Notas iniciais
[N: Báah & Jenny] Olá Amadas e queridíssimas leitoras. Já estávamos com saudades de vocês! Primeiramente, Mil Desculpas e PERDÃO por não ter tido capítulo no sábado passado. Ocorreram alguns problemas técnicos que impediram a gente de postar. Capítulo que foi perdido, net sem sinal, problemas com o conteúdo recuperado... Enfim, uma infinidade de problemas que só conseguimos resolver todos ontem! Gostaríamos agradecer por todos os comentários do capítulo anterior. O retorno foi ótimo, mesmo sentindo falta de algumas pessoas! hahahahaha Bora fazer bonito de novo Amores!!! Capítulo quentinho pra vocês. Esperamos que gostem! Nos vemos lá embaixo. Aviso importante!!! **** BANNER**** Esquerda= SETH Direita= JACOB

TWO LIVES: A DESTINATION!

A conversa que Leah havia tido com Jacob ainda o atormentava. Mais dúvidas e perguntas estavam rondando sua cabeça, mas sem nenhuma resposta. Porem uma coisa o moreno tinha certeza; jamais poderia deixar se envolver sentimentalmente por ninguém. Não condenaria a pessoa que ele pudesse vir a amar, a uma vida criminosa e cheia de riscos. Ele não se permitiria a isso, não cometeria os erros do pai e do tio. Para ele já bastava o medo de perder sua irmã ou prima, assim como um de seus primos ou irmãos. Mas eles já nasceram dentro disso tudo, era de se esperar, mesmo não pensando sobre esse assunto.

Jacob não compreendia como seus primos mais velhos fraquejaram. Sam, Jared e Paul caíram na armadilha dos sentimentos e se permitiram criar uma família... Pra que tudo isso? Pra depois descobrirem sobre a vida que eles levavam e usarem essa informação pra se vingar nas suas esposas e filhos? Não! Ele não cometeria esse erro jamais. Esse era os pensamentos de Jacob, que foi arrancado de sua divagação pelo vibrar em sua calça. Prontamente atendeu, poderia ser algo sobre sua Nessie. Pensou.

– Ah é você Seth, pode falar. – falou sem muito ânimo após ver que era seu primo.

– Por quê esse tom? Estava esperando o telefonema de alguém? — Preguntou curioso

– Não. Fala logo porra o que você quer.

– Cara, definitivamente você esta precisando de uma boa foda. E é exatamente por isso que estou te ligando... Bora sair hoje à noite? Já estou sentindo falta das nossas farras e orgias.

– É. Você pode ter razão. Bora botar pra foder geral. – Falou já se animando. Jacob pensou que seria uma boa ideia desviar a excessiva atenção de uma certa loira.

– Fechado então. Passo pra te pegar em meia hora. – Seth finalizou alegremente. Gostava das noitadas que passava com os primos, sempre rendia bons resultados.

Jacob tomou uma rápida ducha. Colocou uma calça Jeans, blusão azul e jaqueta de couro cor de uísque. Bagunçou os cabelos com gel, passou o caro perfume francês e escovou os dentes. Alçou mão de suas inseparáveis armas e as colocou na cintura. E estava pronto! Lindo, uma verdadeira tentação para os olhos femininos.

Logo Seth ligou informando que era pra ele ir descendo, pois já estavam chegando.

Os morenos decidiram ir pra uma de suas boates mesmo, pois teriam como vistoriar um de seus negócios e curtir uma noitada “em casa”.

Com sempre a boate estava lotada, com gigantesca fila do lado de fora. Os morenos chamavam a atenção por onde passavam. Não só pela beleza e porte físico, mas também pelo fato que toda a elite que frequentava o local, sabia quem eles eram; os donos da badalada casa noturna.

Jacob e Seth entraram pela portaria VIP e seguiram direto para o camarote cativo que tinham na casa, mas antes passaram no escritório pra deixar suas armas no cofre.

TLAD

O whisky era sorvido com vontade e as fileiras de cocaína estavam sendo distribuídas na mesa. A noite estava promissora, a casa estava lotada de mulheres bonitas, com certeza teriam algumas que agradariam os morenos.

– Não coloca muito não, hoje quero só relaxar. – Jacob informava ao primo que preparava as carreiras de cocaína.

– Tudo bem então. Bora cheirar essas... Qualquer coisa depois preparamos mais.

