai ser uma mãezona Nessie, só precisa ter paciência com você mesma. Também sei que em sua cultura, provavelmente sua mãe iria lhe prepararia pra tudo isso que está acontecendo, mas estamos aqui pra te ajudar a passar por essa faze de transição. Quando você sentir seu corpo mudar, escutar o coração bater, o bebê chutar... Não tem como não se sentir mãe. Fica calma que sei que seu instinto materno logo vai surgir, e você vai ser uma leoa em defender seu bebezinho. – Leah mantinha uma voz tão meiga ao falar tudo, que foi impossível de Renesmee não acreditar em suas palavras. Logo a morena já puxava a amish pra um abraço reconfortante.
Jacob somente olhava e absorvia as palavras da prima, de certa forma elas também serviram pra ele.
O clima triste havia passado. Logo Leah explicou tudo que era necessário ao casal, dando encerrada sua longa consulta.
— Porque vocês não aproveitam pra passar na casa da Rachel. Ela já esta de alta, vai adorar ver vocês e os parabenizá-los. Sem contar que ela vai te passar mais a realidade em se sentir grávida. – finalizou já na porta de seu consultório.
— Acho uma boa ideia. Quer ir Nessie?
— Adoraria ver os nenéns e ver a Rachel. – foi sincera. A loira tinha desenvolvido um sentimento forte pela cunhada.
— Então até daqui a quinze dias. Qualquer coisa... Não hesitem em me ligar.
O casal deixou o consultório com apenas uma certeza, que logo seriam pais. Mas com várias dúvidas... Dúvidas essas que eles só resolveriam com o tempo. Mas o amor que sentiam um pelo outro era a garantia que independente das dificuldades, eles ficariam bem.
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A porta automática abriu assim que o casal se aproximou, revelando a luxuoso e requintado ambiente. Os olhos azuis brilharam fascinados diante de tal magnitude era a sofisticada loja.
Era de manhã cedo, a loja da quinta avenida havia acabado de abrir as portas ao público. O sol que brilhava lá fora, em nada alterava o confortável ambiente climatizando. O fascinou só aumentava a cada passo que a loira dava, algo que o moreno ao seu lado também mantinha.
O universo infantil a qual mergulhavam naquele momento era realmente lindo e encantador.
Uma experiente e simpática vendedora se aproxima do jovem casal, que ao mesmo tempo em que pareciam fascinados, também pareciam perdidos.
— Bom Dia! Sejam bem-vindos a Baby Story. Meu nome é Margot, em que posso ajudar aos futuros pais? – a sorridente e gentil mulher cumprimenta o casal.
— Oh não! Eu não estou grávida. – Claire se antecipa. – Viemos pra comprar presentes para os nossos sobrinhos. Né amor?
— Sim, claro! São dois garotões, acabaram de nascer. Mostre-nos coisas com estilo. – Quil diz mais contido, estava tentando controlar a euforia que sentia.
— E para o bebê da Nessie e do Jake também, amor! – lembrou a loira.
— Gatinha, eles acabaram de descobrir a gravidez, ainda nem sabemos o que vai ser o bebê.
— Vai ser uma menininha linda, igual foi a Nessie. Eu tenho certeza. – Claire falou tão convicta, que Quil estranhou. A vendedora só observava o diálogo do jovem casal, não ousaria interrompe-los
— Como você tem tanta certeza. Tem costume de profetizar, gatinha? – perguntou brincalhão.
— Porque a Nessie é delicada. Ela combina com uma menininha.
— Já eu acho que vai ser outro garotão. Nossa família dá mais homens. Sem contar que não quero ver meu irmão ainda mais louco e de cabelos brancos antes dos 40!- Quil falou divertido, gargalhando logo em seguida. Imaginando Jacob pai de uma linda garotinha com traços delicados e que fosse capaz de enlouquecer os homens futuramente.
— Então é melhor você preparar ele, porque vai ser uma menininha. – Claire não voltava atrás em sua conclusão.
