Two Lives: A Destination
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Notas iniciais

TWO LIVES: A DESTINATION!
Apressadamente Jacob, Quil, Seth e Embry saíam pelas portas dos fundos da boate, seus carros estavam estacionados no fim do beco. Porém antes de saírem, passaram no escritório que tinham na boate somente para pegarem suas armas. Cada um deles sempre andava com uma pistola Desert Eagle e um revolver 500-Magnum S&W, que não só eram armas portáteis como também as mais letais.
A mensagem dizia que era Urgente! E se era uma emergência no depósito da fábrica, com certeza iriam precisar de suas armas. Só haviam tirado suas inseparáveis companheiras porque enquanto estavam sendo os "jovens bem sucedidos empresários", não podiam simplesmente estar com duas potentes armas em suas cinturas.
Decidiram ir em apenas um dos carros, depois mandaria alguém levar ou buscar os outros veículos. Sempre que saiam juntos combinavam de pelo menos um deles ir com um carro blindado. Geralmente eles sempre andavam com seus potentes e luxuosos carros blindados, deixavam pra desfrutar de suas belezinhas esportivas somente quando pegavam a auto-estrada ou em sua casa de praia em Hamptons. Blindar um carro esportivo para eles era um crime, uma vez que esses carros eram projetados para serem muito velozes, com isso, precisavam ser bem leves. Então preferiam usá-los pouco e não blindar, à ter que perder potência.
Enquanto Jacob dirigia velozmente, Quil ligava para Emmett, ele queria saber o que estava ocorrendo. Ao terceiro toque Emmett atendeu.
– O que aconteceu Emm?
– Tentaram invadir o depósito, mas a situação já está sobre controle. Estamos esperando vocês, venham o mais rápido possível. – disse Emmett.
– Jake está louco cara, logo estaremos ai. – Quil finalizou a ligação.
– Porra Quil, o que aconteceu? – Jacob perguntou.
– Invadiram o depósito, caralho! Emmett não contou muito. Mete o pé nessa merda. – Quil estava irado, assim como os demais ficaram com os corpos rígidos pela notícia.
Como alguém ousa tentar invadir um de seus depósitos? Com certeza alguém sem amor a vida.
Jacob pisou ainda mais fundo no acelerador do potente carro, apertando suas mãos ao volante, seu ódio não era maior ou diferente dos outros três morenos que estavam no carro. Além de terem a audácia de tentarem invadir o depósito, ainda estragaram uma noite promissora e furtiva. Infelizmente, ou felizmente, só uma coisa iria acalmá-los: torturar e depois matar aqueles filhos da puta! Afinal, alguém tinha que pagar. Eles sabiam que foi por isso que os chamaram.
Não demorou nem 10 minutos e o Audi Preto chegava ao depósito. Jacob deu o sinal com o farol alto e logo os portões foram abertos.
Assim que desceram do carro foram recebidos por Emmett, que já os aguardava na entrada do depósito. Ele começou a narrar o que havia ocorrido para Jacob, pois ele estava mais a frente:
– Por volta das 02:00 horas da madrugada, os sensores de presença e câmeras de segurança com capacidade noturna detectaram a presença dos invasores. Logo o sistema de alerta havia sido acionado e todos os seguranças foram mobilizados. Houve troca de tiros, mas a situação logo foi controlada. — Emmett resumia tudo, vendo a expressão de ira nos rostos morenos.
– Quem são os filhos da puta que tentaram nos afrontar? – Embry perguntou.
– Entrem pra ver! – Emmett respondeu com um sorriso de escárnio.
Uma vez que o sistema de segurança do depósito era ultramoderno e estava por todo o perímetro... Fez com que eles conseguissem se antecipar ao ataque, evitando assim grandes danos. Não tinha ocorrido nenhuma perda, somente um dos seguranças havia sido baleado de raspão no braço, inclusive, já havia sido levado para o casarão, onde lá receberia os devidos cuidados. Lancarter, médico do bando, também já havia sido chamado pra cuidar do ferido. Entretanto, não poderia se dizer o mesmo dos invasores, uma vez que só de mortos já contabilizavam trinta e dois. Fora mais treze homens que eram mantidos como reféns, com o intuito de obter as devidas informações sobre o ataque e quem era seus mandantes.