Após Jacob cheirar três carreiras e Seth cinco, se direcionaram pra janela que dava vista para o pavimento inferior do salão da boate. Como águias de rapina, analisavam quais seriam suas primeiras presas da noite, porque hoje o objetivo dos morenos eram só trepar, então seria ali mesmo no camarote.

Uma morena, tipo índia, de cabelos curtos chamou a atenção de Seth e seria ela sua primeira presa. Já Jacob se interessou por uma asiática, lembrou que nunca tinha transado com uma japonesa.

Sem se darem muito ao trabalho, pois as mulheres eram vulgares e oferecidas, eles as conduziram para o andar superior, as encaminhando para seu camarote. Sim, essa noite não se importariam com nada, transariam ali mesmo. Os dois ao mesmo tempo, no mesmo ambiente. Não iriam prolongar a noite com elas.

Seth jogou a morena, tipo índia, na mesa e Jacob a japonesa no sofá.

Os morenos não estavam se importando com nada, estavam apenas saciando seus apetites sexuais em cima daquelas belas mulheres. Seth após ter fodido à morena em todas as posições possíveis sobre a mesa, a dispensou e foi em busca da sua próxima presa, deixando Jacob, que ainda estava com a asiática de quatro no sofá, o primo riu quando estava saindo do camarote e ouviu as palmadas bruscas que Jacob proferia na mulher.

– Isso sua vadia, rebola no meu pau... Hum!!! Assim... Ahh. – gemeu se derramando dentro da mulher que gritava e fincava as unhas no estofado.

Jacob saiu rapidamente de dentro da mulher e se recompôs com rapidez, a asiática estava se arrumando, na verdade, apenas ajeitando o seu vestido, nem mesmo sua calcinha foi tirada. O moreno não queria perder tempo, só queria gozar e assim colocou a peça íntima de lado.

– E então moreno, mais uma rodada? — a mulher disse aproximando-se sensualmente de Jacob, que estava sorvendo uma bebida que ela julgou ser whisky.

– Sim, sempre há mais uma rodada pra mim. – disse depositando o copo na mesa. A mulher sorriu, pensou que sua noite estava ganha com um dos poderosos Black, mas seu sorriso sumiu quando um sorriso de escárnio surgiu no rosto do moreno enquanto afastava-se da mulher. – Mais uma rodada agora, porém não com você. Te fodi de todo o jeito, quero algo mais novo... – disse deixando a asiática estática e bufando de raiva. A mulher girou nos seus calcanhares e saiu do camarote resmungando um “cretino” que foi muito bem ouvido e ignorado por Jacob.

O moreno cheirou mais uma carreirinha, deu mais um gole em sua bebida e saiu em direção à pista. Lá se encantou por uma bela ruiva que dançava sensualmente. Acabou arrastando ela para seu camarote e a fodeu gostou sobre a mesa, já que Seth usava o confortável sofá.

A noite era apenas uma criança e por mais que suas transas tenham sido prazerosas ele sentia que algo lhe faltava, só não sabia identificar bem o que era.

Quando novamente pisava na pista de dança, seus olhos caíram sobre uma figura linda. Uma loira! Seu corpo tremeu ao notar os cabelos longos, lisos e sedosos se movendo com glamour conforme a jovem se movimentava no ritmo da música. Por um momento seu pensamento voou imediatamente até Renesmee.

– Mais que porra! – disse pra si mesmo afastando o rosto da sua Amish de sua mente e focando-se no remexer do quadril da jovem a sua frente. Era isso, era de uma loira que ele precisava.

O moreno era cobra criada e jamais havia sido rejeitado por mulher alguma. Sem esforço algum, ele chegou perto da loira a encoxando por trás e passando os braços pela cintura da jovem, que rapidamente empinou-se mais para o moreno, ela já tinha reparado em como ele era gostoso. Alguns beijos no pescoço e chupadas na orelha foram mais que suficientes para Jacob conseguir arrastar a jovem para o camarote.

Quando entrou, Seth não estava lá, mas notou vários pacotes de camisinhas espalhados pelo chão. Enquanto ele havia apenas comido duas na noite, Seth já devia estar procurando a sua quinta vítima.

O moreno não perdeu tempo, capturou os lábios da loira sem nem ao menos a olhar nos olhos de fato. Pra que? Ele a sentiria pelo tato, pela pele... O beijo era quente, rápido, o efeito da droga e da bebida estava deixando Jacob ainda mais alucinado e um pouco mais... Agressivo?

