Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
O céu estava limpo e claro, sem nenhuma nuvem. O azul celeste predominava naquela imensidão, dando destaque ao astro rei, que brilhava absoluto naquele belo palco. Os raios emanados pelo belo sol proporcionavam uma gostosa sensação de aconchego e bem estar. A brisa era fresca, acariciava as folhas e flores, que estavam em seu momento de maior magnitude. O perfume que exalava de cada flor daquele imenso jardim, dava a real beleza da estação mais charmosa do ano: A primavera!
Era manhã de domingo, mas não um domingo qualquer; era domingo de páscoa. E como tradição naquela família, um grandioso almoço estava sendo preparado.
A movimentação dos empregados era grande, eles obedeciam às ordens da exigente patroa, que queria a perfeição em cada mínimo detalhe. Para Rachel tinha que está tudo perfeito para aquele almoço em família.
– Cadê os arranjos de lírios que eu pedi pra colocar nessa mesa? — Rachel perguntou aos empregados que estavam mais próximos a ela. – Já falei que quero essa tenda mais próxima à mesa principal. Cadê a prataria que mandei trazer e a toalha de linho com renda francesa? – ela não parava um minuto sequer de perguntar e coordenar os empregados, que já estavam ficando tontos com tantas ordens e perguntas.
Rachel tinha optado fazer o almoço no lindo jardim da mansão, já que a semana tinha sido toda assim; com dias belos e tardes gloriosas. Contudo, para a tamanha magnitude que desejava, teve que providenciar um ambiente confortável e propício para o evento. Mesmo que fosse somente pra sua família, Rachel era exigente demais e não deixaria passar nenhum mínimo detalhe.
Uma pressão mais forte foi sentida em seu baixo ventre, o que levou a morena a sentar-se de imediato. A enorme barriga de oito meses estava pesada demais e toda aquela agitação e correria não estavam ajudando muito.
– Esta tudo bem dona Rachel? — Maria, uma de suas empregadas — perguntou bondosamente ao ver a patroa arfa e em seguida sentar, levando a mão ao volumoso ventre.
– Esta sim Maria. – respondeu dando um amável sorriso. – É que os meninos já estão grandinhos demais. Isso realmente pesa muito. — apontou pra barriga. — Pode pegar um copo de água pra mim, por favor?
– Mas é claro que sim senhora Rachel. Só um momento que vou buscar.
A empregada se afastou indo buscar a água da patroa. Rachel permaneceu sentada alisando o volumoso ventre.
– Hoje vocês estão bem agitados, hem! – a morena conversava com a própria barriga, que não parava de mexer. -Já vi que vão gostar de uma festa. Era só o que me faltava, puxar a família Black e Clearwater. – bufou revirando os olhos. – Mas a mãe aqui, não vai dar mole para vocês dois não.
– Deixa que o paizão aqui da cobertura pra vocês. Meus meninos serão pegadores. – Paul se aproximou da esposa que o fulminava com o olhar. – Rachel, você não acha melhor se deitar um pouco? A Lee disse pra você não abusar agora no final da gestação. Olha seus pés! Estão muito inchados. Vêm... Eu vou lhe fazer uma massagem. – de forma maliciosa Paul deu um sorriso bem sugestivo pra esposa.
Rachel na hora se excitou. A gestação a tinha deixado ainda mais fogosa do que já era. O que era a alegria de Paul, que não se cansava de satisfazê-la.
– Eu não sei. – respondeu sem muita certeza. O desejo estava se sobrepondo a qualquer outra coisa. – Ainda tem tantos detalhes para arrumar.
– Deixe que nossos empregados cuidem dos detalhes. Eles já trabalham conosco há muito tempo, sabem como você gosta de tudo. Vai ficar lindo e perfeito! Vem que eu vou cuidar da minha gostosa agora. – Paul sussurrou em seu ouvido, para logo em seguida mordiscar a pele morena do pescoço exposto. Rachel gemeu em resposta.
– Ok, você me convenceu. Mas eu quero um banho de banheira também. – exige manhosa.
– Tudo o que a minha morena gostosa quiser eu dou. – sorriu safado.
Paul puxou Rachel para dentro da mansão, ele iria cuidar muito bem dela. Relaxá-la pra o almoço que aconteceria mais tarde na propriedade deles.
TLAD
Um mês havia se passado desde que Jacob perdeu seu controle com Renesmee e acabou machucando-a. Eles haviam se entendido e se resolvido, mas algo ainda tirava o moreno de sério; a saúde da amish.
Renesmee estava ficando cada dia mais abatida, resultado da anemia que havia voltado. Jacob não havia mencionado que ela estava doente novamente, mas passou a cuidar com mais afinco de seu tratamento e de sua alimentação. Porém nos últimos dias a loira apresentou uma piora significativa. Estava mais prostrada, apática, sonolenta e com apetite muito diminuído. Até já tinha perdido mais alguns quilos, — poucos, talvez um ou dois — mas para seu biótipo já fazia diferença. Isso estava deixando Jacob muito nervoso. Ele muitas vezes tinha que forçá-la a comer, coisa que estava se tornando cada vez mais constante.
– Nessie! Nessie meu amor, Acorda! – Jacob chamou a esposa na tentativa de despertá-la. A loira somente se remexeu na cama. – Nessie! — beija o pesco.
– Hmmm! – a loira ronronou sorrindo.
–Amor acorda. Esta na hora de seu café da manhã, de tomar seus remédios e vitaminas.
– Bom dia amor. – a resposta da loira veio acompanhada de um bocejo. – Desculpa!- pediu acanhada.
– Só desculpo se comer tudo que trouxe para o seu café da manhã. – apontou para farta bandeja que tinha posto sobre o criado-mudo.
Renesmee sentou-se na cama encostando-se na cabeceira. Franziu o cenho e torceu os lábios em descontentamento, assim que viu a enorme bandeja repleta de comida. Nunca foi de comer muito, mas por vários momentos de sua vida, geralmente quando a sua anemia voltava, seu apetite reduzia consideravelmente.
– Eu não estou com fome Jake. — geme dengosa fazendo um biquinho.
–Renesmee, você tem que comer. – Jacob passou as mãos nervosamente pelos cabelos negros, bagunçando-os. A cada dia estava mais difícil fazê-la comer. – Mandei preparar tudo o que você gosta. Vamos, coma um pouco. – pegou a bandeja do criado-mudo e colocou sobre o colo da amish.
– Eu não quero comer agora. Posso tomar um banho primeiro? Depois eu como um pouco. – os olhinhos pidões eram de uma menina, mas era exatamente isso que encantava o moreno e o desarmava.
– Só deixo se você tomar pelo menos o suco junto com os seus remédios. Ah! E eu que vou te dar o banho. – sorriu malicioso pra esposa, que corou assentindo.
Jacob lhe entregou o copo de suco e todos os remédios, saindo rumo à suíte do casal, tinha com objetivo ligar as torneiras da banheira. Renesmee mesmo a contragosto acabou fazendo um esforço e tomando todo o conteúdo do copo.
– Vem, agora é hora do seu banho. – assim que moreno retornou para o seu quarto, notou que ela havia bebido todo o suco e avançou direto para o pescoço alvo, beijando e mordendo a delicada pele.
Jacob a puxou pra fora da cama, pegando-a no colo. Começou a caminhar rumo ao banheiro da suíte depositando o pequeno corpo delicadamente sobre a bancada da pia do banheiro. Renesmee afastou um pouco as pernas, para que ele se encaixasse entre elas. Um beijo intenso e apaixonado se iniciou.
Jacob entrelaçou suas mãos nos sedosos cabelos, aprofundando o beijo. As mãos de Renesmee passeavam de forma delicada, — mas muito ousada — pelas costas e nuca do moreno que já estava sem camisa. Jacob vestia somente uma calça preta de moletom, nada mais, nem mesmo cueca. Seu membro já estava rijo e latejando de prazer. Com Renesmee era sempre assim; mesmo com um único beijo, ela já era capaz de despertá-lo.
As enormes mãos passeavam sem pudor por todo corpo esculpido da loira, que estava vestia somente com uma fina camisola de seda lilás e uma pequena calcinha que fazia conjunto a peça. Ela ergueu os braços acima da cabeça para ajudando-o a retirar a peça. Jacob afastou-se do calor do corpo da amada, somente pra vislumbrar seu pedaço de paraíso na terra, mordendo os lábios ao contemplar sua deusa exposta encima da bancada.
Renesmee olhava-o apaixonada. Cabelos soltos e caídos pelas costas e parte dos ombros. Os seios pequenos e redondos mantinham os rosados mamilos túrgidos, o que estava atiçando a sanidade de Jacob, que chegava a salivar pelo desejo. Ele voltou pra seu abrigo entre as delineadas pernas alvas.
