Two Lives: A Destination
26 Tlad - 23
Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
Naquela singela tarde o brilho era natural, os raios solares eram tímidos e batiam sobre os fios claros e lisos de Renesmee. A pele alva reluzia sob a luz do dia, os fracos raios pouco aqueciam a sua pele. Ela fechou os olhos apreciando aquele contato direto, estava podando uma de suas roseiras. Era um começo de tarde extremamente agradável. A amish se virou para olhar aquele sol tímido, que tentava se sobressair diante de tantas nuvens, mas os mínimos raios incomodaram o azul de seus olhos, que ela imediatamente os fechou novamente, mas ainda de frente para o astro rei, a jovem se aquecia com um sorriso terno nos lábios.
Os passos eram firmes, porém calmos. Jacob caminhava a procura da esposa, que tinha pegado o hábito de passar o inicio das tardes cuidando das flores, então ele sabia onde exatamente encontrá-la, contudo, não queria assustá-la.
Ao longe ele a viu... Linda! Sendo iluminada por pequenos raios solares que tentavam driblar os obstáculos das nuvens. Era como um palco, onde a atriz principal era Renesmee, recebendo a luz de um holofote em sua estreia. A pele alva brilhava, assim como os enormes cabelos loiros, que estavam esvoaçantes pela brisa fria que passara lhe tocando com ternura.
Jacob ficou maravilhado ao vê-la tão entregue naqueles pequenos raios que lhe aqueciam, envolta de tantas flores. Uma ninfa... Uma Deusa. Ela era a sua Deusa!
Com cuidado para não despertá-la daquele transe maravilhoso em que estava imersa, Jacob retirou o seu iPhone do bolso, registrando aquele momento onde Renesmee estava tão linda e extremamente inocente aos seus olhos. Era como uma criança que acabara de abrir os olhos para o mundo. Mas o barulho da câmera despertou a linda loira, que sorriu imediatamente para o marido que a observava encantado.
– Jake, vai sair meu amor? – ela perguntou ao vê-lo arrumado.
– Preciso ir trabalhar Nessie. Já não fui hoje pela manhã. Mas não voltarei tarde, pode me esperar para o jantar. – o moreno se aproximou selando os lábios.
– Tudo bem. Vou ficar ansiosa lhe aguardando. – ela retribuiu ao gesto, ô abraçando carinhosamente. Os pequenos braços envolvia a larga cintura e à cabeça repousava no forte peito do moreno, que inalou o delicado e maravilhoso aroma que desprendia dos sedosos fios. Aquele cheiro sempre o inebriava.
O moreno deixou um beijo nas platinadas madeixas e apaixonadamente caçou os lábios rosados. O beijo era apaixonado, as línguas dançavam entre si. O clima pós briga era único, tornando tudo mais intenso e especial. O ar se fez escasso, pondo fim aquele maravilhoso beijo.
Após se despedirem, Jacob seguiu rumo à garagem da mansão com o intuito de pegar um de seus carros, quando entrou na mesma, se deparou com seu Audi SUV também estacionado ali, teve a certeza que foi Santiago que o colocou lá, pois o moreno nem lembrava como fez para chegar em sua própria casa, quanto mais estacionar o carro na imensa garagem. Por fim escolheu o seu Jaguar, entrando no luxuoso veículo e dando partida. Seu rumo era o centro de New York.
Rapidamente chegou ao luxuoso prédio comercial da quinta avenida. Enquanto digitava o andar e aguardava o elevador subir, pegou novamente seu iPhone e voltou a admirar as fotos que havia tirado há alguns minutos. -como ela é linda e perfeita- pensava em quando apreciava as imagens. Sem nem pensar duas vezes, colocou uma das fotos como fundo de tela de seu celular.
– Que cara de idiota é essa? Achei que ia chegar boladão aqui. – Embry questiona o irmão assim que o avistou entrando pela porta do escritório.
– E porque eu estaria Bolado? – pergunta, já guardando o sofisticado aparelho celular no bolso da calça.
– Creio que você saiba o motivo melhor do que eu. – devolveu sarcasticamente.
– Não sei de nada não. – se fez de desentendido, adentrando o enorme escritório do grupo, que ocupava todo andar do luxuoso prédio.
Jacob seguiu direto pra sua sala, tinha que terminar alguns projetos. Mas antes mesmo de dar inicio a montagem de um novo sensor que estava desenvolvendo, sua enorme sala foi invadida, que parecia ficar menor ao ser ocupada por seis enormes morenos.
– Mais que porra Embry! Virou fofoquei agora? Isso é coisa de boiola. – Jacob falou irritado ao constatar a invasão de sua sala. Só podia ser coisa de seu irmão caçula, pois foi o único que tinha visto ele entrar.
– Só ficamos preocupados com você. Acho que deveria nos contar alguns fatos. – Jared é quem respondia.
– O que vocês querem saber exatamente? Estou bem agora... Isso é que importa.
– Seth nos contou que cruzou com Renesmee na mansão. Que ela parecia perdida, atordoada, desesperada... E que chorava muito. Depois ele contou que cruzou com você, que parecia estar nervoso. Pediu que bloqueasse uma ala da mansão e depois os dois sumiram, sem nem ao menos se despedirem do resto da família. Acho que isso é motivo suficiente pra nos preocupar. – Sam enumerava calmamente os fatos.
– Sem contar que Lindsay foi embora com aquele sorriso debochado na cara. – Seth completou
– Nem me fale dessa vadia, ela irritou demais a Rachel... Que por sinal está lhe caçando.- Paul falou irritado, apontando em seguida para Jacob.
– Caralho! Rachel vai me alugar. – Jacob fala derrotado.
– Ah! Isso ela vai com toda certeza. – Quil concordou ironicamente. Rachel já havia “pago geral” para ele. Só aliviou um pouco para o seu lado, pois o moreno contou que tinha se entendido com a amish. — Ela até já esteve aqui hoje. E eu acabei contando, por alto, o que vi hoje de manhã na sua casa. – Quil agora falava com expressão de quem pede desculpas por falar demais.
– E por que Rachel esteve aqui? Ela esta Grávida... De gêmeos! Não precisa descansar não? – Jacob fala frustrado
– E você ainda pergunta o porquê dela ter passado aqui? – Paul fala irônico. Mas todos os outros morenos olhavam sugestivamente para Quil, que contorceu os lábios em desgosto e frustação.
– Ela pegou muito pesado? – Jacob olhava fixamente para Quil, que só olhou com uma cara de -O que você acha?-
Desde a morte dos pais, tanto Leah quanto Rachel, se sentiram na obrigação de assumirem o controle da família, já quem antes colocava ordem em casa eram Sue e Sarah. A aceitação dos morenos foi imediata, eles nunca discutem ou brigam com elas. Eles automaticamente substituíram as figuras maternas pelas irmãs.
– Vocês sabem que estão fodidos né? A Leah e a Rachel adoraram as mulheres de vocês. Sabe o que isso significa né? – Jared falava sugestivamente.
– Que elas tem a proteção da outras. – Quil e Jacob falavam juntos, mantendo a expressão de derrotados.
– Rachel pensa que as amish são uma daquelas bonecas intocáveis que ela coleciona. – Embry gargalhava, sendo seguido pelos demais.
Jacob sem mais escolhas, acabou contando tudo que havia acontecido desde que Lindsay o instigou. Todos não estranharam o fato, já que conheciam a personalidade das irmãs. Também concordaram que ele tinha agido bem em dar uma lição nelas, ou caso contrário, elas não os deixariam em paz. Sam só lembrou que o melhor nesse caso seria ligar também para Jean, o primo delas, e ameaça-lo. Era ele que as controlavam, e como dependia cem por cento dos The Wolf para trabalhar em seus negócios ilícitos, Jean faria qualquer coisa por dinheiro, até matar as primas, se significasse manter seu poder e império que construiu graças a ajuda dos morenos.
Jacob achou a ideia brilhante e assim fez. Ligou pra Jean contou tudo que ocorreu e deixou a ameaça bem clara e explícita. O homem sabia que perderia uma batalha contra eles, e com isso deu a sua palavra que manteria as primas sobre controle e na Califórnia.
Agora com tudo sobre controle e esclarecido, todos voltaram para seus afazeres novamente. Era trabalhoso controlar todo aquele império que incluía, não só os negócios legais e conhecidos por todos da sociedade americana, como também os negócios obscuros.
TLAD
Os olhos azuis estavam vidrados na enorme TV. Cada cena que passava naquele filme a encantava cada vez mais. A loira estava tão distraída que nem notou a enorme figura lhe observando minuciosamente.