A loira já estava ficando sem ar, ela tentava empurrar o corpo de Jacob para que ela pudesse respirar um pouco, mas era impossível ele a devorava.

Jacob enfiou a mão por baixo do curto vestido verde da jovem colocando seus dedos por dentro da calcinha e notando o quanto ela já estava molhada, mesmo com o beijo agressivo ela estava mais do que excitada, assim como o membro do moreno já latejava sob a cueca Box.

– Hum... Safada! Já molhadinha pra mim, cachorra. – gemeu no ouvido da loira que sentiu as pernas fraquejarem e gemeu em resposta a sensação que sentiu em seu baixo ventre.

Rapidamente o moreno começou a estimular a jovem com os dedos, ela grunhia de tesão enquanto os lábios de Jacob maltratavam a pele de seu pescoço. Ele retirou a mão da intimidade dela e entrelaçou os dedos nos cabelos, pela nuca da loira a virou de costas e a jogou bruscamente no sofá. Ela gemeu de dor pelo aperto em seus cabelos, mas também gemeu de prazer quando o primeiro tapa foi proferido em sua bunda.

– Rapidinho loira... Uma foda bem rápida e bem intensa. – Jacob disse já abrindo sua calça a deixando cair junto com sua cueca sobre os pés.

Com agilidade seu membro já estava coberto pelo fino látex. – Empina pra mim, empina tudo pra mim loirinha... Agora vou lhe foder gostoso Nessie... – disse rasgando a calcinha da jovem que gritou pelo ato inesperado, e a estocou com força, forte mesmo e bem fundo. Jacob sequer notou o que havia falado. Estaria ele pensando ser Renesmee ali? Isso seria loucura.

Ele começou a estocar a loira com um movimento alucinante, o corpo da jovem se movia freneticamente pra frente e pra trás com brutalidade. Os gemidos antes de prazer começaram a ter o som de dor. Ele estava machucando-a, mas não notara. Com os olhos fechados, Jacob se deixou levar pela imagem angelical e meiga de Renesmee. Sim! Ele estava alucinado a ponto de pensar ser ela ali.

– Ai... Devagar... – sussurrou a jovem.

Jacob ainda de olhos fechados, imaginou ser a voz da Amish ali lhe pedindo com delicadeza, com sua voz de sino afinado, para que ele fosse mais devagar. Sem notar sorriu um mínimo sorriso, mas sorriu. E com isso diminuiu a voracidade das suas estocadas, mas o desejo aflorava, gritava. As mãos dele segurava com fervor a cintura da jovem, como se jamais ele quisesse que Renesmee escapasse de seus dedos, de seu poder.

– Ah Nessie... – gemeu mordendo o lábio. – Forte Nessie... Forte... Gostosa... Minha... Só minha... Preciso... Eu preciso de você... Hum...

– Nessie... O que? – a loira perguntou ofegante. Mas logo não conseguiu mais falar porque o moreno a estocou fundo, forte, mais forte do que antes e não parou. Grudou com agressividade nos cabelos da loira os puxando. Ela gritava pedindo pra parar. E quando o grito chegou aos ouvidos de Jacob que estava quase gozando, um grito alto, agudo e nada parecido com a voz de sino da sua Nessie. Ele abriu os olhos e notara a jovem loira com os olhos lacrimejando, e não eram os olhos azuis que ele tanto amava e queria ver. Eram olhos de uma... Qualquer! Menos o de sua Nessie.

Algo que jamais Jacob pensou que pudesse acontecer com ele, aconteceu. No mesmo instante em que notou não ser quem ele desejava, por quem seu corpo clamava com fervor e possessividade, seu cérebro imediatamente mandou uma mensagem ao seu membro, que desfaleceu na mesma hora. Nunca! Jamais ele havia broxado na vida, mas naquele momento, aquela mulher fez isso com ele.

Imediatamente ele retirou a camisinha a jogando pra longe, subiu suas calças enquanto a jovem o olhava assustada.

– Saia! – gritou.

– Você está louco? Porra cara! Estava fodendo igual a um animal e do nada broxa? Vá se foder! — A loira ajeitava o vestido e olhava enfurecida para o moreno.

Jacob não pensou, sequer queria ouvir nada naquele momento frustrante e estranho, com um movimento rápido virou o corpo acertando em cheio a costa de sua mão no rosto pálido da jovem, que saiu imediatamente do camarote. Estava de certa forma com medo e assustada.