—E você gatinha. – Quil aproximou-se da amada, abraçando-a por trás e colocando o queixo nos ombros alvos da loira. – Combina com o que? Acha que um dia teremos o que? Menino ou menina? – Quil tinha gostado da ideia de ter um filho. Já estava com quase trinta anos, estava na hora de começar a pensar.
— Eu? – a loira ficou surpresa com a pergunta. – Depois de casarmos, é claro! Eu quero ter um monte de filhos. Meninos e meninas, eu quero uns cinco. – divagou alegremente.
— Opa Claire! Vamos com calma. – sorriu com ideia. – Agora vamos nos concentrar em nossos sobrinhos. Mas podemos continuar praticando bastante antes de ter nossos pirralhinhos. – mordeu a pele do pescoço exposto, excitando-a pelo ato. – Vem, vamos escolher os presentes. Pode pegar tudo que gostar para os bebês.
As compras foram divertidas e prazerosas. Quil mostrava um instinto paternal que jamais imaginou ter, mas que com o nascimento dos sobrinhos se manifestou. Já Claire sempre sonhou com o dia que se casaria e teria seus próprios filhos. Sempre quis uma família grande. Nunca entendeu porque sua mãe teve somente ela e Bela. Era até de se imaginar que Esme só tivesse tido Edward e Renesmee, já que perdeu muitos bebês antes, mas Renée era aparentemente saudável, não tinha tido problemas em nenhuma gestação.
O casal escolheu coisas lindas para os gêmeos, era uma roupinha mais linda que a outra, além de vários brinquedos próprios para bebês. Quil não fazia questão de poupar, dinheiro não era problema para ele. Já para o bebê de Renesmee e Jacob, optaram e seguir a dica da gentil vendedora, comprando coisas neutras. Porém Claire não conseguiu resistir algumas peças encantadoras de meninas, acabou convencendo Quil a deixar levar os lindos vestidinhos e sapatinhos.
Eles deixaram a renomada loja, repleto de sacolas. Estavam tão eufóricos e ansiosos, que decidiram ir direto visitar os gêmeos, já que Rachel tinha tido alta e já estava em casa.
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Jacob estacionou o carro no jardim da mansão da Irma, logo em seguida ajudou Renesmee a descer. Foram em direção a porta da frente onde foram recebidos por um pai totalmente orgulhoso.
— Como vão os mais novos pais do pedaço? Rachel está surtado de felicidade, não sabia que tinha tanta inveja assim de mim Jake. – Paul cumprimentou Jacob com um aperto de mão, já o puxando para um desengonçado abraço sem deixar de soltar suas piadas.
Em seguida também puxou Renesmee para um abraço, usando uma força desnecessária ao pequeno corpo. A loira chegou a perder o equilíbrio pelo ato exagerado de Paul.
— Caralho Paul, vai quebra minha mulher assim porra! –Jacob empurra o cunhado, estava com medo dele sem querer, machucá-la.
— Tá tudo bem Jake. Eu estou bem. – mesmo sendo pega desprevenida e se assustando pelo ato exagerado do enorme moreno, ela não havia se machucado, pelo contrario, estava se sentido bem.
Mesmo sendo um ato impensado e automático, Jacob olhou a esposa da cabeça aos pés, como se conferisse rapidamente se estava tudo no lugar, se a amish estava realmente bem e inteira. Tal ato não passou despercebido por Paul, que somente gargalhou pelo excessivo zelo do cunhado para com a mulher.
— Para de graça. – Paul deu um tapa na nuca de Jacob. Eles foram criados juntos, como primos, mesmo não sendo de sangue. Paul era o bem mais velho e com isso sempre fez tal ato pra irritar o moreno mais novo. – Bora subir antes que Rachel surte lá em cima.
— Se você me der mais um tapa desses, eu juro que arranco tua mão. – falou em tom de aviso. Jacob sempre se irritava com facilidade.
Renesmee só sorria pelo ato dos dois enormes homens na sua frente, que mais lembrava crianças levadas.
