Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
Renesmee não podia negar, estava ansiosa para o jantar com Jacob e ao mesmo tempo com medo, mas a dor não lhe permitiu deixar a cama sequer por um momento. Todo o mês era a mesma coisa: dores fortes, fraqueza, enxaqueca a ponto de a luz irritar seus olhos claros, ela não tinha vontade de comer e a única coisa que lhe aliviava desse martírio — como ela mesma dizia ser — eram os chás de sua mãe e as compressas de água quente. Contudo ficou feliz em Claire poder desfrutar de mais uma nova experiência.
Nenhuma das duas havia comentado entre elas sobre o beijo, a vergonha era nítida na alma, não era algo a qual mesmo sendo tão amigas quase irmãs, fosse compartilhado tão cedo.
A loira estava de pijama rosa; uma calça comprida de malha e uma blusa de manga com estampa de ursinho era que compunha o conjunto. Estava deitada sobre a cama em posição fetal, os braços agarravam instintivamente o ventre em uma tentativa vaga de conter as fortes dores. Mas um barulho estrondoso vindo da porta da frente fez seu corpo se contrair de susto e medo.
– Renesmee! Renesmee! — Jacob gritava na sala a procura da loira que sequer tinha forças para se levantar. Os olhos da loira arregalaram-se por saber de quem era a voz que ecoava grave e rouca. — Renesmee responde! — Jacob deu um ultimo grito no mesmo instante em que abria com força a porta do quarto e se deparou com a loira se contorcendo sobre a cama. Em uma fração de segundo ele chegou a se arrepender de pensar mal da loira, levando em consideração o estado em que ela estava, jurou ter a visto secar algumas lágrimas.
– Jacob, o que faz aqui? — a loira perguntou receosa e se afastando conforme ele se aproximava da cama ela ia mais para a beirada.
– O que você tem garota?
– Nada, pode ir embora. Por favor, eu... Eu... Preciso ficar sozinha. — disse comprimindo os olhos e apertando mais seu ventre.
– Me deixa lhe ajudar. O que você tem? Está com dor? — Jacob notou o medo em que ela estava a cada passo que ele dava, e de alguma forma isso lhe chegou a dar uma pequena espetada no peito, não sabia o porquê desse sentimento, mas sentiu que vê-la ali vulnerável o deixou preocupado. — Anda garota deixa de bancar a durona e me diz o que você tem. — exigiu subindo o tom da voz.
– Já disse que é pra ir embora. — retrucou irritada. Estava com dor, não podia aceitar ajuda de praticamente um estranho e ainda contar algo tão íntimo a ele, sequer ela sabia como ele tinha entrado no apartamento. — Saia Jacob! — falou mais alto.
– Não vou sair até me contar o que você tem. Olha como está? Parece que está morrendo. — ironizou. Ele sabia que tinha que ir com calma, mas Renesmee não estava facilitando as coisas e isso o estava deixando irritado.
Renesmee com dificuldade, uma mão abraçando o ventre e a outra apoiando sobre a cama ela se levantou e correu para o banheiro trancando-se lá. Jacob revirou os olhos, poderia ter se encantado apenas por uma garota linda e virgem? Não podia ser só isso, seu consciente sabia que havia algo a mais, porque até essa atitude infantil o encantou. Ele proferiu batidas na porta gritando por Renesmee que somente repetia a mesma coisa: — Vá embora -
– Tudo bem! Não quer me contar não é? Entendo, mas vamos ver se você se nega a contar a um médico. — disse próximo a porta pegando o celular e discando o número de Lancarter. Não confiaria a ninguém a sua inocente Amish se não fosse Lancarter, o médico particular e conhecedor da vida dos The Wolf.
A loira ficou quieta no banheiro, sentada sobre o assento do vaso, estava assustada. Jacob não ia embora, a dor não passava e ela não sabia o que fazer. O silêncio estava incomodando a loira, contudo, esperaria alguns minutos até o moreno se cansar e ir embora, ela sabia que ele não ousaria aparecer com ninguém ali.
Longos minutos se passaram e Renesmee destrancou cuidadosamente a porta do banheiro e foi em direção a cama, pé ante pé, evitando qualquer barulho que fosse, mas seus olhos caíram sobre a figura de Jacob sentado na beirada da cama lhe encarando de braços cruzados.
– Muito bem, chega de manha e de bancar a durona. Saúde é algo sério e que eu prezo muito, então desembucha logo... O que você tem?