Os quatro morenos ainda não tinham compreendido o por que de serem chamados com tanta urgência, já que a situação estava totalmente sobre controle. Emmett e Jasper tinham carta branca para agirem nesse tipo de situação sem alarma-los.
Mas foi somente quando entraram dentro do grande prédio em si, que perceberam que a situação era bem mais grave do que realmente aparentava. Dentro do prédio também se encontravam Sam, Paul e Jared. Era praticamente impossível os sete chefes The Wolf serem mobilizados juntos para uma ação. Algo sério estava acontecendo, e foi observando a expressão que os outros 3 morenos tinham em suas faces, que suas suspeitas foram confirmadas. Eles detinham um olhar mortal, algo assustador...
Sam antecipou-se, já começando a explicar o que realmente estava ocorrendo.
– Dentre os invasores está o mandante do ataque, que é alguém que a gente procura há muito tempo. – Sam transbordava euforia e ódio em suas palavras.
– Fala logo porra! Chega dessa babaquice de suspense! – ordenou Jacob visivelmente nervoso e sem nenhuma paciência.
Sam respirou fundo e sorriu. Chegava ser irônico, porém, mesmo com toda a ira, estava feliz de finalmente poder fazer o que vinham sonhando há anos.
– Félix! – disse com um sorriso perverso nos lábios. Imediatamente os olhos de todos arregalaram-se e um mínimo sorriso brotou em cada lábio. – Um dos últimos da máfia italiana que pegou, torturou e executou nossos pais.
Imediatamente Jacob e os outros três morenos mudaram de expressão. Algo sombrio e mortal dominava agora suas faces. Um sorriso saiu dos lábios de Jacob, mas não era felicidade, era algo diabólico.
Mesmo depois de dez anos desde a morte de seus pais, eles ainda sentiam a dor da dura e cruel perda. Para Paul era algo ainda mais forte, uma vez que foi ele que em uma busca desesperada, encontrou os corpos de sua mãe Sue e sua tia Sarah. Elas apresentavam marcas visíveis de tortura e também sinais de violência sexual. Já os corpos de Billy e Harry jamais foram encontrados, nem poder dar um enterro digno aos seus pais eles puderam.
Foi isso que destruiu qualquer bondade que um dia existiu no coração daqueles sete homens. Porém eles, mesmo com ódio e a raiva que sentiam por tudo que ocorreu com seus pais e a sede vingança, foram extremamente calculistas com a situação.
Eles queriam se vingar, mas sabiam que a vingança é um prato que se come frio. Que para serem bem sucedidos, precisavam se preparar.
Seus pais jamais havia deixado eles compartilharem da vida criminosa que levavam, pelo contrário, eles haviam escondido esse fato por muitos anos. Somente quando eles já eram homens feitos que os pais abriram o jogo sobre a verdadeira forma que levavam pra ganhar a vida. Os primeiros a ficarem sabendo foram Sam, Paul e Jared que eram os mais velhos. Mas mesmo assim Billy e Harry não deixaram eles entrarem nessa vida. Queriam ver os filhos formados na faculdade, afinal tinha sido por isso que eles viviam na vida criminosa, somente pra dar ao seus filhos uma vida melhor, com mais oportunidades. E assim foi feito! Pouco tempo depois foi a vez de Jacob e Quil ficaram sabendo da vida dupla dos pais. Já Seth e Embry como eram os mais novos, assim como as meninas, só ficaram sabendo a verdade após a morte dos pais. Sendo assim eles decidiram obedecer e honrar o desejo de seus pais. Estudaram nas melhores universidades dos Estados Unidos, se formaram com méritos e somente depois partiram pra vida do crime.
Todo império criminoso que haviam herdado foi mantido. Porém colocaram Ernest McCarty, o pai de Emmett e braço direito de seus pais, à frente dos negócios.
Durante esse período foram se preparando, recebendo vários treinamentos para assumirem o legado dos pais. Eles não eram só instinto como foram seus pais, eles também eram de extrema inteligência. Tudo era meticulosamente calculado, sem deixar rastros.
Somente depois de quase seis anos da morte dos seus pais, que eles já possuíam todas as informações que precisavam para começar a "caçar" cada envolvido na morte de seus pais. Foi assim que eles derrubaram toda uma máfia italiana sem deixar rastros de quem realmente fez tal façanha. Porém dois dos culpados haviam escapado deles: Félix e Demetri. Eles não eram os chefões, mas tinha incrível capacidade de fuga.
