Two Broken Hearts

4 Feliz aniversário... Para Mim


Notas iniciais
Estou com uma fanfic nova, se chama Pride and Prejudice (Orgulho e Preconceito). Vocês podem dar uma passadinha por lá? O prólogo está postado e é bem grande, cheio de coisas interessantes u.u http://fanfiction.com.br/historia/548439/Pride_and_Prejudice/ Espero que curtam o capítulo ^^

Acordei às 10 da manhã com batidas na porta do quarto. Me arrastei para fora da cama em estado de semi-consciência, e quando abri a porta, lá estava Esme com uma bandeja enorme de café da manhã. Havia suco de manga, torradas, geléia, pão fresco e ovos mexidos. Tudo o que eu mais gostava resumido em uma única bandeja!

_ Ah, Esme! Não precisava _ fiquei meio sem jeito. Eu nunca tinha feito nada do tipo para ela, mesmo quando era criança. Acho que eu nunca soube muito bem expressar meu afeto pelas pessoas.

_ É claro que precisava. Afinal, não é todo dia que a gente faz vinte e um anos.

Ela continuava tão deslumbrante quanto quando nos conhecemos, agora, no entanto, com cabelos na altura dos ombros e aparência mais discreta, mas o mesmo sorriso radiante.

Depois de Esme ter deixado o hospital, Charlie abrira um centro de pneumologia para ela bem perto de casa. Tinha cerca de uma dúzia de médicos respeitáveis e uma equipe grande de enfermeiros e outros funcionários, mas os pacientes especiais (os ricos e famosos do nosso bairro) preferiam se tratar com Esme. A reputação dela de curandeira era tão forte quanto a de Charlie como mago do relacionamento.

_ Você contraria todos os contos de fada, sabia? É a madrasta mais incrível do mundo!

Ela sorriu, me abraçando com tanto carinho que eu senti meu coração derreter mais um pouco e me deixei ficar um tempão nos seus braços. Esme tinha o poder de deixar as pessoas a vontade e espalhava a felicidade por onde passava. Na minha adolescência, quando eu estava com problemas, sabia exatamente a quem deveria procurar.

_ Seu pai foi à empresa de um cliente, mas prometeu que volta cedo. Não quer deixar de te ver hoje por nada. Aliás, você já tem planos pro seu aniversário?

_ Não vou fazer nada _ respondi, dando de ombros.

Alice “pervertida” Brandon era minha única amiga e estava posando na escola de arte durante todo o dia. O foco do meu aniversário seria trabalhar no projeto de Anatomia do Dr Collins e tentar manter minha média o mais alta possível. Aquele compromisso já estava anotado na minha agenda, entre “tomar café da manhã de aniversário com a família” (o que se realizou parcialmente) e estudar para a prova de Química que ocorreria em... quatro semanas.

É, o meu lema era “Nunca é cedo demais pra se estar preparada”.

Obviamente eu não contaria aquilo a Esme. Ela cairia dura atingida pela minha alta dosagem de adrenalina.

_ Certo. Vou visitar uma paciente agora, mas estarei em casa daqui a algumas horas. Se precisar, me ligue.

_ Certo.

Ela deu meia volta, mas parou no corredor no momento em que ia fechar a porta.

_ Ah, Bells, como foi a festa ontem? Se divertiu?

Eu encarei seu rostinho animado, a expressão cheia de expectativa.

_ Hm. Foi incrível, me diverti muito mesmo.

Não era uma mentira completa.

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A manhã e a tarde correram como eu tinha previsto. Adiantei o trabalho de Anatomia em quase oitenta por cento e estudei mais da metade do conteúdo de Química que cairia na prova. Fiz um breve intervalo apenas quando Ronda me chamou para o almoço.

Nem Charlie nem Esme estavam a mesa, nenhum dos dois havia voltado ainda. Ótimo. Apesar de solitário, foi a deixa que eu precisava para fazer uma refeição rápida e voltar para “meter a cara nos cadernos”, como minha avó Meg tinha mania de dizer. Aliás, ela havia telefonado pela manhã, assim como a vovó Abigail.

Meus avôs, Henry e Roland, haviam falecido há respectivamente sete e treze anos. Eu ainda tinha muitas recordações de Henry, mas quase não me lembrava mais de Roland, apesar de Abigail garantir que eu me parecia muito com ele em vários aspectos. Eu sabia que as duas ainda sentiam a morte dos maridos e companheiros de tantos anos, mas Meg era alegre demais para se abater e Abigail, durona demais para dar o braço a torcer.

Quando a noite chegou, Theresa veio até o quarto se despedir. Ela era mexicana e tinha um sotaque delicioso. Alta, morena e “muy guapa”, exibia cabelos longos e olhos pretos fascinantes. Achávamos ela tão parecida com a Salma Hayek que, uma vez, Esme e eu fizemos uma montagem das duas na internet.

Theresa tinha agora trinta anos, mas quando começou a trabalhar na casa, como minha babá, tinha apenas dezesseis. Ela agora era responsável pelos serviços de lavanderia, mas não trabalhava mais em tempo integral. Havia se casado com um garçom porto-riquenho e tinha dois filhos pequenos, Ramón e Consuela, que a acompanhavam ao trabalho sempre que ela não tinha com quem deixá-los.

Eu não comia desde o almoço e minha barriga estava roncando. Depois de atender Alice ao telefone – ela ainda estava presa na escola de artes, mas chegaria assim que possível -, desci para fazer um lanchinho na cozinha.