– Jacob eu já lhe pedi para ir embora, por favor. Não vou morrer, mas não tenho que lhe contar nada, eu nem lhe conheço direito. Não sei o que está fazendo aqui. E o porquê dessa preocupação com uma estranha? — a loira disse em um único fôlego pegando Jacob de surpresa. O porquê mesmo dessa preocupação se ele sequer se importava, a não ser o fato de poder levá-la para cama? Ele não sabia a resposta dessa questão, ele só sabia que algo o mandava se preocupar. Mas o que? E por quê?
O moreno abriu a boca para tentar contestar com a loira, mas foi interrompido pela campainha. Um sorriso brotou dos lábios dele e um breve alívio em seu peito se aflorou. Lancarter com toda certeza era quem estava na porta e assim ele poderia fugir das perguntas da loira.
– A campainha marrenta, deita ai que eu abro a porta, deve ser o médico. — disse levantando-se.
– Oh, quem? — a loira arregalou os olhos. Ele teve mesmo a coragem. Não! Não e não! Como assim um médico para examiná-la? Jamais ela deixaria um homem sequer chegar a lhe ver nua ou tocar seu corpo seja profissionalmente ou não.
– Fica quieta ai e não choraminga. Caramba garota! — Jacob saiu em direção à porta deixando a loira mais pálida do que ela já era. Se isso fosse possível ele podia jurar tê-la visto corar ao saber sobre o médico.
TLAD
Quil conduzia a linda loira com cautela pelo restaurante. O maitre estava os acompanhando até a mesa. Claire estava estupefata com o lugar, nunca havia visto algo tão lindo e luxuoso. As pessoas tão bem vestidas, uma gente linda conversando e jantando civilizadamente com muito charme, mas o que a deixava mais feliz era que ela estava naquele meio, e estava tão bem vestida quanto às demais mulheres do local.
Quil puxou a cadeira para que a loira se sentasse, deu a volta na mesa decorada por velas vermelhas e sentou-se a sua frente. O maitre trouxe o cardápio e Quil percebeu que ela não estava entendendo nada do que havia ali. Logicamente ela sabia que se tratava das comidas, mas muitos nomes lhe eram estranhos, além do fato de tantos talheres e taças.
– Fique calma, relaxe. Só me diga o que gosta de comer e assim faremos um pedido que lhe agrade. — disse gentilmente, a loira sorriu sem graça.
– Obrigada, é que eu nunca...
– Eu sei, eu sei. Apenas fique calma, quero que essa noite seja agradável e que a faça feliz, serei um bom condutor turístico. — brincou tentando alivia a visível tensão nos olhos azuis de Claire.
Quil, por saber a dificuldade e como Claire ficaria sem graça com uma comida mais exuberante, pediu um risoto de camarão com batatas coradas, vinho branco seco e pra entrada salada de palmitos, já que era o que a loira disse gostar. O que mais o moreno gostou foi ver a reação da loira ao degustar o vinho, ela realmente gostou da bebida e sorvia o líquido com vontade. Algo que pra quem não bebe é um perigo, mas o moreno não se opôs, apenas pediu com gentileza e delicadeza que ela fosse devagar, ele não queria uma mulher bêbada e sim uma mulher mais fácil.
O jantar ocorreu perfeitamente como Quil esperava; calmo, discreto, a companhia da loira era mais do que agradável. Com Claire ele sentia-se bem, completo, a conversa vinha fácil. Era estranho pensar nesse fato, já que nunca se sentiu a vontade na companhia de mulher, a não ser que ele estivesse se afundando bem fundo dentro dela e ouvindo gemer seu nome.
Estavam na sobremesa e o moreno ria de Claire ao ver como ela saboreava a torta de maçã com sorvete com tanto frenesi.
– Nossa! Isso aqui é uma delícia. — disse Claire dando mais uma garfada em sua torta.
– Que bom que gostou, é uma especialidade da casa. Nossas tortas de maçãs são bem conhecidas por usarmos frutas frescas e de primeira linha. — Quil falou sorvendo de mais uma taça do vinho, optou por não comer a sobremesa, não queria perder um minuto sequer das expressões que a loira dava ao desfrutar de novos sabores.
Terminada a sobremesa, Quil levou a loira para uma praça e tomaram um sorvete de casquinha, riram sobre amenidades que Claire dizia e ainda mais quando ela viu a massa do sorvete saindo da máquina. Ela queria ver como funcionava e o que fazia o sorvete ficar durinho.
– Eu me diverti muito hoje Quil, obrigada pelo jantar, pelo passeio e pelo sorvete de máquina.
– É um prazer lhe ver sorrindo. Já lhe disse o quanto eu lhe acho linda? E o quanto me surpreendeu hoje com essa sua elegância que estava escondida! — elogiou aproximando seu corpo ao da loira. Ela corou.