O moreno andava de um lado para o outro no camarote com o copo nas mãos, já era seu quarto copo de vodka pura. Ele queria entender, o porquê da Amish povoar seus pensamentos dessa forma, o porquê dela sempre estar envolvida de alguma forma com ele.

– Merda! Caralho de vadia dos infernos! – xingou, sentando no sofá e cheirando as últimas três carreirinhas da mais pura cocaína. – Ah! Renesmee. Porra! – eram palavras desconexas, nem ele sabia o que dizia ao certo e muito menos no que pensar. Já estava mais do que alucinado, elétrico, com raiva... Seus olhos caíram no copo que estava pela metade com a bebida e com ira o moreno o espatifou o copo com suas próprias mãos. A dor em seu ego era tanta que ele mal sentia a dor pelos cortes em sua mão.

Jacob retirou da mão os cacos de vidro que conseguia ver, pegou alguns guardanapos que tinham por ali e os envolveu em sua mão comprimindo com força, pra ver se o sangue estancava. Seth não voltava, ele não entendia o que estava acontecendo com ele, a sua mão não parava de sangrar e a imensa vontade de sair dali não lhe deixava em paz. Pegou suas chaves e saiu porta a fora, empurrando as pessoas pelo caminho quando sentiu uma pressão em seu braço. Virou pra ver quem era e deu de cara com Seth.

– O que houve Jake? Tá loucão cara? Aonde você vai?

– Vá se foder e me solta Seth. – disse puxando o braço.

– Cara você tá loucão! O que houve com sua mão? Aonde vai? Vai sair andando pela rua?

– Não te devo satisfações porra! Peguei o carro que fica aqui de reserva na boate. Agora não fode e cai fora. – disse saindo rapidamente e indo para o estacionamento pegar o carro reserva que sempre ficava nas boates. Em cada boate tinha um ou dois carro reserva.

O moreno saiu cantando os pneus da garagem da boate, sua mão latejava. Fuçou o porta luvas do carro a procura de um pano ou algo que pudesse estancar melhor o sangue, dirigia loucamente somente com uma mão e pra sua surpresa não havia pano algum, mas tinha balas de hortelã, um cigarro de maconha e um isqueiro. Ele sorriu. Paul devia ter sido o último a usar o carro reserva, já que ele era o mais fissurado na erva. Acendeu o cigarro dando uma tragada forte. Os pensamentos eram confusos, a dor no ego era grande e assim que fumou todo o cigarro da erva o moreno notou estar parado aonde menos ele queria estar. Em frente ao apartamento de Renesmee.

Os olhos estavam um pouco avermelhados, a cabeça girando e o corpo coordenava com dificuldade os passos, mas mesmo assim ele decidiu descer. O porquê ele ter parado ali? Nem ele mesmo sabia, mas não fazia questão em saber, a única coisa que ele tinha certeza era que ele precisava ver aqueles olhos azuis que tanto adorava.

Ele pensou em desistir, mas seu corpo lutava contra a sua vontade. Ele tocou a campainha; uma, duas, três, quatro vezes até ouvir o barulho de chave na maçaneta. Renesmee estava com os olhos inchados, mas a vermelhidão da alergia havia cessado. Ela estava descalça, usava somente uma meia nos pés e largo pijama flanelado com estampa de bichinho. Os olhos azuis que tanto Jacob queria ver, que tanto ele necessitava ver, estavam arregalados o encarando de cima a baixo. A camisa cheia de sangue, a mão toda ensanguentada e enrolada com vários papéis sujos também pelo sangue. Os olhos vermelhos e cansados.

– Meu Deus Jacob! O que faz aqui há essa hora e o que houve com você? – a loira perguntou espantada.

Claire vinha logo atrás esfregando os olhos, que logo se arregalaram ao notar o estado acabado do moreno.

– Pelos céus! O que é isso? – Claire gritou colocando a mão na boca. – Jacob, você brigou? Foi assaltado? Tá um farrapo! – disse em um fio de voz.

O moreno estava visivelmente precisando de ajuda ou algo do tipo, ele sorriu fraco e um pouco sem graça. Mas desde quando Jacob Black ficava constrangido em alguma situação? Ele não conseguiu falar nada, assim como Renesmee também não mexia um músculo sequer.

– Vamos entre, são quase seis da manhã. – Claire disse quebrando o silêncio.

Jacob deu alguns passos vacilantes, estava totalmente bêbado e drogado, mas as loiras não notaram, não saberiam identificar os sinais e sintomas. O moreno cambaleou e por reflexo as loiras seguraram em seus braços.

