Twice Love
7 Capítulo 6 - Aceitando.
Notas iniciais

Sarah sorria para um dos seus pacientes, da porta de seu consultório, se despedindo, após dá-lo uma ótima noticia. No fim, aquela era a satisfação de um médico, apesar de em garante parte dos casos, eles serem mediadores de noticias ruins, existiam exceções. E eram elas, que faziam tudo valer a pena.
Seus cabelos estavam perfeitamente presos em um rabo de cavalo, e seu óculos posto em seu rosto de maneira centralizada. A mesma parecia tão iluminada e revitalizada aquela manhã, que nem aparentava que havia passado por dois turnos seguidos sem pausas.
Tudo isso porque, conheceu um cara há alguns dias atrás, que havia a deixado completamente encantada. Ele era educado, inteligente e super interessante. Depois de tanto tempo sofrendo pelo término com Paul, foi agradável descobrir que ainda conseguia iniciar algo com alguém, e que seu relacionamento quase traumático não havia deixado sequelas.
Por falar em Paul, não sentiu mais o desconforto de sempre, quando o avistou saindo de seu próprio consultório que ficava de frente para o dela. O mesmo estava sozinho, e quando notou a presença de sua ex namorada, parada ali, no corredor, com um suspiro resignado foi até ela.
—Uou...Você parece feliz. — comenta, enfiando suas enormes mãos no bolso do jaleco branco que veste.
—Eu estou...Acabei de dizer a um dos meus pacientes, que ele estava curado...Isso é... — não tinha nem palavras para expressar.
—É como se nós próprios ganhássemos uma nova chance. — completou, entendendo sobre a situação. Sarah não podia negar, apesar de no relacionamento deles, Paul não ter demonstrado seus sentimentos de forma satisfatória, ele sabia amar. Porque, sem nenhuma dúvida, ele amava ser médico e salvar vidas.
—É...Algo parecido com isso...Faz com que nossa esperança se renove. — concorda sorrindo calmamente.
—Sarah, será que podemos conversar? — o tom dele fez a mesma engoli a seco, então para contornar a situação, ela brincou.
—Não já estamos fazendo isso? — a pergunta fez Paul tentar sorrir, mas, não conseguiu.
—Sarah, já faz muito tempo desde que terminamos, e é um saco a forma como agimos um com outro...Como se não continuássemos sendo importantes um para o outro...Sempre temos que nos provocar. Nos enchermos de indiferença. Agirmos como pessoas imaturas, que não sabem lidar com o fato de que um relacionamento específico acabou. Eu sei que fui um babaca com você, e que te perdi porque era idiota demais, e não queria somente uma, mas, várias garotas. É, eu agi como se não soubesse que você me amava a um ponto, que saber que eu te trai, seria terrível para você. Eu perdi a garota mais incrível que poderia conseguir, eu sei...Você era a namorada perfeita, e eu estraguei o que tínhamos...Mas, antes disso, sei lá, você era minha amiga...E eu sinto falta de quando as coisas eram fáceis assim. — aquele desabafo faz Sarah arfar, ela não esperava isso vindo de Paul, não agora, não ali...Nunca.
—Por que esse discurso todo? — ela precisava saber, aquilo era...Estranho.
—Eu te vi em um bar ontem, com um cara. — explica a contragosto.
—E por isso, decidiu que finalmente me devia desculpas? — Sarah arqueia sobrancelha. Não se surpreendendo com o motivo dele.
—Não. Eu...Só decidi que se tiver que ver, você seguindo em frente, com um cara que te merece, quero pelo menos a chance de recuperar a sua amizade. Qual é! Trabalhamos juntos, nos vemos quase sempre, e temos um melhor amigo em comum. Já chega de sempre ter que ser estranho. — expões seus argumentos, e eles soam até válidos.
Sarah olha nos olhos dele, suspira, e pensa em tudo aquilo de uma forma racional, sem querer envolver seus próprios sentimentos.
