Notas iniciais
Boa tarde/noite, pessoal, como vão? Então, vou falar rapidinho sobre os comentários: OBRIGADA. Vocês mostraram que não vão perder os dedos comentando, e obrigada por isso. Li todos os comentários recebidos, e vou tentar responder os que a Queen não respondeu, e até alguns que ela tenha respondido. E sim, eu respondo todos os comentários nos meus capítulos, e alguns dos da D.Q.; enfim, obrigada pelo apoio (e puxões de orelha ç.ç) Espero que gostem! — Cams LaFont.

A formação dos guardas á minha volta era perfeita, mas minha mente gritava apenas um nome: Nathan.

Por favor, não. Não. Não e não. Eu deveria ter falado com meus pais ainda essa manhã, precisava.

Um guarda tocou meu ombro, vendo meu desespero.

— Alteza, precisamos sair daqui. — Concordei com a cabeça, respirando fundo e olhando o palácio. — O correto seria que mantivéssemos a senhorita longe do palácio, já que o foco é ele, mas... A ordem final é sua. — Mantive meu olhar no palácio. Minha irmã estava lá dentro. Meus pais estavam lá. Meu futuro marido estava lá. Nove príncipes estavam lá dentro.

Que tipo de rainha eu seria se não desse minha vida pelas pessoas que eu amava... Pelo meu povo?

Como diria minha avó, que eu esperava que ao menos ela estivesse em segurança: Escolhas devem ser tomadas á todos os instantes, meu amor, seu caminho é traçado por elas.

Eu realmente esperava que hoje não fosse o dia de minha morte, mas se isso acontecesse hoje, eu morreria sabendo que havia tentado.

— Vamos voltar para o palácio, senhores. — Os guardas sacaram suas armas, prontos para partimos.

Respirei fundo e acariciei a crina da égua que eu estava montada. Então estávamos correndo diretamente aos gritos.

Por favor. Por favor. Que Alexa não estivesse morta, que meus pais não estivessem mortos, que tia May estivesse em segurança, que Nathan tivesse conseguido ir para um abrigo á tempo, que os príncipes já estivessem no abrigo da família real. Por favor, senhor. Por favor.

Deixamos os cavalos na metade do caminho, deixando que eles corressem livremente pelo pátio, e então saímos correndo a pé para o palácio.

Eu tinha que admitir: O chefe de segurança, Aspen Leger, treinava-os muito bem. Eles não tiravam os olhos de nossa volta, atentos á qualquer coisa que pudesse acontecer, eu tinha uma escolta incrível á minha volta, ninguém passaria por ela, exceto se permitido.

Quando entramos no terreno geral do palácio, não as terras em si dele, a coisa complicou. Alguns rebeldes corriam por ali e... eu também entrei em pânico. Tantas pessoas mortas, tantas pessoas matando... Tantos feridos.

Meus olhos vasculhavam o local por completo, como se Nathan fosse aparecer á qualquer momento atrás de mim, desesperado pela minha segurança, tão desesperado quanto eu. Um guarda teve que me pegar pelo braço para me forçar á continuar andando — uma ação muito corajosa, já que muitas princesas anteriores á mim e Alexa teriam cortado sua mão por esse motivo. Tudo bem... Eu tinha que parar de derivar. Precisava... Foi quando o guarda que estava me segurando soltou sua mão de meu braço, caindo, e os guardas fecharam a proteção ainda mais, um guarda levantando os braços, apoiando o ombro e tec. O tiro ecoou e acertou o rebelde em cheio. Vários rebeldes estavam desesperados, notando que eu estava ali, como se a princesa de Illéa fosse o prêmio e eles precisassem me acertar.

Os que conseguiram se localizar, paravam e tentavam mirar, mas meus guardas tinham treinamento, e, aparentemente, os rebeldes não. Era assustador ver tantos corpos caindo. Peguei a arma do guarda no chão, e continuamos á andar.

Subimos as escadas da entrada oeste rapidamente, quase que desesperadamente, e então chegamos num dos corredores que eu conhecia tão bem.

Em algum lugar por ali tinha um esconderijo que garantiria minha segurança, e os guardas sabiam disso. A questão é que eu não sabia.

Foi quando eu vi Caleb. Ele era escoltado por mais guardas que eu, e Silvia estava com ele. Ela encontrou uma entrada, e foi quando me notou. Ela arregalou os olhos, prestes a gritar comigo, até notar que dos rebeldes que estavam na sala, o único que tinha me notado tinha acabado de tomar um tiro no crânio.