– Obrigada! Na verdade, andar com esses sapatos foi a parte mais difícil. Tive que ficar andando pela casa toda pra aprender e acostumar a andar com eles, mas acho que dei conta do recado.
– Sim e muito. Você está perfeita! — elogiou mais uma vez e rapidamente capturou os lábios rosados da loira. Esse joguinho de bancar o bom moço não era tão difícil quanto ele pensou, com Claire parecia que era natural, como se ele fosse realmente daquela personalidade. — Venha quero que conheça um lugar, a vista é incrível. — disse assim que findaram o beijo e ele admitia; Claire estava ficando boa em beijar. Ele a puxou para seu carro, alguns tropeços, efeito do vinho, mas o moreno a segurou nos braços impedindo-a de cair.
– Aonde vamos? Acho que podemos voltar, eu estou um pouco cansada. — Claire disse sem entender o que o moreno pretendia. Na verdade ela estava alegre pela bebida, mas como diferenciar essa sensação se ela nunca bebeu?
– Confia em mim. — Quil disse assim que entraram no carro. Ótimo, seria agora, mais algumas taças de vinho e alguns morangos a tira gosto vendo a paisagem de sua cobertura e Claire estaria pronta. Ele mal se aguentava de ansiedade. Notou como a loira ria por qualquer coisa, efeito da bebida. O caminho foi calmo, ele notava o quanto a loira ficava encantada e sorria com a beleza das luzes neon por onde passavam.
O moreno adentrou ao seu prédio, estacionou o carro e com alguma relutância Claire desceu do veículo e o acompanhou até a cobertura. Era linda, toda envolta de vidro e a vista... Ah! A vista era realmente bela. O apartamento era muito luxuoso e bem decorado.
Quil arrumou uma mesa que ficava de frente a enorme vidraça, colocando um balde com gelos e champanhe, optou por algo mais leve e mais doce que o ajudasse no quesito: cama e Claire. Colocou também alguns morangos e frutas diversas e sentou-se junto à loira, que engatou em uma conversa sobre as bolinhas que subiam em sua taça de champanhe. Ela já estava ficando no — ponto. -
– Quil... — chamou com a voz falha. Claire não conseguia parar em pé. Ficaram na tal conversa sobre as — bolinhas — durante aproximadamente uma hora. O que foi o suficiente para a loira tomar uma garrafa de champanhe e ficar fora de si.
– Vem cá minha loira, acho que bebeu demais, mas eu vou cuidar de você. — disse pegando a loira pela cintura e a retirando do assento em que estava. Claire se apoiou com os braços, sua voz era enrolada e seu corpo todo estava mole, a cabeça tonteava e seus sentidos raramente a obedecia. — Hum! Seu perfume é tão bom, exala sua pureza. — disse após dar uma longa inalada no pescoço alvo de Claire, que se arrepiou com o ato. Ela queria o empurrar, mas sentia-se fraca.
– Em-em-embora... Quil. — Claire balbuciou algumas palavras. O moreno sorriu, ela iria embora, mas só no dia seguinte. Ele foi levando-a para seu quarto, onde ostentava uma enorme cama Box size-plus. Estava bem arrumada, coberta por pura ceda na cor creme, os travesseiros acompanhavam os detalhes do lençol e das cortinas.
O moreno colocou delicadamente Claire sobre a cama, erguendo suas pernas e retirando-lhe os sapatos. Ela o olhava firme, mesmo sem os sentidos, seu interior lhe mandava um aviso para que ela saísse dali, mas ela não conseguia se mover com maestria.
– Na-na-não... Quil, em-embora. — ela se remexia enquanto tentava pedir para que ele parasse o que estava fazendo. O moreno retirou os sapatos e a camisa que vestia juntando-se a loira na cama, ficando sobre ela e a olhando nos olhos. As mãos da loira espalmadas ao peito másculo e nu de Quil, mas estava sem forças para impedi-lo. Ele capturou os lábios da loira em um beijo calmo que foi aumentando gradativamente a intensidade.
– Fica calma minha loira, não vou lhe machucar, eu gosto demais de você lembra? Só vamos tornar esse momento mais gostoso... — disse baixinho a olhando nos olhos, Claire deu um mínimo sorriso. Ele gostava dela, gostava sim! Era o que ela pensava, mas ela não queria... Não queria nada daquilo que ele estava fazendo, queria ir embora tomar um banho e dormir em sua cama. Não teve tempo de dizer, ou, tentar dizer, o moreno já havia capturados seus lábios novamente.
TLAD
– Vamos Renesmee, abra essa porta merda! — gritou Jacob do outro lado pela quinta vez, Lancarter colocou a mão em seu ombro tentando acalmá-lo, a loira não abria a porta do quarto, deixou claro que homem algum iria tocá-la.
