Two Broken Hearts
46 Luz e Trevas - Parte 3
Abri a boca para dizer alguma coisa, mas qualquer pensamento coerente no meu cérebro se derreteu naquele instante.
Edward se deixou ficar parado lá no fundo, me preenchendo. Eu queria tocá-lo, queria beijá-lo, mas ao mesmo tempo, não queria abrir mão do prazer egoísta que estava sentindo. Então, ele se mexeu lá dentro, dentro de mim, e ai... eu senti minha entrada se apertar ao redor dele, uma dor quente, lacerante e traiçoeira me invadindo.
Sua respiração pareceu ficar presa no fundo da garganta, quando eu cravei os meus dentes na carne macia do seu ombro. Fechei os olhos e um gemido rouco saiu da minha garganta.
_ Edward...
_ Você quer que eu pare? _ a voz dele soou preocupada.
Eu neguei com a cabeça, afundando o meu rosto na curvatura do seu pescoço. Mesmo assim, ele não se moveu até que eu o senti começar a se retirar devagar. Ah, não.
_ Edward _ eu o chamei de volta, acariciando o seu rosto com as pontas dos dedos. _ Por favor, não me deixe aqui de novo.
Sua testa se enrugou. Então, a compreensão pareceu tomar conta dele, finalmente.
_ Não, Bella... não. Dessa vez é muito diferente. Eu só não quero machucar você.
_ Então não me machuque.
De olhos fechados, eu ergui os quadris bem devagar, permitindo-o deslizar de volta, centímetro por centímetro, para dentro de mim. Um som gutural escapou da sua garganta e, quando eu tornei a abrir os olhos, os dele eram duas bilhas verdes e enevoadas. Aquilo me deixou extremamente excitada.
_ Ah, Bella... _ ele parecia inebriado, tão sem defesas que eu o amei ainda mais naquele momento, mais do que em qualquer outro.
Antes que qualquer pensamento sobre o nosso destino incerto me invadisse, eu o enlacei pelo pescoço e o trouxe de volta sobre mim. Edward entendeu o recado e o receio dentro dele pareceu dissipar-se de vez. Ele subiu e desceu, arremetendo lentamente, provando de mim enquanto eu provava dele. Seus lábios procuraram os meus e eu correspondi. Ele sugou a minha língua de leve e eu mordi o canto da sua boca, enquanto puxava o seu cabelo com desespero.
_ Você é deliciosa, Bella... sabe há quanto tempo eu venho sonhando com isso?
_ Desde o dia em que eu te vi pela primeira vez _ eu sussurrei em resposta.
Ele negou com a cabeça.
_ Eu penso nisso antes mesmo de te conhecer.
Eu ergui minhas pernas, enlaçando-o na altura das costelas, o que tornou nossos movimentos ainda mais profundos. Agora, quando Edward introduzia em mim, eu não sentia mais dor. Não sentia mais medo. Deslizei minhas unhas pela sua nuca e ele grunhiu o meu nome, arremetendo ainda mais profundamente. Eu joguei a cabeça para trás, contra o colchão, e os meus gemidos se tornaram ainda mais intensos, unindo-se aos dele.
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Eu tinha certeza do sorriso bobo em meus lábios, mas não tentei tirá-lo de lá.
Edward estava deitado de costas no colchão, ao meu lado. Nossa respiração começava a se acalmar, mas as batidas do meu coração estavam bem longe disso. Enquanto a minha mão estivesse entrelaçada a dele, eu também duvidava que algum pensamento fosse fazer sentido novamente.
O sexo com ele havia sido maravilhoso. As últimas horas haviam realizado uma transformação surpreendente sobre mim. A mulher que eu era agora parecia sedenta e incapaz de se sentir saciada, mas a luxúria e o prazer eram apenas a pontinha do iceberg. Meu interesse por Edward ia além das páginas de um livro erótico.
Quando ele virou de lado, apoiando o peso do corpo sobre um cotovelo para olhar para mim, meu sorriso se tornou lascivo. Seu rosto estava vermelho e transpirando. E ele nunca estivera tão sexy quanto naquele instante.
_ No que você está pensando? _ ele perguntou, também sorrindo.
Eu deslizei uma das mãos pelo seu peito nu, sentindo os músculos rijos e definidos pelo caminho até o abdome. Ele se contraiu e o seu olhar se tornou malicioso.
_ Vejam só, o que eu fiz com você...
Eu me juntei a ele em uma gargalhada sonora. Parte de mim estava ruborizando por tocar em um assunto tão íntimo com alguém; mas a outra parte, queria compartilhar de coisas ainda mais íntimas. Isso me fez lembrar outra coisa. Nossa intimidade era extremamente limitada e nossa confiança, um no outro, era frágil como vidro. Haviam assuntos que permaneciam intocados, deixados a margem daquela onda de felicidade que eu não queria dissipar nunca.
_ Você me fez descobrir um lado meu que eu não conhecia _ eu confessei, dando o primeiro passo e me abrindo.
Ele sorriu, pousando os lábios suavemente sobre os meus em um beijo doce e delicado.
_ Eu adoro cada um dos seus lados _ aquela afirmação me encheu como um balão de gás e eu quase saí voando na direção do teto. _ Eu nunca conheci ninguém como você, Bella... alguém que, mesmo depois de conhecer o meu pior, ainda tivesse forças para tirar de mim alguma coisa boa.
Eu senti o meu coração estilhaçar por ele e estendi a mão para acariciar o seu cabelo, o que o fez fechar os olhos. A serenidade que havia estado em seu rosto, um segundo antes, parecia ter evaporado por completo. Edward agora era todo dor e maus pensamentos, e eu me senti uma estúpida por fazê-lo mergulhar nas sombras de novo apenas um momento depois de tê-lo comigo no paraíso.
_ Você precisa parar de fugir do passado _ eu disse, sabendo que era um conselho vão, um conselho que eu mesma não vinha seguindo durante a minha vida inteira.
Ele meneou a cabeça, com um sorriso amargo no rosto.
_ Não, você está errada _ sua voz saiu torturada e distante, e eu senti que o estava perdendo de novo. _ Eu preciso parar de ir ao encontro dele. Bella, você não faz idéia... se você fizesse, me odiaria para sempre.
Eu franzi a testa. Do que ele estava falando, afinal? Como eu ainda poderia odiá-lo depois de tudo o que havia ocorrido? A sensação de que ele erguia um novo muro de pedras entre nós me deixou apavorada.
_ Eu nunca vou odiar você _ prometi, desesperada para trazê-lo de volta. _ Independente da sua história ou do que você fez...
Edward bufou, exasperado.
_ Você não pode prometer uma coisa dessas, Isabella! Não enquanto você não souber, não enquanto você não entender! E quando você entender... eu sei que as coisas vão mudar entre nós _ o cenho dele se franziu e eu vi a angústia transbordar dos seus olhos. _ Você nunca vai olhar pra mim desse jeito novamente... e eu vou me odiar porque a culpa vai ter sido só minha.
A falta de confiança dele em mim doeu como um tapa. Para Edward, a minha palavra não valia nada. Eu estava aberta e disposta a ouvi-lo, entendê-lo e perdoar qualquer coisa que ele pudesse ter feito, mas aquilo não parecia ser o suficiente.
O silêncio recaiu sobre nós e, dessa vez, ele tinha um peso esmagador.
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