Notas iniciais
[N: Báah e Jenny] Olá amores dos nossos corações, vamos a mais um capítulo? Esse com certeza esta sendo aguardado por todas que estão se perguntando como será a reação de Claire. Lembrem-se meninas elas são diferentes em tudo... Então bora lá. Ficamos um pouco tristes em não alcançar o numero objetivo de Reviews, mas ficamos felizes com a recomendação. Vamos fazer bonito meninas e surpreendam essas autoras, e comentem POR FAVOR!!! Esse é o único pagamento que pedimos! Capítulo dedicado a todas que comentaram no ultimo capítulo, mas principalmente a Licka Labres pela linda recomendação! Obrigada Amore!!! Nos vemos lá embaixo!!!

TWO LIVES: A DESTINATION!

Os olhos azuis vasculhavam o ambiente na intenção de reconhecer o lugar onde estava. Com certeza não era em seu quarto. A cabeça doía um pouco... A loira sentou-se na cama, nem se dando conta da nudez, a procura de entender o que estava acontecendo e na penumbra do quarto observou atentamente cada detalhe para ver se o entendimento lhe vinha à cabeça. Porém foi somente quando seus olhos caíram sobre o moreno deitado de bruços ao seu lado com o tronco nu, que flashes do que realmente havia lhe acontecido veio com força em sua mente. Rapidamente levou as mãos à boca, na tentativa de inibir o grito que queria sair de seus lábios.


Sim, foi real. Ela havia se entregado a um homem que não era seu marido. Nesse momento Claire começou a se sentir suja, envergonhada, com medo... O que seria da sua vida agora? Com certeza agora era pra valer; não poderia voltar NUNCA mais pra sua comunidade Amish, pra sua família. Com esses pensamentos, ela veio o desespero; Nunca mais veria seu pai, sua mãe, sua irmã... Jamais conheceria seu sobrinho, nunca saberia se foi um menino ou uma menina. Dor! Foi Tudo que sentiu. O choro foi inevitável, ainda tentou reprimi-lo, mas conter o pranto foi uma missão impossível naquele momento, mediante a tanta dor, dúvidas e medos.
O choro baixo de Claire foi o suficiente pra acordar o moreno que dormia relaxado. Tateando o criado mudo, ele acendeu o abajur.


Quil não esperava por essa reação; ver Claire tão assustada e fragilizada lhe incomodou. Sem saber como agir ou o que falar o moreno simplesmente a abraçou. Foi forte, seguro, reconfortante pra fragilizada Amish, que retribuiu o abraço que tanto lhe trouxe conforto. Os dois ficaram algum tempo naquele abraço, cada um temia se soltar e ter que enfrentar o que lhe aguardava depois desse momento. O moreno nunca tinha passado por essa experiência. Mulher era o que não lhe faltava. Por ser rico e bonito as mulheres se jogavam em sua cama. Não precisava se importar mais do que se afundar com força nelas e saciar seu grande apetite sexual. Mas agora estava sendo diferente, nos seus braços estava uma menina confusa, que ele fez mulher.


Sem saber muito que fazer, Quil deixou seu corpo conduzir a situação, mas não como estava acostumado a fazer e sim de uma forma intensa.
Quil afastou-se um pouco do abraço e olhou na profundeza azul dos olhos de Claire. Sem palavra só olhares e atos, começou a acariciar a face de pele delicada e alva.


– Não chore. Como você é linda! — contornou os lábios dela com os grosso e longos dedos, fazendo a loira a sua frente, fechar os olhos com o gesto carinhoso.

Logo envolvia os sedosos cabelos com a mão, puxando-a para mais perto e capturando os rosados lábios. O beijo era lento, calmo... Delicioso! O beijo foi tão envolvente que rompeu todas as barreiras que Claire havia erguido. A loira estava entregue e Quil soube usar essa entrega a seu favor.
Com sutileza já deitava o pequeno corpo e descia os beijos pelo pescoço e lóbulo da orelha. Causando um arrepio nos pêlos claros.


– Hum! — gemeu — Claire não pensava em mais nada, assim como mágica, seus medos se dissiparam logo que o moreno lhe abraçou. Como uma névoa sua mente ficou perdida, entregue somente aos sentidos.


