Twice Love
6 Capítulo 5 - Cedendo.
Notas iniciais

Caleb observava Bella em silêncio. Essa era mais uma daquelas vezes, que ele ficava se perguntando o que acontecera aquela linda mulher de tanta seriedade. Ela continuava “dormindo”, perdendo um tempo precioso de sua vida. Tempo esse que poderia estar gastando, fazendo algo que gostasse de verdade.
Logo, os pensamentos dele foram para isso; O que será que a mesma gostava de fazer? Ela tinha cara de quem gostava de fotografia, mas, talvez, livros fossem o lance dela. De toda forma, sentia, que um dia, descobriria e se encantaria ainda mais, com essa menina mulher com um passado e uma identidade misteriosa.
Chegou mais perto e pediu pela milésima vez em sua existência, que a mesma acordasse, para ele escutar sua voz, saber sobre sua vida, ouvir suas opiniões, e descobri porque, sem explicação, ela havia se tornado tão importante para ele.
Fez algo, que atingia o limite do carinho, ele se aproximou da cama, a qual ela estava deitada, e beijou sua testa, de forma delicada. Expondo mais uma vez, o quanto se importava com Bella.
Olhou mais uma vez, em sua direção, antes de sair daquele quarto, que de repente se tornou o local que ele mais visitava naquele hospital. O local que lhe daria as maiores tristezas, e também as maiores alegrias.
Lia algumas anotações do quadro dela, em sua prancheta, enquanto andava pelo corredor sem vida do San Martin, e se encontrava um tanto distraído, com o conteúdo não alterado das folhas.
Foi ai que ele escutou uma voz, que ele aprendera a reconhecer, o chamando. Ergueu os olhos na direção do elevador, e viu que quem saia de lá, era nada mais, nada menos que Darcey.
Suspirou de forma lenta, quando previu sobre o que, ela queria falar. Desde a noite anterior, não havia se comunicado com ela, para desculpar-se por ter saído as pressas. A verdade é que passou todas as horas após isso, velando o sono de Bella, temendo que o pior acontecesse, caso ele saísse de perto dela, para certifica-se de que tudo estava bem.
É claro que se sentia culpado por seu comportamento com a Ross, mas, naquela madrugada, mal lembrou-se disso, tudo o que importou, foi garantir que Bella ficasse bem.
—Você não me ligou. — tinha uma acusação nada velada ali.
—É...Eu sei...Me desculpe, tanta coisa aconteceu...Bella, ela quase morreu e eu... — antes que terminasse sua explicação, foi interrompido por Darcey.
—Deixe-me ver se eu entendi...Você saiu correndo do jantar, em que provavelmente me pediria em namoro, para socorrer uma garota que nem conhece, mas, que é terrivelmente importante para você e ainda tenta explicar isso, como se fosse normal? — ela estava incrédula.
—Achei que você tinha dito que minha atitude de cuidar dela assim é nobre. — Caleb comenta, franzindo as sobrancelhas.
—É nobre até certo ponto...A parti do momento, em que você deixa de viver sua vida por causa dela, isso torna-se insano. — Darcey afirmou sem hesitar. — Você não sabe nada sobre ela, Caleb, não sabe se ela foi uma pessoa boa antes disso...Já pensou na possibilidade dela merecer o que aconteceu com ela? — usou um tom que não era muito correto de ser utilizado em um hospital.
—Ser abandonada, completamente machucada e sem identificação...Me corrija se tiver errado, mas, ninguém no mundo, por mais terrível que seja, merece um destino desse. — foi firme ao dizer.
—Como quer, que demos certo desse jeito? Uma garota desconhecida, é mais importante para você, do que alguém que está aqui, acordada, querendo te fazer feliz, acreditando em nós. — ela estava quase desesperada para saber a resposta.
—Não sei o que posso fazer para que você se sinta segura, em relação ao que temos. Só sei que quando vi aquela garota tão indefesa, entrando naquela maca nesse hospital, eu prometi a mim mesmo, que cuidaria dela, até que ela acordasse e pudesse fazer isso por si só. Então eu honrarei isso, Darcey. Irei realmente fazer. — garantiu, fazendo a loura suspirar.
