Notas iniciais
Heeey, pessoal. Boa noite! Queria, antes de mais nada, dedicar esse capítulo à aniversariante do dia, Drids! Parabéns, gatinha :3 Enfim, outra coisa... AMANHÃ TEMOS ALGUÉM COMPLETANDO UM ANINHOOOOOOO, e esse alguém se chama "Two Crowns"! Isso mesmo, amanhã a fanfiction completa um ano de postagem *o* E bom... acho que é importante que leiam as notas finais, não direi aqui porque as iniciais ficarão muito grandes e eu sei que tem muita gente se mordendo pra saber o desfecho do final do último capítulo. P.S.: O capítulo foi corrigido bemmmmmm por cima! P.S.²: Espero que gostem! — LaFont, Cams.

Eu queria ser completamente honesta e dizer que não, eu não havia sentido prazer em absolutamente nenhum momento, mas aquilo era mentira. Vingança era bom. Vingar alguém era incrível, principalmente porque você sabia que a pessoa à ser vingada havia sofrido antes, e o sujeito que havia feito isso sofreria tanto ou mais. Theodore James tinha as mãos amarradas, assim como a boca, e havia sido colocado sentado em uma cadeira.

Ele estava inconsciente, mas não duraria muito tempo naquele estado. Conferi a arma, então arrumando o silenciador nela e encarando meus dedos. Eles não tremiam.

Assim que ele abriu os olhos, atirei em seu pé direito. Ele urrou por baixo da mordaça, mas as janelas de seu quarto estavam fechadas, assim como a porta, e todos dormiam no bairro. Não havia uma alma sequer para protegê-lo. Para garantir que ele sequer sairia vivo, quem dera ileso. Nem mesmo seus fiéis seguidores de merda. Parei a centímetros do conselheiro, segurando seu cabelo com força e fazendo-o encarar-me olho no olho, com o mesmo arregalando os olhos.

— Theodore James. — Minha voz saiu com nojo. Minha vontade de cuspir em seu rosto era enorme, mas eu não daria a ele o gosto de saber o quanto todas as ações dele e seus resultados haviam me ferido. — Você não tem noção do quanto eu esperei por isso. — Eu tinha plena noção de que minha voz não era minha. Também sabia que nunca tinha estado tão fria quanto naquele momento. O objetivo era aquele.

Atirei no outro pé, então utilizando mais duas balas em sua perna. Uma em cada coxa. Claro que tinham inúmeras outras maneiras de tortura, mas eu não podia perder tanto tempo, além de não ter saco para aquilo. Apontei a arma para sua testa. Eu queria vê-lo sofrer, mas estava louca para garantir que ele nunca mais ferisse ninguém que eu me importava. Absolutamente ninguém.

— Um único grito ou som alto, você morre. — Tirei a mordaça, com James cuspindo aos meus pés.

— Seu avô destruiu minha vida, garota, eu destruí a sua. Posso morrer feliz. — Ri fracamente, analisando a arma em minha mão antes de atirar em seu estômago. Duas vezes. Então travei a arma e coloquei em minha cintura.

Dois tiros era o número de tiros que Nathan tinha tomado. Os tiros fatais.

— Foi assim que seus lacraios mataram seu próprio sobrinho, James. Ele ainda sofreu um pouquinho antes de morrer, é claro, exatamente como você. A diferença? Pessoas choraram por ele. Por você? Nenhuma chorará. — Ele riu, desdenhoso.

— Você acha que até seu pai permitira uma monstruosidade vinda da futura rainha de Illéa, Rosemarie? Essa cena é baixa até para os padrões de oitos.

Abri um sorriso frio.

Oito não existe mais, Theodore. Eu e Alexa garantiremos que nem Um exista mais. Você não estará aqui para ver isso, é claro, nem sua organização. Com sua morte, os sulistas serão erradicados, e você sabe disso. — Ele tossiu, então cuspindo sangue aos meus pés. — Aproveite a morte, James, porque você perdeu sua vida no momento que ficou contra a realeza. — Peguei a arma novamente, trincando os dentes ao preparar ela e levantar, bem na testa dele.

— Mesmo morto, suas lembranças de mim jamais sairão, Rosemarie. Se divirta com meu sangue. — O tiro que dei em sua testa calou qualquer outra coisa.

Nem mesmo Gabriel ousou dizer uma única palavra. Nada. Apenas entreguei a arma para Alexa, me virando em silêncio e deixando o corpo ali. Iriam encontra-lo, hora ou outra.

Subi na moto, logo atrás de Gabriel. Nossa volta ao palácio foi bem menos aterrorizadora que a ida. Eu não ouvia mais meu sangue em meus ouvidos.

Isso não significava que eu estivesse bem.

O que eu tinha feito? Voltei minha mente para a estrada, tentando me concentrar na cor do palácio. A imagem dele mudou, comigo vendo todo o lugar que eu havia crescido manchado de sangue.

