Notas iniciais
hi guys, espero q gostem

Capítulo IV

A adaptação de Jane na casa da loira não demorou muito, as únicas coisas em que elas brigavam, era que quando Maura entrava no quarto de Jane e via toda aquela bagunça, a loira tinha comichão de tanta raiva. 'Jane só pode estar brincando' pensava consigo mesma. Temendo, ela entrou no quarto, e achou algumas calças jogadas em alguns pontos do quarto, camisas? Tinhas umas cinco. No dia anterior, assim que saíram da central, elas foram ao shopping comrprar roupas para a morena, aquelas camisas que ela usava por dentro do terninho, ela havia comprado umas vinte, pelo menos. Mais calças sociais, mais ternos, uma bota nova, shorts, roupas de correr, e Maura a obrigou a comprar um dois sapatos de salta e uma sandália, e roupas de sair.

– Maura, eu não vou comprar essas roupas, voocê sabe que eu não saio pra esses lugares.

– Você precisa, Jane. Toda mulher precisa. Tome, vista esse vestido.

– Sério? Ok. Ok, já vou.

Jane havia pegado um vestdo verde abacate, um modelo simples, tubindo, dois dedos acima do joelho, e um sapato de salto preto, de ponta fina. Maura sabia que ela iria ficar linda, mas perdeu totalmente a fala quando a morena saiu do provador vestindo aquela roupa. “Fabulosa” pensou a loira consigo. Seus olhos percorreram Jane de cima a baixo, o vestido valorizou bem as pernas da morena, e o salto alongou a silhueta dela, deixando a com ar de mulher da alta sociedade.

– Uau, Jane. Você tá linda.

– Ficou bom?

– Está lindo. Vamos levá-lo.

A simples lembrança do dia de compras dela, surgiu em Maura um sorriso no rosto, mas logo dissipou-se quando ela voltou a atenção para a bagunça que estava no quarto da morena. Saiu recolhendo todas as roupas e colou-as em um sexto de roupas sujas que estava no quarto da morena, sem roupas. Maura apenas balançou a cabeçam e retirou-se do quarto. A verdade é que ela não ligava muito para a bagunça de Jane, mesmo que ela não arrumasse tudo por cores, camisas por camisas, ela conseguia ser organizade de um jeito bagunçado.

***

O dia havia chegado, e com ele mais um crime havia acontecido em Boston. O local era um pouco diferente, inusitado talvez. Havia um corpo jogado às margens do rio que cortava a cidade de Boston. Inevitávelmente Maura lembrou do dia em que Jane pulara da ponte para salvar o promotor.; sentira um aperto no coração, de súbto um medo lhe atingira e ela não sabia o porque. Maura foi direto para o corpo que estava na borda do rio. Jane foi conversar com Frank e Korsak que haviam chegado primeiro que elas.

– Caucasiana, sem identidade. Nenhuma pista. O corpo fora encontrado por um cachorro que estava brincando com o dono, o homem viu que o cachorro saiu correndo para esses lados e o seguiu, encontrando o corpo da mulher aqui, na encosta – disse Korsak.

– Nenhuma testemunha? Nada? — questionou a loira. O os homens balançaram a cabeça dizendo que não.

Jane foi ao encontro da loira que estava agaixada, analisando o corpo. As mãos e pés da mulher estavam amarrados por uma corda grossa, na boca havia uma fita adesiva. Maura havia retirado para poder analisar melhor. Virara o corpo para ver se tinha alguma ferida, porém nada foi constatado além de um corte na cabeça da mulher.

– Afogamento?

– Olhando assim eu não posso saber, Jane, você sabe.

– Alguma coisa relevante, então? C'mon, Maur.

– Há algumas manchas em seu pescoço, pode ser que, não estou afirmando a causa da morte, mas pode ser que seja por estrangulamento. Precisarei fazer mais exames, detetive. Podem remover o corpo, por favor.

Ok. Maura havia chamado a morena de detetive, e ela só fazia isso quando elas estavam brigadas, ou quando Maura estava chateada com ela. Jane não se lembrava de ter chateado a loira com algo, nem naquela manhã antes de sair de casa. A morena fez uma nota mental, e constatou “Maura deve estar de TPM. Óh, droga, isso pe realmente ruim!”

– HEY JANIE. — gritou Frank correndo em direção a morena, — olhe isto...

Na mesma proporção que a água nos faz bem

esta mesma água nos faz mal.

Já parou para pensar nisso, detetive Rizzoli?

Oh, não pense que é o Rizzoli Jr.

Não conheço outra Rizzoli que seja mais temida

Do que essa que está lendo este bilhete.

Até logo, adorável Jane”

– Adorável? Really? Manda pra análise.

– Jane...

– Espero que não seja algum serial killer também, Frank. Vou para a Central.

***

Se havia algo que deixava Jane Rizzoli irritada era ser claramente e diretamente ameaçada, a outra era não ter pistas para trabalhar. Casos assim davam mais dor de cabeça, e atraia a mídia, e outra coisa que ela odiava era quando os abutres jornalistas vinham querer saber do caso, pressionando-os, quando não, fazendo matérias sobre o caso, expeculando sobre a talvez “incapacidade” dos detetives de homícidio da BPD.

