Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
O sol brilhava absoluto na imensidão azul celeste, as poucas nuvens eram tão branquinhas que pareciam algodão; a grama era tão verde, assim como o colorido das flores eram vívidos. Os pássaros cantando davam o toque final na paisagem primaveril. Em cada canto daquele imenso jardim emanava vida. Mas algo estava desequilibrando aquela linda paisagem. A loira sentada à sombra de enorme macieira tinha um olhar vago, longe da linda paisagem. Há muito Renesmee havia se perdido em pensamentos, o coração apertado estava sufocando-a. Precisava fazer alguma coisa, mas o quê? — ela pensava – Contudo um fino latido atraiu novamente a sua atenção para lindo cenário que era seu jardim.
Branquinha corria pela vasta grama atrás de uma linda borboleta. A filhotinha, já um pouco mais crescida, — mas ainda muito pequena -, tentava inutilmente pegá-la. Renesmee sorriu com a cena. Os pêlos, sempre tão branquinhos, estavam cheios de grama, o focinho e as patinhas estavam marrons pela terra, com certeza ela havia cavado algum buraco. A amish acabou sorrindo depois do suspiro derrotado que soltou, teria que dar outro banho em Branquinha.
Há quase uma semana a primavera havia chegado e com ela a realidade. Renesmee sabia que precisava tomar uma providência, na verdade, somente comunicar sua decisão e de Claire. Os três meses que as amish tinham pra conhecer o mundo, e então fazerem suas escolhas haviam acabado, porém suas escolhas a muito já tinham sido feitas, porém de alguma forma a loira sentia que precisava se explicar a sua família.
– Branquinha! Vem com a mamãe. – chamou a filhote saltitante, que imediatamente parou de correr e olhou em sua direção e imediatamente começou a correr em direção a sua amada dona. – Sua porquinha! Vou ter que lhe dar outro banho. Só essa semana já é o segundo. – Renesmee segura em seu colo à cachorrinha toda suja. Tentava fazer cara de brava, mas nem Branquinha acreditava. Imediatamente lambeu a face alva da loira, que gargalhou pelo ato.
Ela então se levantou do chão com Branquinha em seu colo, caminhando rumo à mansão. Teria um banho para dar na cachorrinha.
Renesmee suspirou satisfeita ao terminar de secar os pêlos de Branquinha, que estava novamente com os pêlos brancos e cheirosos. Impecável! Toda aquela atividade havia distraído a jovem amish, mas não tinha a feito esquecer o que tanto angustiava seu coração. Determinada caminhou pra fora de sua suíte, já sabia o que queria e precisava fazer.
TLAD
Jacob chegou do trabalho no começo da noite, e imediatamente saiu à procura da esposa, que não estava a sua espera como de costume. Estranhou o fato, já que Renesmee sempre seguia metodicamente uma rotina.
Há dois meses estavam casados, estavam se esforçando pra se entenderem e darem certo. Renesmee passou de uma simples obsessão sexual à mulher da sua vida em apenas um pouco mais de três meses que se conheciam. Era tudo intenso e arrebatador. Jacob ainda tentava entender quando foi que tudo fugiu de seu controle e se viu perdidamente apaixonado, amando aquela menina simples, de olhar meigo, jeito delicado e inocente de ser. Por ela, ele seria capaz de matar e morrer.
– Lupita, onde está Renesmee? Procurei por toda casa e não a encontrei. – o moreno se deu por vencido, decidindo perguntar a empregada onde sua esposa estava, já que não havia encontrado em lugar nenhum.
– Senhor Black, a senhora Renesmee esta há algumas horas trancada no escritório. Nem veio preparar o Jantar. Tomei a liberdade de fazer algo pra servir. – a senhora disse calmamente. Ela já se sentia menos intimidada na presença do patrão.
– No escritório? – pergunta incrédulo. Ela nunca ia naquele lugar da casa, somente quando ele estava lá. – Tudo bem, vou chamá-la. Obrigada! – saiu rumo ao seu escritório. Lá não tinha nada comprometedor. O que poderia comprometê-lo, sempre estava trancado no cofre ou na gaveta com tranca, mas o fato dela estar em seu escritório realmente o deixou apreensivo.
– Nessie? – chamou pela esposa, que estava sentada à mesa. Os cotovelos estavam apoiados sobre a mesa e cabeça enterrada nas mãos. Os cabelos cobriam a sua face como uma espessa cortina.
Jacob não conseguia ver seu rosto, já que a cabeça estava baixa e era escondida pelos platinados fios. Imediatamente após ouvir seu apelido ser pronunciado pela voz que tanta ama, ela levantou o olhar para ele.
– Nessie o que houve? Por que esta chorando? – pergunta ao ver a face alva inchada e banhada por lágrimas. O olhar era sofrido e triste.
– Jake! – ela levantou-se e correu pra abraçá-lo. Precisava daquilo.
Ele a recebeu em seus braços fortes e a aconchegou em seu peito. Seja lá o que ela poderia estar sentindo, ele a protegeria. Tiraria aquela dor e sofrimento de seus olhos. Renesmee por minutos nada disse, só chorou nos braços do homem que tanto amava. Aqueles braços eram sempre o seu porto seguro.
Depois que a agonia havia passado e o choro cessado, ela já se sentia pronta pra falar. Jacob somente a confortava, esperando pacientemente por uma explicação para aquela inexplicável emoção.
– Jake. – chamou com a voz falha e fraca pelo choro. – Eu escrevi uma carta e preciso fazer com que ela chegue ao lugar de destino. Me ajuda? – soluçou enxugando as lágrimas.
– Claro Nessie! Mas do que você está falando? Pra quem você quer enviar uma carta? – perguntou estava confuso.
– Nosso tempo aqui, acabou Jake. Estaríamos voltando, só que... Não podemos mais. Já escolhemos há muito tempo... Mas eles precisam saber e entender o porquê. – Renesmee chora ao falar. Tudo sai de forma evasiva e confusa, fazendo com que Jacob continuasse sem entender.
– Nessie, eu preciso que você seja mais especifica. Eu ainda não entendi exatamente o que você esta tentando me dizer. – Jacob estava nervoso e confuso, queria entender e ajudá-la. Mas Renesmee estava nervosa, chorava e soluçava muito, não falava coisa com coisa. – Comece me contando essa história do começo. – ele senta no confortável sofá que tinha ali perto, puxando-a pra se sentar em seu colo.
– O meu tempo e o de Claire terminaram. Já faze três meses que deixamos as nossas famílias e a comunidade pra trás. Teríamos que estar retornando pra casa assim que entrasse a primavera. Mas nossos destinos foram selados aqui em Nova York. Não voltaremos nunca mais. – soluçou ao lembrar-se da dura constatação. Jacob somente a escutava, nada dizia. Enxugou a lágrima que teimava em descer pela face alva. – Eu sinto a necessidade de dar ao menos uma explicação a eles. Minha família esta a minha espera, mas eu nunca vou voltar. – Renesmee desaba em lágrimas novamente.
Vê-la sofrer fazia seu coração doer, se apertar em agonia. Nada que ele fizesse tiraria aquela dor. Era a dor da escolha. Renesmee a cada dia crescia um pouco, se tornando mais mulher. Mas algo nunca a abandonaria; sua fragilidade, o jeito inocente e único de menina. A loira era única, de valor imensurável. Eram esses gestos simples que fazia ele se encantava cada dia mais com ela.
– Você esta arrependida da escolha que fez? Você quer voltar? – o coração do moreno doía só em pensar na resposta que ela poderia dar. Ele não era perfeito, fez muita besteira nesse pouco tempo que estavam juntos. Porém ele não queria escutar dos lábios que tanto aprendeu amar, que ela havia se arrependido. Se arrependido de escolhê-lo.
– Nunca! – fala firme e confiante. Jacob suspira aliviado. – Nunca Jake, em momento algum eu me arrependo de ter lhe conhecido e muito menos de lhe amar. Faria tudo novamente se fosse preciso. Porém saber que estou deixando minha família para sempre, dói. Nunca mais vê-los, saber como estão... Isso é tão cruel em nosso mundo. Queria que houvesse um meio termo. Queria poder visitá-los de vez em quando. Mas nada disso é possível. Agora eu sou como uma desconhecida pra eles, meus pais nem podem falar comigo seu eu fosse atrás deles. É proibido! – diz tristemente. As lágrimas desciam sem ao menos serem sentidas, mas Jacob as seca carinhosamente.
Ele estava revoltado com tudo o que ouvira, mas já tinha ouvido falar e conhecia algum dos costumes dos amish. Como eles eram rigorosos com suas regras e mais ainda, com os que abandonavam a comunidade. Eles realmente viravam as costas para os ex-integrantes da comunidade. Era revoltante para o ele entender como os pais, que diziam amar tanto um filho, seriam capazes de virar as costas se eles fossem procurá-los. Mas esse era o costume, por mais que ele não aceitasse e nem compreendesse. A única coisa que poderia fazer era recompensá-la, amando-a incondicionalmente.