Renesmee já tinha preparado o jantar que seria servido naquela noite e tomado banho. Agora só aguardava o marido chegar, para então a refeição ser servida. Porém como ele estava demorando um pouco, optou por procurar alguma coisa que a distraísse até o moreno chegar.
Deitada no enorme sofá e aconchegando-se nas confortáveis almofadas, que a loira, que tinha seu filhote entre as pernas, começou a zapear o controle do imponente aparelho. Logo sua atenção estava presa em um filme qualquer. O que passava na enorme tela a fascinou tanto que acabou se desligando do mundo ao seu redor. Somente uma voz pode lhe tirar de seu transe.
– Esse filme é melhor que a presença de seu marido? – Jacob estava parado na entrada da sala de TV.
– Jake! – falou alegremente. – Acabou de chegar meu amor? Eu estava te esperando, mas acabei me distraindo com o filme.
– Percebi. – aproximou-se da loira e a tomou em um beijo saudoso. – Nossa! Um filme velho é mais interessante do que eu. – O moreno fazia um falso bico em dessagrando, já que após findar o beijo, a loira voltou a olhar fascinada a tela, seus olhos tinha um brilho de fascínio.
– Eu não sabia que era velho. – deu de ombros. Para ela os filmes considerados antigos não tinham cores. -Tem tantas cores... É tudo tão lindo. O que é isso Jake? – Perguntou apontando pra tela. Seus olhos brilhavam, fascinando o moreno, que olhou para ver sobre o que ela perguntava.
– Você esta falando do lugar? – ele perguntou ainda um pouco confuso sobre o que ela queria realmente saber. A loira somente balançou a cabeça positivamente. – É um parque de diversões.
– Tem algum desses aqui em New York?
– Claro. Temos alguns aqui na cidade. – respondeu sem muito interesse.
– Me leva em um... Por favor! – os olhos azuis era sua perdição. Jacob não conseguiria negar nada a eles, ainda mais quando brilhavam tanto.
– Éee... Claro! Podemos ir nesse fim de semana. – O moreno detestava parques de diversões. Acha tudo idiota demais. Só gostava mesmo quando era criança. Mas que criança não gosta? Porém a loira a sua frente, não deixava de ser uma criança descobrindo o mundo. Tudo era novo e fascinante, ele queria estar ao seu lado nesse momento de descobertas.
– Obrigada Jake! -Renesmee pulou em seu colo, dando-lhe um selinho em agradecimento. — Posso chamar a Claire para ir com a gente? Ela vai adorar com certeza.
Jacob soltou uma gargalhada estrondosa, fazendo com que a loira o olha-se questionadora. O moreno odiava parques, mas Quil odiava muito mais. Se ele teria que passar por aquela tortura... Quil o acompanharia. Sem dizer uma única palavra ao olhar interrogativo da loira, sacou o iPhone do bolso e discou rapidamente o numero tão conhecido, que ao quarto toque atendeu.
– Fala Jake! – Quil o cumprimento. – Tá tudo bem? – perguntou em dúvida.
– Claro, claro. – falou rapidamente. – Você esta com a Claire? Tá podendo falar?
– To sim. Por quê? – o moreno perguntou confuso.
– Nada demais. É que a Nessie quer fazer um convite a Claire. Vou por no viva- voz. – Jacob explicava.
– Ah tá. Deixa eu colocar também. –informou. -Pode falar Nessie, a Claire já esta te escutando. – Quil incentivou. Ele estava com a loira em seu colo.
Renesmee começou a tagarelar alegremente tudo que viu no filme. Emendou com o convite a amiga, explicando que o marido a levaria. Claire imaginava cada coisa que a amiga dizia, e uma euforia a dominava. Estava louca para conhecer o tal parque. Quem xingou e praguejou foi Quil, que no final acabou concordando em leva-la também.
TLAD
A porta violentamente é aberta, por ela, a morena raivosa entra. Assim que se vê totalmente dentro da sala, volta a bater a porta fortemente, fechando-a. A força utilizada pra fechar a porta foi tão grande que o baque se propagou pelo calmo e silencioso ambiente. O moreno que estava de cabeça baixa, concentrado em um desenho de uma nova máquina, não precisou olhar para saber de quem se tratava.
– Não se faça de rogado, pois eu seu muito bem que você não é. Eu já sei de tudo Jacob. Pode me explicar onde que estava com a merda da cabeça em dar abertura para piranha da Lindsay? – falou em único fôlego. – Nem precisa me responder, pois sei que devia de ser a merda da sua cabeça de baixo que estava tomando a frente da situação. Jacob Black! Olhe pra mim e me responda, não finja que não esta me ouvindo. – Rachel estava parado a frente da mesa do irmão, que mantinha a cabeça baixa, voltada para o desenho, mas desde que ela entrou perdeu sua concentração no que fazia.
– Bom Dia Rachel. Como vão meus sobrinhos? Esta se sentindo bem hoje?
– Não use de sarcasmo comigo Jacob. Eu conheço todos os truques dos irmãos Black’s – devolveu acidamente.
– Não estou sendo sarcástico, estou sendo educado. Coisa que parece que você deixou de ser irmãzinha. – ironia destilava nos carnudos lábios do moreno.
– Jacob, Jacob. Você não vai querer jogar esse jogo comigo. – a morena mantinha os olhos semicerrados, a face estava levemente avermelhada, a fúria era nítida em sua expressão facial. Uma fisgada no ventre à fez levar as mãos na parte baixa do volumoso ventre.
– Não Rachel, Claro que não. Sente-se aqui, por favor. – Jacob ficou preocupado com o notório incomodo que a irmã sentiu. Imediatamente levantou-se e puxou a cadeira a sua frente a oferecendo. – Esta se sentindo bem Rach? Você não deveria se exaltar tanto. Tá passando mal? Tá sentindo algo. – o bem estar das mulheres que amava, sempre estaria acima de tudo.
– Estou bem Jake. Foi só uma pressão que senti na parte de baixo da barriga. Afinal eu carrego dois bebês enormes aqui dentro. Meu corpo se adapta como pode – sorriu pra tranquiliza-lo.
– Tem certeza? – o moreno pergunta em dúvida. Ela só balançou a cabeça positivamente.
–Que ideia de merda foi essa de dá abertura pra vagabunda da Lindsay, Jake? Você tem uma mulher linda, tanto por dentro como por fora. Fico me perguntando qual lado é mais bonito. – sorriu com a piada. – Não precisa de uma piranha pra estragar o que você esta construindo.
– Rach, se você sabe de tudo que aconteceu, não preciso lhe dizer que não fiz absolutamente nada com a vadia da Lindsay. Na verdade a única coisa que eu fiz foi sentar a mão na cara dela, por me desobedecer e me confrontar. Eu falei pra ela não tentar nenhuma gracinha comigo ou com a Nessie!
– O Paul me contou isso também. Mas isso não significa que não tenha magoado a Nessie. Acho bom você começar a pensar e agir como homem casado que você é agora Jake, antes que perca a mulher maravilhosa que tem.
– Eu amo a Renesmee e estou me esforçando para fazer o certo. Isso tudo é novo pra mim. Eu tento fazer o máximo que posso pra agrada-la. Até ao parque eu irei leva-la. – sorriu ao pensar no programa que faria em poucos dias.
– Parque! Que parque? – a morena pergunta desconfiada.
– Ela viu na televisão um filme que se passava em um parque de diverso e ficou fascinada. Acabou perguntando o que era e me pedindo para leva-la. Tu sabe que eu odeio parques de diversões. – os dois gargalhavam juntos.
– Ai Jake, só você mesmo! Sei que esta se esforçando, mas tenta se manter longe de qualquer vadia. Ou se fizer, faça muito bem feito; Pois o que os olhos não vê, o coração não sente. – Rachel foi sincera, não seria hipócrita. Não acreditava na fidelidade masculina, sempre viveu cercada de homens e sabia como era a cabeça deles. Mas sempre avisou a Paul, que se um dia pegasse algo dele, que ele esperasse tudo dela, até mesmo chumbo trocado.
– Claro Rach. Mas não sinto a necessidade de ter outra mulher no momento. Não vou negar que curtir a brincadeira da Lindsay, mas iria ficar somente naquilo mesmo. Não iria come-la! – o moreno não usou de meias palavras, sua irmã o conhecia.