Com sede e fome atacou os seios que clamavam por atenção, de imediato a loira deixa a cabeça pender para trás. Mas assim que a língua quente dele tocou em seu seio, um gemido sôfrego sai dos lábios rosados da amish. Imediatamente Jacob parou o que fazia. Após todo o tormento que viveu mês passado por tê-la machucado, ele sabia identificar cada gemido da amada, fosse eles de prazer ou de dor.
Desde que Jacob havia perdido seu controle com sua frágil esposa, estava sempre se controlando pra ser o mais delicado possível, até tentava redescobrir novas formas de ter prazer sem força muito os limites físicos dela.
– Nessie meu amor, eu te machuquei? Fala Nessie... Fala alguma coisa. – Jacob mantinha os olhos arregalados. Estava nervoso, pois tinha certeza absoluta que o gemido dela foi de dor.
– Eu não sei o que foi Jake. – os olhos estavam confusos, pela desconhecida sensação. — Eu senti uma dor estranha aqui. Ai! – gemeu assim que levou a mão a tocar os mamilos. – É aguda! – explicou sem saber ao certo o que sentia.
Jacob foi procurar por algum sinal de que a tivesse machucado ou cortado os mamilos sem querer com os dentes, mas os mesmos encontravam-se intactos. Franziu o cenho.
– Mas não tem nada neles, Nessie. Eu não os cortei. – justificou-se.
– Não Jake, você não me machucou. Foi uma dor estranha, de dentro para fora. Eu acho! Não sei ao certo, só sei que incomoda e dói. – Renesmee estava confusa com a estranha sensação.
O clima quente tinha imediatamente esfriado, a preocupação era o que dominava o moreno. Porém um fato veio em sua mente; O adesivo tinha acabado! Ela estava na semana que ficaria sem o adesivo para menstruar. Provavelmente os seios estavam mais doloridos por causa do período que estava por vir. Ele sabia que às vezes isso acontecia com as mulheres.
Jacob observou mais atentamente os seios da loira e chegou à conclusão que eles estavam até um pouco maiores devido ao inchaço.
– Nessie, eu acho que seus seios estão mais sensíveis porque você esta pra ficar naqueles dias. – foi taxativo.
Renesmee ficou um pouco pensativa. Ela não contava seus períodos, simplesmente esperava seus terríveis sintomas chegarem, já que eles sempre avisavam o que estava por vir. Por fim, concordou timidamente com o marido.
Jacob voltou a capturar os lábios rosados da amada e retornar de onde parou, mas decidiu que pouparia os seios sensíveis sem ao menos tocá-los.
Eles se amaram intensamente na enorme banheira. Jacob sempre se lembrava de ser cuidadoso com ela.
– Nessie, agora vamos. Você precisa comer um pouco. Só o suco não é suficiente. – acariciou a maçã do rosto corado.
Eles tinham saído do banho, se enxugado e estavam somente de roupão. Renesmee mantinha uma toalha enrolada nos enormes cabelos, que estavam úmidos.
– Jake, eu não quero. Não estou com fome. – disse manhosa.
– Renesmee, não tem o que querer. Você precisa e vai comer. Vem! – a puxou para mesa que havia no quarto, depositando a bandeja sobre ela. – Come tudo, se não, não te darei sua surpresa. Sem contar que hoje temos almoço na casa da Rachel. Será seu primeiro almoço de páscoa. Tenho certeza que minha irmã esta ainda mais empolgada com isso. Vamos, coma!
Renesmee tentou contestar com o esposo, mas por fim, ele acabou vencendo aquele pequeno “cabo de guerra”. Ela não havia comido tudo, nem chegou a comer a metade, mas com muito jeito, ele conseguiu convencê-la de comer o que ele achou suficiente.
Quando a loira foi escolher uma roupa para o almoço na casa da cunhada, ela solicitou a ajuda de Jacob, que retirou uma sacola do seu lado do closet. Ele havia comprado um lindo vestido floral pra ela, justamente para aquela ocasião. Na verdade foi Rachel que comprou pra ele, mas tinha ficado feliz com a escolha da irmã.
Renesmee tinha ficado linda com o vestido, que caiu como uma luva em seu delicado corpo. Maquiagem leve — já que havia aprendido a usar o básico -, e sandálias de salto completaram o lindo visual.
Jacob a aguardava na sala principal da mansão. Ele havia descido com Branquinha, que ficaria na mansão com os empregados. E também pra pegar as sacolas com os chocolates que daria de presente para sua família.
– Você esta lindo! – Renesmee suspirou apaixonada assim que vislumbro o marido, que estava impecável em uma calça jeans clara e um blusão azul, ressaltando ainda mais a beleza de sua pele morena.
– Linda e perfeita está você! – envolveu com os braços a fina cintura, selando os lábios com ternura. Só ela era capaz de estimular esse lado nele, lado esse que ninguém conhecia, nem mesmo ele. – E cheirosa também. – beijo a perfumada madeixa platinada após inalar o seu adocicado cheiro. – Isto é pra você.
Jacob entregou com cuidado o enorme embrulho. Ele ainda sustentava em seus braços, tamanho era o peso. Renesmee não entendia do que se tratava o embrulho tão peculiar, mas os olhos brilhavam em fascínio.
– O que é isso Jake?
– É seu ovo de páscoa. Ele é todo de chocolate Nessie. – explicou com um sorriso. Renesmee arregalou os olhos, o ovo era gigante e inteiramente de chocolate. Sentiu seu estômago revirar-se, mas não sabia se era por vontade de devorá-lo ou por repulsa do exagero.
Jacob tinha ido a uma chocolataria que fazia ovos personalizados, era a melhor e mais cara de NY. O ovo que ele mandou fazer pra Renesmee, pesava cinco quilos no total. Renesmee tinha um brilho de fascinou no olhar, jamais viu ou imaginou que existia algo igual. Após o incentivo do marido, ela começou a desfazer o embrulho dourado. Jacob ia explicando a tradição da troca de chocolate na páscoa. A loira ficou sem graça por não saber desse fato e não ter comprado nada para ele, mas Jacob imediatamente justificou que não gostava muito de chocolate e que também comeria um pouco do dela, já que cinco quilos de chocolate eram quase que surreal pra uma pessoa comer sozinha.
Por fim, Renesmee tirou um pequeno pedaço de seu gigantesco ovo de páscoa e saboreou o maravilhoso chocolate suíço, guardando o restante. Jacob pegou todos os embrulhos de presente e com a esposa caminhou rumo à garagem da mansão.
O caminho foi curto, já que a mansão da irmã não ficava distante da sua, mas foi suficiente pra deixar a loira sonolenta novamente.
– Nessie! Chegamos. – avisou a loira assim desligando o motor do carro blindado.
TLAD
Beijos molhados eram distribuídos por toda a extensão da pele, na região onde achava mais sensível. A loira que ainda dormia, estava sendo despertada de uma forma diferente, porém muito prazerosa. Quil tecia beijos pelo pescoço e colo de Claire, que esboçava um sorriso presunçoso.
– Não finja que esta dormindo gatinha. Sei que há muito está acordada. – ditou abocanhando o seio desnudo e chupando-o com vontade. Claire não conseguiu segurar o gemido.
Quil estava com uma necessidade de sua loira, quase quinze dias sem estar ao seu lado, sentir sua pele, cheiro, gosto... Era demais pra sua sanidade. Pior, saber que ela estava machucada fisicamente e sentimentalmente, que foi ele o causador de suas chagas.
Um mês já tinha se passado desde toda a trágica noite do aniversário de Seth, mas só tinha quinze dias que Quil e Claire fizeram as pazes. A conversa foi difícil, pesada e tensa, mas por fim eles haviam se acertado. Quil teve que engolir seu orgulho e pedir desculpas por tudo o que causou na mulher por quem se dizia estar apaixonado. Entretanto, Claire só havia o desculpado quando viu a dor e o arrependimento estampado em seus olhos. Desde então, que eles voltaram às boas, Quil mão tinha saído do apartamento da loira. Passava dia e noite ao lado dela, só saia pra trabalhar. Ele a vinha tratando como uma rainha, mimando-a e a presenteado com tudo o que podia.
– Aaaah! – ela gritou assim que sentiu a textura da língua de Quil deslizar sobre seu sexo.
– Já falei como gosto de você lisinha assim? Já gatinha? – o moreno castigava a carne sensível e rosada da loira, fazendo movimentos circulares no seu nervo inchado.
Claire estava em êxtase. Gemia alto, rebolava e puxava a cabeça do moreno contra seu sexo. Quil não se fazia de rogado, somente obedecia ao mudo pedido da loira. Ele penetrava sua língua no canal úmido e quente, com o polegar estimulava a carne sensível e inchada.