– Claro que eu ponho a carta no correio pra você. Já a escreveu?
– Sim, claro. – ela levantou do colo do marido, indo pegar na mesa a carta que havia escrito para os pais. – Você quer ler? – perguntou estendendo o papel em direção a ele, que assentiu e pegou o papel.
A caligrafia era bonita e bem desenhada. O moreno começou a ler e em cada parágrafo compreendia melhor o sentimento de Renesmee. Principalmente a importância que ele tinha em sua vida.
*Carta on*
Minha tão querida e amada Família,
Sei que vocês estão a minha espera, mas o que chega somente é esta carta em meu lugar. Nunca imaginei em toda a minha vida que um dia eu não estaria mais ao lado de vocês, mas o meu destino era algo muito maior que eu planejei um dia.
Tenho orgulho de dizer que nasci e cresci em uma comunidade Amish. Que sempre vivi de forma simples e limitada. Sempre aceitei nossa vida e jamais imaginei que seria diferente, mas Deus às vezes tem planos maiores que os nossos mesmos.
Antes de sair da nossa comunidade, jamais me imaginei fora dela, mas hoje estando onde estou, vejo que jamais poderia viver a vida que estava predestinada a mim assim que voltasse.
Quero que vocês tenham certeza que eu não me rendi à futilidade, ganância ou luxúria do mundo aqui fora. Nunca. Isso jamais! Eu simplesmente conheci o homem da minha vida, aquele que sempre foi destinado a mim, a metade que me completa em todos os sentidos.
Eu não vivo em pecado papai e mamãe. As coisas aqui fora são muito diferentes, com isso me casei há dois meses. Jacob é o marido perfeito, mesmo com toda a sua imperfeição. Ele é bom, cuida de mim com carinho e zelo. Tenho certeza que vocês iriam gostar muito dele. Eu o amo acima de tudo, não posso nem sequer me imaginar vivendo sem ele ou longe dele.
Papai me perdoe por não voltar, mas juro que não vivo em pecado. Honrei o que sempre me foi ensinado. Você me ensinou a ser uma pessoa de princípios, jamais vou me perder das minhas origens, por mais que hoje eu não seja mais considerada uma amish, minha alma sempre será.
Mamãe, eu uso o máximo da sabedoria que me passou em toda a minha vida, com isso tento ser uma esposa sábia, que edifica seu lar. Obrigada por me ensinar desde pequena a cuidar e zelar por meu marido.
Edward meu irmão amado, sinto muito não poder esta presente no nascimento do meu sobrinho. Diga a ele ou ela, que tem uma tia que sempre o amou demais. Peça perdão por não esta presente em sua criação. Diga a Bela que sentirei falta dela, ela sempre foi como uma irmã para mim. Que vocês possam ter uma família grande e abençoada.
Gostaria tanto que tudo fosse diferente. Que vocês pudessem conhecer meu esposo, que pudéssemos visitá-los sempre... Mas sei que isso não será possível, minhas escolhas vão contra nossas regras. Mas não me arrependo de tê-las feito. Jacob é o homem da minha vida, não me vejo casado com ninguém mais que não seja ele. Peça perdão ao Daniel, mas ele nunca foi mais que um amigo, tenho certeza que ele arrumará uma boa esposa.
Quero que saibam que foi por amor que fiz minha escolha e será por amor que vocês aceitarão. Se não fosse por Jacob, meu marido, eu jamais ficaria aqui. Tudo aqui fora é tão diferente e assustador... Chego a ter medo. Mas Jacob estará sempre ao meu lado, cuidado de mim. Ele agora é minha vida. Mas lembre-se que jamais me esquecerei de onde vim e quem eu sou.
Estou feliz e serei ainda mais feliz com a família que estou iniciando, mas eternamente carregarei o vazio que vocês deixaram. Jamais serei completa e plena sem vocês ao meu lado. Vocês estarão eternamente em meu coração.
Com Amor Renesmee Cullen Black.
*Carta off*
Jacob leu cada palavra com atenção. Compreendendo o que sua irmã e prima falaram há meses atrás; Renesmee abdicou de tudo que sempre teve, somente pelo amor que sente por ele. Jacob compreendeu um pouco o que ele significava na vida da jovem amish. Ele se tornara tudo o que ela tinha, ele era sua única família. O que o fez ficar ainda mais certo de suas escolhas, sua cabeça não parava de pensar que precisava fazer sempre o certo com ela... Renesmee, a mulher que abriu mão de tudo pra ficar ao seu lado.
– Eu vou sempre cuidar de você minha pequena. – beijou ternamente os cabelos platinados.
Ela nada disse, apenas se aconchegou nos braços que abraçava e enterrou ainda mais a sua cabeça no peito do marido. Nada mais precisava ser dito, eles sempre seria o bote salva vidas um do outro.
TLAD
– Jake! — Embry chamou o irmão. — Jake!... Jake?... JAKE! – após chamar algumas vezes sem resposta, ele gritou.
– Tá maluco Embry? Pra que gritar porra? Eu não sou surdo. – responde irritado devido ao grito.
Jacob estava lembrando o quanto Renesmee estava sensível e fragilizada na noite anterior. Depois que saíram do escritório e subiram para seu quarto, acabaram tomando um delicioso banho juntos, onde se amaram na banheira de água morna e perfumada. Foi tudo tão único que Jacob ainda sentia a intensidade daquela noite. Os toques, os beijos, as carícias, os orgasmos. Sim! Os orgasmos, pois se amaram inúmeras vezes naquela magnífica noite de primavera.
A carta estava sobre a sua mesa. O papel era simples, pesava gramas, mas naquele exato momento o peso era de uma tonelada. Claro, que devido a cada palavra dita e contida nela. Ele ainda estava atordoado com as informações contidas naquele pedaço de papel. Não que não soubesse antes, mas nunca tinha parado realmente para pensar, mas naquele momento não tinha mais pra onde fugir. Renesmee foi simples e muito clara em tudo que disse. O que fazia a cabeça de Jacob fervilhar.
– Já não tenho tanta certeza se você não é surdo. Estou te chamando há horas e nada de me responder. Só depois que gritei. – responde ironicamente.
– Tá, que seja. O que você quer? – depois de bufar frustrado, Jacob o corta, indo direto ao ponto.
– Quero falar com você e os outros, mas não é nada demais. É sobre o “niver” do Seth que está chegando.
– Caralho! Tinha me esquecido dessa porra. Quer falar agora mesmo?
– Sim, vamos aproveitar que hoje ele vai chegar mais tarde. Teve uma noite a três. Sabe como é cansativo essas coisas... – sorriu malicioso para o irmão.
– Claro, Claro! – devolveu com sorriso zombeteiro. – Bora lá então.
Jacob seguiu o irmão rumo à sala que eles usavam para as reuniões.
Embry contou tudo o que Seth estava pensando em fazer para comemorar seu aniversário, e tudo que ele tinha imaginado fazer encima da ideia do primo. A princípio os morenos acharam a ideia uma loucura, mas no final, depois de muita insistência de Embry, eles acabaram concordando.
– Ok! Então vamos fechar a boate no dia do aniversário do Seth. Vai ser só pra convidados. Tu esquematiza tudo com ele, Embry! – Jared concluiu.
– Demorô! – Embry esfrega uma mão na outra, fazendo cara de quem iria aprontar.
– Isso é tudo? Preciso dar uma rápida saída, mas volto logo. – Jacob levanta indo em direção da porta.
– Algum problema Jake? – Quil pergunta. Tinha notado que o irmão estava diferente, mais pensativo e calado.
– Não é nada. Só vou dar um pulo nos correios e já volto.
– Jake... Jake! – Quil o chamou. Tinha saído da sala às pressas e seguido o irmão. – Espera que eu irei com você. Também tenho uma carta pra colocar no correio. – olhou sugestivo ao irmão — Estou certo?
– Claire também? – Jacob pergunta só para confirmar. Quil assente com um fraco sorriso.
Os irmãos passam em suas salas somente para pegar as cartas, e saíram rumo aos correios. No elevador o silêncio era incomodo, chegando a ser palpável.
– A carta mexeu com você? — Quil perguntou, não sabia o que pensar mediante a tudo que tinha lido da carta de Claire.
– Muito. Me vez ver as coisas por outro ângulo. Agora estou mais certo do que nunca. Pode fazer o que te pedi. – Jacob falar firme.
– Você tem certeza? É isso que você realmente quer? Sabe que isso pode te trazer problemas futuros. – Quil o olhou assustado. Fazia algum tempo que Jacob havia conversado com ele, mas ainda disse que iria pensar no assunto.
– Tenho Quil, eu tenho certeza. Pode preparar e fazer tudo o que for preciso.
– Tudo bem. Vou começar a providenciar tudo que me pediu. – Quil viu que o irmão estava muito seguro, que não iria mudar de ideia. Cabia a ele somente fazer o que foi pedido.
– Obrigado. – Jacob agrade dando alguns tapinhas no ombro do irmão.