Mas parece que por ironia do destino, justamente quem eles mais procuravam, acabou achando eles. Félix estava ali, pronto para pagar pelo que fez com seus pais. Agora só restava Demetri, porém isso era questão de algumas horas de torturas, logo teriam o paradeiro do último culpado.
Eles tinham transformado o negócio dos pais em um verdadeiro império. Eles eram conhecidos com os "The Wolf": o maior, mais importante e cruel grupo criminoso dos Estados Unidos. Eram eles que entravam com as drogas e armas no país, e eram eles que distribuíam a droga e armas pelo país. Não havia um traficante em qualquer estado dos Estados Unidos que não comprassem de suas drogas ou armas. Porém, pouquíssimas pessoas sabiam quem eram os The Wolf. Sam, Paul, Jared, Jacob, Quil, Embry e Seth mantiveram suas identidades escondida no mais absoluto sigilo.
Para toda a nação Americana eles eram primos ou irmãos, jovens e bem sucedidos. Possuem uma famosa rede de academias, com franquias distribuídas por todo o país, além das melhores casas noturnas e restaurantes de New York. No entanto, o que a sociedade americana não sabia era que toda essa fortuna não correspondia nem 30% das suas reais fortunas. As mesmas só serviam pra lavagem de dinheiro e status social. Os The Wolf souberam aplicar muito bem seus diplomas de Harvard, Stanford, Princeton e Yale.
Com certeza Félix era um desses desavisados, pois jamais teria a ousadia de invadir aquele local se soubesse quem eram os donos do depósito. Entretanto, os The Wolf estavam mais que dispostos a usar da melhor forma possível essa ajudinha do "destino".
Era certo que Félix estava com passagem comprada para o inferno, mas não antes de sofrer muito e entregar o paradeiro de Demetri. Os The Wolf tinham tudo... Menos pressa. Félix iria sofre e falar o que eles queriam, mesmo que isso pudesse durar minutos, horas, dias, semanas... Mas ele pagaria.
TLAD
O caminho da cidade de Esmirna, no estado do Maine, até chegar a New York seria longo, quase doze horas de Viagem. Renesmee e Claire estavam ansiosas e conversando sobre suas expectativas. Já haviam se passado duas horas que haviam deixado a vida Amish para trás. Claire já tinha contado para Renesmee tudo sobre Amber. Como se conheceram, da amizade que mantinham, sobre sua vida pessoal, incluindo perda do marido e o filho pequeno que teve que criar sozinha... E como ela contribuiu para que a ida delas para New York fosse possível.
– Amber tem um primo chamado Emmett, que tem uma esposa chamada Rosalie. Será esse casal que irá nos dar um emprego e também alugar um bom e barato apartamento pra gente morar. — Claire tagarelava alegremente.
Com isso seria possível elas ficarem o tempo permitido pra viverem fora da comunidade Amish, que era apenas uma estação. Elas teriam todo o inverno, seriam três meses para elas conhecerem tudo que o mundo teria pra oferecer, e depois tomar a tão difícil decisão: Voltar ou não voltar pra sua pacata e antiquada comunidade Amish.
Se escolhessem voltar, teriam que aceitar nunca mais sair. Seriam batizadas e casadas. Porém se não voltassem pra comunidade, seriam renegadas e jamais poderiam voltar, nem mesmo pra visitar suas famílias... Perderiam todo o contato com eles.
– É isso que tanto me deixa com medo e assustada, Claire. — falou angustiada. — Ter que tomar uma decisão tão importante, que mudará pra sempre minha vida, quando eu jamais tomei qualquer simples decisão sobre nada que fosse. – Renesmee demostrava toda sua aflição e medo.
– Renesmee, chega! Já tivemos essa conversa antes. Iremos ter três meses para realmente vivermos... Conhecer o mundo... Ter experiências que jamais teríamos em nossa comunidade. Então, por favor! Apenas pense positivo e curta a viagem. Pare com esses seus medos bobos, teremos tempo pensar... Aliás, você tem tempo pra pensar, pois a minha decisão é quase certa. – Claire disse tranquilizando Renesmee, que sorria em linha reta concordando com a amiga.
A conversa tomou um rumo mais leve e divertido. Claire falava dos planos de conhecer lugares, coisas... Andar de táxi, metrô... E assim foi se passando a viagem.