Quando sentiu que ela estava próximo ao seu ápice, Quil que há muito já estava nu, rapidamente levantou e se encaixou na cavidade acolhedora, iniciando os movimentos firmes e gradativos. Logo a dança erótica entre o casal estava intensa, rápida e forte. Os cheiros haviam se misturado, o suor escorria pelos corpos. Claire tinha chegado ao seu primeiro orgasmo assim que foi penetrada pelo amado e estava caminhando para seu o segundo junto com o moreno, que aumentava o ritmo das estocadas.
– Quil! – gritou assim que chegou ao seu prazer máximo, pela segunda vez.
– Aaah! Gatinha. – Quil gemeu arrastado assim que chegou ao seu limite de prazer, derramando toda sua essência dentro do canal apertado e quente. Misturando seu gozo com o da sua amada.
As respirações estavam ofegantes, os corpos agarrados na cama, os corações batiam acelerados. Nada era dito, até Quil quebrar o silêncio.
– Agora sim. Bom dia Gatinha! – ele estava debruçado sobre o corpo dela, ostentava um sorriso presunçoso e safado nos carnudos lábios.
Claire suspirou apaixonada e abriu um lindo sorriso, que desarmou o moreno.
– Bom dia meu amor!
Quil beijou as bochechas rubras e levantou-se rapidamente, deixando o quarto. Claire não entendeu nada do que se passava, mas sorriu assim que ele retornou com uma enorme cesta decorada.
– Feliz Páscoa! – ele ainda estava nu ao entregar a cesta repleta de chocolates.
Claire não sabia o que falar ou fazer, não entendia o que aquilo significava, já que em sua comunidade era somente um culto especial que era realizado no domingo de páscoa.
Assim como Jacob, Quil encomendou uma cesta exclusiva para Claire. Ele explicou como funcionava a comemoração fora da comunidade.
– Mas eu não tenho nada pra te dar. – abaixou os olhos acanhada.
– Hum... Eu imaginei que diria isso. Então tomei a liberdade de escolher e comprar o meu presente de páscoa. – disse entregando uma sacola pra loira, que o olhava confusa dele pra a sacola. – Pegue e abra!
Imediatamente ela abre a sacola retirando de dentro dela uma fantasia de coelhinha negra! Claire somente mantinha o olhar interrogativo para o moreno, não estava entendendo o que aquilo significava.
– Esse será meu presente! Hoje você não será mais a minha gatinha, mas sim minha coelhinha! – falou com o sorriso safado que Claire tanto adorava.
O casal amou-se por mais diversas vezes naquela manhã, inclusive Claire usando a fantasia de coelhinha. Por fim, não viram à hora passar, acabaram se atrasando para o almoço na casa da irmã.
–Vamos gatinha. A Rachel já tá ligando. – gritou do corredor.
Ele já estava arrumado com uma calça branca e um blusão de Jeans. Aguardava somente a namorada se aprontar. Claire não demorou a parecer, usava um lindo vestido rosa, que mais deixava ela parecida com uma Barbie. Quil suspirou apaixonado com a visão, mas deixaria para elogiá-la dentro do elevador, pois realmente estavam atrasados.
TALD
O clima era sempre mágico naquelas ocasiões, mesmo que no fundo a saudade e nostalgia se abatessem em muitos ali. Mas a anfitriã do evento sempre se esforçava ao máximo pra que tudo saísse de forma perfeita. Rachel estava feliz ao ver como tudo ficou lindo depois de pronto. Ela ficou satisfeita por dar credibilidade aos seus empregados e deixar nas mãos deles a conclusão de sua idealização para o almoço de domingo de Páscoa.
Ela estava relaxada, se sentia amada e plena ao receber seus convidados, que nada mais eram que sua amada família: Primos, irmãos, cunhadas e amigos. Essa era a vida que ela amava ter e viver.
Todos amavam e respeitavam plenamente aquela que passou a ser vista como a matriarca da família.
Como uma confirmação de sua plenitude, Rachel sentia seus filhos mexerem há todo momento, pareciam que queriam dizer e confirmar que também estavam participando do evento.
Uma lágrima de emoção escorreu pela bela face morena, que capturou imediatamente a lágrima solitária antes que alguém a visse. Todavia para uma pessoa, esse ato não passou despercebido. Leah sabia o que se passava no coração da prima, ela sentia o mesmo, só que em proporções menores. Ela tinha seu jeito de se sentir importante na família, que era cuidando da saúde de todos.
– Esta emocionada não é? Parece que tudo volta a ser como antes, na verdade não como antes, mas as coisas parecem se fechar em um ciclo perfeito novamente. – Leah falou abraçada a prima, que mantinha os olhos em todos os convidados que já haviam chegado.
– Ah Lee! Quando tudo aconteceu... Achei que todos nós ficaríamos perdidos, que jamais refaríamos nossas vidas. Que jamais teríamos esses momentos de novo. Achei que muitos de nós, já estariam mortos! Não tínhamos perspectiva de vida... Nada! Foi tudo arrancado de nós assim que arrancaram nossos pais. Mas graças a Deus demos a volta por cima. Sei que a vida que levamos não é certa, mas os maus também amam! – lamentou, ela não gostava de pensar na vida criminosa que era envolvida, simplesmente abstraia ao fato, assim como Leah.
– Olha lá como podemos ter esperança que tudo tenha se resolvido e esteja nesse novo ciclo perfeito. – Leah apontou para o casal que tinha acabado de chegar ao jardim.
Jacob entrava no jardim da mansão da irmã repleto de sacolas de presentes em um braço, e no outro, estava envolto na fina cintura da esposa que sorria largamente. Era notório a paixão e amor dos dois.
– Se Jake teve jeito... Todos os cafajestes do mundo também terão! – Rachel soltou uma gargalhada gostosa, sendo seguida por Leah. O momento nostalgia delas havia passado. – Confesso que tive medo com toda essa loucura de casamento relâmpago. Até mesmo quem poderia ser a louca que aceitou tudo isso. Mas hoje eu me orgulho tanto da escolha dos meus irmãos. Jake e Quil não poderiam ter escolhido melhor. Acho que até eu sou apaixonada por essas amish que derreteram os corações de gelo dos meus irmãos.
– Rachel, se você pudesse, colocaria Renesmee em uma caixa de vidro e iria por junto com suas bonecas de porcelana. – Leah sorriu faceira. – Ela é frágil só de olhar, mas estranhamente Jacob está lidando bem com isso. Até têm me surpreendido com o zelo e cuidado com ela, que não anda nada bem de saúde. Acho que se ela permanecesse em sua comunidade, não teria uma vida longa. – Leah finalizou com pesar.
– É tão grave assim? – o desespero era palpável na voz de Rachel.
– Se acalme ok! Não é tão grave, mas requer muitos cuidados específicos Rachel. Coisas que sabíamos que ela não teria em sua comunidade. Mas ela ficará bem aqui fora, vamos cuidar dela sempre. – declarou segura, acalmando a gestante que estava nervosa com a informação.
Antes que mais alguma palavra fosse dita, o jovem casal de aproximou das duas.
– Ai está! As mulheres que tanto amo. – Jacob sorriu largamente. – Claro que depois da minha loira. – beijou as bochechas rosadas de Renesmee, que ficou acanhada com explícito elogio.
Rachel e Leah somente alargaram o sorriso ao constatar o que conversavam há poucos minutos; Jacob e Renesmee se amavam verdadeiramente.
– Leah! Rachel! – Renesmee se desprendeu do braço possessivo do marido e caminho rapidamente para abraçar as duas morenas.
Elas se cumprimentaram calorosamente. Assim como Jacob, que entendeu o olhar significativo da prima. Leah notara o abatimento e a perda de peso de Renesmee, mas sabia que ela estava se tratando. Jacob não vacilava nos cuidados.
– Nessie, amanhã você tem consulta e exames pra fazer. – Leah lembrou atenciosamente e muito carinhosa a jovem amish.
Jacob maneou a cabeça positivamente, já Renesmee fez uma careta engraçada, já que sempre que era examinada por Leah recebia picadas de agulha, coisa que passou a ter medo desde a primeira vez.
Rachel começou a tagarelar e ressaltar como os bebês estavam agitados. O moreno repousou a mão sobre o ventre da irmã e até conversou com os sobrinhos por uns minutos, mas logo se afastou, deixando somente as mulheres em uma rodinha animada. Uma conversa leve se instalou.
Minutos se passavam e a rodinha de mulheres foi crescendo à medida que as outras iam chegando. Emily, Kim, Rose e Alice já estavam participando do animado papo. Já os homens, jogavam carteado em mesas preparada especialmente pra isso.
O clima calmo e familiar pairava no ambiente, trazendo sensação de plenitude e magnitude. Entretanto uma gargalhada estrondosa chamou a atenção dos demais. Emmett estava no bar, próximo à entrada principal do jardim, foi o primeiro a avistar as duas figuras, que chegavam de forma um tanto peculiar.