Os três seguiram para o pavimento superior da mansão, onde se encontravam todos os quartos. Uma linda porta branca, adornada com um gracioso enfeite de dois ursinhos usando coroa de príncipes, anunciava o lindo quarto de bebê.
A decoração era linda e impecável. O enorme quarto era todo bege com branco, com detalhes em um lindo tom de azul bebê. Em destaque, dois suntuosos berços davam um charme a mais ao ambiente mágico.
Renesmee ficou tão fascinada com o lindíssimo quarto, que sem nem ao mesmo perceber, tinha estancado na entrada do quarto. Ela observada tudo tão encantada, jamais tinha visto algo tão belo em sua vida. Estava tão distraída, que nem percebeu a cunhada sentada em sua confortável poltrona de amamentação. Rachel sorria ao ver o olhar de fascínio da loira.
— Nessie, vem. – Jacob a chamou lhe tirando do transe.
De mãos dadas eles se encaminharam na direção em que Rachel estava. Ela amamentava o pequeno bebê.
Tudo era estranhamente fascinante para Renesmee. Ela não compreendia muito bem, mas se sentia calma e feliz naquele ambiente. Manteve-se parada de frente para cunhada, que deixava ser observada.
Rachel já estava a par de tudo que acontecia com o casal. O medo, a insegurança, a difícil aceitação da gravidez... Leah já havia conversado com ela. As primas sempre se mantinham informadas sobre tudo que cercava suas famílias. Naquela manhã mesmo, logo depois do casal deixar seu consultório, Leah havia ligado para prima e contado tudo que ocorria com o casal. Rachel já sabia exatamente o que fazer, já sabia como iria ajudar a cunhada a começar a se conscientizar de sua recente engrenada na vida materna.
Jacob estava também calado observando a irmã amamentar o sobrinho. Ele pensou por um rápido momento, que em um futuro breve e real, seria a sua esposa que estaria na mesma situação. Com seu filho se alimentando no seio materno. Ele não sabia dizer que sensação era aquela, se era boa ou ruim, mas já parecia ser o certo em sua cabeça. Nunca quis ser pai, mas já que não era mais uma questão de querer e sim uma realidade, ele tentava aceitar da melhor for possível à nova condição.
— Bom dia Nessie, Jake. – Rachel sorriu ternamente.
— Bom dia Rach. – o moreno caminhou até a poltrona onde a irmã se mantinha sentada e beijou o topo do lustroso e cheiro cabelo negro.
—Bom dia Rachel. – Renesmee devolve o cumprimento de forma gentil e meiga. Ela continuava em pé diante da cunhada. – Como você está? E os bebês? – perguntou educadamente.
— Estamos ótimos, Nessie. Meus filhos são maravilhosos, estou amando ser mãe. – sorriu acariciando a cabecinha minúscula que tinha a face virada para seu seio. – Mas logo você vai descobrir e sentir o mesmo que eu. – Rachel desviou os olhos do filho e olhou a fundo os azuis de Renesmee. – Parabéns mamãe.
A loira deu um tímido sorriso, não sabia ainda o que pensar daquilo tudo, mas já não tinha aquele medo enorme a dominando. Na verdade sentia que de alguma forma inexplicável seu coração acalmava sua mente. Ver a cena que a cunhada protagonizava a sua frente, parecia de alguma forma tão certa.
— Amor, eu preciso fazer umas ligações. – Paul olhou sugestivo pra esposa. – Fique ai com Jake e a Nessie que logo volto. Se precisar de qualquer coisa é só mandar me chamar, estarei no escritório. – ele selou delicadamente os lábios da morena. Saindo do quarto dos filhos logo em seguida.
Os três permaneceram no lindo quarto por um bom tempo. Rachel contava cada emoção que sentiu durante cada experiência marcante que teve durante a sua gestação. Ela explicava cada mudança que sentiu em seu corpo, dando detalhes que Renesmee até o momento desconhecia. Jacob prestava atenção em cada palavra da irmã, para ele era importante saber tudo que precisava esperar sobre uma gravidez. A morena desenvolveu o importante papel que a amish tanto sentia falta, os esclarecimentos que sua mãe lhe daria.
