Twilight: Moonlit Desire

5 Capítulo 5 – O Fogo da Entrega


O sol nasceu sobre Forks, banhando a floresta em tons dourados, mas para Rosalie, a luz do dia não trouxe clareza. Ela estava deitada ao lado de Emmett, seu marido, que dormia profundamente, alheio ao turbilhão de emoções que consumia sua esposa. Rosalie olhou para o teto, seus olhos dourados refletindo a luz do sol que entrava pela janela. O beijo com Jacob ecoava em sua mente, como uma melodia proibida que ela não conseguia esquecer. Cada toque, cada olhar trocado no telhado parecia ter marcado sua alma de uma forma que ela não podia ignorar.


Ela se virou de lado, observando Emmett. Ele parecia tão tranquilo, tão confiante em seu amor por ela. Como ela poderia traí-lo? Como poderia permitir que Jacob invadisse seu coração dessa maneira? A culpa a consumia, mas ao mesmo tempo, a lembrança do calor de Jacob, de sua paixão intensa, a fazia sentir viva de uma maneira que ela não experimentava há décadas.


Jacob, por sua vez, estava inquieto. Ele havia passado a noite em claro, revivendo cada momento com Rosalie. O cheiro dela, o toque de seus lábios, a maneira como ela o olhava... tudo isso o consumia. Ele sabia que não deveria procurá-la, mas a atração era forte demais para resistir. No meio da manhã, ele seguiu seu instinto e foi até o bosque, longe dos olhos curiosos da família Cullen.


Ele a encontrou sentada em uma rocha, olhando distante para o riacho que corria suavemente. Ela parecia tão vulnerável quanto ele se sentia, e por um momento, nenhum dos dois soube o que dizer. Finalmente, Jacob quebrou o silêncio.


— Rosalie — ele chamou, sua voz suave, mas carregada de emoção.


Ela se virou, surpresa ao vê-lo. Seus olhos brilharam por um instante, mas logo ela desviou o olhar, tentando esconder a confusão que sentia.


— O que você está fazendo aqui, Jacob? — ela perguntou, tentando manter a voz firme.


— Eu não consigo parar de pensar em você — ele admitiu, seus olhos queimando com intensidade. — Isso está me consumindo, Rosalie. Cada segundo longe de você é como uma tortura.


Rosalie fechou os olhos, tentando se proteger da verdade que suas palavras carregavam. Ela sabia que estava errado, que estava traindo Emmett, mas algo em Jacob a fazia se sentir viva de uma maneira que ela não experimentava há décadas.


— Isso não pode continuar — ela sussurrou, mas sua voz falhou, traindo sua determinação.


— Por que não? — Jacob se aproximou, seus passos silenciosos, mas cheios de intenção. — Por que temos que negar o que sentimos só porque o mundo diz que não deveríamos?


— Porque não é certo — ela respondeu, mas suas palavras soaram vazias, até para ela mesma.


Jacob parou a poucos centímetros dela, seu calor irradiando em sua direção. Ele levantou a mão, tocando suavemente seu rosto. Rosalie sentiu um arrepio percorrer sua espinha, mas não recuou.


— Você sente o mesmo que eu — ele disse, sua voz um sussurro. — Eu vejo isso nos seus olhos.


Rosalie engoliu em seco, lutando contra a vontade de se entregar. Ela sabia que ele estava certo, mas também sabia que o preço de se entregar a esse sentimento seria alto demais.


Antes que ela pudesse responder, Jacob a puxou para um abraço. Seus lábios encontraram os dela em um beijo que era tanto uma confissão quanto uma despedida. Rosalie sentiu as lágrimas escaparem, mas não as enxugou. Ela sabia que Jacob tinha razão, mas também sabia que o preço de se entregar a esse sentimento seria alto demais. Ainda assim, quando ele a puxou para um abraço, ela não resistiu. O calor dele era reconfortante, e por um momento, ela permitiu que a culpa desaparecesse.


Mas a paz durou pouco. O som de galhos quebrando na floresta fez com que eles se afastassem rapidamente. Rosalie olhou ao redor, com o coração acelerado, enquanto Jacob assumia uma postura defensiva. Era apenas um cervo, mas o susto foi suficiente para trazê-la de volta à realidade.


— Eu tenho que ir — ela disse, recuando. — Emmett vai me procurar.


Jacob não tentou detê-la, mas seu olhar a seguiu enquanto ela desaparecia entre as árvores. Ele sabia que isso não poderia continuar, mas também sabia que não conseguiria parar.



De volta à casa dos Cullen, Rosalie se esforçou para agir normalmente. Ela entrou pela porta dos fundos, esperando evitar Emmett, mas ele estava na cozinha, preparando café. Ele a olhou com um sorriso caloroso, mas seus olhos brilharam com uma curiosidade que ela não conseguiu ignorar.


— Onde você estava? — ele perguntou, sua voz casual, mas carregada de algo mais.


— Só fui dar uma volta — ela respondeu, evitando seu olhar. — Precisava de um pouco de ar.


Emmett não disse mais nada, mas Rosalie sentiu o peso de seu olhar enquanto ela subia as escadas para o quarto. Ela sabia que ele desconfiava, e isso só aumentava sua culpa.

Enquanto isso, Jacob se encontrou com sua alcateia. Eles perceberam sua inquietação, mas ele não estava pronto para compartilhar o que estava sentindo. A tensão entre vampiros e lobisomens já era alta, e ele sabia que seu envolvimento com Rosalie só pioraria as coisas.


Leah, em particular, parecia desconfiada. Ela o observou com olhos estreitos, como se soubesse que ele estava escondendo algo.


— O que está acontecendo com você, Jacob? — ela perguntou, sua voz carregada de desconfiança.


— Nada — ele respondeu, mas sua voz falhou, traindo sua mentira.


Leah não disse mais nada, mas Jacob sabia que ela não estava convencida. Ele se sentiu encurralado, preso entre seu amor por Rosalie e sua lealdade à matilha.


Naquela noite, Rosalie subiu ao telhado novamente, esperando encontrar paz, mas sabendo que Jacob poderia aparecer. E ele apareceu. Desta vez, não houve palavras. Eles se olharam por um momento, e então se encontraram em um beijo que era tanto uma despedida quanto uma confissão.


— Isso não pode continuar — ela repetiu, mas suas ações contradiziam suas palavras.


— Então por que estamos aqui? — ele perguntou, sua voz um sussurro contra seus lábios.


Rosalie sabia que ele estava certo. Eles estavam presos em um ciclo que não poderia terminar bem. Mas, naquele momento, ela não se importava. O desejo era forte demais, e a culpa, embora presente, parecia pequena em comparação