Silvia me deu uma olhada mortal, e tanto eu quanto meus guardas entendemos o recado. Caleb me olhava ansioso, preocupadíssimo comigo.

Parei Silvia na porta do esconderijo.

— Alexa. Silvia, onde está ela? — Ela olhou para meus guardas, ansiosa. — SILVIA! — Ordenei, rangendo os dentes.

— Sinto muito, Alteza. — Ela me deu uma olhada, enquanto eu colocava a mão na boca e era empurrada para dentro do esconderijo, sentindo dois pares fortes de braços me segurarem antes da queda.

Antes de a porta se fechar, vi os olhos de um rebelde. Ele tinha uma metralhadora preparada, e ele atirou em minha direção no momento em que a porta se fechava e nos lacrava. Ainda sim ouvi o som estridente e então não havia mais nada... Absolutamente nada. Nenhum som, exceto o de minha respiração junto á de Caleb.

Eu ainda tinha as mãos na boca, mas Caleb me segurava com força, entendendo o que estava acontecendo comigo.

— Não significa que ela esteja morta, Rose. — Ele falou, tentando me confortar.

Me soltei dele, pulando para a porta. Precisava saber se Alexa estava viva, eu precisava.

Soquei a porta com tanta força que gemi, recuando com força, por causa do impacto. Se eu não tinha quebrado alguns dedos, com certeza tinha feito uma torção pesada.

Me virei para Caleb, empurrando ele e abrindo o painel que continha um telefone ligado á parede. Ele chiava quando o coloquei em meu ouvido, e assim que comecei a digitar os números, errando da primeira vez, de tanto tremer, tentei novamente. Quando eu tinha digitado dois dos quatro números, o som foi cortado. Não havia mais nada do outro lado.

Não, isso não estava acontecendo.

— Droga! — Não, porcaria, não! Joguei o telefone contra a parede, chorando compulsivamente. Alexa não podia morrer. Ela não estava morta. Talvez Silvia estivesse errada, talvez...

Mas o desespero dela ao me ver, a surpresa, também...

Era como se eu fosse a última sucessora do trono viva.

Não.

Caí no chão, em prantos, Alexa não estava morta. Ela não podia morrer. Ela era minha irmã, ela... Nós tínhamos crescido juntas e ela simplesmente não... Eu precisava sair dali, ela estava viva...

Eu não conseguia terminar um pensamento sequer. Caleb se ajoelhou ao meu lado, tentando segurar minhas mãos, que estavam arranhadas — como eu não sabia.

— Rose, por favor. — Eu podia ver o desespero em sua voz. Ele estava morrendo de preocupação.

Abaixei a cabeça, me abraçando em uma bola, sentindo meu coração se despedaçar.

Alexa não podia morrer, ela não podia. Ela era minha irmã. Ela me ajudava, ela acreditou em mim, ela me ajudou em tantas coisas... Era ela quem havia me convencido quanto Arthur, era ela quem daria a vida por mim e...

Ela era quem estava morta. Não eu. Não a irmã rebelde que nunca daria certo para o trono.

Era a irmã que tinha dado sua vida por um reino que nunca poderia governar que estava morta.

Não. Não. Não. Eu sentia meu peito doer com o esforço do choro, sentia meus músculos tensos, sentia minha cabeça latejar. E eu sentia que o chão não era mais o mesmo, era como se eu não estivesse mais ali.

Foi quando alguém me levantou do chão, me prensando com tanta força na parede que eu perdi o ar. Não consegui focalizar a visão, tanto que eu achava que era aquele momento que eu ia morrer. Os rebeldes tinham conseguido abrir o esconderijo de alguma maneira e...

Recebi um tapa na cara.

Pisquei, vendo Caleb na minha frente, furioso.

— Cale a porra da boca, Schreave! — Rosnou para mim, puto da vida. — Apenas me ouça. — Pisquei mais uma vez, engolindo em seco, por causa do susto. Caleb estava tão furioso que eu estava começando a ficar com medo dele. — Você é Rosemarie Schreave. Alexandra sabe se cuidar, mas como ela ficaria ao saber que você se arriscou saindo daqui e indo atrás dela? — Senti um soluço, mas contive ele, sentindo um solavanco. Caleb ainda mantinha o aperto forte, tentando me manter firme.

Nathan. Alexandra. America. May. Silvia. Maxon. Gabe. Nathan. Alexandra. America. May. Silvia. Maxon. Gabe. Repeti os sete nomes em minha mente, respirando fundo enquanto contava, tentando me acalmar.

Pisquei algumas vezes, tentando focalizar a visão novamente, e então Caleb afrouxou o aperto, me segurando antes de cair.