– Eu entendo Jake. Claro que se fosse eu no lugar da Nessie, teria arrebentado a cara de vocês dois. Além de fazer uma boa greve de sexo. Mas a Renesmee é diferente, você melhor do que eu sabe disso. O mínimo pra ela, já significa muito. Pense nisso, ok? – a morena já se levantava. Sabia que tinha falado tudo o que queria e ainda plantado uma sementinha na cabeça do irmão. – Ah, adorei a ideia do parque. Conte comigo e com Paul. Vou avisar as meninas pra vê se elas se animam de irem também, assim transformamos em um programa de família.
– Essa eu vou querer ver. – Jacob gargalhou com a possibilidade. Todos eles odiavam parques de diversão.
– Não subestime o poder de uma mulher Jake. – beijou a bochecha do irmão e caminhou rumo à saída de sua sala. Mas antes de fechar a porta, voltou a falar, atraindo sua atenção. — Nós sempre teremos meios de convencê-los. Essa será a próxima aulinha que darei para as meninas. – Gargalhou fechando a porta atrás de si.
O moreno só arregalou os olhos e deixou se perder no que a irmã acabara de falar. Renesmee sem saber jogar, já tinha muito controle sobre ele... Imagina usando de truques ardilosos.
TLAD
Os tímidos raios solares já haviam se recolhido e sido vencidos pelas nuvens escuras, dando o começo do crepúsculo, quando diversos carros importados estacionaram na frente de um enorme parque iluminado. Mas não era um parque com árvores e banquinhos, era mesmo o parque de diversões que Jacob havia prometido levar Renesmee.
Rachel organizou uma verdadeira caravana em família. Muitos não queriam ir, questionaram e discutiram, porém Rachel antes mesmo da gravidez já tinha um poder de persuasão grande, após ficar grávida o seu poder duplicou, e ninguém era capaz de negar algo a ela. Principalmente quando usava da artimanha de fazer olhinhos tristes e pidões.
Portanto, todos haviam concordado em fazer o programa careta em família. Para Rachel não era nada careta, mesmo tendo muito dinheiro, ela apreciava as coisas simples da vida. E nada melhor do que relembrar quando seus pais faziam isso com eles; Os levavam em parques de diversões, ou até mesmo em parques simples, para brincarem no banquinho de areia. Ela se realizava no mais simples gesto e não queria perder a essência disso, muito menos queria que os irmãos perdessem, já que assim como ela, estavam em busca de constituir uma família e logo virão filhos, e passar os ensinamentos a eles é uma boa forma de começar a serem quem os pais desejaram que eles fossem.
Jacob desceu do carro e deu a volta para ajudar Renesmee, porém não foi preciso. A loira estava encantada com tamanha as luzes fluorescentes e os enormes brinquedos que davam pra ser vistos do estacionamento. Ela desceu rapidinho do carro, antes mesmo que Jacob abrisse sua porta. Ele a encarou, ela estava fascinada com tudo. Os olhos brilhando, a boca semiaberta com um sorriso de lado.
– Fascinante! — ela sussurrou olhando tudo.
– Nessie é só um parque. Não há nada muito fascinante nisso. Tem pessoas demais, gritos... É uma verdadeira bagunça.
– Pare de dizer besteiras Jacob Black! — Rachel o repreendeu — Veja como sua esposa esta feliz. Não estrague o barato dela. Olhe para Claire — fez sinal para que o irmão pudesse visualizar a cunhada, não muito diferente da esposa. -Deixe que elas mesmas tirem suas conclusões sobre o parque. — piscou para o irmão e se juntou a Paul, que conversava com Sam e Emily.
Quil abraçado com Claire, totalmente abobalhada, seguiu o grupo formado por: Seth, Embry, Sam e Emily, Jared e Kim, Leah e Lancarter, Rachel e Paul, Jacob e Renesmee. Todos se encaminharam até a bilheteria para que pudessem comprar os ingressos. Passaram pelas catracas. A cada passo adentro, Renesmee sorria mais e mais. Era tudo tão lindo, tão mágico!
– Paul, eu quero ir no carrinho de bate-bate. Vamos! — fora Renesmee e Claire, Rachel era a pessoa mais animada ali. Queria desfrutar de todos os brinquedos, mas em sua situação -grávida de cinco meses e ainda com a barriga enorme pelos gêmeos- não poderia brincar em tudo.
– Está doida Rachel? — Paul estava irritado.
– É mesmo Rachel. Nada de carrinho bate-bate. Olha essa barriga, não é saudável para as crianças e nem para você! — Leah a advertiu.
A morena fez beicinho, como se os pais tivessem negado um doce a ela. Mas não iria discutiu, sabia que não era possível estando naquela situação.
– Bom, enquanto vocês ficam ai decidindo o que vão fazer. Eu e o Seth vamos dar uma voltinha por ai, ver se encontramos algumas minas a fim de ir para o parque do nosso carro. Sabe como é né; aquele sobe e desce, sobe e desce. — Embry gargalhou irônico batendo na mão de Seth, que sorria com a ideia.
– Eles só pensam em sexo? — Emily perguntou incrédula.
– Deixem os garotos viverem, amor. — Sam a beijou com ternura. — Vamos, quero te levar pra comer algodão doce e andar no trem fantasma. Nos vemos daqui a pouco pessoal. Caso alguém se perca, é só chamar no celular. — dito isso ele pegou na cintura da esposa e caminhou para o meio das pessoas.
– E você Nessie. Não vai querer ir em nenhum brinquedo? — Jacob a incentivou a sair do transe.
– Ah, sim. Claro! Claire, quer pipoca? Eu vi uma moça passar com uma pipoca com cor vermelha. Compra pra mim Jake? — o som da voz da amish era ainda mais doce do que antes, parecia que estava hipnotizada e virado criança. Jacob sorriu encantando por vê-la tão feliz.
– Hum... É pipoca doce Nessie. É uma delícia. — Rachel lambeu os lábios. — Eu também quero Paul, estou com água na boca e preciso pelo menos de uma bacia média daquelas. — disse alisando o ventre.
– Senhor! Essa mulher não cansa de comer. — Paul gargalhou levando todos com ele.
– Não fale assim da minha irmã, seu bocó! — Quil o repreendeu em brincadeira. — Você quer pipoca também Claire?
– Tudo que é doce me encanta. É claro que quero. — a loira respondeu fascinada pegando na mão de Renesmee, indo em direção da barraquinha.
Todos se saborearam com a pipoca doce, com exceção de Jacob e Quil, porque Lancarter e Paul comeram até mais que as mulheres.
– Rachel, nós vamos no tiro ao alvo. Lancarter prometeu que iria me dar um urso enorme. — Leah sorriu jogando fora o saquinho de pipocas, enquanto Rachel estava no seu terceiro saco. — Não abuse de comidas exóticas, ok? Sobre os brinquedos, já lhe dei orientações. Nos vemos mais tarde pessoal. — despediu-se do restante da família e saiu abraçada com o noivo.
– Espera ai! — Jared chamou a atenção. — Leah não esta indo para o tiro ao alvo e sim o barco do amor...
– Não acredito que ela ainda se lembra em como burlar a segurança pra ir naquele esconderijo. — Kim gargalhou.
– O que tem lá? ? Claire perguntou curiosa.
Todos começaram a gargalhar freneticamente, afinal, aquele parque era o mesmo que eles sempre costumavam ir na adolescência, assim como os brinquedos não haviam mudado... Há alguns anos atrás Embry descobriu um esconderijo na passagem que o barco do amor fazia, que dava para burlar a segurança e entrar no meio da pequena mata. Era um ótimo local pra transar. A descoberta foi passando de um para o outro, e todos sabiam então o porquê de Leah estar indo lá. Com toda a certeza estava indo matar a saudade da aventura da adolescência. Contudo, eles não poderiam virar para Claire e Renesmee, que não estavam entendendo nada, e dizer que a morena estava indo trepar escondido no parque.
– É Jake, o que tem lá? Podemos ir depois? — Renesmee perguntou inocente.
– Hoje não Nessie, quem sabe outro dia. — ele se recompôs da gargalhada — Mas respondendo a sua pergunta; Lá é o barco do amor... Bem, onde os casais ficam namorando. — foi evasivo. A loira deu de ombros, assim como Claire.
–Jared, quero ir na montanha russa. Anda logo antes que a fila fique quilométrica. — Kim disse já puxando o marido pelo braço, que revirou os olhos, mas fez a vontade de sua amada.
– Porra! Cadê o passeio em família? Todos estão se disperçando. — Rachel esbravejou enchendo a boca de mais um punhado de pipoca.