Seth e Embry eram os palhaços da família, sempre aprontavam alguma faceta nas reuniões. Porém, talvez tenham exagerado um pouco dessa vez.
Os morenos entravam lotados de sacolas de uma refinada chocolataria. Vestiam nada mais que: calça jeans, tênis, gravata borboleta e orelhas de coelho, tudo em uma única cor: Branco! Nada mais. Estavam sem as camisas, expondo os abdomens definidos. Eles estavam sexy’s para as mulheres e muito gay para os homens.
Foram unânimes as gargalhadas. Até Renesmee, que pouco entendia o que se passava, já que não conhecia a associação de páscoa com coelho, gargalhava pela engraçada cena.
– Que viadagem toda é essa? – Jacob perguntou com dificuldade. Ele ria tanto que chegou a derramar algumas lágrimas.
– Sabe de nada! – Seth ironizou.
– As mina piram!- Embry completou envaidecido.
– Arrumaram um bico como Go Go Boys? Ou em algum circo? – Kim fez piada.
– Ou viraram engolidores de cenoura! – Jared gargalhou sarcástico pelas palavras de sentido ambíguo.
– Vai zoando... Mas as minas piram em um coelhão! – Seth sorriu girando em seus calcanhares em uma voltinha ×sexy paras mulheres da família, que não paravam de gargalhar pela palhaçada dos caçulas.
– Fala sério! Isso é coisa de boiola. – Emmett puxou o elástico da gravata de Embry a soltando rapidamente, levando a uma sensação de queimação no pescoço do moreno.
Rose só pra irritar o marido, se aproximou dos mais novos e depositou uma nota de dez dólares em cada cós da calça dos morenos, alisando o peitoral deles. Era tudo de brincadeira, todos sabiam que não havia malícia ou maldade no ato. Era só pra descontrair ainda mais.
O ato de Rose gerou ainda mais gargalhadas de todos, menos é claro de Emmett, que fez cara de cachorro que caiu da mudança. As mulheres batiam palmas pela atitude da loira.
– Eu falei que as minas piram num coelhão. – Seth ditou orgulhoso, contraindo ainda mais o abdome, ressaltando toda a definição dos músculos.
– As minas ficam loucas para acariciar os pêlos e as orelhas. – Embry passa a mão sensualmente pelo peito e abdome, parando no cós da calça.
– E vê-los abanarem os rabinhos! – Paul gritou debochado e mais uma enxurrada de gargalhadas foram escutadas.
– Vocês estão lindos e deliciosos. – Rachel os abraçou, deixando-os brevemente se graças com a piada de Paul. – Mas espero que tenham trago suas camisas, pois não irão se sentar a mesa sem elas. – Rachel deu o sermão, trazendo a tona o lado maternal e o jeito de meninos travessos dos morenos.
– Claro que trouxemos mamãe coelha. Tá no carro! – Seth se antecipou em dizer, retirando as orelhas que usava e pondo na cabeça da prima, seguido de um beijo carinhoso em sua bochecha.
– Rachel, alguém já te disse que hoje você está mais para ovo de páscoa? Aqueles bem gigantes! – Embry falou travesso, logo recebendo da irmã um tapa na nuca.
Todos voltam a gargalhar com o ocorrido. Sempre seria assim o clima daquela diferente família.
Uma hora já havia se passado desde que os “coelhos da páscoa” haviam chegado, mas ainda falta um último convidado, que pelo visto estava mais que atrasado. Rachel não parava de ligar para Quil, que dizia estar perto, mas nunca chegava.
– Feliz páscoa! – Quil gritou ao entrar no jardim carregado de sacolas e de mão dadas com Claire.
– Pensei que iria vir de coelhinho também. – Jasper brincou com o moreno, que o olhou interrogativo, ele não estava entendendo nada. Diferente de Claire que ruborizou violentamente ao imaginar que todos sabiam que ela tinha se vestido de coelhinha para o namorado.
– Que porra de me vestir de coelho é essa Jasper? – Quil o interrogou.
– Ah irmão, pode deixar que eu te mostro o porquê! – Jacob chegou cumprimentando o irmão, ele já tirava do bolso de sua calça o celular com o vídeo que havia feito dos mais novos assim que chegaram vestidos de coelhos.
A zoação rolou solta entre todos os presentes, mas Quil fazia questão de chamar os mais novos de “pelúcinhas”. Se não fosse tão constrangedor a Claire, ele até ousaria dizer que eles estavam mais bonitinhos do que ela pela manhã, contudo, preferiu engolir em seco a sua piada.
– Tá tudo muito legal, mas mana, estou cheio de fome! – Embry chamou a atenção da Rachel.
– Ok, ok seu coelho faminto, vão se vestir que irei mandar servir.
– Não antes da foto em família. – Leah lembrou a prima – Temos que registrar o momento dos coelhões. – brincou e ficaram naquele clima agradável.
TLAD
Todos se sentaram a mesa bem decorada após os mais novos estarem vestidos adequadamente para o almoço. As conversas eram paralelas entre todos, brincadeiras e sorrisos... Um clima inteiramente familiar, o que fazia os olhos de Rachel pinicar por sentir tamanho o amor que nutriam uns pelos outros.
Porém, tinha uma pessoa que estava mais calada, os olhos mais caídos e a aparência debilitada.
– Nessie tá tudo bem? – Jacob notou a prostração repentina da esposa.
– Sim Jake. Eu não quero comer, porém tenho medo de Rachel se chatear. – eles estavam sussurrando para não chamarem a atenção do restante, que conversava enquanto os empregados serviam às refeições a mesa.
– Com toda certeza que ficará, e eu também. – suspirou pegando na mão da esposa – Olha, você não precisa comer muito, coma apenas o que lhe agradar. Rachel preparou tudo com muito amor, mas coma o suficiente para seu organismo contribuir com os remédios, ou não ficará boa. – foi sincero e passando toda a sua preocupação a ela. A amish sorriu fraca, assentindo em reposta, seguido de um bocejo – que estavam frequentes nos últimos dias -.
A decoração que já estava perfeita, ficou ainda mais linda após as refeições estarem à mesa. Rachel havia caprichado no cardápio. Como entrada; era a famosa torta de massa folhada, recheada com ricota e espinafre. Para o prato principal; o Bacalhau In Zimino, servido com azeitonas, batata, cebola e pinoli, acomodado sobre uma base de vegetais. E de sobremesa a morena optou por Focaccia de Nutella e uma torta leve de Batata Doce, tradição de família e receita de sua querida mãe. Ela fazia questão de lembrá-la a mesa. Tudo acompanhando dos mais caros vinhos de sua adega. Para as cunhadas que não bebiam, além dela própria não estar em condições, Rachel encomendou um vinho importado sem teor alcoólico algum, mas que deixasse predominante o sabor da bebida.
– Rachel está tudo tão saboroso, seu bom gosto se supera sempre. Parabéns! – Kim a elogiou se servindo de mais uma porção de torta de batata doce.
– Obrigada! Receita da senhora Sarah, essa foi eu especialmente que fiz. – a morena relatou orgulhosa.
Todos saborearam os pratos bem elaborados do almoço, sem nenhuma queixa, somente elogios, o que deixou Rachel satisfeita pelo seu esforço.
– Nessie, você quase não comeu. Está tudo bem? – Claire questionou a amiga, que estava na varanda observando os rapazes jogarem bola, — ou pelo menos eles tentavam -.
– Acho que estou pra ficar naqueles dias, e você sabe como isso me afeta.
– Esta mais magra, abatida... Isso me preocupa tanto amiga!
Claire não deixava o seu jeito protetor para com a amiga nunca. Ela sempre estaria presente para zelar por Renesmee.
A amish sorriu e abraçou a amiga em um agradecimento carinhoso pelo seu zelo.
– O que as minhas amadas cunhadas estão fazendo aqui fora enquanto a mulherada toda se empanturra de chocolate? Não me diga que estão vendo essa tragédia. – apontou para os rapazes se divertindo com o futebol.
– Ver o Jake assim é tão raro... – Renesmee suspirou olhando o marido sem camisa correndo pelo jardim.
– Você ainda vai se surpreender muito com o meu irmão, alias, as duas irão. – direcionou seus olhos para a brincadeira dos rapazes que gargalhavam. Até que Embry chutou a bola, acertando em cheio a estátua preferida de Rachel que ficava no centro de sua fonte. Os olhos da morena ficaram negros de raiva. – EMBRY BLACK, VOCÊ TEM A NOÇÃO DO QUE ACABOU DE FAZER? ISSO CUSTOU UMA FORTUNA POR SER A UMA DAS ÚNICAS PEÇAS COMERCIALIZADAS. EU VOU TE MATAR! – ralhou aos berros com o irmão. Todos ficaram chocados com a reação da Rachel, menos Paul, que já esperava pelos gritos, pois sabia o quanto a esposa gostava daquela enorme borboleta em seu pedestal.
