Twisted Life

16 Poder divino (2-final)


Masato só pensava numa coisa — O calor. A fumaça produzida pelas chamas e todo o ambiente apenas piorava a situação. "Como você consegue ficar nesse forno com esse casaco e tudo mais?" — Questiona Masato para Alaska, genuinamente incomodado com o calor. "Eu resfrio meu corpo para me adaptar a certas situações, como essa." — Responde a garota, direta ao ponto. Masato concordou com a cabeça, porém, mesmo com um desconfortável clima entre os dois, a curiosidade de Masato gritou mais alto. "Uh..se não for um incômodo, qual seu poder?" — Pergunta o rapaz, hesitantemente. A garota virou a cabeça para falar enquanto os dois andavam, explorando o local. Porém, foram surpreendidos com um jato de fogo que é lançado na direção dos dois.

Com sucesso, ambos desviam e tomam distância, procurando o agressor. Rapidamente o mesmo se revela, aproximando-se. É um adulto, na casa dos 25 anos, com intenções claramente letais. Rapidamente, Masato e Alaska trocam olhares e subentendem oque precisam fazer. Masato toma a iniciativa e usando sua telecinésia, levanta o homem para desestabilizá-lo e o puxa para perto. Masato preparava-se para atacá-lo de perto, mas o mesmo conseguiu se recuperar no meio do caminho e preparou-se para atirar fogo contra Masato. Entretanto, na hora que iria atacar o rapaz, Alaska, tocando no chão, faz toda a área ao redor dos três se congelar em segundos. O calor do local rapidamente se dissipa e aquela tensão no ar de repente some. A ausência de calor fez o divergente praticamente incapaz de produzir calor.

Com isso, Masato prossegue com seu plano e o puxa para perto, e com proximidade o suficiente, desfere 2 socos no estômago do homem, e o chuta no peito, empurrando-o para longe. Caído no chão, os dois jovens começam a se aproximar lentamente com certa confiança na vitória. Entretanto, assim que se aproximaram-se, o centro do peito do homem começou a brilhar por sua camiseta, oque fez os dois jovens entrarem em estado de alerta. Gradualmente, o calor começou a voltar, rapidamente derretendo o gelo que havia esfriado o lugar e enfraquecido o divergente. Quando o brilho começou a se intensificar no centro do peitoral do homem, e o mesmo começou a franzir as sobrancelhas e tentar se levantar, Masato entende a situação.

"Ele tem a porra de um reator biológico." — Diz Masato, observando o homem. Alaska encarou Masato surpresa, mas antes de ter a possibilidade de pensar numa maneira de enfrentarem esse obstáculo, era tarde demais. O homem gerou uma explosão que lançou os dois para longe, derretendo totalmente todo o gelo em volta do local e carbonizando as árvores de bambu já queimadas antes. Masato levantou lentamente sua cabeça e foi interrompido por uma dor excruciante no seu abdômen. Com dificuldade, virou-se desesperadamente e encontrou um pedaço de bambu que foi atirado em alta velocidade contra si devido a força da explosão. O bambu perfurou o abdômen de Masato, mas por sorte, não foi fundo.

O garoto respirou tentando se acalmar, e olha ao redor procurando seus óculos, que voaram para longe, mas não consegue enxergar nada devido a fumaça que se instalou novamente por todo o local, além do fato do jovem ser míope com grau alto. Alaska, por outro lado, conseguiu se proteger da explosão e de destroços, porém estava muito vulnerável naquele momento. "Isso não foi uma boa ideia... ter vindo aqui." — Pensou Masato. "A criocinese da Alaska não vai ser o suficiente... Mesmo que ela enfraqueça esse divergente, esse reator no centro do peito dele vai gerar energia para dissipar o gelo e nos deixar em desvantagem.." — Completou Masato, tentando se levantar, porém falhando, caindo. Ele então deitou sua cabeça no chão, focando em guardar energias.

Quando tudo parecia estar acabado, o som de como se alguém tivesse sido enviado pelo cientista do laboratório surge. O garoto levantou o rosto lentamente, vendo um par de tênis esportivos preto com detalhes em branco, e imediatamente sentiu uma onda de alívio descer sobre seu corpo, aliviando até mesmo a dor que estava sentindo. "Seu desgraçado... aonde você estava?" — Murmurou Masato, rindo um pouco. Kizuko, que havia chegado para acabar com oque Masato e Alaska começaram, faz um sorriso de canto e encara o divergente que estava no centro do local. "Eu estava no meio do meu treino, então acho bom isso valer a pena." — Diz Kizuko.

O divergente encarou Kizuko, e ficou na defensiva, esperando que Kizuko atacasse-o primeiro. Porém, o rapaz ficou parado, observando o homem, que não entendeu o que o jovem fazia. De repente, uma auréola de cor amarelo delicado, levemente maior que a cabeça de Kizuko. A auréola brilhava forte, fazendo Kizuko ser literalmente iluminado por completo, criando uma espécie de aura branca em volta do mesmo. Tanto Alaska quanto Masato assistiam toda a cena quietos, porém impressionados. Uma visão tão linda quanto grandiosa. O contraste entre o branco da aura de Kizuko comparado ao vermelho causado pelas intensas chamas do divergente, fazem uma visão dessa quase que irreal. O homem, confuso e estressado, torna-se impaciente e prepara-se para atacar. Kizuko, quietamente ainda com seu sorriso de canto, anda em direção ao homem, lentamente. O divergente então aponta suas duas mãos em direção ao jovem e atira um feixe grande de chamas intensas na direção de Kizuko, que é engolido completamente.


O divergente não parava de soltar fogo pelas mãos. Mas começou a botar mais intensidade e energia, tornando-as mais quentes. Porém, para a surpresa de todos, Kizuko não foi afetado pelas chamas. Foi protegido por seu poder — a sua bênção. E atravessou o feixe de fogo andando e aproximou-se o suficiente para passar sua mão pelas chamas e agarrar com força o rosto do divergente. O ato faz o homem dissipar o fogo. Num só movimento, Kizuko grunhe fazendo força e levantou o divergente, rapidamente atirou a cabeça do homem no chão com brutalidade. Tudo que pode-se ouvir foi o som de carne sendo esmagada e sangue se espalhando pelo chão. Kizuko matou o divergente, esmagando sua cabeça no chão.