– Amor, eles querem curtir, depois nos encontramos. Eu acho melhor esgotar essas pipocas. Vamos para um brinquedo leve. — Paul estava bestificado em ver a quantidade de pipoca que Rachel comia.
– Quil, o que é aquele brinquedo? — Claire apontou para um brinquedo que tinha diversos cavalinhos rodando.
– Ah não! Aquilo é pra crianças Claire, é o carrossel.
– Mas é tão lindo!
– Sim, sim é lindo. Mas somos adultos. Pelo amor de Deus, alguém quer ir em algum brinquedo? — Quil disse incentivando a todos a saírem do lugar.
– Eu quero Jake! -chamou a atenção do marido. — Quero ir naquele negocio ali. — apontou para o carrinho de bate-bate.
– Droga Nessie, eu não posso ir nesse. — Rachel disse derrotada e finalmente jogando o saquinho de pipocas fora. — Vamos, tenho uma ideia. Já que é a primeira vez delas aqui, vamos apresentar tudo primeiro, depois decidimos em qual brinquedo iremos. O que acha Jake?
– Perfeito! Vamos amor, vamos te levar pra conhecer essa gerigonça toda. — disse pegando na mão da loira que sorria encantada.
Os casais passeavam entre as pessoas, mostrando tudo as amish, que estavam realizadas em estarem em lugar tão harmonioso.
Renesmee viu uma moça passar com uma maçã do amor, e não diferente da pipoca, ela quis experimentar, assim como Claire. Rachel comeu duas maçãs, enquanto as amish apenas provaram de uma só.
Cada mínima luz, de cada singelo brinquedo que havia no enorme parque, era o suficiente para surpreender ainda mais as loiras.
– Nossa! Aquilo deve congelar as pessoas Jake. — disse aterrorizada vendo as pessoas entrarem em um carrinho, que descia por uma cascata de água.
– Não ando ali nem que me paguem. – riu, dando um beijo na bochecha da esposa, apertando ainda mais sua mão na cintura dela. Jacob reparou que por onde eles passavam, os olhos caiam sobre sua esposa. O que estava complicando ainda mais o passeio, além dele detestar parques de diversões.
Com Quil não estava sendo diferente, ele chamou o irmão para que se aproximasse o suficiente para falar sem ser ouvido pelos outros.
– Caralho Jake, aqui tá lotado de abutres, mano. — se referiu aos rapazes que encaravam as amish.
– Eu detesto parque, e detesto mais ainda esse bando de safado olhando pra minha mulher. Mas não posso negar a Nessie de se divertir, Quil. Porra vamos nos controlar... Por elas! Eu já vacilei essa semana, não quero aborrecê-la.
Quil concordou, voltaram a caminhar. Rachel parou na banquinha de cachorro quente e milho cozido. Paul já estava entrando em pânico de tanto que a esposa estava comendo.
Jacob e Quil levaram as suas mulheres no carrinho de bate-bate, — aproveitaram que Rachel comia um algodão doce — na montanha russa, barco viking. Com muita insistência de Quil, o segurança deixou Claire, Renesmee e Rachel andarem no carrossel. Jacob apenas ria, porque imaginou bem o modo -The Wolf- com que Quil ameaçou o pobre velhinho que controlava o brinquedo.
– Jake, tira uma foto nossa. — Rachel pediu assim que deram a última volta sobre os cavalinhos coloridos do carrossel. Abraçou as cunhadas, uma de cada lado, que repousaram uma de suas mãos sobre o ventre bem saliente da morena.
–Nossa! — Jacob exclamou.
– O que foi? — Renesmee perguntou assustada.
– Não é nada. É que você e Rachel juntas... Nossa! São as mulheres da minha vida. — ele sussurrou agarrando a cintura da loira e lhe dando um beijo apaixonante.
–Huhul, Jake. Vai pro carro. O parque de lá é mais gostoso, cara. — Paul gritou — Ai! — em seguida recebeu um tapa de Rachel.
Foram em mais alguns brinquedos, inclusive Jacob e Quil tiraram foto das amish no chapéu mexicano. Elas estavam com as faces totalmente temerosas.
– Jake para de rir de mim. Eu pensei que ia morrer andando naquele negócio que não parava de girar.
– E você também Quil. -Claire cruzou os braços, mas logo todos estavam rindo.
Jacob podia até detestar parques, mas admitiu, foi uma ótima ideia de Rachel todos estarem juntos. Curtir com a família era o que ele mais amava, independente do lugar, porém, melhor ainda era ver como Renesmee ainda podia surpreendê-lo com tamanha inocência e delicadeza.
Após pararem pra algumas brincadeiras como; argolas, tiro ao alvo — onde Quil e Jacob ganharam enormes bichos de pelúcia para as suas amish — enquanto Paul levava Rachel para tomar refrigerante e comer jujubas e amendoins açucarados. Eles ligaram para todos e combinaram de se encontrarem na roda gigante. O brinquedo dava pra ver tudo do alto, tinha certeza que as loiras iam ficar maravilhadas com a visão e assim logo em seguida poderiam ir embora.
Enquanto esperavam, Rachel queria muito comer um pé de moleque e Paul foi comprar a muito contra gosto para ela. Jacob beijava e abraçava Renesmee com seu jeito possessivo, deixando claro a quem olhasse que aquela loira o pertencia. Com Quil não era diferente. Ele beijava Claire alucinadamente enquanto esperavam na frente da roda gigante.
– Dá pra parar com essa orgia na minha frente? Está me dando ânsia. — Rachel retrucou com a mão na boca.
– Ora irmã, isso é por você ter devorado todo o parque, não por nós. — Jacob fez piada, mas reparou bem em Rachel, ela não parecia muito legal.
– Há! Há! Engraçadinho.
– Toma seu pé de moleque e chega Rachel, pelo amor de Deus! — Paul disse esgotado. Ele foi o que menos se divertiu.
A face da morena se reluziu assim que colocou seus olhos sobre o doce em suas mãos.
Sam e Emily chegaram praticamente juntos com Jared e Kim. Seth e Embry avisaram que iriam curtir com duas novinhas em outro lugar. Mais alguns minutos e Leah com Lancarter começaram a se destacar na multidão, indo em direção ao grupo. A morena estava com os cabelos um pouco desgrenhados e a face levemente rosada. Todos sabiam o motivo por ela estar daquele jeito e Lancarter com um sorriso da melhor gozada em aventura que já tivera.
– Porra Leah, pegou uma correnteza no barco do amor? — Paul perguntou malicioso.
– Vá se ferrar Paul. — a morena retrucou o irmão.
– Leah fala sério, fazíamos isso quando éramos adolescentes. Você levou realmente Lancarter para o cantinho do amor? — Rachel brincou.
– Cara, aquele lugar é foda demais. — Lancarter beijou a face da noiva.
– Ah Jake, por favor, eu quero ir lá. Me lava vai. — insistia Renesmee.
– Eu também quero ir Quil. Se a Nessie for, eu quero ir também. Me parece legal.
Todos gargalhavam pela insistência das amish, elas realmente não se tocaram sobre nada do que tinha acontecido.
– Acho melhor em uma próxima vez Nessie.
– É mesmo Claire, agora não dá. Leah deixou o brinquedo impossibilitado para uso. — Quil gargalhava sem parar.
– Vocês quebraram o barquinho? Meu Deus! Jake, e agora? — a loira estava com os olhos arregalados e o comentário só causou mais risadas. — Não riam, agora eu não posso ir no barquinho. — disse fazendo beicinho.
– Outra hora amor. Outra hora eu a levo. — Jacob a beijou desfazendo o beicinho tão fofo. — Vamos logo, já comprei os ingressos de todos. — disse entregando a cada um seu ingresso. Jacob não era do tipo muito paciente.
Eles entraram em pares, se sentando um ao lado do outro. O brinquedo começou a se movimentar.
– Está gostando Nessie?
– Sim Jake. Foi o dia mais divertido da minha vida. Tirando nosso casamento. — ela disse com um sorriso resplandecente. Estavam no alto, o brinquedo girava lentamente. — É tudo ainda mais lindo daqui de cima.
Os olhinhos da loira brilhavam, ela sabia como encantar o marido com um simples olhar ou um simples sorriso. Jacob ficou desarmado e sentiu uma fisgada no peito quando ela tocou no assunto casamento, frisando ser um dos mais importantes da vida dela. Era tudo falso!
