Notas iniciais
Quem puder dar uma olhada na minha fic nova, aqui está o link *-* http://fanfiction.com.br/historia/548439/Pride_and_Prejudice/

Ali estava ele: Edward Cullen Masen, o meu desafeto em pessoa. O mesmo cabelo cor de bronze bagunçado da véspera, mas agora molhado, pingando sobre os ombros.

E roupa? Bem... er.. havia uma toalha.

Leveis as mãos aos olhos e os cobri imediatamente, soltando um gemido traidor. Merda! Não queria que ele achasse possível despertar gemidos em mim. De nenhuma espécie.

De olhos fechados, ouvi sua risadinha baixa de deboche.

_ E então, ursinhos carinhosos? Não quer mesmo dar uma espiada?

Irritante e convencido, ótimo. Ele poderia se tornar ainda mais desagradável? Mas a verdade é que ele tinha razão e o meu corpo estava me traindo.

Afastei os dedos apenas o suficiente para abrir uma frestinha.

_ Ursinhos carinhosos?

O sorriso dele ficou mais largo.

_ Era isso ou “pijama de vaquinha”, o que você prefere?

Bufei, irritada. Por que ele simplesmente não podia passar uma borracha sobre a noite anterior? O pijama realmente não era nada sensual, mas eu podia fazer muito melhor.

Não com ele, claro. Com ele, NUNCA.

Descobri os olhos, mas continuei evitando a todo custo a visão da toalha branca que cobria Edward da cintura para baixo. Não deu muito certo. Seu corpo definido, magro porém musculoso, me chamava como um ímã. As curvas dos seus músculos desenhavam o peitoral e desciam pelo abdômen até desaparecerem por trás da toalha.

E porra, eu queria ver o que tinha embaixo da toalha!

_ Charlie já levantou? _ tentei iniciar uma conversa neutra que não envolvesse ursinhos, vaquinhas ou pensamentos sacanas sobre toalhas.

Para o meu espanto, da forma mais grosseira possível, ele deu as costas entrando de volta no quarto.

Continuei observando estarrecida enquanto ele batia a porta com força na minha cara.

_ Merda de Swan _ ouvi-o resmungar lá dentro.

Hey! Qual é o problema desse cara?!

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Quando desci para o almoço, Charlie e Esme já estavam à mesa. Os dois pareciam sérios e distantes em lados opostos. O ar preocupado em seus rostos também estava me deixando preocupada. Antes de Esme, Charlie havia sido solitário e extremamente infeliz. Eu não queria vê-lo assim nunca mais.

Ao lado de Esme estava a cria do capeta. Engoli os pregos na minha garganta pela humilhação no corredor. Ele usava uma camisa preta de mangas curtas que dizia "Sexy Chick" e não parecia nem um pouco arrependido por ser um perfeito imbecil. Na verdade, acho que secretamente ele se orgulhava daquilo.

Bufei, revirando os olhos sem conseguir me conter. Aquela atitude “ovelha negra da família” já estava me irritando de verdade.

_ Bella, sente-se aqui _ Charlie pediu, apontando a cadeira ao seu lado.

Eu fiz como meu pai pediu. Antes disso, dei boa noite a todos do jeito mais educado possível.

Apenas Charlie e Esme responderam, óbvio. Edward estava ocupado demais mexendo no seu celular, enquanto ignorava todo mundo descaradamente.

O almoço, é claro, foi uma tragédia. Nunca houve tanto silêncio naquela casa desde que Esme chegara ali. Edward parecia assassinar tudo a sua volta ora com sua arrogância, ora com seu desprezo. Fosse como fosse, mesmo afastado de Esme por tanto tempo, sua atitude era muito cruel. Afinal, o que Charlie tinha a ver com aquilo? E eu? Eu nem sabia que Esme havia tido outra família... como ele poderia me responsabilizar por alguma coisa?!

Encerrado o circo dos horrores, corri de volta para o quarto. Fui até a segunda gaveta da estante, de onde tirei minha agenda _ couro marrom e capa vermelha. Estava ali, logo após o almoço: “Concluir a resenha do artigo de Bioquímica”. Suspirei, aborrecida. Resenhas não eram o meu forte. Charlie era muito melhor com elas, mas estava numa outra vibe agora, preocupado e completamente fora do ar. Teria que me virar sozinha.

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_ HEY, BELLA!

