Notas iniciais
Primeiro, queria explicar bem rapidinho o problema da postagem no último sábado: eu estava SUPER pilhada, porque tinha meu vestibular mais importante do ano durante o sábado, domingo e segunda, então não consegui ter criatividade, muito menos paciência ou tempo pro capítulo. Mil desculpas, pessoal! Agora, um comentário bem importante sobre o capítulo: lembrem-se que a fanfiction tem o aviso HENTAI, que significa sexo entre homem e mulher, sendo também classificada na faixa etária +18 (categoria restrita). Isso não é motivos de xingamentos, ein! HAAHAH Algumas opiniões sobre alguns príncipes mudarão nesse capítulo e... POR FAVOR, leiam as notas finais, ok? É importantíssimo. — Cams.

Eu poderia descrever o quanto Arthur Gravensen estava incrível de Hamlet, ou o quanto Matheo estava hilário de pirata, ou então, ainda sim, como William Davis parecia ridículo de Vampiro — ainda que tivesse ótimos músculos; ou então poderia comentar algo sobre Hampson como zumbi, mas, honestamente, era complicado de mais não olhar para Caleb vestido de salva-vidas. Ele realmente foi vestido dessa maneira. Calção de banho, nenhuma camisa, protetor solar nas bochechas e nariz, apito pendurado no pescoço e óculos de sol apoiado na cabeça.

Recebi uma batida na cintura, vendo Dimitri rir para mim e levantar o copo, cambaleando...

Ele estava bêbado? Pisquei, então entendendo. Ele estava vestido normalmente, mas sua fantasia era estar bêbado. Era criativo, eu tinha que admitir. Ele nunca ficava bêbado, e ali estava.

Senti alguém parar ao meu lado, pedindo a mão. Olhei para o lado, vendo Arthur de sobrancelhas levantadas.

Eu podia dá-lo isso.

Fomos até o centro do salão, com ele me girando, a música já trocada. Dois pra lá, dois pra cá. Vamos lá, coração, não é tão difícil bater normalmente. Por favor, senhor. Meu coração estava mais descompassado que meus pés.

Arthur riu, enquanto tomava controle da situação e fazia o papel de condutor da dança.

— Obrigada. — Resmunguei, enquanto ele dava de ombros.

— Disponha. — Ele limpou a garganta, então começando a falar. — Sobre a minha cena... bêbado. Aquela. — Concordei, sentindo minha garganta fechar. E lá estava outra conversa que iríamos ter sobre nossos sentimentos. Eu não sabia se conseguiria manter tudo o que eu sentia para mim por muito tempo. Caleb já sabia de mais, Arthur já tinha algumas ideias, assim como Dimitri, Matheo sabia mais além de Caleb. Logo, logo, estaria óbvio que além de ainda estar machucada, me importava com muitos príncipes ali. Inclusive o dinamarquês.

— Sim. — Ele mudou a direção de nossos passos, aumentando nossa velocidade pela pista de dança. Caleb riu fracamente de algo que Matheo disse, os dois então voltando seu olhar para mim e Arthur.

Ótimo.

— Eu realmente amo você. — Voltei o olhar com tudo, piscando. Ele abriu um sorriso maldoso, fazendo uma expressão que eu já tinha ouvido Alexa chamar de “elfo maligno do Papai Noel”. Realmente... — Mas entendo que preciso conquistá-la. — Ele deu de ombros, levantando minha mão e me girando, então me puxando para perto. — E eu vou conquistá-la. Ou vou morrer bebendo caso não consiga. — Ri fracamente, sorrindo.

— Eu não sei se consigo amá-lo novamente, Arthur.

— Nós tentamos. — Ele piscou para mim. — A prática leva a perfeição, todos dizem isso. — Revirei os olhos para ele depois dessa. — Não vou deixar de lutar por você porque tem um bando de mimadinhos fazendo o mesmo. Me importo com você, e vou continuar lutando.

Concordei com a cabeça, um tanto surpresa.

— Boa sorte, então, Sr. Gravesen. — E então a música acabou.

Ele beijou minha mão, piscando para mim.

— Se nada der certo, me caso com sua irmã. — Levantei as sobrancelhas para ele, o que só o fez dar de ombros. — E levo ela pro casamento do ex-futuro-marido. — Levantei as sobrancelhas ainda mais.

Precisava ter uma conversa séria com Alexa.