Elas estavam dormindo quando o ônibus parou e o motorista avisou aos passageiros que teriam uma parada de meia hora. Claire, que acabava de acordar, já sabia o que fazer, Amber havia orientado sobre esse momento. Ela pegou o braço de Renesmee e foi puxando-a pra fora do ônibus, levando junto de si a mala que Amber havia lhe dado.
Por onde as meninas passavam chamavam a atenção, mas era impossível não chamar, elas eram Amish e estavam vestidas da cabeça aos pés como tal. Claire procurava o banheiro, e quando achou, entrou com Renesmee, que estava assustada e observadora. Abriu a mala, que continha algumas roupas normais, escolheu uma pra ela e outra pra Renesmee, e mandou ela se trocar.
– O que é isso Claire? – Renesmee perguntou com os olhos arregalados, olhando para as roupas que foram jogadas em suas mãos.
– O que parece? São roupas inglesas! Ou você pensou que as pessoas se vestem como nós? – Claire ria da expressão assustada da amiga.
– Eu não vou... Quer dizer, é necessário? — perguntou desanimada.
– Entre logo nessa cabine e se troque, temos apenas meia hora. São experiências novas, lembra? Não podemos sair da nossa cultura e continuar vivendo nela. Aqui é diferente... Então vá logo! -Claire ordenou, empurrando a amiga dentro de uma das cabines do banheiro.
Logo Claire estava de roupa trocada. Ela vestia uma calça de veludo preta, suéter azul escuro e uma jaqueta também de veludo preta. Retirou a touca da cabeça e soltou os longos cabelos loiros. Claire ficou encantada com seu reflexo no espelho, se sentiu linda. A roupa que usava não estava muito justa em seu corpo, mas para ela que sempre usou aqueles vestidos tão fechados e cumpridos, era fascinante se ver assim. Ela simplesmente amou! Diferente da amiga, que ao sair da cabine quase voltou correndo.
Renesmee estava morta de vergonha por estar vestindo aquelas roupas, nunca em sua vida imaginou que um dia usaria calças. Ela também vestia uma calça de veludo só que da cor vinho, um suéter marfim e uma jaqueta marrom. Por ser menor em altura e ter o corpo mais delicada que Claire, a roupa não marcava nem um pouco o seu corpo, mesmo assim se sentia estranha, não deixava de ser um choque cultural. Porém, foi quando Claire veio para soltar seus cabelos que Renesmee surtou, sempre foi uma coisa extremamente proibida para elas andarem de cabelos soltos e sem touca.
– O que esta fazendo Claire? — perguntou alarmada.
– Larga de ser rabugenta Renesmee! Ou você vai continuar usando touca com essas roupas legais? — falou em tom de brincadeira. Depois de muita insistência de Claire, Renesmee acabou cedendo em soltar os cabelos. – Estamos lindas!- Claire vibrou vendo o seu reflexo no espelho, em seguida olhando pra Renesmee um pouco emburrada. – O que foi? — perguntou sem entender a expressão fechada da amiga.
– Eu não sei... Só estou me sentindo esquisita. – confessou Renesmee, fazendo Claire gargalhar.
– É porque você nunca se viu tão linda como agora! — confessou sorridente. — Chega de papo, vamos voltar ou perderemos o ônibus. — Claire falou apressada, já recolhendo as roupas na bancada da pia do banheiro, enfiando rapidamente tudo na mala.
Pouco tempo após retornarem para a condução, o motorista deu por encerrada a parada e voltou com o ônibus para a estrada. Já tinham passado da metade do caminho... Logo elas estariam em New York!
TLAD
Jacob, junto com seus irmãos e primos, Emmett, Jasper e mais cinco dos seus homens de confiança seguiram para o subsolo da antiga fábrica, que hoje era usado como depósito. Em uma grande sala no andar de baixo estavam sendo mantidos como prisioneiros os homens capturados, que encontravam-se amarrados e amordaçados. Eles haviam decidido deixar seu "prêmio" por último, assim estariam com mais ódio e com muitas informações.
Logo seis, dos treze homens que eram mantidos como prisioneiros foram retirados com agressividade da sala e conduzidos para um outro local ainda no subsolo. Era uma espécie de porão com iluminação precária. O local por si só já era sinistro, mas ele havia sido construído exatamente para aquilo: meter medo, fazer pressão psicológica... Era nítido que aquele lugar era utilizado para realizar torturas.