– Eu te amo Renesmee Black! Eu a amo simplesmente por você ser você! Ser única e ser minha. -beijou os lábios rosados com ternura. Ele nunca se imaginou tão apaixonado e envolvido sentimentalmente a ponto de não se controlar, mas tinha prometido que faria o certo com ela, com isso, não se negaria a se entregar.
Na cabine debaixo estava Sam e Emily aos beijos e abraços, embaixo Rachel com Paul, a morena estava ficando enjoada.
– Paul, eu não estou me sentindo bem. Quero descer. — pediu com a voz fraca.
– Porra Rachel! Não tem como descer... Você está com o que? — perguntou preocupado.
– Meu estômago está revirando, estou ficando tonta e uma ânsia insuportável.
– Lógico, não era pra menos, você comeu demais meu amor. Se controla, olhe pra mim. — pediu. — Respira fundo... Rachel, vamos respira fundo. — Paul estava ficando aflito, a esposa estava com a mão na boca e tentava fazer o que ele pediu, mas estava ficando incontrolável a vontade de vomitar. E para piorar, a roda gigante havia parado com eles um pouco abaixo do topo, o brinquedo parava com cada cabine no topo por cerca de um minuto cada. Paul olhava desesperado para os lados e para baixo, na tentativa inútil, gritou para descerem o brinquedo. — Rachel amor, você está ficando verde... Meu Deus! Se concentra e respire, ou você vai vomitar em... — olhou pra cabine debaixo — Quil e Claire!
– Quil, eu te amo tanto sabia. — a loira se declarou. — Amo que a gente fique bem.
– Você é especial pra mim gatinha! — ele deu um selinho nos lábios dela.
O brinquedo rodopiou e Rachel se segurando como podia. Assim que o brinquedo finalmente deu a sua parada para que todos pudessem descer, um coro começou a gritar: -BOTA PRA SUBIR- o que foi o desespero de Paul e Rachel.
– Não! Não! Minha mulher está passando mal. Caralho seu velho fodido, abre essa merda. — os gritos de Paul eram audíveis, mas o controlador não estava levando muita fé. Porém, Jacob e Quil ouviram e começaram a gritar junto com Paul. Sam e Emily não estavam entendendo nada. Leah e Lancarter estavam em uma cabine mais afastada. O velho condutor ficou com medo das ameaças vindo, agora, de três morenos raivosos e decidiu abrir as cabines, assim foram descendo um a um.
Quando Rachel pisou no solo firme ela não conseguiu mais se segurar, vomitou praticamente tudo que havia comido naquela noite, e o pior, vomitou tudo em cima de Paul.
– Porra Rachel. Tu só me fode! — ele retrucou enquanto ajudava a esposa. — Tá se sentindo melhor agora? — ela maneou a cabeça.
Assim que Leah desceu com Lancarter, correu para socorrer a prima que estava visivelmente mais aliviada.
– Estou bem, estou bem. Foi somente um mal estar.
– Caralho Rachel, você me matou de susto. Esse teu marido é um louco! — Quil disse sem conter o riso ao ver o cunhado todo vomitado. — Já te vi melhor Paul. — caçoou.
– Num fode Quil. — disse com raiva — Isso que dá comer o parque inteiro. Sabia que ia passar mal... Eu sabia!
– Cala a boca Paul. Eu estou gorda, carregando dois filhos seus, que estão euforicamente com vontade de tudo o que eu vejo. Seja mais compreensivo ok? -Rachel disse chorosa, os hormônios eram uma merda quando atacavam. — Quero ir embora, o passeio acabou pra mim.
– Amor eu não quis... — Paul tentou justificar o modo como ele falou, porém Rachel não lhe deu abertura, estava já chateada e nem sabia o motivo.
– Não fale! Por favor, Paul, não fale! Quero minha casa agora! — disse e ele apenas assentiu, saindo com Rachel na frente.
Os demais ficaram rindo da situação desastrosa e engraçada que tinham acabado de presenciar. Com toda a certeza Rachel pegaria pesado com Paul depois por caçoar dela.
– Ela vai ficar bem, não é? — Claire perguntou.
– Sim querida, irá sim. Ela comeu demais e brinquedos que giram não são boa opção antes de fazer digestão, principalmente de tanta basteira. — Leah tranquilizou Claire, assim como Renesmee.
– Vamos embora! -Jacob alertou e todos começaram a caminha para a saída, um pouco mais distante de Rachel e Paul, mas ainda era possível enxergá-los.
Estavam caminhando tranquilamente, comentando sobre o caso de Rachel e Paul, quando Renesmee se encantou com uma garotinha que rodopiava no ar enquanto o homem a jogava para cima.
– Que linda! -sussurrou pensando em seu irmão que seria pai, a saudade apertou seu peito. Jacob que gargalhava com Quil, não percebeu que a esposa havia parado, mas seu sorriso sumiu quando os gritos de pavor de Renesmee ecoaram até seus ouvidos. Ela não estava a nem meio metro longe dele. — AH! MEU DEUS! ME SOLTA! ME SOLTA! JAKE!!!
Jacob, assim como todos os outros, olharam para trás e começaram a rir na mesma hora. Porém a loira agarrou-se forte a corpo do marido assim que ele se aproximou dela.
– Jake, tira isso de perto de mim. Tira por favor. — suplicou com a cabeça enterrada no peito do moreno, que não estava entendendo o pavor todo da loira.
–Nessie o que foi? Me assustou, mas agora não estou entendendo. — perguntou confuso.
– Esse coisa ai Jake. Esse bicho feio. Ele pegou no meu braço. — Renesmee estava assustada demais, não conseguia abrir os olhos e muito menos olhar para o pobre palhaço que estava sem entender nada.
– Ér... Oh senhor palhaço, pode me explicar o que aconteceu? -Jacob perguntou ao pobre homem.
– Não entendo senhor. Desculpe-me pelo susto, mas eu só iria fazer a brincadeira da flor que esguicha água, mas ela começou a gritar assim que toquei no braço dela para me olhar. — explicou cabisbaixo.
Todos gargalhavam ao ver a cena bizarra, assim como as demais pessoas que pararam para ver os gritos de Renesmee.
– Nessie, é um palhaço. Ele não é de assustar, ele é pra fazer rir. -explicou contendo a risada. — Levanta e olhe, ele quer lhe fazer uma brincadeira.
– Não! Ele é feio, pavoroso... É do mau. É coisa do lá debaixo. — apontou para o chão.
– O capeta? — Quil gritou. -Fala sério! -às gargalhadas eram mais altas e incontroladas. Até mesmo Claire não estava entendendo nada.
– Nessie amor, olhe pra ele.
– Não Jake. E tenho medo, quero ir pra casa. Tira essa coisa a mando do “coisa ruim” de perto de mim.
O palhaço começou a rir e viu que a jovem não iria entender nada. Não sabia das crenças da garota, mas respeitou sua opinião. Se desculpou com Jacob, que apertou sua mão, e foi embora rindo.
Renesmee estava agarrada na camisa de Jacob e não conseguia levantar a cabeça, tinha medo de ver aquela boca enorme vermelha, cabelos encaracolados verde e o nariz de bola.
– Nessie, ele já foi.
– Tem certeza? — sussurrou.
– Pelo amor de Deus Nessie, é um palhaço. Não é nada a mando de ninguém, apenas uma fantasia e pinturas.
– Não Jake. Eu não vou olhar pra lugar nenhum até que você me tire daqui. Aquela risada era horrível, aqueles olhos borrados de preto. Ele é feio, mau e eu não quero ver. — disse convicta.
Jacob não queria insistir, mas não conseguia negar o fato de que Renesmee estava sendo bizarra. Fez a vontade da esposa, caminhando para fora do parque com a cabeça dela enterrada em seu peito. Todos já estavam em seus carros e saiam um por um.
– Pronto. Agora você pode olhar, estamos do lado de fora.
Renesmee suspirou e abriu os olhos, lentamente ela foi levantando a cabeça. No mesmo momento o carro de Quil parou ao lado deles.
– Ei Nessie, cuidado com o palhaço, ele pega as pessoas nos sonhos. — Quil caçoou e levou um tapa de Claire. O moreno saiu cantando pneus.
Jacob não gostou da brincadeira do irmão, na hora tinha até sido engraçado, mas conhecendo Renesmee como ele conhecia, ela teria problemas pra dormir aquela noite.
– Eu vou matar o Quil, eu juro. — disse puxando Renesmee em um abraço, ela havia colocado as mãos nos olhos. — Ele é louco amor, só quis fazer uma brincadeira. É mentira. Vamos pra casa, vou lhe dar um banho.
