Twilight: Moonlit Desire

4 Capítulo 4 - Prazeres e Maldições


A noite era uma promessa de perdição. O vento uivava lá fora, arrastando folhas secas pela floresta como se quisesse alertá-los do erro que estavam prestes a cometer. Mas nada além do calor que pairava no ar poderia impedi-los agora.


Rosalie estava encostada na borda da cama, o peito subindo e descendo com a respiração acelerada, enquanto Jacob se aproximava devagar. Seus olhos escuros estavam carregados de algo primitivo, uma mistura de desejo e desafio, e cada passo dado na sua direção fazia o ar ao redor se tornar mais denso.


Ela deveria impedi-lo. Mas quando seus dedos tocaram a pele quente dele, qualquer resquício de resistência se dissolveu.


O beijo veio sem aviso, bruto e faminto, como se o mundo estivesse desabando ao redor e aquela fosse a única forma de sobreviver. Rosalie puxou Jacob para mais perto, as mãos percorrendo seus ombros largos e descendo pelas costas definidas, arranhando a pele quente conforme ele aprofundava o contato.


Ele a pegou pela cintura e a girou sobre a cama, pressionando seu corpo contra o dela, deixando-a sentir cada linha rígida e pulsante de sua musculatura.


— Você me enlouquece — Jacob murmurou contra seus lábios, a voz rouca e carregada de um desejo que fazia suas entranhas tremerem.


Rosalie sentiu a boca dele deslizar pelo seu maxilar, até seu pescoço, onde ele pressionou um beijo aberto e úmido, a língua quente traçando um caminho torturante pela sua pele. Ela arqueou o corpo, sentindo-se consumida por aquela necessidade crua.


Os dedos dele encontraram a barra de sua blusa e, num único movimento, a peça deslizou por seus braços, deixando sua pele exposta ao frio da noite. O contraste do ar gelado com o calor do toque de Jacob fez sua pele se arrepiar, e ele percebeu.


— Você gosta disso — ele provocou, a boca descendo lentamente, deixando um rastro de beijos e mordidas leves pelo seu colo.


Ela não respondeu. Não precisava. Seu corpo falava por si.


Rosalie agarrou os cabelos dele e puxou sua cabeça para cima, prendendo seus lábios num beijo que era pura necessidade. Ele respondeu com um rosnado grave, pressionando o corpo ainda mais contra o dela, os quadris colados, revelando exatamente o efeito que ela tinha sobre ele.


O calor crescia entre eles, insuportável. Jacob desceu as mãos pelas coxas dela, os dedos apertando sua pele antes de deslizar para o centro de seu desejo. Rosalie arfou, as unhas cravando nos ombros dele, e Jacob sorriu contra sua pele.


— Você é tão linda assim — ele sussurrou, os lábios voltando a explorar seu corpo enquanto suas mãos deslizavam lentamente, testando seus limites, levando-a ao puro êxtase.


Ela gemeu seu nome, a voz trêmula, repleta de prazer e necessidade. Isso foi o suficiente para que ele perdesse qualquer autocontrole restante.


As roupas desapareceram, e a última barreira entre eles foi quebrada. Jacob a puxou para cima, os corpos se encaixando, e Rosalie sentiu um prazer avassalador tomar conta de si quando ele finalmente a preencheu. O movimento era lento no começo, como se ele quisesse saborear cada segundo, mas logo se tornou mais intenso, mais urgente.


Os corpos se moviam em perfeita sintonia, como se já conhecessem esse ritmo há séculos. A cada estocada, a cada suspiro rouco, Rosalie sentia que estava se perdendo nele de um jeito que nunca deveria ter permitido.


Os gemidos preenchiam o quarto, misturando-se ao som da tempestade lá fora. Os dedos de Jacob apertavam sua cintura com força, guiando os movimentos com precisão, como se a cada encontro ele quisesse gravar sua presença nela.


Quando a onda de prazer finalmente a atingiu, foi como se tudo dentro dela explodisse. Seu corpo se arqueou contra o dele, os lábios entreabertos em um gemido contido enquanto ele a acompanhava logo depois, seus nomes sussurrados um no ouvido do outro como uma promessa proibida.


O silêncio veio depois, pesado e repleto de verdades não ditas.


Jacob permaneceu ali, ainda enterrado nela, o rosto encostado em seu pescoço, a respiração quente contra sua pele. Rosalie fechou os olhos, tentando ignorar a onda de culpa que começava a se arrastar por seu peito.


Ele se afastou apenas o suficiente para olhá-la nos olhos, os dedos traçando um caminho preguiçoso pela curva do seu quadril.


— Isso foi um erro? — a pergunta veio baixa, mas carregada de algo mais profundo do que ele deixava transparecer.


Rosalie engoliu em seco, sabendo a resposta, mas incapaz de dizê-la em voz alta.


— Se fosse, eu teria te parado.


Ele sorriu de lado, mas ela percebeu o brilho sombrio por trás daquele gesto. Nenhum dos dois sabia o que viria a seguir. Tudo o que tinham era essa noite.


E talvez fosse o suficiente.


Por enquanto.