POV Bella

Quando Edward chegou ao Seven já estava escurecendo. Eu sei disso porque estava esperando por ele, quase fazendo um buraco no chão de tanto andar de um lado para outro.

— Edward! _ eu gritei assim que o vi, pulando em seu colo,pernas entrelaçadas na sua cintura. Beijei seu rosto vezes suficientes, até estar certa de que ele era mesmo real, antes de voltar a falar _ Usei a chave reserva. Me desculpe, eu precisava de te ver.

Edward me enlaçou pela cintura com os dois braços. Seus olhos estavam tristes e opacos. Mesmo assim, ele aproximou o rosto e me beijou demoradamente.

— O que aconteceu? _ ele perguntou, encerrando o beijo.

Embora eu estivesse relutante em me distanciar dele, Edward me colocou de volta no chão e, assim que meus pés tocaram o piso, a magia se rompeu.

Era real. Ele era real. Eu era real. Mas os monstros lá fora também eram e não iam parar. Nunca.

Saber aquilo estava me destruindo. Eu precisava deter Esme e, para isso, precisava me aliar a um psicopata como Jacob Black. Aquilo não estava certo. Não podíamos confiar nele. Eu não queria confiar nele.

Aquele plano havia sido um fracasso, uma péssima ideia da minha parte. A frustração nos olhos de Edward mostrava que ele também achava isso. Saber que eu o havia decepcionado era como a cereja do bolo.

— Me diz você _ eu pedi, olhando em volta para o bar vazio. Fora do expediente, o Seven parecia grande e solitário demais. Imaginar Edward passando suas noites sozinho ali despedaçava o meu coração. _ Então é aqui que você está se escondendo?

Edward exalou um suspiro, passando as mãos pelo cabelo em um gesto cansado.

— Como você descobriu?

— Eu fui burra demais para não ter pensado nisso antes _ respondi, cabisbaixa. _ Você não tinha tantas opções assim, afinal, não é?

— É, não tinha _ ele admitiu, com o olhar distante e sombrio.

Foi quando eu percebi que ele não estava apenas exausto, mas irritado. Seu rosto tinha a mesma expressão de quando nos conhecemos. Maxilar contraído e o olhar enfurecido que lhe eram característicos.

— O que aconteceu, Edward? Você esteve com Jacob? _ tentei segurar uma de suas mãos, mas ele se desvencilhou, o que me fez sentir de repente uma pontada de angústia.

— O filho da puta fugiu.

— Como é? _ eu dei um passo atrás, atordoada.

— Isso mesmo _ ele confirmou, se afastando e indo em direção ao bar. _ Foi um erro nosso confiar nele. Agora voltamos a estaca zero, Bella. Não temos nada, nada! _ ele exclamou, dando um soco no balcão. O som ecoou reverberando pelas paredes do Seven. _ Não podemos acusar Esme sem provas e também não podemos ir atrás de Jacob.

Eu fechei os olhos, tentando lutar contra a sensação de impotência que me tomava. Estávamos sendo derrotados. O fim da batalha estava chegando e o mal havia vencido novamente.

— Você acha que ele foi para a fazenda?

— É claro que sim _ Edward rugiu, de costas para mim. _ Ele é esperto, o canalha. Ele sabe que eu não posso me dar ao luxo de cair nas garras do Coronel outra vez _ ele fez uma pausa e, quando voltou a falar, sua voz soou fraca e desiludida. _ Eu fiquei andando o dia inteiro por aí, pensando que a única solução seria enfrentar o meu avô uma última vez. Aparecer na fazenda e...

— Não! _ eu gritei, invadida pela sensação alarmante de que o perderia dessa vez _ Você não pode fazer isso, Edward. Por favor! Pense em mim, pense na gente. Se você voltar, o Coronel vai dar um jeito de te prender lá. Você não vai sair... não... com vida.

Ele se virou para mim, lentamente. Sua expressão era desvastada. Assim como eu, ele sabia que aquela guerra já tinha um vencedor. Provavelmente já havia um vencedor desde o início, mas nossa esperança cega havia nos movido a seguir em frente. Até ali.

— O que vamos fazer agora?_ Edward perguntou, tirando um cigarro do bolso. Há algum tempo eu não o via fumar, mas aparentemente, o mau hábito tinha escolhido um momento propício para retornar _ Vamos nos recolher a nossa insignificância e esperar que Esme dê o próximo passo?

Eu sabia qual seria o próximo passo de Esme. Ela já havia tentado uma vez. Talvez duas. E agora, eu duvidava que fosse falhar.

Respirei fundo, me sentindo zonza. Tentei lutar contra isso também, a sensação da bile na garganta. O dia havia sido terrível e, a noite, estava sendo um desfecho a altura.

— Você está bem? _ Edward perguntou.

Eu fiz que sim com a cabeça, mas meu corpo não estava de acordo. Tive que buscar apoio na parede antes de desabar completamente.