—Isso é louco, Caleb. — Darcey quase sussurrou essas palavras. — Como posso acreditar em um relacionamento, com uma pessoa que mergulha tanto assim numa relação com uma paciente? — indaga sem saber.
—Me importar, faz parte de quem eu sou, e eu ficaria muito feliz, caso aceitasse isso, mas, se não o fizer, não posso fazer nada mais, além de me lamentar. — foi sincero. A advogada olhou para ele, mostrando que estava em um dilema.
—Será que podemos remarcar aquele jantar? Sem fugas dessa vez. — ela por fim pede, fazendo Caleb sorrir.
—Okay...Mas, só para compensar...Você, Darcey Ross, aceita namorar comigo? — indaga divertido, e dessa vez quem sorri é ela.
—Bom, não é o pedido espetacular que eu imaginei, acontecendo naquele restaurante, mas, sim, eu aceito namorar com você, Caleb Walters. — após essas palavras, Caleb colocou sua prancheta sob uma das macas, espalhadas por ali, e puxou Darcey Ross para seus braços, a beijando com carinho.
[...]
Sarah bebia seu café de forma rápida, enquanto analisava alguns exames, em um mesa da cafeteria do hospital. Gostava de sempre estar checando eles, para garantir que não deixaria nenhum detalhe passar despercebido. Ela acreditava que detalhes podiam salvar vidas.
Estava tão exausta quanto Caleb, havia passado toda a noite no hospital, para dar assistência a ele, caso Bella piorasse. Por sorte, a garota estava bem. E ela tinha que admitir que aquilo soava como um milagre. Se a mesma queria tanto sobreviver, quem seria ela, agora, para ir contra a esperança de Caleb. Foi ali, quando a viu lutando para viver, que decidiu, também faria o que tivesse ao seu alcance, para que ela acordasse bem.
—Três. — Paul surgiu em seu campo de visão, e disse aquela palavra, fazendo a mesma franzir as sobrancelhas. — Tomei três cafés, dentro da última hora, para me manter acordado, após a noite de ontem. — ele explica, e sem pedir permissão se senta na mesa de frente para ele. — Parece que quando estamos envolvidos emocionalmente com o paciente, tudo torna-se mais complicado, e situações de tensão como a de ontem, nos deixam exaustos. — comenta, fazendo Sarah rir.
—Você? Envolvido emocionalmente com um paciente?. — debochou, sem acreditar naquelas palavras.
—Ei! Não faça um mal julgamento de mim...Vai dizer, que também não está criando uma afeição pela garota adormecida? Até certo ponto, começo a entender porque Caleb está obcecado em salva-la. Ela é durona. — fala divertido, e Sarah revira os olhos.
—Sim, mas, você também não está preocupado? — ela questiona séria.
—Com o que? — ele não entende.
—Você viu como o Caleb ficou ontem, com a remota possibilidade de perde-la? — indagou e Paul finalmente adotou uma postura melhor.
—Ele ficou amedrontado. — concorda.
—Você acha que é possível... ?— ela não completa a pergunta.
—Tenho medo do que você dirá. — Paul avisa.
—Você acha que é possível amar alguém, sem nem ao menos saber seu nome de verdade? Sem nunca ter falado com ela? Sem saber como ela é? Assim, tão rápido? — Sarah indaga com seriedade.
—Bem...Entendo o que você diz, apesar de ser louco...É como, se Caleb já conhecesse a alma dela...Como se a amasse desde sempre. — Paul diz fazendo uma careta.
Ambos se encaram, e por hora ignoram o fato de que tem uma relação péssima, só o que importa no momento, é que o melhor amigo deles, está apaixonado por uma garota, que está basicamente mais morta, do que viva.
Um tempo antes em Los Angeles.
Tentava equilibrar os livros em suas mãos, e segurar o celular em sua orelha, enquanto deixava a sala, na qual assistiu sua última aula do dia. Nenhum de seus colegas, se disponibilizou a ajuda-la, e isso fez com que a mesma revirasse os olhos. As maravilhosas consequências, de ser praticamente, uma pessoa anti-social.
—Deixa eu ver se eu entendi...Você está no Egito, é isso? — perguntou incrédula. Não acreditando que Emma tinha saído de Paris tão rápido assim, a garota do outro lado da linha, riu do tom da amiga.