Em certo momento, Caleb me girou na pista com tudo, meu corpo batendo com tudo no seu, as algemas de policial batendo em minha bunda com muita força, enquanto ele ria fracamente, me levando para trás e então me subindo, me girando e me soltando, com Matheo me pegando e começando a dançar comigo. Eles estavam tramando alguma coisa.

Caleb sumiu depois disso.

Matheo riu de minha expressão, então estreitando os olhos ao ver algo: Alexa e Daniel. Abri um sorriso maldoso depois dessa. Eles com certeza pareciam estar escondendo algo de mim, mas ver Matheo irritadíssimo também podia melhorar meu humor. Dancei mais um pouco com cada um dos príncipes, que foram todos incríveis, devo acrescentar. Tentavam se concentrar em meu rosto, ao invés do decote, ou de minha bunda, ou de minha cintura, ou das algemas, ou da arma na cintura, ou da boina policial, ou do batom vermelho. Tudo menos isso. Meus olhos pareciam ser a melhor opção.

Peguei um copo de água do balcão ao ver os príncipes rindo no canto, então me despedindo deles e saindo dali rapidamente, com meus saltos pretos presos até meu tornozelo já machucando meus dedos.

Vi todos os guardas olhando fixamente para frente ao me verem, nenhum deles ousando um olho para mim. Era até engraçado, se não fosse ainda mais engraçado ver Gabe encostado no topo do corrimão das escadas, de braços cruzados e com uma expressão assassina.

— Como você passou por seu pai? E sua mãe? — Sorri para ele, rindo fracamente.

— Há coisas que ninguém precisa saber.

Ele pegou minha mão, me dando um giro.

— Não me surpreende que Caleb tenha ido mais cedo para seu quarto. Ele parecia louco. — Dei de ombros, arrumando a boina e piscando para Leger. — Seu pai deu ordens diretas que se visse algum dos guardas dando uma mísera olhada para sua filhinha eles seriam despedidos. — Olhei para ele, vendo-o me encarar de cima abaixo, parando em meu decote e então abrindo um sorriso malicioso. — Uma pena que não vejo nada de mais nisso, sério. Seria ótimo ver algo. Muito bom. — Ele riu, então me deu um beijo na testa. — Boa noite, gata. Tem um presente em seu quarto. — Franzi o cenho, me despedindo dele e caminhando rapidamente até meu quarto, entrando e fechando a porta.

Havia um short curto vermelho em cima da cama, que provavelmente mostrava a poupada de minha bunda, assim como havia uma blusa baby doll branca, com uma cruz vermelha na frente. Também havia um apito vermelho e branco e um óculos de sol.

Caleb era esperto de mais.

Olhei para a varanda, vendo as estrelas, e então voltei meu olhar para a roupa sobre a cama.

Eu tinha meia hora.

Tirei a boina, então soltando meus cabelos e tirando a roupa de policial, descendo do salto e me olhando no espelho, apenas de roupa íntima.

Fui até meu guarda roupa, bagunçando toda uma gaveta, então indo até a outra, e outra. Apenas nessa terceira gaveta foi que eu encontrei. Era uma calcinha preta em conjunto com um sutiã preto. Abri a quarta gaveta, então notando que meu plano não daria certo com a cinta liga e meia calça. Soltei um suspiro, triste, e então fechei as gavetas, embolando todas as roupas por causa disso.

Troquei de roupa, deixando a roupa suja no banheiro, já que as criadas passariam ali antes mesmo de eu acordar ao amanhecer, já que tinham autorização de entrar pelo quarto do príncipe e limpar meu banheiro antes de me acordarem.

Arrumei a roupa íntima, então colocando o short vermelho, a blusa branca e deixando o óculos e o apito sobre minha penteadeira. Peguei um pente, arrumando o cabelo e então comecei a tirar minha maquiagem, tirando o batom também. Passei os dedos pelo cabelo uma última vez, então olhando no relógio. Caleb sabia que ele não entraria em meu quarto com menos de trinta minutos após minha entrada, já que eu só dormiria após esse tempo se estivesse sem minhas criadas. Se elas estivessem aqui ele teria de esperar uma hora inteira para saber se eu precisava de um ombro amigo.

Eu não precisava de um ombro amigo. Não nessa noite.

Não hoje.

Peguei um de meus robes, sendo ele branco e de seda, mas ainda sim impossível de passar qualquer que fosse vestígio da roupa que eu estava por baixo. Amarrei-o em minha cintura, então indo até a varanda e me encostando em seu apoio, respirando fundo.