– Eu... Err... – ele gaguejava.

– Nossa, sua mão. Senta no sofá preciso ver sua mão Jacob. – Renesmee disse constrangida pelo olhar que o moreno lhe deu quando ela o segurou pelo braço.

– Jake! Nessie, me chama de Jake tá. – pediu baixinho. Como assim? Jacob o que está acontecendo com você seu merda? – o moreno pensou.

Renesmee piscou várias vezes sem entender e abismada pelo jeito em que ele falou com ela. Claire foi fechar as portas, enquanto a amiga ajudava Jacob a sentar no sofá.

– Tudo bem... Err... Jake. – disse sem graça. – Me diga o que aconteceu? E por que você ter vindo aqui há essa hora? – Renesmee estava intrigada, assim como Claire que estava de pé na frente dos dois com os braços cruzados ao peito.

Jacob abriu a boca várias vezes pra dizer algo, mas iria dizer o que? Não poderia simplesmente contar a verdade; que estava comendo uma puta de uma loira gostosa pensando ser Renesmee e quando notou que não era ela simplesmente broxou! Ele ponderou, precisava de uma resposta e rápido. Os olhares estavam ficando intensos sobre ele.

– Vamos Jake nos conte. – Claire quem pediu impaciente. Estava assustada e achando tudo muito estranho.

– Oh, sim. Érr, bem. Eu estava aqui por perto com um amigo e escorreguei e cai com um copo na mão, acabei me cortando. E não notei a hora, daí decidi vir aqui pra que você. – olhou fixamente para Renesmee que ruborizou na hora – pudesse me ajudar. Mas me desculpe, eu posso ir embora. Ligo pra Leah e...

– Não! – a voz saiu doce, porém firme dos lábios de Renesmee. Ela não queria que ele fosse embora, ficou lisonjeada que ele quisesse que ela cuidasse do seu ferimento.

– Estava em uma festa? – Claire perguntou devido ao cheiro forte e um pouco familiar da bebida.

– Não, não. Éramos apenas dois amigos conversando e tomando algumas drinks pra relaxar, não estávamos em festa alguma. – disse um pouco vacilante. – Ai. – gemeu, sua mão começava a latejar e queimar.

– Oh Meu Deus. Claire vai faz um café pro Jaco... Jake. E você vem comigo lavar essa mão e vamos ver o estrago. – a loira disse com uma determinação que até mesmo ela estranhou. Claire a olhou espantada, assim como Jacob, mas foi fazer o que a amiga pediu.

Renesmee segurou no pulso de Jacob com a palma virada pra cima e foi encaminhando o moreno até o lavabo. Retirou os papéis sujos e os jogou no lixo, enfiou a mão dele na pia e deixou a água corrente lavar o ferimento. O sangue já havia sido estancado. Notou um pequeno caco no ferimento, pegou uma pinça, no kit de primeiros socorros, para poder retirá-lo.

– Nem vem com esse treco. – o moreno disse ao entender o que a Amish ia fazer.

– Pare de resmungar Jacob, temos que retirar esse caco, passar o remédio para não inflamar e fazer pressão pra não voltar a sangrar. – disse firme e segurando a mão do moreno ainda sob a água corrente.

– Ok! Enfermeira. – disse sorrindo.

Renesmee retirou o caco e Jacob fez uma careta pela dor, ela pegou um chumaço de algodão embebendo com antisséptico e passando sobre o ferimento.

– Porra! Isso dói. – ele gritou.

– Ei, que palavra feia... Olha a boca suja, ou vou passar antisséptico ai também. – repreendeu o moreno que sussurrou um “desculpe”.

– Onde aprendeu essas coisas? – Jacob perguntou curioso, vendo como ela tinha habilidade em enfaixar a sua mão. A loira sorriu, lembrou-se da família.

– Eu cuidava sempre dos ferimentos do papai e de algumas pessoas que se machucavam na comunidade. Não é difícil, ainda bem que não foi tão profundo, se não teria que costurar e eu não tenho as ervas necessária aqui. Mas acho que ficará bom logo.

– Hum entendi. Mas se lá vocês só usam ervas, como conhece o antisséptico?