Quil a beijava e dava leves mordidas, chupadas no fino pescoço, descendo para o colo e seios. Quando a boca quente do moreno tocou a fina e rosada pele dos mamilos de Claire, um sutil gemido de prazer foi abandonado pelo contidos lábios da loira.


– Ahh! Hum... Quil!- agora só os instintos carnais comandavam o corpo da Amish.


O abandono nos braços do moreno agora era total, que aproveitou a entrega pra conduzir a mãos pelos contornos do corpo curvilíneo em direção ao centro de suas pernas. Logo a mão habilidosa de Quil começou a estimular o prazer da carne sensível do sexo rosado. Claire arqueou o corpo de forma instintiva e apertava as pernas na tentativa de conter o calor abrasador e a umidade que se formava em sua intimidade. O moreno já estava extremamente excitado e louco pra se afundar no calor úmido e acolhedor.
Nada era dito. Somente o barulho das respirações entrecortadas e os gemidos de ambos quebravam o silêncio absoluto.

Os corpos estavam quentes pela excitação, Quil não abandonava os redondos e firmes seios, sua boca agora ditava um ritmo mais firme conforme os mamilos ficavam túrgidos, suas mãos acompanhavam o ritmo, deslizando um dedo, introduzindo-o no sexo quente e úmido de Claire.


– Ahhh! — a loira gemeu mais alto pelo prazer sentido.


A mão rápida e habilidosa de Quil trabalhava com maestria no sexo da loira. O moreno estocava rapidamente um dedo, já introduzindo o segundo ao mesmo tempo em que estimulava vigorosamente o clitóris sensível, sem jamais abandonar os deliciosos seios da loira. Quil estava faminto, mas ainda manteve seu controle, queria "sua mulher" preparada. Mas sua sanidade foi embora quando sentiu a lubrificação de Claire aumentar e escorrer pelos seus dedos. Ela estava pronta! Esperando por ele. Rapidamente o moreno, sem abandonar o sexo da loira, esticou a outra mão em direção a gaveta do criado mudo que ficava ao lado da cama, somente pra pegar o pacote laminado e com incrível habilidade, envolveu o rijo e pulsante membro com o látex. Caindo novamente de boca nos seios de Claire e montando em seu pequeno corpo, ficando por cima sem soltar todo o peso.


A loira mantinha-se de olhos fechados, mordendo os lábios ou a própria mão, na falha tentativa de segurar os gemidos que a essa altura já não eram nada contidos. Contorcia-se e arqueava o corpo a cada estímulo. Claire não sabia o que esperar, seu corpo estava quente e seu baixo ventre se contraia e estava pegando fogo. Não entendia que seu corpo estava se deleitando de prazer. Quando o moreno deitou-se sobre seu corpo, ela abriu os olhos e pode contemplar a profundeza acinzentada que a fitava cheia de luxúria.


Quando Claire fitou tamanha a profundamente dos olhos do moreno, Quil não se conteve mais, rapidamente puxou uma de suas pernas, pra envolver sua cintura e direcionou o seu pulsante membro para entrada do sexo da loira. De forma lenta, porém firme, o moreno foi entrando na cavidade tão convidativa.


– Hum Claire!... Tão deliciosa... Tão apertadinha. — Quil mantinha os olhos cerrados, estava tentado controlar a vontade que tinha de estocar forte. Tinha consciência que sua Amish ainda devia de estar dolorida. A loira comprimiu os olhos no momento em que estava sendo penetrada, não havia mais dor, somente um pequeno desconforto e uma leve ardência que logo foi substituída por uma sensação boa quanto o moreno começou um vai e vem calmo e gostoso. -Como você é gostosa! — Quil murmurava entre as estocadas, estava louco com a sensação. Nunca tinha se sentido tão bem abrigado por uma mulher. Claire parecia que tinha sido feita sobre medida pra ele. De forma gradativa foi aumentando as estocadas, ao ver sua loira tão receptiva.


– Ahhh! — Claire gritou de prazer, não conseguia mais se conter.


Isso foi o estopim para o autocontrole do moreno, que agora estocava firme e rápido. Os sons dos gemidos e gritos ecoavam pelo quarto, corpos suados se chocavam em uma dança erótica. Consideráveis minutos haviam se passado nesse ritmo, quando o corpo de Claire começou a dar sinais que estava chegando ao seu limite. A loira só gemia, gritava e se contorcia pelo prazer que desconhecia, não sabia o que esperar, mas há muito tempo seu corpo tinha abandonado a razão e respondia somente aos instintos primitivos.