– Jacob, talvez não seja prudente. Ela não vai me deixar examiná-la, tem certeza que é sério?
– Não sei se é sério, mas ela estava se contorcendo de dor, parecia um feto assustado... Agora fica com patifaria. — disse irritado, ele estava a ponto de arrombar a porta e segurá-la a força para que Lacanter pudesse examiná-la.
– Tenho dois pacientes pra examinar, não posso esperar tanto. — Lancarter disse temeroso, conhecia demais o temperamento de Jacob e sabia muito sobre tudo. Contudo, um a luz se acendeu na mente do moreno, já que Renesmee não queria um homem, ele chamaria Leah e foi o que ele fez após dispensar Lancarter.
Jacob ficou sentado na sala, com raiva... Muita raiva da loira trancada no quarto. Por diversas vezes, enquanto esperava por Leah, ele ia até a porta e colava seu ouvido na madeira e ouvia os gemidos de dor que Renesmee dava. Isso só aumentava ainda mais a sua ira, por ela ser teimosa ao extremo. E ainda tinha suas dúvidas; Por quê? Ele se perguntava. O que estava fazendo ainda ali, naquele apartamento e devidamente preocupado com a loira? Seus pensamentos foram interrompidos pelo som da campainha, era Leah com sua maleta cheia das suas — bugigangas — como dizia seus primos.
– Jake me diz o motivo, só me dê um motivo para que eu não leve isso aos demais. Você, preocupado com alguém que não seja da família, desde quando? — Leah caçoou do primo que lhe fulminou com os olhos.
– Sem perguntas e respostas Leah, apenas faça o que lhe pedi. — disse seco.
A morena conhecia o primo e sabia que ali tinha alguma coisa diferente, mas também sabia que ele detestava ser interrogado. Caminhou até a porta do quarto e deu duas leves batidas.
– Renesmee, sou Leah... Ér... — olhou para Jacob que a incentivou com um aceno — Precisamos saber o que você tem querida, abra a porta. Jacob ficará do lado de fora. — disse gentilmente, ela adorava exercer sua profissão e ao contrário do que muitos diziam sobre ela, Leah era uma pessoa doce.
A loira ponderou em abrir a porta, estava com medo, confusa. Claire não chegava para lhe ajudar e ainda tinha a dor que só aumentava. Pensou em que mal teria se a tal Leah também era mulher? Não significava que ela poderia vê-la nua, mas com Leah ela pelo menos poderia contar o que estava acontecendo sem nenhum constrangimento.
Com passos temerosos Renesmee abriu a porta deixando uma frecha por onde conseguia ver a linda morena bem vestida.
– Olá, me chamo Leah. Sou médica e quero lhe ajudar Renesmee, deixe-me entrar, ou Jacob não lhe deixará em paz! — disse sorrindo. A loira assentiu e abriu a porta para que Leah entrasse, fechando rapidamente assim que a morena estava totalmente com o corpo dentro do quarto.
– Isso... Isso... Ah! Droga Renesmee! — Jacob esbravejou batendo a porta.
– Não fique com medo. Jacob tem esse jeito durão, mas no fundo sei que ele tem sentimentos bons adormecidos. — Leah estava sendo gentil. — Então vamos; Diga-me o que está acontecendo com você?
Renesmee gostou de imediato de Leah, sentiu que a morena era confiável e como suas dores estavam insuportáveis, contou tudo a morena, que só não gargalhou com o rubor nas bochechas da loira por profissionalismo.
– Oras Renesmee, isso não é o fim do mundo. Todas as mulheres passam por isso, umas sofrem mais que as outras e algumas não tem problema nenhum em seu ciclo menstrual. Cólicas e as enxaquecas acabam com nós mulheres... Mas me diga; você tem um fluxo intenso? — perguntou vendo a loira novamente corar e olhar seus dedos entrelaçados sobre o colo.
– Um pouco. — disse sem mais prolongar o assunto.
– Tudo bem. Vemos que não é nada sério a princípio. E Jacob por ser homem não compreende essas nossas reações.
– Ele sabe? — Renesmee perguntou espantada. — Sabe que eu... Bem... Estou nessas condições?
– Não querida, ele não sabe de absolutamente nada, mas todos os homens sabem dessa nossa fase, não fique envergonhada é natural de nós mulheres.
Renesmee sorriu aliviada, ela sabia muito pouco sobre essas coisas, somente o que sua mãe lhe dizia; que todas as mulheres têm e que era um jeito de mostrar que o corpo estava pronto para gerar uma nova vida. E suas dores a mãe aliviava com chás e bolsas de água quente.