—Tudo bem...Podemos agir como adultos. — ela cede, antes do que ele imagina. — Mas, quanto a minha amizade, você não vai ter-la de volta de mão beijada, você terá que conquista-la. — explica firme.
—Pode deixar. Vou me esforçar para conseguir. — Diz sorrindo.
Logo, eles voltam a se encarar, e quando Sarah nota que isso não é certo, balança a cabeça, e finalmente sai completamente de seu consultório, fechando a porta atrás de si, rapidamente.
Totalmente no corredor, ela avisa;
—Vou checar a Bella. Caleb, só foi para esse final de semana em Chicago com a Darcey, depois que eu prometi que ficaria de olho nela, de dez em dez segundos. — brinca divertida.
—Nem parece que já fazem cinco meses, não é? — ele fala nostálgico.
—Cinco meses em coma, sem nenhuma melhora e Caleb ainda continua acreditando. Isso sim é esperança. — afirma, avaliando o caso.
—Bem, entramos nessa com ele também. Então, todos somos esperançosos afinal. — após essas palavras, Paul avisa que precisa ir buscar alguns papéis com Melody, e a deixa ali.
Ela olha mais uma vez na direção dele, e em seguida suspira, antes de dar meia volta e ir rumo ao quarto de Bella.
Chegando lá, se deparou com o silêncio habitual de sempre, junto com o ar gélido que aquele quarto branco exalava. Bella continuava lá, dormindo serenamente, com um ar angelical. Sarah checou os sinais dela, como se é o certo, logo, avaliou seus ossos — coisa essa que o fisioterapeuta dela, já fazia. — Mas, que nunca era demais verificar. Em seguida, puxou a prancheta que ficava ao lado da cama dela, e anotou o que achou necessário acrescentar ao quadro dela. Não havia mudanças significativas, mas, não é como se ela estivesse morrendo.
Mesmo sem entender, sua próxima ação, Sarah o fez, ela se aproximou das janelas daquele andar tão alto, e abriu as persianas, deixando o quarto ser iluminado pela luz solar inebriante. Por dois segundos, ela pôde apostar que o corpo de Bella se remexeu ao ser aquecido, mas, foi apenas um vislumbre.
—Okay...Temos que concordar que esse quarto é bastante impessoal, e sem vida. — Sarah comentou, o avaliando por completo. Ele era igual a todos os outros quartos caros do hospital; Paredes brancas, cama hospitalar super moderna, ar condicionado, um armário pequeno porém com um formato grego um tanto formal, um pequeno sofá branco, uma cômoda cinza e persianas beges. —A que ponto cheguei, estou falando em voz alta, com uma garota em coma...Tudo bem que existe grandes possibilidades de você estar me escutando...Só que não deixa de ser estranho. — Sarah começou a tagarelar sem nem perceber. — Bem, Caleb sempre faz isso, e dado certo momento, ele diz que o acalma. — a Jones conta a ela. — Quer saber? Eu preciso de calma. Acabei de ter uma conversa decisiva com meu ex complicado namorado, e sei lá, isso soou como um ponto final em nossa história. E sim, eu devia estar feliz com isso, e aliviada como fato de que aparentemente, ele quer seguir em frente...Mas, não é assim que me sinto...Minutos antes, eu acreditava estar feliz, sobre ter encontrado um cara legal, e que não aparenta ser um babaca...Só que quando Paul deu a entender, que já havia me superado...Essa certeza de felicidade sumiu...É...Não sei...Não importa quanto, eu repita que estar com ele me fez mal, nunca irei acreditarei por completo nisso, entende? Porque, no fim eu sei, que ele não foi terrível cem por cento do tempo...E estar com ele, Bella...Era tudo...Era imprevisível, intenso e complicado...Muito complicado...E então quando ele me beijava, tudo valia a pena...Eu só...Não importa o que eu faça, o que eu diga, ou o que eu tente fingir não sentir...Sempre haverá uma parte de mim, que estará apaixonada por ele...Porque Paul é, e sempre será o homem da minha vida...Você já se sentiu assim com alguém? Como se estar com essa pessoa fosse terrivelmente errado, e você soubesse disso, mas, o amasse demais para conseguir se manter afastada e privar a si própria do sofrimento? — ela não obteve resposta, assim como nenhuma das vezes que Caleb desabafou, teve. Mas, ele estava certo. Aquilo era bom. Falar, com ela. A garota tinha essa áurea limpa, e as coisas pareciam ficar mais fáceis perto dela.