O som do elevador deu por encerrada a conversa, as portas se abriam e eles desceram rumo aos correios. Tinham a missão de levar de fazer com que as cartas chegassem em seus destinos. Eles se comprometeram com aquilo. A carta seria endereçada a Amber, prima de Emmett, que entregaria nas mãos dos pais das amish. Amber seria a mediadora, eles fariam Emmett pedir que a prima avisasse assim que tivesse entregue a carta, confirmando que a missão foi concluída.
TLAD
Os Três carros importados param na garagem do mais luxuoso shopping de Nova York. Com certa dificuldade a morena desceu do carro sendo auxiliada pelo motorista. A grande barriga já não facilitava muito na sua locomoção, mas isso não impedia Rachel.
– Rachel, não sei para que nós precisamos chegar tão cedo no shopping. Ele ainda está abrindo. – Leah desceu do carro reclamando.
– Lee, você sabe que será necessário, temos muitas coisas para fazer hoje, nem sei se vai dar tempo para tudo.
– Sim Rach, mas concordo com a Lee. Você vai acabar com o pé inchado no final do dia, não vai nem conseguir colocar um salto. – Emily diz preocupada.
– Ah! Mais eu coloco uma salto hoje nem que para isso Paul tenha que usar pé de cabra pra que ele entre. – responde sarcasticamente.
– Meninas, eu estou tão empolgada pra fazer compras. – Alice, que estava em outro carro com Rose, se junta ao grupo de mulheres. A morena estava eufórica, batia palminhas e saltitava alegremente.
– Viu! Alice é das minhas. – Rachel entrelaça os braços nos de Alice. – Cade Renesmee e Claire que não desceram ainda do carro? – pergunta impaciente.
– Elas estão descendo do carro. – Kim aponta para o Mercedes chamando a atenção de todas.
Enquanto as amish desciam do veículo, Santiago olhava em todas as direções, para se certificar que o ambiente era seguro para e esposa do patrão.
– Já não era sem tempo. Tenho certeza que elas serão as que darão mais trabalho. – Rose sorri ao falar, conhecia as meninas, sabiam como eram relutantes a tantas mudanças.
Renesmee não estava muito empolgada em fazer compras, achava desnecessário já que tinha tantas roupas novas, mas as mulheres da família foram tão convincentes que ela acabou cedendo. Sem contar que Claire estava empolgadíssima pra sair em um dia de compras com as meninas. Quil havia frisado que a queria linda pra aquela noite.
Sem perderem muito tempo em comprimentos, todas seguiram para dentro do shopping. Tudo ainda assustava um pouco as amish, devido à sua magnitude.
Elas não pensaram duas vezes, seguiram direto para loja mais cara daquele shopping. Lá elas encontrariam tudo de mais bonito e caro que a moda tinha. Todas as melhores marcas americanas e européias podiam ser encontradas naquela loja. Era lá que elas sempre compravam, estavam acostumadas com todo aquele luxo e glamour que o dinheiro proporcionava, menos é claro, para as loiras amish, onde tudo era novo.
Rachel solicitou que chamassem a vendedora que sempre as atendiam, mas Beth não tinha ido trabalhar aquela semana, devido a um resfriado. A gerente conhecendo aquelas exigentes compradoras, acabou por designar duas de suas melhores vendedoras pra atender ao grupo de mulheres.
No começo elas relutaram, mas logo amaram as atenciosas vendedoras. Que se mostraram eficientes, pacientes e atenciosas. Leah por fim acabou gostando tanto das vendedoras, — até mais que da própria Beth — que acabou dando dois convites vip’s para a festa do irmão naquela noite, já que ela tinha alguns convites na bolsa.
Os rapazes haviam fechado uma de suas boates para comemoração do aniversário de 27 anos de Seth. Seria na boate principal do grupo, que ficava no coração de NY. Somente convidados desfrutariam daquela incrível festa, com Open Bar e os melhores Dj’s do mundo.
Todas as mulheres saíram da loja, satisfeitíssimas com suas compras. Até mesmo as amish, que depois de muita discussão entre as mulheres, acabaram encontrando a roupa perfeita pra ocasião, agradando a todas e recebendo suas aprovações. Tudo graças às vendedoras tão atenciosas.
Elas tinham passado toda a manhã comprando as roupas e acessórios perfeitos para usarem naquela noite de festa, mas a fome também incomodava. Decidiram almoçar antes de partirem para segunda parte do compromisso. Foram em um de seus restaurantes, lá combinaram de encontrar com alguns de seus maridos, tendo em vista que nem todos poderiam comparecer. Estavam cuidando dos últimos detalhes da festa.
– Morena, vê se não abusa. Você vai acabar se cansando antes da hora. – Paul estava preocupado com a mulher, que estava agitada e eufórica.
– Até parece que você não conhece sua mulher. Ninguém a segura, nem essa barriga enorme. – Rose brincou, fazendo alguns bufarem com a constatação, outros, somente sorriram com a veracidade da brincadeira.
– Mas você já esta de sete meses Rachel. Sem abusos ou excessos, por favor! – Leah a repreende.
– Ouve pelo menos sua médica, já que só pelo fato dela ser sua prima você não escuta. – Paul pede angustiado. Conhecia bem a esposa.
– Claro, claro. – responde revirando os olhos. – Vou pegar leve agora, irei até fazer uma drenagem para aliviar o inchaço e me relaxar. – sorriu para todos, que respiraram aliviados.
O almoço foi tranquilo. Todos conversavam calmamente, assuntos amenos foram abordados. Hora ou outra, até algumas piadas eram feitas, arrancando gargalhadas dos ali presentes.
Estavam enfrente a saída do restaurante se despedido. As mulheres iriam para o salão de beleza e os homens terminariam de providenciar os últimos preparativos.
– Hum – Jacob gemeu assim que mordiscou a orelha da esposa. – Vamos voltar pra casa, garanto que vai ser mais interessante. – sorriu malicioso. Renesmee estava com as bochechas rubras.
– Jake, Jake! – chama manhosa, na tentava inútil de afastar o marido, que não parava de beijar e morder o seu pescoço exposto. Estavam com muitas saudades um do outro.
Naquela última semana todos os The Wolf trabalharam exaustivamente, inclusive em algumas noites tiveram que virar trabalhando. Um importante carregamento de armas e drogas havia atrasado suas entregas, descumprindo assim o cronograma que já tinha sido feito. Foi tudo muito estressante e pouco tempo restava pra verem suas mulheres. Além do fato de não pararem de cuidar de todos os preparativos da festa de Seth. Para eles, cada aniversário, de um membro da família, era um grande evento a ser comemorado.
Mas estar ali tão perto e sem mais tanta pressão, despertou o desejo de alguns deles, que clamavam pelos corpos de suas mulheres.
– Vamos parar com essa pouca vergonha? – Rachel olhou com cara de brava para os três casais que mantinham um contato mais íntimo.
– Isso mesmo. – Leah concorda. – Kim e Jared! Eu vou mandar jogar água fria em vocês, pra vê se desgrudam.
– Acabou! Chega dessa pouca vergonha. – Rachel puxou Kim pelo braço, que só sorria. Jared resmungava e soltava alguns palavrões.
Todos somente observavam e riam da cena protagonizada pelo casal e Rachel. Jacob e Renemee tinham parado a muito tempo de se beijarem, assim como Claire e Quil também.
– Vamos, se não iremos nos atrasar. Beijos meninos! Nos vemos à noite na boate. – Rachel se despede dos rapazes.
– Que história é essa de “nos vemos a noite na boate”? – Quil pergunta irritado. – Claire vai comigo.
– Vai coisíssima nenhuma. Nós iremos direto do salão e nos encontramos lá. E nem adianta discutir. – Leah responde entrando no carro, não dando a chance dos morenos rebaterem.
Os três carros deixam o estacionamento do restaurante, sob o protesto dos morenos, que não ficaram nada satisfeitos com a ideia delas irem pra boate sozinhas.
TLAD
As imagens refletidas nos gigantescos espelhos eram as mais belas que os olhos humanos poderiam enxergar. Beleza, exuberância, charme, sensualidade e glamour predominavam sobre as mais belas figuras.
– Minha Nossa Senhora da purpurina! Vocês estão às próprias filhas de Afrodite! – Tadeu, uma bicha afetada, saltitava euforicamente. – Tudo bem que temos que concordar que a matéria bruta já era perfeita, mas eu e minha equipe arrasamos. – disse com orgulho ao vislumbrar as mulheres que arrumou.
– Você é a melhor. Por isso te amo. – Leah e Rachel beijaram cada lado da bochecha de Tadeu.
– Olha como minhas “tela em branco” ficaram lindas. – Tadeu se referia a Claire e Nessie — Tudo bem que estou arrasada em saber que aqueles monumentos morenos, que são seus irmãos Rach, estão comprometidos. Mas ainda tenho esperanças... Amo os novinhos. – Tadeu saltitava ao falar dos caçulas da família. Todas as mulheres gargalharam menos as amish.
