Two Crowns
44 Capítulo XLIII
Notas iniciais

Assim que saí do sufoco — também conhecido por abraços de meus pais — corri para o quarto de Rose. Arthur já havia trocado algumas palavras comigo sobre o aparente fim de qualquer esperança de relação entre os dois, mas não eram as escolhas de minha irmã que me interessavam naquele momento. Eu queria saber sobre o dever de casa que havia lhe entregado exatamente uma semana antes.
— Finalmente! — minha irmã exclamou quando coloquei os pés no hall do terceiro andar. Com uma pasta em mãos, puxou-me para meu quarto, sendo seguida por Gabe — Tranque a porta.
— Não, deixe aberta — manifestei-me. — Ainda falta Matheo.
O soldado concordou, apenas encostando a porta e adentrando mais o quarto. Sentei-me no divã, e cada um dos dois sentou-se em uma poltrona. Os olhos de Rosemarie pareciam brilhar com a descoberta, e aquilo realmente significava muito para ela. Significava que era capaz de fazer os deveres sozinha.
— E então... — Gabriel Leger se pronunciou — Como foram as coisas na Suíça? Gostou do lugar?
— Muito — admiti. — Muito mesmo. A Suíça é maravilhosa, o palácio é maravilhoso. Acho que nunca conheci um lugar tão lindo.
— Está falando com o cérebro ou com o coração? — Rose brincou — Mas e aí, já teve pedido?
— Não... — suspirei — Acho que eu mereço toda essa enrolação, pra falar a verdade. Depois de dois pedidos recusados...
Minha irmã revirou os olhos, e o abrir da porta cortou qualquer comentário desnecessário que Gabe pudesse fazer. Matheo trancou a porta atrás de si e se sentou ao meu lado, sem dizer uma única palavra. Seu braço ao redor de meu ombro fez-me abaixar a guarda. Era assim com ele, nos últimos dias.
— Vamos lá — Rosemarie se ajeitou melhor, e abriu a pasta com toda a papelada. — Vocês tinham me dado três nomes, certo? Como não me deram muitos detalhes, fui atrás de pesquisar que características vocês usaram para reduzir a lista a esses três, e fiquei bem sem reação quando vi que não tinham usado uma em essencial.
— Qual? — perguntei, arqueando as sobrancelhas.
— Acesso ao palácio, é óbvio — revirou os olhos. — Como não pensaram nisso antes?
— Pensamos — Matheo explicou-se. — Nenhum dos nomes constava nos registros oficiais, e nenhum deles era nome conhecido por Alexa.
Ela franziu o cenho, abaixando o olhar. Provavelmente pensava em uma explicação para tudo aquilo, que não demorou muito a chegar. Gabe vasculhava a ficha, analisando linha por linha das informações anotadas em uma caligrafia torta. Rose fizera aquilo correndo.
— Há quanto tempo você não vai a uma das reuniões do conselho? — perguntou-me. Reuniões do conselho eram bem frequentes, e poucos eram os conselheiros que tinham total conhecimento do castelo. A maioria era trocada a cada seis meses.
— Desde o começo da Seleção. A última foi quando anunciaram a lista com os nomes — respondi, forçando um pouco a memória.
— Isso já faz quase dez meses, Alexa — foi Gabriel quem se pronunciou, fazendo minha ficha cair. O conselho já havia sido trocado o menos uma vez, e os nomes dos conselheiros eram confidenciais, não iam nem para os registros.
— Um conselheiro? — Matheo questionou ao meu lado. — Isso faz sentido. Muito sentido, para falar a verdade.
— E um conselheiro que perdeu a família numa festa durante o governo do nosso avô? — Rose estendeu a ficha por fim, permitindo-me olhá-la. — Depois da mulher e a filha terem sido estupradas, um caso que nosso avô escondeu, queimando os arquivos?
— Se ele queimou — analisei a ficha rapidamente —, como sabe o que aconteceu?