Eu estava errada. Vingança não é boa.

Eu não me arrependia, e até tinha gostado do que tinha feito, mas era correto? Era o certo? As leis de Illéa não eram assim, e mesmo assim eu tinha ido contra todas elas, todas as leis que eu governaria, apenas por vingança, no resumo. Senti o peso em meu coração só aumentar quando notei que a pessoa que eu mais queria um abraço, naquele momento, era a que eu menos tinha chances de ganhar.

Caleb não precisava lutar por batalhas minhas quando sequer era algo meu. Matheo e Alexa estavam noivos, era justo que eles compartilhassem, mas Caleb... Caleb talvez fosse apenas me dizer que aquilo era péssimo, que eu devia admitir. Talvez, na pior e mais temerosa das hipóteses, nunca mais olhasse para mim.

E lá estava eu, morrendo de medo de perder mais uma pessoa importante para mim, mas prestes à perde-la. Aquilo destruiria qualquer um. Até mesmo a futura rainha de Illéa.

Enquanto eu entrava em meu quarto, eu tomava uma decisão.

Tomei um banho, tentando me acalmar, então me aprontei para dormir novamente e deitei na cama. Por mais incrível que pareça, eu dormi. Quando acordei, na manhã do mesmo dia, levantei mais disposta do que poderia imaginar, mas com uma enorme vontade de ir até Caleb e lhe contar tudo. Precisava conversar e não era com alguém, mas sim com ele. Eu estava prestes a tomar uma decisão, e eu tinha ainda mais medo dela.

Pare, Rosemarie. Tentei parar meu coração de bater tão rapidamente, ou meus pensamentos de saírem descontrolados pela minha cabeça, e quase consegui. Quase. Até ver que Dimitri descia as escadas para o primeiro andar. Desci as escadas de dois em dois degraus, como já havia feito por muitas vezes, e parei ele no último degrau da escada que levava ao térreo, com o mesmo me encarando risonhamente.

— Em que posso ajuda-la, Rose?

— Em um número telefônico. — Ele levantou as sobrancelhas para mim, confuso. — Vou ligar para os pais dos príncipes da minha elite.

— Ah, e por quê? — Perguntou, curioso.

Abri um sorriso brincalhão, talvez espalhando o próprio sorriso de Gravesen.

— Só preciso do número, Ivanov, não da explicação.

Ele revirou os olhos, mas voltou até seu quarto e me entregou um cartão pequeno, que cabia na palma de minha mão. Voltei até meu quarto, agradecendo à ele e então pegando o celular que tanto eu quanto Alexa tínhamos em nossos quartos.

Digitei o número, indo até a varanda e então clicando em ligar. Avaliei o tempo por alguns instantes antes de me virar e entrar no quarto, fechando a porta.

— Dimka? — Ouvi uma voz do outro lado, feminina.

— Ahn... Não. É Rosemarie Schreave. Quem é?

— Meu Deus! Olá, princesa. É a mãe de Dimitri, Yallenna Ivanov. — O sotaque russo no inglês era mil vezes mais forte que o de Dimitri, mas era possível compreender.

— Olá, Sra. É Rosemarie Schreave.

— Imaginei que fosse, princesa. À que devemos sua ligação tão inesperada?

— Então... Temos algumas coisas para conversar...

A conversa não durou muito, e logo após isso fui tomar café da manhã. Resolvi alguns assuntos pendentes com meu pai e então fui treinar tiro até o horário do almoço. Então, no mesmo, pedi que chamassem Caleb aos meus aposentos.

Assim que terminei meu almoço, me retirei, indo até meu quarto e me sentando num dos sofás ali contidos, esperando a chegada de Caleb, o mesmo que não tardou à aparecer.

Ele fechou a porta, então se virando e me encarando com os braços cruzados e sobrancelhas levantadas.

— Você já escolheu, não foi? Você vai se casar com o russo.

Minha boca se abriu em um perfeito “o”.

Eu não ia responder aquilo, preferia discutir com ele sobre minhas escolhas apenas após ligar para seus pais.

Eu ainda não tinha escolhido.

— Antes preciso do número de seus pais, então depois conversamos sobre isso. Quero conversar um pouco com eles antes de a Elite ser finalizada e eu talvez escolher errado.

Caleb bufou, me informando o número de cabeça, enquanto eu mesma digitava ele no telefone.

Ele não se deu o trabalho de sair de meu quarto, apenas ouviu o meu lado da conversa inteiro, enquanto eu conversava com seu pai, o rei da França. Ele até havia sido bem acolhedor, perto do que imaginava que seria. Gentileza parecia ser o forte dos Vermont, eles apenas não notavam isso — ou acreditaram que não eram gentis.

Assim que desliguei o telefone, Caleb levantou as sobrancelhas para mim, esperando que eu falasse alguma coisa.

— O que você quer que eu fale? É você quem está irritado, não eu. Explique a situação para que eu possa compreender.