Aos poucos ela começava a aceitar sua nova condição, mas ainda não se sentia como mãe, não sentia a diferença que sempre acreditou que sentiria quando carregasse um filho em seu ventre. O calor de dois corpos num mesmo espaço, um amor incondicional por algo que não conhecia, mas não, a tão esperada sensação não estava lá. Isso ainda agoniava e deixava insegura. Não quis contar esse medo pra Rachel, tinha medo que a cunhada achasse que realmente ela não seria uma boa mãe.
Ficaram tão distraídos na conversa, que o pequeno Billy, que antes dormia em seu berço, havia acordado e começado a chorar fortemente. Rachel tinha acabado a pouco tempo de amamentar Harry, ainda tinha o pequeno em seu colo, mas passou o bebê para o colo do irmão e foi ao socorro do seu outro filho. O pequeno estava faminto, e aceitou de bom grado o seio que a mãe lhe ofereceu.
Jacob estava desengonçado e rígido com sobrinho em seu colo, mas ele pelo menos o segurava ao contrário de Renesmee que continuava dizendo que não conseguia segurar um bebê tão pequeno. Ela ficava nervosa e aflita com a ideia.
— Meu Deus! Assim não tenho tempo de produzir mais leite. Eles não param de mamar, são muito gulosos. – Rachel sorria ao olhar o rostinho do filho mamando ferozmente em seu seio, ele sugava com tanta força e determinação que num momento ela fez uma careta ao sentir seu bico repuxar.
— Dói Rachel? – a loira perguntou temerosa, era nítida a aflição sem seu olhar.
— Não foi muito confortável nas primeiras vezes em que eles mamaram. Confesso que até senti um desconforto algumas vezes, mas não chegava a ser uma dor aguda. Mas agora só tenho prazer em vê-los mamar, mesmo sentindo umas fisgadas é delicioso saber que eu sou a fonte de alimento. – Rachel passou o dedo indicador sobre as bochechas coradas do filho, que não parava de sugar. – Não se preocupe com nada disso, terá tempo pra se preparar para a amamentação. Tenho certeza que Jake vai te ajudar muito nisso. Paul sempre foi muito empenhado nessa função. – sorriu maliciosa para o casal.
Renesmee não havia entendido a colocação da cunhada, já Jacob sorriu.
— Com certeza irei ajudar na preparação da Nessie pra amamentação. Se eu puder, dia e noite. – sorriu safado.
— Não entendo. Como pode me preparar pra amamentação sem um bebê? – a amish estava curiosa sobre a questão levantada.
— Não seja tão curiosa amor, em casa eu te explico e já podemos começar essa preparação. – o moreno ficou excitado só de imaginar beijando avidamente os seios redondos da loira.
Rachel mordeu os lábios pra não rir. Não compreendia como uma pessoa poderia ser tão pura e inocente como a cunhada. Mas era exatamente uma das coisas que tanto amava no jeito de Renesmee.
— Nessie, eu vou precisar muito da sua ajuda. Sei que será um desafio pra você, mas eu realmente preciso de sua ajuda.
— Tudo bem Rachel, eu faço o que for preciso para lhe ajudar. – falou prontamente.
A morena sorriu. Colocaria em andamento o seu plano em fazer a loira se familiarizar cada vez mais com a maternidade.
— Eu preciso muito ir ao meu quarto tomar umas vitaminas que a Lee passou para que meu leite fique mais forte. Também preciso verificar umas coisas com os empregados. – explico. – Vou precisar deixar Billy com você. O Jake já está com o Harry no colo, não tem como ele segurar os dois e ele precisa arrotar.
No mesmo momento que a morena explicou em que consistia a ajuda, a amish ficou imediatamente rígida. O desespero passou em seus olhas, mas era da sua natureza não conseguir jamais negar um favor a alguém que lhe pedisse.
