Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

O som dos pneus freando sobre o asfalto era o único som que ecoava nos ouvidos de Jacob. Sua cabeça estava tonteada com a imagem que martelava constantemente em sua mente; Renesmee toda machucada. Talvez não tivesse a intenção de se sentir assim no dia seguinte, mas ele não agüentou saber que perdeu tamanho o seu controle e causou dor a ela.
O carro parou abruptamente no estacionamento do Casarão. O moreno se dirigia às pressas para seu escritório. Estava nervoso, com raiva, magoado e sem saber o que fazer e nem para onde ir. Somente se deixou levar, quando deu por si, já estava no refugio que era o casarão do grupo.
Ele entrou apressado, como um furacão que deixa seu rastro de destruição por onde passa. Sequer notou Jared dormindo em um dos sofás de visitas. Foi logo ao seu escritório, onde começou a descarregar sua fúria em uma garrafa de uísque.
– Merda Jacob! Você é um babaca idiota! – gritou consigo mesmo, enchendo um copo com o líquido que ele não chegou a beber, pois o destino foi outro: a parede de cor bege, onde o copo se espatifou com o choque, tamanha foi força que ele foi arremessado.
Jared se assustou com os barulhos que vinham do corredor. Ele estava no casarão há algumas horas, desde a sua terrível briga com Kim, onde a morena acabou o colocando para fora de casa. -era uma briga momentânea, todos sabiam, mas ela deixou claro que não queria ele em casa-. Jared caminhou até o escritório de Jacob, de onde os barulhos vinham, e assim que abriu à porta foi rápido em desviar de um porta-lápis que o moreno arremessara.
– Porra Jake! Tá louco cara?
– Estou! E agradeceria se você me deixasse sozinho com minha loucura.
Jared levantou as mãos em sinal de rendição, não iria contrariá-lo. E Jacob bufou frustrado, esfregando as mãos no rosto.
– O que está fazendo aqui Jared? – perguntou num tom ameno.
– Adivinha?
– Kim te botou pra fora.
– Na mosca! Cara ela sempre faz isso, preciso comprar um apartamento de escape. Dessa vez foi foda cara, ela torceu o tornozelo na queda, quando a tirei do palco e ela tá muito puta. – disse levantando uma cadeira que estava caída para se sentar. – E você? Tá muito foda na tua casa?
Jacob não respondeu, estava de costas para o primo, não queria contar o que havia acontecido. Era estranho relatar tal fato, mesmo que ele sempre se abria com a família, aquilo ele realmente não queria compartilhar.
– Não é da tua conta. – respondeu seco.
– E ai cara, relaxa velho. Tu sabe que isso logo-logo se resolve. Sempre foi assim, com a Renesmee não vai ser diferente.
– Cala a boca Jared e me deixa sozinho. Tua mulher te colocou pra fora, me desculpe, mas não tá com moral pra me dar conselhos. Só me deixa sozinho. – foi taxativo.
Jared entortou os lábios em uma careta, mas fez a vontade do primo, saiu rapidamente fechando a porta e deixando Jacob com suas frustrações, sejam elas quais forem.
O moreno caminhava de um lado para o outro tentando entender o que de fato ele havia feito, aonde ele perdeu o controle que não notou? Porém era em vão, nada vinha a sua mente a não ser a trágica imagem de Renesmee machucada.
Ele sabia que era extremamente culpado, mesmo já tendo feito aquilo com diversas mulheres, sempre foi prazeroso, nunca sentiu remorso ou dor por vê-las no dia seguinte, quando ficava para vê-las é claro. Sobretudo, Renesmee era diferente, ele estava se esforçando, precisava fazer o certo com ela, mas estava sendo tão difícil. Controlar seu jeito impulsivo estava sendo fácil, até o momento de ele perder o controle, o que não poderia acontecer nunca estando com ela.
Por mais difícil que fosse ele tinha que tomar uma decisão, pra isso ele precisaria de um tempo. Seria tortura demais conviver com aquelas marcas o mostrando o tempo todo o quanto ele foi imprudente com ela, o quanto do seu controle ele havia perdido. Havia passado dos limites.
TLAD
Os olhos azuis lentamente se abriam, mas a claridade os fez fechar-se de imediato. A dor em sua cabeça era absurda e as náuseas eram torturantes. A loira estava se sentindo péssima, sentia uma forte dor se apossar de seu corpo, nunca tinha se sentido tão mal. Mas foi somente quando se forçou pra sentar, que ela percebeu que tudo poderia ficar pior. Uma dor jamais sentida veio tão forte, que foi impossível reprimir o gemido sôfrego, ele saiu sem nem ao menos ser sentido. Claire nunca tinha sentido aquela dor, ela era diferente de todas que já sentiu antes, era muito mais forte e dilacerante que aquela que sentiu em sua primeira vez. A vulnerabilidade veio em cheio, trazendo consigo o choro compulsivo, ele era silencioso, mas não menos doloroso.
O corpo alvo e bem delineado encontrava-se nu e gelado, o frio era um agravante a toda aquela atmosfera melancólica. A loira estava confusa, não reconhecia aquele quarto. Com os olhos percorreu todo o ambiente e uma porta de mogno entreaberta, aguçou sua curiosidade e necessidade por esclarecimento. Mesmo nua, levantou-se da cama, que balançava com os seus movimentos. Quando deu o primeiro passo em direção à porta, o choro veio novamente, só que agora mais forte. A dor que dilacerava uma região tão íntima triplicou quando o corpo ficou totalmente ereto. Mesmo com dificuldade para andar, a loira forçou seu dolorido corpo em direção a tal porta, que escondia um amplo e luxuoso banheiro.
– Meu Deus! O que aconteceu comigo? – perguntou retoricamente ao espelho, que refletia sua fisionomia devastada. – Por Favor, meu pai. Dê-me luz! – Claire suplicou em oração.
Abriu a torneira, e com água fria lavou o rosto cansado e manchado pelas lágrimas e maquiagem. Voltou a se olhar no espelho e reparou como estava abatida. Em um coque frouxo, amarrou os desgrenhados cabelos, que ainda estavam úmidos.
Com muito esforço, forçou as lembranças em sua mente, puxando em sua memória fatos que ocorreram anteriormente a todo aquele momento caótico. De forma lenta, as lembranças foram voltando, não por completo, mas em flashes: Ela na boate, as meninas dançando, ela e Renesmee sozinhas no estranho ambiente, o momento que bebeu o líquido ruim com a amiga, o mal estar repentino... Um apagão pairou novamente.
Claire pegou uma toalha e enrolou no corpo, aplacando seu frio e cobrindo sua nudez. Decidiu voltar para o quarto e procurar por alguma coisa que a fizesse lembrar-se de algo há mais, porém estancou imediatamente ao recordar de Quil. A loira lembrou-se que esteve com ele, que ele a fez comer, que ele a carregou, que ele a levou pra casa... Mas onde ele estava agora? -ela pensou confusa-. Entretanto, lembrar-se do namorado, fez com que mais uma nova enxurrada de lembranças viesse, só que não tão agradáveis. Quando a constatação bateu, Claire sentiu os joelhos falharem e o choro voltar como uma avalanche. De forma lenta foi em direção ao chão frio, permanecendo ali. A dor surreal que sentia em seu corpo e em suas nádegas, não era nada comparada a dor que sentiu em seu coração.
– Porque Quil? Porque você fez isso comigo? – a loira pergunta para o vazio da fria imensidão do banheiro.
TLAD
Após longas horas vagando pelo escritório, Jacob sabia exatamente como deveria agir diante de tudo. Se ele conseguiria? Era um fato o qual ele não tinha resposta, mas sabia que se esforçaria ao máximo para tentar lidar com a situação.