Sarah sorriu para ela, mesmo sabendo que ela não havia visto aquele sorriso, e em seguida deu a si mesma, o direito de falar um pouco mais sobre o que sentia.
—Você sabia que fazem cinco meses que está aqui? É, é bastante tempo, e eu acho que é bastante assustador para Caleb, notar que esses meses, podem transformassem em anos, e que mesmo após esse tempo, você pode continuar assim...Eu não entendo, esse senso de proteção que ele criou por você, é bonito, mas, também é perigoso...Porque isso desafia a sanidade dele, e o Caleb é a pessoa mais racional que eu conheço...E, ele não age bem sobre você...Sabia que ele está em um relacionamento? No começo, eu torcia por eles, Darcey era maravilhosa e...Ela continua sendo, mas, o brilho do início...Eu não vejo mais nos olhos de Caleb...Não pense que eu estou te culpando, é só que, eu sei que ele não consegue conciliar o fato de que fica, dezoito de suas vinte quatro horas pensando em seu estado, e no pouco restante que sobra, se focar no relacionamento dele com Darcey. É louco, mas, qualquer um nota, que você se tornou mais importante para ele, do que a própria namorada, e está meio claro que em algum momento, ele terá de tomar uma decisão sobre isso, que levará ele a ter um término nada legal com ela. — Sarah explica seus pensamentos sobre isso.
[...]
1 semana depois.
Uma animada médica, observava a cortina bege e impessoal, ser trocada por uma de cor azul clara. Trabalho que Paul fazia com maestria. A mesma pôs um vaso de girassóis em cima da cômoda, enquanto Caleb se ocupava, colocando o quadro que havia comprado na exposição em uma das paredes livres.
A ideia de decorar o ambiente em que Bella estava, foi de Sarah. Ela disse que seria bom, se eles tentassem dar uma identidade a desconhecida. Já que não sabiam quem a paciente era de verdade.
Então, naquele fim de semana em que os três estavam de folga, o programa escolhido, foi dar uma repaginada em um dos quartos do San Martin.
Não foi nenhuma mudança radical ou glamourosa, mas, pelo menos dava a ideia, de que a garota se sentiria mais em casa, quando acordasse. Se acordasse. Essa era a parte preocupante disso tudo. A possibilidade disso não acontecer. A possibilidade da esperança ser em vão.
—Fizemos um bom trabalho. — O Walters afirmou, olhando em volta, quando haviam concluído o que vieram fazer.
—Pensei que já soubesse que nós três fazemos uma ótima equipe. — Sarah comentou, ajeitando o óculos em seu rosto e sorrindo.
—A melhor equipe de todas. — Paul concordou, chegando perto dela e a abraçando pela cintura. Em um gesto da intimidade, que ele finalmente haviam recuperado, após o fim do namoro.
—Obrigado...Por terem feito isso...Por me apoiarem em tudo que eu faço. — Caleb agradeceu, encarando aqueles que de verdade eram sua família.
Sarah assentiu emocionada, e logo acenou para que ele se aproximasse, sem mais delongas fizeram um abraço em grupo, repleto de risadas, e promessas silenciosas.
[...]
Um ano depois.
Paul olhava para ela, como se a mesma fosse a coisa mais importante do universo, e talvez até fosse, pelo menos para ele. Sarah se virou, e deu de cara com aquele olhar de encantamento em direção a ela, e sorriu, encolhendo os ombros e franzindo a pele de seus olhos azuis, por baixo do óculos com armação nova. Ela finalmente o entregou o café, que estava há muito tempo na fila esperando, e assim os dois, seguiram lado a lado, em direção a mesa onde Caleb os esperava.