Quando Emmett, junto com os outros capangas entraram com os prisioneiros, os sete morenos sorriram! Agora que a diversão iria começar.
– Prenda-os! – Sam ordenou, e assim foi feito. Os prisioneiros foram presos a parede, que já era preparada para isso.
– Essa é a primeira vez eu vejo nossa parede tão imunda. – Jacob disse analisando os rostos assustados. – Mas eu tenho uma proposta pra vocês, a única coisa que ficará certo entre nós. – apontou para si e para os prisioneiros. – É de que irão morrer, só estou pensando se irá valer a pena brincar com vocês antes. O que vocês acham? – perguntou virando-se para os demais.
– Temos algo melhor para brincarmos, Jake. Vamos acabar de vez com esse bando de merda. – Paul disse entre os dentes, seus olhos transbordavam ódio.
– Tudo bem, Rapazes. – Jacob olhou novamente para a parede. – Nada de brincadeiras hoje. – sorriu maléfico. – Embry, Quil, Seth – chamou. – Acabem de vez com essa sujeira enquanto vamos preparar o nosso playground. – disse.
Mais do que depressa os morenos pegaram suas armas. Acabariam rápido com aquilo, tinham algo melhor a fazer. Os reféns eram os menos importantes ali, não tinha o porque gastar tempo com torturas.
Porém antes de sair, Jacob andou até os reféns e escolheu o mais jovem de todos. O rapaz deveria de ter uns 17/18 anos, estava com uma expressão de medo e bastante assustado. Jacob sabia que provavelmente pouco saberia lhe responder, mas serviria de exemplo para os outros. Logo o rapaz estava sendo puxado para o centro do salão, já recebendo um forte soco no rosto, que o derrubou no chão. O jovem ainda estava no chão, com as mãos amarradas nas costas, quando Paul lhe acertou violentamente com um taco de Beisebal em suas costelas. O menino era fraco, não aguentaria por muito tempo... E foi exatamente o que aconteceu. Ele começou a falar tudo que sabia, aliás, o que não sabia. Ali estava claro; todos os rapazes eram subordinados, somente Félix saberia informar o paradeiro de Demetri. Como os The Wolf eram homens de palavra, logo deram um tiro certeiro de pistola na cabeça do rapaz, acabando assim com seu sofrimento.
Enquanto deixavam o porão, puderam ouvi as centenas de tiros que foram disparados... Uma execução completa e bem sucedida, era como eles denominavam.
Se encaminharam para outra sala, precisavam preparar tudo para a grande diversão.
Antes dos chefes The wolf chegarem, Emmett havia conseguiu uma informação muito importante e ordenou Jasper que cumprisse essa missão. Eles agora tinham um valioso trunfo em mãos.
Já era início da manhã de domingo, quando tudo ficou pronto para a diversão.
Quil dava ordens para que os capangas levassem os corpos executados para a fornalha da fábrica, onde seriam queimados junto com pneus, que ocultaria o cheiro dos corpos incinerados.
Todos seguiam novamente para parte superior da fábrica, onde Rosalie já os aguardavam. Ela além de ser esposa de Emmett, também era a única mulher do bando.
Rose tinha levado café, bolinhos e donut's para eles comerem, além é claro, roupas limpas. Era por isso que eles a mantinham no bando. Eles não só a respeitavam, como também admiravam sua personalidade forte. Rosalie, ao mesmo tempo que podia se mostrar tão cruel quanto eles, também conseguia ter a sensibilidade feminina. Só ela pra pensar em roupas limpas e comida naquele momento!
Os Sete morenos e Emmett seguiram para o vestiário da fábrica, tomaram banho, se alimentaram. Agora estavam bem mais dispostos para enfrentar o passado de frente... Iriam ver Félix.
Desde que haviam chegado a fábrica não foram vê-lo, mas a hora tinha chegado. Assim seguiram novamente para o subsolo, onde ainda se encontrava Félix.
Jasper já Havia retornado de sua missão com sucesso.
Agora era só começar o que esperaram dez anos pra fazerem: Vingar a morte de seus pais.
Quando os The Wolf entraram na sala em que Félix era mantido, ele arregalou os olhos. Na mesma hora reconheceu quem eram os sete homens que estavam bem diante de seus olhos com sorrisos cruéis. Félix jamais poderia ter imaginado que os jovens e famosos empresários, que ele sabia que eram os filhos dos traficantes que ajudou a matar há dez anos atrás, era os temidos The Wolf. Agora mais do que nunca, tinha certeza que teria uma morte lenta e dolorosa.