– Ei Rach, é só uma estátua velha! Te dou outra no natal. – Embry deu de ombro para a irmã.
Rachel ficou enfurecida, o que deixou Claire e Renesmee assustadas. Elas perceberam o quanto nervosa a cunhada estava. Naquele momento os berros de Rachel puderam ser ouvidos pela casa toda, o que fez as mulheres correrem para a sacada.
– O que esta acontecendo aqui? Por que dos gritos Rachel? – Leah perguntou curiosa e preocupada.
A morena trazia nas mãos um dos ovos de páscoa que havia acabado de ganhar de Lancarter, ele era razoavelmente grande, uns dois quilos aproximadamente. Ela estava para abrir e comer os bombons, mas devido aos gritos saiu correndo com ele em punho. Rachel que ficou com mais raiva ainda por Embry ter lhe dado às costas, pegou o ovo da mão da prima o arremessando no moreno.
– Rachel! – um coro de mulheres disse incrédulas.
– ISSO É PRA VOCÊ NÃO ME DAR AS COSTAS EMBRY BLACK!
– Rachel sua destemperada. Isso dói! – reclamou Embry. Ele havia sido acertado certeiramente na cabeça pelo ovo de páscoa voador.
Todos começaram a rir da cena cômica entre os dois irmãos, mas Paul era o único que focava os olhos em Rachel. Ele não sabia ao certo, mas se sentia inseguro e logo seu corpo suou frio assim que viu Rachel debruçar no parapeito da sacada com os olhos fechados.
– Rachel, tá tudo bem? O que houve? – Kim se aproximou da morena junto com Emily, as demais só olhavam. Leah estava atrás com a mão apoiada no ombro da prima.
– Responde Rachel, você está bem está sent... Oh, meu Deus! – Leah levou às mãos a boca assim que ouviu barulho de pingos d’água caindo. Levou seu olhar diretamente ao chão.
– Eu acho que... AIII! – gritou pela dor da contração.
– Sua bolsa estourou.
Naquele momento todas as mulheres entraram em pânico. Claire e Renesmee queriam preparar as bacias de água quente, achando que a morena daria a luz em casa, assim como era de costume em sua comunidade.
Paul notou a aglomeração na sacada e o grito de Rachel entrando como faca em seu peito, ele correu para dentro da casa, sendo seguido pelos outros.
– Rachel amor tá tudo bem? O que aconteceu? Leah, por que ela não me responde? Rachel fala alguma coisa. – Paul estava atordoado. Assim que entrou viu Rachel sendo levada para sala apoiada por Rose e Alice. E Leah que as orientavam.
– Paul a bolsa dela rompeu, precisamos ir para...
– Bolsa? Tudo isso... E o motivo é uma bolsa? Pô Rach, você tem inúmeras bolsas e eu posso lhe comprar outra se você qui...
– ELA VAI PARIR PAUL! RACHEL ENTROU EM TRABALHO DE PARTO. – Leah perdeu a paciência, gritou alto e claro com o irmão.
Todos perderam a cor da face. Jacob se aproximou de Renesmee, que estava mais pálida que o normal. Assim como Quil foi acalentar Claire, que estava visivelmente apavorada. Paul deixou o corpo cair sobre a poltrona em total choque, seus filhos ainda não estavam no tempo de nascer, em sua cabeça ainda tinha mais um mês.
– Ei Paul, — Seth o cutucou – Não é hora de entrar em choque porra! Tua mulher vai ter neném... Meus sobrinhos vão nascer! – fala alegremente.
– Levanta daí seu ameba destrambelhado. – Emmett gritou com Paul.
– A culpa é minha! A culpa é minha, a culpa é minha. – Embry repetia inúmeras vezes aquele mantra atormentador com as mãos na cabeça, andando de um lado para o outro.
– Deixa de ser gay Embry, não foi culpa sua. – Jasper o alertou.
– É claro que foi! Ele quebrou a estátua preferida dela, e deu nisso. – Jared apontou para a prima que estava sentada no sofá contorcendo-se de dor.
– AIIIIIII!
– Calma Rach, calminha aí. Vamos cuidar de você. – Alice disse afagando as costas da morena.
– TIRE ESSAS MÃOS DE MIM. PAUL!!! – gritou sentindo mais uma contração.
A casa virou uma tremenda baderna. Todos eufóricos... Uns assustados, Paul em choque, Embry se culpando...
– Paul caralho, levanta dessa porra e vai cuidar da minha imã! – Jacob pegou o cunhado pelo braço o sacudindo. Ele piscou diversas vezes e só então, após mais um grito de dor da amada, ele já estava ao seu lado.
– Vai ficar tudo bem minha rainha. Respira... Igual cachorrinho, eu vi isso no Discovery Home and Health, e... AI PORRA! – gritou assim que Rachel apertou sua mão com uma força descomunal.
– CALA A BOCA PAUL, CALE ESSA MALDITA BOCA! OLHA O QUE VOCÊ FEZ COMIGO.
– Pronto! Já peguei a bolsa e o restante das coisas, podemos ir. Lancarter você dirige, eu e Paul vamos atrás com Rachel. – Leah deu as ordens e todos começaram a se movimentar dentro da casa. Inclusive ajudando Paul a levá-la para o carro.
– Jake. – Renesmee o chamou assim que entraram no carro dele. – Estou assustada, não tem nenhuma parteira por aqui?
Jacob soltou uma gargalhada gostosa, todavia que aquela mulher sempre o surpreendia.
– Nessie, aqui as mulheres são levadas ao hospital, lá os médicos fazem o parto. – explicou seguindo os outros carros.
A amish assentiu e encostou sua cabeça no banco do carro. O sono estava ainda mais forte e a preocupação com Rachel fez o seu estômago revirar.
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Mais uma forte contração veio com força total, fazendo Rachel gritar pela dor desesperadora que estava sentindo.
– PELO AMOR DE DEUS TIREM ELES DE MIM, TIREM ELES DE MIM! – Rachel gritava enquanto era colocada em uma maca para se encaminhar para a sala de parto.
Eles tinham acabado de chegar à maternidade em que Leah trabalhava, era lá que Rachel tinha escolhido ter os bebês. Era a melhor e mais badalada maternidade de New York!
Leah não iria poder fazer o parto por que estava de folga, mas poderia acompanhá-lo, já que era bem conceituada e respeitada ali. No entanto, como conhecia toda a burocracia da maternidade, foi cuidar primeiro da papelada, já que o irmão não estava em condições e nem saia do lado da esposa.
– Somente um acompanhante poderá assistir ao parto. Você é o pai? – o senhor de cabelos grisalhos e bem aprumados em seu jaleco branco, perguntou ao enorme moreno que segurava a mão da gestante. O médico estava confuso ao olhar o enorme grupo que acompanhava a parturiente.
– Lógico que sou o pai porra! Ta pensando o que? Que ela é uma qualquer? — Paul estava alterado pelo nervosismo.
– PAUL QUIETO! AI!
– Estou aqui minha rainha, estou aqui!
O médico com a ajuda dos enfermeiros levou Rachel corredor à dentro da maternidade. Ela ficaria em uma suíte onde seria monitorada, junto com os bebês, até estar totalmente pronta para o parto. Todos os seus familiares estavam aflitos na recepção do hospital, com exceção de Emmett e Jasper que precisaram voltar pra cuidar dos negócios do bando. E Rose e Alice que optaram por esperar notícias em casa, tendo em vista que não poderiam fazer nada no hospital, mas prometeram que ligariam a todo o momento para saber sobre Rachel e os bebês.
– Quil, será que ela vai ficar bem? Vou começar a horar pela Rachel e os bebês. Lá na comunidade já vi algumas mulheres não resistirem ao parto de um bebê só... Imagina dois! – Claire perguntou em um sussurro, estava desesperada com a possibilidade.
– Que isso gatinha? Mau agouro pra cima da minha irmã? Rachel é forte, vai ficar bem e os bebês também. Os médicos são bem capacitados. – explicou incrédulo. A loira encolheu os ombros.
– Lee, tá tudo certo? – Embry perguntou preocupado assim que viu a prima de juntar a grupo. – Ela vai ficar bem, não vai? Eu não... Eu não... Não tive a intenção! Céus...
– Ei, fica frio cara. Rachel só vai ter nossos sobrinhos. – Seth tentava acalmar o primo.
– Embry, mais cedo ou mais tarde ela romperia a bolsa. Os bebês serão prematuros, mas já estavam grandes e bem saudáveis. Vai dar tudo certo. Agora melhora essa cara! – Leah explicou na tentativa de acalmar o primo, mas o moreno começou a surtar.