Eu precisava desistir do passado, e eu sabia que queria isso. Naquele momento, sim. Eu teria que pensar nas consequências mais tarde.

Dane-se.

Eu não era a irmã que agia sem pensar? Eu podia dar total jus á essa reputação.

Ouvi a porta do quarto se abrir silenciosamente um tempo depois. Caleb entrou na varanda, parando ao meu lado e repetindo minha posição, também olhando para a frente.

— Como você está? — Perguntou, tranquilo. Mal sabia...

— Estou bem. — Talvez até de mais.

— Mesmo?

— Aham, só um pouco cansada. — Ele riu fracamente, talvez concordando, talvez de algo interno que ele e Matheo tramavam.

— Cansada, sono, ou cansada, vida? — Perguntou, virando o rosto para mim.

— Sono. — Ele concordou, se desencostando do apoio e entrando no quarto, comigo o seguindo.

Suposta hora de dormir, huh?

Ele estava caminhando para o seu lado da cama, parecendo curioso pela roupa não estar mais sobre a cama, quando se virou, pronto para me perguntar algo, mas parando ao notar meu corpo próximo as portas da varanda, o roupão caindo no chão e um metro de pernas completamente descobertas.

Ele levantou suas sobrancelhas, mas vi seu pomo de adão subir e descer, mostrando que engolia em seco.

— Só uma informação básica... Superou ou não? — Ele já tinha dado a volta na cama, parando do outro lado dela, frente á frente comigo. Tínhamos apenas meio metro de distância.

— Estou superando. — Saiu tão facilmente que eu mesma acabei me surpreendendo.

Ele abriu um sorriso malicioso depois dessa.

— Ótimo. — E eu estava contra a parede com força. Suas mãos estavam em minha nuca, e sua boca na minha. Uma de suas mãos desceu para minha perna, subindo ela em sua cintura e deixando-a ali.

Que Maxon, America, Alexa e Deus me perdoassem, mas não importava nenhuma promessa de virgindade — que eu já não mais tinha —, não importava nenhuma promessa da realeza de se casar pura, ou qualquer que seja a promessa que façamos para Deus... Mas eu ia cometer alguns pecados essa noite.

E eu sabia que ia gostar. Sua outra mão desceu de meu pescoço, indo pelo meu corpo até minha outra perna, então pegando abaixo de minha bunda e me dando impulso para subir em sua cintura, a mesma que pressionou contra mim. Sua boca desceu até meu decote, enquanto eu sentia ele respirar fundo, parecendo usar todo um auto controle que eu sabia que ele não tinha. Ele já tinha admitido muitas coisas para mim. Muitas.

Ele levantou o rosto, arrumando meu cabelo.

— Antes de continuarmos, preciso confirmar se você realmente quer seguir com isso, porque quando eu começar pra valer, eu não vou parar até terminar o serviço. — Senti meu estômago se revirar depois dessa, e eu sabia que não era nem perto o que chamam de borboletas.

— Você já tem sua confirmação. — Ele riu fracamente, parecendo incrédulo, mas pude ver seu olhar escurecer, os olhos pareciam levemente dilatados.

Então sua boca estava em meu decote, minha mão indo diretamente para seu cabelo.

Ele me tirou da parede, nos virando pelo quarto e então me jogando com tudo na cama, subindo por cima, comigo ouvindo seus sapatos caírem num baque alto no chão.

Ele segurou minhas mãos, descendo a boca até onde minha blusa aguentava, e então levantou o olhar, me encarando.

— O que?

— Sabe aqueles palavrões que te ensinaram à não falar? — Eu sabia perfeitamente.

— Sei.

— Repete comigo... — Ele pausou, então insinuando que era para eu repetir. — Porra, caralho, puta merda, puta que pariu, inferno, merda...

— Por que eu tenho que repetir? — Indaguei.

— Repete.

E eu repeti, enquanto eu o fazia, ele tirava a gravata e o terno, ficando apenas de camisa e calça. Ele também tirou as meias.

— Agora... Por que? — Perguntei outra vez.

— Você vai precisar deles. — Ele levantou minha blusa, tirando-a de mim e jogando-a longe, nem parando para avaliar nada do que via. Tudo o que fez foi abaixar a cabeça até meu decote, e bem... Empurrar o sutiã pro lado. Eu podia apostar que ele já tinha feito aquilo...