– Ora, ora... O que temos aqui pessoal.- debochou Emmett. — Eu lhes apresento Félix. – disse chegando bem próximo ao homem que estava amordaçado e amarrado em uma cadeira.
– Esperamos muito para finalmente conhecê-lo. – Embry disse irônico.
– Vamos levá-lo pra outra sala. – Sam ditou ríspido.
Emmett desamarrou o homem da cadeira, deixando somente as mãos amarradas, o conduziu até a sala devidamente preparada para recebê-lo e o jogou com brutalidade sobre uma outra cadeira.
Os olhos de Félix, que antes estavam arregalados, começou a mostrar nitidamente a sua agonia. Ele rolou os olhos pelo local e um frio começou a percorrer sua espinha. Além de ter dois sofás velhos em um canto. a sala continha materiais o suficiente para torturarem uns cinquenta homens, ele deduziu com desespero.
– O que passou pela sua inútil cabeça quando pensou em invadir nosso depósito? – Quil começou a perguntar enquanto se aproximava do homem. – Desculpe a minha indelicadeza. – disse puxando com força a fita que impedia o homem de falar, lhe arrancando um gemido de dor.
– Eu... Eu... Não... – Felix não teve tempo de dizer mais nada após o Não. Imediatamente levou uma coronhada certeira na boca, cortando o lábios, que escorria sangue. — Não nos diga a palavra NÃO, essa palavra não será permitida a você. – Quil cuspiu em cima do homem. – Agora diga! O que veio fazer aqui? Além de pedir para morrer. — debochou.
– Fui subordinado a essa missão, eu nã... – ele ponderou ao dizer, cuspindo o sangue de sua boca. – Queríamos as armas do último carregamento. – Félix disse entre os dentes.
Todos riram sarcásticos. Isso era óbvio demais para eles, já que tinham recebido um carregamento há três dias que valia muito dinheiro, contudo, não era uma informação da qual eles não soubessem.
– Queremos a verdade caralho! Quem o mandou? – Embry proferiu um soco bem no centro do abdômen do homem, que se curvou pela dor que sentiu.
Assim que Félix se recuperou do forte soco, olhou encarando a todos com um sorriso nos lábios cheios de sangue.
– É assim que vocês pensam que vão conseguir algo de mim? Muito fracos! Pois eu NÃO direi nada. – enfatizou a palavra não. Félix mantinha um sorriso sarcástico em seus lábios tingidos de vermelho.
– Foi o que imaginamos. – Jacob disse calmamente. Ele levantando, caminhando em direção a mesa que continham vários artefatos para tortura, pegou um saco transparente e enfiou sobre a cabeça de Félix. Enquanto ele segurava e fazia pressão com o saco na cabeça do homem, Seth e Sam socavam furiosamente seu rosto. Isso durou poucos minutos e assim que Jacob retirou o saco, já na cor vermelha pelo sangue, Félix estava tonto e com a face toda inchada e ensanguentada. – E agora? Refrescou um pouco a sua memória. — perguntou debochadamente. — Porque algo me diz que o seu problema está sendo amnésia, ou, que é burro o suficiente para saber que não iremos lhe matar até que conte. Abre a porra da boca caralho! Não estou com paciência para aturar essa sua cara de merda. — Jacob gritava alterado.
– Ei, calma ai Jake. – Emmett disse. – Assim vai assustar nossa visita. -debochou ao terminar de falar.
– Calma o caralho! — Jacob falou impaciente. — Esse merda vai pagar caro pelo que fez aos meus pais e meus tios. E mais ainda por ter tido a audácia de pensar que poderia nos roubar. – gritou dando uma coronhada no olho de Félix.
– Vamos refrescar a memória dele, talvez ele tenha se esquecido desse fato. – Paul disse, levantando o homem que mal conseguia ficar em pé e o colocando enfrente a um tonel cheio de água sanitária. – Espero que esteja com calor! — debochou.
Paul submergindo a cabeça do homem na água, ficando minutos ali o segurando até perceber que seu corpo começava a dar espasmos. A contra gosto levantou Félix, que estava com a aparência irreconhecível. Ele puxava o ar com dificuldade e tossia muito por ficar em contato com a água sanitária.