– Me pegou. – ela riu – De fato eu nem sabia que isso existia, mas a Consuelo cortou o dedo dois dias atrás e eu me desesperei, porém ela me pediu que pegasse a caixa de primeiros socorros, mas estava sem o remédio. Ai ela me deu dinheiro e pediu que eu fosse à farmácia comprar esse tal de antisséptico e lá o moço me disse que isso ajuda a limpar, cicatrizar o ferimento e não deixar inflamar. Comprei um pra nós também, assim como a caixinha de primeiros socorros, já que não tenhamos nada disso por aqui. – Renesmee disse corando por não saber coisas mínimas do mundo aqui fora.

– Pronto! Agora não faça tanto esforço para não sangrar novamente.

– Parabéns Nessie, ficou ótimo. Leah a contrataria como auxiliar. Desculpe-me eu nem sequer perguntei se você estava melhor. Teve uma reação alérgica forte.

– Estou melhor sim. Fiquei com medo, mas fora os arranhões pelo corpo, eu estou me sentindo bem.

– Vou pedir a Leah que faça alguns exames em você, não quero correr o risco de levá-la pra jantar e você comer algo que a prejudique. – Jacob disse aproximando-se mais do corpo pequeno e bem delineado de Renesmee. Ele estava sendo gentil e amável. E por quê? Como? Seria possível? Ele não conseguia entender nada e o pior; Seu coração palpitava a todo o momento. Merda! Isso não! Isso nunca! Ele pensou.

– O café tá pronto. — Renesmee deu um pulo com o grito de Claire. Mas deu graças por isso, eles estavam perto demais, os olhos fixos um no outro e isso não era muito bom.

Renesmee já estava saindo do lavabo quando sentiu seu braço ser puxado e o corpo virado rapidamente. Não deu tempo de pensar ou falar nada, seus lábios foram rapidamente capturados pelos lábios de Jacob e ao contrário do que ele imaginou, ela o correspondeu. O beijo foi rápido, delicado... Queria mesmo aquele beijo? Ela apenas o beijava, não sabia muito ainda o que fazer, na verdade ela deixou-se ser beijada. A loira repreendeu-se mentalmente por isso, ela não deveria querer, mas seu corpo gostava, ela gostava das borboletas alvoroçadas no estômago quando Jacob estava perto dela.

– Agora sim eu sei que vou ficar bem. – ele disse com um sorriso, saindo do lavado e deixando Renesmee anestesiada, tanto pelo beijo quanto pelo fato dela ter realmente desejado isso.

– Vamos gente, o café vai esfriar. – Renesmee saiu de seus pensamentos e foi pra cozinha.

Tomaram café normalmente como se nada houvesse acontecido. Jacob se perguntava a todo o momento desde quando ele era aquele cara gentil e amável? Porque desde o começo era somente fingimento, e o porquê de estar saindo tão naturalmente e até prazeroso? Ele adorava o sorriso da sua loira e isso estava se tornando prazeroso.

O celular do moreno começou a vibrar dentro do bolso e só ai ele se deu conta do horário. Eram quase sete da manhã. A ligação deixou Jacob visivelmente nervoso, ele rapidamente levantou-se da mesa e disse que precisava ir embora trabalhar. Assim como as loiras que logo pagariam na lanchonete.

Renesmee o acompanhou até a porta, se despediram apenas com um selinho. A loira estava se acostumando com a ideia de ser beijada pelo moreno, mas o que ela não entendia era aonde isso tudo podia parar? Ela não podia ser sempre beijada por ele sem nem ao menos saber o que eles eram. Não que de fato ela queria ser alguma coisa dele.... Ou Queria? Pensou confusa.

TLAD

Jacob entrava nervoso pela porta o escritório, havia passado em casa somente pra tomar um rápido banho e trocar de roupa. Emmett havia ligado para ele avisando que era pra ir direto para lá. Sabia que era algo grave, pois a voz de Emmett era tensa. E marcar uma reunião no escritório fachada era de se estranhar. Isso era raro. Quando chegou já encontro Sam, Seth, Paul e Emmett lá somente o aguardado.

– Caralho, o que esta acontecendo? – perguntou intrigado, mas não dando conta da gravidade da situação.

– Primeiramente, O que esta acontecendo digo eu? Você esta um lixo. — Paul perguntou

– É sério que me chamaram aqui pra falar de meu estado? Vão tomar no cu.

– Acabou o show? Então vou falar: Estão armado uma emboscada pra gente! — Sam sem meias palavras soltou a bomba.

– Quem? Só quero o nome do futuro cadáver. – Paul falava já se levantando e dando um soco na mesa. Os outros dois morenos não eram diferentes em seus ódios. Estavam cansado pela noitada e isso agravou a reação

– Emmett explique tudo que você me falou . – Sam pediu calmamente.

