— Uma cerveja, por favor.

Edward girou a cabeça sobre o ombro direito e sorriu. O brilho nos seus olhos fez as borboletas em meu estômago se agitarem. Num minuto, havia uma dúzia de pessoas gritando ao redor do balcão, pedindo cervejas, caipirinhas e doses de tequila. No minuto seguinte, todos desapareceram como num passe de mágica.

— Você não vai querer beber isso.

Eu sorri, apoiando os cotovelo e me debruçando sobre o balcão.

— Ah, não?

— Não _ ele respondeu com um lindo sorriso torto, enquanto derramava uma dose de cointreau em um copo longo de vidro. _ Uma garota como você precisa se meter em encrenca.

Eu mordi o lábio, excitada com o rumo da conversa.

— E você sabe onde eu posso encontrar? _ bati os cílios, com falsa inocência. _ Quero dizer, encrenca.

Edward inclinou a cabeça para o lado. Ele estava usando gravata naquela noite, preta como todo o resto do uniforme. A camisa de botões estava aberta e ela pendia frouxa do colarinho.

— Para sua sorte, eu sou especialista no assunto.

Outra bebida foi adicionada ao copo, misturada ao cointreau. Lentamente, eu vi o líquido assumir um tom âmbar incrível. Ele se voltou para a esquerda e, de repente, cubos de gelo tilintavam lá dentro.

Quando eu estendi a mão para pegar o drinque, Edward reteve o copo na dele.

— Antes, eu preciso do seu consentimento.

A curiosidade cravou suas garras em mim. O olhar dele era divertido.

— Permissão dada.

Edward assentiu. O copo foi deslizado, lentamente, sobre a superfície lisa de madeira polida.

No primeiro gole, meu rosto se contorceu numa careta de desgosto e uma pontinha de frustração me atingiu.

— Tenta de novo.

Eu o encarei, desconfiada. Então, tomei outro gole da bebida misteriosa. O sabor que encheu minha boca, dessa vez, era agridoce e provocante. O líquido desceu, queimando minha garganta, mas não de um jeito ruim.

No terceiro gole, o copo pela metade, eu senti um calor agradável envolver o meu corpo. Mas minha boca logo ficou seca e eu bebi uma quarta vez. Passei a língua pelos lábios que começavam a ficar dormentes. Aquilo era forte. Muito forte.

— Qual o nome da bebida que você colocou no copo? Hm, depois do Cointreau.

Ele fechou a garrafa e a devolveu para debaixo do balcão.

Um cara gritou por uísque e energético do outro lado do bar e Edward fez sinal, estalando os dedos. Um vulto se moveu com agilidade às suas costa. Mechas de um cabelo louro platinado se agitaram, enquanto a Loura Selvagem se multiplicava em cem para atender os fregueses. Eu não havia reparado na sua presença antes, mas agora era quase impossível ignorá-la.

— Segredo de mágico.

— O que?
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— Esse é o nome da bebida: Segredo de Mágico _ ele esclareceu, um vinco de preocupação se formando no meio da testa. _ Você odiou, não é?

— Estou com a sensação de um vulcão dentro de mim _ fui honesta. Eu queria enrolar os cabelos ao redor do punho e prendê-los para cima em um coque. Gotas de suor começavam a se formar no meu pescoço e entre os seios. O top agora parecia colado à minha pele, assim como o jeans.

— Eu não devia ter dado isso a você, Bella _ ele estava profundamente arrependido. _ Eu lamento muito.

— É perigoso? _ perguntei, com uma ponta de medo.
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— Não, é claro que não _ ele negou, horrorizado. _ Eu nunca deixaria você experimentar nada perigoso. Mas aliado ao cointreau é um afrodisíaco poderoso, por isso, a sensação de calor. É passageiro, não se preocupe.

Soltei um gemido de surpresa. Edward havia acabado de me servir um drinque afrodisíaco. Aquilo explicava a sensação de uma rumba sendo dançada dentro de mim. Meus ombros tensionados relaxaram. Não era tão mal. Exceto o fato de que eu queria fazer sexo ardente com ele na pista de dança naquele exato momento.

— Ficou brava? _ ele parecia arrasado com a possibilidade.

— Nem um pouco.