Renesmee e Claire não entendiam nada do que acontecia. Na cabeça das amish não existia um mundo homossexual. Elas ainda não tinham se deparado com essa outra realidade. Claro que ficaram se perguntando em suas cabeças o que Tadeu era: homem ou mulher. Já que a exótica figura parecia uma combinação dos dois. Mas não tiveram coragem de perguntar.
– Meninas, eu acho melhor nós irmos. O telefone não para um minuto. – Rose estava sem paciência em atender as várias ligações.
– Minha Deusa Mor, você ficou ainda mais Diva do que já é! – Tadeu ajeitava os cabelos de Rose, que tinha feito um corte repicado, á deixando ainda mais bela e sensual. Além de ter retocado algumas mechas, nos cabelos já naturalmente loiros.
Elas tinham passado a tarde cuidando de suas aparências. Fizeram unhas, cabelos, massagem, depilação, sobrancelhas... Entre outros procedimentos de beleza. Despediram-se e agradeceram à enorme equipe do elitizado salão, entregando alguns convites Vip’s. Todas se encaminhavam para o estacionamento do recinto, onde os seus motoristas já as aguardavam, ao longe estavam posicionado os seguranças.
Todas estavam divinas. Muito bem arrumadas, penteadas e maquiadas. Rachel morena vestia um vestido Gucci justo na cor Nude, com aplicações de flores em 3D no decote. A roupa era sensual, mas comportada, combinando com sua condição de grávida de sete meses. Ela tinha feito drenagem no corpo todo, o que ajudou na hora de colocar as sandálias de salto médias, não podia exagerar na altura, recomendações médicas de Leah.
Leah estava exuberante em um vestido dourado curto e decotado na frente e atrás. Os cabelos negros estavam soltos e caiam como cascatas nas costas.
Kim estava com um vestido Branco de um ombro só e fenda na coxa. A cor do vestido contrastando com a pele dourada, olhos verdes e cabelos lisos e castanhos escuros que batiam na acima da cintura.
Emilly usava um vestido justo frente única Fúcsia da Dior. Os cabelos naturalmente castanho claro, tinha recebido Ombré Hair, deixando as pontas mais claras em um tom de dourado, o que ressaltou ainda mais seus olhos castanho claro.
Rose estava impecável de vermelho sangue. O vestido D&G era de corpete justo, modelando a fina cintura, a saia saía solta e curta. Muito sensual!
Alice tinha feitos algumas finas mechas nos cabelos castanhos, que batiam no meio das costas, iluminando assim seu rosto delicado. A maquiagem era marcante, para completar com o vestido Calvin Klein de estampa Animal Print.
Claire tinha cortado pela primeira vez os cabelos. Deixando um pouco abaixo da cintura. Como seu tom de loiro puxava para o dourado, Tadeu optou em puxar mechas no tom manteiga, deixando eles em um contraste bonito e sensual. Ela estava com maquiagem que ressaltava a beleza dos olhos azuis. O vestido Versace verde esmeralda a deixou elegante e sexy.
Renesmee também cortou pela primeira vez os cabelos, repicando as laterais desde a altura do queixo, ficando o comprimento quatro dedos acima do bumbum. A cor não foi mexida, já que eram platinados naturalmente, os olhos também foram bem delineados, ressaltando ainda mais o tom azul turquesa. Vestia um vestido Chanel azul caneta com detalhes em renda. O vestido tinha o decote pequeno, vinha justo até os quadris e depois saía uma saia levemente rodada, que ia até o meio das coxas.
– Boa Noite senhora Renesmee. Esta muito bonita essa noite. – Santiago elogiou de forma respeitosa a patroa. – A senhora também dona Claire.
– Obrigada! – responderam em um coro.
– Espero que Quil goste. – Claire sussurrou baixo, como pra si mesma, mas a amiga escutou. Renesmee fazia o mesmo pedido.
Os caros importados deixaram o estacionamento, rumo ao coração de Nova York, precisamente na badalada boate “The Black Night”
TLAD
As ruas eram iluminadas apenas pelo belo contraste da cor prata, da reluzente lua rechonchuda. No céu, uma nuvem de estrelas compunha a decoração natural da primavera, não mais carregado pela penumbra do inverno. O ar soprava com leveza, trazendo uma sensação de frescor. Propícia exatamente para o grande evento daquela noite.
A imponente fachada era iluminada por holofotes que cruzavam o céu. O nome do famoso recinto era visto ao longe, o enorme letreiro era iluminado por milhares de luzes de LED. As filas ao lado de fora ultrapassavam o quarteirão, mas aquela noite estava reservada a um seleto grupo Vip. Somente quem tivesse a pulseira prata ou dourada, mais o cartão-convite magnético, que poderia entrar e desfrutar da melhor noite que NY tinha em anos.
Manobristas e seguranças, que naquela noite tinha sido triplicada, trabalhavam agilmente pra manter a ordem. A recepção dos convidados era digna de celebração do Oscar. Se por fora tudo gerava grande expectativa, do lado de dentro, elas eram superadas. Estava tudo impecável, além do imaginável.
A batida da música já animava os convidados, que desfrutavam do agradável ambiente.
O camarote mais luxuoso da boate pertencia aos proprietários do recinto, e naquela noite só receberia a família. Ele já estava com o Bar privado abastecido com as mais caras bebidas, além de muitas garrafas de água mineral importada.
– Caralho! Essa branca é muito boa mesmo... A melhor! – Seth inalava mais uma carreira da mais pura cocaína que os The Wolf forneciam.
– Porra Seth, sem exageros. Mal começamos a noite. Assim tu não vai completar o próximo ano de vida. – Sam repreendeu o irmão caçula.
– Porra, daqui a pouco as mulheres vão chegar e ai não podemos usar mais. Sabe que elas não gostam de ver a gente usando. – Seth tentou justificar.
– Mas não precisa comer. – Paul também chamou a atenção de Seth.
– Não gostam e nem podem ver nós usando nada. Esqueceu que minha mulher e a do Quil não sabem de porra nenhuma? – Jacob disse levantando a cabeça após inalar algumas carreiras.
– Mas mesmo que soubessem, eu não gosto que elas vejam. – Jared afirma.
– Pra que brigar? Já cuidei de tudo. – Embry diz calmo e logo abaixa a cabeça pra inalar também a droga. Todos ficaram aguardando ele terminar pra falar o que tinha aprontado. – O que foi? Por que estão me olhando assim? Acharam mesmo que eu não iria preparar nada pra gente? – gargalhou.
– Porra moleque, fala logo o que você aprontou. – Quil estava ficando preocupado.
– Bem... Eu fechei o camarote do outro lado, o que fica mais afastado do nosso. Lá teremos bebidas e drogas liberado a noite toda, cortesia aqui do tio Embry. – apontou orgulhoso pra si mesmo. – Além de algumas amiguinhas bem liberais, minha e do Seth. – bateu na mão do primo, que curtiu a ideia de imediato.
– Qual seria a diferença gênio? Ainda não entendi? – Emmett, assim como os outros, ainda não tinha entendido o que aquilo os beneficiariam.
– Usem a cabeça seus porras. – gargalhou com a própria piada. – Nós em todos os eventos, nunca ficamos direto no mesmo lugar, elas sabem que precisamos fazer à social. Logo nenhuma delas irá desconfiar quando sairmos. Só que dessa vez teremos destino certo: o camarote 15. Lá que vai ser a verdadeira festa. – Embry sorriu malicioso assim que o entendimento passou pelos olhos dos rapazes.
– Caralho, o moleque cresceu e virou um verdadeiro Black! – Jasper sorriu com a piada, sendo seguido por todos.
– Isso que é primo, o resto, é tudo manso! – Seth novamente trocava um comprimento de aperto de mãos com o Embry. Ambos gargalhavam de deixar as lágrimas escorrerem.
– Manso é o teu pau. – Jacob rebateu sarcástico.
– Mal derramou umas gotinhas de porra e já está se achado “ô fodão”. — Quil deu um tapa na cabeça dos mais novos.
Antes que eles falassem ou fizessem mais alguma piada, o celular de Jacob tocou. Enquanto ele falava ao telefone, os outros desfrutavam da droga sem restrições.
– Elas chegam em cinco minutos. – fala alto, assim que desliga o aparelho, pra que todos escutem. – Acho melhor nós descermos. E vocês dois. – apontou para os caçulas da família. — Mandem alguém limpar essa bagunça. Não quero nem pensar da Nessie me perguntando pra que todo esse talco encima da mesa. – riu com a própria piada.
Enquanto os comprometidos desciam pra buscar suas mulheres, que chegariam a qualquer momento, os mais novos e solteiros, terminavam de usar o que ainda tinha da droga e mandar a equipe de limpeza dar os últimos retoques no camarote.
– Algo me diz que essa noite será memorável. – Paul disse sorridente, já na entrada da boate.
– Jake... Jake! Uma voz rouca de mulher os interrompe, antes que qualquer um fale alguma coisa.