— Puta merda! — Soltei um gemido, ouvindo ele rir fracamente, sua respiração fazendo cócegas em mim. Ele com certeza já tinha feito aquilo outra vez. Procurei seu cabelo, segurando com força ali, então fechando os olhos, minha respiração saindo num suspiro pelos meus lábios. Que Nathan me perdoasse, mas eu sentia que Caleb... fodia muito melhor.

Tudo bem, eu ainda tinha a alma de Rose Schreave. Eu só tinha me segurado por um tempo. Levei uma de minhas mãos até atrás de meu corpo, abrindo o sutiã, com Caleb empurrando-o ainda mais e eu terminando de tirar ele. Ele subiu até meu pescoço, chupando com força ali, e então subiu até minha boca, mordendo meu lábio.

— Não quero te machucar, mas eu vou. — Franzi o cenho depois dessa, vendo o sorriso malicioso em seu rosto.

Senti suas mãos segurarem com força minha cintura, sua boca descendo até meu umbigo, e então senti ele descer meu short, com sua mão... puta que pariu. Ele começou a me estimular, ao mesmo momento em que meu peito começou a subir e descer descompassadamente. Caleb com certeza já havia feito isso muitas outras vezes.

Caralho. Porra. Ele... Ele empurrou minha cintura para trás com tudo, e foi quando notei que tinha a levantado. Ele abaixou o rosto novamente, beijando meu caminho da felicidade, e então desceu mais... Ele ia continuar descendo, não ia? Ele abaixou a calcinha lentamente, então abaixou seu rosto, chupando lá. Senti meu corpo estremecer pela sensação nova, os lençóis sendo apertados com força pelas minhas mãos, e minha boca sendo mordida com ainda mais força. Foi quando senti um dedo seu me penetrar. E ele começou com o movimento. Filho da... Arqueei meu corpo, com ele me empurrando novamente, então chupando uma última vez antes de se afastar e começar a fazer movimentos ainda mais rápido com o dedo, colocando dois dessa vez. Senti meu corpo queimar, enquanto arregalava os olhos, ele subindo por cima de mim e parando a boca em meu ouvido.

— Vou fazer você implorar por mais, Schreave. Isso não é nada. — E ele aumentou ainda mais a velocidade com os dedos. Senti todo o meu corpo se arquear com força, sentindo ele me empurrar com ainda mais força, então tirando os dedos de dentro de mim, parando-os em frente minha boca.

Eu nunca tinha visto ele assim. Jamais.

— Só vou continuar com um prêmio. — E eu fiz exatamente o que ele mandou.

Chupei seus dedos, sem tirar os olhos dele, enquanto ele subia por cima de mim.

Assim que ele tirou seus dedos de minha boca, ele voltou a estar com eles dentro de mim. Aquilo... puta que pariu. E ele colocou três, agora. Senti meu corpo responder involuntariamente, com ele entocando com força, indo e voltando. Porra, se seu dedos já eram... Puta merda. Dizem que os dedos dos homens tem relatividade com o tamanho de seus... Puta que pariu. Ele tirou os dedos de lá, descendo a boca novamente e ameaçando me penetrar com sua língua.

— Vermont! — Urrei, não me importando com quem quer que fosse nos ouvir. Meu corpo entrou no leve êxtase, deixando claro que eu estava prestes a ter meu orgasmo.

E ele parou. Literalmente parou.

— Ah, Rose. — Ele se afastou, abrindo lentamente as calças, mas não tirando-as. O que ele queria? — Não vai ser tão fácil. — Senti meu corpo se desfazer em pedaços, minha respiração descompassando-se ainda mais. Ele subiu o corpo, me beijando com velocidade, enquanto eu sentia meu corpo latejar... Como? Como ele conseguia? Suas duas mãos desceram até minha bunda, apertando ali. Eu não conseguia nem pensar no fato de estar completamente nua frente á ele. Isso sequer importava. Uma de suas mãos foi até minha intimidade, acariciando o local, enquanto eu gemia, puxando-o pela nuca para mais perto de mim. Sua outra mão foi até minha mão direita, levantando-a e tirando dele, levantando ela acima de minha cabeça e então fazendo o mesmo com a outra, que estava em sua calça. Ele penetrou levemente a ponta de seu dedo em mim, minhas mãos firmemente seguras pela dele, e então subiu a mão pelo meu corpo, apertando o bico de meu seio. Meu corpo inteiro respondeu á ele.