O homem estava sofrendo, porém nada o fazia falar.
Foram utilizados vários métodos de tortura além do afogamento e asfixia. Ossos dos dedos dos pés e das mãos foram esmagados a marteladas, unhas arrancadas, cortes na pele, esfolação, queimaduras, choques elétricos...
Quanto mais eles torturavam, mais inspirados eles ficavam, porém, nada saia da boca do homem. Eles sabiam que não poderiam matá-lo antes de terem a informação que ansiavam. Quando viram que o homem não aguentaria mais nada, pediram para que Jasper entrasse com o elemento surpresa.
– Pai! -a garota morena de olhos claros chamou assim que entrou no local. – Oh, meu Deus! O que vocês fizeram com ele, seus monstros? — gritou desesperada ao ver o estado do pai.
– Cala a porra da boca, gostosa! – Jared falou admirando com luxuria a garota a sua frente.
Melina ostentava seus 17 anos, ela era filha unica Félix.
Logo após a invasão ser controlada, mas antes dos chefes The wolf chegarem, Emmett obteve através de tortura o endereço de Felix. Com a valiosa informação em mãos, ele designou Jasper para cumprir a missão de trazer a filha e esposa de Félix. Porém só encontraram Melina, mas já seria o suficiente para fazê-lo falar.
O homem jogado ao chão, completamente devastado, mal conseguia falar. Seu corpo estava massacrado e pedia pela morte, mas ao ver sua filha à mercê daqueles homens, ele conseguiu derrubar algumas lágrimas.
– Vamos ver se agora ele não fala. — eles debocharam ao ver o desespero na face de Félix.
– Vem aqui delícia! -Jared e Seth pegaram Melina pelos cabelos, ela gritava, mas foi esbofeteada por Jared e jogada com brutalidade no sofá.
– Ainda não vai falar Félix? – Jacob perguntou sarcástico. O homem só chorava. – Continuem Seth e Jared.
Com a ordem de Jacob, Seth e Jared começaram a retirar as roupas de Melina. Ela chorava e se debatia enquanto os morenos usufruíam de seu corpo contra sua vontade. Em um grito mais alto, Seth perdeu a paciência e proferiu um soco na face da garota,a deixando grogue.
Nenhum deles se importava com idade, sentimentos então, era algo que nenhum ali sabia dizer o que era. Afinal, fizeram o mesmo com suas mães e tia.
– Eu... Eu... Conto. – Félix disse com muita dificuldade, entre o choro e o cansaço. Ele não aguentava mais ver aqueles homens abusando da sua filha bem na sua frente. Ele sabia que ambos morreriam, entretanto, se Melina não estive ali, ele não falaria nada. Porém, quando se deparou com aquela situação, teve certeza em não prorrogar ainda mais a dor de sua filha. – De-Demetri. – sussurrou.
Félix contou tudo! Onde Demetri estava, que foi a mando do próprio que ele invadiu o depósito... Mas ninguém tinha a informação de que aquele depósito era dos The Wolf, muito menos que era os filhos de quem eles cometeram as atrocidades do passado.
Félix deu a ficha completa de Demetri. Informou lucros, sua rotina, nome dos familiares... Entre tudo o mais.
– Ótimo!– Sam falou. – Obrigada pela colaboração Félix. — debochou ao falar.
– Vão soltar a minha filha agora? Por favor! — implorou desesperado.
Jacob o olhou com a mão sobre o queixo, fingindo pensar. Logo encarou o homem ao chão novamente e lhe deu um chute certeiro na face.
– Isso foi pelos meus pais e tios, seu monte de merda! -Jacob desferiu mais um soco na face desfigurada de Félix. — Chega com isso. Matem logo esse bosta. — gritou enfurecido. — Jared, Seth. — chamou a atenção dos primos, que continuavam a desfrutar do corpo da jovem. — Aproveitem bem a vadia, mas aprendam a dividir com os demais. -sorriu irônico. — Depois que terminarem pode jogar os dois na fornalha, não serão mais úteis para nós. – disse por fim antes de deixar a sala.
Jacob não queria transar com a garota, mas sabia que os outros iriam usar e abusar até que ela desfalecesse. Já tinha a sua preciosa informação. Ele já tinha se divertido demais para um dia, precisava ir para casa. Depois encontraria com os demais e assim conversariam sobre o assunto “Demetri".
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