Leah riu do método antigo e prontamente abriu sua maleta retirando algumas caixinhas.
– Tome, esses remédios são mais rápidos e eficazes do que chás e bolsas quentes. Esse aqui da caixinha azul são para suas cólicas e esse da caixa amarela é para aliviar a enxaqueca, tome-os e em menos de uma hora já irá se sentir bem aliviada.
– Obrigada, eu realmente me sinto muito mal quando estou assim. Você é gentil! Obrigada mesmo. Posso tomar agora?
– Sim claro. Tome um e após alguns minutos pode tomar o outro. — Leah sorriu para a loira que estava mais relaxada. — Agora eu preciso ir Renesmee, ainda tenho um diagnóstico pra avaliar. Bom conhecer você. Cuida-se e tome. — entregou um cartão — É meu telefone, quando precisar pode me ligar. Não tenha medo ou vergonha, estamos entre mulheres.
– Puxa! Obrigada! — a loira não sabia o que dizer a não ser agradecer a morena tão atenciosa. — Sabe eu me orgulho da minha comunidade, mas agora vivendo aqui fora, eu me assusto com essa evolução.
– Comunidade? — Leah a olhou interrogativa, tinha achado estranho o fato de a loira ter vergonha de falar no assunto do seu ciclo, mas não ousou perguntar nada sobre.
– É... Eu sou Amish, assim como a minha amiga que divide o apartamento comigo. — disse mais a vontade, Leah abriu a boca em um — O — perfeito. Agora ela sabia o porquê da preocupação do primo, ela era pura, inocente... Ah! Mas Jacob era esperto. Pensou.
Renesmee e Leah conversaram rapidamente, a loira lhe contou por cima a sua história, já que a morena estava com pressa.
– Bom, agora eu realmente preciso ir. Foi um prazer Renesmee. Cuida-se!
– Oh! Claro. Obrigada mais uma vez. — a loira abriu a porta para que Leah saísse, mas continuou dentro do quarto trancada.
– Jacob, Jacob! Você não dá pontos sem nó, não é mesmo? — Leah disse séria para o primo.
– E ai, o que ela tem? — ele quis saber, já mudando de assunto.
– Cólica Jacob, apenas cólicas menstruais e fortes dores de cabeça. Coisas as quais vocês homens não entendem. Porém estou atrasada e preciso ir, mas assim que tiver um tempo me procure... Preciso esclarecer alguns fatos com você. — disse ao primo. Deu um terno beijo em sua bochecha e saiu.
O rosto do moreno contorceu-se em uma careta. Tinha um ótimo relacionamento com sua prima, por muitas vezes ela era sua confidente e pelo tom que a morena usou sabia que lá vinha sermão. Mas ele tinha uma Amish para dominar; uma doce e inocente garota, que estava sendo bem mais difícil do que ele imaginou.
TLAD
– Relaxa loira, você vai gostar... Eu prometo! — Quil estava desfrutando com suas mãos, sentindo o corpo pequeno e esculpido em suas mãos. O vestido atrapalhava. Delicadamente Quil desceu com a boca para o pescoço da loira que se remexia em uma tentativa de fazê-lo parar. Mas assim que os lábios do moreno tocaram a pele fina de seu pescoço, bem atrás da orelha, uma onda de tremor percorreu desde o seu mindinho do pé até os fios do cabelo. Era uma sensação gostosa, um tremor que ansiava em expectativa de onde mais aquela boca passaria.
O moreno foi tecendo beijos sobre a pele, mordia e lambia delicadamente, enquanto suas mãos faziam o trabalho de passear pelas curvas do corpo alvo. Ele sentiu Claire menos tensa, porém não estava devidamente relaxada, mas ele mudaria esse quadro.
– Quil... Eu... — ela balbuciou, tentou falar, mas seus lábios foram comprimidos pelos do moreno em um selinho.
– Shiii... Não fale. Sinta, apenas sinta! — sussurrou e voltou a degustar da pele alva de Claire. O vestido não era muito decotado, mostrava apenas um pouco do colo, e foi ali que os lábios de Quil fizeram um belo trabalho com beijos e chupões. A loira se remexia sob o corpo dele, ela estava curtindo, mas também estava com medo.
Ela queria sentir também, queria fazer alguma coisa, mas os seus sentidos não obedeciam a sua mente, o máximo que ela conseguia era colocar as mãos nas costas e peitoral do moreno.