Foi quando ele pressionou sua cintura contra a minha. Ele estava duro. Completamente excitado, e se controlava ao extremo. Aquilo era loucura.

Forcei meus braços, sentindo sua respiração risonha em meu rosto, enquanto eu mordia seu lábio, afastando o beijo e encarnado ele.

Ele riu fracamente, olhando para baixo e avaliando meu corpo.

— Não vou conseguir me segurar. — Levantei as sobrancelhas para ele, sentindo meu corpo queimar a medida que ele descia a mão, meus braços ficando para trás, inutilizáveis. Ele beijou minha cintura, logo acima do umbigo, e então se levantou da cama.

— Caleb? — Falei, confusa. Ele estava de costas para mim, mas se virou. Puta merda. Seus olhos estavam completamente dilatados.

— Não mova um músculo.

Eu tinha cara de quem ia mover alguma coisa?

Ele foi até meu banheiro, voltando de lá com dois panos na mão. Um dera vermelho, e outro preto.

Caleb caminhou até mim, subindo por cima de meu corpo, o volume ainda extremamente claro em sua calça.

E ele agiu como uma serpente. Minhas duas mãos foram firmemente presas. Uma em cada canto da cama, nos apoios por volta dela. Eram dois cachecóis que ele tinha em mãos, e prendeu eles firmemente em meus pulsos, deixando-me de braços abertos na cama, completamente livre para ele.

Ele avaliou minha posição antes de olhar para mim.

— Como eu disse, Rose, eu não sou um cara romântico. — Senti meu corpo queimar ainda mais, enquanto eu forçava os pulsos. Eu não ia conseguir sair. Tentei levantar meu corpo, mas ele estava completamente em cima de mim. — Shhhh... — Ele abaixou a boca, descendo-a até estar frente a frente na minha, enquanto eu bufava, irritada por não poder mover meus braços.

Eu mal conseguia raciocinar. Eu só... céus, aquilo era humilhante. Eu precisava que ele me penetrasse. Não era com os dedos, não era com qualquer outra coisa, era com... ele. E ele sabia disso. Ele me deu um selinho, então descendo as mãos até lá novamente, me estimulando e então me penetrando com três dedos. Caleb entocou com força, enquanto eu soltava um gemido alto, com ele me dando uma olhada feia.

— Quer que o rei de Illéa venha até aqui e me expulse? — Engoli em seco.

Eu estava completamente entregue, e isso era assustador.

Uma coisa que eu tinha á agradecer é que eu não era mais virgem.

— Boa garota. — Ele aumentou a velocidade, enquanto eu levantava a cabeça, um gemido abafado pela minha mandíbula trincada acabando que saindo pela minha boca.

Ele entocou uma última vez, então levando seus dedos em frente á minha boca, enquanto eu abria ela. Ele sorriu maliciosamente depois dessa.

— Ah, não, Rose. A próxima coisa em que você vai usar a boca não serão meus dedos. — Ele levou um dos dedos até a boca, então tirando-o dali e se levantando da cama.

O que? Ele já não tinha o que queria?

Ele conferiu se a porta do quarto estava trancada, e então passou pela porta do banheiro, fechando ela, enquanto eu ouvia ele girar a chave. Não... não brinca. Ele voltou acredito que apenas dois minutos depois, e segurava algo em suas costas. Ele subiu por cima de mim na cama, sua respiração batendo por todo meu corpo, até chegar em meu rosto. Foi quando senti algo me penetrar lentamente. Puta que pariu. Porra. Ele estava... Ele entocou lentamente, aumentando o ritmo até me penetrar praticamente desesperadamente, com um gemido meu ecoando desesperadamente pelo quarto. Foi quando ele parou com tudo... e começou a vibrar.

Ah, não. Não podia ser. Ele me deu um selinho, e foi quando vi a toalha com uma corda.

— Nã... — Ele amarrou minha boca, me impedindo de gemer. Rugi por baixo da mordaça, enquanto ele sorria, dando um beijo em minha testa e então dando um tapa estalado em minha coxa. E eu ainda tinha um vibrador dentro de mim. Eu simplesmente não conseguia conter o ritmo, eu precisava... precisava de ritmo.

Caleb... não. Não! — Ele simplesmente saiu do quarto, e trancou a porta. E eu sentia que dessa vez ele não ia voltar tão cedo, isto é, se iria voltar.

Forcei as amarras com um gemido abafado meu saindo por baixo da mordaça.