—Sim, bem, eu precisava de inspiração para fotografar, e as paisagens de Paris estavam me causando tédio. — diz, como se não fosse nada.
—Até porque, a cidade luz é bem monótona. — Mia debocha, e agradece mentalmente, quando consegue fazer uma manobra, para colocar dois de seus livros, dentro da bolsa.
—Não vou discutir com você, sobre Paris ser movimentada ou não...Falaremos do fato de Chloe ter me dito com todas as letras que você está apaixonada por um cara, mas, não admite. — A Grey gargalhou disso.
—A essa altura, você já devia ter notado que a Chloe fantasia sobre muitas coisas...Eu apaixonada, Emma? Sério? — questiona divertida.
—Bom, a descrição do comportamento que ela disse que você estava tendo, denuncia isso. — a outra argumenta.
—Não há comportamento diferente...É como todas as outras vezes, com todos os outros caras. E além do mais, já transamos, e ele não pode querer mais do que isso de mim, se contarmos com o fato de que o cara é um completo galinha. — comenta incomodada.
—Hum...Espera, do jeito que você falou, faz parecer que se ele tentasse algo, conseguiria. — Emma nota.
—Não importa, Emma...Ele e eu...Não vai acontecer, porque... — antes que Mia terminasse a frase, algo aconteceu e chamou sua atenção. Ali no fim do corredor, um Austin sorridente a esperava.
Ele acenou com a cabeça, e seus olhos brilharam quando encontraram os de Mia.
—Por quê?... — Emma esperou uma resposta.
—Eu tenho desligar. — Mia avisa, e sem nem esperar uma despedida, faz isso.
Ela caminha em passos lentos, até onde Austin está, e vai até lá, tentando conter o sorriso que quer tomar conta de sua face, por ele ter aparecido, mesmo depois dela te-lo dado, o que o mesmo queria. Isso era tão patético, que em meio ao sorriso que queria expressar, a mesma supôs que merecia um tapa na cara também.
—Tenho medo da resposta, mas, tenho que perguntar, como descobriu onde eu estudo? — Mia indagou, encarando ele com diversão.
—Tenho meus contatos, Mia Grey...Sei como comprar um dos funcionários da administração do clube para saber sobre você. — diz ainda sorrindo, fazendo ela finalmente sorrir também.
—O que está fazendo aqui, Austin? — ela precisa saber. Precisa entender, porque ele ainda está lá. Porque ainda insiste.
—Eu queria te ver. — explica e então suspira. — Eu precisava te ver. — admite por fim, fazendo Mia apertar o único livro que resta em suas mãos, com força. — Eu queria saber se só fui eu, que sentiu algo a mais do que desejo físico ontem. — conta e Mia engole a seco.
Aquilo era um jogo, era isso. Austin queria que ela admitisse como se sentiu diferente, para depois usar contra ela.
—Sim, suponho que só você tenha se sentido assim. — veste seu melhor traje de indiferença.
—Dá para parar de fingir? Me deixa quebrar esse muro, que te impede de se aproximar das pessoas. — Austin pede de um jeito sério.
—Dá para para de fingir, você. Fingir que me acha diferente das outras mulheres com quem transou, fingir que me acha especial, e que quer algo a mais comigo. — ela praticamente grita.
—E se eu quiser? — grita de volta.
—Problema seu. Não estou disposta a ser usada por um babaca qualquer, para ele provar a si mesmo, que pode conquistar até a mais difícil das mulheres. — devolve.
—Só mais uma chance. — ele pede. — Uma chance para eu descobrir porque gosto de você assim, e porque estou tão obcecado em te ter. — complementa.
— Não. — Mia nega. — E quer saber? Não me procure mais, com esse papinho clichê, tenho muito mais o que fazer, do que perder meu tempo, com um idiota que acha que me engana. — dada essas palavras, Mia começa a andar em direção a saída, deixando um Austin incrédulo para trás.
[...]
Austin encarava o copo de whisky intocado, fixamente, como se ele fosse lhe dar as respostas que o mesmo precisava. Estava no apartamento de David, enchendo a cara, enquanto o amigo estudava para uma prova importante que teria na faculdade. Havia sido para lá, que tinha ido, depois que recebeu um fora épico de Mia Grey.