Era o fim de uma tarde fria, naquele sábado, e os três amigos conseguiram, em meio ao seus turnos agitados, arrumarem um tempo para passarem juntos, e o local escolhido foi uma lanchonete perto da casa de Caleb.
Logo, todos estavam acomodados e falando sobre os últimos acontecimentos das vidas dos três. O clima de parceria da faculdade, ainda continuava ali, intacto. E eles sabiam, não importava quanto tempo passasse, ainda seriam amigos daquele jeito.
—E o almoço com os pais da Darcey, como foi? — Sarah indagou, encarando especificamente o anel de noivado em uma das mãos de Caleb.
Faziam dois meses, desde que ele pedira a mulher em casamento, e parecia certo disso. Darcey era uma mulher trabalhadora, firme, e entendia que ele precisava estar sempre no hospital. Ele simplesmente cansou de esperar uma mulher pela qual seria completamente apaixonado, tendo que tinha alguém ali, pronta para ser amada.
Sarah o apoiou, mesmo que sua opinião sobre a Darcey tivesse mudado ao longo do tempo, e Paul, finalmente deu o braço a torcer e aceitou essa relação, sendo até chamado para ser padrinho do casamento deles.
O que deixava Caleb triste nisso tudo, é que não podia contar com a presença de seus pais na cerimônia. Seria a realização de um desejo enorme, se eles tivessem lá nesse momento, o apoiando e afirmando que queriam a felicidade dele.
Aliás, não era só isso, o fato de Bella mesmo após um ano e alguns meses, não ter acordado, o deixava devastado, doía de uma forma que ele não sabia como explicar, chegar ao seu quarto e se deparar com a imagem da garota adormecida. Não havia tido nenhuma mudança no caso, em todo esse tempo, ela permanecia instável, não haviam melhoras, e por sorte, também não haviam pioras. A esperança continuava lá, mas, ele mentiria se dissesse que ela não estava diminuindo.
—Bem, na medida do possível...Os pais da Darcey sismaram que seria bom se nos mudássemos para uma casa maior após o casamento. — comunicou bebendo um pouco do suco, que por raridade estava tomando.
—Por quê? Sua casa é maravilhosa. — Sarah não entende.
—Segundo eles, faltará espaço quando os filhos chegarem. — repetiu as palavras dos sogros, e a Jones suspirou.
—Que tom monótono é esse, ao falar de filhos? Ser pai, não é um dos seus sonhos, Caleb? — ela o conhecia demais para não notar.
—Sinceramente? Nem eu sei mais, quais são meus sonhos. — ele admitiu e seus amigos arregalaram os olhos.
—Que papo derrotista, cara. O que está acontecendo com você? — Paul indaga preocupado.
—Me desculpem...É que hoje não é um bom dia para mim...Fui visitar Bella essa manhã, e levei um choque de realidade. — engoliu a seco, frustrado, após dizer essas palavras.
—Como assim? — Sarah quer saber.
—Acho que finalmente compreendi que, estou lutando por algo que não vai acontecer...Ela não vai acordar, certo? — as palavras do amigo fizeram a Jones o olhar emocionada.
Ela pôs a mão dela, sobre a dele na mesa, e apertou levemente.
—Sim , ela vai. E sabe como eu sei disso? Por que vai ser por você que ela fará isso. Talvez a Bella só seja um pouquinho atrasada, mas, eu sei, ela quer acordar, tanto quanto você quer que a mesma fique bem. — garantiu tão esperançosa quanto um dia ele foi.
—Ela é uma garota forte, Caleb...E mesmo, que talvez ela esteja com medo de acordar, por achar que ninguém estará com ela ...Nós provaremos a ela, como é que se acolhe alguém que se aprende a amar, mesmo sem conhecer. — foi a vez de Paul discursar.