Eu não ia conseguir... Senti todo o meu corpo se tencionar, implorando por cada vez mais.

E eu tive meu orgasmo ali, com um vibrador. Eu sei que eu já estava praticamente implorando para o vibrador criar vida própria, já outra vez no meu máximo, quando Caleb entrou segurando um copo de metal, era um pote de gelo. Também tinha uma garrafa de champanhe dentro, mas não foi isso que me preocupou. Ele arrumou o pote tranquilamente em uma mesinha de centro de meu quarto, então pegando um dos gelos e subindo por cima de mim.

— As regras são as seguintes... — Ele passou o gelo pelo meu pescoço, enquanto eu o levantava. Senti sua outra mão retirar o vibrador de dentro de mim, deixando-o ao lado da cama, e então parou o gelo entre meus seios. — Se você deixar o gelo cair de seu corpo, você paga. Se eu terminar o serviço e ele ainda estiver no seu corpo, você ganha. Estamos entendidos? — Concordei com a cabeça, não tinha opção.

Ouvi ele falar baixinho um “boa garota”. Ele soltou o gelo entre meus seios, e foi quando notei que seria praticamente impossível mantê-lo ali. Caleb se levantou, pegando um gelo pequeno e colocando dentro da boca, e então subiu por cima de mim novamente, indo até meu seio direito e assoprando, o hálito gelado me fazendo ficar tensa. Filho da puta. Ele fez o mesmo com o outro, e então desceu beijando pela minha barriga e dando chupões por toda a extensão. Foi quando ele desceu até minha intimidade, começando a me estimular. Ele levantou os olhos, avaliando minha situação, me fazendo desviar os olhos e fechar eles após olhar para cima. Logo em seguida senti sua boca. O gelo escorregou até meu pescoço, ficando no vão de dois músculos. Por favor... Segurei-o ali, sentindo o prazer começar a subir... Ele parou outra vez.

Levantei a cabeça, vendo ele colocar os três dedos usuais com tudo, me fazendo arquear o corpo... e o gelo escorreu pelo meu pescoço. Puta que pariu. Fechei os olhos com força, sentindo outro orgasmo chegar... Eu estava começando a ficar exausta. O que ele pretendia fazer comigo? Ele sequer tinha tirado as calças. Senti a sua mão não ocupada descer pela minha coxa, apertando cada centímetro dela antes de entrar por trás dela, indo até minha bunda e apertando com força. E eu tive outro orgasmo. Ele desceu sua boca, tirando seus dedos de lá e sentindo meu gosto, então levantando o rosto, parando sua boca a centímetros de minha.

— Não tão fácil, Rose. — Ele sabia que eu estava louca para ele tirar a mordaça. — Olho por olho. — Vi ele tirar a calça com uma mão, enquanto segurava meu rosto, me fazendo olhar para cima, ao invés de para ele.

Ele apertou meu rosto com mais força quando ameacei olhar para baixo, então voltei meu olhar para cima. Foi quando eu senti. Ele estava em minha entrada. Mexi minha cintura, tentando chegar para mais perto, mas eu simplesmente já tinha ido o máximo que conseguia. Pude ouvir sua risada. E ele ameaçou me penetrar, literalmente colocou a cabeça de seu membro e tirou. Urrei por baixo da mordaça outra vez.

Ele soltou meu rosto, me fazendo olhar para ele.

— Sim ou não? — Perguntou, piscando para mim. — Sua boca. No que você usaria. — Explicou, enquanto eu tentava engolir em seco. Eu sabia exatamente o que ele queria, mas não sabia se conseguia. Ele riu fracamente. — Se não, é só falar, Rose.

Só falar. Engraçadinho. Concordei com a cabeça, sim. Foi quando fui penetrada com força, mas não era com seu membro, e sim com o vibrador ligado. Ele me penetrou com força, fazendo movimentos vai e vem desenfreados, só parando ao ver que eu estava pronta para o terceiro orgasmo.

— Eu vou soltar a sua mordaça, mas você não poderá falar nada. Se falar, aumentarei a cota de pagamento. — Concordei lentamente, com ele abrindo a corda atrás de minha cabeça e então arrumando meus braços, logo em seguida ele me pegou pela cintura, me deixando de joelhos na cama.

Puta merda. Ele era grande e grosso. Não tinha nenhuma outra maneira de dizer isso.

O problema? Eu não conseguia nem me apoiar na cama, e ele sabia disso.