Quil sentindo que ela estava vindo aumentou ainda mais o ritmo das estocadas, na busca do seu prazer. O canal da loira começou a se contrair e apertando ainda mais seu membro, em seguida se derramando sobre ele. E foi com mais algumas estocadas que o moreno também se derramou de forma gloriosa, esvaziando seu gozo e urrando pelo prazer. Os dois corpos caíram exaustos.

Claire estava absorta há tudo ao seu redor. Tentava se recuperar da grandiosa sensação. Não era capaz de entender o que havia lhe ocorrido. Somente sentiu uma gostosa sensação ir aumentando a um nível imensurável, um calor queimar seu corpo e depois tudo explodir! Agora sua visão estava turva, a respiração ofegante e o corpo praticamente desfalecido. Só era capaz de sentir um peso sobre si.


Quil, que após algum tempo sobre Claire com a respiração irregular tentando buscar força na intenção de se recuperar do forte orgasmo, abandona o corpo da loira. Causando uma sensação de vazio pra ambos. Minutos incontáveis de silêncio dominava agora o ambiente que ainda cheirava a sexo, sendo quebrado primeiro pela confusa loira.


– Quil — Chamou atraindo o olhar do moreno. — Me leva pra casa? Quero ir embora. Por favor! — angustiada, Claire pede com a voz irregular, tentando segurar o choro que queria desabar. Estava ainda mais confusa, a nostalgia veio com força após a imensa sensação que sentiu.

– Claro. Mas vamos dormir mais um pouco, estamos cansados. Assim que amanhecer eu te levo, ainda é de madrugada "Minha Loira". — Quil se explicava de forma calma e terna, já a puxando pra seus braços e beijando os cheiros e sedosos cabelos loiros.


– Por favor, Quil... Eu quero ir agora. — a loira sussurrou com a voz falha.
O moreno vendo a angustia da loira não contestou, somente fez um gesto positivo com a cabeça, já se levantando e catando as roupas pra se vestir.

TLAD

O Audi SUV preto era dirigido devagar, através da neve, pela 5ª avenida. Era fim da madrugada na grande Manhattan, as ruas estavam vazias, em poucas horas o dia iria amanhecer.

O silêncio dentro do veículo era grande, e a única coisa que poderia ser ouvida era o rádio, que tocava uma música de melodia melancólica. O casal que estava no interior do confortável automóvel, não tinham se falado desde que haviam saído. Estava frio lá fora, mas entre Quil e Claire estava ainda pior. Cada um estava preso em seus próprios pensamentos, cada um tentando enfrentar seus próprios fantasmas.

Vinte e cinco minutos já havia se passado desde que o moreno deixou a garagem de seu luxuoso prédio. O mundo parecia que havia desacelerado, pois apesar distância não ser grande, havia se tornado enorme.
Depois do que pareceu uma eternidade, o SUV parou na porta do já tão conhecido comércio. O que foi um alívio para os dois ocupantes do veículo. Claire apressou-se em tentar abrir a porta, mas foi impedida por uma grande mão morena, que segurou seu braço.


–Éeee... — Quil procurava algo conveniente pra falar. — Queria dizer o quanto adorei a nossa primeira noite juntos. O quanto foi especial... Na verdade você é especial. Você sabe né? — o moreno não sabia o que dizer, achou que para a loira se sentir melhor deveria falar algo doce e gentil. Quando deu por si já havia pronunciado tais palavras. Chegou até ficar assustado com a forma natural que as palavras eram ditas, mas não quis pensar sobre o assunto.
Quil não estava nem um pouco arrependido do que havia feito. Na verdade estava até feliz por ter conseguido o que tanto queria. Fazer a loira a sua frente, "sua mulher" foi melhor do que esperava. Porém a única coisa que ele não estava preparado era pra sua reação. Isso estava deixando-o aflito.