Todos ficaram em silêncio por um longo tempo, sem trocar uma única palavra. Gabe, Matheo e eu olhamos para Rosemarie, que encarava as próprias mãos, pensando em uma possível maneira de atenuar a declaração que viria a seguir. Suspirou, encarando o lustre, controlando o choro.
— Quando eu e Nathan... Bom, quando estávamos juntos... Bem... Ele me contou algumas histórias. A mãe de Nathan tinha um irmão alguns anos mais velho, um Cinco, cuja família fazia a decoração das festas do palácio. Ele me disse que a família do tio morreu num acidente durante uma dessas festas, mas nunca entrou em detalhes sobre isso. Disse que o tio comprou o título de Dois com a indenização que o Rei pagou a ele na época, e que ele acreditava que o tio não tinha adotado ele e as irmãs justamente por essa diferença de casta. Acontece que o tio deu a casa antiga para Nathan e as irmãs ficarem por um tempo, e foi lá que ele achou um contrato sigiloso, onde o tio concordava em não dizer uma única palavra sobre o estupro e o assassinato, em troca de um valor exorbitante. Eu prometi a Nathan que reabriria o caso, mas todos os papéis desapareceram do arquivo.
— Como pode ter tanta certeza sobre isso, Rose? — o suíço ajeitou-se melhor, pegando a ficha de minhas mãos.
— Nathan James Archibald — ela cruzou os braços, como se juntasse os pedaços de uma alma despedaçada. — James não é nome do meio, Alexa. É sobrenome.
— Theodore James — Gabe complementou, dizendo em voz alta o nome que já saltava da folha nas mãos de Matheo. — Seria muita coincidência.
— Coincidências não existem.
Dei de ombros, colocando as coisas sobre a mesa e assumindo uma postura séria. Já havíamos combinado sobre isso, e nosso plano começava a ganhar forma a cada nova ideia. Nenhum de nós parecia querer deixar aquilo barato, ainda mais depois de termos finalmente percebido que o líder dos rebeldes era frio o suficiente a ponto de matar o sobrinho para conseguir a própria vingança.
— Ei, você precisa comer algo — Delacroix comentou, vendo-me fechar a porta depois da partida de Gabe e Rose. — Não pense que meu plano de engordar você já acabou.
— Por favor, já ganhei dois quilos em uma semana. É o suficiente — revirei os olhos, passando meus braços por sua nuca.
— Só mais um, hum? — sorriu, beijando-me de leve nos lábios — Mais um quilo, e eu prometo te deixar em paz com isso.
— Tudo bem — suspirei, derrotada. — Vou tomar café da manhã, ter uma conversa com Daniel e outra com Arthur. Aproveite esse tempo para fazer as suas coisas, porque quero ficar com você o dia inteiro, já que temos um compromisso à noite.
— Minhas coisas se resumem a ficar com você.
Beijou-me mais uma vez, e então descemos de mãos dadas até o café da manhã. Degluti a comida com pressa, a fim de me livrar de todas as obrigações e ter um pouco de sossego. Seria um longo, muito longo dia. E estava só começando.
— É isso, Dan… — Encarei seus olhos escuros, enquanto suas mãos envolviam as minhas num gesto carinhoso. — Eu prometi que deixaria você ficar até minha irmã eliminar mais alguém, e chegou a hora. Sinto muito por isso, e espero que entenda que não me arrependi de nada do que fizemos. Confio em você como confio em poucos, e acho que, acima de amor, devemos ter confiança na pessoa que tira nossa virgindade.
Ele sorriu com o canto dos lábios, pensativo. Por um momento, pensei que pudesse estar procurando argumentos para ficar, mas não. O italiano tinha seus mistérios, e aquele era possivelmente o maior deles.
— Alexa — começou —, foi maravilhoso ir para a cama com você, permita-me dizer. Compartilho desse seu pensamento, e sou sincero quando digo que estou aliviado por ter me mandado embora mesmo de todas minhas tentativas em ficar e conquistá-la.