Já era tarde quando deixou o casarão, não viu Jared pelo caminho e também não estava a fim de vê-lo. Aliás, ele não queria ver ninguém. Entrou no seu carro e saiu cantando pneus pelas ruas de Nova York em direção da mansão que vivia com Renesmee.
O caminho não era longo, mas para Jacob demorou horas até que estacionasse em seu lindo gramado. Suspirou fundo, como se buscasse forças para entrar em sua casa, ele não queria vê-la, não queria sentir aquele gosto amargo de remorso descer pela sua garganta. Mas para sua sorte, Renesmee não estava em nenhum cômodo em que ele passou da casa, ele temia que ela o estivesse esperando, se fosse, não teria como fugir de um confronto desagradável.
Subiu para o quarto, ele não queria, mas tinha que ir até lá. Quando abriu a porta, seu coração apertou-se no peito, ela dormia tranquilamente na enorme cama size do casal. A camisola sobre a pele, o fino lençol cobria parcialmente seu corpo, os cabelos loiros espalhados pela fronha. Um anjo! – pensou – Um anjo o qual ele quase podou as lindas asas.
Foi se aproximando lentamente da cama, sentou-se na beirada e ficou a velar pelo sono da amada. No pescoço e nos braços eram visíveis as marcas da sua falta de controle, da sua falta de senso para com a esposa, a quem ele aprendeu a amar. Os lábios ainda estavam inchados.
– Ah Nessie... Eu, não suporto. Nunca pensei em sentir isso dentro de mim. Mas não suporto vê-la assim... – sussurrou acariciando os cabelos com muita delicadeza, para que ela não acordasse. – Eu a amo, como nunca amei alguém, mas você desperta o monstro em mim ao mesmo tempo em que tento lhe proteger. – beijou o rosto de bochechas coradas. – Vou me afastar Nessie. Não posso perder o controle, não com você. – disse com pesar e se levantou. Andou até o closet, pegou uma mala -muito grande por sinal- e colocou algumas peças de roupas ali, peças o suficiente para deixar seu closet com espaço perceptível e saiu.
Renesmee se remexeu na cama, sentiu ser beijada e tateou a cama ao seu lado. Nada! Não tinha nada ali. Lentamente, ela abriu os olhos e procurou por Jacob. Ainda dolorida se levantou da cama, vestiu um hobbie e notou as portas do closet aberta, caminhou até ele para fechá-las, mas o susto foi grande ao ver que havia um espaço enorme, e que a roupas que costumavam estar ali, não estavam mais. Os olhos imediatamente pinicaram e as dores que sentia pelo corpo não eram nada comparadas a dor aguda que se apossou de seu peito.
– Jake. – sussurrou saindo em disparada a procura de respostas.
TLAD
Naquela tranqüila e agradável manhã de primavera, o sol brilhava e aquecia a atmosfera daquele parque. As árvores ostentavam um verde esplendido e as flores contemplavam o cenário, pássaros cantavam a canção da natureza. Vida! Era tudo que emanava daquele fascinante parque.
Os domingos no Central Park eram sempre prazerosos, principalmente na primavera. Havia crianças brincando, famílias fazendo piquenique, casais namorando e muitas pessoas praticando atividades ao ar livre. E era exatamente isso que um lindo moreno estava disposto a fazer desde a hora que acordou.
Embry tinha tido uma noite maravilhosa, regada de festa, drogas e sexo. Mas naquela mesma noite teve também todo o estresse com a sua família, que praticamente estragou a comemoração do aniversário de Seth. Porém agora ele estava disposto há esquecer tudo e espairecer naquele maravilhoso lugar. O moreno tinha ido fazer uma corrida, porém no caminho para o parque Seth telefonou, e ele acabou convidando o primo para acompanhá-lo no exercício.
– Caralho! Eu não acredito que trouxe esse demônio com você. – assim que chega ao local combinado, Seth reclama ao avistar Embry com Thor na coleira.
– É claro que eu trouxe. – fala de forma obvia. – Ele também precisa praticar exercícios. – afaga a cabeça do robusto cão, que morde de brincadeira sua mão, tirando um sorriso do dono. Thor já havia crescido consideravelmente, e com todo tratamento adequado, encontrava-se bem mais forte e musculoso.
– Até que é bom. Só assim a gente pega umas minas com ele. – sorriu travesso. – Nunca vi adorar tanto cachorro como as mulheres. Só controla essa peste para não arrancar as mãos delas. – alerta o primo.
– Isso mesmo moleque. Comporte-se e arrume umas gostosas pro papai aqui. – Embry fala brincalhão com o cão, como se ele fosse entender algo.
Os lindos morenos acionam o cronometro com contador de quilometragem e iniciam a corrida. Thor os acompanha sem qualquer dificuldade.
– Como será que estão todos? – Seth pergunta ao primo.
– Bem! Eu acredito que uns tenham; feito sexo selvagem, outros dormiram nos quartos de hospedes... Paul provavelmente dormiu no sofá do escritório e Jared deve estar sem teto, já que vira e mexe Kim expulsa ele de casa. – Embry sorri sarcástico.
– Mas vamos combinar que a surpresa da noite ficou mesmo com as suas cunhadas. – Seth solta uma sonora gargalhada ao se lembrar da cena das amish bêbedas e no chão da boate. –Cara, elas até que são gostosas pra caralho. Quil e Jake se deram bem pra cacete. – finaliza voltando a gargalha.
Mesmo conversando e brincando, os morenos não paravam de correr, e nem mesmo perdiam o ritmo da corrida.
– Deixa Jake ou o Quil ouvir você falar assim delas. Eles te arrancam o pau e fura os teus olhos! – Embry devolve debochado.
– Porra, to falando com todo respeito, não as desejo! Mas vamos concorda que as suas cunhadinhas são gostosinhas. — Seth sorriu, sendo acompanhado por Embry.
Assim como seu dono, Thor não mostrava sinais de cansaço. Seth e Embry corriam e mexiam com praticamente todas as mulheres. E foi por uma fração de segundos, enquanto babavam em uma mulher qualquer, que se alongava em uma barra, deixando o bumbum suspenso no ar, que eles não perceberam quem corria distraída em suas direções.
A belíssima loira que corria distraída naquela manhã amava praticar exercícios ao ar livre. Ela ouvia suas animadas músicas e cantava de forma sussurrante. Sempre foi distraída, e com isso não percebeu com quem tinha acabado de cruzado no parque: o moreno, com quem sonhou a noite toda. Por sinal, sonhos nada castos.
Embry só viu a loira quando ela já passava muito próxima a ele, demorou frações de segundos para que reconhecesse quem era a loira misteriosa da boate. Assim que a constatação se abateu, ele estancou imediatamente no lugar, virando-se pra observar a esculpida silhueta, que se afastava cada vez mais. Já estava pronto para voltar a correr e alcançá-la — com quem fantasiou a noite toda — entretanto, gritos a sua volta chamaram sua atenção. Thor não recebeu o comando pra parar, com isso continuou correndo, porém a parada repentina de seu dono exerceu uma força de impacto na coleira, que não suportou e acabou arrebentando. Imediatamente o terrível cão correu em direção a uma senhora, que passeava com seu poodle. Só deu tempo de a senhora levantar o pequeno cão sobre a cabeça e começar a gritar por ajuda, já que o feroz Pit bull queria pegar seu amado cãozinho.
– Socorro! Socorro! Alguém me ajude... Socorro! Esse monstro quer matar minha Fifi! – a senhora gritou histérica.
Seth parou a corrida assim que percebeu que o primo tinha parado, mas não entendia o por que. Quando abriu a boca para chamá-lo, viu Thor se soltar da coleira e correr. Ele até tentou alcançar o cão antes, mas não consegui.
O caos estava formado. Seth tentava parar Thor, mas o mesmo só obedecia aos comandos do dono. Embry deu o comando, e imediatamente o adestrado cão parou de pular na senhora e de tentar pegar o poodle, que tremia de pavor.