Em meio segundo, Edward estava ao meu lado. Ele me envolveu pela cintura com os braços e beijou minha testa delicadamente. Um beijo morno e preocupado que me fez começar a chorar.

— Você está exausta _ ele resmungou, antes de distribuir beijos suaves por todo o meu rosto enquanto continuava a falar. _ Você vem me ver e eu despejo um problema gigante em cima de você. E ainda arranco completamente qualquer esperança do seu coração. Que tipo de namorado eu sou, hein? _ o sorriso deprimido em sua voz me fez apertá-lo com força.

— O único que eu quero _ respondi, com honestidade. _ E o único que eu vou amar por toda a minha vida.

Edward separou-se de mim, suavemente. Seu olhar era ansioso e duvidoso enquanto ele me encarava, paralisado.

Eu sorri.

— Eu aceito ser sua esposa, Edward Cullen. O amor da sua vida. Para toda a eternidade.

POV Edward

As palavras de Bella me assutaram pra cacete. Ela estava dizendo sim. Sim ao meu pedido de casamento. Sim para ficarmos juntos para sempre, independente de todas as merdas que eu pudesse aprontar no decorrer de tanto tempo.

É claro que ao lado dela, eu esperava que todo o pesadelo se fosse. Bella tinha feito nascer em mim, algo que eu nem sonhava ser possível: esperança, fé. Amor. Confiança em mim mesmo e nas outras pessoas. Porque nem todos eram merecedores do meu ódio, da minha sede de vingança auto-destrutiva.

Eu não me julgava digno de receber tanto amor de volta. Eu sabia que não era merecedor de porra nenhuma. Eu era o cara cheio de cicatrizes. Dono de um passado torturado e um futuro incerto. Eu não tinha o direito de oferecer aquela vida para alguém. Especialmente não para alguém como ela. Linda, inteligente, dona de um futuro brilhante. Alguém que tinha conhecido dias tão escuros quanto os meus, mas que tinha se recusado a ir para o infernomesmo nos piores momentos.

Mas eu tinha feito a oferta. E agora, ela estava aceitando.

Eu puxei Isabella pela cintura e apertei meus lábios contra os dela, tão forte, quente e duro quanto possível. Cheio de sonhos e promessas que eu esperava cumprir até o último dia da minha vida.

— Eu amo você, Isabella Swan _ murmurei, segurando o seu rosto entre as mãos._ Vou fazer você feliz ou vou morrer tentando.

Bella deslizou os braços ao redor do meu pescoço e roçou os seus lindos lábios nos meus.

— Pode começar a me fazer feliz agora, Cullen _ ela sorriu maliciosamente, puxando a minha camisa para cima pela barra. _ Os problemas vão ter que esperar.

Assim que Bella se livrou da minha camisa, eu a puxei de volta para os meus braços. Aquele era o seu lugar, era a onde ela pertencia.

Eu a beijei intensamente, lábios apertados contra o seu, minha língua invadindo a sua boca, faminta e ansiosa.

— Você tira o meu juízo, sabia?_ confessei, com a voz engasgada. Meu pau estava dolorido pelo tamanho da minha ereção e porque eu não transava há um século e meio. _ Quero você aqui. Quero você agora.

— Então vem pegar _ ela mordeu o lábio de um jeito atrevido e sedutor que me fez ver as estrelas.

Bella se soltou dos meus braços e caminhou devagar até o bar onde eu tinha estado minutos antes.

Ela deu impulso e se sentou sobre o balcão com um movimento gracioso. Estava usando uma saia bem apertada até os joelhos e, quando cruzou as pernas, o tecido moldou suas coxas de um jeito irresistível.

— Diabos _ eu gemi. _ Você é deliciosa.

Ela olhou para as próprias pernas e sorriu perversamente.

— Gosta dessa roupa em mim? _ perguntou, deslizando as mãos devagar pelas pernas sobre o tecido justo.

Eu assenti com a cabeça, incapaz de responder. Apaguei meu cigarro e joguei a guimba no chão, sem tirar os olhos dela nem por uma fração de segundo.

Deus, ela estava sexy pra cacete.

— Achei que fosse preferir sem ela.

Bella foi abrindo os botões da camisa social, um a um, sob o meu olhar atento. Eu estava perplexo, assistindo a transformação da garota frágil e delicada em uma mulher de tirar o fôlego.

Abri o botão do meu jeans e desci o zíper, caminhando em direção a ela. Quando ficamos frente a frente, ela desceu as mangas da camisa e deixou a peça escorregar para o balcão.

— Quero você em cima desse balcão, Edward.

Sua voz chegou como música nos meus ouvidos. Sensual e melodiosa, dizendo exatamente o que eu queria ouvir.

— Com todo o prazer.

Eu a segurei pelos pulsos e deitei de costas sobre o balcão, ouvindo-a gemer meu nome.