Não demorei a entender o rumo da conversa. Haia um tempo em que eu notava trocas de olhares sutis, e a predisposição do príncipe em questão em sofrer acidentes que o levassem diretamente à enfermaria.
— Astra é uma garota adorável. Gênio forte, mas adorável — sorri de volta, levantando-me e deixando-o ali. — Leve o tempo que achar necessário no castelo.
— Espero que não seja muito. E gênio forte é de família, hm? — caçoou — Seja feliz, Alexandra Sophie.
— Igualmente, Daniel Blue.
Saí de seu quarto com um sorriso nos lábios. Aos poucos as coisas começavam a se acertar. Eu ainda teria pela frente uma longa conversa com Arthur, e eu me enganei ao achar que seria algo extremamente deprimente e melodramático da parte dele. O dinamarquês estava aceitando bem a dispensa.
— É isso. Acho que finalmente as coisas estão certas entre nós — começou a desabafar. — Sabe, Alexa, muitas vezes eu acho que se as coisas não acontecem, é porque não devem acontecer. Há de existir uma força maior que determina os fatos, e cabe a nós aproveitarmos as chances da maneira que elas nos são concebidas. Se for pra ser, será, e nenhum de nós pode mudar o destino. Nem eu, nem você, nem Rose.
— Está me dizendo que há um propósito? — brinquei, abraçada com ele no divã de seu quarto, enquanto seus dedos brincavam com meu cabelo. Eu adorava ficar emaranhada com Arthur daquela maneira, e não me importava com o que quer que dissessem sobre nossa amizade. Sempre seríamos mais um do outro que de nossos parceiros românticos.
— Não digo propósito, porque não há motivo. Não existe justificativa para todo o sofrimento pelo qual passamos. Apenas há sofrimento, e todos passaremos por ele hora ou outra. É por isso que temos que viver cada dia como se fosse o último. Carpe Diem. — brincou — O que me lembra de que você tem um príncipe louco de tesão esperando por você nesse momento. Vá curtir a vida, eu vou ficar bem.
— Achei que tivesse dito que faria de tudo para que ele não ficasse comigo, Gravesen — provoquei-o.
— Minha prioridade é ver você feliz — sorriu, beijando minha testa e me arrastando para fora de seu quarto. — Mas, claro, por via de dúvidas, agora sou um cara completamente livre e disponível.
— Você é uma delícia, Arthur. — dei risada e saí de lá, escadas acima.
Matheo já me esperava em meu quarto, com uma música suave no toca discos. Pachelbel. Ele provavelmente notara durante nossa semana na Suíça o quanto eu era apaixonada pelo compositor. Delacroix não notou minha aproximação enquanto fechava as cortinas e acendia as velas, tornando o lugar mais romântico do que eu jamais vira. Ele se esforçava demais para me agradar.
— Venha aqui — ele pediu, estendendo-me a mão. Por um momento, achei que fosse me tirar para dançar, mas não o fez. Girou-me e puxou-me para si, abraçando-me por trás. Seus lábios desciam pela minha nuca, nossas mãos entrelaçavam-se. Depois de algumas ótimas tentativas, estávamos ficando bons naquela coisa mirabolante chamada sexo. — Posso te pedir uma coisa?
— Até duas, amor — saiu com mais naturalidade do que um dia imaginei que pudesse sair. Corei com isso, mas ele pareceu não notar. Afastou-me e sentou-nos na cama, segurando minhas mãos e olhando em meus olhos.