Desculpas foram pedidas, mas a senhora saiu o mais rápido que pode dali, sem sequer responder nada. Embry segurou o bravo bichano pelo que sobrou da coleira.
– Que porra toda foi essa? – Seth perguntou irritado.
– Caralho, tu não vai acreditar quem acabou de passar pela gente? – perguntou retoricamente, recebendo um olhar irritado e interrogativo do primo. – A loira da boate! A mesma que você derrubou no chão. – disse eufórico.
– Puta que pariu! A amiga daquela morena gostosa? – perguntou da boca pra fora, já que sabia qual era a resposta. – A morena também estava? – forçou o olhar na direção que o primo ainda olhava.
– Eu não acredito que há perdi de vista. Se não fosse essa velha louca, eu teria ido atrás dela.
– Culpa desse pulguento do caralho. – Seth cospe irritado. – Eu falei que não era uma boa ideia trazê-lo.
Os morenos ficaram irritados por terem perdido aquela “ajudinha” do destino. Até tentaram refazer o caminho por onde a loira seguiu, mas nada encontraram. Mas uma coisa ele colocaram como certo em suas cabeças; não sossegariam até encontrarem as mulheres que tanto os abalaram com somente um beijo.
TLAD
A água morna descia delicadamente pelo corpo moreno bem malhado. Jacob estava no quarto de hospedes, não queria acordar Renesmee. O banho estava lhe acalmando, talvez, quando ele saísse, ela sequer estaria acordada. Seria tudo tão mais fácil assim. – pensou.
Assim que o chuveiro foi desligado e o barulho da água cessado ele ouviu gritos vindo do corredor. Gritos desesperados chamando por ele, era a voz dela, da sua Renesmee. Imediatamente ele se enrolou na toalha e foi até onde os gritos eram ecoados, vendo no final do corredor a imagem da loira chorando desesperadamente e as duas empregadas que tentavam consolá-la e acalmá-la.
– Nessie! – indagou caminhando em sua direção.
A voz rouca trouxe, por um mínimo momento, paz e tranqüilidade para a jovem aflita.
– Jake! – virou se jogando nos braços dele e o apertando forte. – Por que Jake? Por que foi embora? Você não me ama mais? – o pequeno corpo tremia devido aos soluços, era claro quanto desesperada ela estava.
Jacob fez um aceno para que Lupita e Mabelle se retirassem, elas obedeceram de imediato, mas não deixaram de sentir dó pela patroa.
– Ei Nessie... Shhh. Estou aqui!
– Mas eu vi Jake, vi suas roupas. – soluçou – Elas não estão lá e... Você não me ama Jake, você deixou de me amar. – o choro era ainda mais forte. A veracidade com que Renesmee afirmava que ele não a amava, o destruiu ainda mais.
Ele a segurou firme nos braços, — com todo cuidado, como se pegasse um cristal- e a fez lhe encarar.
– Não repita isso Renesmee, nunca mais. Eu a amo. E é justamente por te amar demais que estou fazendo isso. – disse convicto. Ela fechou os olhos.
– Jake, eu não entendo. Eu não sei o que houve noite passada, a não ser sobre o fato de eu ter bebido aquela bebida ruim e ter passado mal. Fora isso, eu não me recordo de nada. Eu juro Jake, juro por tudo o que é mais sagrado. E você não esta me ajudando escondendo de mim. Fiz alguma coisa que te envergonhou? Fui imprudente? Me perdoe eu...
– Calma ok! Você não se lembra de absolutamente nada Nessie? – perguntou somente para constar o que ele já sabia. E ela se nega com a cabeça.
– Por favor, Jake me conta o que houve. Conte-me porque eu acordei assim. – disse apontando para o corpo coberto por marcas.
– Não, por favor, não abra o hobbie. – a voz soou alta e muito clara. O que fez a loira chorar ainda mais compulsiva.
Jacob respira fundo e a aperta em um abraço de consolo. Como uma noite que era pra ser perfeita se tornou um caos?
– Não Nessie, você não fez nada para me envergonhar... Eu sim! – sussurrou fechando os olhos.
– Eu não entendo Jake... Você vai me deixar, é isso?
– Nunca! Nunca irei lhe deixar Renesmee, eu a amo. – acaricia o lábio ferido — Fui eu Nessie. Eu lhe causei toda essa dor. – disse por fim derrotado, soltando-a e entrando no quarto.
Ela correu e entrou também, o abraçando por trás, ele jamais causaria dor a ela, estava tudo tão confuso. Mas Jacob se esquiva dos braços finos.
– Por favor. Não sou digno do seu abraço. – disse pela primeira vez entendendo aos fatos. Era doloroso se declarar culpado. Justo ele, que jamais havia sentido daquilo.
Ela enxugou as lágrimas tentando se controlar.
– Então me conta. Conta tudo o que aconteceu e deixe que após saber a verdade, eu farei o julgamento se é digno ou não. Por favor! – suplicou.
Jacob estava mais do que atordoado, como diria a ela tudo o que aconteceu sem ser julgado como um monstro. Ele sabia que seu temperamento jamais poderia ser mudado, só que por ela, ele ao menos tinha que se controlar.
Ele pegou nas delicadas mãos e a encaminhou até a cama onde se sentaram frente a frente. A conversa seria longa e ele precisava arrumar um motivo para se afastar.
Após ouvir cada detalhe sobre o ocorrido naquela noite, Renesmee levantou-se e foi direto se olhar no espelho. Lógico que Jacob havia ocultado a parte em que matara os caras que ousaram aproveitar-se dela e de Claire. Omitiu também que se afundou em drogas após o corrido, mas fora isso, ele não ocultou nenhum mínimo detalhe, tudo foi revelado.
Ela se olhava no espelho, as lágrimas desciam silenciosas. Estava se sentindo suja... Enojada por saber que outros homens a tocou, e principalmente pelas intenções desses outros homens.
Jacob percebeu. Aquilo tudo era uma grande merda, porque ele não sabia como lidar com aquele sentimento de culpa, remorso, raiva, amor... Tudo ao mesmo tempo.
– Jake, por favor... — sibilou baixinho. – Me perdoe! Perdoe-me por não ter sido capaz de me controlar. Agora estou suja, impura pra você.
– Pelo amor de Deus Nessie, Jamais diga isso. – se levantou e posicionou-se atrás dela. O contato dos corpos fez com que ela se virasse.
– Eu vou te ajudar Jake. Você não irá mais perder o controle. Use o amor que sente por mim, isso se ainda me quiser, estou suja Jake. – soluçou sôfrego.
– Shh. Eu sempre vou lhe querer meu amor. – A abraçou forte. Ele sentiu um bolo na garganta, mas somente isso, nenhuma lágrima descia daquelas esferas negras há anos. Desde que havia se tornado um homem feito, Jacob nunca mais havia chorado, somente quando a tragédia de seus pais e tios aconteceu. Respirou fundo, seria bizarro, mas a dor o consumia. – Sinto em lhe dizer isso Nessie, mas preciso fazer uma viagem, foi por esse motivo que peguei as roupas.
– Viagem? Pra onde? Vai me deixar Jake, eu sei que vai. – um forte soluço escapou de seus lábios, suas emoções estavam em frangalhos.
– É uma viagem a trabalho... — mentiu descaradamente. – Irei voltar em breve, apenas se cuide, por favor. Vai ser bom, temos que nos organizar mentalmente, eu principalmente.
– Não me deixe Jake, volte pra mim. Não me abandona. – o choro era de pura dor.
– Nessie meu amor, não chore. Eu irei voltar, prometo. – disse a acalentando. – Vem... Irei lhe fazer dormir, mas quando acordar não estarei mais por aqui. Apenas prometa se cuidar, ok! – beijou o alto da cabeça da loira, que estava destruída por dentro.