— Mas eu não sei segurar um bebezinho tão pequeno Rachel. – o desespero era notório em sua voz e olhar.
— Rachel, eu posso tentar segurar os dois. – Jacob tentou contornar a situação. Não queria ver o desespero de Renesmee.
— Calma Nessie, não vai acontecer nada. Vou te ajudar e te explicar. – Vem, senta aqui. — indicou a poltrona de amamentação que antes estava sentada. Prontamente Renesmee sentou no lugar indicado pela cunhada. Com a mão que estava livre, já que sustentava o bebê facilmente com um braço só, pegou uma almofada de formato engraçado, que mais lembrava a letra C, e colocou sobre o colo da amish. – Nessie, passe uma parte dessa almofada pela sou cintura e deixe um braço apoiado sobre ela. – a morena observava a cunhada fazer o que lhe foi explicado, concertando uma ou outra coisa que ela fazia errado. Jacob só observava tudo curioso, ele estava em pé e com o sobrinho adormecido em seu colo. – Isso Nessie, perfeito! Agora vou por Billy em seu colo. A almofada é própria para isso, vai te ajudar a manter facilmente o bebê em seu colo, sem cansar seu braço. – a morena não esperou a resposta da cunhada, simplesmente depositou p pequeno bebê no colo da loira, que ficou visivelmente aflita. – Calma Nessie, relaxa. Agora é só apoiar seu braço nele e nada acontecerá, mantenha a cabecinha elevada para ele arrotar.
— Rachel, por favor. – a loira falou com desespero. – Tem certeza que ele tá bem? Que não vai cair daqui?
— Tenho Nessie. Sem contar que tenho certeza que você não vai deixá-lo cair. Será rápido, logo estarei de volta. – sem esperar a loira falar qualquer coisa que fosse, Rachel deixou o quarto dos filhos.
— Fique calma Nessie, nada vai acontecer. Ele esta seguro em seu colo. – Jacob falou com a intenção de tranquilizá-la. Renesmee nada disse, só balançou a cabeça assentindo.
O silêncio no quarto era absoluto, mas não incomodo, na verdade era até reconfortante.
Renesmee olhava atentamente para os olhinhos negros que a fitava. A amish começou a examinar cada detalhe; o pequeno corpinho, mas a mãozinha pequena que a fascinou. Com curiosidade, segurou a pequena mão do bebê, que em um reflexo, segurou seu dedo. Billy não estava dormindo, mas estava sonolento, porém do nada, ele começou agitar as perninhas e fazer um beicinho. Renesmee achou engraçado de inicio e sorriu, mas um choro agudo e forte saiu pelos pequenos lábios do bebê assim que foram abertos, trazendo o desespero a amish.
— Ah, meu Deus, Jake! – chamou aflita. – Jake, o que ele tem? Porque está chorando? Jake me ajuda. – a entonação era desesperada.
— Eu também não sei Nessie. – Jacob respondeu também aflito. – Dá uns leves tapinhas na fralda, já vi isso algumas vezes, acho que acalma o bebê.
A loira tentou fazer o que marido lhe falou, mas o ato só acordou mais o estressado bebê, que aumentou consideravelmente os berros.
— Jake, será que eu o machuquei? – Renesmee estava desesperada, seus olhos já estavam cheios de lágrimas.
— Não Nessie, você não o machucou, deve ser outra coisa. – ele tentou acalmá-la, mas estava difícil. – Meu Deus, cadê a Rachel!
O choro compulsivo de Billy acabou acordando o irmão, mas ele diferente não chorava, somente observava tudo.
O desespero transparecia nas feições de Jacob e Renesmee. Ela não tinha coragem de levantar da poltrona, com medo de deixar o bebê cair ou algo pior. Já o moreno dava repetidos “tapinhas” na fralda do sobrinho, na tentativa de fazê-lo dormir novamente.