Tomei um susto quando Alice escancarou a porta do meu quarto sem a menor cerimônia.

Joguei o livro embaixo da cama com uma risada nervosa.

_ Ali!

Ela franziu a testa, olhando ao redor no quarto.

_ Tá escondendo um homem aqui, Bells?

Abri um sorrisinho irônico.

_ Claro, ele está dentro do closet entre os Jimmy Choos e os Manolos.

_ Hum.

_ O que você quer?

Ela suspirou, esquecendo o assunto.

Ótimo. Sob a minha cama, Lara e o tenente Ryan Fox faziam sexo ardente no meio da relva. Senti um frio na espinha e me lembrei das mãos do estranho passeando pela minha barriga na noite anterior...

_ Você disse que a gente ia se ver hoje.

Oh, droga.

_ Ah, é mas... tem aquela resenha de Bioquímica, sabe?

Depois de quase seis horas eu não tinha terminado a merda da resenha. Para falar a verdade, não havia saído do segundo parágrafo. Ficava difícil quando sua cabeça se voltava toda hora para pensamentos que você reprovava inteiramente.

_ Quer estudar em dupla comigo?

Ela rolou os olhos, cruzando os bracinhos magros de aparência frágil. Ledo engano. O gancho de direita de Alice já havia nocauteado muitos bêbados engraçadinhos.

_ Prefiro me afogar na banheira ouvindo música pop dos anos 90. BELLA, ACORDA PRA VIDA! Você tem vinte e um anos e está jogando isso fora. Hoje é domingo, e domingo definitivamente não é dia de estudar.

_ Ultimamente pra você nunca é dia de estudar _ alfinetei.

_ Esquece _ ela desviou o assunto para o seu lado de novo. _ Eu tenho um encontro hoje e preciso de uma amiga.

Senti cheiro de problema no ar.

_ Como assim?

Ela abriu um “sorrisão Alice” e saltitou para dentro do quarto, se jogando na minha cama bem em cima das apostilas de Bio. Seus cabelos castanhos espetadinhos, bem acima dos ombros, se espalharam ao redor da cabeça. Seus olhos eram azuis e o nariz arrebitado. Ela parecia uma bonequinha adorável.

Mas não se enganem, Alice era o cão!

_ Ah _ ela suspirou de forma romântica, e se eu não conhecesse Alice, diria que ela estava apaixonada. _ você se lembra daquele loirinho bonito que eu falei ontem?

Claro. Abri um sorriso compreensivo. O garoto do olho de Hórus.

_ Então, eu prometi que iria ao Seven’n Seven essa noite para encontrá-lo. Mas não posso ir sozinha...

_ E por que?

Ela ficou séria e hesitou. Estava estudando o terreno.

_ Porque ele tem um primo.

Dei de ombros.

_ Normal. O fato de ele ter primos não impede que vocês saiam para... _ a ficha caiu e eu arregalei os olhos como se fosse ter um ataque do coração _ Alice, você não está pensando que eu vou sair em casal com vocês e esse primo maluco, né?!

Ela fez biquinho de choro. Essa Alice!

_ Por que maluco?

Respirei fundo contando até cinco antes de falar.

_ Porque um sujeito que precisa de um encontro forçado com a amiga do primo deve ser um nerd maluco, fã de Star Wars e TBBT.

Ela fez um rápido silêncio reflexivo.

_ Você gosta de TBBT, Bella.

Bufei, consternada.

_ Um único assunto em comum não gera um encontro. Eu não vou!

Alice ergueu uma das sobrancelhas, se apoiando no colchão sobre o cotovelo.

_ Você também é nerd. Na verdade... a maior nerd que eu conheço. Nerd purinha.

Grunhi de raiva, agarrando uma almofada e dando em Alice com vontade.

Ela gemeu, rindo alto.

_ Ah, Bellinha, quebra essa! Por favorzinho! Jasper é a coisinha mais linda que eu já conheci na vida... e sabe? Ele mexe comigo de verdade _ ela baixou o tom de voz e me olhou tímida _ Eu nunca senti essa vontade de estar com alguém antes. Ele é... especial.

Engoli em seco. Nossa. Uma declaração daquela vinda de Alice Brandon era no mínimo impressionante.

Ela ainda me olhava daquele jeito “cachorro sem dono”, mas não parecia encenação. Alice queria mesmo, desesperadamente, ver aquele garoto.

Preciso confessar que achei aquilo meio bonitinho.