– Eu não sei o que dizer Quil. — Claire estava confusa e envergonhada, nem dirigia o olhar ao moreno. — Deixe-me ir! Só preciso ficar um pouco a sozinha e pensar em tudo. – disse tristemente. Os olhos marejados.
Quil não queria pressioná-la, imaginou que deveria ser realmente tudo muito confuso pra ela, mas também sabia que ela havia gostado. Seu corpo correspondeu a todos os seus toques de forma muito satisfatória.
Como uma forma de despedida e conforto, Quil tocou o rosto de Claire fazendo um gostoso carinho. A loira fechou os olhos somente pra apreciar o gesto, mas logo sentiu lábios quentes e suaves tocando os seus, iniciando um delicado e calmo beijo, que foi bem recebido e relaxou um pouco a confusa Amish.


Claire despediu-se brevemente do moreno após o reconfortante beijo e desceu do carro, caminho em direção ao portão da rua que dava acesso a escada de seu apartamento, e entrou. Foi subindo as escadas com os sapatos nas mãos, não queria fazer barulho e acordar Renesmee. Na verdade estava rezando pra amiga estar dormindo, não teria coragem de contar o que havia acontecido com ela e o porquê de esta chegado há essa hora em casa, deixaria para um outro momento, assim que estivesse se sentindo melhor com Tudo que havia acontecido, si é que isso iria acontecer um dia.


A loira estranhou da porta do apartamento estar só fechada e não trancada como era de costume. Com isso foi abrindo cautelosamente e logo se deparou com uma cena que não podia imaginar; Jacob dormindo sentado com a cabeça caída para trás apoiando no encosto do sofá e Renesmee também dormindo deita com a cabeça no colo do moreno. Claire contemplou a cena por alguns segundos e logo foi se encaminhando na ponta dos pés em direção ao seu quarto, se trancando logo em seguida.


Desabou na cama e ai não controlou mais o choro, o som foi abafado pelo travesseiro que mantinha em seu rosto, e a avalanche de sentimentos, medos e dúvidas vieram com toda força. Com certeza a loira teria muito que pensar.

TLAD

Jacob estava dormindo quando escutou um leve barulho de porta sendo aberta, tinha o sono leve, bônus da vida que levava, sempre dormia sobre alerta.
Quando viu Claire entrar na ponta dos pés, de forma sorrateira pelo apartamento. E levando em consideração esse fato, deduziu que a loira não queria ser notada, por isso continuou na mesma posição fingindo dormir. Logo escutou uma segunda porta mais distante ser fechada, provavelmente a porta do quanto de Claire, pensou ele. Jacob sorriu de forma maliciosa com o pensamento; não é que seu irmão era um filho da mãe de sorte! Conseguiu o que queria.
O moreno foi tirado de seus pensamentos com o celular vibrando no bolso de trás da calça. Tentando fazer o mínimo possível de movimento, pois não queria acordar o anjo loiro que dormia em seu colo, pegou o celular. Era Quil, um tanto afobado pelo modo que falava. Ele queria muito falar com Jacob, e pelo tom de voz de Quil pode perceber que o irmão estava estranho. O moreno disse que em poucos minutos estaria chegando ao apartamento do irmão, porém Jacob informou que ainda estava no apartamento das amish. Quil informou que estava próximo ao local e estaria retornando pra buscar o irmão.

Jacob fez um pequeno malabarismo pra levantar do sofá sem acorda sua loirinha, mas Renesmee estava dormindo profundamente, resultado da medicação que tomou. Colocou uma almofada em sua cabeça, cobriu mais o seu corpo com o edredom e deixou um leve beijo nos lábios e na testa da sua Amish. E então deixou o apartamento. Encontrando o carro de Quil que estava a sua espera.

O moreno se encaminhou até o carro surpreso, pela tão rapidez de Quil.

– Nossa! Quem eu vou ter que matar cara? Não faz três minutos que você me ligou e já está aqui. – Jacob disse com um sorriso nos lábios.

– Para de falar e entrar logo.

– Ei, relaxa ai mano. Tá nervoso? — debochou. — Vamos pro meu apartamento ok! E lá conversamos com calma.

Quil assentiu e Jacob notou a inquietação do irmão, mas por hora não diria nada, iria esperar o irmão começar a se abrir. A viagem estava sendo silenciosa e aparentemente mais rápida. Quil decidiu quebrar o silencio, mas não falando de si.

– E ai Jake. – chamou atraindo a atenção do irmão. — O que Renesmee tinha? Ela estava passando mal mesmo?