Quil foi erguendo lentamente o vestido da loira, queria ver aquela região jamais vista por outro homem, queria saber o gosto e sentir o cheiro da sua pureza. Contudo, Claire tentou abaixar o vestido sem êxito, o moreno lhe lançou um olhar e um sussurro de — relaxe, apenas relaxe! — Ele então levantou o vestido na altura da cintura, podendo vislumbrar da barriga lisa, a cintura fina e a região da pélvis coberta por uma calcinha simples, rendada, porém discreta. Sabia que ela jamais usaria um fio dental. A calcinha preta com pequenos detalhes florais deu um ar sexy ao belo corpo.
Ele não sabia o que de fato ela estava sentindo, porém que estava mais relaxada era claro. Mas se estava gostando ou não, ele não saberia dizer. E assim não saberia se ela teria uma boa lubrificação. Com cuidado ele foi erguendo os braços dela para que assim pudesse retirar o vestido. Deu um pouco de trabalho, já que ela não coordenava muito seu corpo.
Foi então que o moreno pode visualizar o corpo por completo; os seis médios, redondos e enxutos, as pernas firmes e bem desenhada. Estava de joelhos sobre a loira, a lingerie preta e delicada estava mais sexy agora. Mordeu os lábios com a visão.
Quil retirou sua calça ficando somente de cueca Box branca, que contrastava com sua cor de pele.
– Linda! Linda demais! — rosnou passando a língua nos lábios e rapidamente debruçando-se sobre a loira e a beijando agora com mais desejo. Seu membro latejava no aperto da cueca, ele afastou as pernas de Claire com seus joelhos, posicionando-se entre elas.
A loira deu um solavanco com o corpo, o máximo de força que conseguiu reunir, assim que sentiu a ereção de Quil sobre seu sexo.
– Hum... — ela gemeu, mas não de prazer e sim medo e expectativa ao mesmo tempo. Sentia seu baixo ventre se contrair e relaxar, estava confusa, seu corpo estava confuso, não conseguia compreender. Mas não podia negar a sensação era boa, muito boa!
Quil deu graças pelo feixe do sutiã ser na frente e o retirou rapidamente. Claire se remexia, os olhos abertos, mas as forças não vinham. Não! Isso não! Ecoava em seu consciente. Porém, ele não parava. Ele continuava, mais e mais. Desceu com beijo do colo até o seio da loira que arqueou o corpo, mais por instinto do que por prazer. O moreno lambia, chupava e dava pequenas mordidinhas em seus rosados mamilos, que começaram a ficar túrgidos. Sim! O corpo da loira estava reagindo ao prazer de seus toques. Ele então maltratou mais um pouco daquela região, intercalava de um seio para o outro, apertava-os e os massageava.
A boca foi descendo até a barriga lisa, as mãos trabalhando no corpo curvilíneo, apertando a carne por onde passava. Os lábios se afastaram da pele, as mãos foram para a lateral da calcinha de Claire, as descendo vagarosamente. O moreno não creditou quando viu, o cheiro puro e único exalando daquela região, o cheiro da sua Amish. Sim, ele a faria dele, somente dele. Os pêlos claros eram bem aparados, não era algo escandaloso, mas a região era bem cuidada.
Claire tentava fechar as pernas, mas não conseguia, o moreno as afastava novamente. Seu consciente gritava. -Corra, fuja... Saia já daí jovem Amish-, mas a realidade era totalmente diferente. Seu coração pedia, — fica e aproveite -, mas aproveitar o que? Meu Deus isso é loucura.
Quil com cuidado passou o dedo no sexo de Claire, afastando os lábios e procurando a região tão sensível e conhecida por ele. Ponto certo! Ele começou a estimular o clitóris da loira enquanto voltava a debruçar-se sobre ela e a beijá-la.
– Não... Não... — ela pedia baixinho, mas o corpo, ah! O seu corpo estava lhe traindo, estava lhe entregando.
– Shiii... Sinta... Você está indo bem... Não tema, você vai gostar! — sussurrou e para ter total certeza de que ela ficaria bem lubrificada, findou o beijo e a beijou lá... Naquela região, passando a língua por todo o sexo da loira, ela tremeu. Tentou empurrar a cabeça de Quil, mas não conseguiu. Ele a lambeu, chupou e sentiu, notou que o corpo dela estava pronto, estava lhe chamando. Ele queria ter a certeza de que ela estava mesmo pronta. Não queria que se ela se lembrasse de alguma coisa que fosse algo ruim, mesmo ela nessas condições. Porém o moreno admitia, estava amando ter uma mulher tão submissa a ele. — Deliciosa! Você é deliciosa minha loira. Nunca provei algo tão bom. — disse voltando a beijar a boca da loira, que sentiu um gosto diferente na boca do moreno, era o seu próprio gosto, era estranho!