Saber que ele também tinha perdido o controle por estar bêbado levou a constatação de que ela jamais beberia novamente e que a bebida trazia problema às pessoas.
Agarrou-se ao corpo do marido, enquanto ele a colocava na cama e acariciava seus cabelos. Jacob precisava ficar longe e mentir foi o melhor jeito.
TLAD
Há muito tempo o belo moreno estava acordado, se é que realmente pudesse considerar que havia dormido alguma hora. Quil estava sozinho em sua enorme cama, mas seus pensamentos vagavam por toda aquela desastrosa noite. Ele ainda estava enfurecido com as imagens de Claire sendo tocada e bolinada por outros homens. Mesmo tento espancado e matado esses homens, sua fúria ainda não tinha sido aplacada. Um ódio ainda o consumia, nem a noite de tortura prazerosa com a loira lhe trouxe a tranqüilidade que esperava.
O sexo “pós-briga” foi maravilho para Quil. Saber que ele era o único que provaria aquele perfeito corpo por completo o extasiava, mas porque não estava com essa sensação plena agora? -Ele se questionava-.
O sol já brilhava absoluto lá fora, irradiando seus raios por boa parte de quarto, fazendo com que o exausto moreno, tanto fisicamente como psicologicamente, se levantasse e fosse para o banho. Após realizar toda a sua higiene matinal e se vestir, caminhou direto pra cozinha, estava com fome.
Por mais que tenha se esforçado em fazer algo, tudo ficou horrível. Com isso acabou se dando por vencido e desistindo. O dia estava lindo lá fora, então concluiu que nada melhor que um café da manhã em uma renomada cafeteria. Só precisava acordar a sua loira.
Quil ainda estava com raiva por tudo que aconteceu, mas se esforçaria pra esquecer. Caminhou rumou ao quarto que havia deixado a namorada. Não bateu e nem pediu licença, saiu logo entrando, só que ela não estava mais na cama. Percorreu o olhar por todo o amplo espaço e concluiu que ela provavelmente estaria no banheiro, já que a porta encontrava-se entreaberta.
– Gatinha tu tá ai? – perguntou caminhando rumo à suíte. – Tá um dia lindo lá fora. Pensei de a gente sair pra... – ele parou de falar assim que avistou a loira sentada no chão frio do banheiro. – O que tá fazendo no chão? – ele observava atentamente à loira. O rosto vermelho e borrado, os olhos inchados. O claro sinal que esteve chorando.
– Sai daqui! – sussurrou tão baixo que o moreno não entendeu o que foi falado. Ele ameaçou se aproximar dela. – Sai daqui! – ela repetiu, mas agora totalmente audível. – Já falei pra sair. Não quero te ver... SAI! – gritou forçando o corpo a se levantar. Deixa escapar um gemido de dor assim que estava totalmente ereta.
– Deixa de palhaçada. Vamos sair pra tomar um café da manhã na rua. Fazer um passeio. Tá um dia lindo lá fora. – Quil começa a caminhar na direção da loira, que em um momento de fúria, arremessa um vidro de perfume na direção dele.
Quil foi rápido em desviar, mas o frasco passou a milímetros de seu rosto. Chegou a sentir o vento que passou por sua face. O frasco se espatifou na parede azulejada.
– Sai daqui! Deixe-me em paz. Eu quero você longe de mim, seu monstro! – exclamou com fúria, que era transpassada em seu olhar severo. Quil se sentiu incomodado com aquele olhar.
– Deixa de drama. – cortou de forma seca. – Por que você está fazendo esse drama todo? Pode me explicar? – pergunta cinicamente.
Claire deixa uma incrédula gargalhada sair dos seus lábios. O moreno ajeitou-se sobre os próprios pés, transferindo o peso de um para o outro. Ele estava incomodado com aquela frieza e agressividade da amish.
– E sério isso? Ainda tem a cara de pau de me perguntar por que estou assim com você? – fala destilando sarcasmo. – Tá pensando que eu não me lembro do que você fez comigo? De como me tratou?
– Até parece que você não gostou. Você mereceu cada castigo Claire. Comportou-se como uma vadia. Bebendo e deixando os homens tocarem em seu corpo. – gritou com ódio cada palavra. A loira ficou pálida e arregalou os olhos azuis, tamanha surpresa. – Você não se lembra não é? Mais foi exatamente o que aconteceu. Você e Renemee encheram a cara, perderam o total controle sobre vocês mesmo... Quando as encontramos, estavam sendo apalpadas e beijadas por outros homens. – Quil estava com tanto ódio ao lembrar-se da infeliz cena, que acabou desferindo um soco na parede, causando um sonoro barulho. Era pra descarregar a tensão. Claire deu um pulo de susto.
Ela realmente não se lembrava desse fato. Sentiu-se péssima, suja e profana. Mas não foi suficiente pra aplacar sua decepção e tristeza com o moreno.
– Isso não justifica o que você fez comigo. Você me machucou demais. Machucou-me fisicamente e sentimentalmente... Me deixe só! – por fim, suspirou derrotada.
– Você bem que gostou. Vai negar? – perguntou de forma sínica.
– Se eu gostei? – sorriu irônica. – Eu estava bêbeda demais pra falar ou reclamar de algo. Mas acho que essa seja sua especialidade; embebedar mulheres pra usa e abusar delas na cama. Já que você sempre usa dessa tática comigo. Talvez seja a única forma que consiga as coisas. – Cuspiu com raiva, de uma única vez.
Quil encurtou o espaço entre eles em frações de segundos. Estava pronto pra cometer uma loucura, chegou a erguer a mão pra dar-lhe um tapa na face. Nem ele mesmo soube o que lhe fez parar antes de acertar a mão com força na cara da loira, talvez tenha sido o olhar de pavor que ela ficou ou a forma que se encolheu por instinto de proteção. Ele estava totalmente rígido, com olhos fechados, tentava controlar sua respiração. Os braços estavam ao longo do corpo e mantinha os punhos fortemente serrados.
Mesmo tentando se controlar, ele acaba empurrando-a com certa força, levando a loira a cair de bunda no chão frio. A dor dilacerante veio forte novamente, trazendo consigo o choro de agonia. Quil ficou atordoado com a cena de Claire no chão e gemendo de dor. Com uma força quase que sobre-humana, ele dá as costas pra ela, deixando o confinado ambiente para trás. Se ficasse, iria piorar ou estragar de vez a situação.
TLAD
Dois dias tinham se passado desde que Jacob havia ido a sua viagem, só que as coisas não estavam fáceis para Renesmee. Ela quase não se alimentava mais, passava as horas do dia chorando pelos cantos, nem Branquinha a animava mais. Chegava a chorar tanto que cai no sono sem notar.
Ela sentia tanta falta dele... O medo de que ele não voltasse mais. Em dois dias ele apenas lhe deu um telefonema para avisar que chegou bem, mas ele não havia ido de verdade. Jacob estava na sua antiga cobertura, que estava fechada desde que se casou a amish. Ele precisava de um tempo para assimilar tudo e tentar entender seus sentimentos. Até mesmo para dar um tempo de todo aquele tormento sumir do corpo da loira.
Sobretudo, Jacob não deixava de ligar para Mabelle ou Lupita, que passava o feedback completo da patroa. O que o estava deixando desesperado saber que ela não estava se alimentando e estava tão debilitada em pouco tempo.
Mabelle contou também, que Leah havia ido a mansão colher os exames de rotina da patroa e que ligaria para ele informando o resultado.
Leah viu todas as marcas no corpo de Renesmee, mas não comentou nada. Julgou que o casal havia tido uma noite de sexo hiper selvagem, mas não deixou de notar na aparência tristonha e debilitada da jovem. A alertou para continuar com as vitaminas e se alimentando. Chegou a perguntou se ela queria conversar sobre alguma coisa, mas Renesmee se negou, disse apenas que estava com saudades de Jacob. Leah preferiu não forçar a barra, e após colher os exames, foi embora.