–Porra nem me fala... Essa garota me deu uma canseira.

– Como assim? – Quil queria entender em que sentido o irmão falava.

– Você acredita que ela realmente estava mal, mas não queria me deixar ajudar, nem deixava chegar perto... Até se trancou no banheiro. –riu da lembrança da sua inocente amish – Sem saber o que fazer, acabei ligando para o Lancarter, mas ela se negou a deixar ele examina-la... Resumindo; acabei tendo que chamar a Leah. Ai foi que a garota cedeu e deixou Lee examina-la. Você tem noção como eu tive que me controlar pra não arrobar a porta e segura-la na marra? — Jacob contava tudo de forma irritada com a lembrança do trabalho que teve pra se fazer paciente e não perder o controle.

– E afinal de contas; O que ela tinha? –Quil estava curioso pra saber o que a loira tinha, já que ele imaginou que tivesse sido uma mentira inventada pela loira pra não sair com Jacob.

– Fortes cólicas e enxaqueca... A garota fica toda ruim quando menstrua. Tem noção que ela estava com vergonha de mim e até mesmo de Lancarter? Só a Lee mesmo para desvendar esse simples mistério.

Os morenos começaram a gargalhar da inocência e timidez da menina. Mas a viagem já tinha terminado. Quil agora já estacionava seu luxuoso veículo na garagem do prédio do irmão. Logo desceram e subiram pra cobertura de Jacob, pra conversar.

– E então irmão, o que quer falar comigo? Eu vi a hora que a Claire chegou. – disse malicioso.

Quil sentou-se no sofá da sala, com os cotovelos apoiados nos joelhos e as mãos cobrindo o seu rosto, a cabeça fazia um aceno de um lado para o outro.

– Fala logo Quil, conseguiu alguma coisa? O que você tem porra? Você não me tirou da minha loira só pra sentar no meu sofá, não é? – Jacob estava ficando irritado.

Quil levantou e começou a andar de um lado para o outro.

– Não... Tipo: Ah Jake, deixa quieto cara.

– Como assim, deixa quieto? Que bicho mordeu você? – disse espalmando a mão no peito do irmão para que ele parasse de andar. – Ou... Está frustrado porque não conseguiu nada? Eu sabia! Sabia que essas minas iam enlouquecer nós dois. – gargalhou.

– Não estou frustrado Jake... Ou estou? Ah, cara nem eu sei o porquê eu vim aqui. – Quil estava visivelmente confuso. O que deixou Jacob mais irritado ainda. Ele poderia estar lá, desfrutando da beleza de sua jovem e inocente amish deitada sobre seu colo, mas não! Estava vendo o seu irmão não falar nada com nada e bancando o babaca.

– Vá se ferrar Quil, porra! Você me tirou do lado da Nessie pra não me falar nada?

– Nes... O que? – perguntou confuso.

– Nessie, caralho. O nome da garota é muito complicado então eu pensei e abreviei. – sorriu com a imagem dela em seu colo.

– Hum! Entendi. Acho que não vai dar mesmo pra conversar com você, estamos em situações diferentes e sei que não vai dar em nada isso aqui. Foi mau cara, por ter tirado você da sua “Nessie” – fez aspas ao dizer – Tô vendo que estamos no mesmo barco, mas antes que ele afunde eu vou cair fora. – disse pegando as chaves do bolso e indo pra porta.

– E ae Quil, vá se fuder irmão. Não é nada disso não, eu não estou confuso, aliás, você está me deixando confuso com suas palavras loucas. É melhor você ir mesmo já que não tem nada de bom pra falar. – Jacob não entendeu nada do que o irmão falou. Notou como Quil estava perturbado, mas não ia especular demais, ele já tinha os seus problemas pra resolver e se Quil não conseguiu nada com Claire, Jacob não fazia questão de saber sobre uma noite de mimos falsos.

Mas o moreno estava enganado, Quil ao deixar o apartamento do irmão ficou mais confuso do que já estava. Seu coração palpitava em um ritmo de escola de samba, ele queria muito ter contado para o irmão o que tinha acontecido, que realmente ele conseguiu domar e tirar a inocência de Claire, mas no fundo, alguma coisa o impedia. Ele não queria contar como os olhos dela ficaram depois do orgasmo e muito menos como eles ficaram horrorizados quando perceberam o que eles tinham feito. Era um misto de confusão e ternura, de compaixão. Mas não! Ele não tinha compaixão por ninguém. Porque ele teria pela Claire? Se fosse outra mulher qualquer, ele estava contando cada mísero detalhe da noite.