— Alexandra Sophie Schreave. Sei que é esperta o suficiente para imaginar o que isso é, então, por favor, não recuse antes de eu terminar, tudo bem? — mordeu o canto do lábio, prosseguindo. — Eu não vou me ajoelhar aos seus pés, porque quero que entenda que é assim que pretendo passar o resto da minha vida: ao seu lado. Não quero essa submissão de marido e mulher, não quero que dividamos as tarefas por nosso sexo. Não. Eu quero alguém que me ajude em tudo, e alguém que eu possa ajudar em tudo também. Quero uma companheira e amiga, antes de uma esposa. Alguém pra compartilhar meus medos e incertezas, e se eu tenho a certeza de algo nesse mundo é que você é a pessoa perfeita para isso. São os seus olhos que quero ver ao acordar, são as suas mãos que quero segurar diante de um padre, e é o seu ventre que quero ver crescer, carregando um filho meu. É o do seu sorriso que eu quero tirar forçar para sobreviver a cada dia e, Santo Deus, são as suas carícias que eu desejo a cada noite, nem que estejamos com nossos oitenta anos e eu não dê conta. Eu odeio pensar em mil e uma coisas para te dizer e simplesmente travar e esquecer tudo na hora de finalmente dizê-las, mas, anjo, eu preciso de você. Preciso que me dê apenas um pedacinho nesse seu coração, porque o meu você tem praticamente inteiro. Por favor. Eu imploro, se quiser. Na realidade, até posso ajoelhar, porque que se dane, todos sabem que você manda em mim mesmo... Por favor. Casa comigo.
Sorri com o pedido, tentando contar as lágrimas com muito insucesso. O suíço tinha os olhos marejados também, e sua face trazia uma expressão serena, como se tivesse acabado de tirar um grande peso das costas. Era o terceiro pedido. Minha mãe sempre me disse que na terceira costumava funcionar, e ela estava mais do que certa. Eu não conseguiria negar. Não ali, não depois de tudo.
— Caso — respondi, mas baixo do que esperava. Era estranho aceitar. Estranho não vacilar. — Eu me caso com você, Matheo Delacroix.
Ele soltou o ar que então prendia, deitando-se em meu colo e permitindo que as lágrimas escorressem. Alisei seus cabelos já compridos, permitindo-nos ali um momento de paz. Eu não sabia que o casamento era tão importante para ele. Se soubesse, teria aceitado da primeira vez.
Deitei-me na cama, puxando-o para cima de mim. Seu sorriso alastrava-se pelo rosto lavado pelo choro, e seus olhos brilhavam como nunca antes. Ele tirou um anel de noivado do bolso, possivelmente tão lindo quanto o quadro que ele havia me dado ou a música que tocava. Seu gosto era meu gosto. Sua vontade era minha vontade. E ainda que tivesse levado tanto tempo, finalmente havia percebido que um pertencia ao outro.
Analisei o fio prateado, com uma pedra levemente azulada que em muito se assemelhava a um cristal de gelo, enquanto era colocado em meu anelar direito. Conhecendo Matheo, as alianças só viriam no casamento, e provavelmente seriam tão maravilhosas quanto.
Sentei-me à cama, com Delacroix atrás de mim. Delicadamente, suas mãos abriram meu vestido e o tiraram. O corpete foi desamarrado fio a fio, sem pressa, enquanto ocasionalmente sua pele tocava a minha, causando-me os mais diversos e deliciosos tipos de arrepio.
— Eu quero tentar uma coisa. Uma posição — ele sussurrou, deitando-me na cama e retirando as próprias roupas. — Você vai me achar ridículo por isso.
— Tenho outros motivos para te achar ridículo e mesmo assim vou me casar com você — brinquei, puxando-o sobre mim. Ele entrou sob as cobertas, cobrindo nós dois e retirando as peças restantes para que ficássemos nus. Uma de suas mãos subiu por meu rosto, enquanto a outra o apoiava na cama para que seu peso não caísse sobre o meu.
Eu adorava o corpo de Matheo. Adorava como seus músculos eram grandes e fortes, mas sem aquela definição perfeita. Adorava que ele não tivesse tanquinho, e tá mesmo possuísse um pouco de gordura acumulada na barriga. Adorava seus ombros largos e seu quadril mais estreito. Adorava sua boca mais cheia que o padrão, e as falhas quase microscópicas de sua barba. Adorava porque era real.