– Ah! Oi Annei. – Jacob responde não muito empolgado, sua noite já se iniciava difícil. A linda ruiva a sua frente é um de seus antigos casos.
– Queria aproveitar a noite de hoje, mas me falaram que é uma festa fechada, só entra convidados. Não tem como você dá um jeito pra eu e minhas amigas entrarem? Garanto que não vão se arrepender. – sussurra sugestivamente mordendo os lábios. Os morenos só olham maliciosos da cabeça aos pés das mulheres paradas mais a frente.
– Annie, dessa vez você esta querendo dar para o homem errado. Liga pro Seth ou para o Embry, eles podem resolver seu problema.
A ruiva continuou insistindo, mas era cortada por Jacob. Ela tentou apelar para Quil, já que havia saído com ele também, mas não estava conseguindo nada. Jacob estava sem paciência, prestes a explodir, mas um carro muito conhecido por ele parou naquele momento enfrente a boate.
– Vaza agora! Minha mulher acabou de chegar. Se você me criar problemas, eu acabo com tua raça. – rudemente ele alerta a ruiva, que não protesta, simplesmente sai de perto.
A porta do carona era aberta por um dos manobristas contratados para trabalhar naquela noite. Um par de pernas desenhadas e alvas, foi lançado pra fora do carro. Por mais que ela tivesse todo o cuidado pra descer, por uma fração se segundos, Jacob vislumbrou a pequena peça íntima. Sorriu malicioso, mas seu sorriso desapareceu em segundos, assim que ele pode reparar que não era o único que babava pela linda loira que descia do carro. Jacob queria matar todos que olhavam pra sua mulher, reparou que Quil e os outros não estavam diferentes dele. Com seu instinto animal, caminhou rapidamente na direção de Renesmee. Deu um safanão no manobrista que estendia a mão para ajudá-la a descer. Jacob se posicionou de uma forma que bloqueava a visão dos outros.
– Vem Renesmee, desce logo antes que eu cometa uma loucura aqui. – ele praticamente puxou a loira do banco esmagando seus rosados lábios com os dele. O recado tinha sido dado. Ela era mulher dele! Todos deveriam se manter longe.
Quil e todos os outros tinham feito o mesmo com suas mulheres.
– Por isso que eu queria que você viesse comigo. – disse irritado pra Claire. — Se eu tivesse visto você nesse vestido curto e apertado, não deixaria você sair de casa assim!
– Não gostou? – Claire pergunta para o namorado, que sustentava uma carranca, entretanto se mantinham agarrado a ela.
– Está linda minha gatinha. Mas tem muito marmanjo olhando. — explica imediatamente, já que foi notória a tristeza da loira assim que ele falou.
– Vamos parar de graça e vamos entrar? – Leah se aproximou dos casais.
– Quando Lancarter chega? – Paul perguntou.
– Logo! Ele teve uma cirurgia de emergência, mas já acabou. Falei com ele ainda pouco pelo telefone. – Leah explica a ausência do noivo.
– Então vem junto comigo. Você está quase nua, não to a fim de matar ninguém hoje. – Jared disse a ela que somente sorriu pelo ciúme do irmão.
Renesmee e Claire arregalam os olhos pelo que Jared falou, elas sentiram alguma veracidade naquelas palavras, mas antes que falassem ou questionassem algo, Rose chamou todos pra entrar.
Todos entram abraçados com suas mulheres, somente Jared era cercado por duas belíssimas morenas. O que causou uma inveja nos que observaram aquele poderoso grupo entrar pra festa VIP.
– Olhem elas ai! As mulheres mais lindas de toda NY. – Seth brincou.
– Porra Lee, se você não fosse minha prima, eu te pegava. Tá gostosa pra caralho! – Embry elogiou a prima, que sorriu. Mas acertou um forte tapa no seu ombro. — Puta que pariu! E as minhas cunhadinhas? Nunca vi tão gostosas. Se deram bem irmãos. – Embry já estava loucão, só falava besteira. Claire e Renesmee ficaram sem graça, estavam com a face pegando fogo.
Rachel só olhava com os olhos semicerrados para o irmão, na hora percebeu que todos ali tinham se drogado, ela sabia identificar as características. Mas Seth e Embry eram os mais alterados.
Não poderia passar despercebida a tamanha falta de consideração e com isso a morena chamou os dois e aplicou seu sermão materno e protetor.
A maioria seguiu para o bar que tinha ali mesmo no camarote, para poderem se servir. Jacob e Quil pegaram uma taça de champanhe e deram pra suas mulheres, queriam que elas relaxassem um pouco, já que elas olhavam todo o ambiente de forma assustada e até um pouco chocada.
Lancarter tinha acabado de chegar, e foi recebido por Leah, que pulou em seu colo. O beijo era faminto.
– Que recepção minha gostosa. Você só poderia ter vindo um pouco mais coberta. – Lancarter torce a cara em reprovação ao ver o vestido que a noiva usava.
– Podem ver a vontade... Mas quem desfruta é você! – ela respondeu mordendo a orelha dele, que gemeu em resposta.
– Porra, vão para o banheiro. – Embry não deixava passar, mesmo depois do sermão que recebeu da irmã.
O Clima era familiar, todos eram acostumados bem com aquele ambiente. Eles adoravam uma boa noitada, farra, bebidas... Até as mulheres gostavam. Mas era tudo novo para as amish. Elas nunca na vida beberam, dançaram ou viravam noites. Tudo aquilo era proibido em suas vidas na comunidade amish. Por mais que elas sorrissem e tentassem agradar os amados e seus familiares, estava difícil. Ficavam chocadas com o que se era explicitamente dito, as carícias tão intimas que eram trocados pelos casais ali no camarote, isso por que elas ainda nem tinham olhado para a pista de dança. A forma sensual que os casais dançavam. Hora ou outra um deles saíam do camarote e voltavam eufóricos e desalinhados.
– Nessie, não está curtindo? – Jacob tinha dado apenas duas taças de champanhe a ela, depois, somente lhe oferecia água.
– É tudo tão diferente Jake, mas estou gostando sim. – a loira não passou segurança ao falar.
– Sei! – revirou os olhos, ele havia percebido. – Nessie, tenho que resolver algumas coisas aqui na boate, volto assim que der. Fica ai com a Claire e as garotas. – o moreno da um longo beijo nos lábios da esposa. Saindo em seguida do camarote com Quil, Emmett, Jasper e Paul.
Embry e Seth há muito tempo já estavam no outro camarote desfrutando das bebidas, drogas e mulheres.
– Venham meninas, vamos dançar. – Kim chamou as puxando pela mão.
– Éeer... Não sabemos dançar. – Claire disse envergonhadamente.
– Como assim não sabem dançar? — Alice gritou. Tamanho foi o choque.
– Porque amish não podem dançar. É-nos proibido. – Renesmee deu de ombros.
– Mas isso esta com os dias contados. Kim é dançarina profissional, formada em vários tipos de dança. Ela vai ensinar pra vocês. – Rachel disse decidida.
– Acho que jamais vamos dançar dessa forma. – Claire apontou pra Kim que dançava cheia de desenvoltura.
– Kim é ótima professora. Se ela foi capaz de Ensinar ao Jared, pode ensinar qualquer um. – Emily fez piada com a história do casal. — Kim tinha sido contratada com professora de dança na academia dos rapazes, logo assim que Jared a viu pela primeira vez ficou louco. Tentou de tudo para conquistá-la, no final entrou até em suas aulas de dança. – todas gargalhavam da história que Emily contou.
Enquanto elas se distraiam em contar suas histórias e ensinar as meninas dançarem. Sam, Jared e até Lancarter deram uma desculpa para as suas mulheres e saíram do camarote. Iriam encontrar com os outros.
Elas dançavam, se requebravam e sensualizavam, todavia as duas loiras não conseguiam mexer os quadris. Até Rachel, com seu barrigão de sete meses, estava sendo melhor que as meninas.
Claire só observava que toda hora elas iam ao bar e enchiam o copo com o líquido de cor âmbar. Ela também percebeu que cada vez mais elas pareciam mais alegres. Porém ela, Renesmee e Rachel ficavam só na água.
Já tinham se passado um bom tempo e nenhum dos homens voltavam.
– Eles estão aprontando algo. – Rachel foi a primeira a falar, já que se mantinha sóbria.
– De quem você está falando Rach? – Alice perguntou.
– Dos rapazes. Eles saíram ha muito tempo e não voltaram até agora... Nenhum deles. – bufou, sua cabeça fervilhava de ideias.
– É mesmo. Agora que fui me ligar nisso. – Emily sorrio ao falar, efeito da grande quantidade de whisky que tomou.
– Eles estão resolvendo uns problemas. – Renesmee responde de forma inocente.
– Sei! Eu juro que corto o pau do Emmett se ele estiver aprontando. – Rose estava enfurecida. As amish só arregalaram os olhos, as outras caiam na gargalhada.