– Droga! – gritou ao entrar em seu carro. – Preciso de um tempo. Preciso sumir daqui. – disse dando partida e deixando um Jacob completamente irritado pra trás, trancafiado em seu apartamento, longe da sua loira amish. Da sua Nessie.

TLAD

O som alto do telefone se propagava no ambiente, mas nem ele era capaz de acordar a amish que dormia profundamente no sofá. Diferentemente da loira que vinha correndo do corredor. Claire não havia conseguido pregar os olhos. Rapidamente atendeu o telefone com a intensão de não acordar a serena Renesmee. Mesmo estranhando a ligação, já que o telefone quase nunca tocava. Pra dizer a verdade somente duas vezes, sendo Rose nas únicas ligações que haviam recebido.

– Alo! Quem é? — perguntou receosa, não estava acostumada a usar a tecnologia.

– É Claire ou Renesmee que esta falando? — a voz conhecida, mas que seus ouvidos ainda não haviam identificado, perguntou.

– Sou eu, Claire!

– Claire minha querida quem está falando é Consuelo, auxiliar da cozinha da lanchonete. — a carregada voz com sotaque espanhol se identificava. — Esta tudo bem com você e com a Renesmee? Já são sete e meia e vocês ainda não chegaram. Logo vocês que nunca se atrasam. Fiquei preocupada! — concluiu.

A loira que ouvia atentamente a ligação reconheceu a voz logo após a mesma se identificar. Mas quando escutou Consuelo falar que já eram sete e meia, deu um pulo assustada e procurou olhar o relógio da sala. Ela estava realmente atrasada constatou.

– Meu Deus! — proferiu o nome do senhor em vão. — Nós perdemos a hora! Na verdade eu perdi, já que Renesmee estava passando mal, e não quero acordá-la. Eu acabei esquecendo de colocar o relógio pra despertar. Mas já estou descendo. No máximo em quinze minutos estou ai! — Falou tudo de forma apressada e nervosa, desligando o telefone logo em seguida. Nem dando a chance de Consuelo dizer que ela não precisava correr tanto, e que só havia ligado mesmo por preocupação com as doces meninas.

Claire correu quarto à dentro, nem banho iria tomar, já que fazia poucas horas que havia tomado um antes de sair da casa de Quil. Com esse pensamento teve vontade de chorar de novo. Nas empurrou esse sentimento, agora era hora de trabalhar, coisa que todo Amish leva muito a sério, independente do serviço.

Olhou-se no espelho do banheiro de sua suíte, seus olhos não estavam mais tão inchados, nem parecia que tinha chorado tanto. Estava somente com uma expressão cansada. Jogou água gelada no rosto na intenção de melhor a aparência, secando em seguida. Escovou os dentes e depois os longos cabelos, já os trançando de forma rápida. Pronto! Agora era só colocar o uniforme e descer.

Haviam se passado apenas dez minutos após Claire receber a ligação, mas já entrava pela porta da frente da lanchonete.

Por volta das dez e meia da manhã, Renesmee entra na lanchonete uniformizada e com a cara inchada de quem dormiu mais que esta acostumada. Ainda estava com dor, na verdade estava voltando, mas decidiu tomar o remédio somente quando a dor fosse bem forte a ponto de não suportar mais. Não queria ficar tomando os tais dos comprimidinhos toda hora... Sabe-se lá o que “aquilo” poderia lhe fazer. Era o que pensava.

Claire estranhou de Renesmee esta de pé trabalhando, já que geralmente ela ficava de dois a três dias bem debilitada, porém sabia que a amiga pensava da mesma forma que ela em relação ao trabalho. Por isso não questionou muito, somente há perguntou se ela sentia-se bem pra trabalhar, pois dava conta do serviço sozinha, que não precisava se preocupar. Mas Renesmee a tranquilizou dizendo que estava bem e que depois com mais calma lhe explicava.

A manhã passou rápida, já que devido ao atraso das meninas, os atendimentos ficaram um pouco enrolados, mas nada que calmamente e eficazmente não tenha sido resolvido.