—Okay...Isso está começando a ficar preocupante, eu nunca te vi ficar assim por garota nenhuma, Austin. O que está havendo? — Dave larga a caneta em suas mãos, o e questiona.
—Eu não sei...Aquela garota me afeta, David. Ela me enlouquece, desde que eu a conheci, ela não sai da minha cabeça, é como se ela estivesse impregnada. Tudo nela me atraí, seus olhos, sua voz, suas respostas e o sorriso dela... Ela sorri e seu rosto se ilumina como um amanhecer sem nuvens. É de tirar o fôlego. — fala lembrando-se de todos os detalhes de Mia.
David arregala os olhos, e sem a permissão de seu amigo, ele toma o Whisky de Austin e toma o líquido do copo, em um gole só.
—Você está apaixonado por Mia Grey, Austin. — afirma, fazendo o outro quase engasgar.
—Isso...Isso é ridículo, Dave...Eu apaixonado por aquela mulher? Não!...Você já viu como ela é chata? Qual é! o clichê para caras como eu, é se “apaixonar” por mulheres virgens e que são completamente puras...Não, alguém como Mia Grey, que sabe cada detalhe sórdido da vida. — se revolta com a afirmação do amigo.
—Você não entende? Isso é uma espécie de castigo do universo. Você se apaixonou por a única mulher, que não acredita em você. — Dave o comunica.
—Não...Ela nem é tudo isso...Ela é só atraente...Sexy...Inteligente...E...Isso não pode estar acontecendo, Dave...Eu não estou apaixonado...Não estou apaixonado por uma louca. — ele se desespera.
—Certo, você não está...Então, como é beijar Mia Grey? — questiona como quem não quer nada.
—Sei lá, é como ter uma amostra grátis do paraíso por alguns segundos. — descreve e depois nota o que falou. — Eu estou apaixonado por Mia Grey. — confirma frustrado.
—Você está ferrado. Muito ferrado. — seu melhor amigo diz, se divertindo com isso.
—O que eu faço? O que um cara faz quando se apaixona? — ele não entende.
—Ele luta pela garota. — Dave lhe diz. — Ele entra em um relacionamento exclusivo com essa garota. — explica.
—Uou...Isso é terrível, tipo sem sexo com outras garotas? — parecia um garotinho no primário.
Olha o que Mia Grey fez com ele.
—Bem, se o sexo com ela for bom o suficiente, a falta de outras compensa. — debocha.
—Ele é bem suficiente. — Austin garante. — Suficiente demais.
[...]
O suor descia por sua face, de maneira exagerada, a medida que ela rebatia mais uma bola. Estava ficando cada vez melhor. Nem piscava, para ganhar de seu oponente. Faltavam homens, que aguentassem a pressão de jogar com Mia Grey na quadra.
Faziam dois dias, desde que dispensou Austin, e em segredo, havia repensado umas mil vezes sobre sua atitude. Não era arrependimento, era algo do tipo, pensamento de como teria sido, se não tivesse feito.
Grunhiu de frustração, quando os toque dele em seu corpo, passaram mais uma vez em sua mente, e isso fez ela errar um rebate. Logo, ela sinalizou, avisando que não queria mais jogar.
Enxugou seu rosto com uma toalha, e deu a si mesma o direito de sentar-se por um instante, para descansar. Não só seu corpo, como também, sua mente.
Só que por hora, seu descanso não durou muito, já que uma figura que a mesma queria — mas, não esperava. — ver, surgiu, descendo as escadarias que levariam a quadra. Lá estava Austin, não tão receptivo quanto da última vez que se viram.
Ele chegou até ela, mais rápido do que Mia previa, e completamente irritada, a mesma ergueu –se e levantou-se do banco, a tempo de estufar o peito para enfrentar uma discussão com ele.
—Vem cá, Austin. Você persegue todas as garotas com quem transa, ou essa sisma é só comigo? — antes dele falar qualquer coisa, ela joga essa pergunta em seu colo.
Ele olha em volta, de forma lenta, antes de dar uma resposta para isso.