Fechei os olhos. Não queria perder o controle. Não ainda. Não sem antes dar a ela todo o prazer que ela precisava.

A visão dos seus seios mal cobertos por um sutiã preto rendado já estava me destruindo. Então eu afastei ambos os lados de forma a ver os mamilos expostos, sensíveis, macios, suplicando atenção.

Tomei um com a boca, ouvindo Bella grunhir enquanto arquejava.

— Oh, Edward... mais, por favor. Mais.

Eu fiz como ela pediu. Suguei, mordisquei e deslizei a língua pelo bico rijo, atento as carícias prediletas dela.

Quando Bella tentou me puxar ainda mais pela nuca, eu me afastei. Lambi a sua pele de um seio a outro, passando ao outro mamilo enquanto ela choramingava, cheia de desejo.

— Eu preciso tocar você _ confessei, a voz abafada contra o seu seio. _ Em qualquer lugar. Agora. Onde quer que eu a toque?

Ela segurou minha mão com dedos trêmulos e colocou sobre o seu estômago. Depois, foi descendo devagar até chegar ao meio das pernas.

Eu apertei por cima da saia e ela grunhiu alucinada.

— Edward! Eu proíbo você de me torturar _ Bella ordenou, parecendo realmente irritada.

Eu sorri, meio cruel.

— Não briga comigo _ pedi, fazendo um biquinho ridículo. _ É gostoso ver você assim, meu amor.

Ela fechou os olhos e se mexeu nervosamente quando uma das minhas mãos tocou o seu joelho direito, subindo por dentro da saia pela parte interna da coxa.

O seu corpo estava quente, febril. Eu vi o suor brotar na sua testa, enquanto ela mordiscava os lábios e se agarrava aos dois lados do balcão.

Quando cheguei a lateral da sua calcinha, eu a ouvi suspirar. Deslizei o dedo pelo tecido, sentindo como estava quente e molhado. E o rasguei com um puxão.

Bella arfou, arregalando os olhos.

Sua expressão era assustada e muito excitada.

— Eu vou entrar em você logo, logo. Relaxa _ sorri torto, de um jeito convencido. Meu cérebro, por outro lado, dizia que eu não conseguiria manter o controle por muito tempo.

Enfiei um dedo devagar dentro de Isabella, sentindo ela se contorcer. Ela era tão quente, pequena e apertada. Tão macia.

Meu pau estava estourando dentro da calça. Eu grunhi qualquer coisa que nenhum de nós entendeu. Então juntei outro dedo ao primeiro e comecei um movimento de vai e vém, a princípio lento e suave, que arrancou uma série de suspiros dela.

Quando o movimento se intensificou, Isabella jogou a cabeça para trás e o quadril para a frente.

— Entra em mim AGORA, Edward.

Eu engoli seco.

— Como você quiser, amor.

Eu pulei sobre o balcão e me sentei nele.

Bella me olhou desconfiada. Seus olhos estavam nublados e angustiados com o orgasmo interrompido. Sua pele estava corada e ela estava maislinda do que nunca.

Antes que ela tivesse tempo de perguntar alguma coisa, eu a segurei pelas mãos e a fiz se levantar. Então, segurei sua cintura e a ajeitei sentada no meu colo.

Bella gemeu baixinho. Colocando uma perna de cada lado do meu quadril, ela se ajustou de encontro ao meu pau.

— Você tira o meu juízo, sabia? _ ela repetiu minhas palavras, com um sorriso nervoso nos lábios. Então foi descendo devagar sobre mim, me fazendo grunhir como um animal encurralado. _ Eu te amo, Edward.

Eu fechei os olhos com força e juntei nossas testas, envolvendo o seu corpo com os braços.

— Eu te amo, Bella _ e a puxei para baixo, para mim. Contra mim.

Isabella deu um grito alto, rebolando com força e velocidade, as unhas enterradas nas minhas costas.

Quando gozou, ela jogou as costas para trás, chamando o meu nome.

Lindo, sexy e brutal.

Eu tive a plena certeza de que não precisava de mais nada. Aquilo seria perfeito para sempre.

Notas finais
Boa tarde, leitores de TBH! Peço perdão pela demora, mas a vida em off anda frenética como vocês bem sabem. Bom, sei que já venho falando em últimos capítulos há um bom tempo, então já passou da hora de atualizar vocês sobre isso. Distribuí o nosso desfecho em 03 capítulos + 1 epílogo. Creio que assim não vai ficar tumultuado, confuso ou corrido, e também não corre o risco de ficar ainda mais arrastado ou saturado. Assim temos tempo suficiente para o final dos nossos vilões e também do nosso amado casal Beward. Os capítulos ainda não estão escritos, mas fiz um esboço, um roteiro de cada um deles, o que facilita bastante. Farei o possível para não haver demora entre os posts, ok? Espero que embarquem comigo nessa, vejo vocês em breve!