– Mas que porra que ninguém dá notícias da minha irmã, nesse caralho de lugar! Eu quero saber da minha irmã! – gritou na recepção da maternidade, atraindo olhares assustados para o grupo.
– Embry, se contenha porra! – Jacob o repreendeu, mas não podia negar seu também desespero. Ele deixou claro quando um rapaz alto, cabelos loiros, passou por ele -vestido de jaleco, era funcionário, ele não ligava qual função ele exercia- o moreno o agarrou pelo colarinho. – Ei você, seu almofadinha. Vá lá dentro e traga noticias da minha irmã, grávida de gêmeos e em trabalho de parto. Agora! – ditou rouco e autoritário.
O rapaz gaguejava e mal conseguia dizer que ele era somente um patologista residente. Ele não tinha acesso à obstetrícia, já que ele cuidava somente do laboratório da maternidade, porém, pelo medo do armário que agarrava seu jaleco, ele apenas assentiu.
Sam teve uma crise de riso que era ouvida pelos quatro cantos da maternidade.
– Qual o motivo Sam? – Quil perguntou sem humor.
– Ai gente, eu não aguento o quanto vocês são patéticos. – mais risos – Ela foi só ter dois bebês. E olha que é a irmã de vocês, imaginem como deve estar o Paul. – Sam chegava a derramar lágrimas de tanto que ria ao imaginar o estado que o irmão estaria.
Todos começaram a ri também.
– Agora imaginem quando forem elas a terem bebês. – Leah apontou para as Amish.
Silêncio.
– Leah cala a boca que é melhor. – Quil deu de ombros, assim como Jacob.
Renesmee estava cochilando na cadeira da recepção, Claire estava ao seu lado, tinha a cabeça da amiga em seu ombro. Emily e Kim estavam em pé em frente às loiras. Lancarter e Jared havia ido comprar café para todos.
– Leah. – Jacob a chamou. – Acho que vou levar Nessie pra casa, ela parece que está piorando.
– É somente o sono pela fraqueza que a anemia dá Jake. Ela não comeu quase nada no almoço e está debilitada. Precisamos desses exames com urgência pra tratar logo da melhor maneira possível.
– Não pode dar a ela uma injeção de vitaminas?
– Infelizmente não posso super-dosar, Jake! Eu preciso saber qual o grau que a anemia está. Mas leve-a pra casa e a faça comer mais um pouco. Deixe que ela descanse, qualquer coisa me liga. – disse com um sorriso acalmando o primo. – Agora vou lá pra dentro acompanhar o parto de Rachel, logo trarei notícias. – Leah comunica a todos, já se encaminhando para além dos corredores da maternidade, onde o acesso era restrito as pessoas não autorizadas.
– Nessie amor... Vamos pra casa.
– Mas e sua irmã, os bebês? – perguntou esfregando os olhos devido ao cochilo.
– Vão ficar bem, depois eu volto pra cá. Agora vamos.
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– NASCERAM PORRA! MEUS FILHOS NACERAM! – Paul gritava e pulava na recepção da maternidade, dando a notícia a seus familiares. Todos suspiraram de alívio se abraçaram e cumprimentaram Paul que tinha os olhos inchados por chorar.
– Você estava chorando Paul? – indagou Quil, o cunhado assentiu. – Mais que porra de homem é você caralho? – gargalhou.
– Num fode Quil! Quando o teu filho nascer, quero ver tu não chorar. Minha rainha foi perfeita, mesmo que algumas vezes ela tenha me beliscado ou me mordido. – retorceu os lábios com a dolorosa lembrança.
– Ai, chega dessa babaquice – Embry interveio – Os bebês estão bem? Com Rachel está? – perguntou nervoso
– O parto foi normal? – Kim complementou a pergunta.
– Estão todos bem e saudáveis... E sim, foi normal. A coisa mais feia que já vi na minha vida, eca! Porra o buraco fica enorme e...
– Paul, Chega! Essa parte nós não queremos saber. – Jared revirou os olhos. – Quando podemos vê-la e os bebês?
– Ah sim, claro! Rachel só poderá receber visitas amanhã na parte da tarde. O parto foi tranquilo, mas muito cansativo pra ela, com isso, ficará de repouso. Já os bebês que a princípio ficariam na incubadora por terem nascido prematuros, não precisarão ficar, pois estão saudáveis e dentro do peso aceitável, somente vão ficar no berçário pra observação nas primeiras horas. Eles são lindos, uma mistura perfeita minha com a minha rainha... Mas não sei como identificar que é Billy e Harry, já que são idênticos. Mas Rachel falou que tem diferença sim! – Paul fala orgulho e envaidecido.
– Fala sério Paul, bebês recém-nascidos não se parecem com nada além de um joelho gordo e rechonchudo. – Quil fez piada, mas recebeu um olhar fulminante do cunhado.
– Não ligue pra ele Paul, o importante é que todos estão bem e tudo está certo. – Sam abraça o irmão o parabenizando.
– Já que Rachel não pode receber visitas hoje, voltaremos amanhã pela manhã. Vou avisar ao Jake, assim ele não precisa voltar, além de ligar para todos os outros. Cuide de tudo Paul e parabéns. – Emily o abraça também.
– Com quantos quilos e centímetros os bebês nasceram? E cadê a Lee? — Lancarter pergunta.
– Não lembro exatamente agora. Mas ambos nasceram com cinquenta centímetros e um pouco mais de três quilos cada. E a Lee falou que verificaria mais algumas coisas e depois viria pra cá.
Quil abraçou o cunhado o parabenizando, assim como Claire, Embry, Lancarter e todos os outros. Paul estava radiante e transbordando de alegria, ele ficaria com Rachel, passaria a noite com a esposa, que precisaria de toda ajuda possível com os gêmeos. Naquele momento o casal iniciaria uma nova etapa em suas vidas.
Uma sensação de frescor se instalou em seu interior. Paul estava como se flutuassem em nuvens fofinhas. Até o presente momento ele não sabia que poderia existir amor ainda maior do que ele sentia por Rachel. Mas os olhinhos esperançosos daquelas duas criaturas, fruto do seu amor, lhe provaram que sim, que existia amor maior; o amor de um pai!
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A missão de fazer Renesmee comer estava se tornando cada vez mais exaustiva. O moreno travava uma verdadeira batalha com a amada a cada tentativa.
– Jake, eu não quero. Por favor. – gemeu manhosa.
– Nem vem com suas manhas Nessie, você precisa comer. Esta fraca, ficando cada dia mais prostrada, sonolenta e... – o barulho do toque do celular de Jacob o impediu de terminar de falar. Renesmee agradeceu mentalmente, assim poderia se aconchegar nos lençóis tão convidativos e dormir. E foi exatamente isso o que ela fez. – Alô! Ah, nasceram... Estão bem? E minha irmã? – Jacob atendeu ao telefone e foi se afastando da esposa até sair do quarto.
Era Leah que havia ligado para informar sobre o nascimento dos bebês e o horário de visita. Lembrou também que Renesmee tinha exames no dia seguinte.
Jacob voltou para o quarto a fim de dar à notícia a esposa, mas Renesmee estava ressonando tranquilamente por baixo dos lençóis. A bandeja de frutas no criado-mudo não foi sequer tocada.
– Droga Nessie! –esbravejou e saiu para que a esposa pudesse dormir.
Naquele dia Jacob optou por não sair mais de casa, com isso, teve a oportunidade de notar a quantidade de tempo em que Renesmee havia dormido. Precisamente cinco horas seguidas, o que só fez aumentar sua preocupação com relação a sua saúde.
Já era noite quando a jovem despertou ainda cansada e com olheiras.
– Estava me vendo dormir? – indagou curiosa.
– Não, pelo contrário. Estava rezando pra você acordar logo. Nessie pelo amor de Deus! Você precisa comer, dormiu demais. Estou preocupado. – declarou sentando-se a cama junto com ela.
– Não se preocupe amor, é só o meu período, ele sempre me deixa mais abatida. – o acalmou dando um beijo nos lábios carnudos. – Agora quero saber sobre a Rachel e os bebês. Eles já nasceram? Como eles estão?
– Claro, claro! Estão todos bem, mas somente amanhã que poderá receber visitas.
– Graças a Deus que estão todos bem. Filhos são benções a família, Jake. Agora vou pro meu banho.
– Não antes de jantar comigo. – pediu a abraçando delicadamente pela cintura e beijando a pele de seu pescoço alvo.
Renesmee não teve como recusar o convite, e por incrível que podia parecer, ela sentiu seu estômago reclamar por comida. Com entusiasmo contagiante, ela aceitou o tentador convide do amado.