— Céus, Rose.

Ele se sentou, me puxando em seu peito e me abraçando.

Eu olhava fixamente para um ponto.

O que eu faria se todas as pessoas que eu amo, todas as pessoas que cuidaram de mim, todas as pessoas que dariam suas vidas por mim, estivessem mortas?

— Fale alguma coisa, Rose. Por favor. — Ele falou, baixinho.

— Tem água em algum lugar aqui. — Foi a coisa mais inteligente que consegui falar, o que fez ele abrir um sorriso fraco, olhando em volta. O chão era feito de mármore, mas era um mármore mais antigo que os dos corredores do palácio, assim como as paredes. Tudo ali era mais antigo. Tinha uma pequena banqueta ali, assim como algumas toalhas, uma caixa de primeiros socorros e... — Ali. — Apontei com o dedo para uma caixa de madeira fortemente lacrada. Silvia havia explicado, anos atrás, quando eu e Alexa já tínhamos maturidade o suficiente para aprender coisas mais pesadas, que todos os esconderijos haviam recebido mais coisas nos últimos anos, após o nascimento das duas princesas — eu e Alexa.

Caleb se soltou de mim, tentando abrir a caixa, mas ela estava presa. Como imaginado.

Apontei com a cabeça para o telefone, abraçando minhas pernas, ficando novamente em posição fetal. Caleb foi até o telefone, observando tudo, e então encontrou o que eu queria. Ele puxou a pequena fita marrom, abrindo um compartimento abaixo do telefone. Ali dentro haviam duas chaves. Ele pegou as duas, me olhando confuso.

— Caso uma das duas seja perdida de alguma maneira, teríamos a segunda. — Expliquei, e ele entendeu, guardando uma e fechando o pequeno compartimento.

Ele abriu a caixa, observando um tanto quanto em choque o que tinha ali dentro, o que me fez abrir um sorriso fraco. Ele se virou para me olhar, me pegando sorrindo em flagrante.

— Vou fingir que não vi. — Comentou baixinho. Concordei fracamente com a cabeça, e ele me entregou uma garrafa, fechando a caixa novamente e colocando a chave dentro do bolso do terno que usava.

E Nathan? Onde ele estava? Eu sentia o pânico tentar me dominar novamente, mas era algo que eu precisava superar. Não poderia fazer absolutamente nada enquanto estivéssemos ali dentro, então, não havia motivos para entrar em pânico. Teoricamente falando.

Caleb se sentou ao meu lado, comigo fechando a garrafa de água. Me arrumei, esticando as pernas e encostando a cabeça na parede.

— O que você estava fazendo quando o ataque aconteceu? — Perguntei, tentando distrair minha mente, já que ela insistia em imaginar várias maneiras de que Alexa poderia ter morrido. Nathan também.

— Estava na biblioteca. — Explicou-se. — Pesquisando para meu projeto. Tive que deixar tudo em cima da mesa, aposto que os rebeldes vão adorar ler o que tem lá. — Suspirou, me olhando triste. — Me desculpe, Rose.

— Por quê? — Perguntei, confusa.

— Não fui verdadeiro com você. — Reprimi o impulso de sentir raiva. Se ele estava admitindo aquilo, iria continuar. — Não sou esse Caleb que você conhece. — Olhei para a frente, entendendo o que ele me dizia. Ele criou uma pessoa completamente nova para ganhar meu coração, não era dele que eu gostava antes de conhecer Nathan. Eu gostava de uma ilusão á algo que ele já imaginava que eu gostaria. Fazia sentido que os príncipes tivessem feito isso, e digo isto no plural. Caleb não devia ser o único que havia criado uma ilusão. — Quando fui convidado para a Seleção, não o convite oficial, é claro, mas o convite por fofocas, meu pai me ajudou á criar alguém que Rosemarie Schreave se interessaria. — Ele suspirou, brincando com um botão de seu paletó. — E eu criei.

Concordei com a cabeça, sentindo outra facada no peito. Pelo menos tudo doeria tanto que eu mal sentiria, no final das contas. Alexa. Nathan. Minha família inteira. O que estava acontecendo lá fora?

— Por que você está me falando isso agora? — Perguntei, notando isso. Vermont suspirou, levantando os ombros e os abaixando, como se também não soubesse a resposta.