Já era noite, e pela enorme vidraça, Jacob via as luzes da cidade se acender. Ele bebia o líquido de cor âmbar, o que foi seu companheiro durante esses longos dias. Longos, porque estava parecendo uma eternidade.
O silêncio foi rompido quando o telefone começou a tocar. Ele até relutou em atender, mas no visor piscava o nome da prima, como sabia sobre os exames, resolveu atender. Seria a única ligação que ele atendia dentro daqueles dias.
– Fala Leah.
– Jake, que diabos esta fazendo? Ninguém sabe de você. Pra onde foi?
– Ligou para saber da minha vida ou me dizer algo interessante? – disse tomando mais um gole da bebida.
– Ok senhor grosso. Liguei pra falar sobre os exames da sua esposa, mas se isso não for algo interessante para você, eu ligo outra hora e...
– Desembucha Leah, o que deu nos exames.
Ela suspirou do outro lado da linda.
– Jake, a anemia dela voltou. Renesmee está como antes, não pode ficar sozinha. Por onde você anda? Por que fugiu?
– Eu não fugi Leah.
– Ok! Se não quer falar não vou forçar, mas espero do fundo do meu coração que você não esteja fazendo uma besteira. Espero que você não esteja com alguma vagabunda qualquer, e deixando sua esposa, que precisa de você – ressaltou — sozinha. Achei que já tinha superado essa fase. Ah Jake! Eu vi as marcas... E cara, pega leve com ela. Renesmee é frágil, pequena, não sabe trepar com selvageria. – disse sem saber o real motivo de tudo.
– Obrigado Leah. Até mais. – finalizou a ligação. Ficou puto com o que a prima falou, mas não daria chances para ela arrancar a verdade dele. Leah era muito persuasiva e ele conhecia as artimanhas da morena de jogar o verde para colher o maduro.
Ele precisava voltar. Lupita e Mabelle não exageraram ao relatar o estado de Renesmee. Em apenas dois dias ela tinha se degradado tanto. Como era possível? Ela era mais muito frágil do que ele imaginava. Mas não significava que ele estava pronto pra ela novamente, pelo contrário, a culpa aumentou ainda mais.
TLAD
Os dias estavam estressantes para todos que ali estavam presentes. Administrar tantos negócios ao mesmo tempo, nunca foi tão complicado para eles. Talvez o fato tenha se agravado exatamente porque a vida pessoal de todos estava um verdadeiro caos.
Jared ainda estava fora de casa, Kim não havia permitido que ele voltasse. Por fim, teve que apelar pra ficar em um Flat. Mas não cansava de tentar uma reconciliação, com isso poderia se dizer que estava gastando uma pequena fortuna, comprado mimos pra agradar sua esposa.
Sam estava estressado porque Emily não deixava o marido chegar nem perto dela, a greve de sexo estava torturando o moreno, ainda mais porque ela provocava. O quarto de hospede foi sua morada nesses dois últimos dias.
Paul era o que mais sofria, pois além de ter que lhe dar com o gênio péssimo de Rachel Black, ainda tinha um agravante, a gestação de gêmeos. O que fazia o moreno ficar nas mãos dela. Com isso, ele estava temporariamente instalado no escritório da mansão do casal. Já que a morena não permitia ele sair de casa, mas também não o deixava no conforto dos quarto de hóspedes. Sem contar nos desejos excêntricos que ela dizia sentir, chantageando e o tirando no meio da madrugada pra procurar por tais iguarias.
Seth e Embry procuravam as mulheres misteriosas por todos os lugares possíveis. Faziam ligações com todos os contatos que tinham, mas nem sombra das fatais mulheres, que lhes tiraram a sanidade. O que é claro; virou chacota dos mais velhos, que perceberam a obsessão dos mais novos em duas mulheres que ninguém sabia quem era. A procura estava mais difícil do que procurar agulha no palheiro.
Quil estava visivelmente mais calado e irritado. Desde que deixou sua amish jogada no frio chão do banheiro, não há viu mais. Claire tinha ido embora pra seu apartamento, nem ele soube como, se a pé ou de taxi. Mas o fato era que ela não atendia a suas ligações e nem o deixava entra no apartamento que ela vivia. Ele só sabia que ela ainda estava lá, porque subornou o porteiro.
Jacob havia sumido sem avisar nada, ninguém ali sabia dele. Ele sequer atendia as ligações dos outros
– Caralho... Que porra! Ele não atende. – Paul encerrou a décima ligação para o cunhado. – Quil, tu não sabe mesmo onde o Jake se meteu?
– Tu acha que sou babá, porra? Já estou cheio de problemas. Lá eu quero saber que de que merda o Jake se meteu. – falou irritado. Ele sabia que o irmão também estava com problemas, mas ele já era grandinho e iria saber se virar – assim pensava -.
– Alguém sabe o que aconteceu pra fazer o Jake sumir dessa forma? – perguntou Sam.
– Deve ser relacionado ao que a mulher dele aprontou na boate depois que vocês foram embora. – Seth ironizou.
– Cala a porra da boca, caralho! – Quil da um soco na mesa, causando um forte barulho. Ele estava enfurecido pela ousadia do primo.
– Relaxa ai, temos que contar Quil. O Jake sumiu e ninguém sabe dele. Todos têem que estar ciente do que se passou depois que foram embora. – retrucou Embry fazendo que Quil saísse da sala exaltado.
Quil não queria escutar o irmão e primo narrarem à travessura das amish. Isso ainda o tirava do sério. Sem contar que ele tinha coisa mais importante a fazer.
– Do que exatamente vocês estão falando? Encontrei com o Jake no casarão, na manhã do dia seguinte a toda confusão que aconteceu na boate. Ele estava transtornado, mas não quis falar nada. – explicou Jared comendo uma rosquinha açucarada.
Imediatamente Seth e Embry começam a narrar tudo o que se passou naquela fatídica noite. Cada palavra falada arrancava espanto dos outros, que hora ou outra gargalhavam por algum fato mais cômico.
Agora entendiam o que estava acontecendo. Com certeza Jacob havia feito em alguma coisa com a amish, que se arrependeu depois. Agora só bastavam descobrir o que seria.
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Os olhos azuis não refletiam mais o brilho de felicidade, eles estavam opacos, sem vida. Tristonhos e inchados. Renesmee observava o belo dia de primavera sentada no banquinho perto da estufa, que ela tanto amava cuidar das roseiras. Branquinha estava deitada ao seu lado, parecia que a cachorrinha sentia toda a tristeza de sua dona e não tinha ânimo para brincar. Até mesmo as rosas estavam um pouco murchas.
– Senhora Renesmee, o seu almoço está pronto. Quer que leve para o seu quarto? – perguntou docemente para não assustá-la.
– Obrigada Mabelle, mas não estou com fome. – disse vagamente.
– Perdoe-me a intromissão senhora, mas precisa comer algo. Não tocou no seu café da manhã e sequer bebeu todo o suco.
– Aprecio a preocupação Mabelle, mas não estou mesmo com fome. Fique tranquila, vou deitar um pouco, quando me levantar farei algo para comer. Estou cansada e com sono. – sorriu fraco, se levantando e chamando Branquinha para que entrasse com ela.
O sol havia se recolhido, dando espaço à linda lua rechonchuda e brilhante no céu repleto de estrelas. Renesmee havia dormido a tarde toda, há pouco estava acordada e já se sentia sonolenta outra vez. Seria a terceira noite sem ele, sua ausência era como facas atiradas em seu corpo. Sentia queimar, doer... Podia sentir o sangue escorrer pelas feridas. Ela estava sofrendo por não o tê-lo por perto. E se Jacob jamais voltasse? Se ele a tivesse realmente abandonado? Não! Não, definitivamente não! Ele não podia fazer isso com ela, não podia deixá-la para morrer sem ele. Até que o coração da jovem amish começou a palpitar descontroladamente quando avistou a SUV preta entrar pela propriedade.