Suspirei, arriando os ombros.

_ Vou usar jeans e camiseta.

Alice gritou tão alto que eu tive que tapar os ouvidos. Logo ela estava de joelhos sobre a cama, gritando, me abraçando e pulando feito uma retardada.

Eu queria morrer! Mas acabei rindo com a empolgação dela. Nunca tinha visto Alice daquele jeito.

Esse Jasper devia ser mesmo um cara especial.

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O Seven’nSeven era o bar mais freqüentado pelos universitários da Columbia. Como eu nunca havia ido até lá, fiquei bem impressionada com a estrutura do lugar, muito mais organizada que o casarão onde tinha sido dada a festa de sábado.

Do lado de fora havia uma dúzia de mesas espalhadas, ao redor das quais umas cem pessoas se aglomeravam, entornando barris de cerveja e comendo petiscos. A confusão de vozes e risadas nem permitia escutar a música que vinha lá de dentro, muito mal a batida que parecia vir de um rap conhecido.

Alice olhou de um lado para o outro, o pescocinho esticado atrás do que eu sabia muito bem. Quando não encontrou, suspirou frustrada me puxando na direção da porta com passinhos impacientes. Ela estava usando um vestido curto e preto com a saia soltinha no corpo, além de botas de cano alto e salto agulha. Estava incrivelmente linda daquele jeito Alice “exagerado” de ser.

Já eu havia cumprido minha promessa: jeans e camiseta preta, com um cardigã azul marinho por cima. Calcei all stars pretos também e prendi os cabelos em um rabo de cavalo, colocando o mínimo de maquiagem que Alice me permitiu. Quase parecia uma refilmagem de A Bela e A Fera, mas a verdade é que eu estava me sentindo bem mais a vontade assim, na versão “Moda Isabella Swan para o dia-a-dia”.

A casa estava lotada. Alguns bartenders preparavam bebidas coloridas em bares espalhados por locais estratégicos. As bebidas combinavam com as cores fortes das luzes que rodavam lentamente acima das nossas cabeças.

Merda. Aquilo costumava me deixar tonta.

Finalmente identifiquei o rap que estava tocando. Era How to Love, do Lil Wayne.

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“You had a lot of crooks tryna steal your heart / Você tinha um monte de bandidos tentando roubar seu coração
Never really had luck, couldn't never figure out /
Nunca realmente teve sorte, nunca pôde descobrir
How to love /
Como amar
How to love /
Como amar”

Alice apertou minha mão com tanta força que quase esmagou dentro da sua.

_ Caramba, Ali! _ eu reclamei, puxando o braço.

Então segui seu olhar pelo Seven’n Seven até encontrar um certo louro alto de olhos verdes vindo em nossa direção. Ele sorria de um jeito tímido que não conseguia esconder o próprio encantamento. Usava camisa pólo preta e um jeans novo, parecendo certinho demais para minha amiga Alice Brandon.

E certinho demais, vamos combinar, era simplesmente perfeito para aquela cabeça de vento.

Eu sorria comigo mesma, observando um nerd fofo e doce roubar o coração de uma auto-intitulada pegadora nata.

A música parecia tão perfeita que era como se o destino estivesse conspirando para aproximá-los.

“You had a lot of moments that didn't last forever / Você teve um monte de momentos que não duraram para sempre
Now you in the corner tryna put it together /
Agora você está no canto tentando juntá-los
How to love /
Como amar
How to Love /
Como amar

For a second you were here, why you over there? / Por um segundo que você esteve aqui, por que você está lá?
It's hard not to stare the way you moving your body /
É difícil não olhar a maneira que você move o seu corpo
Like you never had a love /
Como se você nunca houvesse tido um amor
Never had a Love /
Nunca teve um amor”.

Notas finais
E então meninas, o que acharam do capítulo? Podem me mandar comentários dizendo? :D O que eu tenho a dizer sobre o próximo capítulo? Bem, teremos um POV da Alice que não vai ser o capítulo inteiro, mas será bem divertido, no estilo dela KKKKKK e teremos nossa Bella enfrentando mais uma festa em consideração a sua fiel escudeira Alice Brandon. Será que vai sair alguma coisa boa dessa festa pra Bellinha? E o seu par misterioso da noite passada? Por onde andará? Obrigada mais uma vez por acompanharem a TBH, meninas! Estou adorando escrever pra vocês :) bgsbgs