O moreno retirou a Box e abriu a gaveta pegando o pacote laminado e o rasgando-o, logo o seu membro já estava coberto pela camada do látex. Ele voltou a debruçar-se sobre ela e com cuidado ele posicionou o seu membro no sexo da loira que deu uma rosnada em reprovação.
– Quil... Não... — a voz era baixa, a respiração era forte e entrecortada, a cabeça balançava-se de um lado para o outro. Quil pegou as mãos de Claire e entrelaçou seus dedos aos dela, levando-os acima da cabeça da loira. Quando ele já havia tido tanto cuidado e atenção com alguma mulher? Nem em seus piores sonhos, mas com Claire era diferente; seu corpo, sua alma era diferente com ela.
– Loira... Ah! Minha loira, hoje, agora você será minha. — sussurrou fechando os olhos e os apertando com força. — Eu vou devagarinho, eu prometo.
E assim o moreno foi introduzindo lentamente o seu membro, a loira sentia a pressão, resmungava palavras desconexas e enroladas. Quil continuou, fez mais uma força e a loira soltou um rugido, ele parou, beijo-a e continuou, de vagar, lento, porém firme.
– Hmm! Apertada. Ah!!! — ele gemia alucinado, se aprofundando mais e mais. Parava vez ou outra para não ser tão torturante a Claire, mas pra ele estava sendo uma tortura misturada com o desejo e a loucura de penetrá-la em uma única vez. Ele beijava e ela relutava, ou, tentava relutar.
Em uma estocada mais forte, ele sentiu... Sentiu-se sendo abrigado todo por ela, sentiu a ruptura de sua pureza. A loira deu um grito, as lágrimas escorriam pelo seu rosto vermelho pela vergonha que sentia, pelo medo e pela sensação gostosa de dor. Sim! Gostosa. Claire estava ainda mais confusa.
– Ah! Minha... — gemeu. — Não chore minha loira, vai ficar melhor agora. — disse dando beijos no rosto corado e molhado pelas lágrimas.
– Na-não... Humm... — saiu um pequeno gemido dos lábios rosados.
Quil deixou seu membro dentro dela para que se acostumasse à sensação e minutos depois ele começou com um vai vem lento, que foi aumentando aos poucos. A loira gemia e rosnava, era gostoso, mas porque doía tanto? Porque ela estava se sentindo tão suja com o ato de uma pessoa que gostava dela? Os olhos fixos em Quil, que se movimentava cada vez mais rápido dentro dela. Queria gritar, pedir pra parar, correr... Mas ao mesmo tempo queria continuar, ficar ali, se entregar...
– Hum... Aaah! — Quil gemia enlouquecido de prazer. — Gostosa demais, apertada demais.
As estocadas foram mais fortes, mais rápidas e fundas. O moreno se deliciava do corpo da loira, enquanto Claire respirava com dificuldade. Seu corpo estava relaxado, mas era difícil identificar se ela gemia de dor ou prazer. Quil não sabia, mas não estava se importando muito, estava dentro, tinha feito, ela era dele e ele... Bem, ele estava chegando a seu ápice.
E foi com uma estocada mais forte que o moreno rugiu sobre o corpo alvo, deixando cair-se sobre ele. Suado, entregue e satisfeito. A loira não tinha forças pra gritar ou se mover sob Quil, mas seus olhos mostravam o quanto confusa estava e quanto aquilo tudo pra ela foi real demais ao ponto de se sentir suja. Lágrimas começaram a rolar pelos seus olhos.
O moreno saiu lentamente de dentro dela, a pega no colo e a levou para o chuveiro.
– Não chore minha loira... A dor vai passar você foi uma boa menina. Venha vou lhe dar um banho e colocá-la pra dormir. Amanhã lhe levo em casa, acho que você não aguenta mais uma rodada. — disse beijando os lábios rosados. Ela não expressava reação alguma, as lágrimas já haviam secado e os olhos focaram o nada. Ela não conseguia sequer olhar pra ele. Seus sentidos estavam mais moles do que nunca, sua mente estava ficando turva. Já era tarde pra qualquer coisa, não era mais pura, agora sim ela tinha a certeza de que jamais voltaria para a sua família. Se antes ela estava quase certa, agora a certeza era absoluta: Não voltaria mais!
TLAD
– Se você não abrir a droga dessa porta eu vou derrubá-la a força Renesmee. — Jacob estava a ponto de derrubar a porta. — Estou preocupado com você! — tentou amenizar.
Quando a loira, já melhor das cólicas e da enxaqueca após tomar os remédios que Leah lhe deu, resolveu falar.