Ela estava na janela do quarto observando o luar, que aos seus olhos eram tristes, quando viu os portões se abrirem.
Desceu correndo para encontrá-lo. Ele estava de volta, de volta para ela. Assim que Jacob abriu a porta, o pequeno e frágil corpo se chocou com o dele, que a abraçou com ternura e saudade, inalando o perfume único que havia nos cabelos platinados.
– Oh meu Deus, Jake! Não me deixe nunca mais, não vá embora novamente. – suplicava chorando agarrada a ele. – Eu senti tanto sua falta. Eu te amo tanto Jake. Me Perdoe, me perdoe por tudo.
Jacob não sabia o que dizer, ele não havia a deixado e nem tinha o que perdoa-la. Somente deu um tempo para que ele pudesse se organizar, entender seus sentimentos.
– Eu te amo Nessie, nunca vou lhe deixar. Senti tanto sua falta. – beijou os cabelos. – Não chore, por favor. – pediu secando as lágrimas nos olhos azuis.
Ele a analisou, os olhos abatidos, inchados e vermelhos. Os lábios já não mais inchados, porém ainda machucados. As marcas arroxeadas já estavam ficando mais claras e mesmo assim ele ainda se sentia culpado e não estava pronto. Sem contar na nítida perda de peso, o que lhe deixou atordoado.
– Você prometeu se cuidar Nessie. Há quanto tempo não come?
Ela baixou os olhos, não tinha coragem de dizer.
– Me diga Renesmee. Há quanto tempo não come?
– Desde que eu acordei e não lhe encontrei ao meu lado. – disse com pesar.
Ele a abraçou, a acalentou e lhe fez comer um pouco. O que só conseguiu após prometer que jamais iria a algum lugar novamente e deixá-la para trás.
Não conversaram, eles apenas se olhavam de forma terna, amável. Transmitiam o que um sentia pelo outro apenas com o olhar.
Após forçar a esposa a comer um pouco, Jacob foi para o quarto tomar um banho. Mabelle, nesse meio tempo, havia desfeito a mala do patrão e organizado tudo corretamente como ele havia pedido, porém ele também pediu que deixasse uma muda de roupas no quarto de hóspedes, o que causou confusão em Renesmee, que se sentia mais aliviada por ter o marido ao seu lado novamente, mas não menos frágil e insegura já que Jacob parecia estar distante com ela.
– Jake, não vai dormir aqui? – perguntou penteando os cabelos após o banho.
– Nessie, ainda não estou pronto. Sinto tanto sua falta, do seu corpo, seu cheiro... Eu não quero ver os danos que lhe causei, ou melhor, não quero que essa dependência de você me faça perder o controle novamente. Além do mais, você está frágil. – sibilou referindo-se a saúde da esposa, ele não havia comentado sobre o resultado dos exames.
– Então dorme comigo, por favor. Não me deixe mais sozinha. – baixou o olhar.
Não teve como o moreno se negar a um pedido tão doce, que ao mesmo tempo, mostrava todo o sofrimento na voz.
Ele sorriu, a pegou pela mão e se deitaram abraçados. O cheiro arrepiava até o seu âmago, Renesmee tinha um cheiro doce, suave. Ah, como ele sentia falta. A pele suave, branca e delicada. Uma maciez sem igual lhe causava choque ao se tocar com a sua.
Logo ela já estava dormindo em seus braços, ela rodeou a cintura com seus braços finos. Uma possessão, para ter a plena certeza de que ele jamais sairia dali.
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O amplo e requintado ambiente encontrava-se parcialmente escuro, a única iluminação era provida pela gigantesca tevê de LED, que passava cenas de um filme romântico. A loira sentada no confortável sofá estava enrolada a uma gostosa manta de microfibras. Tomava chocolate quente e suspirava em cada cena romântica.
Claire há dois dias havia deixando o apartamento do namorado sem olhar para trás. Estava magoada, triste e até mesmo um pouco decepcionada com ele. Jamais imaginou que Quil pudesse machucá-la de propósito. Até poderia entender se fosse sem querer, mas não propositalmente. E foi exatamente o que ele fez; á machucou de propósito.
Logo após ele empurrá-la e deixá-la no chão do banheiro, ela reuniu todas as suas forças e dignidade, levantando-se do chão. Tomou um rápido banho, já que seu corpo ainda cheirava a álcool e isso estava lhe dando repulsa. Vestiu uma de suas roupas que tinha no apartamento dele, já que seu vestido ficou impossibilitado de uso e foi caminhado mesmo pra seu apartamento.
O corpo reclamava pelas dores que sentia, mas ela não fraquejou. Ela nunca foi de abaixar a cabeça na vida, não era a toa que sempre foi conhecida como um furacão em sua comunidade. Sempre se destacou dos demais, já que sempre teve um temperamento difícil, impulsivo e até um pouco altivo.
Ela sabia que iria perdoá-lo em algum momento, mas não antes de toda sua dor e raiva passar. Quil ligou várias vezes, mas ela nunca atendia, sabia que só ele ligava para aquele telefone. Também deixou a trava manual e a correntinha “pega ladrão” na porta, devido ao fato de que ele tinha a chave e poderia tentar entrar lá dentro a qualquer momento.
– Claire, abra essa porta. – Quil gritou impaciente.
O moreno estava do lado de fora do apartamento da namorada há mais de dez minutos. Tentou abrir a porta, mas a trava e corrente não permitiram sua entrada. Tocou incansavelmente a campainha, mas foi totalmente ignorado. Ele esmurrava a porta, mais um pouco ele a derrubaria no chão. Sorte dele é que no prédio que ele tinha comprado o apartamento pra ela, eram somente dois apartamentos por andar, e o da frente encontrava-se vazio e fechado, caso contrário, já teriam chamado à polícia.
Claire somente ignorava os incessantes chamados do namorado, pra ela o filme estava bem mais interessante naquele momento.
– Claire eu juro que se você continuar me ignorando e não falar comigo eu ponho essa porta abaixo e entro na marra mesmo. Não vai ser uma correntinha que ira me deter. – cuspiu nervoso cada palavra. – Não me ignore, sei que está ai dentre... CLAIRE!
A loira bufou, mas acabou levantando do seu confortável sofá. Sabia, agora mais que nunca, que o moreno era capaz de fazer realmente tudo o que falou.
– O que você quer Quil? – ela abriu um pouco a porta, somente a fresta que a corrente “pega-ladrão” permitia. – Fale logo. –ela mantinha as mãos na cintura.
– Deixe-me entrar. Precisamos conversar e acabar com essa pirraça sua.
– Pirraça minha? – sorriu irônica. – Você ainda não me viu fazendo pirraça Quil. Não me teste. – finalizou.
Claire mantinha uma postura altiva, cabeça reta e queixo elevado. Uma mão na cintura e a outra gesticulando.
– Vai querer medir forças comigo Claire? Acho que você é quem não deve me testar.
– Não Quil, você já me mostrou exatamente do que é capaz. Até hoje eu carrego a dor em meu corpo.
As palavras da loira o atingiram como uma bomba. Ele sentiu uma pontada em seu peito ao perceber a dor por trás da voz delicada. Quil ficou sem palavras, sem argumentos, somente suspirou derrotado.
– Por favor, gatinha. Vamos conversar com calma. Não quero ficar brigado com você, eu estou com saudades! – falou mais brandamente, o que quase levou a mulher impulsiva e autoritária do outro lado da porta a ceder. Porém seu corpo reclamou assim que caminhou mais pra próximo da porta, a dor lhe trouxe a realidade. Não poderia perdoá-lo, ainda não estava pronta.