— Shh, por favor não chore. – Renesmee sussurrou agoniada para Billy, os olhinhos em fenda a boca estava tão aberta que ela pôde ver a sua goela.
Foi como alivio eles respiram, assim que a porta do quarto é aberta e por ela entravam Rachel e Paul.
— O que foi? Aconteceu algo? – Rachel pergunta calmamente.
— Eu... Eu... Eu não sei Rachel. Ele começou a chorar sem motivo aparente. Eu não fiz nada eu juro. – as lágrimas já desciam pela face alva.
— Calma Nessie, eu sei disso. Pode ser uma fralda suja, cólica ou qualquer coisa. Fique calma, não precisa chorar. – Rachel tentava acalmar a cunhada, retirando o bebê chorão de seu colo.
O bebê parou de chorar praticamente assim que foi pego pela mãe. Todos olharam curiosos pelo fato dela não ter feito absolutamente nada, a não ser aninhá-lo em seu colo. Até Paul, que já havia pegado Harry do colo do cunhado, ficou surpreso pelo ato.
— Mas... Mas como? Como ele parou de chorar se você não fez nada. – Renesmee estava espantada
— É meu cheiro Nessie. Os bebês reconhecem o cheiro da mãe, ele só sentiu a minha falta. E como não sabe falar... Chorou sem parar. – explicou sorrindo. O pequeno estava calmo em seu colo, já fechando os olhinhos lentamente.
A loira sentiu uma enorme opressão em seu peito, o que a fez desabar ainda mais em lágrimas. Uma necessidade urgente de se sentir protegida a dominou, com isso correu para os braços de Jacob, o abraçando fortemente. Todos estavam espantados, mas nada falaram, sabiam que a fragilidade era um efeito hormonal que a gravidez causava. Jacob a sentia soluçar abafado em seu peito, com isso, achou melhor dar por encerrada aquela visita.
O casal deixou a mansão, mas não antes de Renesmee pedir um milhão de desculpas por ter feito o bebê chorar. Rachel lhe garantiu que não foi culpa dela e que ela entenderia esse laço assim que tivesse seu bebê nos braços. A morena não deixou de ressaltar o quanto maravilhosa mãe a loira seria. Porém mediante a todas as experiências vividas naquele dia, só deixaram Renesmee ainda mais em dúvidas de seu instinto materno e sua capacidade de ser mãe.
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Claire não agüentava a excitação em poder ver Renesmee, contudo seus olhos murcharam quando Rachel informou que o irmão juntamente da cunhada havia deixado sua casa a pouco mais de dez minutos em que eles chegaram, a visita foi breve, mas os olhinhos murchos de Claire tocaram Quil e com isso rapidamente ele teve a ideia de levar a loira na casa do irmão.
— Pronto gatinha, chegamos. Não gosto de lhe ver triste.
— Estou animada, vou ser tia, me dá um desconto Quil, só quero entregar o que compramos a Nessie e ver o rostinho dela de grávida.
Quil sorriu, ele também precisava entregar um envelope ao irmão e não queria mais adiar, tendo em vista tudo o que estava acontecendo.
O casal foi recebido por Jacob no hall de entrada.
— Fala irmão, andou trabalhando com os soldadinhos! Parabéns. – Quil abraçou fortemente Jacob, demonstrando toda sua felicidade naquele ato.
Contudo, Jacob se sentiu desconfortável ao ver Claire ele tinha sido grosso com ela ao telefone e não tiveram a oportunidade de se desculpar.
— Ah, oi Jake. Parabéns! – ela o abraçou timidamente e logo sorriu quando o moreno sussurrou em seu ouvido “me desculpe foi difícil aquela noite”. A loira apenas assentiu e logo saiu correndo pela casa a procura de Renesmee com as sacolas em mãos.
Claire encontrou a amiga na sala de estar vendo tevê, ela não conteve a sua euforia e lhe deu um abraço, mas Renesmee estava insegura e Claire sentiu isso.
As duas conversaram e Claire tentou acalmar a amiga ao máximo, dizendo que sempre estaria ali com ela e que tudo daria certo.