Assim ele colocou a esposa no carro, lhe deu alguns beijos e partiram para a mansão, onde Jacob faria o possível para a esposa perder a má impressão que teve do pobre palhaço, e ainda mais, faria com que ela esquecesse a brincadeira de mau gosto do irmão.
TLAD
Aquela noite após terem voltado do parque, não havia sido tranquila para Jacob e Renesmee. Ela realmente ficou com medo do palhaço. A imagem a deixou muito impressionada. Por diversas vezes acordou sobressaltada, com medo, suando, gritando... Seus olhos transbordavam desespero e medo. Somente os braços do moreno a acalmava. Jacob no cansaço e agonia da noite sem dormir, sentou em sua cama, colocando-a no colo e a embalando como uma criança pequena. Era incrível como Renesmee podia ser tão diferente em diversas situações; Ás vezes era inocente, às vezes ousada, outras, extremamente delicada... Mas isso não decepcionava o moreno, pelo contrário, só o encantava ainda mais. Renesmee era pura, tinha um coração limpo para o mundo. Isso era dela. E Jacob percebeu que isso jamais iria mudar. O que o alegrou, era essa a mulher que se apaixonou e aprendeu a amar.
A noite estressante e mal dormida resultou em olheiras profundas, cansaço e dor em todo seu corpo. Quis matar Quil, ainda mais quando fizeram piadas sobre sua exausta aparência, mas os olhos apavorados da loira não era uma piada pra ele. Teve uma séria conversa com todos, onde concordaram nunca mais brincar ou fazer piadas novamente. Respeitariam o medo dela.
Quinze dias haviam se passado desde o passeio ao parque de diversões, e tirando mais alguns pesadelos, eles foram calmos e tranquilos. Tudo estava hamonia e em paz.
Jacob ligou para o Santiago, pedindo que ele levasse Renesmee em uma consulta médica com a prima. Leah decidiu por mante os exames de sangue mensais a principio, queria acompanhar a melhora da loira de forma mais minuciosa. Também avisou ao motorista para passar no apartamento que Quil mantinha para Claire, já que Leah decidiu averiguar o estado de saúde das duas amish. O moreno não vacilava na troca dos adesivos, havia até criando um lembrete em seu celular, que o avisava no dia da troca. Todo cuidado era pouco, não queria filhos e cuidava pra assim permanecer.
Agora Renesmee e Claire aguardavam na sala de espera do luxuoso consultório.
– Senhora Renesmee Cullen Black! – Chama a secretaria. – Pode entrar, doutora Leah lhe aguarda.
– Obrigada. – gentilmente agradece. – Minha amiga pode entrar comigo? – pergunta apontando para Claire. A secretária acena positivamente.
– Como estão minhas lindas? – Leah levanta de trás da linda mesa. Indo abraçar e beijar as amish, assim que elas entram pela porta de seu consultório.
– Bem. Graças ao criador. – Claire é quem responde primeiro.
– E você Renesmee? Fez tudo como eu pedi? Vejo que ganhou um ou dois quilos. Os seus cabelos estão mais brilhosos, a pele menos pálida e bochechas naturalmente rosadas. Com certeza obtivemos melhoras. – Leah fala enquanto observa minuciosamente à loira, era notória sua melhora.
– Me sinto melhor e mais disposta. Porém acho que meu período deve estar chegando, pois já estou começando a sentir as mesmas coisas de sempre.
– Bom saber que sua menstruação se aproxima. Vou colher o seu sangue antes e depois dele terminar, quero ver o quanto o seu sangramento afeta sua anemia.
Leah consultava e explicava tudo pra Renesmee. Verificou seu peso, altura, pressão arterial, colheu seu sangue... Fez um detalhado exame. Renesmee necessitaria de cuidados constantes.
Pela primeira vez Claire também foi examinada, recebendo os mesmos cuidados que a amiga. Leah queria ter certeza que a loira era tão saudável como aparentava ser.
Por fim, liberou as amish, pedindo que retornasse ainda naquele dia ao consultório, na parte da tarde. Ela já estaria com os resultados dos exames em mãos.
Como Leah solicitou, assim foi feito. Santiago às levou novamente ao consultório no final da tarde. Foi com satisfação que Leah constatou que Claire era absolutamente saudável, seus exames deram tudo normal. Já Renesmee teve grandes melhoras, mas ainda apresentava-se anêmica. Na verdade Leah sabia que devido ao seu problema, a amish nunca ficaria totalmente boa, mas tentaria sempre mantê-la mais próxima as taxas de normalidade. Por fim, a morena receitou mais algumas vitaminas, mantendo todo o restante do tratamento.
Assim que as aimsh deixaram o consultório, a morena imediatamente ligou para os primos, para explica-lhes a condição de suas mulheres. Naquela família era sempre assim; uns cuidando dos outros. Renesmee e Claire agora faziam parte da família Black&Clearwater.
TLAD
O luxuoso carro parava em frente a imponente propriedade, pela porta saltava o lindo moreno, mas algo naquela rotineira cena estava diferente. Além do horário ser bem mais cedo do que o de costume, Jacob Black pela primeira vez na vida, carregava sacolas de compras com ele.
Jacob assim que se viu dentro da mansão, foi à procura de suas empregadas. Por mais que sua irmã tenha muito bem orientado, ele sabia que sozinho não seria capaz de realizar tudo o que tinha em mente.
– Mabelle! – Chama a empregada que limpava uns quadros e espelhos da sala principal. – Lupita está na cozinha? Quero dar umas instruções para vocês duas. Por favor, siga-me! – finalizou já caminhando rumo à cozinha, onde encontraria a outra empregada.
– Senhor Black! – a senhora fala confusa diante da presença do patrão. – A senhora Renesmee não esta aqui, ela voltou pra consulta. – Lupita se adianta em explicar.
– Sim , eu sei onde minha mulher está. É exatamente por isso que voltei cedo. Vou preparar uma surpresa para ela, porém preciso que vocês façam algumas coisas. – O moreno coloca as sacolas sobre a bancada da cozinha. As duas empregadas só o olhavam e concordavam. – Mabelle, preciso que você arrume algumas coisas no quarto. Quais são as cores dos lençóis de seca que temos?
– Éee... Branco, marfim, preto, vermelho e um tom mais puxado para o rosa. – Respondeu prontamente. Mabelle assim como Lupita, tinham um pouco de medo de Jacob.
– Acho que o Branco é a melhor opção; Neutro e combina com as pétalas de rosas que comprei. Sei que Nessie não iria gostar de despetalarmos suas rosas. – sorriu com a própria piada. As empregadas mantinham um sorriso tímido nos lábios. – Troque toda roupa de cama. Coloque os lençóis de seda branco e jogue essas pétalas. – Jacob entregou a sacola da floricultura nas mãos da empregada. – Acenda somente as luzes dos abajures e feche as cortinas. Ah, antes de sair coloque um balde com gelo e esse champanhe. – entregou a cara bebida. – Temos morangos? E Chantili?- dirigiu a pergunta a Lupita, já que a senhora era a responsável por cuidar da cozinha.
– Sim senhor. Vou lavá-los e levo pra sua suíte. – Lupita já saia rumo à geladeira pra realizar o pedido do patrão.
– Perfeito! – deu um sorriso safado. Sua imaginação fluía em tudo que faria naquela noite. Principalmente com os morangos e o chantili. – Mabelle, acho que é tudo. Pode ir preparando o quarto. – Dispensou a empregada que aguardava por mais instruções.
Jacob começou a tirar as compras da sacola. Lupita, que lavava os morangos, só olhava espiando, não estava entendendo o que realmente o patrão queria. O moreno que queria preparar tudo praticamente sozinho, mas não sabia onde estava absolutamente nada naquela parte tão desconhecida pra si da casa. Lupita já começava a ficar nervosa com o tanto de gavetas e armários que ele abria.
– Senhor Black, não quer deixar que eu prepare a o jantar? – Lupita estava aflita.
– Não! Se você preparar a comida, a Nessei vai desconfiar que não fui eu quem fiz. O que deixaria de ser uma surpresa. Com certeza não deve ser difícil assar uma carne e algumas batatas. Eu sou ótimo fazendo churrasco, não deve ter muita diferença. Já basta que a sobremesa eu comprei. Trouxe a torta do restaurante que Nessie adorou. –Jacob tagarelava enquanto mantinha a concentração ao cortar as batatas, já tinha estragado cinco.