– Quil, eu te amo! Mas ainda não estou pronta pra essa conversa, muito menos pra te perdoar. Assim que meu corpo se curar e não reclamar mais pela dor do que você me causou, iremos ter essa conversa, não antes disso. – Claire disse calma e serena, passando segurança e seriedade.
O moreno sabia que não tinha mais o que fazer, ela não mudaria de ideia. Frustrado, acabou se dando por vencido. Aproximou-se do vão da porta e colou o rosto entre a corrente.
– Tudo bem Claire. Se é assim que você quer... Eu vou te respeitar. – ele sussurrou com tranqüilidade. Se o fato fosse em outros dias, a porta já estaria no chão a muito tempo, mas não poderia piorar mais as coisas. – Fique bem, ligarei todos os dias.
Quil ainda mantinha o rosto entre a porta e a testa apoiada na corrente, mas foi surpreendido por um singelo selinho. Ele transmitia todo amor que ela sentia, mas também a clara confirmação que ainda não estava pronta pra ele.
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O sono não veio com facilidade, Jacob custou para fechar os olhos. Não conseguia parar de olhar a bela mulher deitada em seu peito.
Ele ficou zelando por Renesmee enquanto ela ressonava tranquilamente. Era nítido o quanto ela estava aliviada somente por ele estar por perto, por ter a certeza de que se ela abrisse os olhos, ele estaria ali. A culpa ainda predominava o seu interior, principalmente por vê-la tão abatida. Sobretudo, por mais que ele quisesse ficar admirando o belo rosto – que estava com a aparência cansada – foi vencido pelo cansaço e notou quando a escuridão lhe tomou por completo.
Algumas horas haviam se passado após Jacob adormecer, ele não percebeu quando Renesmee se levantou de seu peito e se aninhou ao seu lado. Ela já não dormia, ela sequer dormiu na verdade, mas Jacob pensou que sim. A todo o momento ela só queria sentir aquele contato carnal, ter aquela tranqüilidade novamente em estar nos braços dele, sentir seu cheiro, a textura da sua pele... Somente por saber que ele estava ali.
Ela sorriu marota quando ele se virou e ficou de frente a ela. Ele dormia como um bebê, com as mãos apoiadas por baixo da cabeça, o corpo em forma de feto. Era lindo! Como uma pessoa poderia ser tão complicada com aquela aparência de anjo? Independente de qualquer coisa, ela o amava, o amava tanto que não o culpou por nenhuma dor, por mais que fosse dilacerante saber que foi ele o causador de tantas marcas.
– Ah, Jake! Se você soubesse o quanto mudou minha vida. Te amo por toda a minha existência e até mesmo, depois dela. – sussurrou baixinho, acariciando a face morena. Ele não se moveu.
O cheiro amadeirado do perfume único que emanava da pele máscula inebriava suas narinas, ela fechou os olhos inalando-o, saboreando aquele cheiro agradável. O ar entrava com louvor, dominando todo o corpo da jovem que sorria de olhos fechados.
Era como se o perfume dele fosse feito exclusivamente para ela, para ser apreciado com a maior magnitude. Estava se sentindo só, com saudade, carente e com muita vontade de ser amada. Ela prometeu que ajudaria a ele não perder o controle e também ela acreditava que não seria necessário.
Renesmee aproximou-se mais de Jacob, e com carinho retirou o fino lençol de seda que o cobria. Ele estava apenas de Box. Ele sentiu o vento gélido passar peculiarmente pelo seu corpo assim que foi descoberto, mas não teve forças para abrir os olhos.
Ela então, ao vislumbrar o homem que tanto amava a sua frente e aquele cheiro deliciosamente viciante a ela o que a fez sua boca extranhamente salivar.
Não deixaria Jacob ficar longe dela, jamais!
Ela se inclinou apoiando-se sobre o cotovelo e começou a distribuir beijos na face dele. Sobre toda ela.
Jacob se remexeu ao sentir os lábios delicados passeando por sua pela. Precisamente em seu rosto, linha do maxilar e repousando em seus lábios.
Ele queria muito retribuir, a tomá-la em seus braços e lhe fazer sua, mas seu ego destruído entrava em contradição com sua mente perturbada de desejo. Decidiu que era melhor tentar se afastar e com isso ele virou de costas para ela, indo com o corpo mais perto a beirada da cama, o que deixava uma pequena distância entre os dois, o que ele julgou ser suficiente. Contudo, Renesmee achou graça, pensando que ele realmente estava inconsciente, se ajoelhou sobre a cama indo mais perto.
A mão delicada rumou diretamente para a pele nua das costas de Jacob, ela acariciava com ternura e timidez, mas após uma lufada buscando coragem, ela deixou de ser inibida e deixou-se levar pelo que sentia em seu peito; amor, carinho e muito desejo.
Jacob apreciava tudo de olhos fechados, a mão macia e pequena deslizando por toda a extensão de seu corpo, para em seguida uma nuvem de beijos delicados e molhados em suas costas e nuca. Lambidas ao pé de seu ouvido lhe fizeram arrepiar, e por mais que mentalmente ele desejasse que ela parasse – por medo de perder o controle – seu corpo reagia ao dela de forma inexplicável.
Queria retribuir todo aquele carinho à altura que Renesmee merecia, mas sabia que o animal que dominava seu ser interior não entenderia. Ele só pedia que ela notasse que ele não reagia e desistisse, mas uma chupada em seu pescoço lhe causou uma respiração mais ofegante e involuntária, o que lhe entregou.
A loira pensou que o marido começaria a responder ao seu contato, mas nada além de uma pequena lufada.
Ela suspirou desgostosa, estava prestes a desistir e constatar ao fato de que Jacob não acordaria, mas o moreno outrora, estava afim de saber até que ponto Renesmee chegaria.
Ela levantou da cama e retirou seu hobbie e camisola, seguido de sua pequena lingerie. Não sabia o porque de fazer aquilo, mas ela necessitava e precisava dele. O seu corpo reagia de forma com que seus desejos se superassem, estava agindo apenas pelo seu instinto e sua vontade.
Ela voltou a cama e o virou com certa dificuldade, afim que ele ficasse de barriga para cima.
Jacob não fez esforço algum para se manter na posição que estava, seu corpo já estava mais do que quente, estava em plena erupção. O que o mantinha longe era somente a sua razão que gritava a todo o momento que ele não estava pronto pra ela.
Renesmee sequer notou que não teve dificuldades em mudá-lo de posição. Os olhos azuis brilharam ao notar o volume sob a cueca azul marinho. Ele estava reagindo aos seus toques, ele a desejava, ele a queria. Chegou a essa conclusão o que fez seus lábios se alargarem em um sorriso tímido.
Com nenhuma dificuldade a loira sentou sobre o corpo de Jacob, ele apertou os olhos ao sentir aquele contato tão mais íntimo. A feminilidade de Renesmee roçava em sua pele, o que causava dor em seu membro que estava latejando de tão duro.
Ela se debruçou sobre ele, roçando os seios involuntariamente em seu peito, inclinando-se até alcançar os lábios carnudos onde depositou um beijo molhado.
Não teve mais como se conter, Jacob levou as mãos até a fina cintura nua, mas sem abrir os olhos, sussurrou:
– O que pretende Nessie? – a voz quase não saia.
Ela, com seu corpo arduamente enlouquecido e clamando por ele, foi bem próximo ao ouvido dele.
– Ser amada! Me ame Jake. – disse rouca, carregada de desejo. O que fez Jacob gemer em resposta.
Ele a conduziu para que ficasse ereta sobre ele, queria a olhar nos olhos, mesmo sabendo que com a imagem linda da imensidão azul ele também veria as marcas da sua dor.
– Nessie... – sussurrou analisando o belo corpo nu. – Não posso... Aliás, não podemos está tudo recente e...