Logo seria o horário de almoço, porém nem Jacob, nem Quil haviam aparecido por lá, coisa que já era rotina. Entretanto isso aliviou um pouco as jovens amish, que estavam confusas e queriam pensar um pouco antes de vê-los novamente.

O dia tinha sido corrido um pouco estressante, o movimento foi intenso o dia todo. Os morenos realmente não apareceram. Mas Jacob havia mandado uma caixa de finos chocolates pra Renemee, pedimos desculpas por sair sem avisar e não aparecer na lanchonete, mas estava muito enrolado no trabalho. Claire ficou feliz pela amiga, mas também ficou magoada em não receber nenhuma satisfação do seu moreno, mas deixou quieto.

Jacob havia lembrado que tanto sua irmã como sua prima, quando estava naqueles dias, devoravam chocolates. Isso fazia elas ficarem mais felizes e calmas. E Foi ai que surgiu a ideia, precisava praticar o cavalheirismo, se queria conseguir algo.

Renesmee aceitou, novamente relutante, a encomenda e mais uma vez decidiu abrir o embrulho quando já estivesse em casa.

Já estava de banho tomado e se encaminhava pra sala em busca da caixa de presente, quando encontrou com Claire, que parecia pensativa e distante. Sentou-se ao lado da amiga e pegou a escova que estava na mesa de centro e começou a escovar os longos e sedosos cabelos da amiga, elas tinham esse costume.

– Que foi Claire? Porque você anda tão pensativa?

– Eu decidi que não vou mais voltar pra casa. Aqui é meu lugar... Agora sei disso. — falou com pesar.

– Você tem certeza disso Claire? Ainda temos bastante tempo pra pensar. Por que você agora tem tanta certeza? E por que sinto que você esta triste com essa decisão? – Renesmee estava confusa com a forma que sentia que a amiga estava. Era nítido que Claire estava triste. Então queria entender o porquê dessa repentina decisão final.

– É claro que estou triste Renesmee. Eu amo minha família e nosso povo! Dói deixar tudo pra trás e saber que nunca mais verei ninguém. Que nunca mais poderei voltar. Mas agora eu tenho certeza que meu lugar é aqui. Eu gosto disso tudo... E sair com Quil me fez ver que tem um mundo ainda maior é o que eu quero pra minha vida. – Claire falava tudo com vontade de chorar, mas ainda não se sentia pronta pra falar com a amiga que aconteceu de fato com ela. E sabia que a amiga também não estava pronta pra escutar. Elas nunca antes tinham escutado sobre o que acontecia na intimidade de um casal. Seria chocante demais pra Renesmee

– Não fica assim. Acho que você ainda muda de idéia e volta comigo pra casa. — a loirinha falava calmamente

– Não Renesmee, eu não volto mais. Minha decisão final já foi tomada.

O silencio se estabeleceu por alguns minutos mais logo foi quebrado.

– Renesmee? – chamou – Eu Beijei o Quil! – Claire olhava aflita a amiga, queria ver a reação dela.

– Eu... Eu... Eu também beijei o Jacob. Na verdade ele me beijou.

– Como assim? – a loira aumentou consideravelmente o tom da delicada voz.

– Isso mesmo que você ouviu. – respondia timidamente.

– Você gostou? Foi Bom? – Claire queria saber de tudo.

– Sim! – falou imediatamente. – Quer dizer, acho que sim. Eu senti umas estranhas sensações

– Eu também sinto umas sensações diferentes com o Quil. Não é igual beijar o Isaías. Com ele eu não sentia nada. Gosto do frio na barriga e o coração acelerado quando beijo Quil

– Eu também sinto isso pelo Jacob... Será que isso é bom Claire? – tinha medo das sensações desconhecidas e o que elas poderiam lhe causar no futuro.

– Não sei... Só sei que eu gosto, seja bom ou não! – finalizou decidida.

A conversa continuou fluindo. Renesmee nesse meio tempo abriu seu presente e se deliciou, junto com Claire, os finos e Puros chocolates Suíços.

Elas não sabiam, mas passaram uma noite típica de toda adolescente americana em uma festa de pijama. O clima era de amizade verdadeira e o assunto era os morenos na maioria do tempo.