— Veja esse macacão eu achei tão lindo. Comprei rosa porque sei que será uma bonequinha assim como você era. – Claire mostrava as diversas peças de roupas que havia comprado, umas com cores neutras, mas a maioria eram rosas, fitinhas de cabelo.
Renesmee sorria sem graça, era tudo tão lindo, mas não entendia o porque Claire estava fazendo aquilo.
As duas ficaram conversando enquanto Jacob e Quil seguiram direto para o escritório.
— Tá difícil assim Jake? – Quil perguntou servindo-se de uma bebida. Jacob havia lhe contado tudo, desde o começo que descobriu a gravidez.
— Cara, Nessie é complicada, mas vamos dar conta do recado. Assim espero... Ela está aera ainda a tudo ao seu redor, mas obtivemos uma melhora significante em sua alimentação.
— Isso é bom! Mas... Vim aqui porque precisava lhe entregar isso. – Quil estendeu o envelope de cor parda para o irmão que prontamente o pegou. – Jake esta certo disso cara?
— Sim! Agora, mais do que nunca. O que tenho que fazer?
— Apenas assinar e ela também, mas lembre-se que com o nome de solteira. Depois você me entrega que cuidarei de registrar. – Jacob assentiu.
Os dois seguiram para onde as mulheres estavam conversando, Quil ficou ao lado de Claire e falava animadamente que queria ter um monte de filhos de fossem com ela. Renesmee sorria para tudo, não estava muito falante aquela noite.
— São presentes pro bebê? – Jacob perguntou notando diversas roupinhas sobre o colo da esposa.
— Sim... – respondeu em tom baixo.
— Posso ver? – perguntou tentando fazer com que Renesmee se animasse mais ao falar sobre a gravidez. Quil e Claire notaram a tensão e decidiram que era hora de ir, os dois tinham que entrar naquele mundo juntos e era algo intimo e particular.
Quil pigarreou chamando a atenção do casal que se olhava.
— Jake, já vamos cara. Nos vemos depois.
Claire e Quil se despediram do casal na sala mesmo, não houve necessidade de serem acompanhados, não queriam estragar o momento.
Assim que eles foram embora, Jacob subiu com Renesmee para o quarto, tomaram banho e a loira depositou as diversas sacolas num canto em seu closet.
— Mas a Claire comprou tudo rosa! Ela é louca. – Jacob começou a falar.
— Ela disse que será uma menina, linda como eu.
— E é justamente isso que me preocupa, irei enlouquecer. – ele ditou deitando-se ao lado da esposa. – Você está bem com isso? Das pessoas darem presentes para o bebê?
— Não me sinto como se eu realmente fosse usá-los Jake, mas não me sinto desconfortável. É tudo tão lindo! – ela sorriu.
Jacob lhe beijou os lábios com ternura, estavam começando a ficar em sintonia e era ótimo. Aos poucos tudo entraria nos eixos.
— Você está com um cheiro diferente Nessie, sua pele exala sensualidade... Agora que está se alimentando melhor, está até mais corada. – ele sussurrou descendo com beijos pela linha do maxilar da esposa até o pescoço onde chupou o local com gracejo.
— Jake... – ela gemeu por antecipação.
— Que foi? Não esta com... Saudades? – continuou com as caricias, uma de suas mãos foi para o ombro da loira onde ele deslizou a alça da camisola e beijando o local.
Renesmee não sabia o que pensar naquele momento, tudo havia se dissipado quando Jacob a beijou daquela forma, doce, delicada e com muita vontade, ela já sabia reconhecer quando ele sentia fome dela.
— Sinto saudades Nessie... Não há mais o que mudar e não vai adiantar negarmos o que sentimos, o calor que esta sentindo nesse momento.
A loira arfou com as palavras, ele tinha razão. Distância não era o que precisavam e sim ficarem ainda mais próximos.