Continuaram a conversar, dessa vez assuntos mais leves, e só pararam quando Darcey ligou para Caleb e pediu para que ele fosse até a casa dela, assim o Walters deixou Paul e Sarah juntos e se foi.
De frente para ela agora, Paul puxou Sarah pelo queixo e a beijou carinhosamente.
Essa era uma das coisas que aconteceram, ao longo daquele ano; Os dois se reconciliaram pouco depois de Sarah perceber que o cara com quem ela estava saindo, podia ser perfeito, mas, não era Paul. E Paul, era o amor de sua vida, e ninguém nunca faria ela feliz como ele.
E foi após uma noite de bebedeira, que ela admitiu seus sentimentos ainda existentes para ele, e recebeu uma declaração mais verdadeira de volta. Não foi uma promessa, mas, ele deu sua palavra de que nunca mais trairia ela, e vem mantendo isso.
Claro que o pai dela, odiou essa reconciliação, mas, no fim, não pôde fazer mais nada, a não ser aceitar, que a felicidade de sua filha era Paul.
Algum tempo antes, em outro lugar.
Os pés dela corriam em uma velocidade assustadora pelas ruas daquela movimentada cidade, Austin até tentava acompanhá-la, mas, obviamente Mia tinha uma habilidade maior para esportes do que ele, de qualquer forma a visão dela de legging de frente para ele, soava como uma boa imagem, então o mesmo não tinha do que reclamar.
Ela se virou ofegante, de forma que seus fios acobreados balançaram no ar, como se a Grey estivesse em um filme, numa cena de câmera lenta. Mia ficava tão bonita, com o sorriso que mostrava agora, foi o que Austin pensou. Tudo naquela atrevida era bonito e interessante; Seus olhos, sua voz, seu corpo e sua personalidade, ele estava terrivelmente apaixonado por ela, e nem tinha medo disso, como seria normal numa situação daquela para um cara como ele. O Headthorne queria arriscar. Por ela.
—Você é um fracote, Austin, nem está conseguindo me acompanhar, só faz quinze minutos que estamos correndo, nós só rodeamos um quarteirão. —ela reclama, colocando as mãos em sua cintura, em um claro posicionamento de insatisfação.
—Esse lance de vida super saudável não é para mim, quando me convidou para sair as sete da manhã, imaginei que fosse para um café, como as pessoas normais fazem. — o mesmo debocha, soado, se escorando na parede de entrada de uma loja de móveis.
Mia revirou os olhos.
—Em minha defesa, nem achei que você fosse aceitar, suspeitava que estivesse cansado de alguma transa casual de ontem. — comenta como se não fosse nada.Mesmo, que por dentro estivesse incomodada, por expôs aquela suspeita.
—Para sua informação, desde que começamos a sair há duas semanas, não tenho transado com mais ninguém. — Austin afirma aquilo com uma sinceridade, quase inquestionável.
—E eu sou virgem. — ela debocha, pegando em um fio rebelde, que estava em frente de seu rosto e o colocando atrás da orelha.
—Estou falando sério, Mia...Não tenho saído com mais ninguém. — reafirma.
—Está desperdiçando novas oportunidades por nada...Você e eu...Não vai passar de sexo casual, e até você sabe disso. — se utiliza da indiferença.
—Acho que o fato de você ter dormido comigo dois dias seguidos, termos ido no cinema fim de semana passado juntos, e agora você ter me chamado para esse encontro matinal estranho, contraria essa sua afirmação. — é esperto ao notar.
—Estava entediada com os caras que vinha conhecendo; Você foi minha distração. — continua erguendo barreiras.
—Uma bela distração. — Austin afirma com desdém.
—Enfim, poderia haver uma melhor. — deixa claro, e ele revira os olhos.
—Por que você é tão dificil, Mia Grey? — o mesmo quer com todas forças descobrir isso.
—Se eu fosse fácil, isso perderia toda graça, Austin. — parece ter certeza disso.