— Porque quando vi Silvia, eu sabia que você ou sua irmã estavam desaparecidas. E eu torcia para que fosse Alexa. — Aquilo doeu ainda mais. — No início, eu achava que você seria apenas mais uma princesa fútil, até descobrir mais sobre sua personalidade e ver ela em ação. Conheci princesas que dariam tudo para nunca precisarem treinar equitação. — Concordei com a cabeça, incapaz de olhar para ele. — Eu acabei notando que estava me apaixonando por você. No início, é claro, foi a coroa. Mas depois... Bem, eu queria que você estivesse ao meu lado, independentemente de ser a rainha ou não. — Nathan tinha me falado algo semelhante horas atrás. Aquilo também doía. — Mas já era tarde de mais. Tinha medo de perdê-la ao admitir que eu não era quem aparentava. Agora, pelo menos, você vai ter que me ouvir pelas próximas horas e eu posso tentar convencê-la de não me mandar embora. — Não pude deixar de conter um sorriso, finalmente olhando para ele.

— Então... Quem você realmente é? — Ele sorriu maliciosamente, o que me fez pensar seriamente que eu não deveria ter feito essa pergunta.

— Sou o segundo na sucessão, como você já sabe, fui muito mulherengo por anos, quebrei inúmeros corações. Mas quando o assunto da Seleção com príncipes começou a rondar, meu pai me obrigou a acobertar todas as merdas que eu fazia, sendo assim, todas as pesquisas que os Illeanos fizessem sobre mim não dariam em muita coisa. — Ele deu de ombros, vendo meu olhar. — Eu não sou um dos bonzinhos, Schreave. Você deve ter notado pelo...

— Tapa na minha cara? Pois é, acho que eu entendi. — Trinquei os dentes. — E da próxima vez que você levantar a mão para mim...

— Eu vou embora? — Supôs.

— Na melhor das hipóteses. — Deixei a ameaça pairando no ar.

— Na pior? — Curiosidade era algo bem complicado, eu podia afirmar isso perfeitamente.

— Não queira saber. — Aumentei a ameaça.

Ele levantou as sobrancelhas para mim, o sorrisinho malicioso voltando á sua boca, e dessa vez ele não saiu.

— E se eu quiser? — Dei de ombros, indiferente.

Dois segundos depois ele tinha me deitado sob o chão frio de mármore, me prensando com força e subindo por cima de mim, me incapacitando tão rápido que eu mal consegui notar o que estava acontecendo.

— Você continuará não conseguindo a resposta. — Respondi, não contendo a risada fraca. Ele pressionou meus braços acima de minha cabeça, segurando os dois com apenas uma mão e abaixando seu corpo, até sua boca chegar em meu ouvido.

— Absoluta certeza?

— Eu mataria você. — Respondi como se fosse a coisa mais simples do mundo.

— A resposta ainda não é boa o suficiente, você inventou ela agora. — Ele bufou, tirando a boca de meu ouvido e me encarando olho no olho. Caramba.

Senti meu coração descompassar — tanto pela proximidade quanto pelo olhar penetrante que ele me deu.

— Preciso falar uma coisa. — Ele me olhou como se fosse óbvio. — Não, Caleb. Não é sobre isso. — Ele entendeu a gravidade, já que saiu de cima de mim, me sentando, enquanto eu cruzava as pernas, mantendo uma distância.

Não estava chateada com ele por ele ter admitido sobre seus planos iniciais, estava feliz por saber que ele tinha sido capaz de admitir seus sentimentos por mim, de falar a verdade por esses sentimentos. E eu ia quebrar seu coração, mas era algo que eu precisava fazer — não a parte de quebrar o coração, a parte de falar a verdade.

— Eu já sei com quem vou me casar. — Ele parecia ter levado um soco no estômago. — E ele também. — Caleb me olhou, os olhos completamente diferentes de segundos atrás. Ele não sorriu, mas também não demonstrou nenhuma outra reação senão uma concordância com a cabeça. — Eu iria falar para Maxon a America ainda hoje, só que...

— A invasão aconteceu. — Ele completou por mim. — Entendo. — Agora era minha vez de parecer ter levado um soco no estômago. Eu gostava de Caleb, sabia disso, mas era como se Nathan fosse mais, e era. Eu tinha um triângulo amoroso elevado ao quadrado, era completamente estranho, e infelizmente eu precisava quebrar alguns corações até poder dar tudo por encerrado.

— Ele não é um príncipe. — Foi quando eu atraí a atenção de Caleb. Ele me olhou extremamente confuso. — É um plebeu, meu professor de música. Nathan Archibald. — Expliquei.

— Ah, eu sei. Conheço o cara. — Concordei com a cabeça.

— Eu o amo, Caleb. Acho justo que você saiba. Devo finalizar a parte de minha elite assim que tudo se acalmar. — Pausei, suspirando. — Eu gosto de você, e quero que você saiba que se Nathan não tivesse ganhado meu coração, você provavelmente seria um dos melhores pretendentes para ganha-lo. — Caleb sorriu, mas foi óbvia a dor que ele sentia. — Sinto muito, muito mesmo, Caleb.