Naquela noite Renesmee deixou Jacob satisfeito e mais tranquilo, pois ela havia comido toda a comida, além da sobremesa, que foi um generoso pedaço de seu gigantesco ovo de Páscoa.
Logo após o farto jantar, a loira convenceu o amado a assistir a um filme romântico. O clima era aconchegante e mágico. Branquinha encontrava-se no meio dos donos, que estavam deitados no enorme sofá da sala de tevê. Jacob não parava de alisar o cabelo da amada. Quando o fim do filme chegou, o moreno deixou a sua imaginação fluiu em como poderia amar sua esposa, entretanto, foi surpreendida por Renesmee dormindo profundamente em seu colo. Mesmo incrédulo, ele a pegou no colo e levou-a para a suíte do casal. A loira dormia tão profundamente que nem acordou quando o marido depositou seu corpo na macia cama e beijou seu pescoço. Jacob acabou por desistir de acorda-la e seguiu para seu banho. Dormiria logo em seguida, afinal, o dia havia sido agitado e cansativo.
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A recepção da luxuosa maternidade, — que mais parecia um hotel cinco estrelas — estava lotada. Praticamente todos já aguardavam a liberação, para enfim, conhecerem os novos integrantes da família. Estavam eufóricos, repletos de sacolas de conceituadas lojas de bebês e arranjos florais belíssimas. Somente dois morenos, que chegavam naquele momento, não carregavam nada em suas mãos.
– Boa tarde galera. Ainda não podemos subir? – perguntou Seth ansioso pra conhecer os sobrinhos.
– Pediram para aguardarmos alguns minutos, Rachel e os bebês estão tomando banho. – Emily explicou.
– Por que vocês estão parecendo uma floricultura ambulante? Sem contar essas sacolas todas. – Embry estava curioso com a quantidade de embrulho e flores que todos carregavam.
– Porque devemos presentear os bebês e a mãe. – Quil respondeu mostrando o quão obvio era a resposta.
– Eu não sabia disso. – Embry indagou confuso. — Desde quando tem essa tradição?
– Hum, deixe-me ver... – Jacob levou a o dedo a cabeça fingindo pensar. – Ah, já sei! Desde que os três reis magos presentearam Jesus Cristo! – brincou sarcástico.
Todos começaram a rir da piada de humor negro de Jacob, somente Embry e Seth se mantinham sérios e até meio sem jeito com a situação.
A recepcionista caminhou até o grupo para informá-los que a visita já estava liberada. Porém os caçulas não subiram, optaram primeiro em ir ao shopping compra os presentes que não tinham lembrado, já que a visita iria até as oito horas da noite.
Rapidamente a enorme suíte ficou pequena, todos babavam pelos novos membros da família. Harry e Billy eram lindos. Pele morena, um farto chumaço de cabelos negros e lisos nas pequenas cabecinhas. Olhos negros penetrantes e uma expressão madura para bebês recém- nascidos.
– Quil, me deixa segurar ele um pouquinho. – Claire pediu manhosa ao amado. Ela era fascinada por bebês.
– Ah! Espera ai gatinha. Estou curtindo meu sobrinho, você gosta do tio Quil não mesmo Billy. – Quil relutava em entregar o bebê. Ele havia ficado encantado com os pequenos.
Nunca os morenos tiveram contato com bebês, mas estranhamente alguns estavam amando a experiência, Quil era um deles. Diferente de Jacob, que se mostrava totalmente sem Jeito.
– Nessie, quer segurar um pouquinho? – Jacob sustentava Harry todo sem jeito em seus braços.
– A Nessie tem agonia de bebês pequenos Jake. Me da que eu seguro ele. – Claire correu pra pegar o bebê do colo do cunhado. Respondendo pela amiga, já que Renesmee somente se encolheu com a possibilidade.
– Jura que você tem agonia de bebês? – Rachel perguntou incrédula. – Sempre achei você com um jeito totalmente maternal.
– É mesmo! Nessie tem jeitinho que será mãezona. – Emily declarou enquanto tentava roubar o pequeno Billy do colo de Quil, que se esquiva a todo o momento.
– Eu adoro bebês, mas só olho. Não consigo segurar, me dá nervoso. Eles são muito molhinhos. – Renesmee explicou-se.
Os bebês passaram pelos braços e colos de todos, menos o de Renesmee que ficava aflita só de olhar os pequenos embrulhinhos. Até que o bebê que estava no colo se Sam, começou a chorar de forma forte.
– Me dá ele aqui Sam. – Rachel pediu ao Primo. -Vem Billy, meu guloso. Já esta com fome de novo? – sem qualquer tipo de pudor ela retirou o seio e ofereceu ao pequeno Billy, que o aceitou na hora, sugando com força o seio da mãe.
Os morenos somente contorcem a cara em desagrado por verem o seio da irmã ou prima. Já as mulheres suspiravam pelo lindo gesto.
– Como você consegue diferenciá-los Rach? Eles são absolutamente iguais. –Jared perguntou curioso. Ele não conseguia ver diferença nos sobrinhos.
– A mãe sempre sabe! – Kim foi taxativa.
– A verdade é que eu não os acho idênticos. São parecidos, mas não idênticos. Billy é mais guloso, nervoso e irritado... Além de ter mais cabelo e as sobrancelhas serem um pouco mais grossas que a de Harry. – explicou com um lindo sorriso ao analisar cada detalhe do mínimo rostinho.
Todos tentavam encontrar a sutil diferença entre os bebês, que pra Rachel era gritante. Até Paul ainda não tinha se acostumado com os filhos, ele tinha dificuldade em diferenciá-los.
Eles passaram algumas horas na maternidade visitando os sobrinhos, mas aos poucos, os casais foram se despedido dos mais novos papais da família.
Jacob e Renesmee foram um dos primeiros, pois tinham tido um dia longo e cansativo. Pela parte da manhã Jacob levou a esposa pra fazer o exame de sangue. Depois seguiram direto para o shopping comprar presentes para os bebês, mas pararam primeiro na cafeteria pra tomar café da manhã, todavia que a loira estava em jejum absoluto por causa do exame. Por último seguiram pra maternidade, mas não antes de almoçarem. O que por si só, já foi mais uma batalha de nervos entre o casal.
Renesmee estava exausta, voltando pra casa com o marido. Ela cochilava no carro. Assim que chegaram à mansão, Jacob a pegou no colo, ele não queria acordá-la. Ela mantinha uma expressão tão cansada e exausta que ele não ousou despertá-la.
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Seth e Embry chegaram ao shopping de NY, mas mesmo assim se sentiam perdidos em suas compras. Não sabiam o que comprar para os sobrinhos que acabaram de nascer. Todos os seus irmãos e primos tiveram ajuda das esposas, mais e eles... Quem os ajudaria? Geralmente era pra Rachel que eles recorriam, mas dessa vez era simplesmente impossível.
– Porra, tu sabe o que vai comprar para os moleques? – Embry perguntou ao primo, que parecia tão ou mais perdido que ele. — Pra Rach, eu vou comprar uma jóia, sei o quanto ela ama receber jóias.
– Acho que vou comprar jóia pros guris também. Os meninos serão cheios de estilo desde bebês. – Seth ostentava um genuíno sorriso ao falar.
– Mas será que bebês usam jóias? – Embry estava em dúvida. – Sei não!
– Só tem um jeito de descobrir; Perguntando na joalheria se tem jóias pra bebês. Bora lá! – Seth chamou o primo se direcionando pra mais cara joalheria do shopping.
Eles passaram quase uma hora na joalheria. Compraram não só jóias para os sobrinhos e Rachel, como pra eles também. Até pingente de dois bonequinhos que representariam os gêmeos, eles compraram pra Paul por em seu cordão.
As vendedoras que os atenderam foram bem atenciosas, e por fim, até indicaram uma loja especializada em bebês ali no shopping. Lá eles poderiam comprar algumas roupinhas e mimos para os sobrinhos. Os morenos tinham se empolgado nas compras para os novos membros da família.
De forma distraída, as duas amigas voltavam da sua hora de almoço. Ainda tinham mais meia hora para desfrutarem, com isso decidiram dar uma volta naquele ambiente já tão familiar.
A morena se distraia com o seu celular, os dedos rápidos e ágeis combinados a conversa envolvente tiraram a sua atenção por alguns instantes. Já a loira tentava chupar seu sorvete e digitar no teclado do seu celular, coisa que estava sendo uma tarefa bem difícil. Ainda mais porque não era uma conversa agradável, era algo que ela acreditava ter deixado no seu passado.
Elas estavam tão distraídas que simplesmente não viram os dois homens que saiam naquele momento de uma loja carregados de sacolas. O choque entre os corpos foi inevitável, entretanto, não seria a primeira vez. Parecia que o destino os forçava aquele encontro ao “acaso”.
