Notas iniciais
Boa noite, pessoal! Um pouco atrasada do nosso horário habitual, mas nada de mais, não é mesmo? Primeiramente, um grande obrigada á Isabelle Salvatore Cabral, que recomendou TC. Significa muito para mim, e para a Queen também! Gostaria de avisar, também, pela Queen que ela responderá os comentários de seu capítulo assim que possível, ela está ocupada com assuntos pessoais, então, como vocês devem imaginar, não tem muito tempo nem para escrever... Mas, espero que gostem do capítulo! — LaFont.

“Nathan vai sobreviver.”. Era uma ótima frase, para ser sincera. Poderia ser o título de um livro antigo, estilo Romeu e Julieta — todos sabem que termina em uma tragédia, exatamente como a vida de Nathan —, poderia, também, ser o título de um poema ridículo, ou poderia ser o título de uma crônica, como aquelas escritas anos atrás, que agora, como todo o resto, pareciam apenas um passado distante do presente que eu me encontrava.

Eu sabia que não era bem assim.

Ainda doía, principalmente porque haviam remédios e remédios, tentavam modificar minha medicação, como sempre, e não faziam sequer horas que eu havia admitido para minha elite os meus verdadeiros sentimentos pelo professor de música. Até que não estava doendo tanto. Talvez a troca de remédio ainda não tivesse feito algum efeito.

Ri de desgosto, passando o dedo pela frase. Tão certa das coisas que iam acontecer, tão inocente... E tão feliz. Eu sentia falta daquilo, do desespero do “ele vai acordar”, “ele pode não acordar”. Era melhor do que aquilo, mas também era pior. Eu sabia que precisava seguir em frente, e eu estava pensando em fazer isso quando um tal francês invadiu meu quarto. E eu digo invadiu porque ele não sabe bater na porta, e de alguma maneira nunca precisava. Eu tinha minhas teorias do porque a porta podia estar trancada e ele ainda sim entrava, mas preferiria não perguntar. Não por agora.

Também não fui rápida o suficiente á ponto de esconder o diário antes que Caleb o visse.

— Me dê o diário, Schreave.

— Você vai ler.

— É claro que sim. — Ele revirou os olhos, como se fosse o acontecimento mais simples do mundo.

Bufei, tirando o diário de sua visão. Caleb não ia contentar-se, fato que deixou claro ao pular em cima da cama — não importando sapatos, terno, cabelo ou qualquer outra coisa — e tentando roubar o diário de minhas mãos á toda força, não que realmente tenha sido necessária alguma. Caleb tirou o diário de minhas mãos, saindo de cima de mim e se sentando na cama com tudo, fazendo-a balançar levemente, e então avaliou o que estava escrito. Começou a ler as primeiras palavras, franzindo o cenho enquanto o fazia, e parou na última frase escrita, a mesma que havia sido escrita há muito tempo. Nathan vai sobreviver. Ridículo, mas esperançoso. Eu não tinha coragem de continuar o diário, não quando a última frase era essa. Caleb se levantou da cama, indo até minha escrivaninha e sentando-se na mesma. Só notei o que estava fazendo quando vi. Levantei da cama num pulo, mas foi em vão. Ele empurrou minha cintura com a mão esquerda, me impedindo de ver o que ele escrevia com a direita.

— Não... — Ele parou de falar, concentrado, e então bateu a caneta com um ponto. — Não atrapalhe, Rosemarie, quando for a hora, você verá. — E então virou a cabeça para mim, piscando.

— É meu diário!

— E...? — Ele levantou as sobrancelhas. — É um péssimo diário, escrevi algo que irá melhorar ele, e além do mais, você só vai poder vê-lo quando sair desse estado depreciativo.

— Eu estou melhorando. — Bufei, cruzando os braços.

— Ah, é? — Ele riu, levantando as sobrancelhas. — Quero ver sua fantasia hoje á noite, vou mandar trazer no seu quarto.

— Eu não vou de salva-vidas, Vermont. — Ele me olhou de cima abaixo, e eu sabia exatamente o que estava pensando.

— Uma pena. — E então ele olhou para meu rosto, enquanto eu levantava as sobrancelhas para ele.

— Você realmente não vai me dar esse diário? — Ele avaliou o caderno em suas mãos, virando sua capa e vendo o desenho na frente.

— Não, acho que vou ficar um tempinho com ele, sabe? Garantir que você realmente está melhorando.

— Mas...

— Mas... o que? Quando você quiser escrever, estará melhor, sendo assim, poderei lhe dar o diário tranquilamente e você lerá a frase que escrevi.

— Não é justo!

— A vida não é justa.

— Eu sou uma princesa! — Ele revirou os olhos, como se fosse óbvio.

— E eu sou um idiota. — Trinquei os dentes. — Também sou um príncipe, gênio, tenho a mesma autonomia que você.

— Talvez no seu país, não no meu. — Ele abriu um sorriso malicioso.

— Andou estudando política, é?

— Tenho que fazer algo no meu tempo livre. Dê o diário. — Ele riu fraco, abrindo uma das gavetas da escrivaninha e então fechando-a, girando a chave dela e colocando a chave dentro da calça. Digo, dentro da calça. Literalmente.

— Ótimo, prove que melhorou e se divirta procurando por ela.

Vermont. — Minha voz saiu num rosnado.

Schreave. — Me imitou, se encostando na escrivaninha e apoiando as mãos na mesma.