–Sim senhor, eu entendo. Mas não quer me explicar o que pretende fazer para o jantar? Assim posso, ao menos, lhe explicar com se faz. – a senhora insistia. Estava nervosa ao assistir a forma que ele cortava as batatas, parecia que iria cometer um assassinato.
O moreno acabou se dando por vencido, não deixaria que ela preparasse o jantar, mas aceitaria a supervisão e instrução da empregada.
Desde que o incidente com Lindsay havia ocorrido, sua irmã vinha lhe enchendo a paciência, dizendo que ele deveria preparar uma surpresa pra esposa, que essas coisas as mulheres amam. Porém Renesmee fugia do convencional. Ele não poderia somente reservar um Luxuoso hotel e a presentear com uma linda e cara joia. A amish não iria dar valor em tal coisa. Renesmee era mulher simples, de valores diferentes. O que valia pra ela era o ato em si e não as cifras gastas.
Acabou que se deu por vencido e decidiu preparar a surpresa hoje. Tinha certeza que ela havia melhorado de saúde, os seus exames mostrariam essa tal melhora, então nada melhor que comemorar a saúde de sua amada e o amor que sentiam um pelo outro.
Jacob depois que levar uma surra na cozinha, consegui preparar o que queria. Para o cardápio da noite teriam como entrada salada verde. Como prato principal Picanha assada com queijo e alho, batatas recheadas com creamcheese e Bacon. E de sobremesa a famosa torta de maçã e sorvete. Tudo era saboroso e simples.
– Obrigada Lupita. Sem a sua ajuda acho que não conseguiria. Toma – pegou a carteira e tirou três notas de cem dólares. – tire o resto do dia de folga. Saia com seu filho e sua nora. Ah, já ia me esquecendo; leve a bola de pêlos com vocês. – apontou pra Branquinha, que estava sentada olhando desde cedo o dono cozinhar. Parecia que o bichinho entendia o que ocorria, pois hora ou outra, inclinava a cabecinha como se quisesse entender –o que ele esta fazendo- e emitia uns ganidos.
– Não posso aceitar seu dinheiro senhor Black. Não fiz mais que minha obrigação. – Lupita estava sem jeito em aceitar a oferta do patrão.
– Isso não é um pedido, e sim uma ordem. Divirtam-se e deixem a casa livre para curtir com minha mulher. – Sem mais delongas a empregada pegou as notas. O sorriso safado que o patrão sustentava a deixou sem graça, queria sair o mais rápido dali.
Lupita abaixou para pegar Branquinha do chão e sair daquele ambiente sufocante que dividia com o moreno.
– Senhor Black! – Chama na soleira da porta. – Só não se esqueça de marcar o tempo de cozimento da carne e das batatas.
– Claro, claro. Agora é o mais fácil. Deixa comigo! – Finalizou piscando pra empregada. Sabia que estava deixando-a desconfortável, gostava disso.
Jacob colocou as travessas no formo e foi conferir a mesa que havia mandado Mabelle por. Estava tudo como queria... Perfeito! Pegou na adega dois vinhos, colocando-os no climatizador. Agora que estava tudo pronto, era só tomar um banho e esperar os assados ficarem prontos, logo Renesmee chegaria.
Na suíte apreciou o lindo trabalho que Mabelle havia feito. A cama estava arrumada de forma impecável. Sobre os finos lençóis de seda, estavam as pétalas de rosas na cor rosa, fazendo um desenho de coração. Sobre a mesa que havia no canto do quarto, próximo a porta que dava acesso à sacada, estavam: os morangos, o Chantili, as taças de cristal, o Balde com gelo e champanhe. A luz ambiente completava o clima romântico que havia sido criado.
Jacob tinha acabado de desligar o telefone, era Leah lhe contando das melhoras que Renesmee teve. Ela não estava curada, mas sabia que a melhora era mais do que significativa.
O moreno já estava de banho tomado, barba feita e arrumado. Passou seu caro perfume e olhou-se uma última vez no espelho, realmente estava impecável. Vestia calça jeans escura e blusão de tecido branco, que estava pra fora da calça, o que dava um ar despojado. E nos pés sapados de couro marrom.
Deixou a sua suíte com a roupa e sapato que havia escolhido pra Renesmee usar naquela noite, trancando-a em seguida. Não queria que ela descobrisse a surpresa antes da hora. Levou tudo para o quarto ao lado e esticou o vestido sobre a cama. Agora tinha que descer para espera-la, sabia que logo chegaria, Santiago havia mandado uma mensagem que estava a caminho.
Renesmee entrou e foi logo recebida pelo moreno, que não deixou que ela fosse a lugar nenhum da casa. Ela se surpreendeu ao ver como ele estava lindo. Em um Beijo de tirar o folego, mataram a saudade que estavam um do outro. Quase que arrastada, foi conduzida ao andar superior. A loira estranhou o fato de ser conduzida ao quarto de hospedes, mas Jacob garantiu que ela depois entenderia e que iria gostar.
Em quanto à loira entrava no banho, ele correu novamente pra sua suíte. Ligou a torneira de agua quente e deixou a banheira encher, a água saia quase que fervendo, mas até eles retornarem ao quarto, já estaria morna.
Renesmee não estava entendendo absolutamente nada, mas confiava demais em Jacob para contestar. Se ele falou que depois ela descobriria o porquê daquilo tudo, ela não tinha porque não acreditar. Prendeu os cabelos, já tinha lavados mais cedo, entrando no banho. Apreciou cada minuto que a água quente tocava sua pele. Ao se arrumar, sorriu com a escolha do marido, ela jamais escolheria aquela roupa; Um vestido justo, branco com alguns detalhes em renda negra na lateral e abaixo dos seios. Mais uma vez notou que não tinha calcinha, chegou a ficar tensa com aquela constatação.
Quando saiu do banheiro Jacob já estava a sua espera. O moreno perdeu o fôlego com a visão da deusa a sua frente. A loira tinha os enormes cabelos soltos, o vestido branco que vestia ia até a altura dos joelhos, mas era tão justo, que marcava cada curva do corpo mignon, que agora ostentava medidas um pouco mais volumosas devido aos três quilos que tinha ganho. Nos pés scarpin pretos alongava a esguia silhueta.
Antes que a loira conseguisse pronunciar qualquer palavra, Jacob já capturava os lábios com fervor. O beijo era cheio de desejo e volúpia, transparecia o que o moreno sentia. Seu membro já estava rijo, ele fazia questão de mostra a forma que ela ô deixava, já que esfregava a potente ereção no corpo miúdo. Com muita relutância que ele solta os rosados lábios. Renesmee mantinha a respiração entrecortada, ela nunca se acostumaria com o calor que aquele homem lhe causava.
– Nessie, como você tá gostosa. To duro só de te olhar. – sem qualquer pudor, leva as mãos alvas e pequenas em seu membro rijo, mostrando toda sua excitação.
Renesmee cora violentamente, mas isso só encanta ainda mais seu esposo.
– Jake! – repreende. – Porque de tudo isso. Vamos sair?
– Nós vamos ficar em casa mesmo, mas tem um jantar preparado pra gente lá em baixo. Mas antes de descermos, quero te dar um presente. – Jacob saca do bolso traseiro de sua calça, uma caixinha de veludo azul escuro.
– Jake é muito lindo. – Olhos azuis da loira brilham ao olhar a linda gargantilha de ouro, que tinha um pingente todo cravejados em diamantes em formato de asas.
– São as asas da minha anjinha. – Selou ternamente os lábios. – Deixa eu colocar. – Jacob pega a gargantilha e contorna o corpo da loira, se posicionado atrás dela. Pede que ela suspenda os enormes fios e coloca o colar.
– Obrigada jake, mas eu não sou um anjo. – fala ao alisar o desenho do pingente.
– Pra mim você é. – roçou os lábios. — Agora vamos descer. – começou a puxa-la pra fora do quarto.
Quando chegaram ao último degrau, Renesmee questionou pelas empregadas, já que a casa parecia estar absolutamente vazia.
– Jake que cheiro é esse? – já estavam próximos a cozinha.
– Caralho! – esbravejou, correndo para o cômodo. A loira estava em seu encalço.
Uma fumaça de cheiro ruim se desprendia de dentro daquele ambiente, assim que o casal entrou, percebeu que algo queimava. Jacob correu em direção ao formo, já apagando. Mas quando abriu a porta, tiveram a real proporção do desastre. Uma fumaça espessa saia de dentro do forno, tomando logo conta de todo o ambiente, antes da loira contestar qualquer coisa, um sonoro apito foi ouvido, cada vez ficando mais constate. O moreno só teve tempo de esbravejar um palavrão – Merda!-
Os sensores de fumaça e incêndio haviam sido acionados, e do teto, esguichos de água emundaram o ambiente, molhando tudo que estava naquele cômodo, inclusive o casal.