Os morenos foram surpreendidos com o choque em seus enormes corpos, mas pouco os abalou, não poderia se dizer o mesmo das pessoas que chocaram com eles.
A loira tinha saído na pior. Além de ter a tela de seu celular novinho espatifado no chão, estilhaçando todo o visor. Ela ainda teve a blusa suja e impossibilitada pra uso por sua casquinha. Teve vontade de chorar por um segundo, ainda estava agachada ao chão inerte ao que acontecia ao seu redor. Já sua amiga morena foi mais rápida, com reflexos mais apurados ela conseguiu pegar o celular antes dele se chocar com o chão. Chegou a soltar um suspiro de alivio, ela também tinha comprado o celular naquela semana.
Os morenos estavam de tão bem humor naquele dia, que somente riram da cena que acontecia. Eles ainda não tinham visto quem eram as mulheres que protagonizavam tudo. Seth soltou uma gargalhada contagiante ao ver uma morena correr pra pegar o celular antes de atingir ao chão. Parecia que tentava pegar um sabonete escorregadio. Mas a morena o olhou de cara feia, pronta pra xingá-lo, mas ao avistar os rosto de quem tanto gargalhava, somente arregalou os olhos, engolindo o palavrão que estava pronto pra sair.
– Puta Merda! – Seth falou ao vê quem o fitava, — a princípio enfurecida — entretanto agora, só tinha cara de surpresa e espanto.
Embry assim que viu de quem se tratava a morena a sua frente, percorreu com os olhos imediatamente à loira que ainda estava agachada no chão. Uma necessidade ainda desconhecida por ele o invadiu, queimando em cada célula de seu corpo. Ele precisava ter certeza, com isso, imediatamente se agachou próximo à loira.
– Esta tudo bem? – perguntou em um misto de preocupação e euforia, levando a sua mão ao braço da loira.
– Meu celular e minha blusa... – choramingou ao falar, mas parou assim que fitou às orbes negras que intensamente a observava.
– Amiga tá tudo bem? – a morena perguntou preocupada.
– Tá, tá! – disse vacilante.
A loira estava aérea. Aquele olhar tão penetrante, parecia despi-la de todas as formas possíveis. Sentia-se vulnerável com há muito não se sentia, era como se sentisse ainda o gosto daquele beijo... A textura dos lábios... Mas tratou de se recompor e erguer seus muros novamente.
Uma rápida conversa se instalou entre eles. Pedidos de desculpas e explicações foram dados, mas todos queriam muito mais. Os morenos que as procuravam há dias, não conseguiram esquecê-las e a sensação de desafio os dominou. Já as belas mulheres se viram imensamente mexidas, como não sentiam há muito tempo, sempre se pegavam fantasiando com os belos morenos.
Agora estavam ali os quatros, frente a frente.
– Não se lembram da gente? — Embry perguntou. Ele tinha certeza que elas lembravam, mas preferiu ir com cautela. – Nos conhecemos na Boate “The Black Night”, há um pouco mais de um mês.
– Sim. Agora você falando, me veio da onde conhecemos vocês. De alguma forma vocês são familiares. – A morena começou a entrar no jogo. Ela sabia muito bem jogar aquele por mais que seu corpo estivesse clamando por sentir o do moreno a sua frente novamente, junto com o seu beijo avassalador novamente.
– Era meu aniversário. Uma festa fechada só pra convidados. Como arrumaram os convites? Não tivemos a oportunidade de nos conhecermos melhor. – Seth estava curioso e um pouco eufórico, mas se controlou.
– Ganhamos dois convites de uma cliente. Ela falou que era aniversário do irmão dela e que era pra não deixarmos de ir, pois seria uma ótima noitada. E foi mesmo. Parabéns pela noite! – A loira estava se divertindo com aquele joguinho.
– Não tivemos oportunidade e o prazer de saber seus nomes e nem trocar telefones. Já que nossos encontros estão sempre sendo a base de tropeços, podemos começar certo dessa vez. O que acham? – Seth foi gentil.
– Claro! Porque não. – a morena fingiu indiferença, mas por dentro estava dando pulos de alegria. – Barbara Dameto, mas pode me chamar de Babi, prefiro mais meu apelido. – respondeu mostrando uma fileira de dentes branquinhos.
– Jenniffer Gaisler, mas podem me chamar de Jenny, também não curto muito o lance de nome – a loira se apresentou com um sorriso genuíno, deixando Embry nas nuvens.
– O prazer – frisou a palavra- é todo nosso! – Embry sorriu safado.
Os quatro conversaram por mais uns minutos, mas logo Jenniffer falou que precisava ir ao banheiro tentar da um jeito em sua blusa melada. Mas os morenos Insistiram em acompanhá-las e aguardá-las saírem de lá.
Cerca de quinze minutos depois as lindas mulheres saíram do banheiro já recompostas. A loira estava com a blusa já limpa, ela havia lavado a parte suja na pia do banheiro e secado no secador de mão, e maquiagens refeitas.
Com o horário de almoço terminado, eles as acompanharam até a loja em que trabalhavam. Com isso, Embry e Seth tinham não só nomes, como número de celular e local de trabalho das mulheres que mexeram com suas sanidades.
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Leah estava com os exames de Renesmee nas mãos. Tinha acabado de chegar ao seu consultório e sua secretária logo lhe entregou.
Ela leu. releu e leu novamente! Não sabia o que pensar. Com certeza as coisas tinham se agravado ainda mais. Pior! Como contar a seu primo o que estava se passando. Com certeza Jacob não estava preparado pelo que viria pela frente, muito menos Renesmee pelo tratamento ter que ser intensificado devido aos fatos e os cuidados redobrados.
Acessou a todos os dados que tinha sobre o acompanhamento clínico de Renesmee em seu computador, precisava ter certeza do que contaria. Com relutância e hesitação, pegou o celular e ligou para o primo, que atendeu ao terceiro toque.
– Oi Lee, estava esperando sua ligação. Por que não me ligou ontem? – Jacob estava preocupado com a saúde da esposa.
– Jake, ontem eu estava de plantão. Além do fato que teve a visita aos gêmeos. Só tive acesso hoje aos resultados do exame da Nessie.
– Tudo bem... Entendo. Mas como ela esta? O tratamento está surtindo efeito? Ela melhorou? – Jacob estava apreensivo. Não sabia dizer o porquê, mas estava nervoso. Talvez tenha sido ao fato de Renesmee está visivelmente mais abatida e apática.
– Jake... – Leah hesitou ao falar. – A Nessie piorou ainda mais.
Jacob arfou pesadamente, sentou logo em seguida em sua mesa, estava no escritório da empresa. Com força ele passou as mãos nervosamente pelos cabelos.
– Não é possível Leah, estamos fazendo tudo direito. – Jacob estava se sentindo frustrado e pela primeira vez impotente sem saber o que fazer para ajudar Renesmee.
– Jake, tem certeza que você está fazendo tudo direitinho como te expliquei? – Leah observou uns dados na tela do computador. – Na semana do aniversário do Seth você descuidou do tratamento dela. – Leah tentava escolher as melhores palavras, por mais que Jacob dissesse que não, ele havia feito algo de errado sim, ou não resultaria no que ela estava vendo.
– Porra Lee, acho que não! – coçou a cabeça em sinal de nervosismo, ele não tinha certeza do que falava, foi uma semana extremamente corrida e estressante. — Tivemos problemas no deposito, teve noites que não dormi em casa, mas sempre deixei ordens pra Mabelle ou Lupita darem os remédios da Nessie. – explicou-se após puxar na memória os fatos daquela fatídica semana. Ela tinha marcado o moreno por ser também a semana que machucou a amada. – Mas por que Lee? Porque esta perguntando dessa semana, preciso que você seja especifica, o que isso interfere?
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– Jake, eu realmente não sei uma melhor maneira de te falar isso... – Leah parou por alguns segundos de falar, o que levou a ansiedade e nervosismo de Jacob aumentar. – Mas pelas minhas anotações e dados que tenho de acompanhamento da Renesmee, nessa semana ela estava vulnerável...
– Que porra é essa de estar vulnerável Leah? FALA LOGO PORRA! Tá me deixando nervoso. – Jacob já estava de pé novamente, andava de um lado para o outro e gritava com a prima.
– Jacob, de alguma forma você vacilou no tratamento da Renesmee, o tratamento não se baseia somente em remédios Jake, você que toma as rédeas de tudo se lembra? Naquela semana você a engravidou, pois era o período fértil dela. Renesmee está grávida! Você vai se Pai! – Leah não escolheu mais as palavras e despejou toda verdade de uma única vez.
– Jake? Jake! JAKE! Tá me ouvindo? Jacob você vai ser pai!
Silêncio!
Foi à única resposta da morena.
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