— Eu posso te mandar embora por esse motivo.

— Você não me mandaria embora por isso. Matheo já fez pior com Alexa e ele está aqui. E ela ainda está caidinha por ele.

Eu devia parecer um peixe, porque ele literalmente tinha pego certeiramente onde eu não podia negar. E ele sabia mais do que perfeitamente disso, porque abriu um sorriso diabólico... que só aumentou.

Estreitei os olhos, só vendo o ataque segundos antes de acontecer.

Em segundos ele tinha pego impulso sobre a mesa e se empurrado em minha direção, me empurrando para cama com tudo, ficando por cima de mim e começando uma série de tortura. Cócegas. E devo acrescentar que na época medieval as cócegas realmente eram consideradas tortura, dúvida? Basta pesquisar aleatoriamente por aí. O riso é uma resposta para o pânico, que é o que os apertos em seu corpo causam, fora que esse mesmo riso pode lhe deixar completamente sem ar, o qual você obviamente precisa para viver, e então adio. Você morreu.

Caleb só parou quando parei minha mão em seu pulso, cravando minhas unhas ali. Ele levantou as sobrancelhas para mim, avaliando a situação.

— Você gosta de sexo selvagem? — Levantei uma sobrancelha para ele, confusa com a pergunta aleatória. E que pergunta, ein. — Porque estamos numa ótima posição para isso. — Levantei as duas sobrancelhas, avaliando lentamente nossa posição.

Certo...

Ele estava em cima de mim, meu vestido tinha subido... de mais, uma de minhas pernas tentava empurrar ele, mas a outra estava completamente aberta, a gravata dele estava enroscada em meu braço esquerdo, seu braço direito segurava meu braço esquerdo, meu punho direito segurava seu pulso esquerdo, e meu decote mostrava quase de mais.

— É, acho que seria ótimo você ir de freira para essa festa de Halloween. — Ele se afastou, arrumando a gravata, enquanto desenroscava ela de meu braço e eu levantava o vestido. Caleb não saiu de cima de mim. — Seria uma pena socar um cara por ele olhar de mais.

Revirei os olhos, e foi nesse momento que a porta do quarto se abriu. Carmyrin praticamente caiu dura no chão pela nossa posição.

— Eu posso voltar mais... Altezas. — E ela voltou com tudo para a porta.

— Só um segundo! — Caleb gritou para ela, enquanto ela fechava a porta com tudo, num baque alto. Olhei para Caleb, enquanto ele olhava para mim, nós dois prontos para cair na gargalhada.

Ele se abaixou, enquanto eu parava a risada que começava, seu rosto á centímetros do meu, minhas mãos paradas ao lado de meu corpo, comigo completamente em choque.

Ele começou a abrir a boca para falar alguma coisa, mas parou na metade, fechando-a e me dando um beijo rápido na testa, saindo de cima de mim.

— Arrume esse decote, Schreave, não é muito fácil se controlar com ele.

Olhei levemente para baixo, subindo o vestido e descendo sua cauda.

Caleb me puxou para fora da cama, levantando o pescoço e apontando para a gravata.

Revirei os olhos.

— Mimado.

— Se eu me casar com você, você vai ter que fazer isso todos os dias.

— É por isso que não vamos casar.

Ele riu fraco, desdenhando.

— E, mesmo se isso acontecer... — Apertei sua gravata com força, ele não reclamou, ficando em silêncio. Parecia curioso. — Eu te enforcaria antes de fazer isso duas vezes. — Dei um tapa fraco em seu peito. — Agora fora daqui, sinto que as garotas estão aqui para me arrumarem para a festa de mais tarde.

Ele piscou para mim, soltando levemente a gravata e então dando uma olhada para meus decotes.

— Ainda tem muita coisa á mostra, Marie. — Revirei os olhos para ele.

— Você não pode me controlar ainda, Vermont.

Ele sorriu debochado, colocando o último sapato e então indo até a porta.

— O bom da coisa é que você falou ainda.

E então ele saiu do quarto, com Carmyrin entrando lentamente, junto as outras duas garotas.

— Podíamos voltar mais tarde.

— Claro que não, eu e Caleb estávamos só conversando... — Todas as três tentaram disfarçar que não acreditavam nisso. Eu não ia discordar que a posição era péssima, mas era verdade. — E eu tenho uma festa em algumas horas, não tenho?

Elas concordaram, e Gabe entrou no quarto, levando um carrinho com minha roupa.

— Sorte a sua que eu escondi do seu bofe, ele está tentando passar á perna em mim nas últimas quarenta e oito horas, Rose. — Gabe falou, revirando os olhos e me dando uma olhada séria.

— Fiquei sabendo de uma ou outra fofoca... verdade que já superou Nathan?

— Você não precisa de resposta. Fora. — Ele revirou os olhos para mim.

— É a Rose ou a Alexa?

Abri um sorriso para ele, então fechando-o assim que ele saiu.

Era a Rose... certo?

Eu não tinha tanta certeza se queria saber.

Olhei para as garotas, então indo até o cabide e abrindo a proteção, vendo a roupa.

Caleb ia ficar muito irritado.

Notas finais
E QUERO COMENTÁRIOS, EIN! Nada de nhenhenhe, nossa teoria de comentários continua valendo, e isso cabe á vocês. Bem, fora isto, obrigada por todo o apoio, vocês são incríveis http://two-crowns.tumblr.com/