Jane foi direto para a sala de autópsias de Maura. A morena queria saber porque a loira mudara de humor tão rápido. Mas ao chegar lá, viu que a luz vermelha estava acesa. Depois que Maura conheceu Jane, aquela luz raramente ficava acesa, normalmente era quando as duas brigavam, somente nesses casos. E como Jane era impertinente em certos assuntos, ela adentrou assim mesmo, e assistia a loira examinando os órgãos da vítima.

– Você devia saber que a luz vermelha signifa “não entre”.

– Desde quando você liga essa luz?

– Desde quando eu preciso ficar sozinha.

– Qual é, Maura. O que aconteceu?

– Nada.

– Ok, vamos falar do caso.

Para Jane, naquele momento, o mais importante era o caso. Quem era aquela mulher, porque ela estava ali, porque ela havia sido assassinada. Estava esperando ansiosamente para que Maura terminasse logo o que quer que estivesse fazendo, precisava de alguma coisa para começar a procurar. Lembrou-se do bilhete, mas resolveu não falar para Maura naquele momento, não sabia exatamente o porquê, mas preferiu falar quando estivessem algo concreto em mãos. Maura desligou a luz vermelha, e encarou Jane. A morena estava com ums semblante sério, suas mãos estavam para trás. A morena a encarou.

– Bom, o exame toxicológico ainda não chegou, mas o exame de DNA sim. Seu nome e Samantha Thomas, 32 anos de idade. A causa da morte não fora afogamento. Ela foi jogada morta no rio, não havia água em seus pulmões.

– Então a causa da morte é?

– Ela foi estrangulada. Pela força e marca que havia em seu pescoço, o objeto usado, o que eu penso ser uma corda, pois havia um fiapo em seu cabelo. Preciso saber qual era o tipo da corda, para poder te dar uma base, ainda não chegou a análise do material. Mas sim, ela foi morta por estrangulamento, veja – Maura mostrou o raio-x. Os ossinhos de sua garganta estão trincados, ou seja...

– O assassino teve que usar muita força para poder estrangulá-la.

– Dr. Isles, aqui está os exames tóxicologicos.

– Obrigada. Ela fora drogada por escopolamina. Uma droga que é utilizada para causar desmaios, ingerida em alta dosagem, pode deixar a pessoa em coma, e levar a morte. O desmaio é provocado em dois minutos.

– E a pessoa permanece desmaiada por quanto tempo?

– O tempo é relativo a dosagem da droga, porém, quem inalou não se lembraria de nada do que pôde ter acontecido. Provavelmente ela teria acordado em minutos, ou horas...

Jane absolutamente não estava gostando disso. Um trabalho muito bem executado, deixaria a pessoa querendo um pouco mais, e mais, e ai ele começaria a matar por prazer. Eles tinham que pegar esse filho de uma mãe rápido, antes que ele matasse mais alguém.

Qual o intuito de assustar alguém, ou de ameaçar alguém? Depois de Hoyt, Jane tomava mais cuidado com os seriais killers. Antes de matar Hoyt, ela estava realmente com medo do que ele podia fazer com ela mesma, mas ai quando ela viu que Hoyt queria matar Maura, sua Maura em sua frente, as coisas mudaram, o sentimento de medo de si mesma mudou, porque se Maura partisse, o que restaria de Jane? Jane estava sentada a sua mesa, relembrando o dia em que Hoyt tentara matar sua melhor amiga.

Não toca nela – gritava – não toca nela Hoyt. — A força que Jane teve naquele momento, nem ela acreditara, estava de mãos amarradas, bom, não era a primeira vez que Hoyt amarrava suas mãos com fitas hermans, mas melhor seria com fitas hermans do que com um bisturi cravando sua mão no chão. Maura nunca havia feito nada para ele, mas havia contríbuido para que ele fosse preso, e passasse longos anos numa cela, ou morreria em uma, como era o caso de Hoyt. Lutou contra o policialm dando lhe choque, foi para cima de Hoyt em uma briga, Jane embora de mãos atadas, ainda era mais forte que o homem, pois este já estava deveras debilitado por causa do câncer que estava em seu corpo. “Eu ganhei” essas foras as palavras de Jane antes de cravar o bisturi em Hoyt.

Foi despertada por Nina, tocando-lhe o ombro, trocaram algumas palavras dizendo que já sabiam onde ela estava antes ter sido morta. Ela estava saindo de uma boate quando foi abordada por dois homens. Um maior e o outro menor, via-se claramente quando ela saia da boate, e o homem maior a agarrava por trás, imobilizando-a, e logo mostra Samantha desmaiada nos braços do homem maior.

Jane recebeu uma mensagem de Maura, e foi novamente até o andar da amiga. Lá encontrou Maura em seu escritório andando de um lado para o outro, Jane estranhou, o que havia acontecido?

– Maur? Tá tudo bem?

– Por que você não me disse que recebeu uma carta do agressor?

– Maur.. Eu.. Eu não quero te preocupar.

– Como assim não quer me preocupar? Tarde demais, porque eu já estou preocupada.

– Não é nada demais ok? — puxou a loira para si – nada irá me acontecer, e eu não deixarei que nada te aconteça também, apenas confie em mim, ok?

– ok... — murmurou.