– Os Russos. Os que compram as nossas armas pra revenda, querem assumir o poder como fornecedores. E estão investigando os The Wolf, eles ainda não sabem que são... Mas isso é uma questão de tempo.

Sorte que sempre infiltramos um de nossa confiança nos maiores compradores. Collin instalou algumas câmeras, escutas e rastreadores... Já estamos na cola deles, mas eles estão muito perto de descobrir a identidade de vocês. Então precisamos bolar um plano para pega-los antes. – Finalizou.

Os morenos estavam com ódio pela ousadia desses intrusos. Os russos era um pé no saco da nação americana, e traficante russo era a pior escória.

Eles panejariam um belo ataque e não iria sobrar um vivo! Decidiram continuar monitorando os russos de perto, mas iriam esperar os outros voltarem da Europa, seria só mais três dias no máximo. Queriam todos a par da situação e panejando o ataque. Mas uma coisa tinham certeza; não sobrariam um Russo pra contar história.

Os dias se passavam normalmente, os morenos mantiveram suas rotinas pra não chamarem a atenção para si. Já haviam descoberto quem era o traidor que estava entre eles e armariam uma falsa emboscada.

Jacob seguia diariamente indo à lanchonete e conquistando cada vez mais um pouco da confiança de sua Nessie. Notava também Claire mais calada e tristonha, mas nunca perguntou por Quil. Achou estranho essa reação, porem também não contou nado do irmão, já que o mesmo falou pra somente dizer algo se ela perguntasse por ele.

Logo os Três dias se passaram é Jasper, Quil, Embry e Jared estavam de volta e a par dos últimos acontecimentos.

Quil interrogou o irmão diversas vezes sobre Claire, mas Jacob sempre lhe contava o pouco que via dela; Sempre triste e mais calada, porem jamais perguntou pelo moreno. Isso mexeu como ego e confiança de Quil.

TLAD

O Plano já estava armado e todos preparados em seus postos, esperando somente a ordem de atacar.

Depois de terem traçado o Plano e perceber que o Peixe fisgou a isca. Tudo estava saindo como planejado. Ivan Covinskie tinha sido contratado como segurança de um dos depósitos dos The Wolf. Mas como qualquer novato, sempre ficava em depósitos menos movimentados e que nunca recebia a visita dos chefões.

Logo que descobriram que ele era o traidor. Simplesmente armaram uma proposital conversa ao telefone, onde Jasper dava as coordenadas da chegada de um novo carregamento, e como de costume somente os chefes eram os que recebiam as grandes entregas.

Jasper “deixou” escapar Local, hora, dia e o que receberiam. Isso foi o suficiente para o traidor captar e levar para os russos a informação. Pronto à isca tinha sido pega. Agora era só esperar o ataque dos Russos. Os The Wolf estavam preparados em dobro, armados até os dentes.

O velho galpão estava fechado, mas a gravação das vozes tocava, dando a falsa impressão que tinha gente lá dentro.

A gingante carreta se aproximava do local, aparentemente eram as mercadorias, mas na verdade estava lotada de atiradores armados até os dentes. Ao alto em pontos estratégicos, encontravam-se os chefões The Wolf, já que eram atiradores de elite. Num total somava-se mais de trezentos homens, contra no máximo, oitenta da máfia Russa. Chegava a ser engraçado, um peixe querer pegar um tubarão.

Os The Wolf tinham o dossiê completo dos líderes russos; suas famílias, seus homens de confiança, movimentação dos negócios.... Igor Slawieroff era o iludido chefe, acreditou que poderia tomar o poder dos Wolf... Que ilusão!

Os sensores anunciavam que os carros entravam na longa e estreita ruela. Eram um total de 20 utilitários SUV pretos e todo insufilmados. Collin confirmou que todos os russos estavam presentes para tomada de poder dos The Wolf. Mas uma coisa eles pecaram, em subestimar os morenos! Agora a máfia russa encaminhava- se para a extinção.

Ao final da longa Ruela encontrava-se um complexo de depósitos abandonados, formando uma via sem saída. Quando o último carro entrou no beco, explosivos foram acionados, e os cinco últimos carros foram explodidos, interditando com fogo dos carros queimando, a única saída da via.

Rapidamente o fogo foi se espalhando para os carros da frente, forçando seus ocupantes a descerem, alguns já com os corpos em chamas, gritando e agoniando de dor. Era uma emboscada, eles constataram tarde demais.