Jantar é pros fracos. Uma torta de cenoura com cobertura de chocolate me esperava na geladeira.

Quando eu estava no meio da escada, a campainha tocou.

Ronda foi para a porta de entrada e eu segui para a cozinha. Alice poderia dividir o bolo de cenoura comigo, desde que fosse educada e deixasse um pedaço maior para a aniversariante. E é claro que aquilo não aconteceria porque Alice, além de safada, era uma tremenda olhuda.

Quando dei minha segunda garfada, Ronda apareceu na cozinha com olhos arregalados.

_ Bella, hm. Tem um rapaz aqui na porta. Eu deixo entrar?

Franzi a testa, a colher ainda dentro da boca.

_ Rapaz, que rapaz? _ não poderia ser vendedor de nada porque era sábado e passava das seis da noite. Ninguém em sã consciência tentaria vender enciclopédias a uma hora daquela.

Ronda balançou a cabeça, a cara do desespero.

_ Ele quer falar com a Sra Esme.

_ Ah, é um dos pacientes dela _ eu dei de ombros. _ Você sabe o protocolo, Ronda. Manda ele direto pro centro e manda aguardar. Esme vai mandar algum dos médicos...

_ Manda, manda, manda. Alguém já disse que você é bem autoritária pra uma pivetinha?

O tom de arrogância na voz me despertou do transe do bolo de cenoura.

Ergui os olhos para a figura atrás de Ronda e, por um instante, minha respiração travou. A primeira coisa que me chamou a atenção nele foram os olhos. Eram verdes de uma tonalidade improvável e reluziam de provocação... e algo mais. Pareciam os olhos de um tigre estudando a melhor maneira de atacar a presa.

Pela jugular com certeza. Deixei o pensamento morrer enquanto cuidava de analisar todo o resto do material.

O sujeito era bem alto também. Provavelmente o topo da minha cabeça anã mal alcançaria o meio do seu peito. Seus braços, o direito e o esquerdo, eram cobertos por tatuagens cujos desenhos eu não conseguia identificar àquela distância. Eu precisava chegar mais perto... bem mais perto. Tipo em cima dele ou sei lá.

Me forcei a sair do transe. O cara estava me olhando com um sorriso debochado no rosto.

Ai. Meu. Deus. Eu estava encarando feito uma adolescente molhadinha.

_ Quem é você? _ consegui manter a voz firme, embora a camisa preta dele revelasse mais músculos do que eu gostaria de perceber naquele momento.

_ Edward. A sua mamãezinha ta aí?

Aquele tom arrogante de novo. Fechei os olhos e respirei fundo, contando até dez. Charlie e Rennè haviam me criado para ser uma pessoa muito bem educada e eu sabia reagir bem em situações de estresse.

_ Você tem algum tipo de retardo mental? Será. Que. Pode. Responder. Minha. Pergunta? _ ele disse em tom pausado, entortando a cabeça para o lado e sorrindo torto quando viu que havia conseguido me tirar do sério.

Eu estava vermelha e quicando de raiva.

_ Eu não tenho retardo mental. Mas você com certeza tem um pau pequeno.

_ Ah, meu Deus _ Ronda quase caiu dura.

AI SENHOR! De onde eu tirei essa merda?! Sempre ouvia Alice falar daquele jeito quando queria briga, mas nunca tinha nem imaginado que, algum dia, aquelas palavras poderiam sair da minha boca.

Meu coração estava tão acelerado que parecia pronto para disputar a São Silvestre.

O sorriso torto do sujeito se desfez na hora. Ele estava... hm... envergonhado?

Ponto no placar geral para o time das meninas!!!

Antes que um de nós pudesse quebrar o silêncio estabelecido, ouvi um inconfundível toc toc de saltos altos.

Esme surgiu loura e deslumbrante na entrada da cozinha. Ela usava um longo vestido preto e seus cabelos estavam presos em um coque. Sua maquiagem era linda e nem um pouco discreta, com batom e unhas vermelhas provocantes. No seu pescoço havia um colar de diamantes combinando com a pulseira, os brincos e a aliança de casamento.

Claro, a Festa Black&White...

Eu estava sentada na bancada da cozinha, com um pijama de vaquinha cor de rosa e um bolo de cenoura nas mãos, enquanto minha madrasta parecia a reencarnação de uma Grace Kelly um pouco mais velha.

Estava começando finalmente a entender o “pivetinha”...

Achei que Esme fosse colocar o sujeitinho para fora com um chute rápido e dolorido no traseiro. Em vez disse, seu peito arfou e ela emitiu um gemido baixo e completamente chocado, enquanto Ronda e eu presenciávamos tudo sem entender nada.

_ Edward? O que você...? Eu, eu não...

Edward, era isso. Ele também parecia ter ficado abalado, mas se recuperou antes que eu pudesse realmente ter certeza, colocando aquele sorriso sexy e idiota de novo nos lábios.

Queria bater nele! E depois beijá-lo. E então bater nele de novo com toda a força!

Respira, Isabella. Respira. Mas cada poro do corpo daquele homem gritava GOSTOSO. Estava ficando difícil ignorar.

_ Olá... mamãe. Gostou da surpresa?

Notas finais
O que acharam do capítulo, meninas? Aguardo vocês nos comentários! Ah, não esqueçam de passar pela minha fic nova, acho que vocês vão gostar :D http://fanfiction.com.br/historia/548439/Pride_and_Prejudice/ bgsbgs