– Rose minha querida, não se corta o que gostamos de usar. – Leah brincou calmamente, mesmo que já não estivesse sóbria há muito tempo. – Eles só nos deixaram aqui porque estão muito certos que estamos seguras dos olhos masculinos. – sorri travessamente para as outras.
– Então que tal darmos nosso pequeno espetáculo? – Kim tinha um sorriso diabólico. – Baby boy? – sugeriu.
– O que é Baby Boy? – perguntou Claire. Renesmee e Alice também ficaram curiosas, já que não sabiam o que aquilo significava.
– Você consegue Rach? – Leah perguntou preocupada.
– Claro! – Todas viam o sorriso travesso nos lábios carnudos da morena.
– Baby Boy é a nossa música. Seja lá onde eles estiverem, vão saber que somos nós. – Emily que respondeu a pergunta que ainda estava no ar.
– ADOREI! – Alice dá um gritinho.
– Então vamos. – Rachel puxou as outras em direção à saída do camarote.
– Vamos aonde? – Renesmee perguntou confusa.
– Vamos Dançar no meio da pista e do palco. – Leah respondeu como se fosse óbvio.
Renesmee e Claire ficaram chocadas pela resposta da morena. Elas jamais fariam isso. Mesmo todas insistindo muito, elas bateram o pé dizendo que não iriam. Por fim, elas se deram por vencidas, deixando as amish sozinhas no camarote. Ali era seguro, elas sabiam que nada poderiam acontecer as meninas. Tinha segurança na porta e em todo segundo andar.
TLAD
O ambiente era uma perdição. Mulheres vulgares dançando de forma explícita. Casais se agarrando, e até fazendo sexo. Drogas e bebidas a vontade, aquilo estava perfeito na cabeça de seu organizador, que recebia um sexo oral de uma linda morena.
– Caralho Embry, é sério isso? – Jasper perguntou assim que chegou com os outros.
Jacob e Quil estavam acostumados, viverem nessa vida até poucos meses atrás, mas Emmett, Paul e Jasper ficaram chocados de início, haviam perdido o costume.
– Relaxa e goza meu amigo... É só escolher! – Embry respondeu gemendo, a morena tinha intensificado as chupadas.
– Cadê o Seth? – perguntou Jacob.
– Caralho... Jake! Procura. Deixa eu gozar em paz. – Embry tinha dificuldade em falar, mais gemia que falava.
Os morenos percorreram os olhos pelo ambiente. Algumas mulheres eles conheciam, também tinham muitos dos homens que trabalhavam para os The Wolf ali, provavelmente os que estavam de folga.
As drogas eram consumidas de forma explícita, o que desencadeava o comportamento também explícito e sem pudor.
Sam, Jared e Lancarter acabavam de entrar, e logo se renderam ao ambiente.
– Acho que a sua amiguinha agora achou a pessoa certa a quem recorrer. – Sam apontou para um canto mais escuro do camarote. O cabelo vermelho era difícil de passar despercebido. Annie fazia sexo anal com Seth ali mesmo.
– Deixa o moleque comemorar o aniversário dele. Já comi muito aquele rabo... Nada demais! – Jacob sorriu irônico. Todos gargalharam.
Os Rapazes comprometidos não estavam dispostos a fazerem sexo, mas iriam aproveitar um pouco do ambiente.
– Tão gostando? – Seth tinha terminado de transar e estava ao lado deles.
– Muito... Mas com certeza você esta mais. – Jared afirma apontando pra Annie, que se drogava após o sexo.
– Nada demais! – franze os lábios em claro sinal de insatisfação.
– Eu falei! – Jacob mantinha o sorriso sarcástico.
Eles ficaram conversando, bebendo e se drogando um pouco. Uns até se deixaram ser masturbados por algumas mulheres, outros, mantinham suas bocas ocupadas em algum par de seios. Entretanto nenhum queria um contato mais íntimo, não queriam e nem podiam, ter cheiro ou marcas de outras mulheres.
Eles tinham se distraindo e esquecido do tempo, mas o som de uma música muito conhecida por eles, os trouxeram a realidade. Jared, Sam e Paul eram os mais próximos da janela que dava visão a pista de dança. Eles imediatamente guardaram seus membros, que eram masturbados naquele momento, correndo em direção a Janela. De forma desesperadas procuram por alguma figura conhecida por eles. Os outros logo pararam alguma sacanagem que faziam naquele momento e também correram pra enorme janela de vidro. Os dez homens procuravam por qualquer figura conhecida.
– Ali – Embry apontou para uma rodinha que tinha sido improvisada na pista de dança.
– Eu mato a kim! – disse Jared com ódio, e saindo correndo do camarote.
Ele corria pelos corredores do segundo andar da boate, sendo seguido por mais nove homens enfurecidos. Eles tinham como objetivo chegar à escada que dava acesso ao pavimento inferior. Por onde passavam, chamavam a atenção. Seria cômico se não fosse trágico. Pois dez homens enormes corriam com expressão de pavor e ódio em seus rostos.
TLAD
As mulheres tinham acabado de sair, deixando Renesmee e Claire sozinhas no gigantesco camarote. Elas estavam com um pouco de medo de ficarem ali sozinhas. Foram até a enorme janela de vidro e ficaram olhando para pista de dança, onde todos dançavam facilmente. Tudo parecia fácil e simples, mas não era pra suas cabeças. Elas viam mulheres se esfregar em homens, chamando aquilo de dança. Viram pessoas do mesmo sexo se beijando, aquilo às chocou demais.
– Claire! – chamou apavorada. – Você viu aquelas duas meninas se beijando? Isso não é normal, isso é pecado e blasfêmia. – a expressão de Renesmee era de horror.
– E os dois homens se beijando? — Claire tinha os olhos arregalados.
– Isso não é de Deus. É essa perdição do mundo aqui fora que nosso povo tanto fala.
– Nem tudo é perdição Nessie. – fala com pesar. – Escolhemos ficar aqui, temos que nos adaptar de alguma forma.
– E o que você sugere Claire? Que nos rendemos à perdição? Isso nunca!
– Não Nessie! Mas podemos fazer algumas coisas que não quer dizer que nos rendemos à perdição. Tipo dançar! A gente nem tentou de verdade. Estamos chatas, ninguém quer ficar perto da gente. – os olhos azuis se encheram de lágrimas.
– Mas eu tenho vergonha. Os movimentos são muito íntimos. – disse olhando paro o chão, não tinha coragem de encarar a amiga.
– Eu percebi uma coisa Nessie. Quando eles bebem isso. – apontou para a garrafa de Whisky – Eles ficam mais alegres e menos envergonhados... E se a gente beber? Vamos ficar igual às meninas, vamos dançar como elas. Jake e o Quil vão adorar.
– Não sei Claire. Isso tem um cheiro ruim... Imagina o gosto. – Renesmee entorta o nariz com o cheiro da bebida.
– Vamos tentar por eles.- Claire suplica. — É fácil! Nós tampamos o nariz, paramos de respirar e bebemos tudo de uma única vez. Igual nós fazíamos com aqueles xaropes horríveis que tomávamos quando adoecíamos.
– Quem tomava era mais eu. Por isso você fala que é fácil. – Resnesmee faz um biquinho. – Tudo bem, vamos tentar. – por fim, ela concorda com a ideia da amiga.
Claire começa a pular de alegria, tinha certeza que seu plano daria certo. Elas perderiam a vergonha, ficariam mais alegres e os seus amores iriam adorar. Como crianças travessas, enchem um copo até a boca com o líquido de cor âmbar e se entreolham.
– No três a gente bebe. – Claire fala decidida, já iniciando a contagem nos dedos. De forma rápida elas levaram o copo aos lábios e beberam tudo sem nem ao menos respirar. Uma mão mantinha o nariz tampado.
Quando sentiram que o líquido tinha acabado, voltaram a respirar. A sensação que sentiram foi a pior. A garganta queimava, os olhos ardiam... Chegaram a deixar escorrer uma lágrima. A tosse e sensação de ânsia eram os piores, tinham que se esforça para que o líquido não voltasse. Isso causou uma dor no estômago, principalmente o de Renesmee.
– Claire! — chamou depois de alguns minutos parada, tentando controlar a respiração. – Eu acho que to passando mal. – Fala choramingando
– Eu também Nessie. Acho que fizemos alguma coisa errada.
– Vamos procurar o Jake ou o Quil pra nos ajudar.
As garotas tentaram dar alguns passos, mas tudo parecia estar turvo e girando ao mesmo tempo. As pernas demoravam a obedecer, quando obedecia. Elas se seguraram uma na outra e com muita dificuldade saíram do camarote.
TLAD
As mulheres saíram do camarote decidido a acabarem com quaisquer tentativas dos morenos em fazerem graça. Elas defendiam o lema que; homem que tem tempo pra pensar ou fazer besteira, é homem que está seguro demais com sua mulher. Homem precisa achar que pode perder a qualquer momento, mesmo que seja só na cabeça deles. Elas não precisariam trair, enganar ou mentir. Bastava deixá-los as zona de desconforto. E era exatamente o que estavam indo fazer.