Ele se ajeitou melhor sobre mim, utilizando as próprias pernas para afastar as minhas. Colocou os cotovelos sobre meus ombros e lá apoiou todo seu peso, mantendo os olhos nos meus e, às vezes, a boca na minha. Naquele momento, constatei algo que ninguém concorda, mas que para nós funcionou: o famoso papai-e-mamãe era a melhor posição que poderiam ter inventado porque, ali, eu e Matheo não fazíamos sexo.
Era algo muito maior que meramente sexo.
Tiramos um cochilo durante a tarde, nos preparando para a noite que viria a acontecer. Seria muito estressante, e precisávamos estar descansados. Por vezes pensei em medir a Matheo para não ir, para deixar as coisas comigo, mas aquilo não seria justo. Ele estava certo: nossa obrigação era estar um ao lado do outro, sempre.
Gabriel Leger bateu à porta pouco antes da meia-noite. Sua expressão era mais séria do que jamais tinha visto, e eu bem sabia que Gabe poderia ser tão sério quanto a atividade exigia. Puxei minhas armas do alçapão sobre minha cama: um belo arsenal furtado gradativamente dos caminhões que descarregavam no Centro de Treinamento. Todas sem registro.
— Não sei como consegue fazer isso sem se cortar — Rosemarie sussurrou, vendo-me guardar as armas brancas em lugares estratégicos do meu vestuário. — Já é horrível ter que usar esse colete — bufou.
— O colete é como um espartilho, Rose... E as facas... Bom, são como os livros que carregávamos no topo da cabeça. É só manter a postura.
Descemos por uma escada secreta até o subsolo do castelo, onde os veículos oficiais — e os dos príncipes — ficavam estacionados. Matheo caminhou ao meu lado até sua moto, enquanto Rose e Gabe subiam na moto do guarda. Sentei-me na garupa, abraçando-o por trás uma última vez antes de partirmos.
O vento frio do quase inverno de Illéa cortava o ar em rajadas. Demoramos pouco tempo para chegar à casa, e estacionamos alguns quarteirões antes para não sermos detectados. Pelas sombras, esgueiramo-nos até a porta dos fundos, e Gabe rapidamente desarmou o alarme. Para quem passou um ano no exército aprendendo a desarmar bombas, aquilo era relativamente fácil.
Nenhum ruído. Nenhuma outra barreira. O maior inimigo de um homem é a confiança. Theodore James acreditava ser intocável, pois de fato foi durante décadas. As portas internas da casa estavam todas destrancadas. Nenhum cachorro. Nada de segurança ou câmeras de vigilância.
Sem demora, encontramos seu quarto. A única porta encostada. Gabe pediu que fizéssemos silêncio, e a mão de Matheo em meu ombro foi relutante. Ele provavelmente queria pedir para que eu fosse atrás dele, mas sabia que eu não iria. Ao contrário do suíço, eu sabia atirar.
Entrei logo atrás de Gabe com Rose em meu enlaço e Matheo cobrindo-a por trás. Um senhor com seus cinquenta ou sessenta anos dormia tranquilamente em uma dos lados da cama, como se ainda esperasse que sua mulher fosse se deitar ao seu lado. Entreguei a pistola com silenciador destravada para minha irmã, indicando para fazer o trabalho.
Aquela vingança não era minha, ou de Matheo. Não. Aquilo era por Nathan, e Rosemarie merecia ter aquele momento.
— Eu não consigo fazer isso... — sussurrou, quase sem som algum.
— Por quê? — questionei, no mesmo tom. — Por ele ser quase idoso?
— Não — respondeu em um tom mais alto, fazendo-o despertar. — Porque ele não sofreria nem um pouco antes.
E, antes que pudesse gritar, Theodore James levou uma coronhada de minha irmã.
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