—Janta comigo essa noite? Dave liberou o apê. — convida, chegando mais perto, a puxando pela cintura, de modo que seus corpos colam um no outro como se fossem imas.
—Jantar é a última coisa na qual você está pensando; Isso é um convite claro para sexo. — Mia nota, enroscando seus braços, ao redor do pescoço dele.
Austin aproveita, para lhe roubar um selinho, em conjunto com uma mordida de leve no lábio inferior.
—Por que você não admite que estamos namorando? Duas semanas deve ser um recorde, para pessoas como nós ficarem juntas com outras pessoas. — questiona curioso e Mia ri.
—Não estamos juntos e não para a primeira pergunta também; Não estou afim de um jantar na casa do Dave. — ela se separa cedo demais, e lhe dá as costas.
Não demora para que volte a correr com total animação, enquanto um frustrado Austin a seguia, eventualmente ela aceitaria o convite dele, persistência com ela sempre foi seu forte com ela mesmo.
Estavam naquilo há duas semanas realmente; Faziam coisas de casal, agiam como um casal, mas, Mia, nem se dava ao trabalho de colocar um status naquele comportamento. De alguma forma, soava mais seguro para ela, não admitir que tinhas sentimentos fortes por Austin; Que sentia falta dele, quando não estavam juntos, que no meio de sua vida caótica com uma madrasta estúpida e um pai ausente, o mesmo lhe dava uma sensação de paz.
E Austin, ele havia notado sem muito esforço, o quão encantado estava por a sua maluca predileta, depois que conheceu Mia Grey, todas as outras garotas perderam a graça para ele, de uma forma louca, tudo que ele queria, era passar o dia todo com ela, rindo de seus deboches, implicando de suas indiferenças e a propondo coisas insanas. Quando estava com ela, nem lembrava de sua mãe controladora, era só ela. Mia Grey e nada mais.
—Eu aceito jantar na casa do Dave, com você. — Mia cede, quando eles chegam em frente ao clube.
—Eu devia ficar surpreso? — Austin questiona com desdém.
—Babaca. — ela “elogia”, antes de sem a miníma gentileza, o puxar para o interior do local. Da parte de baixo, os dois puderam avistar Chloe e Dave na lanchonete lá em cima, conversando distraidamente. Aqueles dois haviam virado unha e carne desde que se conheceram; Dois nerds, que tinham basicamente cem por cento de seus pensamentos focados nos estudos.
—Vocês deviam transar. — Mia aconselha com diversão, antes de se arrastar até sua melhor amiga e a surpreender com um beijo na bochecha; Chloe revirou os olhos, Dave riu, e Austin se preocupou mais em se acomodar em uma cadeira vaga na mesa.
—Você é uma conselheira maravilhosa, Mia Grey. — Chloe finge um elogio, e a outra sorri.
—Eu tento. — lhe conta.
—Onde estavam? — Dave questiona curioso.
—Mia estava correndo, e eu...Bem, eu estava passando vergonha, quase me arrastando no chão. — todos na Mia riem.
—Vem cá, Austin, como consegue manter esse tanquinho, se aparentemente não suporta esportes? — A Grey questiona, logo que Dave acena com a mão para que a garçonete venha servir seus amigos que acabaram de chegar.
—São sofrimentos necessários, querida; A academia está ai para isso. — debocha, logo que depois se surpreende, quando Mia ao invés de pedir por outra cadeira, senta sem a miníma vergonha em seu colo. Chloe nem chegou a estranhar, Mia sempre era chamativa daquele jeito, Dave por sua vez, também não deu muita importância, o único que demonstrou uma reação real foi Austin, que sorriu de orelha a orelha.
—Hey, Dave me convidou para ir ao teatro hoje, querem vir? — quando Chloe ampliou o convite para todos, Dave não se incomodou, já que o mesmo verdadeiramente não nutria nenhum sentimento amoroso por ela, que criasse uma vontade de estarem sozinhos nesses programas; Ele simplesmente gostava da companhia dela, e do fato dela entender perfeitamente os problemas que ele passava, e seus objetivos.