Quando saíram do camarote, o segurança que estava na porta as interceptaram, mas conseguiram convencer que só queria dar uma volta e dançar um pouco. Com isso ele decidiu acompanhá-las.
– Pede ao DJ pra trocar essa música. Fala que é ordem da dona do recinto. Rachel Black! – A morena entrega um papel com o nome da música que queriam que fosse tocada. Com certeza ninguém iria desobedece-la. Todos a conheciam naquela boate.
– Claro. Sim senhora! Mas não saiam do lugar, eu já volto. – o segurança que as acompanhavam desde o camarote, obedeceu à ordem assim que foi dada. As deixando
Enquanto a música escolhida não começasse, elas se divertiam e dançavam as músicas que estavam tocando. Pois quando Baby boy da Beyoncé começasse, o show seria todo delas.
Não era uma música recente e nem tocada atualmente em boates, mas ela já tinha sido usada por algumas delas em outras ocasiões similares. Então elas sabiam que assim que a música começasse a tocar, seja lá onde seus maridos estivessem, eles as achariam.
Quando o Rap começa a ser falado, iniciando a canção, elas começam seu show.
Kim, como a dançarina profissional do grupo, toma à frente e sobe no queijo. As demais ficaram embaixo a cercando. As luzes dos Strobos as iluminavam, dando charme e sensualidade a apresentação. Logo uma roda foi aberta e todos batiam palmas ao observa-las dançarem. Homens babavam e as cobiçavam, mulheres as invejavam. Todas arrebentavam, até Rachel, que ao dançar nem se lembrava da enorme barriga de 7 meses. Elas faziam caras e bocas, deixando nada a desejar pra Beyoncé. Kim era um show a parte, ela sabiam que onde quer que seu marido tivesse se metido, ele já estava enfurecido vindo busca-la a força. Elas não poupavam em nenhum passo da coreografia, pouco importava que estavam usando vestidos curtos e decotados.
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Jared desceu as escadas de acesso ao pavimento inferior correndo, em seu encalço estavam os outros. Assim que chegou ao primeiro andar da boate, correu em direção onde a multidão havia se formado. Por onde eles passavam, parecia que era um arrastão, fazendo com que muitos se afastassem, liberando o caminho e dando passagem. Eles já estavam a poucos metros de alcançá-las, os gritos de “gostosas” só piorava a situação. Jared ficou cego de raiva quando Kim abaixou até o chão, fazendo um movimento de pernas, revelando muito mais que sua calcinha, já que a peça era rendada. O moreno passou a enxergar tudo vermelho.
Em um movimento brusco Jared arranca Kim do queijo. A morena parecia uma boneca de pano, tamanha força que ele usou para puxá-la. Ela caiu em cheio no peito do moreno, mas acabou virando o pé ao chegar no chão.
– Ai! Me solta! – gritou Kim. – Você me machucou e continua me machucando. – o moreno nada disse, só a olha com fúria nos olhos.
Naquele momento a confusão já tinha se formado, pois todos os outros chegaram pegando suas mulheres pelos braços, dando por encerrado o espetáculo particular.
Rachel batia em Paul, que tentava se explicar. Leah e Lancarter gritavam e discutiam um com o outro. Sam arrastava Emily em direção à saída. Alice e Jasper estavam mudos, em um duelo sinistro de olhares raivosos. Rose tentava a todo custo chutar a virilha de Emmett, que desviava com sucesso.
Seth e Embry sorriam pela cena da briga doméstica protagonizada pelos parentes e amigos. Eram naqueles momentos que agradeciam aos céus por não terem mulheres para estressá-los.
Mas o desespero ficou por conta de Quil e Jacob, que não acharam suas mulheres em lugar nenhum. Uma sensação estranha brotou neles. Era um misto de euforia, por saber que elas não estavam ali, com agonia, por não saberem onde elas estavam.
– Embry, você esta vendo a Claire ou a Nessie? – Jacob perguntou nervoso para o irmão que estava mais próximo ao bar.
– Elas não tão por aqui não! Talvez tenham ficado no camarote.
– Vamos lá conferir então. – Quil chamou o irmão
– Espera que vamos com vocês. – alerta Seth.
Começaram a se afastar da onde os outros permaneciam discutindo, precisavam constatar que as amish estavam seguras e longe de toda aquela confusão. Mas o desespero os dominou assim que chegaram ao camarote. O mesmo estava vazio, sem ninguém.
– Não é possível! – vociferou. — Elas não podem ter desaparecido. – Quil estava nervoso. Jacob só andava de um lado para o outro, o desespero começou a dominá-lo.
– Cara, elas podem ter descido para procurar por alguém e acabaram se perdendo. Vamos voltar para o salão e procurar nele todo. – Embry estava mais racional. Mesmo ainda sobre efeito da droga, o pico já havia passado.
– Jake calma, não surta. Nós vamos achá-las! – Seth tentava acalmar o primo, que só pensava em fatalidade e tragédia.
Eles desceram rapidamente para o primeiro andar, no caminho avisaram aos seguranças, enviando alerta a todos os outros, que mantinham comunicação através de pontos de escuta no ouvido. Todos os funcionários da boate já sabiam que os patrões estavam com mulheres novas, que eram duas loiras lindas, mas poucos as conheciam ou tinham visto. Mas as características físicas foram informadas.
Os quatro morenos procuravam pelas amish por todo pavimento inferior. Os seguranças no superior, nos outros camarotes e até mesmo no primeiro andar também.
O desespero já se fazia presente nas faces morenas, parecia que as amish haviam sumido mesmo. Eles não sabiam o que pensar, mas não deixavam de procurar. Seth teve a ideia de procurar nos banheiros, quem sabe elas estivessem por lá. O moreno já quase corria em direção aos banheiros, olhou rapidamente pra trás somente para vê se conseguia avistar um dos primos, mas sentiu seu corpo chocar-se bruscamente com algo. Ouviu uma voz feminina pronunciar algumas palavras em um idioma que ele não reconheceu de início, depois só palavrões eram pronunciados, já estava pronto pra xingar quem quer que fosse.
– Vai se... – Seth não terminou de falar, ficou preso na imagem que via. Uma linda loira estava ao chão, mas sua atenção ficou presa mesmo na morena que se inclinava e dava a mão pra ajudar à loira se levantar. Os cabelos negros iam até a cintura, mas tinham mechas californianas nas pontas. O corpo era escultural. Cintura muito fina, quadril largo, coxas grossas, bunda grande e arrebitada. Sua pouca sanidade acabou exatamente no momento que ao se inclinar pra ajudar à amiga, a calça da morena abaixou um pouco e a blusa suspendeu, revelando a tatuagem de um “filtro de sonho” na lombar esculpida. Parecia que a tatuagem descia para o cóccix, talvez. Isso aguçou a curiosidade do moreno. Seth chegou a inclinar a cabeça pra ver se via mais da tatuagem provocativa.
– Seu babaca, não olha por onde anda não? Além de derrubar minha amiga, ainda deu um banho nela. – a morena estava com raiva as mãos estavam presas na fina cintura.
Mas Seth pouco percebia, ele só conseguia olhar para o belo rosto da morena. Seus olhos eram de uma cor rara, esverdeados, pareciam folhas no outono. O moreno ousou descer o olhar, e quase chegou a babar. Os seios cheios e médios eram ostentados no generoso decote do corpete negro.
A loira ainda estava atordoada pela queda, tentava ajeitara os cabelos e o vestido que havia subido. Porém a amiga morena tinha acabado de reparar o quanto tinha afetado o belíssimo moreno a sua frente, ela estava certa que iria provocá-lo.
– Seth, os seguranças acharam duas loiras com as descrições das meninas, estamos indo lá pra conferir. – Embry vinha correndo em direção ao primo para comunicá-lo, mas reparou que algo acontecia.
Prendeu sua atenção ao redor, mas a loira que tentava ajeitar o vestido e os cabelos o excitou de imediato. O corpo não era típico de mulher americana, provavelmente uma latina, mas os traços do rosto diziam o contrário. A pele era branca, mas não pálida, parecia leite com baunilha. Os cabelos em um loiro dourado e os enormes olhos verdes pareciam duas esmeraldas.
– Eu já estou indo. Só vou ver ser ela está bem – apontou pra loira que Embry comia com os olhos. – Eu sem querer acabei esbarrando nela e a derrubei. – justificou
– Você quase a matou, isso sim! Parecia uma manada de rinoceronte. – amorena disse atrevida, instigando ainda mais Seth.
– Você esta bem? – Embry pergunta todo atencioso pra loira, que sorrir irônica.
– Bem? Eu apenas sobrevivi ao atropelamento de um rinoceronte, mas o meu vestido não pode dizer o mesmo. – apontou para o vestido verde acqua que estava todo molhado. Atraindo atenção dos morenos para todo seu escultural corpo, que era bem parecido com o da morena.