— Dois por dois, Rose. Alexa já estava decidindo, e você... imagino que também esteja. É por isso que suponho que ligou para os pais de Ivanov antes dos meus: ele é seu escolhido. Quem sabe você até já não foi para cama com ele? — O tapa foi tão forte em seu rosto que minha mão latejou.

Eu não sou uma vagabunda, Vermont. Sou uma princesa, exatamente como você é um príncipe, apesar de não estar agindo como tal. Trate de mudar sua postura, ou aí sim você terá de se preocupar com que roupa ir no casamento de Rosemarie Schreave com Dimitri Ivanov. — Meu sangue tinha esquentado apenas com o que ele tinha dito, e ele sabia disso. Ele queria uma briga, eu podia notar. Ele não estava irritado apenas sobre o 2x2 da elite. Havia algo mais que ele não havia falado.

— Ok, Rosemarie. — Ele se virou, caminhando dois passos de costas para mim e então se virando, me encarando, puto da vida, e então desviando o olhar novamente. Ele passou a mão na boca, então socou a mesa de centro ao seu lado, me encarando. — Onde você foi essa madrugada, Schreave? Eu vi no momento que você saiu, sendo que voltou apenas quase duas horas após isso. Não diga que foi no túmulo do Archbald, porque não vou cair. — Abri a boca, então negando com a cabeça e fechando os olhos.

— Você não devia saber disso.

— Por que, ein? Por que você está fazendo mais coisas do que deveria? — Insinuou.

— É EXATAMENTE ISSO! — Minha voz subiu. — Eu estou tentando controlar um PAÍS, Vermont! — Rebati, alto.

— Entende? É isso que me irrita! — Ele urrou, olhando para cima. — Num momento, você me conta tudo, em outro me afasta como se eu fosse um leproso. Se você quer algo comigo, ou com qualquer pessoa no mundo, você não pode se afastar, Rosemarie! Você não pode fugir!

Eu não estou fugindo!

— Então está mentindo para si mesma. — Ele trincou os dentes. — Essa instabilidade à sua volta... ela tanto atrai quanto afasta, Schreave, recomendo que antes de você perder mais alguém, tome cuidado com essa instabilidade. Eu não suporto isso! Preciso que minha companheira compartilhe as coisas comigo, e é exatamente o oposto que estamos fazendo!

— Eu não sou sua companheira! Eu não decidi nada.

— E se fôssemos? Você conseguiria me dizer o que fez essa noite?

Encarei ele por alguns segundos antes de não responder.

Ele bufou, irritado, então desviou o olhar do meu por alguns segundos, encarando um ponto fixo em minha parede. Seu olhar virou novamente para o meu.

— Peço permissão para ir embora.

Foi como tomar dois tiros no coração. Um em cada lado pra garantir que ele não voltasse a bater.

— O-o quê? — Minha voz vacilou. Ele apenas continuou me encarando, sem emoção alguma.

— É isso mesmo, eu quero sair da Elite. Case-se com o Ivanov. Seja feliz com ele, Rosemarie. Eu desisto.

Eu não ia permitir que ele visse as lágrimas que queriam surgir em meus olhos.

— Você precisa acalmar os nervos. — Falei o óbvio, então tentando me concentrar. — Não vou permitir isso. — Ele bufou, incrédulo.

— Claro que não. — Então, sem mais nem menos, se virou e saiu, batendo a porta do quarto com tanta força que estremeceu toda a parede.

Eu devia ter respondido.

Se fôssemos companheiros eu teria pedido para que ele fosse comigo.

A irmã mais corajosa foi a que mais perdeu por ser exatamente o contrário, no final das contas.

É, o gênio definitivamente era Alexa.

Notas finais
Então, pessoal, queria pedir desculpas pela demora de mais de um mês. Honestamente, eu não esperava demorar tanto tempo. Esperava, no máximo, uma ou duas semanas à mais que o normal... mas eu tive problemas pessoais seríssimos, que ainda estão me perseguindo até agora e me perseguirão pelos seguintes dois meses, pelo menos. Queria, realmente, pedir desculpas, odeio isso, porque realmente não gosto de demorar, e sei que a Queen também não. Levando em conta que a fic também já está no fim, vou tentar AINDA mais escrever sempre que possível, mas está realmente muito complicado. Só pra terem ideia, escrevi esse capítulo hoje, no máximo duas horas atrás foi quando terminei ele. Realmente peço desculpas :c mesmo. Enfim, qualquer erro de português, gritem! Não corrigi o capítulo muito bem, mas não significa que vocês não podem nos alertar. Sobre respostas de comentários: quero pedir desculpas por isso, estaremos tentando responder os comentários o mais rapidamente possível, mas... o problema é "quando" é esse rapidamente. Lembrem-se que eu ainda estou no terceirão e a D.Q. está no primeiro semestre da facul... realmente não está fácil, gente :( Até o próximo! http://two-crowns.tumblr.com/