— Hum... Tão molhada. – gemeu assim que sua mão subiu pela coxa esguia e parou no tecido fino da calcinha ensopada.
Renesmee nada dizia, apenas apreciava as caricias inerte, entrando no mundo o qual Jacob queria.
— Me diz Nessie, me diz que você quer...
Ela assentiu.
— Quero que me digue. – ordenou.
— Eu quero. – ela disse sem fôlego devido ao fato do moreno escorregar um dedo para dentro de sua calcinha.
— Preciso fazer a minha lição de casa... Espero que saiba mesmo o que quer, porque hoje eu vou lhe chupar inteirinha.
Jacob puxou a loira para seu colo, beijos, caricias, gemidos abafaram totalmente os problemas que estavam enfrentando nos últimos dias. Ele queria que ela relaxasse que se sentisse ainda a mesma Renesmee de antes.
A noite foi prazerosa e em nenhum momento tocaram no assunto “gravidez”, apenas se amaram intensamente, como um dependendo do outro, querendo um se fundir ao outro no amor avassalador.
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A manhã chegou e com ela os raios de sol tímidos que adentravam ao imenso quarto. Roupas espalhadas pelo quarto revelavam a intensa noite que teve o casal.
Renesmee estava nua enrolada nos lençóis e ressonava com tranqüilidade, sentiu a pele esquentar pelo sol que batia em suas costas. Tateou a cama a procura de mais calor, porém só encontrou o vazio. Ela se virou e abriu os olhos lentamente, ainda um pouco embaçados ela notou Jacob andando de um lado para o outro no quarto. Completamente vestido e aprumado.
— Bom dia amor. – ele a cumprimentou com um beijo em sua testa.
Renesmee esfregou os olhos, levantando o lençol para cobrir os seios desnudos e um pouco doloridos, reflexo da noite maravilhosa que tivera.
Seus olhos rolaram pelo quarto extremamente curiosos ao notar diversas malas de viagem.
— Bom dia... Jake! O que é tudo isso? – perguntou ao marido que correu para servir uma bandeja com um delicioso café da manhã.
— Bom, esse aqui é o seu café da manhã. Que eu espero grandiosamente que eu leve a bandeja para Mabelle vazia e essas malas bem... Elas fazem parte da surpresa. Não é mesmo Branquinha? – Jacob estava com um humor estranhamente divertido, a loira nunca o vira naquele modo.
— Surpresa? Vamos viajar?
O moreno foi em direção da filhotinha que estava correndo eufórica de um lado para o outro e a pegou no colo.
— Olha Branquinha, mamãe está se saindo uma tremenda loira gostosa curiosa você não acha?
— Jake!
— Vamos amor, coma seu café e tome um banho, te espero lá embaixo. E respondendo a sua pergunta; não iremos viajar, iremos tirar uns dias apenas, você, eu e essa bola de pêlos.
Ele piscou para a esposa que estava boquiaberta. Quem era aquele homem em seu quarto? Um lado de Jacob Black que ela nunca teve a oportunidade de ver, mas sorriu largamente com aquela atitude e de repente aquelas frutas, sucos e panquecas fizeram sua boca se encher de água tamanho era o desejo de devorá-las.
Após a maravilhosa noite de amor, Jacob percebeu que Renesmee precisava urgentemente se sentir segura com essa nova fase, mas que não era o suficiente pessoas lhe dizendo o que era certo ou errado, como ela deveria agir. Ela tinha adormecido logo após o terceiro orgasmo, foi tão forte que a loira apagou em seu peito. Ele acariciou seus cabelos, e não conseguia parar de admirar cada fino e delicado detalhe de seu rosto. Eles precisavam ficar sozinhos, entender os dois juntos tudo o que estava ao redor deles... Foi ai que teve a brilhante ideia. Ele não só tiraria uns dias com a esposa para que ela ficasse bem e mais segura e sim lhe mostraria um pouco mais sobre sua vida além de deixar claro com todas as letras e formas que eles estavam dando um passo significativo e importante, o passo de formar uma família juntos.
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