Os ocupantes da carreta foram acionados por escutas e já desceram largando o dedo pra cima dos carros. Chegava até ser covardia, tamanha potência, dizimar um contingente tão pequeno.

Alguns russos ainda conseguiram atacar e ferir alguns seguranças dos The Wolf, mas nada significativo pra abalar o mínimo que fosse. De mais de oitenta homens russos que haviam saído com a certeza que emboscariam os The Wolf e tomariam seu poder, não sobraram nem trinta vivos.

Os morenos que estavam ao alto dos prédios dos depósitos, eram certeiros em suas pontarias, uma bala era suficiente pra estouram um crânio e fazer uma vítima fatal. O banho de sangue não iria demorar a acabar. Alguns homens, apenas seguranças dos russos, viam que a situação estava perdida e tentavam se render, mas os chefes foram criteriosos; não queriam ninguém vivo, eles eram a escoriam. E o fim dos russos foi decretado quando o último caiu, fuzilado com mais de 30 tiros, aos pés de Emmett.

Pronto, mais uma missão havia sido cumprida com êxito, a máfia russa estava exterminada.

Do lado dos The Wolf houve poucas perdas, somente três mortos, vinte e dois feridos a bala, mais de nada grave. Entre eles Jared, Embry e Jacob que recebeu um tiro de raspão no ombro de uma bala ricocheteada. Não era nada grave e preocupante, só fazia sujeira pelo sangue derramado.

Agora era hora de fazer a conferência para constatar se todos estavam realmente mortos e dá cabo dos copos. Os feridos iriam para o casarão receber os cuidados de Lancarter e os mortos receberiam um decente enterro. Os The Wolf indenizavam bem as famílias dos homens que morriam em serviço, a maioria era imigrantes iligais no país. O que de certa forma era conveniente pra eles.

A bagunça foi arrumada, quem olhava para o local onde tudo ocorreu, nem parecia que uma guerra urbana do tráfico tinha acabado de ocorrer. O fogo já tinha sido apagado, os corpos queimados e os carros seriam desmontados e levados às carrocerias para um depósito de ferro velho que tinha parceria com os The Wolf.

A operação foi um sucesso e agora era só comemorar.

–Então vamos embora pra casa? Já esta tudo arrumado e nos conformes? – Embry perguntou cansado. Já tinha recebido os cuidados de Lancarter. Havia se ferido com estilhaços de vidros dos carros devido a forte explosão.

– Porra até que fim acabou, já estava quase dormindo. –Quil também estava exausto, mas aguardava os irmãos para irem pra casa, já que todos moravam em prédios vizinhos.

– Bora então, que essa porra esta ardendo e quero descansar um pouco. – Jake estava com um curativo no braço devido ao tiro que levou de raspão pela bala ricocheteada. A ferida já havia sido limpa e tratada por Lancarter.

– Já esta todo mundo medicado e tratado? –Sam perguntava e recebeu acenos de confirmação de seus irmãos e Primos. – Então vamos embora. – finalizou.

– Amanhã todos lá em casa para um almoço de comemoração. Sem contar que Rachel já havia mandado chamar todos pra almoçar. – Informou Paul, que recebeu confirmação dos morenos ali presentes.

Agora era só descansar tranquilamente e se deleitar com a vitória. Mas uma vez os The Wolf mostravam seu poder e força, fazendo jus à fama alcançada!

Notas finais
[N: Báah & Jenny] E ai Galera Amada... Gostaram do capítulo? Foi fofo a Nessie cuidando do Jake loucão né? E Jake já tá tão doido pela loira que até tá vendo coisas!!! Rsrsrsrsrrs Meninas confesso que estou louca pra postar o próximo capítulo. Ele esta recheado de coisas novas, mas ele vai demorar um pouquinho. Como sabemos, sábado que vem já é carnaval. E como boas filhas de Deus, iremos cair na folia de Momo!!! Rsrsrrsrsrs Por isso próximo capítulo será no sábado dia 08/03, ok? *Mas pode ser que fiquemos muito felizes com Recomendações e muitos comentários... Aí postaremos no sábado de carnaval, dia 01/03. Ou seja, só depende de vocês leitoras!!! Então, bora comentar. E quem tiver gostando da fic e achando que ela merece recomendação... Fique à vontade. hahahahahah Beijinhosssssss e Um bom Carnaval para todas!!!