Ele assentiu, mas os músculos do seu pescoço ainda estavam rijos.

— Certeza?

— Absoluta _ eu garanti. _ Ei, qual a possibilidade de você fazer uma pausa por aqui?

Edward me olhou como se fosse perguntar alguma coisa, então virou-se para trás e fez outro sinal para a loura selvagem. Novamente ela não revirou os olhos ou agiu como uma psicopata em potencial. Apenas continuou se movimentando e servindo os clientes que não paravam de chegar.

Edward saltou por cima do balcão e, quando estava ao meu lado, segurou minha mão dentro da sua. Meia dúzia de fãs ciumentas me olharam com inveja, mas eu não me senti insegura. Nem por um minuto. Nós dois caminhamos entre a multidão e ele se deixou conduzir por mim até a pista de dança.

— O que você tem em mente? _ ele perguntou me abraçando por trás, na altura da cintura _ O DJ dessa noite é um velho conhecido, posso pedir para tocar qualquer coisa.

Eu me apertei mais contra ele, sentindo o calor do seu corpo aliado ao cointreau e ao Segredo de Mágico me inundarem por completo. Edward gemeu baixinho, com a boca colada a minha orelha.

— Vou fazer você pagar _ respondi.

Era maravilhoso estar nos braços dele. Mexer o meu corpo junto ao dele. Edward se moveu comigo em um ritmo cadenciado, me provocando e instigando a dar o próximo passo, a me atrever e me soltar cada vez mais. Na pista de dança, eu liberei todos os meus demônios. Toda a insegurança, os receios e as frustrações que me atormentavam há tanto tempo. Mais uma vez, só havíamos ele e eu. A multidão ao redor havia sido dissipada pelo encanto daquele momento.

Quando a música terminou, Edward pegou minhas mãos e as passou ao redor do seu pescoço.

— Você é sexy pra cacete, Isabella Swan _ ele elogiou, levando os meus hormônios já alterados às nuvens. _ Mas eu preciso saber que me ama. Então, feche os olhos e me deixe guiar você.

Antes de fechar os olhos, eu o vi sinalizar para um ponto obscuro acima de nós. A cabine do DJ. Então, a batida lenta começou.


Thinking Out Loud (Ed Sheeran)

When your legs don't work like they used to before
And I can't sweep you off of your feet
Will your mouth still remember the taste of my love?
Will your eyes still smile from your cheeks?

Acordes doces e suaves tocaram o meu corpo e eu respirei fundo ao sentir um par de mãos segurarem delicadamente a minha cintura. Edward colou o rosto junto ao meu. Sua respiração era lenta e o hálito fresco, sem a nicotina habitual. De alguma forma era ainda mais sensual quando ele não estava sendo um bad boy.

Eu o deixei me conduzir a cada nota, e a cada nota eu me entregava mais a ele. Meu coração, meu corpo, minha alma.

And darling I will be loving you till we're seventy
And baby, my heart could still fall as hard at twenty-three...

A música acabou e eu apertei o meu rosto contra o seu peito. Ele também me abraçou com mais força. Nenhum dos dois desejava se separar naquele momento. E eu tinha certeza. Não poderia me separar de Edward Cullen nunca mais. Não depois daquilo. Quando finalmente nos distanciamos, apenas o suficiente para olharmos nos olhos um do outro, um nó atravessou minha garganta.

Edward me olhava em êxtase e total adoração.

— Estou pronto para quebrar uma promessa.

— Promessa?

Ele pressionou sua testa na minha. Eu suspirei, colocando minhas mãos ao redor do seu rosto. Uma outra música começou, mas eu não soube dizer qual. Não estava prestando atenção a mais nada, exceto ao que ele dizia.

— Eu jurei que passaria o resto da minha vida sozinho, Isabella _ ele confessou, os lábios tão próximos dos meus que eles quase se tocaram. _ Mas acabei de encontrar a única mulher capaz de mudar o meu destino. Para sempre.

Notas finais
Boa tarde, meninas! Juro que estou tentando postar e terminar a fic em tempo recorde, mas não está dando certo. Vou seguir num fluxo rápido, mas não demais para não estragar as coisas, certo? Vou postar o próximo assim que tiver um tempinho aqui, enquanto isso me digam o que acharam do capítulo de hoje! Bjss