—Não dá, Chloe, Mia e eu vamos jantar hoje. — Austin responde primeiramente.
—Correção; Nós vamos transar. — Mia diz ousada e em resposta isso, Austin morde o ombro dela, rindo.
—Céus! Mia, eu não pedi por essa informação. — Chloe reclama e sua amiga ri.
—O que podemos fazer? Nossos corpos pedem um pelo outro. — ela debocha, e em seguida olha para Austin, roçando seu nariz levemente no dele, não demorou muito para estarem se beijando, em meio a risadas.
Eles eram estranhos, inexplicáveis, sem rótulos, eram algo além. Eram algo novo. Eles simplesmente eram “algo”.
[...]
Mia não se incomodou em soar educada ao chegar no apartamento de Dave, já conhecendo aquele lugar pelas duas semanas que o frequentou, se jogou no sofá, e colocou seus pés em cima da mesa de centro, enquanto esperava Austin ir buscar algo no interior do lugar.
Estava pensativa; Lembrando-se da milésima briga que teve com Ruby naquela tarde, logo que saiu do clube, onde se divertia com seus amigos, e Austin. Parecia que sua madrasta, tinha esse dom, descobrir os momentos em que a mesma estava relaxada e estragar isso. Lembrou-se também do fato de não ter visto seu pai o dia todo; Mais uma vez. O trabalho era verdadeiramente a esposa dele, não Ruby, nem entendia porque não pedia logo o divórcio da megera.
—Hey. — despertou com o chamado de Austin, e encarou sua imagem desconfiada.
—O que você está aprontando, hein? — não demorou a notar, que desde cedo, ele vem escondendo algo dela. De alguma forma, estava começando a conhecê-la.
—Isso. — revelou algo que escondia atrás de si; Um buquê de anêmonas. Mia franziu as sobrancelhas para aquilo, e se levantou, ficando de frente para ele.
—Por que insistiu tanto nesse jantar, Austin? — modificou a pergunta, e ele sorriu.
—Porque, esse jantar vai ser especial; Vai ser meu primeiro jantar oficial, com minha namorada. — conta a ela em tom de segredo.
—Nós nã.. — Mia tenta, mas, Austin a cala com um selinho.
—Tem um cartão no buquê. — avisa, logo que separa seus lábios dos dela, e lhe entrega as flores.
Mesmo hesitante, ela retira o papel pequeno de lá.
—“Quer namorar comigo?” — lê em voz alta, e engole a seco. — Austin, nós...Não dá...Você é esse cara galinha, que se interessa por uma garota nova a cada cinco segundos...E eu sou eu, eu sou complicada e não deixo ninguém entrar...E qual é, você é um mimadinho que não se dá nem ao trabalho de sair da barra da saia da mãe, e tem encontros no apartamento do melhor amigo... — ela tenta arranjar desculpas, enquanto está atordoada.
Austin segura as mãos trêmulas de Mia, e faz com que ela o encare.
—Mia, eu já disse e repito; Não quero ninguém além de você e quanto as suas limitações, eu entendo e farei de tudo para te ajudar com isso e eu posso arranjar um apartamento para mim, se o fato de usarmos o de Dave te incomoda, eu posso até arranjar até uma mansão se você quiser, só aceita o meu pedido. — ele solicita quase sussurrando, achando uma solução para tudo.
—Eu não...Eu não quero... — Mia quer soar convicta daquilo, mas, ao encarar os olhos fascinantes de Austin, ela simplesmente não consegue . E pior, as coisas ficam ainda mais complicadas, quando ele a surpreende com um beijo.
—Me aceita, Mia. — pede mais uma vez, em meio aquela caricia nada pura.
—Eu... — tenta mais uma vez.
—Me aceita. — Austin quase implora.
—Eu...Aceito. — droga, e como aceitava, só pôde confirmar mais aquilo, o beijando outra vez, com um fervor inexplicável. Tudo com Austin era assim.
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