– Shh. – ela o calou com o dedo indicador nos lábios. – Apenas me ame Jake. Não vai me machucar, já passou. – disse docemente. Ele sorriu encantado passando o dedo polegar no lábio ainda cortado, porém, sem inchaço.
– Você é uma caixinha de surpresas, a qual eu me apaixono a cada dia. – declarou pegando mais firme em sua cintura a forçando a beijá-lo.
Era difícil para ele não libertar o animal Jacob Black que era louco por um sexo selvagem, nada peculiar. Mas sabia que não poderia mais ser assim, que a amava e que não suportaria mais machucá-la. O desejo clamou mais árduo em seu corpo, ele a amaria de todas as formas possíveis.
O beijo era calmo, apaixonado. Renesmee dava mordida no lábio inferior de Jacob, intercalando com pequenos chupões.
Ele a soltou, apenas para apoiar-se e se levantar, ficando assim sentado e encostado na cabeceira da cama. Ela, ainda sobre seu colo.
A mão retirou o cabelo loiro que cobria o belo e esguio pescoço, dando assim liberdade para que Jacob pudesse degustar da pele alva, com sabor indescritivelmente bom.
Ele a beijava com desejo, milimetricamente cada parte, traçando linhas de beijos e lambidas pelo pescoço, colo, linha do maxilar, até chegar aos lábios rosados. As línguas se duelavam em uma batalha de carinho, provando e apreciando a textura um da língua do outro.
As mãos tinham vida própria e passeavam pelo vale do corpo um do outro.
Renesmee gemeu quando Jacob a apertou mais arduamente, o que fez o moreno se assustar a ponto de soltá-la.
– O que foi? Lhe machuquei? Doeu? Nessie eu...
– Jake! Não. – ela capturou o rosto dele em suas mãos, tendo em vista que ele estava desesperado procurando por algum hematoma. – Não foi dor Jake... Foi por gostar.
Ele fechou os olhos baixando a cabeça e a movimentando em negativa, suspirou pesaroso. Talvez aquilo não fosse certo.
– Não dá Nessie, não vai dar certo.
– Vai sim Jake. Por favor. – pegou em seu queixo o levantando para que ela o encarasse.
Espera, estava tudo ao contrário. Desde quando ele imaginaria que ela poderia ser aquela mulher dominadora? Era uma pergunta retórica, não no sentido sexual, mas sim em realmente se sentir segura. Como se soubesse exatamente o que estava fazendo e pela primeira vez na vida, Jacob se sentiu acuado. Era estranho, mas não negava; estava feliz em ver a mulher a sua frente crescer e mais, por fazer parte disso.
– Eu vou lhe amar.
Foi à última coisa que ele disse antes de se entregar totalmente.
Os beijos tinham destino certo, Jacob não via outra forma de reparar o mal que havia feito a Renesmee se não fosse a amando com intensidade. Sua boca percorria por cada marca ainda visível no pequeno corpo, assim como suas carícias, que eram direcionadas a mesma região como uma suplica de desculpas.
A boca repousou nos seios e o que ele havia machucado, traçou com a língua em círculos deixando-o ainda mais túrgido pelo desejo. Ela gemeu em resposta e agarrou nos ombros dele.
Lentamente ela se levantou para que assim, Jacob pudesse retirar a única peça de roupa que cobria seu corpo, voltando a se sentar sobre ele lentamente.
Renesmee foi ousada a beijar toda a extensão do dorso de Jacob, descendo cada vez mais a medida que seu corpo também se movia em retrocesso.
Sua mão segurou firme o membro ereto e começou a se movimentar, mas logo a mão foi substituída pela boca macia e delicada.
– Hum! – ele gemeu por sentir a língua passear pela sua glande.
Ela o lambeu, chupou e até mordiscou cada centímetro do membro de Jacob. Pela primeira vez se sentiu desinibida e livre de si para fazer o que tinha vontade.
Voltou ao seu colo, ele ainda sentado, os olhos fixos no dela.
Ele a segurou pela cintura e ajudou-se a se encaixar em seu corpo, lentamente, docemente... Ambos gemeram pelo contato.
– Te amo. – ela disse assim que sentiu ser preenchida por completo. Estava dolorida, não havia se passado muito tempo, mas a dor da saudade superava a dor física.
– Nada em muitos anos me fazia tão feliz como você me faz. – Jacob declarou sério, convicto e firme.
Uma dança erótica e prazerosa começou. Ele a conduzia nos movimentos, que eram lentos e sensuais.
Renesmee espalmou o peito de Jacob e jogou a cabeça para trás fechando os olhos, enquanto se remexia sobre ele.
A visão era ilustre! Divina ele rotulou. Vendo os seios redondos se movendo conforme ela se mexia em seu membro, o suor descendo pelo pescoço indo até o colo.
Jacob estava em pleno frenesi, ela era a mulher que lhe completava, que ele esperou a vida inteira e estava ali, somente para ele. Entregue!
– Ness...
– Jake...
Um deixava escapar o nome do outro enquanto se amavam. As mãos firmes de Jacob foram para a nuca da loira, onde ele puxou para beijá-la um beijo de fome.
À medida que os carinhos iam aumentando o ritmo da loira aumentava também. Estava tudo mágico e prazeroso. Ali Jacob percebeu que jamais perderia o controle com ela novamente, que ela despertava o pior que havia nele, no sentido de protegê-la, mas também, lhe despertava o ser mais puro que ele não sabia que existia em si.
– Não para. – pediu rouco, a respiração ofegante. Ela estava agarrada em seu pescoço com o rosto enterrado na curva de sua nuca. Enquanto ele chupava a pele do pescoço dela e o lóbulo da orelha. – Não para amor... Estou quase.
– Ahh! Jake.
– Isso Nessie... Isso...
– Jake eu...
– Hum... Te amo! – ele gritou explodindo dentro dela. Renesmee apenas gemeu um gemido de satisfação,sentindo todo o seu corpo convulsionar. Ela o abraçou ainda mais forte, os corpos colaram misturando os seus cheiros e suor.
– Obrigada! – ela sibilou baixinho.
Jacob a afastou para que pudesse a olhar nos olhos, suas sobrancelhas estavam arqueadas ele não havia entendido o porquê do agradecimento.
– Nessie, pelo o que exatamente?
– Pelo simples fato de me amar. – sorriu.
O moreno sentiu aquilo como um tapa na sua face, ela era perfeita demais e o mínimo que ele poderia fazer era amá-la.
– Eu sempre irei lhe amar. – declarou capturando novamente os lábios doces e rosados.
Aquela noite marcaria para sempre a vida dos dois. A dele por aprender e também por descobrir o homem maravilhoso que ele podia ser para ela e a dela, por saber que acontecesse o que acontecessem, eles se amariam para sempre e que ele sempre estaria ali para ela.
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10 Dias Depois...
Quil andava de um lado para o outro, todos aqueles dias estavam parecendo anos. Não sabia o porquê se sentia tão revoltado; se era o fato de não conseguir se desculpar ou se era o fato de Claire ser tão birrenta!
Havia prometido para ela que ligaria todos os dias, mas as ligações começaram a ficar chatas e monologas, então fazia dois dias que ele não discava o número da sua gatinha.
– Merda Claire! – esbravejava em seu apartamento, mas seus pensamentos foram dissipados quando seu celular tocou alto, o som único que ele havia colocado para ela: Claire.
– Gatinha. – atendeu rapidamente, não conseguia esconder a euforia em sua voz, por mais que estivesse com raiva, estava louco de saudade.
– Não agüento mais Quil. Vamos conversar, acho que estou pronta.
Não foi preciso mais palavras para fazer o moreno pegar as chaves de seu carro e sair em disparada para o apartamento que havia dado à loira. Finalmente estaria caminhando para se resolverem e principalmente: Se amarem!
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