—Bem, você sabe que eu tenho um lance com você. — olha para um ponto específico, enquanto fala, nem lembrando como seria a entrada triunfal, que planejara fazer, segundos antes.
—Um lance comigo? — Mia repetiu incrédula. — Você está sonhando acordado. — ela afirma.
—Okay...Será que pode parar de se fazer de difícil e aceitar sair comigo de novo? — Austin pede, na verdade, quase implora.
—Não. — Mia continua firme.
—Qual o problema em sair comigo, afinal? — ele quer saber, e Mia ri com escárnio.
—O problema? — repete algo que ele diz, pela segunda vez. — O problema é que você está me chamando para sair, enquanto olha para o traseiro de uma loira aguada na piscina. — ela expõe o problema, e o distraído Austin finalmente a olha nos olhos e bufa de frustração.
—É...Você está certa, sou um idiota...Mas, sou um idiota que quer sair com você. — lhe comunica.
—Por favor não acredite que você me encher o saco, até eu explodir, me fará ceder. — Mia pede com deboche.
—Tudo bem. — ele fingiu que tinha desistido, até fazer algo completamente ridículo. Se ajoelhar no chão, e puxar a mão de Mia para si. — Eu estou implorando, jogado aos seus pés, Mia Grey, aceite ter um maravilhoso encontro comigo. — ele dramatiza, enquanto Mia se segura para não rir,
—Você é louco, Austin. — ela afirma, e ele sorri.
—É...Atualmente, tenho estado bem louco por você. — lhe informa.
—Está bem...Eu aceito sair com você. — ela ri, enquanto diz isso, e sem mais delongas, ele se levanta, e a presenteia com uma expressão de pura felicidade.
[...]
—Então, o que vamos fazer dessa vez? — Mia indaga, sentada ao lado de Austin, enquanto ele dirige pelas ruas movimentadas de Los Angeles, rumo a um destino desconhecido. Ele a olha pelo canto do olho e sorri.
—É uma surpresa. — avisa, e logo volta a prestar atenção na estrada.
—Devo ter medo do que você planeja? — ela questiona curiosa.
—Você deve ter sempre medo do que eu planejo. — essa é a forma de Austin tranquiliza-la, e isso faz a mesma gargalhar.
Uma risada tão natural, que nunca deu na vida.
Depois de exatos vinte minutos, Austin estacionou na garagem de um prédio no centro da cidade. Se assemelhava com algo empresarial. Mia desceu do carro rapidamente, sem dar tempo de Austin, ser um cavalheiro e abrir a porta do carro — se é, que faria isso. — .
Dessa vez, ela não perguntou, apenas, aceitou a mão que Austin ofereceu, e assim, seguiram os dois para o elevador.
Ele só parou lá em cima, especificamente no heliporto do prédio. Onde nada mais, nada menos que um Helicóptero azul marinho, com a inicial “H” grifada em cinza, estava estacionado.
—Preparada para o melhor voo da sua vida, Mia? — ele questiona divertido.
—Por favor, não diga que você pilota. — ela pediu, ao notar que não havia mais ninguém ali.
—Tudo bem, eu não digo. — Austin diz, e ela gargalha.
Não demora muito, para uma corajosa Mia, estar dentro do helicóptero, enquanto Austin a prende em todos os cintos de segurança possível e lhe passa seu fone de ouvido.
Logo, ele próprio já está pronto, e inicia o voo mais interessante da vida de Mia. Dali de cima, eles podiam ver cada detalhe, da tão amada Los Angeles, ver até o que passava despercebido em outras ocasiões. Mia apontava para cada coisa especial que encontrava, como uma criança, que ia pela primeira a um loja de brinquedos.
Austin acaba a contando, que conseguiu essa licença, alguns meses antes, e que gostava de pilotar como hobbie.
Eles acabaram o passeio cerca de uma hora depois, e quando saiu de dentro do helicóptero, Mia parecia extasiada.
—Arrependida? — Austin questiona com desdém.
—Cale a boca, Austin, não estrague o momento. — ela pede divertida.
—Acho que depois desse passeio, mereço outro encontro. — ele anuncia e Mia sorri.
—É...Você merece. — concorda.
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