– Posso fazer ele te dar um novo. – Embry aponta pra Seth, que sorri travesso pra morena.
Os quatro naquele momento estavam envolvidos em um jogo de sedução, mas as duas mulheres sabiam jogar de uma forma diferente. Com isso se permitiram ser beijadas... E que beijos! Elas ficaram até um pouco atordoadas, mas tinham que recuperar o controle e domínio da situação.
Assim que findaram os beijos, elas procuravam uma saída pra retomarem ao controla da situação, mas uma nova confusão na boate, fez com que os morenos as deixassem imediatamente. Elas não chegaram a se apresentarem formalmente, mas eles chegaram a dizer seus nomes. Seth Clearwater e Embry Black agora dominavam os pensamentos das duas belas mulheres.
TLAD
Jacob estava desesperado procurando pela esposa e não tendo sucesso. Só pensava que algum inimigo tinha raptado Renesmee e Claire. Que alguém poderia, naquele momento, está fazendo algum mal ao seu anjo, somente pra se vingar dele. Quil não estava muito diferente, a sensação de impotência e frustração também o dominava, porém também despertava os assassinos cruéis que eles poderiam ser.
Minutos pareciam horas, mas nenhum sinal das loiras era encontrado. Todos os quatro morenos procuravam exaustivamente. Por um segundo Seth tinha se afastado, e foi nesse mesmo momento que a esperança tinha voltado a aparecer. Josh, um dos seguranças da boate, tinha ido informar aos morenos que tinham visto duas loiras com características físicas parecida com a descrita por eles.
Jacob e Quil esperaram um pouco o irmão e primo voltarem, mas estavam tão impacientes em conferir a informação do segurança, que acaram seguindo para o local informado por Josh.
Ainda estavam a alguns metros de distância, mas assim que suas visões alcançaram o alvo, a sensação de desespero e agonia foi imediatamente substituída por ódio e fúria. Mesmo não vendo os rostos, eles conheciam perfeitamente aqueles cabelos, corpos e roupas. Sem se importar com nada, nem ninguém, eles avançaram naquela direção. Pareciam búfalos debandados, pois avançavam com fúria, empurrando que estivesse em seus caminhos.
Muitas pessoas foram laçadas longe, tanto homens como mulheres. Isso foi suficiente pra instaura uma nova confusão na boate. Seguranças foram alarmados da confissão, nem imaginando que era novamente um de seus patrões os responsáveis.
Se os dois estavam com ódio, quando viram mais de perto o que realmente acontecia, suas visões foram tingidas de vermelho. Eles só viam sangue. Naquela noite teria um derramamento de sangue!
Renesmee estava quase sem sentidos. Sentia que alguém a sustentava, tocava o seu corpo e beijava seu pescoço, mas há muito tempo tinha perdido o controle da sua mente e do seu próprio copo. Claire não estava diferente, só que ao invés de um homem lhe agarrar como era o caso de Renesmee, eram dois homens que bolinavam seu corpo. Elas não tinham consciência exatamente do que acorria, mas tentavam se soltar dos braços que lhes prendiam, mas era em vão, já que nem conseguiam sustentar suas cabeças e pernas no lugar.
Foi tudo muito rápido. Em um segundo estavam presas em braços fortes, no outro, já estavam no chão, livres do aperto de aço. Vozes ao longe gritavam...
Tanto Jacob quanto Quil não raciocinaram no momento, somente deixaram a fúria e o ódio falarem mais alto. E foi com toda força acumulada pelas sensações sombrias, que eles acertaram os rostos dos homens que ousaram tocar em suas mulheres. Os socos foram tão fortes que levaram os homens ao chão, levando consigo as amish que agarravam. Os morenos estavam tão cegos em seus ódios, que nem perceberam que suas mulheres também haviam caído.
Jacob deu uma seqüencia de murros na cara do homem, que há pouco agarrava e beijava sua esposa. Quil deu um soco tão forte no primeiro homem, que o deixou inconsciente de imediato, seguindo para atacar a socos e chutes no rosto do outro homem que apouco agarravam sua loira.
Os seguranças da boate logo chegaram pra separar e controlar a briga, o que estava sendo difícil. Nenhum dos dois morenos largava os homens que agrediam. Precisou de quatro seguranças para contê-los. Seth e Embry chegaram, mas ficaram brevemente assustados com a cena que ocorria. Jacob e Quil eram contidos por oito seguranças, mais seis levantam e seguravam os homens detonados, surrados e ensangüentados. Contudo, ninguém ousou colocar a mão nas duas mulheres que ainda estavam no chão.
Renesmee estava deitada, mas tentava se levantar. Os cabelos estavam todo no rosto e o vestido tinha suspendido, revelando uma parte da sua calcinha, mas ela não tinha consciência disso, ela ainda tentava descobrir como sustentar a própria cabeça, que pendia de um lado e para o outro.
Claire estava em uma situação ainda pior. Encontrava-se de quatro, vestido um pouco rasgado na lateral, bunda parcialmente de fora e sem um pé do sapato.
Embry e Seth imediatamente seguiram pra levantar as loiras, com certeza eles eram os únicos que não morreriam por tal ato
.
Rapidamente eles recompuseram as roupas das amish, cobrindo o que não era pra ser revelado. Jacob e Quil tentavam a todo custo se soltar da contenção dos seguranças. Estavam enfurecidos com suas mulheres, que protagonizavam aquela decadente cena.
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Seu apoio é fundamental. Torne-se um herói!– Renesmee! – Embry chamou com voz dura à cunhada, que ainda tinha o rosto escondido pelos cabelos. – Renesmee? – ela não respondia. Embry então tira os cabelos da face dela, revelando uma fisionomia transfigurada. Ele franze o cenho ao sentir o cheiro fortíssimo de Whisky. – Ela está completamente bêbada Jake.
Seth, que antes somente sustentava o corpo de Claire, fez o mesmo que o primo. Chamando pela loira e retirando os cabelos de seu rosto.
– Ela também está completamente bêbada. Sem nenhuma consciência. – Seth segura os cabelos de Claire em um rabo de cavalo e vira a face para os morenos visualizarem. Claire sustentava um sorriso torpe na face, tinha olhos desfocados... Característica típica de pessoa em total embriague.
– Como assim bêbada? Renesmee não bebe e duas taças de champanhe não ia deixá-la assim. – estava incrédulo.
– Mas bebeu sim. E não foi champanhe irmão, o bafo aqui é de Whisky. – Embry afirma convicto.
– Como assim Wisky? – Quil não queria acreditar.
– Elas estão de manguaça de Whisky mesmo. Alguém deve ter embebedado elas. – Seth levanta a questão.
Todos imediatamente viraram para os homens desfigurados pelas surras levada há pouco.
– Nem olhe pra gente assim, elas já estavam assim quando nós as econtramos. Ninguém manda deixar dando sopa. – mesmo com a cara toda machucada e em total desvantagem, o homem negro ousou falar.
Jacob e Quil naquele momento quase se soltaram novamente do aperto dos seguranças. Tamanha era raiva pela ousadia do homem. Com certeza ele não estava ciente que tinha acabado de entrar em uma briga com os proprietários do local. E pior, eles não tinham consciência que tinham acabado de entrar para inimigos dos The Wolf.
A festa era uma comemoração fechada, mas como Seth tinha optado por não usar lista, muito dos seus convidados — ou dos outros — repassaram seus convites a amigos. Provavelmente esse era o caso daqueles três homens.
Imediatamente a frieza brotou nos olhos de Jacob e de Quil, seu primo e irmão perceberam isso. Em tom de ordem, exigiu que lhes soltassem o que foi obedecido de imediato.
Enquanto Jacob se afastava um pouco com o celular nas mãos, Quil ordenava que expulsassem os três homens que os afrontaram. Os seguranças os obedeceram de imediato, mas alguns ali também eram seguranças dos The Wolf, sabiam o que aquilo significava aqueles sinais e gestos discretos que os patrões fizeram significava.
– Você viu o que aconteceu? – Jacob perguntou para a pessoa do outro lado da linha. – ficou quieto, escutando. — Então você já sabe o que fazer. Me ligue assim que estiver tudo pronto. Vou ficar no aguardo. Não posso ir agora... Ainda tenho assuntos pra resolver aqui! Leve o tempo que precisar... Hoje eu só quero me divertir. – Jacob finalizou a ligação.
O moreno guarda o celular no bolso e caminha em direção a sua embriagada esposa tirando-a dos braços do irmão e sustentando o corpo torpe, começando a caminhar rumo ao segundo andar da boate. A levaria para uma área restrita, somente eles que tinham acesso. Quil o acompanhava fazendo o mesmo com Claire. Seth e Embry os seguiam, sabiam que eles iriam precisar de ajuda.
– Renesmee, Renesmee... Não sei o que estava pensando em fazer e no momento não me interessa. Juro que tentei ser bom! Mas você brincou com fogo e como diz o ditado: quem mexe com fogo acaba se queimando.
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