Ele fez de meu cabelo um rabo de cavalo, me ajudando a ter equilíbrio, e então comecei a chupar ele. Aquilo era... nojento. Eu imaginava se um dia eu conseguiria me acostumar á isso.

Minha cintura latejava, enquanto eu rebolava lentamente, devido a pressão que minhas pernas de joelhos sobre a cama faziam. Foi quando eu senti um tapa em minha bunda, o vibrador tremendo dentro de mim. Chupei mais rapidamente, então sentindo a tensão de seu membro, o orgasmo acontecendo. Engoli o líquido, sentindo um pouco escorrer pela minha boca. Foi quando ele levantou meu rosto, me beijando. Ele me levou para trás, me deitando enquanto isso.

Caleb desceu as mãos pelo meu corpo, apertando todo lugar possível, e foi quando senti ele levantar minha cintura, me deixando praticamente apenas apoiada pelos meus cotovelos e cabeça. Ele tirou o vibrador de dentro de mim, então me penetrando com seu próprio membro. Um gemido alto ecoou pelo quarto, e foi meu. Seu olhar deixou claro o que ia acontecer.

— Caleb! — Ele me amordaçou novamente.

Senti ele se mover dentro de mim, de acordo com a posição que ficava, e então me deixou de quatro ao contrário.

— Vai doer pra caralho, Schreave. — E ele começou a entocar com tanta força que senti as lágrimas no rosto. Por mais ridículo que pareça, por mais que tenha tido ardência de primeira, de segunda doeu feito o inferno. E Caleb também não colaborava.

E não, eu não acostumei, eu simplesmente consegui entender que a dor era o prazer. Ridículo, não? Ele entocava com força, seu corpo batendo no meu, meus gemidos sendo abafados pela mordaça. E ele parou quando teve o seu orgasmo, não quando tive o meu, o que me deixou pronta para outra. Caleb se manteve dentro de mim, mas começou a estimular meu clitóris outra vez, enquanto eu rebolava. Caralho. Eu sequer imaginava que o corpo era capaz de ter essas reações, ao contrário de Caleb, ao que parecia. Ele entocou uma última vez, enquanto eu urrava por baixo da mordaça, sentindo o orgasmo voltar. Ele não ia parar, ia? Caleb ia me fazer ir ao extremo. Forcei as amarras, então tentei tirar a mordaça da boca, e nada.

Ele colocou o vibrador dentro de mim novamente, apenas para se levantar e ir até o banheiro.

Caleb voltou com uma venda.

Ah, não.

Ele sabia o que eu estava pensando.

— Acredite ou não, eu não estou fazendo nada que você não queira.

Ele colocou a venda em meus olhos, e foi quando senti ele se mover por cima de mim.

— Não tente nenhuma gracinha, Rose. — Senti minha mão direita cair, e então a esquerda. Ele me sentou na cama, então me arrumando em outro ponto. Senti ele amarrar meus braços novamente, mas foi quando eu senti ele por trás de mim.

Foi quando eu senti um tapa, com força, na bunda.

Senti todo o meu corpo se tencionar, minhas mãos segurando as amarras. Ele empurrou ainda mais o vibrador, enquanto eu gemia, rebolando em cima de sua mão.

— O que você quer, Rose? — Gemi por baixo da mordaça, resmungando algo indefinido. — Quer que eu te foda? — Gemi outra vez, sentindo meu coração descompassar.

Como ele conseguia?

Senti ele penetrar o vibrador com ainda mais força, então o tirando e entocando outra vez.

— É isso que você quer? — Fiz minha maior força para falar um “sim” por baixo da mordaça. — Ótimo.

Ele tirou o vibrador, e foi quando eu senti ele me penetrar. Meu corpo todo foi para a frente, e foi quando eu não senti nada, absolutamente nada. Onde eu estava? Sabia que estavam cima da cama, mas... Ele começou a entocar com força e velocidade, me fazendo quase cair ainda mais, meus braços completamente tensos, segurando nas amarras. Ele entocou outra vez, nossos corpos se chocando com força. Não doía. Simplesmente não doía. Eu só queria que ele continuasse ali, e continuasse... Senti o orgasmo chegar outra vez, sendo ele o terceiro.

Ele entocou outra vez, então parando dentro de mim e me pegando pela cintura, me sentando por trás em sua cintura, nós dois sentados na cama. Ele empurrou meu cabelo para o lado, beijando meu pescoço, e então parou sua boca em meu ouvido.