A água estava fria e caia sobre o eles. Jacob estava frustrado por tudo ter dado errado, e Renesmee sem entender nada sobre aquela água que caia em seu corpo quente. Contudo Jacob ficou cego. Cego por ver cada gota de água descer minuciosamente pelo corpo da loira. O vestido que já era tão colado em seu corpo, se mostrou totalmente transparente. Os cabelos molhados a deixou ainda mais sexy.
Jacob estava hipnotizado, deslumbrado e agradecendo aos springs pela imagem erótica que estava a sua frente. Com passos rápidos ele foi se aproximando de Renesmee. Ele lambia os lábios ao observar os mamilos turgidos sob o tecido transparente... Tão convidativos.
Renesmee o encarava sem entender, o marido estava com os olhos em fenda. Predatórios, deixando nítido a fome que ele sentia, mas era uma fome diferente. Era fome dela!
Sem conseguir dizer nada, Jacob agarrou a loira pela cintura chocando os corpos e capturando os lábios rosados com fome e desejo.
Renesmee gostou de sentir aquele choque e principalmente o modo como Jacob saboreava cada canto de sua boca, porém o medo de serem pegos por algum empregado rapidamente fez a jovem findar o beijo e tentar se esquivar dos braços do moreno.
– Ja...Jake... Pare! Alguém pode entrar e nos pegar aqui assim... É desagradável. — disse com dificuldade, pois enquanto ela tentava se esquivar e falar, Jacob beijava-lhe toda a pele do pescoço.
– Curta o momento Nessie. Dei folga a todos, não há mais ninguém aqui além de nós e nosso desejo. — sussurrou voltando a devorar os lábios da amish.
Renesmee não estava conseguindo acompanhar o beijo. Era ardente, diferente. Rápido! Era muito rápido, como se ela fosse à fonte da qual Jacob procurava o seu elixir de vida. Mas não reclamou. Principalmente quando as mãos dele começaram a passear pelo seu corpo com volúpia. Ele a apertava a cada lugar por onde a acariciava. Apertos firmes, possessivos... O que arrancou um gemido da loira que pendeu a cabeça para trás.
– Gostosa... Muito gostosa. — gemeu no ouvido dela, logo após morder o lóbulo de sua orelha.
Renesmee estava sem coordenação, o desejo pelo homem que amava estava latente e emanava de seus poros. Ela estava mole nos braços de um Jacob, que naquele momento estava diferente, porém ainda era o mesmo. Difícil dela compreender aquela fome!
Jacob deslizou suas mãos até a coxa da loira e apertou firme. Naquele momento ele queria apenas possuí-la, com o vestido colado ao corpo, como uma segunda pele sensual.
– Jake... — sussurrou.
– Seus gemidos me matam. — disse segurando a bunda da jovem, que cabia perfeitamente em suas grandes mãos. Ele a levantou em um impulso rápido. Não estava mais aguentando ver os seios dela roçar no vestido molhado, ele estava duro, latejando... Precisava dela, precisava se afundar nela.
– Minha... Só minha!
Instintivamente ela circulou as pernas na cintura de Jacob, que sem desgrudar dos lábios de Renesmee, a levou até a bancada, onde depositou o corpo da loira entregue a sua mercê. Ela gemia baixinho, apenas o calor do corpo dele era o suficiente para deixá-la em transe.
Jacob deslizou a boca pelo maxilar dela indo até o pescoço... Chupando-o em seguida. Uma das mãos sustentava o corpo da loira, que se contorcia na bancada. O móvel estava na altura ideal. Deixando os corpos em um encaixe perfeito.
Com a outra mão, Jacob levantou o vestido molhado até a cintura da amish. Ela já estava sem calcinha, o que facilitou para Jacob deslizar um dedo para dentro da loira, que deu um solavanco sobre a bancada pelo ato.
– Hum... Ai! — gemeu.
– Pronta pra mim... Como sempre. — a voz rouca e maliciosa de Jacob era tentadora demais para ela.
O moreno não queria mais esperar, rapidamente abriu sua calça puxando-a para baixo junto com sua boxer, o suficiente somente pra liberar seu rijo membro, que estava tão duro que doía. Precisava se aliviar e somente aquela mulher em seus braços era capaz de fazê-lo.
Em uma tortura Jacob começou a roçar sua glande no clitóris da loira, á deixando ainda mais excitada e enlouquecida.
– Você gosta Nessie? Gosta de senti-lo? — perguntou malicioso e provocativo. Renesmee estava mais do que pronta para ele.
– Hum...
– Responde Nessie... Se gosta ou não. — ele lambia os seios sob a roupa.
– Gosto! — disse sem mais delongas, ele estava a torturando.
Com um sorriso no canto dos lábios Jacob se encaixou, há penetrando em uma única e rápida estocada. Levando ambos a gemerem sôfrego.
– Tão quente, apertada e escorregadia... Perfeita!
Como uma sincronia ele começou a estocá-la. Sem pudor, sem torturas. Apenas rápido, forte... Indo cada vez mais fundo!
Renesmee arqueava o corpo e quicava na bancada a cada estocada. Jacob estava alucinado, os olhos eram de um negro ônix muito profundo. Alucinantes! Eles se reviravam a cada estocada. Cada vez que ele sentia ser sugado por Renesmee.
– Jake... Eu...
– Não Nessie... Aguente! — pediu com a voz entrecortada. Ele não ia gozar naquele momento, o que ele mais queria era continuar entrando e saindo de dentro dela naquele ritmo alucinante. Contudo para a jovem estava tudo rápido, impulsivo. Admitia, estava muito bom. Tão bom que ela estava quase perto da sua borda.
– Delícia! Deliciosa... Gostosa!
– Amor, eu não estou aguentando mais...
– Então geme Nessie... Geme alto e forte pra mim. Pede que eu goze em você... Hum!!! — ele queria se controlar, só que estava impossível. Daria tudo para ouvir Renesmee lhe falando besteirinhas enquanto transavam.
Ela por uma fração de segundos se lembrou de Lindsay, que ela sussurrava algo para Jacob, então caiu em seu entendimento que ela poderia fazer melhor. Que ela era melhor e faria para o seu marido o que ele desejava. Foi então que não conteve mais os gemidos. Renesmee gritava como nunca antes já havia gritado enquanto se entregava a Jacob.
Ela percebia que a cada gemido mais alto, a cada grito sem fôlego, Jacob investia ainda mais contra seu corpo. Caiu no entendimento que ele estava gostando, principalmente quando mordeu o lábio inferior. Ela gostou de provocar essas reações nele.
– Isso Nessie... Isso! — Jacob mordia o lábio e sorria safado — Pede amor... Pede!
Ela ficou receosa por dizer o que ele queria, mas faria de tudo para continuar vendo aquela imagem de Jacob tão alucinada por ela.
– Go-goze pra mim Jake... Hum... Eu não vou aguentar.
– Mais Nessie... Pede! — ordenou. Ele estava quase.
– Vai Jake... Goze pra mim... Ahhh! — gritou explodindo por dentro. O corpo se convulsionava sobre a bancada.
– Nessie! — gritou agarrando o corpo da loira e se enterrando ainda mais nela a medida em que se derramava.
Os springs haviam parado. A água já não caia mais... Silêncio. O ar era somente pela respiração acelerada do casal. Estavam agarrados, ela repousava a cabeça em seu ombro e ele estava ainda enterrado nela.
Jacob tinha acabo de transar na bancada da cozinha com sua esposa e foi alucinante. Ele pôde naquele momento liberar um pouco do Jacob impulsivo dentro dele. Achou que ela o rejeitaria, mas não foi o que pareceu. Contudo ele a amava e de fato aquela fome e impulso deve ter confundido a cabeça de Renesmee. Ele se afastou saindo de dentro dela, o que causou um vazio em ambos os corpos. Fechou a calça guardando seu membro na boxer, com carinho olhou para a jovem que apenas assistia a tudo sem falar nada.
– Vem Nessie... — disse abaixando o vestido molhado, e a pegando no colo com delicadeza.
– Jake, o que está fazendo? — quis saber confusa olhando bem nos olhos dele que já não estavam tão escuros. Estavam calmos, serenos e apaixonantes.
– Vou te levar para o nosso quarto... Na nossa cama! Porque é lá onde quero fazer amor com você.
Fale com o autor