TLAD

Quil andava de um lado para o outro em seu quarto, se fosse possível abriria um buraco no chão. Desde que voltou da casa de Claire e conversou com Jake, ou tentou conversar, estava ainda mais inquieto. Tentar dormir na cama ou em qualquer lugar que fosse já estava sendo uma missão fadada à derrota. Sua cabeça fervilhava de pensamentos, uns mais conturbados e complexou que os outros.

Olhar pra cama desarrumada e constatar que foi real o que tanto lutou pra conquistar, o deixava orgulhoso. A mancha de sangue, no caro lençol de seda, era a prova física da verdade; ele havia feito à linda loira “sua mulher”. Mas porque não estava plenamente feliz? Porque ficava tão angustiado sempre que se lembrava de como Claire ficou depois. Essas e muitas outras perguntas fervilhavam em sua mente, já estava ficando nervoso.

Quil sempre foi extremamente racional, calculista e observador. Na verdade ele era um dos The Wolf mais racionais que tinha, talvez só perdesse para o Sam. Mas agora simples respostas não lhe vinham à cabeça, mesmo cheio de informações. Estava enlouquecendo, precisava prensar... Se afastar um pouco do — olho do furacão — como ele chamou essa crise.

Foi com essa pensamento que surgiu uma brilhante ideia, pelo menos foi o que pensou. De forma apressada, foi catar seu o celular e buscou na agenda o conhecido número.

– Caralho Quil! Esta de sacanagem me acordar a essa hora. — Paul xingava e resmungava irritado. — Sem contar que a primeira voz que gosto de escutar logo que acordo é da minha linda morena. Que por sinal não esta mais ao meu lado. — falou fazendo biquinho de dengo ao ver Rachel sair sorridente do banheiro da suíte do casal.

– Em primeiro lugar; acorda vagabundo, já era pra você esta de pé se preparando pra daqui a poucas horas viajar. — falou dando falsa bronca no primo. Paul deu um pulo da cama, acreditando já estar atrasado. — Seguindo; é exatamente por isso que eu liguei.

– Já estou me trocando, avisa aos outros que já estou chegando. É só o tempo de tomar a banho e me trocar. — Paul falava apressado em quanto corria para o banheiro.

– Pode me escutar, por favor, Paul? Calma você não tá atrasado!

– Há não? E Que horas são Quil? — perguntou desconfiado.

– São exatamente sete da manhã. — Quil falava, mas foi interrompido por Paul totalmente mal humorado.

– Então não fode Quil! — esbravejou com o primo e cunhado.

– Posso Falar? Garanto que vai gostar de ouvir. — disse de forma calma, só escutando um murmúrio em resposta. — Ontem falei com Rachel e ela me contou que não anda se sentindo bem. Então, eu pensei que nesse caso é melhor você ficar por perto, já que a viagem deve durar de 4 a 7 dias e é pra Europa. Assim você fica com ela. — Quil falou tudo em um único fôlego.

– Tem certeza? Porque você e Jake não queriam sair de NY agora, pois estavam enrolados com... Sei lá com que.

– Mas agora não vai ter mais problemas pra mim. Eu vou em seu lugar.

– Sendo assim... Tudo bem então. — Paul respondeu já deitado novamente na cama e puxando Rachel pro seu colo, que soltou um gritinho de excitação. Mas que foi ouvido por Quil, que contorceu a cara em reprovação.

– Há seu descarado sem noção... Mais respeito. Ela é minha irmã! — Quil bateu o telefone cara de Paul, que estava gargalhando do ciúme do cunhado. Quil sempre morreu de ciúmes da irmã e foi o último em aceita o relacionamento deles.

Agora sim, Quil teria o tempo que precisava pra pensar com calma, longe de tudo... Longe dos angustiados olhos azuis que tanto lhe perturbava.

Notas finais
[N: Báah & Jenny] E ai meninas... Quem esperava essa reação da Claire? E Pior, a reação de Quil? Mas homem é medroso mesmo né? Foge da raia!!! Rsrsrsrsrsrsrs Bora comentar meninas, POR FAVOR. Só isso que nó pedimos. COMENTÁRIOS. Isso é o nosso combustível e incentivo. Então objetivo para próxima postagem é novamente 45 Comentários. Quem está gostando da Fic pode Favoritar ou RECOMENDAR!!! Beijinhossssssssssssssss e até sábado!!!