— Se você conseguir mais uma, eu prometo que valerá a pena. — Engoli em seco, concordando. Estava exausta, mas não conseguia parar. Como ele conseguia não cansar?

Senti minha mão direita cair ao meu lado, então a esquerda, e então a mordaça.

— Não tire a venda. — Bufei, mas não falei nada, enquanto ele se arrumava em baixo de mim e eu me virava, apoiando as mãos em seu ombro. Eu comecei a rebolar, e então a quicar.

Ele caiu na cama abaixo de mim, gemendo baixo, mas não parecia satisfeito.

Realmente, ele não estava satisfeito. Ele me tirou de cima dele, saindo de dentro de mim e nos virando, me deixando de quatro e me penetrando com tanta força que dei um solavanco para frente, então entendendo o lado bom das amarras. Caleb segurou minha cintura com força, dando um tapa forte em minha bunda e então entocando duas outras vezes antes de sair de dentro de mim. Ele se apoiou por cima de mim, tirando minha venda e arrumando meus cabelos. Abri os olhos lentamente, sentindo sua mão em minha boca, brincando com meus lábios.

Virei o rosto para ele, vendo seu sorriso malicioso no rosto.

— Não foi tão mal assim, não é?

— Você é extremamente controlador. — Senti meu coração descompassado aumentar a velocidade em meu peito, enquanto ele me deitava lentamente na cama, subindo por cima de mim e me dando um beijo lento.

— Ainda pareço controlador? — Se afastou, enquanto eu sorria tranquilamente.

— Sim.

Ele sorriu de volta.

— Eu sei.

Ele se empurrou pro lado da cama, ficando ao meu lado e então virando o rosto.

— Esse é meu eu verdadeiro. — Ele mordeu o lábio, parecendo pensar em algo que eu já apostava o que era.

— O que foi?

— Tenho várias ideias do que fazer com você.

— Quem disse que eu vou repetir?

— Seu olhar.

— Quem disse que eu gostei?

— Seu corpo. — Filho da puta.

Eu adorava a mãe dele, mas, sinceramente? Porra.

Eu estava falando palavrões. Ah. Meu. Deus.

— Eu peguei leve, Rose. — Olhei para ele com tudo, levantando as sobrancelhas. — Esse sou eu, e eu me importo com você. Odiaria vê-la machucada andando por aí.

Arregalei os olhos.

— Você pegou leve? — Ele concordou, passando a mão pelo meu rosto e franzindo o cenho. Ele não disse nada, apenas se levantou e vestiu sua boxer, tirando o lençol debaixo de mim e levando-o até o banheiro, voltando logo em seguida com outro.

Caleb tinha pegado leve.

Só podia ser brincadeira.

A pior parte é que eu tinha gostado. Cada resmungão, cada sentimento, cada prazer, eu tinha gostado, e isso me assustava ainda mais.

Ele tinha falado sério quando havia admitido que o homem que eu conheci pela primeira vez não era quem ele realmente era.

Me arrumei na cama, sentindo sua mão em minha cintura, a pele queimando.

Caleb era uma caixinha de surpresas, mas a parte mais assustadora é que eu adoraria explorar cada detalhe, e o pior ainda: eu sabia que alguns detalhes seriam ainda mais aterrorizantes que os outros.

Eu tinha gostado de tudo.

Tudo.

Notas finais
Pessoal, o tema usado na transa incrivelmente... *escolha um adjetivo*, foi BDSM. É o mesmo tema de cinquenta tons de cinza, pra quem não sabe, mas não foi aplicado da mesma maneira, relaxem, MAS TAMBÉM, tive uma pequena cópia de uma ideia do livro, então acho justo avisar: o gelo usado na Rose também teve uma cena parecida usada no primeiro livro da trilogia de 50 tons. Por favor, não venham me dizer que plagiei a autora, estou dando os créditos da ideia nesse exato momento. E GENTE, PELO AMOR DE DEUS, me falem o que acharam dessa cena em particular que eu sei que está todo mundo o.o, foi um tiro no escuro, esse Caleb é bem próximo do que eu imagino, e sim, como vocês notaram, ele curte umas coisas bem pesadas, mas também não sei o que acharão dessa cena ou desse personagem ou da Rose após isso (particularmente, eu me sentiria uma vad**). Enfim, comentem, amores :3 Obrigada por todo o apoio que temos recebido e em breve todos os comentários serão respondidos. http://two-crowns.tumblr.com/