Ele negou com a cabeça, compreendendo a situação.

— Entendo o que você está passando, Rose. Realmente entendo. E saiba que você sempre me terá ao seu lado. Mesmo que eu não consiga o que quero, saiba que sempre terá alguém para contar ao seu lado. Nos bons e ruins momentos. — Concordei com a cabeça, sentindo lágrimas em meus olhos.

Caleb mostrou os braços, me chamando para eles, e fui até ele, me aninhando em seu aperto.

Pelo menos a invasão tinha isso de bom, a única coisa, a propósito. Eu pude me acertar com Caleb, pude fazê-lo entender o meu lado como eu havia entendido o dele.

Se Nathan não estivesse ali, Caleb realmente teria uma chance, independentemente de quem ele era. Mas Nathan estava ali, e era com ele que eu queria passar o resto de minha vida.

Algum tempo se passou, e como não tínhamos nenhum método de entretenimento, tivemos que fazer jogos de história. Descobri que Illéa, na realidade, antes de ser Illéa, e sim os Estados Unidos da América, no início de sua formação, acabou que fazendo uma briga com a França começar, porque eles á ajudaram contra a Inglaterra, que foi seu colonizador, e então passaram á perna. Silvia não tinha me ensinado isso — se tinha, eu teria de pedir desculpas, porque não me lembrava.

Eu também havia descoberto que Gravesen tinha explicado que nunca fez parte de minha seleção, e nunca foi uma opção em meu coração.

Durante todo o tempo que estivemos ali dentro, eu girava a corrente que tia May havia dado, a mesma que Alexa havia ganhado, também. Eu pensei várias vezes, seriamente, em abri-la. Mas eu não tinha certeza, então sabia que não era o momento certo de fazê-lo.

Eu tive muito tempo para pensar estando ali dentro.

Eu nunca quis ser uma princesa, nunca quis nascer com uma coroa já posta em minha cabeça, mas estava agradecida por isso. Eu nunca teria conhecido as pessoas que eu amo.

E foi nesse momento que entendi a frase do diário de mamãe, o último diário dela antes dela se casar com o papai.

Devemos passar por certas coisas para que possamos seguir por outras.

Eu estava pronta para subir no trono de Illéa, se assim fosse a decisão.

Minutos antes de a porta de a porta se abrir, Caleb tocou meu rosto.

— Obrigada por ser verdadeira, Rosemarie Schreave.

— Agradeço da mesma forma, Caleb Vermont.

— Eu sempre vou estar ao seu lado, Rose. Lembre-se disso. — Ele tinha os olhos nos meus, e concordei. Ele aproximou sua boca de minha testa, depositando um beijo ali.

— Vou lembrar, Caleb. Obrigada.

Respirei fundo, vendo a porta se abrir.

Eu já estava de pé, e dei de cara com a luz do meio dia em meu rosto, vendo Daniel Blue me encarar.

— ENCONTREI A PRINCESA! ELA ESTÁ VIVA! — Ele gritou para trás, e ouvi um alvoroço no corredor, enquanto eu saia com Caleb logo atrás.

Todas as pessoas que estavam no corredor pararam, olhando para mim e fazendo reverências.

— Alteza. — Foi tudo o que eu pude ouvir, vendo o sangue pelo corredor, vendo os corpos saindo dali. Vendo os feridos mancando...

Era um bom sinal que me chamassem de Alteza, e não de majestade, o que significava que meus pais, ou ao menos um deles, estavam vivos.

Mas não significava nada quanto á Alexa.

Ela não deveria me receber caso eu estivesse viva?

Um momento de terror me dominou, e vi Caleb ao meu lado.

Se Alexandra Schreave estivesse morta, não haveria mais disputa pelo coração de nenhuma de nós duas.

Se Alexa realmente estivesse morta, eu era a sucessora legítima do trono de Illéa.

Enquanto eu olhava tudo á minha volta, vendo o sangue nas paredes, eu sentia meu sangue despencar.

Por que ninguém que eu amava tinha aparecido para se mostrar feliz pela minha vida?

Notas finais
Vejo vocês nos comentários, espero. Não é porque recebemos "mais comentários" que o normal que o risco ainda não esteja correndo. Infelizmente, nem eu ou a Drama queremos prejudicar os leitores que sempre comentam, e esperamos que isso não aconteça, mas... Até o próximo sábado! http://two-crowns.tumblr.com/