– Não! Não faça isso Jacob, por favor. — pediu nervosa. — Esse apartamento não é meu, não posso estragar nada daqui. Promete que irá parar de gritar? Você me dá medo. — disse dou outro lado da porta.
O moreno revirou os olhos, ele era assim tão repugnante a ponto de dar medo à garota? Por que ela o irritava tanto? Merda! Ele tinha que ser mais racional. Procurou relaxar e acalmar a sua respiração.
– Tudo bem, me... Desculpe! Eu só quero saber como você está, abre por favor. — disse temeroso, mas a loira vagarosamente girou a maçaneta, revelando seus olhos abatidos, porém a expressão de dor havia sumido.
– Oi. — disse baixinho.
– Aleluia! Como se sente? O que você tem afinal? — se fez de desentendido.
– Nada, já estou melhor. Obrigada pela ajuda, mas já está tarde e não fica bem visto sabe... Você aqui no apartamento de duas moças solteiras. — disse e o moreno sorriu, o jeito inocente que tanto gostava estava de volta, seu interior ficou feliz com isso.
– Sei. As mulheres quando ficam com essas coisas de cólicas, é um verdadeiro pé no saco! — falou sem pensar. Renesmee desviou o olhar, havia corado na mesma hora. Ele sabia o que ela tinha, sabia o seu estado e isso era vergonhoso demais. — Não precisa ficar com vergonha Renesmee, isso todas as mulheres tem e todos os homens sabem, é natural.
– Podemos mudar de assunto? — pediu sentando-se no sofá. — Está tarde e a Claire não volta.
– Não se preocupe, meu irmão esta cuidando muito bem dela. — ironizou com um sorriso, que não foi percebido pela loira. — Que pena nosso jantar não ter dado certo, mas podemos marcá-lo para outro dia não podemos?
Renesmee não sabia o que responder, isso significava sair sozinha com ele. Mas que ironia pensar isso, já que eles já estavam sozinhos.
– É sim... Talvez. — respondeu duvidosa.
– Talvez não! Na sua próxima folga estaremos saindo pra jantar. — foi taxativo.
O silêncio se fez presente no ambiente. Ela por não saber o que dizer e por estar cansada de pedir que ele fosse embora e parecer rude. E ele por medo de demonstrar ser quem ele realmente é, tinha que praticar mais a arte de ser cavalheiro.
– Estive pensando... Seu nome é diferente e grande? — riu com a sua observação — Então estava aqui tentando lhe achar um apelido, um jeito mais curto pra lhe chamar. E bem... Acho que encontrei um! — Jacob procurava não fazer besteira.
– Ah é! E qual seria? — a loira estava mais a vontade com o tom de voz do moreno, ele sentou-se ao seu lado e ela não se retraiu.
– Nessie.
– Nessie?
– Sim, gostou? — perguntou.
A loira fingiu pensar, estava brincando claro, mas é que jamais ninguém havia feito tal ato com ela. E sim, ela havia gostado.
– Sim gostei... Acho que posso me acostumar. — os dois sorriram, os olhos se cruzaram e o rosto foi se aproximando... Os lábios se tocaram e se saborearam, mas antes de Jacob conseguisse aprofundar o beijo, a loira espalmou o peito do moreno o empurrando. — Jacob! Vamos com calma... Isso é... Eu não estou acostumada com isso, por favor, não me questione só me entenda.
O moreno respirou fundo, a vontade era agarrá-la naquele sofá, mas lembrou-se de Quil e do... Cavalheirismo.
– Tudo bem. — disse seco. Não queria esperar coisa nenhuma, mas faria de tudo pra no fim ter sua Amish pura em sua cama.
Renesmee não parava de olhar o relógio da sala e dizer como estava preocupada com Claire. Jacob chegou a ligar para o irmão, mas o celular chamou algumas vezes e depois caiu na caixa postal.
Ele tentava tranquiliza-la dizendo que os jantares demoravam assim mesmo, e se ofereceu para ficar até a amiga chegar, já que Renesmee alegou ficar com medo de dormir sozinha.
Ligaram a televisão e ficaram vendo a um filme qualquer que estava passando. As horas corriam e o silêncio era presente, logo a loira havia adormecido de mau jeito no sofá e o moreno a pegou com cuidado acomodando a cabeça da loira em seu colo.
Jacob começou a fazer carinho nos cabelos longos e loiros de Renesmee, enquanto a observava dormir tranquilamente. Como poderia ser tão linda? Por que dessa necessidade de cuidar e protege-la? Muitas perguntas, nenhuma resposta. Mas também não queria pensar nas respostas, ele queria apenas uma coisa: Renesmee virgem.
– Durma minha branquinha, loirinha... Durma minha Nessie.
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